Avisos: só pra você não esquecer: SLASH! SLASH! SLASH!

ah, e esse capítulo contém mpreg (gravidez masculina).


The Angel


Estava um dia nublado, mas seco, com um vento agradável. Draco estava ajoelhada na grama, de frente para a lápide de Jenny. Os olhos tão nublados quanto o céu, estavam vidrados na pedra onde tinha escrito: "Jenny Malfoy, boa esposa, mãe e amiga". O loiro passou os dedos sobre a palavra amiga, oh, céus, sim. Jenny tinha sido sua amiga, seu porto seguro, durante todo esse tempo.

Ele não percebeu que alguém se aproximava por suas costas, depositando uma mão sobre seu ombro. Draco se sobressaltou e olhou pra cima, se deparando com os olhos verdes e reconfortantes de Harry.

- Você está bem? – o moreno perguntou

- Sim. – suspirou e virou novamente para a lápide, beijou a ponta dos dedos e depositou sobre a palavra Jenny

- Vamos, Draco, você está aqui há quase duas horas. – avisou, com um tom de preocupação na voz

- Eu estou bem, Harry.- reafirmou, continuando olhando para a lápide – Entenda, ela foi minha mulher. – suspirou

Harry vacilou por um momento. O que isso significava? Que Draco ia o deixar para viver com um fantasma? O moreno retirou a mão do ombro dele e colocou no bolso da calça social preta. Ele deu dois passos pra trás, hesitante. Seu coração doía a cada batimento, e os olhos verdes estavam vidrados nas costas do loiro. Harry engoliu em seco. Oh Merlin, agora que ele estava com Draco o loiro chorava a morte da mulher! E olha que o casamento era uma farsa!

- E a família dela, Draco? – perguntou Harry, cruel

- O que tem? – retrucou, ainda ajoelhado

- Eles não vieram para o velório. – afirmou, e por mais que o moreno tentasse não machucar mais Draco, fazendo perguntas inconvenientes em um cemitério, ele não podia se agüentar, ele queria o loiro pra si, mesmo que tendo que o reconfortar pela morte da outra – Eles sabem que ela morreu? – ele pode ouvir um gemido de Draco

- Eles sabem. – respondeu, com a voz abafada – Eu mandei avisar, mas eles deserdaram Jenny quando ela se casou comigo. – suspirou e ficou de pé, limpando as vestes

- Por quê? – Harry não pode deixar de arregalar os olhos

- Eu estava pobre, Harry. – virou para o moreno – A única coisa que eu tinha era aquela pechincha dos Black. – colocou as mãos nos bolsos da calça – Eles queriam que ela se casasse com alguém de família tradicional francesa, e rica. – desdenhou – Em outras circunstâncias, eles implorariam pra ela se casar comigo. – estreitou os olhos para o céu

- Por que logo ela? – a pergunta escapou antes que ele pudesse se conter e Draco o olhou

- Não sei. – sorriu de leve – Eu precisava cuidar da minha mãe longe da Inglaterra, ela estava muito ferida quando a resgatei de Bellatrix. – suspirou – Jenny era adorável, então eu me casei. – deu de ombros

Começou a caminhar pelas lápides, indo em direção a saída, onde uma carruagem o esperava.

Harry deixou que duas grossas lágrimas escapassem. Ele não estava chorando por Jenny, mas por si mesmo. Afinal, Draco sempre seria esse bastardo orgulhoso que jamais admitiria que errou, e que podia ter casado com Harry para conseguir a herança. Mas o moreno tinha quase certeza que havia alguma clausula no testamento de Lúcios Malfoy falando sobre a preferência sexual de Draco.

O moreno se recuperou e seguiu o mesmo caminho que Draco. Chegando aos portões ele viu seus amigos ali parados, conversando com Draco. Ron, Hermione, Ginny, Mel, Blaise, Pansy. Ele suspirou e se aproximou do grupo.

- Vamos embora logo, que eu não estou suportando ficar mais um segundo nesse cemitério. – disse Pansy, irritada, e recebeu um beliscão de Hermione

- Pansy, o seu amigo está passando por um momento difícil. – repreendeu a castanha, com a voz exasperada

- Tá, tá. – cruzou os braços

Harry parou ao lado de Draco, que segurava a pequena Lily nos braços. Blaise estava com o próprio filho aninhado em seu colo e Ron o abraçava pela cintura. Ginny e Mel estavam de mãos dadas. E Pansy e Hermione estavam abraçadas, Pansy com o rosto apoiado no ombro da noiva.

- É melhor irmos, então. – disse Blaise, ao notar o clima pesado

- É. – concordou Ron

Cada um dos casais se despediu e foi para sua própria carruagem. Draco suspirou e deu uma última olhada para o cemitério. Lily, segui o olhar do pai e chamou a sua atenção.

- Que foi, meu bem? – perguntou o loiro, sorrindo de leve enquanto escara os olhos da filha, que eram quase idênticos aos seus

- E mamá? – perguntou, os olhinhos ficando marejados

- A mamãe foi pro céu, Lily. Eu já te expliquei. – limpo as lágrimas que escorreram pela bochecha rosada – Ela está lá, nos observando.

- Ela 'tá benhê, papá? – perguntou, pendendo a cabeça morena para um lado

- Sim, ela está bem. – sorriu de leve

Harry observou a cena com um peso no coração. Como ele podia se sentir aliviado ao saber que Draco ficaria com ele, mas em compensação a pequena e fofa Lily não lembraria da mãe? Oh, Merlin, o moreno se sentiu um cafajeste por isso.

- Lily, - ele começou, chamando a atenção dos dois – não se preocupe, com certeza os meus pais estão cuidando da sua mamãe lá no céu. – sorriu de leve e se aproximou mais de Draco, a garotinha sorriu e estendeu os braços, pedindo pra ir para o colo de Harry

- Elis tão lá també? – perguntou, colocando uma mãozinha em cada bochecha de Harry

- Sim. – ele disse, engolindo as lágrimas

A pequena passou os bracinhos pelo pescoço de Harry e acomodou a cabeça em seu ombro. O moreno fechou os olhos, lágrimas escorreram, e ele senti um dedos gelados e gentis as secando de suas bochechas. Abriu os olhos e Draco sorriu pra ele.

- Eu quero que você cuide de mim e de Lily, aqui na Terra mesmo, dá pra ser? – perguntou, enlaçando a cintura do moreno

- Pra mim tá ótimo. - respondeu, e beijou os lábios do loiro de leve

E Harry sabia que agora começaria a fase que eles pularam há cinco anos atrás. A conquista. Afinal, fora tudo tão… Intenso. Repentino. Assustador. Draco sabia que era apaixonado por Harry, mas eles precisam de mais, eles precisam de confiança, e essa era a hora para se conquistarem completa e perfeitamente.

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I've come to realize you're the only thing I want
I'm falling all the way
I've come to realize you're the only thing I want
I'm fallen all the way in

(Eu percebi que você é a única coisa que eu quero
Estou me apaixonando completamente
Eu percebi que você é a única coisa que eu quero
Estou me apaixonando completamente)

x

Harry estava sentado em um dos cafés mais populares da Londres bruxa, a espera de Draco. O moreno batucou no tampo da mesa e bebeu mais um golo do seu capuccino. Se acomodou melhor na cadeira e olhou pela janela e seu coração deu um salto fenomenal ao ver o loiro entrar no local.

Draco estava com Lily nos braços, e com uma mochila rosa, cheia de fru-frus nas costas. O loiro se aproximou de Harry e sorriu, sentando a sua frente.

- Nunca pensei que veria Draco Malfoy de mochila rosa. – desdenhou o moreno, rindo

- Ora, Potter, minha filha tem muito bom gosto. – retrucou, sorrindo – Só um momento.

Draco levantou e foi até a parede do outro lado da cafeteria, onde havia uma área com uma cercadinho, onde os pais deixavam as crianças. O loiro colocou Lily no chão e a garotinha entrou correndo no lugar, para brincar com outras crianças. Draco riu de leve e voltou para a mesa.

- Pronto. – sorriu de leve

- Você disse que queria falar algo importante. – Harry tomou mais do café – O que é?

- Calma, Harry, primeiro deixe eu fazer meu pedido. – disse Draco, provocando ainda mais a curiosidade do moreno

O loiro também pediu um capuccino¹ e suspirou, fitando Harry nos olhos por um longo tempo. O moreno começou a sentir um calor o preenchendo e ele tinha certeza que suas bochechas estavam coradas, por que a maneira como Draco sorriu... Oh, Merlin.

- Draco... – sussurrou Harry, equanto via o loiro levar a xícara até a boca

- Então, eu vou direto ao assunto. – disse rindo e recolocando a xícara na mesa – Eu quero morar com você. – Harry arregalou os olhos – Calma, Potter, respire. – disse com sarcasmo – Eu quero, mas se você não quiser...

- Não! – cortou rapidamente – Só que você me pegou de surpresa. – sorriu

- Ótimo, estamos progredindo, afinal, você ainda não teve um colapso nervoso. – retrucou com ironia, e o moreno lhe deu a língua – Atitude muito matura a sua, Potter. – Draco riu com gosto e Harry lhe deu um beliscão na mão

- Já entendi. – rodou os olhos – Mas e Lily? Você acha que ela...

- Não. – o loiro cortou, já sabendo em que direção os pensamento insanos de Harry estavam indo – A Lily te adora. E daqui a alguns meses acho difícil que ela lembre da Jenny. – desviou o olhar – Não se preocupe com ela, ela ainda é muito nova pra ter qualquer tipo de preconceito. – sorriu

- Certo.

O coração de Harry não parecia com vontade de voltar a bater calmamente, e ele tinha certeza que a culpa disso era de Draco. Afinal, antes do loiro voltar, Harry não sentia vontade nenhuma de viver, ele não se surpreenderia se algum dia o seu coração simplesmente parasse. Mas o seu anjo voltou e lhe devolveu a vontade de viver, de amar, e principalmente de implicar.

Oh, Santo e Poderoso Merlin, como ele gostava de implicar com Draco. Ele sentia ainda mais vivo quando via o loiro correndo atrás de si, por que Harry dissera que Draco parecia uma mulher com o cabelo comprido desse jeito.

- Mas eu me recuso a morar naquela sua espelunca, por isso... – começou Draco, tirando de dentro da mochila de Lily um pergaminho

- Como assim espelunca? – perguntou, fazendo uma careta – Você ficou em Grimmauld Place por um tempo, lembra? E agora está muito melhor que antes. – defendeu

- Certo, certo. Mas eu não quero morar lá. – ele disse sério e antes que Harry retrucasse mais uma vez, Draco suspirou – Escuta, Harry, nós vamos começar um história. Nossa história, entende? Não pode ser em uma casa cheia de fantasmas. – sorriu de leve

- Certo. – concordou – Onde?

- Então, eu encontrei uma mansão... – começou o loiro entusiasmado

- Uma mansão? – guinchou Harry – Draco, eu não gosto de mansões! – bufou irritado – Esse é o tipo de lugar em que você vive, não eu.

- Me escuta antes, seu cabeça-dura. – respondeu mal-humorado – É em um bairro comum da Londres bruxa. Como que eu vou explicar isso pra você?! – passou a mão pelos cabelos – Tem mais uma ou duas mansões naquela rua, mas a vizinhança é comunzinha, sabe? Bem do jeito que você gosta. Vizinhos que trocam açucar e se convidam pra churrascos. – disse fazendo uma careta e Harry riu

- Por que você acha que eu gosto de uma vizinhança assim? – perguntou o moreno, escondendo o sorriso de satisfação ao notar que Draco queria uma casa boa pra ambos

- Você é amigo do Weasley! – disse e Harry riu mais uma vez – Existe família maior e mais carinhosa que a dele? – perguntou com ironia, mas sorriu ao ver a diversão nos olhos do moreno

- Okay, você ganhou. – sorriu e segurou a mão de Draco, por cima da mesa, atraindo alguns olhares – Mas não é muito grande, não é? – perguntou

- É enorme. – respondeu, entusiasmado e Harry não teve coragem de contrariar ao notar o brilho nos olhos do loiro

- Draco, era pra ser um lar. – suspirou

- E? Só por que é grande não significa que não possa ser um lar. – rodou os olhos – Quando eu morava com Jenny, a mansão era quase o dobro dessa e mesmo assim era um lar. – Harry puxou sua mão pra si e desviou o olhar. Jenny sempre estaria ali pra ser comparada a ele e mostrar o tão boa que ela era – Harry? – perguntou preocupado

- Quando que você vai realmente enterrar essa mulher, Draco? – retrucou com raiva, os olhos estreitados – Eu cansei, toda conversa tem o nome dela no meio! – cruzou os braços e o loiro arregalou os olhos de leve

- Me desculpe, eu não tinha notado. – arrumou a postura, ficando com o ar aristocrático de sempre – É que é natural pra mim falar nela. – suspirou

- É, mas pra mim não é.

Os dois se encararam, olhos faiscando. E por um momento Draco sentiu todo esses anos sem brigar com Harry, por mais que ele odiasse ficar brigado com o moreno ele não podia esquecer de quando eles ainda eram pirralhos, e brigavam pelos corredores de Hogwarts. Como isso fazia Draco se sentir vivo.

- Certo então, nada de morar juntos? – perguntou o loiro subtamente e viu o pânico se apossar dos olhos de Harry

- Não, Draco... Eu... Sinto… Quero… Mas… Jenny… Lily… Amo… - o moreno começou a murmurar palavras desconexas

- Você sabe falar palavras desconexas. É lindo, eu sei. Agora tente juntá-las e formas frases, por favor. – disse o loiro com sarcasmo e Harry estreitou os olhos pra ele

- Simplificando o que eu disse, eu quero morar com você e te amo. – sorriu de leve e Draco segurou a mão dele

- Então você vai querer isso? – o loiro colocou um pergaminho sobre a mesa e o abriu, fazendo Harry arregalar os olhos

Era a escritura da mansão, e especificava cada quarto e cada janela. Mas o detalhe que mais chamou a atenção do moreno era que a mansão estava no nome dos dois. Mansão Potter-Malfoy. Logo abaixo, a assinatura de Draco e do lado, uma linha em branco, onde Harry deduziu que deveria ir a sua assinatura.

- Você tem uma pena aí? – perguntou o moreno, sorrindo com carinho

Draco sorriu e se lançou sobre ele, roubando um beijo apaixonado e fervoroso, sem se importar com as exclamações de surpresa a sua volta.

Afinal, Draco fora a perdição de Harry, mas ao mesmo tempo foi o anjo da sua salvação, que veio o tirar das trevas.

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You say you wanna stay by my side
I will do my best
Yeah, I think I'll be alright
(Você diz que ficar ao meu lado
Eu vou fazer o meu melhor
Yeah, eu acho que ficarei bem)

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Harry, Draco e Lily estavam parados na frente de uma mansão em um bairro suburbano de Londres. A rua era extremamente agradável, com ares de filme americano. O loiro com um sorriso satisfeito nos lábios, Harry com os olhos arregalados e Lily tentava se desvencilhar dos braços do pai pra poder correr pelo grande jardim da frente.

- Draco, é enorme. – comentou Harry, enquanto eles entravam pela porta dupla da frente

- Eu sei! – respondeu entusiasmado, e soltando a mão da filha, a deixando correr pela gigantesca sala de estar vazia

- E quando que a gente vem pra cá? – perguntou o moreno, parando no primeiro andar da escada de mármore, olhando tudo ao seu redor

- Não sei, amanhã? – perguntou, abraçando a cintura de Harry

- Mas já? – o moreno sorriu, olhando pra Draco e passando os braços pelo pescoço dele

- Escuta, Potter, se você não queria compromisso deveria ter pensando nisso antes de roubar o meu coração e o da pequena Lily, entendeu? – perguntou, fingindo estar sério e Harry sorriu

- Certo, Malfoy. – rodou os olhos – Mas me diga, nós vamos chamar todo mundo pra ajudar? – os olhos do moreno brilharam com a possibilidade

- Todo mundo quem, Harry? – perguntou, desconfiado

- Hermione, Ron, Ginny, Mel, Blaise, Pansy, Sirius, Remus, Severus... – começou a listar o nome de todos os seus melhores amigos e Draco arregalou os olhos

- UOU. Calma aí. – o cortou – Eu não sei se você sabe, Harry querido, mas nós usamos magia, pra não ter que fazer esforço físico. É pra isso que serve a sua varinha. – o loiro deu um sorriso malicioso – Não essa varinha, Harry, a de madeira. – o moreno corou furiosamente e Draco gargalhou

- Draco! – repreendeu – Lily está aqui. – sussurrou, envergonhado

- Lily está muito distraída brincando com a lareira. – respondeu, vendo a filha mexer nas cinzas da lareira, sujando o vestidinho rosa que usava

- Mesmo assim. – o moreno se soltou do loiro e sentou no degrau, observando o local

- Ora, Harry, não fique assim. Foi só uma brincadeira. – disse Draco, rodando os olhos e sentando ao lado dele

- Eu sei, mas não é isso. – suspirou e virou o rosto para encará-lo

- Então o que é? – perguntou, passando um braço sobre os ombros do moreno

- Isso não é mesmo um sonho, Draco? – perguntou, sorrindo tristemente

- Claro que não é! – respondeu indignado e o beijou rapidamente – Lily! – chamou, e a garotinha veio correndo, as madeixas pretas balançando – Eu acho que o Harry precisa de um Super-Abraço-de-Urso. – ele sorriu malicioso quando o moreno pegou Lily no colo

Harry olhou curioso para os dois e viu a menina em seus braços rir e o abraçar, logo depois sentiu os braços de Draco ao seu redor, o apertando gentilmente. O moreno riu junto com os outros dois e sentiu a respiração de Draco em seu pescoço. O moreno quase não pode conter as lágrimas, por que agora ele tinha uma família.

- Eu te amo, Harry. – sussurrou, beijando de leve o pescoço dele

Os três caíram esparramados nas escadas, rindo. Lily estava entre os dois homens, Harry olhou para Draco, e os dois sorriram.

- Então vamos convidar todo mundo pra ajudar? – perguntou Harry, sorrindo maroto

- Oh, Meu Merlin, sim. – respondeu Draco fechando os olhos e logo ele sentiu quatro braços ao redor de si

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E então o nosso mundo girou
Você ficou e a noite veio
Nos trazer a escuridão
E aí então
Eu abri meu coração
Porque nada é em vão

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Harry suspirou ao sentir dois braços fortes ao redor da sua cintura. Girou sobre a cama e ficou deitado de frente para o loiro provocante. Draco sorriu e puxou Harry para mais perto e eles ficaram se encarando.

- Draco, há quanto tempo à gente tá aqui mesmo? – perguntou o moreno, sorrindo sem graça

- Você tem péssima memória para datas, Potter. – respondeu, rodando os olhos e o beijou – Um mês e treze dias.

- E você é bem exato, não? – riu, se encolhendo mais nos braços do loiro

- Há há. – bufou – Você que perguntou. – se deitou sobre ele, o beijando apaixonadamente

Quando eles se separaram ofegantes, Harry sorriu de leve. Passando a mão nos cabelos loiros, que ainda não chegavam aos ombros. Draco sorriu pra ele e sei deitou ao lado de Harry, com a mão sobre sua cintura. Eles ficaram assim por um tempo, apenas ouvindo a respiração do outro.

Mas uma dúvida cruel ainda assombrava Harry. Não que fosse realmente um problema, mas todo dia, quando ele acordava, lembrava de Jenny, e de como ela era bonita, e de como Draco chorou por ela, e de como ele tinha ciúmes desse fantasma, e de como... Merlin! Harry suspirou e olhou para o loiro.

- Draco. – chamou

- Hum? – resmungou, acomodando o rosto no ombro dele

- Eu queria te perguntar uma coisa. – começou, sentindo a angústia aumentar no peito

- O que foi? – perguntou, apoiando o corpo em um braço, para poder observá-lo

- Jenny. – ele começou e Draco suspirou – Ela sabia?

- Sabia do que, Harry? – perguntou, cansado

- De nós, de nós. – respondeu, levemente irritado

Draco deitou de novo, olhando o teto. Ele não sabia o que dizer, se dizia a verdade ou... Se dizia algo que reconfortava Harry.

- Sabia. – suspirou

- O QUE? – sentou com um movimento, observando o loiro

- Fazia um ano que estávamos casados, eu não sei como, mas... Um dia ela começou com uma conversa de saber que eu era apaixonado por outra. – riu de leve – Eu disse que não tinha nada a ver, mas ela insistiu até me fazer confessar. – suspirou e fechou os olhos – Quando eu disse que era um cara... - começou

- Ela surtou. – completou Harry

- Não. – abriu os olhos e observou o moreno – Ela disse que entendia e que eu deveria vir atrás dele. – sorriu – Mas eu descobri na mesma semana que ela estava grávida, óbvio que eu não a deixaria. – suspirou, novamente – E minha mãe deixou escapar um dia, quando elas brigaram, que o casamento era uma farsa e... Foi um desastre. – desviou o olhar

- Mas pelo que eu vi, parece que vocês eram bem ligados. – retrucou, tentando conter a irritação

- Eu aprendia a amar Jenny. – sorriu – Eu realmente não queria que ela tivesse morrido. – fechou os olhos e engoliu em seco

Harry estreitou os olhos e deitou, com um aceno de varinha apagou as luzes e fingiu dormir.

Oras, o que Draco queria dizer? Que se a mulher ainda estivesse viva continuaria com ela?

- Harry? – chamou o loiro

Harry fingiu um ronco e continuou parado, ele estava furioso!

x

Harry acordou cedo no outro dia, tomou o café e saiu. Ele precisava pensar. O moreno só não sabia por que. Afinal, ele tivera cinco anos pra pensar muito, mas agora que Draco estava aqui, ele tinha mais coisas para pensar. Por que diabos a cada passo que o 'Homem-Que-Venceu-Você-Sabe-Quem' dava, a vida se complicava mais?

Santo Merlin.

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Draco estava sentado no sofá da sala, nervoso. Lily estava brincando a seus pés. Já passara da hora do almoço, o loiro olhou mais uma vez pela janela e nada de Harry aparecer. Ele suspirou e pegou a filha no colo.

- Vamos passear, Lily? – perguntou, sorrindo, e com um assobio um elfo doméstico lhe trouxe a mochila da menina, com todas as coisas necessárias

- Sim, papá! – disse empolgada, batendo palmas

O loiro sorriu e caminhou até a porta da mansão, que se abriu por um tempestuoso Harry Estou-de-Mal-Humor Potter. O moreno parou e ficou observando os dois.

- Eu e Lily vamos sair, quer vir junto? – perguntou Draco, sorrindo

- Não, é programa de pai e filha. – respondeu amargo, passando ao lado do loiro, que segurou rapidamente seu braço – Que foi? – perguntou, estreitando os olhos

- Não, Harry. – suspirou e olhou pra filha e depois para o moreno – É programa de pais e filha. – sorriu de leve

O moreno arregalou os olhos. Como ele estava se sentindo ridiculamente ridículo, agora ele tinha uma família, e Jenny estava morta e enterrada. Suspirou e meneou a cabeça, indo até a sala e se jogando no sofá. Draco notou que aquilo seria uma longa conversa e pediu para um outro elfo cuidar de Lily e não deixar que a menina se machucasse. Caminhou até onde estava o moreno e sentou ao lado dele.

- Desembucha. – ordenou Draco e Harry olhou pra ele

- Você me desculpa? – perguntou suspirando – Eu sei que eu fui estúpido, Draco, mas é que eu te amo tanto e eu fico inseguro de você me comparar com Jenny e ver que eu não sou tão bom assim... E que eu tenho muitos defeitos... E que eu não sei o que fazer quando fico nervoso... E que talvez eu não seja um bom pai pra Lily e... – disse rapidamente, apertando uma mão contra a outra

- Por Salazar, Harry! – bufou e o moreno congelou instantaneamente, será que Draco estava bravo com ele? – Você nunca ouviu falar que nós gostamos das pessoas pelas suas qualidades e a amamos pelos seus defeitos? – sorriu de leve e segurou o queixo do moreno – Acho que se você puder agüentar os meus defeitos, eu posso agüentar as suas teimosias. – riu com a careta do outro

- Você não tem defeitos, é perfeito. – sussurrou, aproximando seus lábios aos do loiro

- Me bajular é muito fácil, Potter, já que as minhas qualidades estão tão explícitas. – respondeu convencido e Harry riu

- Eu sei.

O moreno abraçou o namorado/noivo e o beijou apaixonadamente. Eles não deixariam uma coisa tão boba atrapalhar um amor que tinha tudo pra dar certo.

- Será que nós podemos passear com a nossa filha agora?

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I wanted you to know that I love the way you laugh
I wanna hold you high and steal your pain away
I keep your photograph and I know it serves me well
I wanna hold you high and steal your pain

Eu queria que você soubesse que eu adoro o jeito que você sorri
Eu quero te abraçar bem forte e levar sua dor pra bem longe
Eu guardo sua foto, e eu sei que ela me ajuda bastante
Quero te abraçar bem e roubar sua dor)

xxx

Draco estava chegando em casa, em pleno domingo, ao meio dia. Ele tinha ido resolver um problema na empresa. Claro, quando ele viu o quão ridículo era o problema quase lançou um Avada na secretária, e se perguntassem por que ele diria que era por causa do seu estado emocional delicado. Afinal, uma pessoa com oito meses de gravidez deve ter algum distúrbio psicológico ou então Draco tinha distúrbios mesmo.

- Eu preciso de outra secretária, por Merlin, que incompetência... – resmungou entrando na mansão e jogando a capa em qualquer lugar – Harry? – chamou

O loiro olhou na sala, e suspirou, colocando a mão sobre a barriga. Onde diabos o seu marido tinha se metido? Caminhou mais um pouco pelos corredores, e quando chegou à cozinha ouviu barulho de risadas vindas do jardim dos fundos da propriedade.

Draco bufou e caminhou até a porta que levava ao lado de fora, e quando colocou os pés na grama fofinha e verde, arregalou os olhos o máximo que pode. O seu jardim era enorme, e por que diabos no momento ele parecia tão atolado de gente?

O loiro percebeu que tinha aparecido do nada duas grandes árvores a mais, e embaixo das sombras dela tinha uma grande mesa, para vinte pessoas no mínimo. Ele passou os olhos pelo lugar e viu montes de Weasley's, mais os de sempre (Hermione, Pansy, Ron, Blaise, Mel, Ginny) e também viu Severus e Remus. Lily corria pelo jardim com John (filho de Blaise e Ron), e também com Melanie (filha adotiva de Hermione e Pansy). Olhou para o céu e viu Harry jogando Quadribol com Ronald e Sirius.

- O QUE DIABOS É ISSO? – gritou e todos pararam seus afazeres para olhá-lo

Sr. Weasley que estava cuidando da churrasqueira, sorriu e continuou a dorar a carne. As mulheres no lugar foram em direção a Draco, enchendo ele de paparicos, como sempre.

Draco bufou e caminhou rapidamente até quase o meio do jardim, bem em baixo de onde Harry estava pairando com a vassoura.

- HARRY JAMES POTTER, DESÇA JÁ AQUI! – gritou, irritado

O moreno olhou pra baixo, observando o marido, sorriu e pousou bem ao lado dele. Enlaçou Draco pela cintura e lhe beijou fervorosamente, o loiro resolveu deixar pra depois o sermão e aproveitou cada segundo daquele beijo.

- Draco, você está grávido, controlo-se. – desdenhou Blaise e os dois se separaram

- Explique-se, Potter, que algazarra é essa? – perguntou, cruzando os braços sobre a barriga

- Não é melhor você sentar, anjo? – sorriu – Você deve estar cansado. – pegou o loiro pelo braço e o levou até uma das cadeiras, e nesse momento todos pararam seus afazeres para observar o casal

- Anjo? – perguntou, se acomodando da melhor forma na cadeira de madeira – O que você aprontou? – estreitou os olhos

- Não me diga que você esqueceu?! – disse Harry, arregalando os olhos e Draco o olhou confuso – Draco! Que dia é hoje? – perguntou, bufando

- Dia de dormir? – respondeu irritado

- Não, loira! – rodou os olhos – Hoje faz quatro anos que estamos juntos! – bufou o moreno, cruzando os braços

- É mesmo! – Draco deu um tapa na testa e Harry olhou feio pra ele – Eu não me esqueci, Harry! – se defendeu

- É mesmo? – retrucou, mal-humorado

- É. – bufou – Eu lembre durante a semana e comprei o seu presente, eu só me esqueci por um momento, tá? – deu a língua para o marido

- Você comprou um presente pra mim? – os olhos dele brilharam

- Óbvio, Potter. – rodou os olhos, Harry olhou em expectativa para Draco, que sorriu maroto – Acho melhor você se sentar, por que se não vai desmaiar aqui...

Harry sentou rapidamente ao lado dele, nervoso e curioso, como uma criança no Natal. O loiro movimentou a varinha em um Accio e um embrulho comprido apareceu voando, e logo atrás um saquinho de veludo. Os dois caíram no colo do moreno, que sorriu empolgado.

- Abra logo. – ordenou Draco, rodando os olhos

O moreno rasgou o pacote maior e arregalou os olhos, era uma vassoura! Mas ele nunca tinha visto uma dessas no mercado. Correu o olhar até a ponta da vassoura e viu as suas iniciais gravadas na madeira.

- Não me diga que... – começou Harry

- Sim, eu mandei fazer uma especialmente pra você. – Draco riu da expressão que o moreno fez

- Draco! – exclamou, se jogando sobre ele e o beijando – Obrigado, eu... Nem sei o que dizer. – sorriu bobamente

- De nada. – riu – Agora abra o outro. – o loiro apoiou uma mão sobre a barriga e observou Harry abrir o outro embrulho

O moreno tirou de dentro do saquinho de veludo um colar dourado, com um pingente em forma de pomo de ouro, o pequeno pomo era bem delicado. Harry sorriu idiotamente para o colar e puxou uma das asinhas, fazendo-o abrir e mostrar ali dentro, uma foto de Draco e outra de Lily. Harry arregalou os olhos e virou para observar o marido.

- Gostou? – perguntou, Draco, sorrindo

- AMEI!

Harry abraçou-o novamente distribuindo beijos pelo rosto do loiro, o fazendo rir com vontade. Draco capturou os lábios de Harry com paixão.

- Com licença, tem crianças no recinto! – disse Ginny, rindo e os dois se separaram, e Draco olhou feio para ela

- Me deixe colocar em você. – o loiro puxou Harry pra baixo, o obrigando a ficar no seu nível e colocou o colar no pescoço dele

- Agora, Harry, dê o seu presente para o Draco. Já que você fez cada um de nós arrancar os cabelos à procura dele. – disse Hermione, sorrindo

- Você fez é? – perguntou o loiro, olhando pra ele

- Na verdade, é um presente parecido com o seu... – suspirou – Se eu soubesse teria procurado outra coisa, Draco, mas eu pensei que...

- Não divague, Harry! Só me dá o presente! – exigiu o loiro, com os hormônios a flor da pele

- Ok, ok. - sorriu e tirou um saquinho de veludo do bolso, entregando para o marido

Draco pegou o objeto da sua curiosidade e o abriu rapidamente, tirando lá de dentro um colar prateado, o pingente era duas pequenas asinhas, pareciam miniaturas de asas fadas, mas pareciam ser asas de anjos, já que eram cravejadas por diamantes pequeninos. O loiro arregalou tanto os olhos, que suas sobrancelhas desapareceram debaixo da franja.

- Não me diga que... – começou o loiro

- Prata dos elfos. – sorriu – E diamantes encontrados por centauros. – suspirou inseguro – Gostou? – perguntou, com olhar vacilante

- Como eu não ia gostar? – Draco ficou em pé rapidamente, e abraçou Harry, o moreno riu e ao mesmo tempo gemeu, ao sentir a enorme barriga o pressionando

- Draco, você tá me sufocando. – disse o moreno

- Eu não posso te soltar agora, se não vão ver que eu estou chorando. – sussurrou com a voz trêmula

- Você está chorando?! – perguntou tentando se soltar dele – Por Merlin, eu quero ver! Draco Malfoy chorando! – o moreno recebeu um tapinha no ombro quando se soltou do abraço

Ele fitou os olhos prateados de Draco com carinho, o loiro estava sorrindo e Harry nunca tinha visto tanta emoção naqueles olhos. Ele sorriu e beijou Draco calma e sofregamente. Tirou o colar da mão dele e quebrou o beijo.

- Me deixe colocar em você. – o loiro se virou e Harry colocou o colar em seu pescoço, depositando um leve beijo ali – Eu te amo, anjo. – sussurrou e Draco se arrepiou

Quando eles voltaram a ficar frente a frente, ouviram o barulho de palmas. Os dois olharam rapidamente para o lado, Mel e Hermione estavam com os olhos marejados. Por um momento eles esqueceram que tinham uma pequena platéia. Até mesmo Severus Snape estava sorrindo.

Afinal, todos eles sabiam que aquele amor não era frágil, nem passageiro. E sabiam que Draco e Harry tinham sido feitos um para o outro.

- Certo, certo, deixando o sentimentalismo de lado... – começou Draco, com a pose arrogante de sempre – Eu estou com fome! Apresse essa comida, Sr. Weasley, por favor. – disse sentando novamente

- Não mande nos outros, Draco! – repreendeu Harry

- Mas eu pedi 'por favor'! – se defendeu, indignado

- Mesmo assim. – respondeu exasperado

- Não esqueça que ele está na minha casa! – bufou, irritado

- Nossa casa, loira!

As pessoas que estavam ali, se entreolharam e riram, esses dois nunca mudariam. Opostos, sempre.

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To see you when I wake up is a gift
I didn't think could be real
To know that you feel the same as I do
Is a three fold utopian dream
You do something to me that I can't explain
So would I be out of line if I said
I miss you

(Ver você quando eu acordo é um presente
Eu não achava que pudesse ser real
Saber que você sente a mesma coisa que eu são três árvores imaginárias em um sonho
Você faz algo comigo que eu não consigo explicar
Seria fora do sério dizer que eu não sinto a sua falta)

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Harry acordou com um chute nas costelas, deveria ser de madrugada. Ele resmungou e abriu os olhos, virando o corpo para encarar a pequena criatura que acabara de lhe chutar. Um menino de no máximo um ano de idade estava deitado ao seu lado, ele tinha cabelos loiros e quando abria os olhos, poderiam ver a cor quase idêntica dos olhos de Haryy.

Ao lado do garotinho estava Lily e ao lado de Lily, Draco. O moreno suspirou apaixonadamente, ele nunca se cansava de observar seu marido dormir, ele parecia tão perfeito assim.

- Não olhe muito senão gasta, Potter. – disse com a voz arrastada e Harry viu ele abrir os olhos lentamente, sorrindo maroto

- Depois eu te pago por ficar olhando. – sorriu

Draco se apoiou no cotovelo e para poder ver melhor os três amores da sua vida, e Harry fez o mesmo. Eles ficaram se observando, olhos nos olhos. E a coisa que mais se destacava na escuridão, iluminada apenas pelas velas, eram os pingentes. Ah, e o pingente de Harry tinha uma foto a mais dentro agora.

- Vamos descer? – perguntou o loiro

- Aham.

Os dois saíram da cama e cobriram bem os filhos. Desceram de mãos dadas e se aconchegaram no sofá da sala. Harry sentou entre as pernas de Draco e apoiou a cabeça no ombro dele.

- Draco... – suspirou o moreno, fechando os olhos e sentimento melhor o perfume do marido

- Sim? – perguntou, olhando pra ele

- Oh, nada. – corou – Eu apenas estava...

- Sussurrando o meu nome de maneira provocante, Potter. – completou Draco, sorrindo sedutoramente e Harry corou mais ainda

- Você está distorcendo o que eu disse. – riu

- Eu? – se fingiu de indignado – Draco... – imitou o loiro, fingindo gemer e Harry lhe deu um beliscão

- Como você me irrita! – bufou o moreno, cruzando os braços

- Quem te irrita, te conquista... – sussurrou ao pé do ouvido de Harry e o moreno se arrepiou, para a satisfação de Draco

- Certo, cala a boca e me beija.

O loiro não hesitou e agarrou Harry com vontade. Quando as línguas se encostaram, e os corações começaram a dançar a mesma música, o universo saiu de férias e resolveu deixar eles se amarem sem interrupções.

Por que eles sempre seriam assim, a mistura perfeita de coisas tão imperfeitas juntas.

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Estarei feliz aonde for, se você estiver comigo.

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Fim


músicas do capítulo: Love is Paranoid – The Distillers; Someday – The Strokes; Sinceramente – Cachorro Grande; Broken – Evanescence; I miss you – Simple Plan.

n/a: achou o último capítulo ruim? pois é, eu também achei! então seja uma boa leitora e dexe muitas reviews. daí, eu escrevo um capítulo extra pra compensar, ok?

¹: eu sou viciada em capuccino! xD

Sheila Potter Malfoy: aqui está! espero que tenha gostado desse capítulo! beijos. Vicke Granger Malfoy: sim, o Draco voltou! olha só, fofa, nós vamos ter que dividir ele viu? senão eu morro de ciúmes. e sim, a estória é toda baseada na questão de honra e tal, e além do mais, não teria enredo se eles ficassem juntos de cara né! xD Hyuuga-kun: no desenrolar da trama a gente se apaixona por esse loiro gostoso, né? 8D bom, nessa fic não vai ter cena de estupro, quem sabe na próxima? espero que tenha gostado! Ge Black: menina, você é uma fofura! obrigados pelos elogios. ;D se você não gostou desse capítulo é só dizer, por que se tiver muitas reviews, eu faço um cap extra! xD Miyu Amamiya: hei, hei! olá, chará. bom, se você me disser que estava esperando a atualização como louca, eu vou responder: "problema resolvido!". obrigada pela review! ;D Raayy: você sabe que eu achei a fanfic inteira NON-SENSE. xP mas que bom que você gostou!

olha só hein, se deixarem mais reviews tem capítulo extra e com certeza melhor que esse aqui!

beijos, queridas (os)

May