CAPÍTULO 4

- E como vai o caso Hoffman, Harry? – perguntou Hermione a ele.

Estavam no Beco Diagonal e procuravam uma mesa para esperar Rony, que havia ido buscar algumas bebidas.

- Parado, na verdade – respondeu ele enquanto sentavam-se em uma mesa ao fundo – Estamos tentando encontrar alguma coisa com alguns trouxas de um vilarejo perto de Sting Claus, mas ainda não conseguimos nada.

- O Profeta escreveu que vão colocar um auror junto aos trouxas. É verdade?

- Estamos realmente considerando a idéia, mas tem que ser alguém para pegar protocolos na clínica, terá que se passar por um deles. Isso leva tempo e a pessoa tem que conhecer de medicina trouxa. Vai ser difícil, estamos testando todo o mundo.

- Você também fez o teste? – perguntou Rony sentando-se perto deles e beijando a namorada.

- Sim, eles acharam que por eu ter vivido com trouxas me desse bem, mas não acho o mesmo.

- A equipe da Gina não lidava com curandeiros? – perguntou Rony – Talvez ela conheça o assunto melhor.

- Curandeirismo e medicina trouxa são campos muito diferentes – explicou Hermione.

- Mas fora a magia, não somos tão diferentes assim – disse Harry – talvez Gina se dê bem no teste, eu estava apostando nela.

- Falando de mim? – perguntou Gina chegando até eles com algumas sacolas nas mãos.

- Gina! – exclamou Hermione – Que bom que está aqui. Sente-se.

- Ah, na verdade estou com um pouco de pressa, só vim beber alguma coisa. – disse ela sentando-se e bebendo o suco de abóbora de Harry. – Posso?

- Todo seu – disse Harry rindo dela.

- O que tem na sacola? – perguntou Rony.

- Presente da mamãe. – disse ela mostrando um embrulho bem feito.

- Porque comprou isso? – perguntou Rony.

- Amanhã é dia das mães, Roniquinho. Você esqueceu?

Rony fez cara de espanto, demonstrando seu esquecimento.

- Ah, Rony! Eu não posso acreditar! – ralhou Hermione – Agora temos que comprar o presente da sua mãe e o da minha. Como pôde esquecer?

- Temos duas horas até o Beco Diagonal fechar – disse Harry – Vamos procurar algumas coisas. Vem com a gente, Gina?

- Hum, não, tenho que encontrar o Mike – respondeu ela ao que Rony pareceu furioso.

- Quem é Mike? – perguntou o ruivo zangado.

- Um caso de amor secreto – provocou Gina - Vejo vocês amanhã.

Ela não deu tempo de Rony gritar, apenas virou-se e foi embora, deixando Harry e Hermione tentando acalmar um ruivo ciumento.

Era quase meia noite quando Harry chegou em casa, largou as chaves em cima da mesa da sala e foi tomar banho. Haviam comprado um belo presente para a sra. Weasley e um grande cartão que cantava uma música de Celestina Warbeck.

Desligou o chuveiro vinte minutos mais tarde, amarrou a toalha em torno da cintura e estava indo em direção ao quarto se vestir quando ouviu a campainha tocar.

- Harry! – exclamou uma voz feminina que ele reconheceu imediatamente – Harry, abra a porta!

Ele abriu a porta e deparou-se com uma Gina esbaforida que entrou no apartamento sem pestanejar.

- O que houve com você? – perguntou ele vendo-a andar de um lado para o outro e, depois, se atirando no sofá, bufando de raiva.

- Mike! – exclamou ela.

- O que ele fez? – perguntou Harry imaginando a grande barbaridade que ele devia ter feito para deixar Gina naquele estado.

- Ele...ele...arg!

- Gina, vamos com calma – pediu ele – Achei que você tivesse um caso de amor secreto.

- Não tem graça – disse ela – No fim ele ...ele...

- Está me deixando preocupado. – disse Harry - O que ele tentou fazer?

- O problema não é que ele tenha tentado. Eu não ia me opor se ele tivesse tentado decentemente, sabe, ele é bem bonito...mas...arg!

- Gina, se você não parar de bufar eu não vou entender nada – disse ele segurando a mão dela – O que aconteceu?

- Ele me fez uma proposta tão...nojenta!

- O que foi?

- Ele queria...queria...BLERG! – disse ela tirando as sandálias – Nem acredito que vesti esses sapatos pra isso.

- Gina! – disse ele nervoso. – Me conta o que houve.

- Ele queria que nós fizéssemos... você sabe...

- Achei que você esperava por isso – disse ele sem entender.

- É... o problema era que era pra ser só nós... ele queria colocar mais alguém pra brincar.

Harry fez uma cara de nojo.

- Arg!

- Foi o que eu disse – disse ela.

- O que você respondeu quando ele disse isso? – perguntou ele imaginando Mike sendo estuporado.

- Disse que achava que ele tinha procurado a pessoa errada. – disse ela

- Conseguiu ser educada depois de tudo? – perguntou ele impressionado.

- Não por muito tempo. – respondeu Gina – Porque depois ele me disse que achava que eu toparia.

- Porque ele achou isso? – perguntou Harry indignado.

- Foi o que eu perguntei – disse Gina – Ele respondeu que eu era tão descolada que fazia o tipo.

- Ser descolada não faz de você uma vadia – disse Harry.

- Eu também disse isso. – disse Gina – E sabe o que ele disse?

- O que? – perguntou Harry.

Gina engrossou um pouco a voz e imitou Mike falando:

- "Não? Achei que fazia"

- Está brincando! – exclamou Harry

- Estou rindo, por acaso? – disse ela mal humorada.

- O que você fez depois?

- Estuporei ele e vim pra cá – respondeu ela como se estivesse contando uma história interessante.

- E pode ficar o tempo que quiser – disse ele sentindo a mão dela tremer quando ele a pressionou em sinal apoio.

Gina o encarou como se fosse uma garotinha indefesa.

- Acha que pareço uma vadia? Que faço o tipo?

- É claro que não! – disse ele aproximando-se mais dela e abraçando-a – Mike é um idiota. Não tem que dar ouvidos a ele.

- Eu não dou – respondeu Gina escorando-se no peito de Harry – Mas algumas coisas fazem a gente pensar.

- Essa não é uma delas – disse Harry afastando-se um pouco dela para encará-la nos olhos. – Você é uma garota incrível, entendeu? Isso sim deve fazer você pensar.

Gina sorriu para ele

- Eu sabia que podia vir pra cá, sabia que me sentiria melhor. Obrigada.

- Amigos são pra essas coisas – disse ele acariciando a face dela e sentindo algo muito maior que amizade naquele momento.

- Aham... – respondeu ela zonza enquanto ele aproximava seu rosto do dela e beijando-a.

Não era exatamente certo fazer aquilo, mas ele não conseguira resistir. Sabia que Gina estava totalmente vulnerável depois do encontro com Mike e tudo que ele deveria fazer era chamar Hermione para que as duas conversassem, mas Gina não fora procurar Hermione, fora procurar Harry e ele achava que aquilo encerrava a questão.

Além do mais, se Gina não estivesse gostando, não estaria correspondendo.

Haviam deitado sobre o sofá fofo sem nem mesmo perceber e se acomodado melhor sobre as almofadas enquanto se beijavam. Em seguida, Harry a ajudou a tirar a blusa e continuou beijando seus ombros e colo, sentindo as unhas dela arranharem suas costas e arrepiando-se com o toque dela.

Tomou seus lábios novamente e Gina tirou a própria saia antes mesmo de o garoto pensar em fazê-lo. Harry encarou-a, depois de livrá-la das últimas peças de roupa restantes, esperando até que ela abrisse os olhos. Quando o fez, Harry viu chamas neles e não demorou muito para Gina puxa-lo para mais perto, beijando-o e livrando-o da toalha de banho que, milagrosamente, ainda estava amarrada à sua cintura.