Cap. 12 – Confusões do Coração

N/A: Well... Demorei a escrever, não? Eu li o HP6 (faz tempo, viu) e adoreeeeeeeeei os shippers! P A fic está quase no fim então acho que eu ainda a termino, será minha segunda obra concluída. Potter-obra! Isso aê... Enjoy!

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O namoro com Tonks continuava e Remo passara a se sentir vazio por dentro. Era muito diferente de namorar Gina, que o fazia sentir feliz. Namorando Tonks, ele não se sentia nem quente, nem frio. Sentia-se como se tudo corresse como sempre... Tentava se convencer de que não sentia a falta de Gina mas sentia. Era inevitável.

Enquanto isso, Gina tentava se apaixonar novamente por Harry. Não imaginou que seria tão difícil assim, pois ela ainda sentia algo pelo herói que venceu o Lorde das Trevas. Ela só não sabia como reativar o amor... Respondera a carta dele da melhor maneira que encontrou mas era impossível agradá-lo tanto quanto queria, respondendo todas as perguntas dele. Gina respondeu a carta mas Harry não escrevera de volta...

Remo e Gina evitavam se encontrar. Remo passara a tomar café da manhã mais cedo, para não se encontrar com Gina. A ruiva passou a ir se deitar mais cedo, para que não precisasse encontrar com Remo quando esse voltasse para casa. Mesmo assim, Gina sempre ficava sabendo quando Remo chegava em casa porque Tonks sempre descia as escadas correndo para encontrá-lo, derrubava a pata de trasgo no andar inferior, e acordava a Sra. Black.

- Traidor do sangue! Nojentos, sangues-ruins! Invadindo a casa dos meus antepassados, maculando seus cômodos com seus malditos ruídos incômodos! – gritava a Sra. Black, e era logo silenciada.

Se dependesse de Gina, ela passaria o resto da eternidade trancada em seu quarto, ou pelo menos até o final das férias, mas algo estragou os planos de Gina de se isolar do mundo. Seu vidro de tinta para anotações pessoais acabara, e ela precisava de um novo vidro. Infelizmente ela notou isso apenas à noite, mas Remo ainda não havia chegado então ela saiu de seu quarto e desceu até a sala, onde estavam sua mãe, seu pai, Sirius e Tonks. Sem olhar para Tonks, ela se dirigiu a Sirius e a sua mãe:
- Acabou a minha tinta. O que eu faço agora? – perguntou ela.

- Ah, querida, você sabe que não podemos comprar... Sirius, será que não tem nenhum vidro sobrando por aqui? – respondeu Molly. Gina sabia que Molly não compraria um vidro novo mas ela precisava resolver esse problema.
- Eu realmente não sei... – respondeu Sirius – Deve ter mas eu não sei aonde! Aaaah, Remo, beleza... Você sabe das coisas, arranja um vidro de tinta para a garota em algum lugar da casa.

E Gina se virou para encontrar Remo, que acabara de chegar do serviço para a Ordem e entrara na sala de estar. Tonks imediatamente se levantou:

- Oiiiiii meu peludinho! – disse ela, imitando uma voz infantil irritante, e dando um beijo em Remo.
- Não precisa, Sirius, deixa para lá. – disse Gina, tentando fugir de Remo mas sua mãe disse:

- Não seja boba, menina, Sirius não se importa. – E a Sra. Weasley passou um olhar seco para Sirius como quem diz "É bom que não se importe, pois senão..." – Por favor, Remo, ajude Gina, sim?
Remo fez um som estranho em concordância e fez um sinal com a cabeça para Gina seguí-lo. A menina revirou os olhos e obedeceu ao seu ex-professor.
Ambos caminharam pelo longo corredor da casa dos Black, como sempre faziam quando se escondiam na biblioteca das trevas para namorar, mas ao invés de seguir até o final do corredor, viraram para um canto, aonde havia uma grande porta de madeira escurecida. Era a porta principal da biblioteca. Remo abriu a porta e os dois entraram.
Remo começou a procurar pelas gavetas o vidro de tinta, rapidamente, sem trocar nenhuma palavra com Gina. A menina sentou-se na poltrona da biblioteca e aguardou, num silêncio muito constrangedor. Remo começava a se irritar pois não encontrava nenhum vidro de tinta. Então Gina decidiu falar:

- Olha, nós somos o quê? Crianças ou adultos? Isso está se tornando ridículo!
Remo achou estranho Gina fazer essa pergunta, considerando que ela não era nem adulta, nem criança. Mesmo assim se virou para responder:
- Qual o problema, Gina?
- Nenhum! Apenas que estamos nos evitando e eu acho isso horrível, afinal, não brigamos nem nada. Claro, você podia ter esperado pelo menos um mês antes de sair se amassando com a Tonks... – respondeu a menina numa voz esganiçada.
- Oras! E você podia ter esperado as férias terminarem para começar a se corresponder com Potter!
- Eu não me correspondo com ele, ele simplesmente me escreveu fazendo algumas perguntas... Uma carta não é nada perto de um namoro!
Ambos estavam ficando exaltados, tentavam gritar, mas a voz e o conhecimento de que não poderia discutir ali os fazia manter o tom baixo.

- Eu não devia estar namorando ela! Ela disse aquilo sem meu consentimento, ela inventou! Que eu podia fazer? Desmenti-la em frente a todos! – respondeu Remo.
- Muito bem! – disse Gina – Aparentemente nossa idéia de terminar não funcionou, apenas piorou. Eu não quero estragar nossa amizade.
- Eu também não quero...

E fez-se silêncio por alguns instantes. No segundo seguinte, Gina avistou um vidro de tinta logo acima da mesa. Se fosse um basilisco, teria mordido aos dois. Ela pegou o vidro, guardou no bolso das vestes e disse:
- Ok... Então... Já que, er... Apesar da gente querer namorar e não poder... seremos amigos. Certo, Remo? – disse Gina insegura, torcendo as mãos.
- Certo – disse ele, e instintivamente abriu os braços para receber sua pequena ruiva, que correu para o abraço.

Remo e Gina voltaram a ser amigos. Harry não escrevera mais mesmo, e Remo continuara o namoro com Tonks, mas para ele isso não significava nada. Gina tinha pontadas de ciúmes, mas o que podia fazer? Era apenas "amiga" de Remo, apesar de ambos serem apaixonados um pelo outro.
Eles passavam horas conversando na biblioteca das trevas. Conversavam sobre os sentimentos de ambos, não em relação ao que sentiam um pelo outro, mas sobre a solidão que sentiam, o medo, a angústia.

Apesar de estarem no verão, estranhamente, houve uma noite de muito frio e tempestade em Londres, e o vento assoviava forte nas janelas do nº 12 do Largo Grimmauld, e mais uma vez Gina e Remo estavam conversando a sós na biblioteca:

- Remo... Você não acha estranho estar fazendo tanto frio hoje, sendo que estamos no verão? Acha que pode ser coisa de você-sabe-quem? – perguntou Gina, um tanto receosa.

- Não. Ele não tem o poder de mudar o clima... Isso é normal, às vezes acontece. – respondeu Remo, tranqüilizando sua ruivinha.
- Que bom! – disse ela mais aliviada – O problema é que eu estou ficando com frio.

- Venha cá... – disse Remo, abrindo os braços, e Gina o abraçou, ambos no sofá da biblioteca.

E no calor dos braços de Remo, sentindo seu cheiro, ouvindo as batidas de seu coração, tudo ficou tranqüilo, e seus temores passaram, e ela não podia mais conversar sobre seus medos e angústias pois parecia que nunca os tivera.
- Remo... – começou Gina – Você ainda me ama?
Remo continuou em silêncio, refletindo por um tempo. Ele permaneceu em silêncio por cerca de um minuto, então, beijando a testa de Gina, respondeu:
- Sim. E nunca vou deixar de amá-la. Eu sei disso.

- Eu queria que nós voltássemos...
- Não podemos. – disse Remo, contra sua própria vontade. Sentia seus olhos marejarem, queria poder beijar os lábios de Gina, mas não podia.
- Eu te amo! Eu vou morrer sem você... – disse a menina com voz chorosa, os olhos também molhados de lágrimas.
Remo não pode deixar de sorrir. Ele sabia que Gina não morreria sem ele, apesar de que ela mesma sentia isso. Mas era uma prova de amor.
- O que nós faríamos juntos, minha princesa? Não combinamos... – tentou justificar Remo.
- Mas eu preciso de você...
Gina começou a chorar. Não chorava alto, não fazia barulho, mas as lágrimas rolavam claramente de seus olhos tristes, e Remo desejava que isso parasse. Recolheu uma ou duas lágrimas de Gina com os dedos, e limpou os dedos com a boca. Sentiu o gosto das lágrimas da sua ruivinha, da sua menina... Salgadas, mas maravilhosas, porque provinham de Gina Weasley. Então Remo abaixou o próprio rosto e começou a recolher as lágrimas de Gina com beijos. Passou a desejar que as lágrimas não parassem de rolar, porque senão teria de cessar os beijos e ele não queria...
Sua ruivinha fechara os olhos, mas as lágrimas ainda rolavam. Então, sem resistir, ambos se beijaram. Talvez não tivesse sido um beijo apaixonado, mas sim um beijo de amor, que cada um sentiu na alma:
- Está bem, minha menininha... Eu vou ficar com você. – disse Remo, sabendo que talvez aquilo fosse um erro. Mas também sabia que não era Gina que precisava dele, e sim ele que precisava de Gina.
Aquela noite eles passaram aos beijos, comemorando a volta do namoro secreto dos dois.

Eles pensavam que tudo correria bem, principalmente Remo pensava dessa forma. Mas as coisas nem sempre são como as pessoas imaginam. Às vezes as pessoas se envolvem em problemas e depois não conseguem se safar. Era o caso de Remo.

O dia amanheceu belo, como todos os dias daquele verão, mas logo no café da manhã, Remo se deu conta de que a vida não era um paraíso. Ele reparou isso assim que Tonks se levantou e correu cumprimentá-lo com um grande beijo:
- Bom dia, lobinho! Como foi à noite? – perguntou uma Tonks de cabelos castanhos médios e enrolados.

Gina engasgou com os cereais.

- Bem... Foi boa, a noite.
Gina tossiu um pouco de leite.
- Gina, tenha modos à mesa! – gritou a Sra. Weasley servindo salsichas fritas para todos.

- Desculpa mãe.
Remo não sabia o que fazer agora que estava namorando duas pessoas ao mesmo tempo. Uma grande menina, e uma pequena mulher. Ele só sabia que tinha que tomar atitude urgentemente.

- Posso falar com você após o café? – disse Remo para sua namorada metamorfomaga.
- Claro, meu peludinho! – respondeu Tonks com uma piscadela.

Todos giraram os olhos, incluindo Remo e Gina, mas Tonks estava entretida demais com suas salsichas para reparar.

A refeição acabou rápido demais para o gosto de Remo, que por mais desejo que tivesse de terminar com Tonks, por mais que desejasse ter sua ruivinha dos olhos castanhos o mais depressa possível, não estava ansioso pelo momento em que teria que inventar inúmeras desculpas esfarrapadas para a garota.
Ele a levou até a sala de estar. Queria privacidade, mas nunca a levaria para a biblioteca das trevas. Lá era seu lugar com Gina, e Tonks não poderia maculá-lo.

- Ai amor, não sabe como estou feliz por nós dois, meu peludinho maravilhoso, minha bolinha de pêlos fofa! Sabe que eu te adoooooro, né?

Tonks não parava de falar sequer um segundo, deixando Remo num misto de raiva e pena. Tinha pena pela moça gostar dele, e raiva de ser chamado de "peludinho" e "bolinha de pêlos". Naquele momento, ele preferia ser chamado de "bola de pêlos" por Sirius do que por Ninfadora Tonks!

- Ninfadora... – ele começou.

- Creeeedo, môr, não me chama assim!
- Ah, ta... Tonks. Então...

- Não precisa dizer nada, Remo! Eu também te amo! – disse Tonks cortando qualquer tentativa de Remo em acabar com aquilo. Em seguida se jogou sobre Remo e o beijou.

- Agora tenho que ir! Mais tarde conversamos... Lá no seu quarto! – e com mais uma piscadela, Tonks saiu da sala.

Remo só pensava numa coisa: "Ferrou".

Gina estava escrevendo em seu diário sobre como voltara com Remo quando ouviu um toque na porta. Sorriu para si mesma, sabendo quem era, e disse:

- Entre... Meu lobinho!

Remo entrou em meio às risadas de Gina, e não pôde deixar de sorrir. Com ela era diferente ser chamado de lobinho.

- Tudo bem, minha ruivinha? – perguntou ele carinhosamente.

- Tudo! E você? Terminou com a Tonks?

Talvez tenha sido o ciúme agindo, talvez tenha sido o tom falsamente indiferente de Remo, mas Gina se irritou com o "não" displicente de Remo, que se jogou na cama como se nada tivesse acontecido.

- Como não? – perguntou a menina alterada.

- Simplesmente não.
- Pois deveria ter terminado!

- Ela não deixou! Eu tentei, mas antes que eu pudesse falar alguma coisa, ela disse que me amava, e que sabia que eu a amava, e blábláblá. Sabe como é.

- Não, Remo. Eu não sei como é. Eu não consigo entender... Se você me ama, se realmente quer ficar comigo, por que não terminou com Tonks? Eu não me sinto bem dessa forma, eu me sinto usada! Como um refúgio, apenas, para o seu real relacionamento!

- Eu te amo, mas é horrível terminar com alguém, Gina! Eu acho que vou provocar que ela termine comigo invés de eu terminar com ela. – Remo não sabia mais o que fazer para conter Gina, que parecia prestes a berrar.

- TERMINA COM A TONKS! SE VOCÊ QUER MESMO FICAR COMIGO, TERMINA COM ELA!

E Gina saiu do seu próprio quarto batendo a porta. Nenhum dos dois pensou naquele momento que talvez alguém tivesse ouvido os berros ou a porta batendo. E mais uma vez naquele dia, Remo pensou... "Ferrou". Mas dessa vez, pelo menos, não tinham chegado ao extremo de terminar novamente o relacionamento.

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N/A2: E mais uma vez terminamos um capítulo! Espero que todos estejam bem e felizes com isso, pois eu estou!
Desculpem-me a demora para escrever mas faz muito tempo que eu não tenho uma real inspiração.

Hoje me inspirei na minha própria vida, ou em como eu queria que ela fosse!
Então, obrigada àqueles que continuam lendo, e em breve teremos mais um capítulo.
Tchau!