Tradução de "Oh Me Wish" de autoria da Nia-sama, que me deu sua permissão para fazê-lo.

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Oh Me Wish!

Capítulo 1 – Peça um desejo

- Camus, eu preciso falar com você. – Camus se deteve quando passou por seu escritório e seu professor se pôs de pé.

- Sim, Professor Shion. – com semblante inexpressivo se voltou para único professor que realmente admirava.

- Entende porque seu último trabalho não obteve uma nota tão alta como as que se acostumou a receber?

- Na verdade não, professor.

- Se o olhar de novo observará que sublinhei a frase: "A morte é o final do ciclo biológico", a qual também faz referência ao título que elegeu.

- Ah,é claro, o que quer dizer com isso?

- Esta é a aula de Ética Médica, não necessito que me escreva o que aprende em outras aulas.

- Sinto muito professor Shion, mas você nos pediu que escrevêssemos sobre o que a vida significa para nós, e foi o que fiz.

- Na verdade é isso o que pensa sobre a vida, Camus?

- Eu…

- Por acaso não tens sentimentos com alguém?

- …

- E não me refiro a algum namorado, e sim a algum familiar, algum amigo. Eu o vi no hospital, no corredor pediátrico, é como se os pequenos desfizessem essa carapaça que o cobre.

- … - estas palavras o surpreenderam enormemente, pois era algo similar ao que diziam Aioria e Mu, mas nunca pensou que um professor, alguém alheio a sua vida, lhe diria algo assim.

- Sei que esta semana tem exames, assim lhe dou a oportunidade de depois das férias de primavera entregar-me outro trabalho, e quero que escreva o que sentes, não o que pensas. – disse firmemente antes de voltar a se sentar e continuar ordenando os seus papéis.

- …Obrigada professor Shion. – guardou o trabalho em sua pasta e saiu do escritório, mas não se deu conta do sorriso que sua reação causou em seu professor.

Caminhava pelos corredores pensando nas palavras do jovem, mas inteligente, professor Shion. Claro que amava outras pessoas, seu irmão Hyoga, seus amigos Aioria e Mu, com quem talvez não se abria muito, mas eram as pessoas em quem mais confiava. Mas por que não podia escrever sobre isso? Fazia tempo que sentia que algo lhe faltava, mas seu sonho de ajudar a outras pessoas lhe satisfazia em poder realizá-lo… por uns momentos.

Decidiu deixar o assunto por um momento, pois já era tarde para suas rondas no hospital. Chegou ao vestiário, se trocou e foi direto para a estação de enfermeiras do corredor pediátrico para tomar a lista dos pacientes.

- Camus, chegou a tempo.

- Oi Mu, o professor Shion me atrasou.

- Sério? E o que ele te disse? – perguntou enquanto caminhavam para o primeiro quarto.

- …Nada importante, só tenho que corrigir um trabalho. – se surpreendeu pelo entusiasmo de seu amigo, mas recordou-se que Mu se dava muito bem com o professor pois eram da mesma região da Índia – Que bom que Aioria não está, porque com essa reação sobre o professor, já estaria bolando algum plano para saírem juntos. ¬¬

- Oh, não sei se rio ou se choro. Deveria encontrar alguém para ele antes de estar procurando alguém para nós.

- Ao menos já se rendeu comigo.

- Isso é o que tu acha. ¬¬

- Hum… ¬¬

A tarde transcorreu sem novidades, ao cair da noite ambos os jovens se despediram e se dirigiram a seus respectivos lares. Camus decidiu caminhar e assim pensar melhor sobre o que escreveria em seu novo trabalho. Como todas as noites há algum tempo, sentiu que alguém o seguia, se virava para ver quem era, mas nunca via nada. Por alguma estranha razão não se sentia ameaçado, assim que começou a acostumar-se a sua presença. "Talvez seja o meu anjo da guarda", dizia a si mesmo. Tavez fosse uma brincadeira de mal gosto de alguém.

"Não posso acreditar que estou fazendo outra vez. Mas é tão bonito… Mas o que estou pensando?! Devo concentrar-me em minha missão! De novo essas calças negras… Não! Não posso continuar assim, tenho que encontrá-lo rápido porque senão o faço… E agora! Aonde foi?"

Camus se deteve em uma esquina para esperar a mudança do semáforo, havia poucos carros, mas já era tarde e nunca se sabe que louco pode estar dirigindo. Cruzou a rua, mas ao chegar ao outro lado algo lhe fez voltar.

"Aqui está! Oh oh… por que está olhando pra cá? Hum… que luz é essa?"

- CUIDADO!

Camus correu a toda velocidade para tirar da rua a pessoa que estava de pé na metade dela. O empurrou e ambos rolaram até a calçada. Levantou-se rapidamente com o intuito de reclamar ao motorista, mas este já havia fugido.

- Idiota! Mas que imbecil, como não pôde ver a alguém com esses faróis? Está tudo bem? – perguntou mudando sua expressão rapidamente.

- Mas que…? OoO você… - perguntou, totalmente assombrado, a pessoa que acabara de ser salvar por Camus, um jovem com estanhas roupas gregas antigas e pretas.

- Te dói alguma coisa? – perguntou enquanto revisava seus braços e sua cabeça – Parece que não tem nada grave, só uns arranhões. Deveria ter mais cuidado. O que fazia não meio da rua?

- Isso…

- Bom, não importa, se te dói algo deveria ir em algum hospital. – se pôs de pé e começou a caminhar até o outro lado da rua como se nada tivesse acontecido.

- Eh?... Oh! Espera! – o jovem correu para alcançar Camus do outro lado, desta vez vendo se nenhuma "estranha" luz aparecesse.

- Hum? O que quer? – perguntou com seu inexpressivo tom de sempre.

- É que eu… - ter Camus a frente o deixava muito nervoso.

- Não tem porque agradecer-me, é algo assim como meu trabalho.

- Não, é que não entende, eu…"Demônios, ele realmente é bonito"

- Oh, tenho pressa…

- É um humano? – "Idiota! Isso é óbvio"

- Até onde eu sei… Por quê?

- Porque… porque… como me salvaste a vida posso realizar um desejo seu!

- Ah… acho que continuarei meu caminho… "Que bom que vivo perto"- continuou caminhando e uma só impressão veio a sua cabeça: "Louco…"

- Espera! – começou a segui-lo– Sei que é algo difícil de acreditar, mas é verdade!

- Olha, não sei quem você é, mas deixe-me em paz. – chegou em sua casa e se parou na grade de ferro.

- Na verdade posso cumprir qualquer desejo que pedir!

- Sei,… - abriu a grade e a fechou sem deixá-lo passar.

- Irei provar-te.

- Adiante.- de repente o jovem foi rodeado de uma estranha aura dourada, e de um salto passou a grade de 3m de altura.

- Co-como… Como fez isso?

- Te disse.

-…Isso não prova nada.

- QUE? – Camus começou a caminhar pelo jardim da frente e abriu a porta de casa - Não me viste ou o quê?

-Qualquer pessoa treinada pode fazer isso.

- …Te digo que posso cumprir qualquer desejo que quiseres!

- Não me sigas por favor, volte. – entrou em casa e fechou a porta, mas quando deu a volta…

- Não irei até que me faças um maldito desejo! ÒnÓ

- O QUE? Como fez isso?

- Peça o que quiseres, pode pedir até o que vocês chamam de dinheiro…

- Não sei que o queres, mas quero que vá embora!

- Já te disse que não irei até que faças um desejo! ÒnÓ

- Pois eu não necessito de nada! Se desejo alguma coisa simplesmente trabalho duro para consegui-la!

- Ah! Já sei do que necessitas! Queres uma namorada que acabe com teu mau humor, não é verdade?

- Eu não nece… O.O Ah… uma namorada ÒuÓ… Saia de onde quer que esteja, Aioria! Já te descobri!

- O que é um Aioria? OoÔ

- Vai me pagar Aioria… E tu, como te chama?

- Milo…

- Em todo caso, já descobri seu joguinho, assim já pode ir embora Milo. Não sei quanto te pagou Aioria, mas pode dizer-lhe que o seu plano não funcionou.

- De que demônios está falando?! Já te disse que não estou brincando! Verdade, pode pedir o que seja.

- Está bem, vejamos o quanto que te pagou Aioria… Então posso pedir o que eu quiser?

- Isso mesmo.

- Então… desejo que fique comigo para sempre.

- OnO

- Ha! Já sabia, agora faça-me o favor de ir embora…

- De acordo.

- De acordo? O.o

- Sim, cumprirei teu desejo, ficarei contigo para sempre. – Milo começou a brilhar de novo, mas com mais intensidade, fechou seus olhos, levitou uns centímetros e um forte vento começou a soprar.

- Mas o que está acontecendo? – cobriu seu rosto da intensa luz e do vento, que duraram uns segundos mais.

Ao terminar, Milo abriu lentamente seus olhos e observou fixamente Camus, que ainda estava surpreso.

- O.O

- Pronto!

- Q-Que raios está acontecendo?

Oiiiiii gente!

Aqui está mais um capitulo da fic da Nia-sama, espero q vcs gostem da história (eu gostei bastante, apesar de ter casais não muito comuns). Mandem alguns comentários, eu posso passá-los para a Nia-sama sem problemas! o

Não percam o próximo capítulo.