Capítulo Primeiro - Voltando a superfície.
É tão complicado pensar em como uma guerra muda à vida das pessoas. No início eu achava que sabia como seria, que estava preparada ledo engano. Mal eu sabia, que há coisas na vida, das quais nós nunca vamos estar preparados, a guerra é uma delas. A estabilidade que você demora uma vida para construir é ameaçada com o simples amanhã. O sentimento de impotência toma a sua razão. Você não sabe o que lhe espera... E a única coisa que podemos ter é a esperança. A esperança que aquele inferno acabe, que as pessoas que você ama voltem vivas, que a dor suma... A guerra não vale a pena, ambos oslados perdem, ambos sofrem... Sacrifícios são feitos. E em meio ao desespero ninguém parece ouvir mais um grito...
Faz um tempo em que tudo realmente mudou na minha vida. Depois de quinto ano em Hogwarts, voltei para casa. Pude ver o medo e a preocupação estampados na face de todos os meus familiares. Dentro de meses estariam realmente em combate, o perigo seria maior. Não gostava de pensar nisso.
Foi em uma quarta feira, que minha mãe deu a notícia aos presentes. Ela disse que após tanto tempo de serviços prestados pela nossa família, poderíamos ir para o abrigo, na verdade um refúgio. Distante da guerra, um lugar mais seguro. Iríamos partir na madrugada de quinta-feira, eu e ela. As duas mulheres da família. Sozinhas. Um aperto se fez sentir em meu coração. E se não visse mais meu pai e meu irmãos? A guerra realmente não tinha lado bom, já que mesmo o bem, pode ferir uma pessoa. Não tive reação, fiquei parada olhando minha família, poderia ser a última vez que a veria assim, completa. Logo, Harry e Hermione chegaram. O sentimento de perda aumento ainda mais.
E o Harry? Sabia que nunca poderia esquecê-lo, que toda a minha vida eu esperaria por ele, mas como eu poderei vencer a morte? Ele com certeza é o mais visado na guerra, o único que poderia de vez matar Você-Sabe-Quem. Será que todo o nosso sacrifício de amor não valeria de nada? Eu estava em frangalhos, mas não conseguia chorar. Nem expressar quais fossem os meus sentimentos. Não dormi a noite inteira, olhando a volta de tudo. Meu quarto pequeno, a varanda onde brincava com meus irmãos quando pequena... Tudo parecia estar tão longe, quando não passava de meses. Minha vida algum dia voltará a ser como era? Poderei sonhar? Essas dúvidas não serão respondidas tão cedo.
Quando cheguei ao refugio, vi que a maioria dos rostos havia a mesma expressão distante e pedida. Todos tinham alguém com quem se preocupar, alguém para perder. O lugar em si, era grande. Parecia mais um castelo mal assombrado, a construção era antiga e acabada. E todos que estavam ali, haviam contribuído na primeira guerra, e não participariam da segunda por motivos de invalidez ou muitas perdas na família. Havia poucas pessoas da minha idade. Pelo que pude perceber, uns dois meninos e uma menina, Patience esse era o nome da jovem.
Patience era um ano mais velha que eu, e pelo que vi, muito impaciente, o que parecia mais um trocadilho com o seu nome. Órfã, fora criada a vida inteira por um tio e agora estava refugiada. Ela me contou que o "refúgio" fora uma idéia de Dumbledore, que fora posta em prática. Ele deixou uma carta à McGonnagal dizendo a melhor maneira de proteger alguns ex-membros e alguns graves feridos da ordem da fênix. Ele pensou no lugar durante anos e, este lugar seria como Hogwarts, ninguém saberia como chegar.
Incrível como ele havia pensado em tudo. Havia alguns aurores responsáveis pelo lugar, que revisavam a vigia. Algumas enfermeiras que preparavam os leitos para possíveis enfermos. O falecido diretor, pensava que St. Mungus ou a própria sede da Ordem não poderia dar o devido cuidado e poderia ser invadido a qualquer momento, impossibilitando o trabalho de algumas enfermeiras. E as baixas seriam muito maiores.
Não sabia da onde Patience havia extraído tanta informação, como havia acabado de conhecê-la não a perguntaria sobre tal. A menina era uma das poucas que parecia não se afetar tanto com a guerra, e sempre estava disposta a ajudar. Sua aparência sempre impecável, apesar de simples. Os cabelos azuis, em um tom escuro quase negro. Os olhos castanhos tão claros quase amarelos, pareciam estar sempre a planejara alguma travessura. Parecia uma criança, talvez pelo fato de ter sido criada sozinha, sem irmão ou pais. Tive certeza que em breve seríamos grandes amigas.
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Sangue. O cheiro e o gosto de sangue haviam tomado a sua razão. Não lembrava mais onde estava, a escuridão cegava os seus olhos. E tudo que ouvia eram gritos. Se perguntassem onde estava diria que aquele lugar era o inferno. Não sentia mais as usas pernas, provavelmente esse era o efeito das inúmeras maldições que recebera. Seu sacrifício não havia adiantado nada. Neste momento não sabia se a sua mãe estava ou não protegida. Não sabia nem se ela estava viva... Se algo tivesse acontecido com ela, preferiria a morte.
Esses últimos anos haviam sido realmente difíceis. O seu mundo perfeito fora quebrado e tudo por culpa de uma pessoa. Como seu pai poderia se fiel a um homem como aquele? Nem sabia se podia chamar de homem aquela criatura. Depois de anos de servidão, a única coisa de retribuição que sua família havia ganhado fora a própria destruição. Seu pai na cadeia, e sua mãe... Nem ao menos sabia que fim havia dado a ela. Por sorte, consegui escapar da primeira vez. Não fora fácil colocar os comensais em Hogwarts. Ainda mais com o Dumbledore de olho, mas para sua surpresa ele já sabia, e o protegeu. O único. Nem seu pai pensara em protegê-lo. O Severo, talvez... Mas sabia que a maior razão de todo o cuidado, fora a sua mãe. Foi com pesar que viu o homem ser morto a sua frente e não podia fazer nada. Até hoje, não havia entendido o porquê de Snape o ter matado. Sendo ele que o abrigara e dera apoio todos esses anos. Conseguiu escapar da morte uma vez, mas da segunda não tem tanta certeza...
O plano do Lorde era fácil, teria que matar alguém da Ordem da Fênix. Encontrou a oportunidade perfeita, mas na hora não havia conseguido. Quando olhou para os olhos de Tonks, não conseguiu. Ele não era um assassino, não era seu pai. Não tinha a frieza e a ganância que pensava ter, não queria ter que servir a um homem como Voldemort. Nem sangue-puro ele era, na verdade achava que o próprio sujava o nome de Salazar, um pensamento que adquiriu com a sua mãe. Narcisa era o exemplo de tudo para Draco. A única pessoa que realmente o amou. Era elegante, bonita e sempre tinha o ar de superior estampado na face. Inteligente, muito mais que seu pai. E não possuía a insanidade dos Blacks, como Sirius e Bellatrix. Sabia que ela havia feito muitos sacrifícios por ele e, estava disposto a retribuir, mas havia falhado... Agora estava sendo torturado, provavelmente morreria assim, provavelmente...
- Draco? Você consegue enxergar? Draco você está me ouvindo? - perguntou uma voz masculina em tom de preocupação.
Malfoy apurou bem a vista, tentando se acostumar com a escuridão, passado um tempo conseguiu enxergar um vulto a sua frente. Não conseguia lembrar bem quem tinha essa voz, apesar de soar assustadoramente conhecida, quem sabe não seria agora a hora de sua morte? Sorriu tristemente ao pensar nisso.
- Maldição! Não acredito que deixaram o garoto inconsciente! - esbravejou o homem, fazendo a capa farfalhar ao contato com chão.
- Q- quem é vo..você? - perguntou sem forças, sentindo o gosto amargo no sangue em sua garganta.
- Não reconhece mais o teu professor de poções, Sr. Malfoy? Fique quieto, no seu estado não é bom fazer esforços. Deixe que eu o conduzirei a saída deste lugar.
Draco pôde sentir o tom de preocupação que a voz de Snape carregava. Sabia o quanto era arriscado para ambos tentarem fugir da fortaleza de Lord Voldemort. Em instantes sentiu seu corpo levitara e uma claridade surpreendente cegar sua visão. Depois disso não lembrou de mais nada. Imagens passavam em sua cabeça em uma velocidade incrível, era como se estivesse sonhando...
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A primeira baixa. Não acreditava no que falaram está manhã. Três integrantes da Ordem estavam gravemente feridos. E se fosse alguém de sua família? Fechou os olhos e pôde sentir as mornas lágrimas rolarem pelo seu rosto. Quando aquilo tudo iria acabar?
Depois de tanto tempo se preocupando com diversas coisas, dentro do pequeno palacete onde se encontrava, seus pensamentos, foram arremetidos a Harry. Não conseguia deixar de pensar como ele era um grande homem. Sim, homem! Harry nunca poderia ser chamado de menino, não depois de tantos feitos, e de tanta determinação, que muitos homens não tinham. Era um rapaz de grande fibra moral, capaz de se arriscara para salvar um amigo, como fez quando terminou tudo com ela. Revirou os olhos, não conseguia pensar em mais nada, precisava de notícias. Queria saber se um dos feridos era seu irmão, seu pai, ou Harry. Precisava vê-los.
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Olhou a sua volta e só pode ver vários lampejos de luz. Vermelhos, azuis, amarelos... Pareciam dançar sobre si. Mesmo pouco consciente, Draco percebeu: estavam em combate. Não teve muito tempo para analisar a situação, pois um raio violeta o acertou, fazendo apagar novamente, tendo como uma última visão uma cascata de cabelos platinados.
- Você já sabe para onde levar o menino, não sabe? - perguntou o homem aflito, cobrindo o seu rosto logo em seguida.
- Não sei... Mas não se preocupe, o mais importante você já me deu: o meu filho de volta. - disse com lágrimas nos olhos. Abraçando o filho, puxando-o para fora da agitação. – Quanto tempo eu tenho para fugir?
- Pouco, Narcisa. Acho melhor você ir embora, o quanto antes. E lembre-se não visite e nem conte nada a Lucius.
- Não farei nada que possa prejudicar o Draco. A saúde dele é o mais importante. Já sei quem vou procurar.
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Já havia passado pela maioria dos quartos a procura de Patience. Onde será que ela havia se metido? Era o que pensava a ruiva. Encaminhou para a cozinha, mas parou no meio do caminho, quando ouviu vozes aflitas falarem:
- O ataque não foi tão grave. Os feridos já foram transferidos, acho que nem será preciso virem para cá. Sabe, como são esse jornais sensacionalistas, aumentam demais para venderem. – proferiu uma voz esganiçada.
- Sei, mas fico preocupada do mesmo jeito. Tenho praticamente oito filhos na guerra. Fora os meus de sangue, considero muito o Harry e a Hermione. E tenho o meu marido. – respondeu a tão conhecida voz de sua mãe.
Sentiu uma pressão em seu ombro esquerdo, virou lentamente. Sabia que era feio escutar conversas alheias, mas não pôde deixar de ouvir. Virou-se por completo e deixou escapar um suspiro quando viu os olhos tão claros a olharem de forma divertida.
- Vejo que temos mais em comum do que pensava, Ginny. - disse a puxando em direção oposta as vozes. - Mas você tem que tomar mais cuidado, viu! Se te pegam, nem sei o que falariam. Todos andam muito nervosos ultimamente, não consigo nem respirar direito sempre olhos vigilantes sobre mim e sobre você também, já percebeu?
- Já sim. Mas é que estou muito preocupada com meus irmãos e Harry...
- Potter? Então vocês são próximos? - com a pergunta da jovem, a ruiva ficou subitamente sem fala e seus pés tornaram-se de súbitos interessantes ao extremo. – Não entendo o porquê de tanto constrangimento... a não ser que... Meu Merlin! Você gosta dele? – ao ver os olhos de Gina saltarem, retorquiu - Desculpa, não devia ser tão indiscreta, mas não deu para segurara a curiosidade e...
- É uma longa história, você está disposta ouvir? - perguntou a ruiva já recomposta. Com a surpresa a menina de cabelos azuis apenas assentiu com a cabeça. – venha vamos conversar lá fora. Não acho certo falarmos aqui.
A tarde passou e Gina pôde desabafar pela primeira vez, que não fosse um diário, e sim alguém que pudesse a compreender. Disse o quanto se sentia feliz pela maior prova de amor, porém se sentia egoísta por não compreender de imediato e de por muitas vezes sentir que não era assim que queria. Afinal nem direito para chorar ela tinha, era uma prova de amor. É egoísta demais pensar em um namoro quando um mundo está em guerra. Contudo, convencer-se disso não seria fácil.
N/B: Anjo falando:
Miga, estou hiper empolgada com a Only, acho que já percebeu! Tudo bem, esse cap foi bem "só o começo", mas eu acho que a coisa não demora a pegar fogo, né?
Bom, não tenha pressa para escrever, mas também não se deixe abater pela preguiça!
Eu tenho que ir, almoçar, estão me gritando...
Beijinhos!
Ly Anne Black
N/A: Depois de certo tempo, eis que apareço! Minhas fics estão me dando um enorme trabalho, mas estou super feliz de ter conseguido escrever o primeiro capítulo dessa daqui, mesmo que não tenha ficado grande coisa.
Agradecimentos:
Rute Riddle: Obrigada por ler "Only Hope" e acompanhar minhas outras fic também. Fico imensamente feliz que tenhas gostado de idéia! Demorei um pouco para atualizar, mas é que são muitas em andamento e o tempo é pouco! Mas acho que consigo! Amo a sua fic, mesmo, mesmo! Bjinhos!
Taty: Pode deixar farei o máximo para continuar a atualizar essa fic. Até havia pensado em desistir mais depois de tanto tempo de "bloqueio" consegui passar a minha idéia de início.
Lucius: Ao contrário do que você falou, eu não odiei a sua review! Mas preciso fazer umas considerações a respeito.
1 ° Eu não pus em jogo os sentimentos do Harry. E toda menina, após o término de um namoro, teria a reação que ela teve, ainda mais por AMAR ele. Não considero um amor platônico e, sim um amor. Puro e simples.
2 ° Ela não vai chifrar o Harry, até porque não está com ele. Mas LEIA a sinopse. O Draco encontrará AMIZADE nele, e não diversão e namoro...
3° Eu não farei uma fic em torno da Gina e sim do Draco. E a fic terá Action H/G. E a Gina não será do tipo, a magoada, inocente e intocada como todos colocam. Ela é tão forte como o Potter, afinal ela tbm sobreviveu ao Voldemort.
4 ° Quanto ao cinco ou seis capítulo e ela "pum" vai se apaixonar pelo Draco. Bem., você NUNCA leu uma fic minha, então não diga isso! Eu costumo demorar muito para juntá-los, sei bem que não há afetividade, mas me diga uma coisa, você está na guerra, e de repente o seu maior inimigo mostra um lado mais humano, você ficaria em uma atitude infantil ou esqueceria as diferenças e tentaria o ajudar? Ela é grifinória, e na guerra todos são prejudicados.
5° Eu não estou "ferrando" as personagem da Jk, isso posso lhe garantir. Fan Fictions, como o nome já diz é ficção de fãs. E enquanto tiver uma pessoa lendo essa fic, não hesitarei em escrevê-la. Draco e Gina é um dos casais mais queridos que se tem. E Em fanfic, encontramos casais e situações bem impróprias, mas que muitos lêem, isso não é questão de respeito e sim de gosto. Se você não gosta, ou se incomoda, não leia! Não obrigo, nem peço para lerem. Mas acho que se você ler, muitos de seus conceitos, principalmente no que se diz respeito a minha maneira de escrever serão banidos, você quem sabe!
Obrigada, mesmo assim!
Lou Malfoy: Oi Miga! Bem action... Complicated! Como expliquei acima. Essa fic é mais uma redescoberta de Draco do que uma DG com vários actions, nem espere uma NC...Não terá! Tudo demorará muito, mas quem sabe não role? Mas uma amizade que é uma coisa difícil, eu lhe garanto que surgirá! Estou tão exausta, mas tentarei atualizar todas as minhas fics!
Arwen Mione: miga, estou com medo de você! Você me ameaçou...você é má! Rsrsrs... Pr isso que te adoro tanto! Aí, aí...Sectusempra...já lancei em tanta gente, mas não quero que você lance em mim. Aff! Logo três! Mas td bem...quanto à gravata...outra ameaça! Pode deixar não desistirei de atualizar, mas como você mesma deixou, vai demorar um pouquinho. Bjinhos!
Leiam minhas outras fics, estão todas no meu profile!
Bjos e Submit review a capítulo vindo mais rápido!
