Disclaimer: Harry Potter pertence a Draco Malfoy. xD ok, ok. Harry Potter pertence a J.K Rowling.
Avisos: só pra não perder o hábito: SLASH. e desculpe se tiver algum erro, estava sem paciência pra revisar a fanfic pela terceira vez.
The Angel
Capítulo extra: Como tudo começou
Harry estava sentado em uma cama da Ala Hospitalar. As mãos tremendo e os olhos vidrados no chão, ele realmente não estava se importando com a roupa suja de sangue e terra, por que o desespero tinha tomado conta de si.
Dumbledore estava morto.
Promfey andava de um lado a outro, tentando atender todos, enquanto Harry continuava se balançando pra frente e pra trás, abraçado a si mesmo.
- O que nós vamos fazer agora? – sussurrou sentindo a visão ficar embaçada pelas lágrimas
A maioria dos Auror's tinha ido embora, mas alguns continuavam ali, por causa da gravidade dos ferimentos, e, por isso, estavam a uma distância grande de Harry e com grandes divisórias ao seu redor.
- Pronto, garoto, agora é sua vez. – disse Promfey, depois de dar poção de sono para todos
- Eu estou bem, obrigado. – respondeu mecanicamente, sem se mexer
- Claro que você não está! – guinchou – Hogwarts foi atacada por Comensais, Potter, reaja! – Harry apenas olhou pra ela e voltou a se balançar
- O que você quer que eu faça? – perguntou amargurado – Ele está morto.
A enfermeira estava entrando em pânico, diferente dos outros, que se debatiam e gritavam, Potter ficava apenas quieto, e isso era muito mais assustador.
Antes que ela pudesse obrigá-lo a reagir, a porta da Ala Hospitalar foi aberta com violência, e por ela entraram dois vultos encapuzados.
Harry levantou a cabeça rapidamente e Promfey direcionou a varinha para os dois vultos que caminhavam cambaleantes, como se estivessem feridos.
- Abaixe isso, Promfey. – disse um deles, abaixando o capuz e mostrando a sombria figura de Severus Snape
- Severus! – disse e a mulher, abaixando a varinha e indo de encontro a ele
- O que você está fazendo aqui, seu maldito?! – guinchou Harry
- Grite mais alto, Potter, quem sabe Voldemort não vem em carne e osso nos pegar. – disse o outro vulto, tirando o capuz e mostrando Draco Malfoy, com cortes pelo rosto e descabelado
- Malfoy! – Harry ficou em pé e puxou a varinha, avançando neles
Quando estava a centímetros deles sentiu uma mão firme segurar o seu braço, virou a cabeça para ver o infeliz que o segurara e se depara com o sorriso bondoso de Dumbledore.
- Professor? – perguntou, deixando a varinha escorregar por entre seus dedos e cair no chão
- Olá, Harry. – suspirou – Acho que lhe devo uma explicação, não é?
- Por favor. – sussurrou, sem forças, era muita coisa acontecendo rápido demais, e Harry achava que não agüentaria mais uma surpresa
Madame Promfey arrastou Snape para uma cama mais afastada e deu seus devidos cuidados, mesmo o mestre de poções resmungando que sabia se cuidar, no fim, a enfermeira teve que lhe sedar para poder dar os devidos curativos.
Malfoy estava ao lado da cama de Harry, esperando sua vez, enquanto Dumbledore se acomodava em uma cadeira, em frente às camas.
- Bom, Harry, Draco venho me avisar que Hogwarts seria atacada e que ele tinha uma missão especial. Me matar. – Harry olhou de soslaio para o loiro que tirava a capa, mostrando que estava tão ferido quanto o próprio grifinório – Eu e Severus armamos esse plano pra proteger ele, e claro, tínhamos que fingir que eu morreria mesmo. Resumindo a história, - suspirou cansado – eles estavam ao nosso lado todo esse tempo e nos ajudaram, por isso, Draco está na Ordem. Os Comensais pensam que eles fugiram pela Floresta Proibida. E vão demorar algum tempo até darem conta que eles não vão aparecer.
- Certo, Albus, agora se deite que eu tenho que cuidar de você. – disse Promfey, praticamente arrastando o diretor para uma cama mais afastada
Harry estava atônito. Ele caíra direitinho! Achando que Malfoy e Snape estavam tramando o tempo todo. O moreno se recostou na cama, olhando para o teto da Ala Hospitalar.
Quando ele ouviu a respiração pesada ao seu lado. Virou a cabeça para ver Malfoy jogado na cama, como se estivesse morto, o peito subia e descia com certa dificuldade e o rosto parecia mais pálido do que o normal.
- Que foi, Potter? – perguntou o loiro sem abrir os olhos – Não é uma hora boa para descobrir o quão bonito eu sou. – comentou com superioridade, tossindo
- Cala a boca. – disse amargo
- Não me diga que está com ciuminho por eu ter ajudado seu precioso Dumbledore e ele não ter te contado nada? – deu um sorriso de desdém e abriu os olhos, virando o rosto para o moreno
- É melhor ficar calado, Malfoy, se não... – começou, estreitando os olhos e sentando na cama
- Se não o que, Potter? – sentou na cama também, o desafiando com os olhos
- Eu vou terminar o serviço que alguém começou. Te matar! – disse entre dentes
- Tente, ao menos tente, Potter. – Draco estreitou os olhos e levou uma mão a um grande corte no peito, tentando parar o sangramento
O moreno levantou rapidamente da cama e se jogou contra o loiro, que caiu sobre a cama, arfando. Harry pegou a varinha dele e a encostou no pescoço de Draco, o fazendo rir com desprezo.
- Vamos, é só um rápido Avada, Potter. Você esperou seis anos pra fazer isso, vamos, faça. – atiçou, empurrando o pescoço de encontro a varinha
Harry estava atordoado, enquanto sua mão segurava à varinha a outra puxava Draco pela gola da camisa, mas ele simplesmente não conseguia! O loiro estava com dificuldade para respirar, devido ao peso extra sobre seus ferimentos.
- Eu... Não consigo. – sussurrou, olhando diretamente nos olhos prateados de Draco
- Claro que não consegue. – respondeu, tossindo mais, mas não desviando o olhar – Agora, se você realmente não vai me matar, saia de cima! – ordenou e Harry levantou meio desajeitado
- Mais alguém sabe sobre esse plano? – perguntou, largando a varinha dele na mesinha ao lado da cama e se sentando, enquanto via o loiro tentar recuperar a respiração
- Algumas pessoas da Ordem. – respondeu com dificuldade – E Promfey.
- Por que Dumbledore não me disse nada? – retrucou, observando que Malfoy estava quase desmaiando
- Pergunte a ele. – disse ríspido – Agora chame Promfey. – tossiu – Rápido, Potter.
- Por que eu faria isso? – deitou confortavelmente na cama e observou o olhar apavorado do loiro
- Realmente não sei por que a pessoas gostam de você. – disse amargo – Você é simplesmente ridículo, não mata quem está indefeso, mas também vê essa pessoa morrer de uma forma dolorosa... Mesmo sabendo que sua consciência grifinória vai pesar depois.
- Você merece, por me torturar a vida inteira! – se defendeu
- Talvez eu mereça mesmo. – riu – Te vejo no inferno, Potter. – e o loiro desmaiou
Harry arregalou os olhos e levantou, indo até a cama e o balançando pelos ombros.
- Não morra, Malfoy. – resmungou – Madame Promfey! – gritou, e logo viu a figura apavorada dela chegar e afasta-lo de Draco
O grifinório ficou olhando Malfoy, ali jogado, enquanto Promfey cuidava dele.
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Draco não sabia há quanto tempo estava dormindo, mas quando abriu os olhos, a primeira coisa que viu foi o teto desbotado da Ala Hospitalar.
Suspirou pesadamente, gemeu ao fazer isso, olhou para o lado e arregalou os olhos, Potter estava na cama ao lado, dormindo como uma pedra. O loiro tentou levantar, mas sua cabeça parecia que ia explodir. Ele bufou e pegou o primeiro objeto que estava perto, um travesseiro, e arremessou de encontro ao garoto ao seu lado.
- O QUE?!- Harry sentou na cama assustado, olhando para os lados
- Aqui, idiota. – disse Draco, tentando se sentar na cama, o que conseguiu com certa dificuldade
- Você é maluco? – perguntou Harry, olhando pra ele, e sentando de maneira apropriada na cama
- Talvez eu seja, por estar conversando com você. – rodou os olhos com a careta de desgosto do outro – Quanto tempo eu dormi? – perguntou
- Uma semana. E não faça esforço, foi realmente difícil fechar suas feridas. – disse o moreno, suspirando – Vou chamar Promfey... – levantou, mas sentiu uma mão segurar seu pulso
- Espere, Potter, eu preciso te perguntar algumas coisas. – o puxou, fazendo o grifinório cair sentado perigosamente perto de si
- Ok. – disse, corando
- Você sabe algo sobre meus pais? – perguntou, e o outro desviou os olhos – Não minta.
- Eu ouvi Snape avisando a Dumbledore que eles estavam mortos. – respondeu, e Draco apenas fechou os olhos com força
- Todos os alunos já foram embora? – perguntou, há voz um pouco trêmula
- Sim, menos eu e você. – o outro lhe lançou um olhar confuso – Dumbledore disse que precisa que você fique em um lugar seguro e eu tenho algo a ver com isso, só não me pergunte o que.
Os dois ficaram se encarando por algum tempo. Harry não sabia ao certo por que, mas seu coração batia descompassado.
- Sr. Malfoy! – disse Promfey, entrando rapidamente na divisória deles, sendo seguida por Dumbledore e Snape, Harry voltou a sua cama rapidamente – Que bom que acordou. – ela começou a fazer as mesmas coisas de sempre; cuidar dos ferimentos e dar poções a ele
- Sr. Malfoy e Sr. Potter, - começou Dumbledore, sorrindo – eu tenho um comunicado a fazer. E tenho certeza que nenhum dos dois vai gostar. – Snape fez uma careta, com certeza não gostando da idéia e Harry engoliu em seco
- Ouch. – o loiro gemeu, quando Promfey cutucou uma ferida – Diga, diga. – apressou, voltando seus olhos para o professor
- Você irá para a casa dos tios de Harry nesse verão, é o lugar mais seguro no momento para os dois. – Harry ficou pálido e Draco arregalou os olhos
- Morar com trouxas? – perguntou em um tom histérico – Não, obrigado. – disse com sarcasmo
- Nem pensar! Diretor, no que o senhor estava pensando? O senhor acha que meus tios iam aceitar mais um bruxo dentro daquela casa?! – ofegou, ficando em pé – E mesmo que deixassem, eu não deixaria!
- Calma, Harry, sente-se. – o moreno obedeceu – Eu e Severus tivemos uma conversa com seus tios, - disse e o garoto ficou ainda mais pálido – digamos que Severus tem um ótimo poder de persuasão. – riu de leve – Eles aceitaram, com a condição de que Draco, como você, ajudaria nas tarefas da casa.
- O QUE? – disse o loiro, sentando na cama em um movimento só, fazendo Promfey resmungar – Não, não, não, não!
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Passavam-se da meia-noite, Dumbledore acabara de bater na porta da casa dos Dusley's, Harry e Draco estavam logo atrás, ambos com cara de enterro.
Quando a porta se abriu, um homem gordo, de barba e cabelos loiros apareceu, olhou com horror para os três e abriu a porta mais, os deixando passar.
- Pelo amor de Deus, Petúnia, feche bem as cortinhas! Se os vizinhos vêm mais um dessas aberrações aqui dentro, não quero nem saber o que vão falar! – disse apavorado, fechando a porta rapidamente
Harry caminhava com passo arrastado até a sala de estar, sendo seguido por um loiro aborrecido e um Dumbledore divertido. O moreno se jogou no sofá, e Draco logo ao seu lado, com cara de nojo para o sofá e Dumbledore conjurou uma poltrona pra si.
Os três Dusley's sentaram no sofá da frente, olhando com um misto de nojo e medo os três, principalmente Draco, quem eles nunca tinham visto antes. O loiro devolvia o olhar, porém com o triplo de desprezo.
- Bom, como eu já disse para vocês, eu preciso que Draco fique aqui esse verão. – disse o diretor, gentil
- Certo, certo, pule essa parte. – disse Valter, mal-educado – O que exatamente nós vamos fazer com essas criaturas?
Draco abriu a boca pra retrucar, mas recebeu uma cotovelada. Olhou para o lado e viu Harry meneando a cabeça, como se dissesse para ficar calado. O loiro simplesmente bufou e cruzou os braços.
- Bom, nada. Apenas tem que dar um teto e comida. – sorriu gentil
- Eles ainda não podem usar magia fora da escola, não é? – indagou Duda, olhando para os dois adolescentes
- Se for necessário, eles podem sim. – respondeu Dumbledore, e Draco deu um sorriso maquiavélico ao primo de Harry, que se encolheu no sofá, fazendo o moreno rir baixinho
Draco olhou para o grifinório e ele lhe devolveu o olhar, sorrindo de leve. Eles não sabiam ao certo por que, mas a cada olhar que eles trocavam, o ódio parecia diminuir.
- Tem mais uma coisa, se eles passarem a maior parte do tempo fora de casa, não precisam ajudar muito nas tarefas de casa. – disse Petúnia
- Tudo bem por vocês? – perguntou Dumbledore, olhando pra eles
- Melhor impossível. – suspirou Harry, nem eu seus melhore sonhos ele conseguia se livrar dos Dusley's, mas agora, com a simples presença de Malfoy eles desistiram de atormentá-lo
- Magnífico. – disse Dumbledore, ficando em pé e fazendo a poltrona sumir – Eu devo ir agora, se cuidem. – e com um estampido sumiu
Harry suspirou e olhou para os tios, que estavam com olhos estreitos pra si e para Draco, o loiro olhava com certa curiosidade os objetos, principalmente a televisão.
- O que estão esperando? SUMAM! – gritou Valter
Draco se sobressaltou e abriu a boca para despejar ofensas a eles, mas Harry já tinha o puxado pelo pulso em direção a escada.
- Malfoy, não complique minha vida! – sussurrou, parando no hall de entrada onde estavam os malões
- Potter! Como você agüenta esse bando de mal-educados? Por Merlin! – exclamou, pegando seu malão e seguindo Harry escada acima
Harry entrou na primeira porta a direita, e chutou seu malão pra dentro do quarto, se jogando na cama. Fechou os olhos e começou a repassar os acontecimentos, calmamente, ele precisava por as idéias no lugar antes de qualquer coisa.
- Onde diabos eu vou dormir? – perguntou Draco, entrando no quarto de Harry
O moreno abriu os olhos e observou o loiro rastreando seu quarto com aqueles perfeitos olhos acinzentados, quando o olhar parou sobre ele, o loiro sorriu malicioso e Harry sentiu suas bochechas corarem.
- Até que seu quarto não é ruim. – comentou o loiro, sentando sobre o malão e suspirando
- Você está com febre? – perguntou Harry, sentando na cama – Draco Malfoy não está reclamando disso aqui? – apontou para tudo
- Acredite, os aposentos dos Comensais Júnior's não são melhores. – deu de ombros
Harry olhou Malfoy por mais algum tempo e deu de ombros, abriu seu malão e começou a retirar as coisas de lá.
- Potter, por Merlin, acenda a luz! – disse, exasperado e Harry riu, afinal, ele estava acostumado a ficar com a luz fraca vinda da rua
- Ok, ok. - ele caminhou até perto da porta e apertou o interruptor, iluminando todo o quarto
- Como você fez isso? – perguntou o loiro, indo até ele
- Fez o que? – perguntou, enrugando a testa
- A luz! – exclamou, olhando para o interruptor com uma curiosidade infantil, e Harry observou fascinado mais uma lado de Draco que ele não conhecia – Como você fez? – repetiu, olhando para o moreno
- Me de sua mão. – pediu e Draco o olhou desconfiado – Vamos, Malfoy. – o loiro suspirou e estendeu a mão, Harry pegou na mão macia de dedos longos e levou até o interruptor, ligando e desligando a luz algumas vezes – Viu?
O loiro estava sorrindo bobamente e sua mão continuava apoiada na de Harry, quando seus olhos se encontraram ambos coraram e Draco tratou de puxar sua mão pra si, e recuar até seu malão, mexendo em coisas lá dentro. Harry suspirou e sentou em sua cama, novamente.
- Até que são engenhosos esses trouxas. – comentou o loiro
- São sim.
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Harry e Draco estavam parados lado a lado, olhando para a cama de solteiro a sua frente. Draco se recusava a dormir no chão, e Harry também, afinal, o quarto era dele.
- Se ao menos pudéssemos usar magia. – resmungou o loiro
- É, mas não podemos. – suspirou – Deita logo. – disse
Draco bufou e obedeceu, engatinhando até o lado da cama que estava grudado na parede, Harry deitou ao lado dele, e como bons adolescentes de ombros largos, eles não cabiam na cama deitados de barriga pra cima.
Ambos começaram a se remexer procurando uma posição melhor (n/a: olha o duplo sentido da frase xD), até que Harry recebeu uma cotovelada nas costelas.
- Assim não dá, Malfoy! – bufou irritado, sentando na cama
- O que você quer que eu faça? – perguntou mal-humorado – Só podia ser idéia daquele velho caduco. Ele nem ao menos pra arrumar uma cama a mais!
- Certo, fique de lado. – disse Harry, empurrando o que parecia ser as costas do loiro, naquela escuridão estava realmente difícil distinguir as sombras
Os dois ficaram de lado, as costas uma grudada na outra. As respirações calmas e compassadas.
- Dá pra acreditar que isso está acontecendo? – sussurrou Harry, olhando por uma fresta da janela
- Não. – suspirou – Eu dividindo uma cama com Harry Lerdo Potter? Não dá pra acreditar mesmo! – disse enquanto passava a unha pela parede e ouvia a risada do outro
- Eu não sou tão lerdo assim, Malfoy. – retrucou divertido
- Imagine se fosse. – bocejou
- É melhor dormirmos. – disse e ouviu um 'uh-hun' de resposta – Boa-noite, Malfoy.
- Boa-noite, Potter.
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Já fazia algumas semanas que Draco estava na casa dos Dusley's e ele tinha que admitir, Harry Potter tinha passado por muita coisa quando criança e isso fazia o loiro se sentir um tanto imbecil por ter tratado Potter mal por tanto tempo.
Os dois adolescentes estavam na cozinha lavando a louça do almoço, Harry lavava e Draco secava. O loiro estava com o quadril apoiado na pia, passando o pano em um prato, enquanto o moreno lavava um copo, assobiando uma música qualquer.
Os Dusley's estavam na sala, assistindo TV. Naquele dia em especial fazia um calor dos infernos e o sol estava alto lá fora.
- Pelo amor de Merlin, Potter, mude de música! Já enjoei dessa. – resmungou, colocando o prato dentro do armário e pegando uma faca pra secar
- Mas qual? – deu de ombros – Eu não conheço muitas músicas, sabe, não dá pra ouvir o rádio. – lançou um olhar irritado para a sala
- Cante aquela que o vizinho estava ouvindo em volume alto ontem. – disse o loiro, se abanando e jogando o cabelo loiro pra trás
- Por que eu tenho que cantar? – perguntou, olhando pra ele e Draco deu de ombros
- Por que sim. – sorriu
- Nããão, pode ir cantando, é sua vez! – ele disse jogando água no loiro
Draco foi pego de surpresa e arregalou os olhos, enquanto Harry ria. Claro, o refresco tinha sido útil, mas agora ele estava todo respingado.
- Potter! – guinchou – Seu maluco! – ele chegou perto da pia e jogou água no moreno, que parou de rir
Os dois começaram a fazer guerrinha de água na cozinha, e estava difícil de desviar dos pingos gelados que voavam pelo ar. Ambos riam baixinho, tentando não chamar a atenção dos Dusley's. O chão estava escorregadio, e isso fez Harry escorregar e agarrar a camiseta de Draco, o levando junto ao chão.
Quando sentiram o chão nas costas começaram a rir descontroladamente, Draco empurrou Harry, que devolveu o empurrão, eles começaram a rolar pelo chão.
- O que é isso?! – disse Petúnia, em uma voz histérica
Os dois pararam imediatamente, Draco por cima de Harry, as pernas entrelaçadas, os dois levantaram a cabeça para ver a mulher parada na porta, com os olhos arregalados e o rosto vermelho. Logo atrás dela pareceram Duda e Valter, e Harry pensou seriamente que eles fossem explodir.
- QUE POUCA VERGONHA É ESSA? – gritou Valter, enquanto Harry e Draco se levantavam
- Nós escorregamos e caímos. – disse Harry mecanicamente, enquanto Draco ficava de costas pra eles e continuava sua tarefa de secar pratos, como se nada tivesse acontecido
- Pelo amor de Deus! – disse Petúnia, arfando – Saiam daqui, deixem tudo como está e SUMAM!
Harry agarrou Draco pelo pulso e saiu quase correndo da casa. Os dois pararam na calçada em frente ao número 4, o sol os fazendo soar ainda mais.
- Sabe, Potter, eu até que estou me divertindo. – comentou Draco, olhando a rua
- Eu também. – sorriu o moreno e viu que as bochechas do loiro estavam começando a ficar vermelhas – Escuta, Malfoy, você não vai poder ficar no sol com essa pele braquinha. – disse atravessando a rua
- Por que não? – retrucou, o seguindo
- Você vai acabar se queimando e isso dói. – riu da careta do outro
- Aonde nós vamos? – perguntou, enquanto eles entravam no jardim de uma outra casa
- A Sra. Figg mora aqui, ela com certeza vai ajudar. – sorriu e bateu na porta
Uma senhora de aparência engraçada abriu a porta, logo atrás dela quatro gatos abanavam o rabo, animados pela visita.
- Olá, Harry. – disse, abrindo a porta para eles entrarem – Quem é seu amigo?
- Esse é Draco Malfoy, ele não é meu amigo, mas está passando as férias lá em casa. – respondeu, fazendo carinho em um gato preto, que estava sentado na mesinha de centro
- Boa-tarde, Sra. Figg, prazer em conhecê-la. – disse o loiro, polidamente
- Oh, igualmente. – sorriu – Em que posso ajudá-los?
- Os Dusley's nos mandaram ficar fora de casa, e eu preciso de protetor solar. – apontou para Draco que observava a bizarra decoração da casa – Ele é muito pálido.
- Eu não sou pálido, Potter. – resmungou, se aproximando do moreno
- Oh, claro, já volto. – a Sra. Figg sumiu por um corredor
- Ela é estranha. – o loiro sussurrou para Harry
- Eu sei, mas ela é boa pessoa, já me fez companhia por muito tempo. – sorriu, sentando no sofá, e Draco o olhou em dúvida – Vamos, ela pode ter trilhões de gatos, mas eles preferem ficar nas mesas. – o loiro riu, e sentou ao lado dele
Os dois ficaram em silêncio até ouvir o arrastar de chinelos no corredor, a senhora voltou com um tubo na mão e entregou a Harry.
- Eu vou pegar um refresco. – sorriu amigavelmente e foi em direção à cozinha
Harry sentou-se na mesa de frente para o loiro e colocou um pouco do protetor na mão.
- Venha mais pra frente. – pediu e Draco bufou
- Que coisa é essa? – perguntou se aproximando mais do alcance das mãos do moreno
- Protetor solar. Você 'tá surdo? Eu já disse. – rodou os olhos e largou o tubo sobre a mesa, espalhando o conteúdo gelado no rosto do outro
- Se algo bizarro acontecer comigo você morre, Potter. – disse fazendo uma careta
- Nada bizarro vai acontecer! Não seja desconfiado. – Draco fechou os olhos e Harry passou a mão devagar no rosto dele, sentindo um arrepio lhe percorrer a espinha tamanha a proximidade deles
- Não seja desconfiado?! – bufou – Potter, até algumas semanas atrás nós trocávamos socos nos corredores de Hogwarts!
- Mas nós não estamos mais em Hogwarts. – respondeu calmamente, passando a mão pela linha no maxilar do loiro e recebeu um suspiro de aprovação
Harry congelou, a mão parada no rosto de Draco, enquanto o loiro abria os olhos. Eles ficaram se encarando por algum tempo, os rostos se aproximando gradativamente, quando eles já podiam sentir os lábios um do outro escutam um barulho de vidro se quebrando.
Harry fica em pé rapidamente e recua dois passos, seu rosto pegando fogo e a respiração alterada. Enquanto Draco apenas o observava.
- Desculpem, queridos, eu ando meio desastrada. – disse a Sra. Figg, aparecendo na sala com uma bandeja, com três copos
- Sem problemas. – disse o moreno, desviando o olhar e pegando um copo e fingindo estar extremamente interessado no refresco
Draco continuou passando o tal protetor solar nas partes a mostra; braços, pescoço e nas canelas. Sra.Figg sentou no sofá e puxou um gato, pra fazer carinho. O loiro bebeu o refresco rapidamente e ficou em pé, chegando perto da porta e lançando um olhar significativo a Harry.
- Bom, temos de ir. – disse o moreno, largando o copo sobre a mesa
- Claro, qualquer coisa podem voltar. – sorriu amigavelmente, e por um momento Draco pensou que Sra. Figg fosse a versão feminina de Dumbledore
- Obrigado. – sorriu sem jeito e abriu a porta se cerimônia, sendo seguido pelo loiro
A rua dos Alfeneiros estava deserta, algumas crianças brincavam com mangueiras nos jardins, mas a maioria das pessoas estavam dentro de suas casas, no ar refrescado pelo ventilador.
Harry e Draco começaram a caminhar pelo meio da rua, em silêncio. Os ombros se encostando de vez em quando.
- Música? – sugeriu o moreno, não gostando daquele silêncio incômodo
- Claro. – deu de ombros, passando a mão no pescoço
- Qual? – perguntou, sorrindo
- Sei lá, você só conhece uma! – riu e o moreno lhe deu um pequeno empurrão – Aquela que o vizinho tocou ontem, Potter. – disse, enquanto eles continuavam caminhando
- Certo, certo. – rodou os olhos – Mas não vá rir!
- Eu já estou acostumado a sua voz desafinada e rouca. – fez uma careta de dor
- Hei! – riu – O que tem demais naquela música pra você gostar tanto, Malfoy? – perguntou, olhando pra ele
- Nada, realmente. – deu de ombros, olhando para alguns jardins – Era animada e... Meus pais não me deixavam ouvir músicas assim. – suspirou
- Ok, mas eu não lembro muito bem da letra. – desviou o assunto
- Eu corrijo você. – virou o rosto para o moreno e sorriu abertamente, fazendo o coração de Harry acelerar
- You and I have got a lot in common, we share all the same problems. Luck, love and life aren't on our side… (Você e eu temos muito em comum, compartilhamos todos os mesmos problemas. Sorte, amor e vida não estão ao nosso lado) – começou, há voz um pouco rouca, no ritmo pouco agitado da música
- I'm in the wrong place at the wrong time, always the last one in a long line. Waiting for something to turn out right, right. Estou no lugar errado na hora errada, sempre o último em uma longa fila. Esperando para algo dar certo, certo) – cantarolou o loiro, fazendo Harry arregalar os olhos, mas o que mais o surpreendeu foi a voz razoavelmente afinada de Draco
Eles se entreolharam e sorriram cúmplices, prontos para cantarem juntos o refrão.
- I'm starting to fall in love. It's getting to much. Not often that I slip up. It's just my luck. Yeah, yeah! Estou começando a me apaixonar. Está ficando demais. Não é frequentemente que eu falho. Bem, é simplesmente minha sorte. Yeah, yeah!) – cantaram juntos, com a voz alta, dando risadas
Harry realmente nunca se imaginou cantando no meio da rua com alguém como Draco Malfoy. Talvez com Ron, mas Draco? Oh, não. E ele tinha que admitir, eles pareciam dois bêbados cambaleando pela rua.
- Rain clouds are gathering in numbers. Just when I put away my jumper. Luck and love still aren't on my side. (Nuvens de chuva estão se acumulando numerosamente. Logo quando eu boto meu colete. Sorte e amor ainda não estão ao meu lado.) – cantou Harry, sorrindo, sem se importar com os olhares que as pessoas lhe lançavam
-But I still refuse to be a sceptic. 'Cause I know you could still correct this. Maybe this will be my lucky night, nightEu ainda recuso a ser um cético. Porque eu sei que você ainda poderia corrigir isso. Talvez essa seja minha noite de sorte, noite.) – terminou, rindo
O loiro observou Potter por um momento. Desde quando ele se tornara tão bonito e tão... legal?
Harry passou um braço sobre os ombros de Draco, e o loiro passou seu braço pela cintura dele; começando a cantar o refrão.
- I'm starting to fall in love. It's getting to much. Not often that I slip up. It's just my luck. YEAH, YEAH! Estou começando a me apaixonar. Está ficando demais. Não é frequentemente que eu falho. Bem, é simplesmente minha sorte. YEAH, YEAH!) – eles realmente gritaram dessa vez, e Draco tinha certeza que ficaria sem voz no outro dia
Harry o conduzia para uma pequena pracinha, os dois ainda abraçados, quase inconcientemente, sem se importar com o calor. O moreno sorriu e abriu a boca novamente.
- Just my luck! Just my luck! Just my luck now! Yeah, you know it's just my luck. Simplesmente minha sorte! Simplesmente minha sorte! Simplesmente minha sorte agora! Yeah, você sabe que é simplesmente minha sorte.) – berraram juntos, enquanto abriam o portão da pracinha, cambaleando até a sombra de uma árvore
Os dois se jogaram na grama rindo e corados. Draco suspirou, tentando regularizar sua respiração. Harry tinha colocado os braços em baixo da cabeça, como apoio, e tinha um sorriso bobo nos lábios, enquanto fitava árvore. O loiro o imitou.
- Pra quem não sabia a letra, você cantou muito bem, Potter. – provocou, e recebeu uma risada em resposta
- Obrigado, Draco, você também cantou muito bem. – riu
O loiro rolou na grama, apoiando a cabeça na mão e arqueando uma sobrancelha para o moreno. Que o olhou confuso.
- Que foi?
- Do que você me chamou? – perguntou, dando um sorriso malicioso, fazendo o moreno corar
- Draco. – sorriu sem graça – Me desculpe, eu nem pensei e...
- Tudo bem, Potter, é o meu nome, só isso. – rodou os olhos – Não precisa me chamar pelo sobrenome se não quiser. – sorriu de leve e Harry retribuiu
- 'Tá. – suspirou, voltando a olhar para o céu
Draco voltou a deitar na grama e olhou para seus braços, que costumavam ficar avermelhados quando em contato com sol, mas eles estavam normais. Ele deu um sorriso enviesado.
- E obrigado por passar o tal protetor solar. – provocou, olhando de soslaio para o moreno
- De-de na-da. – gaguejou, corando
- Por quê? – perguntou, fechando os olhos
- Por que o que? – retrucou confuso
- Por que diabos você se preocupou comigo, Potter? – disse, sentando e olhando diretamente nos olhos do moreno, fazendo Harry engolir em seco
- Eu na-não sei, apenas pensei que seria melhor e... – começou ele
Draco riu de leve e se lançou pra cima do moreno, que arregalou os olhos. O loiro colocou um braço de cada lado do corpo de Harry, o olhando diretamente nos olhos. O grifinório arfava e estava mais corado do que nunca.
- Diga que não, Potter. – sussurrou, roçando seus lábios no de Harry, o fazendo estremecer – Diga que você não está apaixonado por mim.
O moreno arregalou os olhos, observando Draco atentamente.
- Eu... – começou, desviando o olhar – Quer dizer, ahn, é óbvio que não.
- Certo, agora diga isso olhando nos meus olhos. – Draco segurou o queixo dele, obrigando Harry a encará-lo
Os segundos pareciam se arrastar. Enquanto eles ficavam se olhando.
Harry realmente não sabia dizer quando seu coração começou a bater acelerado toda vez que seus olhos se cruzavam, nem porque ele realmente se importava com a saúde mental/física de Draco. Mas sabia exatamente onde isso começou.
Na maldita cama de solteiro, quando em uma fatídica noite, eles estavam sem sono e começaram a conversar sobre tudo e todos, e por um momento Harry achou que não sabia (nem gostava) tanto assim de ninguém. Desde então ele Malfoy pararam de se odiar.
Mas ele não sabia em que momento exato dessas férias, eles começaram a se amar.
- Eu... Eu... – o moreno começou, arfando por causa da expectativa nos olhos acinzentados – Estou perdidamente... apaixonado por você. – disse, o rosto ficando extremamente vermelho
Draco sorriu. Não aquele sorriso de escárnio, ou superioridade, mas um pequeno e sincero sorriso.
Ele abaixou seu rosto até seus lábios encostarem com os de Potter, em um singelo encostar de lábios.
- Estamos tão ferrados, Potter. – sussurrou
- Estamos mesmo.
O moreno afirmou, passando os braços ao redor do pescoço de Draco, selando aquela declaração com um lânguido beijo.
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Harry acordou sobressaltado, arfando. Sentou na cama rapidamente ao não encontrar Draco em seus braços, como de costume. Colocou os óculos no rosto e levantou da cama, saindo pela porta entreaberta.
Ele olhou o corredor escuro, não deveriam passar da uma da manhã, desceu a escada rapidamente olhou a sala de estar, ninguém. Ouviu um pequeno ruído vindo da cozinha e correu até lá.
Arregalou os olhos com a cena, Duda estava prendendo Draco contra a pia, uma mão sobre a boca, para ele não gritar, enquanto a outra segurava o quadril do loiro. Draco se debatia, tentando se libertar, mas o outro era muito maior e não tinha dificuldades para segura-lo. Enquanto afundava o rosto no pescoço do bruxo.
Harry puxou a varinha do bolso do pijama e a empurrou de encontro ao pescoço do primo.
- O solte agora, se não quiser morrer. – disse entre dentes, os olhos faiscando de raiva
Duda congelou, soltando Draco rapidamente e recuando em direção a geladeira. Os olhos arregalados.
- Escuta aqui, seu projeto de brutamontes, - começou Harry, a voz transbordando nojo, e as janelas começaram a tremer, por causa do poder fora de controle do moreno – se eu sonhar que você encostou um dedo no Draco eu te mato, ouviu?
- Você não pode usar magia fora da escola. – respondeu, não tão assustado, com um sorriso convencido
- Harry... – começou Draco, colocando uma mão sobre o ombro do namorado
- Quer apostar? – perguntou, avançando em direção ao primo, com a ponta da varinha no pescoço dele – Chegue perto de Draco mais uma vez que vai ser o suficiente. Só um centímetro mais perto. – ameaçou, Duda olhou horrorizado pra ele, afinal, nunca vira Harry com tanta raiva
- Já entendi, aberração. – disse o gorducho, saindo rapidamente da cozinha
Harry ficou olhando por onde ele foi, a raiva tomando conta de seu peito, fazendo a casa tremer ainda mais. Quando sentiu dois braços ao redor da sua cintura e uma respiração quente na sua nuca.
- 'Tá tudo bem agora, amor. – sussurrou o loiro, fazendo Harry voltar ao normal instantaneamente
- Você 'tá bem, Draco? – perguntou, se virando pra ele e examinando o loiro de cima a baixo
- Estou bem, - suspirou – eu vim beber água quando ele apareceu do nada e me agarrou. – completou, entre dentes e Harry fechou os olhos, tentando não imaginar no que aconteceria se ele não tivesse sentido falto do loiro entre seus braços
- Desculpe pela demora, meu anjo. – disse o moreno, enlaçando Draco pela cintura e o trazendo pra mais perto
Draco apenas meneou a cabeça e passou os braços ao redor do pescoço dele, beijando o namorado com paixão.
- Eu não sei consigo dormir agora. – sussurrou o moreno, roçando os lábios aos de Draco
- Harry! Não seja exagerado. – rodou os olhos – Eu estou bem, não estou? – ele concordou com a cabeça – Então!
- É, mas por pouco... – suspirou
- Que seja. – deu de ombros – Vamos subir, por favor? – pediu, sorrindo de leve
- Claro.
Harry passou um braço sobre os ombros de Draco, e eles caminharam lentamente volta ao quarto. O loiro com a cabeça apoiado no ombro de Harry.
- Como nós vamos voltar a Hogwarts? – perguntou Draco, entrando no quarto e se jogando na cama
- O pessoal da Ordem sempre vem me buscar, então acho que eles vêm esse ano também. – trancou a porta e foi em direção ao namorado, sentando ao lado dele
- Quer dizer que você tem uma escolta particular? – arqueou uma sobrancelha, uma expressão de descrença no rosto e Harry riu
- Não é uma escolta particular. – sussurrou, o empurrando pra também poder deitar na cama
- Não me empurre, Potter! – resmungou quando suas costas bateram na parede
- Você é muito espaçoso. – riu – E não faça essa cara, olha o tamanho da cama e você fica se esparramando. – Draco fez uma careta
- Bom, tem uma maneira muito boa de caber os dois na cama. – sorriu malicioso
- Tem, é? – retrucou, agradecendo pela luz do abajur ser fraca e não mostrar o forte rubor das suas bochechas
- Oh, se tem. – disse deitando por cima do moreno
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Draco resmungou ao sentir um vento gelado nas suas costas. Ele abriu os olhos e notou que estava esparramado na cama, vasculhou o quarto com os olhos para encontrar Harry perto da janela aberta, conversando com uma coruja branca.
O loiro rodou os olhos e sentou lentamente na cama, puxando o lençol junto.
- Ai meu olhos, Potter, vista alguma coisa. – disse, o moreno se sobressaltou, virando para encará-lo e sorrir. Draco devolveu o sorriso.
- Você não estava reclamando algumas horas atrás. – respondeu, rindo da careta do loiro
- Eu não estava enxergando direito, mas agora com a luz vinda da rua eu consigo ver e... urgh, acho que nunca mais vou poder abrir os olhos. – falou dramaticamente, colocando a mão sobre os olhos e ouvindo a risada do outro
- Quem não te conhece, que te compre, Draco Malfoy. – disse divertido e o loiro abaixou a mão, rodando os olhos
- Certo, Potter, agora me diga por que você está conversando nu com uma coruja? – perguntou, pegando uma das calças de pijama que estavam no chão e atirando para o moreno
- Bom, estou nu por que você arrancou minhas roupas – Draco sorriu malicioso – e estou conversando com a coruja por que ela veio me trazer uma mensagem, só estou agradecendo. – deu de ombros, enquanto colocava a calça do pijama, que por acaso era de Draco
- Por Merlin, Potter, você conversa com uma coruja! – riu, voltando a deitar na cama e fechar os olhos
- Você não? – retrucou, com um pergaminho na mão
O loiro resmungou algo sobre "são quatro da manhã, vai dormi, Grifinório idiota", o moreno deu de ombros e sentou na cadeira de frente para a pequena escrivaninha.
Pegou uma pena e começou a escrever a resposta para Lupin, que ele e Draco estariam às seis da manhã na esquina da Rua dos Alfeneiros esperando pela Ordem, para levá-los até a estação.
- De quem era a mensagem? – perguntou o loiro, não conseguindo dormir por causa do 'rik-rik' que a pena fazia no papel
- Remus. Ele pediu pra gente esperar eles na esquina amanhã. – respondeu, levantando e amarrando a resposta na pata da coruja, que logo saiu voando
- Hum. – resmungou, vendo que o moreno parecia um pouco agitado para dormir – O que foi? – perguntou, deitando de lado
- Nada. – deu de ombros e caminhou até Draco, sentando na cama e acariciando a cabeleira loira
- Quem não te conhece, que te compre, Harry Potter. – disse com desdém e Harry riu
- O que você acha que foi? – retrucou, colocando a mão do outro lado do corpo do namorado, pra ter apoio
- Como eu vou saber? – rodou os olhos – Eu te conheço bem pra saber que você está cismado com algo, mas eu não leio mentes, Potter. – o moreno rodou os olhos
- É que... Nós não vamos poder, ahn, você sabe, assumir em Hogwarts. – disse virando o rosto, quando Draco o olhou com os olhos arregalados (n/a: essa frase ficou estranha xP)
- O que? – perguntou, sentando na cama, fazendo Harry quase cair
- Você me ouviu, Draco. – suspirou, olhando pra ele – Vai ser melhor assim.
- Melhor pra quem, exatamente? – perguntou, estreitando os olhos
- Pra você. – o loiro abriu a boca pra responder, mas Harry o beijou rapidamente – Draco, você não 'tá pensando que Voldemort que ter matar e que agora eles têm mais um motivo a mais pra isso. Eu. – suspirou – É mais seguro assim.
- Harry, - começou segurando o rosto do moreno entre as mãos – eu não me importo de correr riscos, eu já fiz minha escolha. – beijou o moreno de leve e Harry passou os braços ao redor da cintura dele
- Mas eu não quero que você corra riscos, entendeu? – suspirou, afundando o rosto no pescoço do namorado
- Que seja. – suspirou – Acho melhor nós dormirmos, temos que acordar cedo hoje.
Harry riu e concordou com a cabeça, deitou na cama de barriga pra cima e Draco apoiou a cabeça no peito dele, quase deitando completamente em cima do namorado.
Harry passou os braços ao redor dos ombros dele, e fechou os olhos. Uma pergunta martelando na sua cabeça.
Como exatamente que Draco Lucius Malfoy e Harry James Potter foram se apaixonar perdidamente em um verão?
Destino? Provavelmente.
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O dia nem amanhecera completamente e os dois já estavam sentados na calçada, Draco com as costas apoiadas no malão, e Harry sentado entre suas pernas e a cabeça apoiada no seu ombro. O moreno suspirou pesadamente.
- Que sono. Aaahhh... – bocejou – Nós deveríamos ter dormido cedo. – disse, sentindo o loiro apertar mais os braços ao redor de si
- Não seja estraga prazer, Harry. – disse, beijando a bochecha dele
- Mas é verdade. – sorriu
Os dois ficaram quietos por mais alguns minutos, até ouvirem vários estampidos. Draco sobressaltou e observou o grupo bizarro que tinha aparatado a sua frente.
- Harry, Draco. – cumprimentou Remus, sorrindo, e escondendo sua surpresa por encontrá-los abraçados
- E aí, Harry. – disse Tonks – Malfoy – disse polidamente
- Vamos deixar de lenga-lenga, por favor. – apressou Moody
- Certo, certo. – disse Tonks fazendo uma careta
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Harry estava empurrando sua bagagem, olhando ao redor a procura daquele grupo ruivo que ele aceitara como sua família. Andou mais um pouco e sorriu, os Weasley's estavam fazendo aquele burburim de sempre, o moreno se aproximou e cumprimentou todos, recebeu tapinhas nas costas, beijos e abraços apertados.
Hermione já se encontrava ali, e perguntava polidamente como tinham sido as férias de Harry, ele apenas disse: "Perfeitas".
Draco se juntara a seus amigos Sonserinos, que estavam curiosíssimos pra saber como ele conseguira sumir durante todo o verão. O loiro apenas sorriu convencido e mudou de assunto.
Logo seus perfeitos olhos acinzentados pararam na figura magra e moreno que lhe olhava timidamente.
Draco lançou um pequeno sorriso malicioso para Harry, que corou e desviou o olhar.
- Quem você está cantando dessa vez, Draquinho? – perguntou Pansy, divertida
- Um leãozinho muito arisco, Pansy querida. – disse com um sorriso de canto, enquanto eles subiam no trem
Harry se virou e viu que Hermione e Ron o encaravam com curiosidade.
- Quem você estava cuidando, cara? – perguntou Ron, sorrindo
- Se interessou por alguém, Harry? – perguntou Hermione, divertida
- Não foi nada, apenas pensei ter visto um anjo. – respondeu vagamente, enquanto via uma cabeleira loira se movimentar entre várias pessoa nos corredores do trem
Hermione e Ron se entreolharam preocupados. Será que seu amigo tinha enlouquecido?
E eu respondo: não, ele estava apenas apaixonado.
Harry & Draco
Forever
n/a: demorou mas chegou! aqui está o cápítulo extra. espero que tenha ficado melhor que o outro. e antes que vocês achem que eu sou maluca, eu não resisti a idéia de fazer o Harry e o Draco cantando juntos pelo meio da rua, como bêbados. xD
a música é Just My Luck, do McFly.
REVIEWS, por favor.
May
