Disclaimer: Harry Potter pertence a J.K Rowling, chame do que quiser, mas pra mim isso é egoísmo da parte dela.

Avisos: Slash. Homem/Homem. Sabe? E acredite, se você não simpatiza muito, NÃO LEIA! Por que você acaba viciando, e isso é por experiência própria.

Obs. : Eu tenho três fanfics do Draco e do Harry no meu pc, eu começo e não termino. Eu amo tanto esse casal que eu acho que se tiver que fazer uma fanfic tem que ser perfeita. E eu estou tentando.

Obs. ²: Ignore o título ridículo, eu não sei colocar título nas coisas! ¬¬


The Angel


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Hello there, the angel from my nightmare

(Olá, anjo do meu pesadelo)

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Último dia. Último baile. Última chance.

Harry estava sentado em uma mesa redonda, junto com Ron e Hermione e mais uma penca de Grifinórios, o baile de comemoração do fim do sétimo ano. Mas toda Hogwarts estava ali comemorando, não apenas pelos que vão se formar, mas pelo último ano de paz. Voldemort estava quieto, e isso não era um bom sinal, na opinião do Menino-Que-Sobreviveu-E-Sobreviveu.

- Vamos, Harry, vamos dançar! – pediu Hermione

- Não, Mione, vai você, eu... Eu não quero dançar agora. – deu um sorriso

- Mas Harry, não faz nem meia hora que chegamos! – retrucou inconformada

- Eu sei, eu sei, mas...

- Deixa ele, Mione, vamos dançar nós dois. – disse Ron levantando e pegando a mão da amiga e Harry lhe lançou um olhar de agradecimento

Não, ele não estava com vontade de dançar, de verdade.

Os olhos verdes rastrearam o Salão Principal, e ele não pode deixar de sorrir. Alguns alunos no primeiro ano se divertiam apenas observando a fantástica decoração do Salão.

- Crianças... – riu ele

Todos estavam se divertindo, os que não dançavam, estavam conversando animadamente. Harry suspirou, ele ainda não havia chego.

Olhou para as portas e arregalou os olhos. Ali estava ele. Diferente da maioria dos garotos, ele vestia branco.

Os olhos azul-acinzentados encaram todos com a típica superioridade, os cabelos loiros bem penteados, e a veste de gala de um branco quase ofuscante, não contrastando com a pele pálida.

- Draco... – sussurrou Harry, observando o loiro caminhar imponente até a mesa de Pansy, Blaise e outros sonserinos

Draco e Snape tinham sido inocentados da acusação da morte de Dumbledore, afinal, o velho estava vivo, e, tudo não passava de uma armadilha para poder pegar os comensais e introduzir Draco na Ordem. Eles puderam terminar o sétimo ano e, quando saírem da escola, guerra. Simples e fria.

Mas um detalhe se escondia, Draco e Harry namoravam escondidos. Desde o início do ano. Oh, sim. E Draco dera um ultimato para Harry, o Menino-Que-Sobreviveu-E-Sobreviveu deveria assumir o namoro. Mas Harry insistia em dizer que poderiam usá-lo como isca, afinal, Draco traíra o Lord, não teriam a menor piedade dele se o pegassem em um campo de batalha.

- Sabe, é melhor você parar de babar por essa pessoa extraordinária, Harry. – o moreno se sobressaltou e olhou para Hermione que sentava a seu lado

- Do que você está falando? – perguntou, sentindo as bochechas corarem

- Você estava olhando pro nada com uma cara de alguém que tinha visto a Veela mais linda. – comentou Ron – Eu quero ver também. – brincou

- Não está todo errado, ele parece uma Veela. – murmurou Harry

- O que você disse? – perguntou Hermione distraidamente

- Nada, nada. – completou rapidamente – Mas, então, você vai finalmente nos contar quem é o seu caso, Hermione, ou 'tá difícil? – pediu Harry sorrindo

- É, Mione, essa sua enrolação 'tá ficando irritante. – disse Ron bebendo mais um gole da bebida

- Rapazes, por favor. – pediu corando – Eu já disse que eu vou dizer na hora certa.

- Aposto como ele não gosta muito de ser escondido, não é? – provocou Ron

Harry e Hermione sentiram um aperto no peito. Ambos sabiam como é ter que esconder um relacionamento.

Mas aquilo era um baile ou um chá numa manhã chuvosa de novembro?

O moreno passou os olhos para um grupinho de garotas corvinais, que estavam perto da mesa central.

- Bom, lá vou eu. – disse Harry se levantando

Ele caminhou lentamente até elas, sim, desde o quarto ano o medo de garotas tinha ido embora. Harry se aproximou de uma loira, olhos azuis, com um vestido branco. Notaram a semelhança com alguém?

- Com licença. – pediu gentilmente, enquanto as outras garotas se afastavam rindo e cochichando

- Sim? – perguntou a corvinal sorrindo

- Você gostaria de dançar comigo...? – disse ele, estendendo a mão

- Mel. – sorriu – Me chamo Mel, e sim, adoraria. – pegou a mão dele e se encaminharam para o meio do salão

Harry passou um braço pela cintura da garota que sorriu, e eles começaram a dançar uma música lenta, não passando de mais um casal no meio daquela "pequena multidão".

O moreno não percebeu o olhar raivoso e ciumento que jazia sobre si, vindo de lindos olhos acinzentados.

- Então, - começou ele sorrindo – você é amiga da Ginny, não é?

- Sim! – respondeu empolgada – Eu faço Transfiguração com ela.

- Sim, sim. Eu sei quem você é. – ele respondeu galanteador, afinal, com a convivência com Draco ele aprendera alguns truques

Ela sorriu em resposta e Harry a puxou para mais perto, fazendo a garota apoiar o rosto em seu peito.

Draco bufou em sua mesa. Quem o Cicatriz pensava que era pra fazer aquilo com ele? Se Potter esperava uma ceninha de ciúmes, estava muito enganado, Draco faria algo muito pior, ou quem sabe, muito melhor.

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I wish I had an angel
For one moment of love
I wish I had your angel tonight

(Eu queria ter um anjo
Para um momento de amor
Eu queria ter o seu anjo essa noite)

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Já se passava da uma da manhã, e as pessoas no salão continuavam lá, dançando e conversando. O número de alunos reduzira apenas por que os alunos do primeiro ano e os Lufa-Lufas tinham ido embora.

Harry tinha dançado, conversado, bebido, e dançado mais um pouco.

O moreno estava novamente sentado a mesa, com Ron, Mione e Mel ao seu redor.

- Oh, Harry, não seja mentiroso! – exclamou Mel graciosamente

- Sério, Mel, você é a segunda garota mais bonita do baile! Perdendo apenas para minha querida amiga Hermione. – disse sorrindo

- Harry, com quem diabos você aprendeu a ficar tão sedutor? – riu Hermione, o álcool já fazendo efeito sobre ela

Os três riram junto com ela. Ron começou a puxar assunto com Mel e Hermione, enquanto o moreno procurava Draco pelo salão. Harry ficou em pé, dizendo que ia pegar mais bebida. Andou mais um pouco entre as pessoas. Oras, Draco estava todo de branco, em uma multidão negra, então por que diabos estava tão difícil de encontrá-lo?

- Procurando alguém, Potter? – perguntou uma voz fria e arrastada atrás de Harry

- Não, por que, Malfoy? – se virou para ele, sorrindo

- Nada, tive essa impressão. – deu de ombros e se apoiou na parede, de braços cruzados enquanto observava a pista de dança – Então, se divertindo? – perguntou sem olhá-lo

- Não tanto quanto eu gostaria, mas sim. – sorriu

- É mesmo? – retrucou sem interesse

- É. – analisou Draco dos pés a cabeça – E você, se divertindo?

- Você não faz idéia do quanto. – olhou para ele com um sorriso malicioso e Harry estreitou os olhos

- E o que isso quer dizer? – deu um passo na direção dele, as mãos fechadas em punhos

- Que Josh, aquele quintanista da Corvinal, tem coxas muito mais firmes do que eu imaginava. – fingiu refletir – E, oh sim, ele chupa melhor que você. – completou com um sorriso maldoso

- Malfoy... – disse Harry entre dentes colocando as mãos nos ombros de Draco e o prensando contra a parede – O que diabos você andou fazendo? – estavam frente a frente, e Harry já estava vermelho de raiva

- Ora, Potter, eu estava me divertindo. Como você. – ficou sério – E não se atreva a me pedir satisfações, você nem é meu namorado. – o empurrou e começou a caminhar

- Escuta, Draco... – foi até ele e segurou seu braço – Você sabe que eu não posso assumir o nosso relacionamento. Eles vão te caçar, você sabe! – justificou

- Então, Harry, não cobre o que não é seu. – puxou o braço pra si e voltou para a mesa de seus amigos

"Não cobre o que não é seu."

"Não cobre o que não é seu."

"Não cobre o que não é seu."

Harry ouvia aquelas palavras ecoarem na sua cabeça.

Ele voltou aturdido para a sua mesa, Mel não estava mais lá. E Ron e Hermione gargalhavam ridiculamente de qualquer coisa, definitivamente eles não conseguiam se controlar quando bêbados.

- Ei, Harry, o que foi? – perguntou Ron, quase que voltando ao normal

- O que? – perguntou, se sentando entre os dois

- Você está com uma cara estranha, Harry. Aconteceu algo? – perguntou Hermione ficando séria subitamente

- Nada demais. – bufou irritado – Apenas Malfoy.

- Sabe, eu não sei por que você anda sendo educado com ele, ele continua sendo um bastardo. – resmungou Ron

- Não fale assim, Ronald. – cortou Harry ainda mais irritado – Esqueça.

Ron e Hermione trocaram olhares preocupados, mas logo voltaram a rir, e Harry resolveu acompanha-los, afinal. Era sua última noite ali.

Mel se aproximou do trio e puxou Harry para dançar.

- Me conceda mais uma dança, Sr. Potter? – perguntou sorrindo

- Claro, Srta. Heather, será um prazer. – ficou em pé e a conduziu até a pista

Os dois começaram a dançar uma música agitada, Harry não podia negar que Mel havia se tornado uma ótima companhia. Ele levantou os olhos por um momento e os estreitou logo depois, Draco estava a poucos passos dele dançando com uma morena grifinória.

Harry tentava não pensar em como Draco estava bonito com os cabelos despenteados, sem a capa por cima da camisa branca e rebolando daquele jeito, e se focando em como aquela garota nojenta (diga-se de passagem que era da sua casa) estava se esfregando no seu loiro e em como ambos sorriam com aquilo.

- Sabe, Harry, hoje é a sua chance pra conseguir o que quer. – comentou Mel risonha

- Não sei do que você está falando. – a pegou pela cintura e a puxou pra mais perto

- Eu realmente adoro você, mas me usar pra fazer ciúmes nele, não é algo que eu goste muito. – riu e passou os braços pelo pescoço dele

- E-eu... Mel, eu n-não que-queria, me-me desculpe... – gaguejou envergonhado, não parando de dançar

- Eu sei que não. – sorriu – Você estava fazendo isso sem notar, Harry.

- Mas não parece estar fazendo muito efeito. – resmungou, olhando de relance para o loiro que ria com a garota nojenta

- Vai saber, né? Ele consegue esconder o que sente, talvez ele esteja fazendo isso agora. – deu de ombros

- Você é demais, sabia? – riu – Quer ser minha amiga? – os dois gargalharam, chamando a atenção de Draco

- Eu adoraria.

Eles continuaram dançando e Draco e a grifinória também, estava virando quase uma competição pra ver quem se esfregava mais.

A música acabou e alguns pares voltaram para e mesa, enquanto começava uma música lenta. Harry sorriu para Mel quando sentiu uma mão firme, porém leve em seu ombro. Virou-se e deu de cara com Draco, olhando seriamente para Mel.

- Me concede? – perguntou sorrindo de lado

- Claro que sim. – sorriu ela

Harry estreitou os olhos e virou as costas, começando a caminhar, mas foi segurado novamente, olhou para trás e Mel sorriu pra ele.

- Onde você pensa que vai? – perguntou ela

- Embora, não é óbvio? – retrucou mal-humorado

- Por quê? – disse inconformada

- Como por que, ele quer dançar com você! – sussurrou Harry, olhando de soslaio para Draco que estava a dois passos deles, com uma sobrancelha arqueada.

- Não, Harry ele quer dançar com você. – sorriu – Se ele pediu pra mim, é por que ele quer o meu par, entende? – rodou os olhos e soltou a mão do moreno, começando a caminhar de volta para a mesa – Divirta-se, Potter. – riu ela

Harry sentiu as bochechas esquentarem e olho envergonhado para Draco. O loiro sorriu e caminhou em direção a ele, passando os braços ao redor da cintura do moreno.

- Draco, não. – murmurou vendo algumas pessoas parando de dançar para observá-los

- Vamos, Harry, é só uma dança. – disse malicioso

Harry mordeu o lábio em nervosismo, respirou fundo e rodeou o pescoço do loiro com seus braços, e deixou-o colar os corpos, fechando os olhos em seguida.

- Se você fizer algo, eu te mato. – sussurrou ao pé da orelha de Draco

- Não sei do que você está falando. – deu um beijo no pescoço dele – Eu só estou dançando.

- Com um garoto! – disse exasperado – Isso não é algo comum, Draco!

- Cala a boca e dança.

Harry pensou seriamente em retrucar, mas a idéia de apoiar a cabeça no ombro de Draco e continuar a dançar juntinho e lentamente, pareceu boa. Eles continuaram assim, sem se atreverem a abrir os olhos, apenas dançando.

O sonserino começou a subir e descer as mãos pelas costas de Harry, que gemeu contra seu pescoço.

- Não. – se afastou um pouco e o olhou

- Harry, eu cansei, sabe? – bufou – Escolha, eu ou essa maldita guerra. – disse se afastando um pouco mais

Harry segurou a respiração, olhou ao redor e suas bochechas coraram, todas as pessoas estavam olhando pra eles, algumas assombradas, outras curiosas e pouquíssimas como se já soubessem. Um círculo estava formado ao redor deles, esperando o próximo passo.

- Harry! – chamou Draco – Dá pra prestar atenção em mim?

- Desculpe, mas eu não vou discutir isso com você. Eu já decide, e você sabe qual é a minha escolha. – disse sério

- Certo. – retrucou sarcástico – E o que eu quero? Não importa, como sempre.

- Draco... – disse com um aperto no peito

- Esqueça, Potter. Você já decidiu, e se não é agora, não é nunca. – virou e começou a caminhar

Todos ouviram a pequena discussão, não entendendo quase nada. Harry sentiu os olhos arderem e correu até o loiro antes que ele sumisse entre as pessoas, segurou seu braço e o virou.

- Então eu quero agora. – e o beijou

Passando o susto, Draco começou a retribui o beijo com intensidade, segurando a cintura do moreno com força.

- Eu te amo. – sussurrou Harry quando se separaram

- Eu também te amo. – disse Draco sorrindo e se beijaram novamente

Uma onda de "oh's!" e "Merlin!" foi ouvida entre as pessoas que assistiam a cena, algumas garotas desmaiaram e outras sorriam empolgada. Metade dos garotos olhava a cena com nojo e outra metade com inveja.

Harry sorriu e puxou Draco de volta para o centro e eles começaram a dançar como se nada tivesse acontecido. Logo todos os imitaram, e a festa voltou ao normal.

- Quer dizer que agora você é meu? – perguntou Harry sorrindo

- Eu não sou de ninguém. – retrucou apertando mais os braços ao redor dele

- Assim não vale, Draco. – fez biquinho – Se você for meu eu juro que faço o que você quiser. – sussurrou com os lábios colados na orelha do loiro

- Feito. Sou seu. – os dois riram e Harry beijou o seu Draco

E aquela madrugada terminaria de uma forma perfeita.

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Whenever I'm alone with you,
you make me feel
Like I am home again
.
Whenever I'm alone with you,
you make me feel like I am whole again.

(Sempre que eu estou sozinho com você,
Você me faz sentir
Como se estivesse em casa novamente.
Sempre que eu estou sozinho com você,
Você me faz sentir como se estivésse completo novamente.)

xxx

Harry voltou ao quarto e parou na porta. Sorriu. E então aquela comparação irritante, maldita e totalmente clichê veio a sua cabeça: Draco parecia um anjo quando dormia. Não, ele sempre parecia um anjo, como se tivesse um alra ao seu redor.

O moreno caminhou até a cama e parou ao lado, observando mais atentamente o corpo nu e pálido esparramado na cama. Os cabelos loiros espalhados pelo travesseiro e o torax subindo e descendo calmamente.

- Eu amo tanto você. – sussurrou e deixou uma mão acariciar a bochecha do namorado

O loiro se remexeu um pouco mas continuou dormindo. Não fazia nem um ano que eles haviam deixado Hogwarts, Draco morava com Harry em Grimmauld Place e quase todos os dias a Ordem se reúnia lá para planejar os ataques contra os Comensais.

O moreno escorregou a mão pelo toráx do namorado, seguindo até o umbigo, fazendo movimentos circulares no ventre dele.

- Abusando de mim enquanto durmo, Potter? – perguntou uma voz divertida e Harry olhou pra ele

- Eu não resisto, loira. – disse sorrindo e Draco estreitou os olhos pelo apelido

- Mas quem resiste a mim? – retrucou convencido, puxando-o, fazendo Harry cair em cima de si

- Você é muito convencido, sabia? – começou a beijar o rosto dele

- Claro que sabia. Por que eu tenho motivos pra isso. – segurou o rosto do moreno entre as mãos e eles ficaram se olhando por um tempo – Me prometa uma coisa. – pediu Draco, ficando sério repentinamente

- O que? – apoiou os cotovelos na cama, tirando um pouco do seu peso de cima do namorado

- Amanhã mate quem você tiver que matar e saia de lá. – pediu Draco com a voz trêmula

- Mas Draco... – começou sentindo o peito inflar de aflição

- Não, Harry, prometa pra mim. – pediu já com algumas lágrimas nos olhos – Eu preciso saber que você vai ficar bem. – Harry sentiu os olhos arderem

- Eu vou fazer o possível.

- Certo.

Eles ficaram se olhando por um tempo até Harry grudar os lábios ao do loiro, em um beijo apaixonado. Já sentiam falta um do outro só de pensar em se afastarem.

No dia seguinte, haveria um grande confronto, a Ordem preparou uma emboscada, Harry seria a isca, só que na hora H seria cada um por si e Merlin por todos. Eles lutariam até a morte de todos os Comensais e de Voldemort, nem que pra isso todos os bonzinhos tivessem que morrer.

- Por que acho que você é o único que pode me tirar desse pesadelo? – perguntou Harry olhando fundo nos olhos acinzentados

- Por que eu sou. – sorriu fracamente, e puxou o moreno para mais um beijo

Por que eles sempre seriam assim. A mistura perfeita de coisas tão imperfeitas juntas.

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Deep into a dying day
I took a step outside
An innocent heart
Prepare to hate me for when I may
This night will hurt you like never before

(Dentro de um dia de morte
Eu estive um passo fora
De um coração inocente
Prepare-se para me odiar
Essa noite vai machucá-lo como nenhuma antes)

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O sol estava se pondo e ali estavam eles, todos eles. A Ordem e algumas pessoas do Ministério. Era um condado afastado da Inglaterra, e Harry seria a isca, os Comensais deveriam vir para pega-lo e Voldemort também. Sim, parecia um plano bobinho, mas, quem iria imaginar que a Grande Ordem de Fênix iria usar um plano simples? E é aí que entra o elemento surpreso o que faz eles ganharem.

Harry estava abraçado a Draco, no jardim perto da cabana onde seria a emboscada.

- Draco, você não pode sair lutando assim! – disse Harry inconformado

- Harry, eu preciso! – exclamou – É óbvio que eles vão sentir a magia concentrada ao redor da cabana e eu vou estar aqui fora para atacá-los. A única coisa que você tem que fazer é matar o maldito. – deu um sorriso sarcástico – Não que isso seja uma tarefa fácil.

- Mas toda a Ordem vai estar aqui, você pode ir embora! – disse o moreno o encarando nos olhos

- Certo, Potter, eu vou embora, e meu orgulho? – arqueou uma sobrancelha

- Foda-se seu orgulho! – se livrou dos braços dele – Eu não vou conseguir me concentrar se você estiver correndo perigo por um orgulho estúpido! – bufou, se afastando um pouco mais

- Oh, é claro! – riu com escárnio – Acorda, Harry, você acha que a idéia de você ser a isca para aquele maluco lunático me agrada? – bufou – Escuta, pro inferno se você se preocupa, por que eu também me preocupo. Ou seja, essa desculpa idiota não serve pra livrar nenhum de nós dois dessa batalha. – disse o fitando nos olhos e Harry engoliu em seco

- Será que você pode pelo menos deixar seu orgulho de lado? – perguntou o moreno, sério

- Nunca. – respondeu rápido e frio

- DRACO! – exclamou irritado – Por quê? Isso é estupidez!

- Por que você não deixa Dumbledore matar Voldemort? Você sabe que o velho é muito mais forte que você. – disse friamente, sem expressar sentimento algum – Você também tem seu orgulho.

- MAS É DIFERENTE! – berrou

- POR QUÊ? – devolveu

- POR QUE ELE MATOU OS MEUS PAIS! – gritou o moreno, sentindo os olhos arderem

- E OS MEUS TAMBÉM! JÁ SE ESQUECEU DISSO TAMBÉM, HARRY? – disse Draco começando a perder a cabeça – ELE MATOU MINHA MÃE! E só Merlin sabe como ela era importante pra mim. – disse tentando manter a voz firme – E matou meu pai por puro prazer. – Draco respirou fundo – Você acha que é o único que sofre com essa maldita guerra? – o loiro o encarou e Harry abaixou a cabeça, sim, as vezes ele se esquecia que Voldemort prejudicara muitas pessoas

- Desculpe, Draco. – sussurrou, tentando manter as lágrimas nos olhos – É que...

- Tudo bem, Harry, esqueça. – murmurou passando as mãos pelo cabelo – Eu só quero que você entenda que a única coisa que me restou foi o meu sobrenome, e vou lutar por ele. E pela lembrança dos meus pais, e por mais que isso não faça sentindo pra você, faz pra mim. – sorriu fracamente e segurou o queixo do namorado, fazendo ele o encarar – Eu amo você, Harry James Potter, eu amo você como pensei que jamais seria capaz de fazer, não apenas por ter somente 17 anos... – beijou os lábios do moreno de leve

- Eu também amo você, Draco Lucius Malfoy. – sussurrou – Tome cuidado.

- Eu vou tomar.

Os dois trocaram beijos apaixonados e abraços apertados. Estava para acontecer. O fim de tudo estava para acontecer. E Harry tinha por quem lutar, o seu anjo, Draco.

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Angel of mine, can I thank you?
You have saved me time and time again
Angel, I must confess
It's you that always gives me strength
And I don't know where I'd be without you

(Anjo meu, posso te agradeçer?
Você me salvou muitas e muitas vezes
Anjo, eu tenho que confessar
É você que sempre me dá força
E eu não sei onde eu estaria sem você)

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- Harry, por Merlin, você está bem! – exclamou Ron, abraçando o amigo

- Ron! – retribui o abraço

Os dois estavam parados no meio do jardim, entre corpos de Comensais e pessoas queridas. Finalmente tinha acabado. Oh, sim.

- Harry, realmente acabou, não acabou? – perguntou o ruivo com os olhos marejados

- É óbvio que acabou, seu estúpido! – exclamou uma voz fraca, atrás deles

Ron se virou bruscamente ao reconhecer aquela voz, e viu Blaise Zambini sorrindo pra eles. O ruivo correu até o namorado e o abraçou. Blaise gemeu de dor, mas sorriu com o contato.

- Blaise, eu não te vi depois que você sumiu na floresta e... Oh, Merlin, por que você foi atrás daquele comensal, seu estúpido? – perguntou sorrindo deixando mais lágrimas escorrerem

- Certo, Ron, certo. – brincou o moreno se afastando – Eu também fiquei preocupado com você. – declarou e os dois sorriram e se beijaram calmamente

- Okay, rapazes, depois de lutar muito isso não é o tipo de cena que eu gostaria de ver. – disse uma voz fraca, porem divertida

- Idem. – disse outra voz, mais trêmula

Os três garotos se viraram e viram Hermione Granger e Pansy Parkinson caminhando até eles, vindo da floresta que rodeava um lado da cabana, Hermione segurava a cintura de Pansy, que mancava. As duas namoravam desde o fim do sétimo ano. Oh, sim, o amor sempre nasce nos lugares mais inesperados.

- Oh, Merlin, eu acho que vou desmaiar. - brincou Ron, fazendo todos rirem

Aos poucos o grupo dos bonzinhos (God Guys) foi se juntando, e reparam que o estrago não fora tão ruim, mas todos estavam feridos. Dumbledore estava dando alguns conselhos aos sobreviventes e Harry parecia aflito, olhando para os lados, procurando por ele.

- Harry. – chamou Dumbledore e o moreno se virou para ele

- Sim? – perguntou e sua voz falhou por um momento, ele estava cansado, fraco e razoavelmente ferido

- Ele te deixou um bilhete, e Harry, não o odeio. – deu um sorriso fraco e entregou um pergaminho ao garoto

- Obrigado. – respondeu

Ele se deixou desabar no chão. Sentindo um incômodo por suas roupas estarem sujas de terra e sangue, mas o que mais o afligia era o porquê de Draco não estar ali.

O moreno tinha perdido as contas de quantas vezes o loiro o ajudara, o tirando dos momentos depressivos e obscuros, e agora ele tinha deixado apenas um bilhete.

Harry suspirou e abriu o pergaminho, que estava sujo de sangue.

"Precisei viajar urgente, vou tentar voltar o mais rápido possível.

Draco Malfoy"

Harry viu um pingo cair sobre o nome Draco. E então ele percebeu, estava chorando abertamente.

Olhou com amargura para o céu e gritou, gritou com todo o ar que tinha nos pulmões. Ele não podia obrigar Draco a passar a vida com ele, mas o fora poderia ter sido menos frio e impessoal.

Harry estava o odiando agora.

E o anjo loiro estava olhando pro céu, em um outro ponto remoto do mundo, pensando em quão grande fora essa sua besteira, mas necessária de certa forma.

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Old loves they die hard
Old lies they die harder

(Velhos amores são difíceis de morrer
Velhas mentiras mais ainda)

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Harry sentiu um vento gelado batendo nas suas costas. Abriu os olhos e pegou os óculos no criado mudo. O moreno se levantou bufando e foi até a janela.

- Cinco anos, maldito. – murmurou fechando os olhos com força, ao senti-los arder

Haviam se passado cinco anos desde o fim da guerra e nada de Draco dar sinal de vida. Isso era doloroso para Harry. Que ainda acreditava no "vou voltar o mais rápido possível".

O moreno fechou a janela com ódio e desceu, pra tomar o café da manhã, ele tinha que ir para o ministério ainda.


Músicas: I Wish I Had An Angel – Nightwish, I miss you – Blink 182, Lovesong – The Cure e Angel of mine - Evanescence

Bom, isso é uma triologia. E posto o segundo capítulo dependendo das reviews, certo?

O início pode parecer bobinho, eu sei. Mas sei lá, como eu já dise lá em cima eu quero que minha primeira D/H seja perfeita, e acho que essa estória não chega nem perto de estar "boa", mas tudo bem. Essa idéia surgiu do nada, e eu prometo que o segundo capítulo vai estar melhor.

E, ah sim, estão vendo os x que tem separando os pedaços das músicas? então, meio que mostra quanto tempo passou. xP Um x passou pouco tempo três x passou maaais tempo, anos.

Enfim, esqueçam minhas loucuras e me digam por favor o que acharam! Revieeews, por favor!

beijos

May

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