Notas da Autora
1. Negrito - Ressalta certas ações (socos, por exemplo)
2. Itálico - Pensamento
Capítulo 02
Desejos
Tasuki não sabia a respostas para estas perguntas, mas ele queria só ter certeza do que ouviu:
- O que disse? - perguntou Tasuki esperançoso.
- Eu quero que você me possua Tasuki... Eu quero ser seu de corpo e alma no da. - disse Chichiri abraçando fortemente Tasuki.
Tasuki deu aquele sorriso maroto que todos conhecem. Ele finalmente estava junto daquele que amava e era amado por ele, pelo menos é o que parecia. Mas exatamente o fato de Chichiri poder querer apenas o amor de Tasuki naquela hora, não significa que ele o ama. Só que Tasuki já havia perdido a cabeça. Aquele sentimento tão forte estava lhe corroendo por dentro, estava lhe queimando. Esse é um sentimento ardente, como as chamas de seu leque. Esse sentimento que pela primeira vez sentia se chama amor.
Tasuki não pensou duas vezes para responder a Chichiri. Ele retribuiu o abraço que o monge lhe dera e logo começou a beijá-lo. Oh, como aquele monge era lindo e como sua cicatriz, que trazia más lembranças de seu passado, o deixava mais lindo ainda. Chegada a hora de Tasuki ter seu monge, seu objeto de desejo.
Chichiri parecia com pressa e foi logo soltando sua toalha e jogando-se para trás, puxando Tasuki junto. Este caiu sobre o monge:
- Vamos, Tasuki... Sei que me deseja tanto quanto eu desejo que me deseje. - disse o monge.
- Tem certeza disso Chichiri? Não vai se arrepender depois? - perguntou Tasuki.
- Jamais vou me arrepender no da.
Mesmo ouvindo isso algo fazia Tasuki se preocupar, porém o sentimento que ardia dentro de si era mais forte, muito mais forte do que sua preocupação:
- Chichiri... Você será meu. - disse Tasuki que começou a beijar Chichiri.
- Obrigado, Tasuki... - disse Chichiri deixando-se levar pelas doces carícias do bandoleiro.
Os KIs dos dois amantes aumentavam gradualmente e estavam prestes a se unir. A energia que emanava dos corpos era muito mais poderosa do que qualquer outra já conhecida. Essa é a energia que vem do poder da atração dos corpos dos dois seishis.
Tasuki beijava Chichiri vorazmente, como uma raposa. Apesar de todos aqueles pensamentos que poderiam impedir que este ato de paixão ocorresse, ele não parou. Precisava saciar sua fome.
Tasuki começou a beijar o pescoço de Chichiri e foi beijando até o tórax onde parou por um momento para observar seu amante já ofegante. Então começou a dar leves lambidelas nos mamilos de Chichiri, que ficava com seu sexo cada vez mais rijo.
O bandoleiro continuou descendo até chegar no baixo ventre de seu amado. Ficou observando por um breve tempo aquele membro rijo e então o abocanhou inteiro, fazendo seu querido monge soltar um leve gemido de prazer. Então Tasuki começou a fazer um movimento de vai e vem, deixando seu amante cada vez mais excitado.
Chichiri não agüentava mais. Ele iria gozar. O monge pegou nos cabelos de Tasuki e puxou-os tentando fazer o bandoleiro levantar a cabeça, mas não obteve êxito. Tasuki queria sugar todo o líquido que sairia dali e ele o fez. Algumas poucas gotas daquele líquido haviam espirrado em seu rosto. Ao ver isso, Chichiri, com um pouco de dificuldade, se inclinou e deu uma lambida no rosto de seu amante:
- Tasuki... Vamos... Possua-me. - disse Chichiri ofegante.
- Chichiri... Não sei se eu... - disse Tasuki, que não pode prosseguir, pois Chichiri o calou com um beijo.
- Não pense no depois no da. Pense no agora. - disse Chichiri. - Possua-me no da!
Tasuki não conseguia mais pensar. Não conseguia raciocinar direito. Estava tão feliz e excitado com aquilo tudo que resolveu se esquecer dos problemas que poderiam surgir depois e continuou.
Ele tirou sua roupa molhada, assim ficando nu.
Seu membro já estava preparado, mas Tasuki queria ir bem devagar para não machucar seu amante.
Tasuki começou a entrar em Chichiri, que não agüentava de dor:
- Tente ficar mais calmo... - disse Tasuki. - Se não relaxar vai doer mais.
- Eu sei no da! - gritou Chichiri.
Tasuki ficou preocupado com esse "grito". Foi um tanto rude, mas resolveu esquecer e voltar a fazer a vontade do amante, que estava mais relaxado ou pelo menos segurava a dor. Enfim, Tasuki resolveu entrar com tudo logo e acabar com isso. Chichiri gritou. O bandoleiro começou a fazer um movimento de entra-e-sai e o monge transformava a dor em prazer.
Porém, Tasuki não queria continuar. Tasuki não sentia nada... Nada além da "rejeição". Havia algo de estranho nisso e ele queria parar, mas não conseguia. Sua paixão, seu amor, seu desejo, eram mais fortes do que sua mente. Tudo o que ele sempre desejou era o jovem monge Chichiri. Do início ao fim. Tudo o que ele desejou.
Tasuki saiu de Chichiri. Acabou gozando sem ao menos ter sentido algum êxtase. Ele inclinou-se e encarou o monge:
- Era isso que você queria? Pois bem, acho que já terminei o serviço. - disse Tasuki sério se levantando.
Chichiri não estava apaixonado por Tasuki? Parece que não. Parece que tudo que o monge queria era ser possuído pelo bandoleiro, sentir prazer, tentar se esquecer de seu passado nos braços de seu amigo. Mas parece que isso custou, e muito, a amizade dos dois:
- Aonde vai Tasuki no da? - perguntou Chichiri com a voz rouca.
- Onde acha que eu vou? Vou voltar para casa. - disse Tasuki torcendo sua roupa.
- Não acabou ainda! Tasuki você não me possuiu ferozmente! - reclamou Chichiri.
- E eu não o farei. Fiz tudo o que queria não? Agora acabou, não é?
- É! Acabou no da! Vá embora... Não preciso mais de você... Já satisfez meus desejos.
- Esse era meu medo... A rejeição. Há. Mais uma vez, eu, Tasuki, fui um idiota. - disse Tasuki vestindo-se.
- Você gostou. Do que está reclamando?
Tasuki nem se propôs a responder, apenas disse:
- Adeus.
E então partiu deixando Chichiri deitado nu no chão:
- Eu... Fui... Um idiota também. - disse Chichiri colocando as mãos na cabeça.
Uma lágrima escorreu de seu olho. Chichiri na verdade havia usado Tasuki para satisfazer seus desejos e somente isso. Não estava apaixonado por ele, não podia... Ou podia? Será que após tudo isso Chichiri percebeu que amava Tasuki e agora provavelmente não o veria de novo? Foi exatamente o que aconteceu. Chichiri o amava desde sempre, mas foi um idiota ao tentar negar a si mesmo que o amava. Agora está sofrendo com isso.
Tasuki chegou furioso em casa, Kouji percebeu isso e resolveu conversar com ele:
- Tasuki, onde você estava? Estava com Chichiri? Vocês... Bem, se amaram? - perguntou Kouji.
- Cala a boca Kouji! Cala a boca! - gritou Tasuki. - Não ouse pronunciar o nome daquele monge desgraçado enquanto eu estiver vivo!
- Tasuki... - disse Kouji assustado com a reação do amigo. - Por Suzaku! Me diga o que houve!
PAFT
- Não se meta na minha vida! - gritou Tasuki, que deu um tapa em seu amigo. - Me deixe em paz...
Tasuki seguiu para seu quarto deixando seu amigo, Kouji, muito confuso sobre esta situação e isto o fez querer descobrir o que houve entre os dois pelo outro indivíduo, o monge.
Tasuki ao chegar em seu quarto correu até uma bacia enorme de água, pegou-a e jogou água em si mesmo. Ele precisava se acalmar, mas não conseguia.
Ele começou a jogar tudo no chão, chutar coisas e enfim, quebrou até um espelho. Sua mão sangrava muito, mas ele não ligava, caiu em sua cama. Logo seus olhos estavam cheios de lágrimas. Tasuki chorava e muito:
- Por quê? Por que ele me usou?! Por quê?! Pensei que ele me amava como eu o amava... Pelo menos era o que parecia. - disse Tasuki em meio a soluços e lágrimas. - Eu o odeio agora... Na verdade não, mas... Eu desejo odiá-lo! Esse é meu desejo! Poder odiá-lo!
Tasuki estava totalmente acabado.
Kouji conseguiu chegar no templo da Taitsukun com muito esforço. Ele precisava encontrar Chichiri e lhe pedir informações.
Ele não avistou ninguém no templo e foi logo entrando. O templo era grande e iria demorar a encontrar Chichiri se não fosse a velha Taitsukun que surgiu do nada:
- Você é amigo daquele bandoleiro apaixonado que deixou o Chichiri confuso? - perguntou Taitsukun, que já sabia de tudo obviamente.
- WAA! Que coisa feia! - gritou Kouji assustado.
POW
- Responde! - gritou Taitsukun que bateu em Kouji.
- AI! Sim, sou eu! - gritou Kouji, que estava com um galo na cabeça.
- Hum. Vou leva-lo até Chichiri.
- Depressa sim?
Taitsukun levou Kouji até o quarto onde se encontrava Chichiri, este estava triste, deitado em sua cama, tentando organizar seus sentimentos:
- Com licença, senhor Chichiri. Sou Kouji, amigo do Tasuki. - disse Kouji entrando no quarto.
Logo após Kouji pronunciar o nome de Tasuki, Chichiri começou a chorar:
- Sei que deve estar tão confuso quanto eu. - disse Chichiri soluçando.
- Só quero saber o que houve. Tasuki está furioso.
- Era de se esperar depois do que fiz no da.
- Você o usou?
- Sim... Usei para que ele pudesse satisfazer meus desejos e somente para isso... Mas eu não sabia...
Chichiri começou a chorar novamente:
- Não sabia que ele o amava, não é? - perguntou Kouji.
- É. - respondeu Chichiri ainda chorando.
- E agora o que pretende fazer? Não quero que Tasuki sofra, espero que isto esteja bem claro para você.
- Ambos sofreremos no da... - disse Chichiri enxugando as lágrimas.
- Por que diz isso?
- Tasuki me desejava, e eu queria que ele me desejasse. Porém, acabei percebendo que ele me amava e me desejava por isso, enquanto eu apenas queria me esquecer de meu passado nos braços dele! E depois que acabou, percebi que eu o desejava, que eu o amava como ele me amava e que eu havia acabado de fazer uma tremenda idiotice!
Kouji olhou bem para o rosto de Chichiri e ele não estava mentindo, isto é, o monge realmente amava Tasuki.
Kouji suspirou e logo levantou-se seguindo em direção a porta:
- Descanse monge. Vai precisar estar bem preparado para ir falar com Tasuki amanhã. - disse Kouji.
- O quê? Ele deve estar me odiando! Você quer me fazer pagar pelo que fiz?! - perguntou Chichiri.
- Jamais faria isso.
- Então qual é o seu propósito com isso no da?
- Tasuki nunca irá lhe odiar. Mesmo que ele deseje do fundo de sua alma odiá-lo, não vai conseguir. Sabe por quê?
- Por que no da?
- Por que o sentimento que ele tem por você queima tudo que tenta impedi-lo de prosseguir.
- Hã? Ele...
- Sim. Ele te ama Chichiri. Ele realmente te ama... Mais do que tudo.
Chichiri já sabia que Tasuki o amava, mas não sabia o quanto ele o amava. Mas agora ele descobriu que Tasuki o ama mais do que tudo, talvez mais do que a própria vida.
02/03
Waa! Mais um capítulo finalizado (Na verdade os três estão completos, só estou levando um tempo pra arrumar e fazer certas correções xD)
Nossa nossa! Cada vez mais profundo, mais dramático, mais romântico! Espero que gostem!
