Notas da Autora
1. Negrito - Ressalta certas ações (socos, por exemplo)
2. Itálico - Pensamento
Capítulo 03
Amor – Sentimento Ardente
A noite não foi muito tranqüila nem para Tasuki e nem para Chichiri.
No dia seguinte Chichiri acordou bem cedo e esperou Kouji chegar para levá-lo até a sua casa e de Tasuki.
Tasuki acordou cedo também, mas preferiu ficar na cama pensando.
Kouji foi buscar Chichiri, que estava muito preocupado:
- Vai dar tudo certo. - disse Kouji.
- É o que eu espero no da. - disse Chichiri. - Ele já está acordado?
- Sim. Quando chegarmos, entre no quarto dele e converse com ele... De preferência leve algum escudo.
- Não preciso de escudos no da! Posso me camuflar. Mas isso não será necessário, não é? - perguntou Chichiri preocupado.
- Sei lá... Você sabe como o Tasuki é, tão bem quanto eu, então é bom se precaver.
Após essas dicas, os dois partiram.
Tasuki resolveu levantar-se e havia chegado a uma conclusão:
- Já que não consigo odiá-lo e não posso amá-lo, então não sei por que eu continuo vivendo. - disse Tasuki pegando uma faca. - Adeus...
- Não Tasuki! - gritou Chichiri que entrou no quarto com tudo.
- Hã? Você... - disse Tasuki com os olhos cheios de lágrimas. - Me desculpe por não poder mais satisfaze-lo... Adeus...
- TASUKI!!! - gritou Chichiri correndo até ele.
Mas não deu tempo. Tasuki havia se esfaqueado, mas por sorte não foi no coração. Ainda havia esperanças:
- Tasuki... - disse Chichiri que começou a chorar com Tasuki em seus braços. - Tasuki, agüente firme...
Chichiri colocou Tasuki deitado na cama e se despiu. Chichiri iria tentar cura-lo usando seu ki. Ele não era o Mitsukake e seria difícil conseguir essa façanha, mas ele não iria desistir.
Chichiri ficou sobre o corpo de Tasuki. Aproximou o seu rosto do dele e lhe deu um longo beijo, este, iria salvar Tasuki da morte ou não.
O monge estava dando todo seu ki para salvar a vida daquele que amava, já estava até fraco, mas valeu a pena, pois Tasuki acordou:
- Hum? Chichiri...? - disse Tasuki atordoado.
- Tasuki... Tasuki! - gritou Chichiri chorando de alegria, que mesmo sem forças pulou sobre o amante.
- Por que fez isso se não me ama?
- Me desculpe Tasuki... Não, me perdoe. O que eu fiz foi cruel e isso também me causou dores. Descobri que o amava desde o início, mas negava isso a mim mesmo... Sou um idiota. - disse Chichiri dando um tapa em sua cabeça.
- Não, o único idiota aqui sou eu. Que iria morrer para perder a coisa mais preciosa que eu tenho: você. - disse Tasuki sério.
- Tasuki...
- Quer se entregar a mim de corpo e alma, mas me amando agora? - perguntou Tasuki com um sorriso safado.
- Hum? Claro no da. - respondeu Chichiri sorrindo.
Tasuki levantou-se e fechou a porta. Em seguida deitou-se sobre seu amante:
- Prometo que nunca mais o farei sofrer. - disse Tasuki beijando o pescoço de Chichiri.
- Eu também nunca mais o farei sofrer itoshii(1). - disse Chichiri respirando fundo, já que estava sem forças.
- Tem certeza que é seguro continuar? Você está muito fraco.
- Não se preocupe... Vamos compartilhar nossos KIs agora.
- Caso se sinta mal, avise-me que eu paro.
Chichiri sorriu e abraçou Tasuki:
- Não quero que pare... Não quero que deixe de me amar Tasuki. - disse Chichiri.
- Isso jamais irá acontecer. Sempre vou te amar... Sempre.
Tasuki lascou um longo beijo molhado em Chichiri que retribuiu. O beijo ficou mais intenso. Cada um explorando a boca do outro com amor.
Tasuki interrompeu o beijo e voltou-se para o membro rijo de Chichiri. O bandoleiro olhou para seu amante e sorriu. Em seguida abocanhou o membro do jovem monge:
- Ahhh... Tasuki... Por que não me deixa possuí-lo no da? - perguntou Chichiri gemendo e segurando os cabelos cor-de-fogo de Tasuki.
- Está bem. - disse Tasuki deitando-se do lado de Chichiri. - Faça o que quiser comigo.
- Nossa. Não pensei que o poderoso Tasuki, o garoto do fogo, fosse se entregar tão fácil no da. - disse Chichiri sorrindo e ficando sobre Tasuki.
- Pois é... Eu me rendo a suas carícias. - disse Tasuki sorrindo. - Me faça pegar fogo.
- Há, não sei se consigo no da. Esse é seu trabalho, mas... Eu posso tentar.
Chichiri sorriu e logo em seguida aproximou-se da orelha de Tasuki:
- Meu pequeno raposo... Vou fazer seu corpo pegar fogo tão rápido quanto faz seu leque pegar fogo. - sussurrou Chichiri suavemente, fazendo Tasuki sentir um leve arrepio.
Chichiri passou sua mão levemente no tórax de Tasuki, fazendo-o se arrepiar inteiro. Em seguida começou a dar suaves lambidas naquele peito jovial. Tasuki não se excitava tanto quando fazia isso com Chichiri. Aquilo era tão bom.
Chichiri foi descendo até encontrar seu "alvo". O membro de Tasuki estava rijo e com mais algumas carícias, ele iria explodir como um vulcão, soltando toda sua lava. Então Chichiri, ainda inexperiente, abocanhou aquele membro. Começou a chupa-lo, fazendo o básico movimento de vai-e-vem, o que deixava Tasuki louco:
- Ahhh... Chichiri, não sabia que podia ser melhor do que eu... - gemeu Tasuki, que estava quase no ápice.
Mas Chichiri não respondeu, continuou chupando o membro de Tasuki esperando que seu amante logo gozasse e este o fez.
Era tão bom sentir aquele líquido quente em sua boca. Era tão maravilhoso. Chichiri podia sentir a energia de Tasuki passando por todo seu corpo e seu amante sentia o mesmo.
Tasuki estava cansado e acabou apagando:
- Tenha bons sonhos meu querido. - disse Chichiri dando um beijo suave na testa de Tasuki e em seguida adormeceu a seu lado.
Eles mal sabiam que Kouji estava os observando.
Mas por que Kouji faria isso? Porque ele estava com ciúmes. Ciúmes de Tasuki.
Tasuki era seu melhor amigo fazia muito tempo. Ele não queria perde-lo. Talvez cometesse uma besteira para tê-lo só pra ele, mas isso não seria certo. Tasuki amava Chichiri e este amava Tasuki. Kouji estava feliz pelos dois, mas algo o impedia de vê-los juntos. Talvez esse sentimento que ele imaginava ser apenas a amizade, poderia ser amor. É, era amor.
De manhã bem cedo Kouji entrou no quarto de Tasuki e o pegou em seus braços. Ele tinha que fugir com seu amigo, tinha que fugir com seu amado. Ele foi para bem longe dali em um lugar na cidade de Kuto, que já não tinha mais problemas com os habitantes de Konan.
Aproximou-se de uma cerejeira que estava sobre um despenhadeiro e deitou seu amante lá. Ficou observando por um breve momento, até este acordar:
- Hum... Kouji? Onde está o Chichiri?! - perguntou Tasuki levantando-se desesperado. - Onde nós estamos?!
- Chichiri ficou em casa. Estamos em Kuto.
- O quê?! Quem nos trouxe aqui?! - perguntou Tasuki.
- Eu.
- Como assim Kouji?! O que deu em você?!
PAFT
- Você não entende não é? Você nunca percebeu a verdade! - gritou Kouji, que deu um tapa na cara de Tasuki.
- De que verdade está falando Kouji? - perguntou Tasuki sério.
- De que verdade? A verdade é que... Que você é mais do que um amigo pra mim! - gritou Kouji. - Tasuki... Eu... Eu...
- Não Kouji! - gritou Tasuki. - Não é real o que sente por mim! Por favor, me diga que não é real!
- É real Tasuki! Aceite que eu te amo! - gritou Kouji.
Aquela palavra saída da boca de seu melhor amigo parecia tão terrível. O que ele faria agora? Ele amava Chichiri, mas Kouji era seu melhor amigo e se o rejeitasse poderia perder uma amizade sagrada e isso ele não faria. Mas caso contrário, ele poderia perder a pessoa que sempre amou. Tasuki estava confuso, muito confuso:
- ARG! Eu não quero perder sua amizade, mas não quero perder a pessoa que eu sempre amei! Eu... Não sei o que fazer! - gritou Tasuki com as mãos na cabeça.
- Tasuki... - suspirou Kouji.
Enquanto isso, Chichiri acabava de acordar. Ele se remexeu um pouco a procura de seu amante, mas não o encontrou:
- Hã? Tasuki... Tasuki! - gritou Chichiri que pressentia que algo horrível iria acontecer. - Vamos Chichiri... Concentre-se e descubra onde ele está.
Chichiri concentrou-se e não demorou muito para descobrir o local onde Tasuki se encontrava. Logo em seguida se teleportou para lá.
Ao chegar no local, Chichiri apenas via Tasuki segurando seu leque em chamas:
- Tasuki! - gritou Chichiri correndo até seu amado.
- Chichiri... Quero que saiba que sinto meu corpo queimar como esse leque. Esse sentimento, o amor, é um sentimento ardente que se infiltra em sua alma para sempre. Mas por ser como as chamas, esse sentimento também lhe machuca...
- O que está falando Tasuki? - perguntou Chichiri. - E por que Kouji está aqui também?
- Ele está aqui para sentir o amor queimar! - gritou Tasuki. - REKKA SHIEN!
Tasuki lançou chamas para cima de Kouji, que desmaiou, já que as chamas não foram para matá-lo e sim para pará-lo.
Chichiri não entendeu o por que disso:
- O que está acontecendo Tasuki? - perguntou Chichiri preocupado com a situação.
- Hunf. - suspirou Tasuki sorrindo. - O que eu realmente quero é a paz... Pois o amor dói e muito.
- Tasuki! O que está pensando em fazer?! - perguntou Chichiri já desesperado.
Tasuki não disse nada apenas sorriu e seguiu para a beira do penhasco e em seguida ele proferiu três palavras:
- Eu te amo. - disse Tasuki que em seguida pulou.
- NÃO!!! - gritou Chichiri com os olhos cheios de lágrimas. - Se você quer ir para o outro mundo... Eu irei com você!
Chichiri pulou logo em seguida e teve a chance de abraçar seu amado antes de ambos morrerem.
Em meio a uma bela floresta, em uma linda lagoa onde havia uma enorme cachoeira os dois se encontravam mergulhados naquela água cristalina:
- Tasuki... Você está bravo comigo por eu ter te seguido até aqui? - perguntou Chichiri cabisbaixo.
- Por que eu estaria? - retrucou Tasuki sorrindo.
- Talvez você quisesse que eu vivesse por você... Porém eu não conseguiria! Seria impossível viver sem a pessoa amada!
- Eu sei disso. Por isso eu resolvi me suicidar. Eu sabia que você viria comigo e sabia que meus problemas seriam exterminados.
- Mas... E o sentimento ardente que sentia por mim? Ainda vive dentro de sua alma? - perguntou Chichiri abraçando seu amante.
- Sim e sempre viverá, itoshii[1. Sempre. - disse Tasuki retribuindo o abraço de seu amante.
Agora esses dois amantes poderão viver felizes no paraíso, aproveitando tudo que o sentimento ardente puder lhes proporcionar.
03/03
Wee! Termina aqui esta trágica, porém bela história!
Espero que quem leu tenha gostado lol
