Capítulo II. Descobertas Antes do Amanhecer.
Certos sacrifícios são necessários quando se ama. Narcisa afirmava isso constantemente em sua cabeça, como se fosse um mantra. Sabia que precisava salvar seu filho, e faria de tudo para isso. Venderia sua almaao Diabo se fosse necessário, mas não deixaria que nada acontecesse ao seu menino. Olhava para a face pálida e frágil dele, enquanto sentia o nó em sua garganta aumentar ainda mais. Não podia acreditar no que estava a acontecer, teria que chegar a tempo, ou tudo teria sido em vão... Segurou as lágrimas, como apreendera há anos, ainda pequena. Nunca tinha conseguido ser tão fria como a irmã, afinal ela tinha uma coisa que a fazia diferente, ela tinha sentimentos.
Pegou a Chave de Portal e releu o pergaminho já amassado:
"Sra. Malfoy
Lembro bem o dia em que a vi entrar em Hogwarts, o encanto em seus olhos era visível. Sei que não é o que os outros pensam, como seu próprio filho. Eu o protegerei como puder. Ele não me fará mal, as coisas chegaram ao ponto que tiveram que chegar. Eu aceito o meu destino, e você terá que aceitar o seu. Vá e fale com Minerva, eu creio não estar presente para auxiliar.
Não se preocupe,
Albus Dumbledore"
- Eu não tenho escolha! - disse nervosa, olhando para o filho. – colocou a mão dele e a sua por cima e apertou a Chave de Portal.
"O Dia está começando a amanhecer, e as noticias demoram a chegar. Estou preocupada. Mais cedo, por volta da meia noite. Eu e Patience ouvimos um barulho de bruxos andando no andar superior, onde ficam os enfermos. Infelizmente não podemos espiar, mas ouvimos um choro de uma mulher. Não posso dizer ao certo, mas foi o que me pareceu. Será que alguém havia morrido? Isso só saberemos no café. Nós estamos cada vez mais amigas, mas sinto que ela ainda tem muitas coisas para me contar. Há mistérios no passado dela, eu sinto.
No entanto, não podemos pressionar ninguém a dizer o que queremos ouvir, o tempo trará as respostas. Minha mãe está mais feliz. A minha amizade com a Patience a fez ficar mais tranqüila, é como se isso fosse a certeza que eu não partirei para a guerra. Eu sei que esse é o seu maior medo, como foi na AD. Mas não será assim, prometi a Harry, não posso quebrar minha promessa.
Ainda sinto muita falta do trio, apesar de não ter convivido tanto com eles, afinal só tive contato nesse último ano, pois Ron e Hermione andavam impossíveis. Não que eu culpe a Mione, sei que o meu irmão é muito idiota às vezes. Como eu mesma sou. Me arrependo de certas atitudes do meu passado, certas rebeldias. Acho que a guerra serve para amadurecer as pessoas, não que eu queira dar um sentido bom a esta, mas tudo na vida tem o seu lado... aproveitável? É acho que essa palavra se encaixa bem.
Quando tudo acabar, sairei ferida com as perdas (espero que não seja muitas), porém mais madura e centrada. Quem sabe uma mulher digna de carregar o sobrenome Potter? Sim, eu ainda me permito sonhar...
Os sonhos são as únicas coisas que a guerra não nos tomou..."
- Gina! Gina!- ouvia seu nome insistentemente. Olhou para o lado e viu a face aflita da amiga. – Fecha esse diário e venha comigo, tenho que lhe mostrar algo. - A ruiva apenas concordou com a cabeça e logo saíram em disparada.
Apertaram os passos, tentando não fazer barulho. Chegaram até um quadro grande, até ali a ruiva não tinha entendido nada. Até a amiga posicionar a estátua de um anjo ao lado e o quadro abrir. Ficou estática, até sentir um empurrão nas costas.
- Você tem que ser mais rápida, se continuar assim, vão acabar te pegando. – sussurrou a menina ao pé do ouvido de Ginny.
- Que lugar é esse? - Perguntou baixo. Olhando para uma Patience maravilhada, que como resposta apenas balançou os ombros.
Andaram e viram algumas armaduras no recinto, e muita umidade. Aquele lugar não era o que se podia dizer de agradável, e a ruiva estava a começando a sentir vontade de sair dali.
- Com medo, Gi?- a morena brincou. - Fique calma, eu vi a profª. McGonnagal entrar por aqui. Acho que descobrimos onde se encontra a pessoa que estava ferida. Pelo visto é alguém importante, pois não pôde ficar com os outros.
Nesse momento o coração da ruiva disparou e se fosse Harry? Não, não poderia ser. Não agüentaria vê-lo mal, como se adivinhasse os pensamentos da amiga, Patience continuou:
- Deve ser algum auror com um tipo de doença contagiosa, até porque se fosse alguém realmente importante saberíamos.
Apesar de não se sentir confortável com a idéia de doença contagiosa, pois se fosse, de fato estaria correndo risco... Mas era um meio de espantar o pensamento angustiante que caia sobre o Harry.
- Precisamos averiguar. – disse a ruiva olhando para o tapete que estava debaixo de uma pequena mesa, que parecia ter sido posta propositalmente, já que não parecia fazer parte da composição da decoração.
Olhou mais de perto, sua curiosidade incitava suas atitudes. Quando puxou o tapete, a sua reação não poderia ser diferente, havia encontrado a passagem. Abriu a tampa e deparou-se com uma escada subterrânea, que provavelmente seria a direção de onde deviam tomar.
- Não acredito! Fabuloso, Gin! Fabuloso. - Disse a menina já passando pela tampa. – Venha! - chamou ao ver a cara de espantou da ruiva, que pelo visto ainda não havia se decidido.
Ouviu passos vindos de fora da sala, com o susto, entrou pelo vão e puxou o tapete.
Olhava a sua volta e havia água, que batia a até seu tornozelo, via a cara de nojo que a morena fazia. Afinal não sabiam a origem da água, ao menos não cheirava mal. O lugar estava mal iluminando, mal podiam enxergar os pés, ainda bem que estavam com a varinha em punhos e "lumos" auxiliou o caminho. As paredes estavam castigadas e tinha inscrições antigas, com línguas mortas, provável. E tudo cheirava a mofo, até um certo ponto, onde uma porta de madeira raríssima se encontrava.
Patience pôs o ouvido a porta para ouvir se tinha algum ruído. Parecia tudo na mais perfeita calma, muito receosa abriu a porta devagar, deixando apenas uma fresta para poder olhar a parte interior. Para sua surpresa havia apenas um ocupante. Apagou a luz da varinha, já que a sala estava iluminada a velas. Puxou a mão da amiga, mas não sem antes colocar o dedo indicador no lábio, pedindo silêncio.
A Weasley mal podia acreditar no que seus olhos podiam ver. O ocupante do quarto era um ano mais velho que ela, estudava em Hogwarts. E até onde ela sabia não era uma boa pessoa. De todas as pessoas no mundo que poderia pensar encontrar, essa com certeza, seria a última. O ocupante era ninguém menos que: Draco Malfoy.
Mesmo sendo quem ele era, a menina não pôde deixar de ficar penalizada com a imagem. O rosto que antes era tão bem moldado, agora se encontrava com feridas grandes e de cascas grossas. O supercílio arrebentado, e os lábios inchados. As mãos enroladas em uma gaze branca e em seu peito havia marcas grandes que pareciam queimaduras de algum tipo de maldição.
Patience olhava tudo com uma frieza estranha, com se já tivesse acostumada a ver essas imagens. Olhou para as mãos da menina e viu que ela estava com um boletim na mão, aquilo deveria ser o laudo médico. Só não entendia o que um provável comensal estava fazendo ali. Olhou para o antebraço do rapaz que estava esticado e não havia marca alguma.
Passos se aproximavam. Estavam perdidas! No entanto, mais uma vez sentiu um puxão pelo braço. E logo, estavam detrás das grossas cortinas, que ela mesma nem havia reparado na existência.
Ouviu a voz de três pessoas, mas não pôde identificar quem eram estas.
- Eu sei que deve ser difícil para a senhora ver o seu filho em coma, mas Mm. Promfrey garantiu que logo ele estaria bem, veja os ferimentos já estão melhores. – reconheceu a voz como sendo da professora Minerva. E assustou-se ao ouvir que os ferimentos estavam melhores, como eles podiam estar piores? Não gostaria nem de pensar nisso.
- Você não entende, Minerva! Eu perdi o meu marido, eu não POSSO perder meu filho. – ouviu a voz arrastada e embargada de Narcisa Malfoy. E pela primeira vez na vida, sentiu pena de um integrante dessa família.
- Eu sou mãe, sei o quanto deve estar sendo difícil. Sei que nunca estaria aqui se não precisasse salvar seu filho, mas agora deixa nas mãos de Merlin. Ele já está bem cuidado. E veja, ele é um menino forte e ainda dará muito trabalho pra você! - não acreditou quando ouviu a terceira voz. Era sua mãe.
Antes que pudesse falar alguma coisa, sentiu a mão de Pati em sua boca. E pensou nas conseqüências que acarretariam se descobrissem as duas ali.
Mas o espanto ainda era grande demais. Narcisa Malfoy, pedindo ajuda. Sua mãe e ela como se fossem grandes amigas, pois pelo que pode perceber, a Malfoy terá abraçado sua mãe. Claro, que com a guerra, muitas pessoas se revelam, mas na maioria das vezes, se revelam para o mal.
Tudo era inacreditável. O menino que mais perturbara a sua vida e a de seus amigos estava ali, em um estado deplorável. E a mãe dele, uma das pessoas mais esnobes, pelo que ela se lembrava de ter visto, estava ali ABRAÇADA a sua mãe. Isso é para pirar qualquer um.
Fora o fato de que Draco Malfoy não era um Comensal. Mas como? Ele não havia fugido com o detestável do professor de Poções? Estava confusa, precisava sair daquele lugar.
Ouviram as mulheres saírem da sala. E esperaram um tempo, olhou pela última vez para o jovem e saiu atrás da amiga.
Percorreram o caminho silenciosamente, saíram da passagem secreta e se dirigiram ao quarto que estavam dormindo, que a essa hora da manhã ainda devia estar vazio.
- Você conhece esse rapaz Gina? - perguntou à amiga fazendo o mínimo de barulho possível.
- Conheço. Ele estudava em Hogwarts, é um garoto mimado e arrogante. – respondeu um pouco aérea, fazendo pouco caso.
- É, pelo visto ele está mal. – comentou Pati sentada de costas pra ruiva, ao lado de sua cama.
- Como assim? – indagou, percebendo o peso das palavras da amiga. – Meu Merlin! Você trouxe o laudo médico! – exasperou a grifinória.
- Psiuuu! Quantas vezes, eu vou ter que lhe dizer pra se mais discreta? - a ruiva ainda parecia estar incrédula com tudo – Ginevra, eu não ia dar viagem perdida. Se nós fomos até lá, por que não trazer uma lembrança? – respondeu de forma debochada, e pouco paciente.
- Mas... - a amiga lançou um olhar significativo a Ginny, como se quisesse terminar a conversa – Ok, não vou mais dizer nada, afinal o que ta feito, ta feito. Então, o que ele tem? – disse olhando para as mãos da amiga.
- Pelo que parece ele foi atacado por muitas maldições, e continua em coma, pois não descobriram ainda que tipo de magia negra fora usada nele.
- Meu Merlin! Não consigo entender o que ele faz aqui. Sabe, ele é filho de um comensal, será que ele não está aqui para se infiltrar como fez em Hogwarts? - disse tudo rapidamente, como se estivesse processando todos os fatos de uma só vez.
- Não, acho que não. Pelo que eu sei o menino não é mau. – disse Patience. – Não foi ele que não quis matar o Dumbledore?- a ruiva afirmou com a cabeça – Eu confio nele, até que me prove ao contrário. Às vezes, as aparências enganam.
- Mas isso não nos impede de vigiá-lo, né? – perguntou amiga brincando.
- Você não tem jeito, ruivinha. – disse, logo sendo abraçada por Ginny.
N/B: Amiga.Eu não achei esse cap sem graça, não mesmo! E ele é MESMO importante! Eu nem penso em fazer mudanças, até porque eu achei que ele ta na medida certa... e a Pati ta cada vez mais fofa! Adorei ela dizer que confiava no Draco até que se provasse o contrário! E que bom que ele não tem a marca... Então, no geral, bom cap! Só espero que o Draco acorde logo pra a coisa ficar mais interessante...
Beijokas! Te dollo! Babyly.
N/A:Gente que confusão eu fiz agora com as minhas fics...Eu postei esse capítulo em Por que Todas Nós Amamos Draco Malfoy, sem querer, aí tive que deletar...O capítulo 3 de PQTNADM...e postar aqui direitinho..Bom, queria me desculpar pela demora, mas não foi intencional. A Aninha betou a fic rapidinho mesmo estando atolada, agradecimentos à ela, hein!A Camy, lindinha mandou review pedindo mais capítulos, aqui está, amora! E a todos que acompanham! Bjs.
Agradecimentos:
Ly: O que seria da minha vida sem você? O que seria de OH sem você? Menina, nem tenho palavras para agradecer a tudo que você faz por mim e pelas minha fics. Te aí loviu! Bjus
Jullia Malfoy: Oieeee, desculpa não ter atualizado logo, mas aqui está. E obrigada pelos elogios, acho que nem estou fazendo por merecê-los, mas fico feliz que gostes das minhas fics! Bjinhos
Lillith1:Olá, isso mesmo os incomodados que se mudem! Eu nem sou H², mas até já li umas fics com eles, na verdade não ligo muito, desde que não seja DHr e HG, tudo certo! Bjinhos e obrigado pelo review!
Lou Malfoy: Migaa, tenho exatamente dez minutos para postar essa fic, e estou respondendo agora as comentários.Obrigada pela força e pelo carinho e estou esperando por Alianças Desfeitas, fein! Bjinhos,
Miaka:Oiê, sim Gininha vai se fechar para a vida amorosa, mas para o lado fraternal não, e é aí que o Draco entra, talvez um pouco mais...Bjinhos e espero que gostes do capítulo!
Sett: Obrigada pelo elogios Eu acho muito que a JK podia bater acabeça e escrever um DG no sexto livro, por que não? Será um choque para todos, menos para nós DGs, quer dizer um pouco menos, mas de qualquer forma um choque. Espero que tenhas gostado deste capítulo, bjinhos.
Miracles: Não abndonei a fic, isso não acontecerá, por mais que eu dmeore! Bjinhos e espero que gostes deste capítulo!
Arwen Mione:Lindinha, estou morta de saudades! E bem, a fic está atualizada, até que enfim tomei vergonha na cara! Estou com o tempo corrido aqui, mas pode deixar que a tua gravata chega! Bjinhos,
N/A: Desculpa pelo agradecimento desta forma tão rápida, não é má vontade, mas estou corrida por aqui, mesmo! Qualquer coisa, pode add no MSN, será um prazer conhecê-los.
Rafinha M. Potter
