Tradução de "Oh Me Wish" de autoria da Nia-sama, que me deu sua permissão para fazê-lo.

(-)(-)(-)(-)(-)(-)(-)(-)()()()()()()()()()(-)(-)(-)(-)(-)(-)(-)(-)

Oh Me Wish!

Capítulo 3 – Quero te Ajudar

- Não.

- Por favor!

- Não.

- Por favooooor! ÓoÒ É parte do desejo!

- Estar comigo todo o tempo? ¬o¬

- …sim…

- ¬ ¬'

- Por favor! Te juro que não causarei nenhum problema!

- Não o sei.

- Disse que cuida das crianças, não? Posso brincar com eles enquanto te encarrega dos demais.

- "Por que sinto que me arrependerei?" Está bem…

- Yes! Vou passar o dia com o Camus!

- Mas deve trocar de roupa. ÒoÓ E não pode usar seus… poderes.

- Cosmo.

- O que seja. De acordo?

- O que quiser. – de novo uma aura dourada o cobriu, e suas roupas negras se transformaram em uma calça preta e uma camisa azul como seu cabelo, um pouco folgada, de manga comprida e com a gola em "V". Isto surpreendeu Camus, mas não tanto o ato em si, e sim porque pôde ver o corpo de Milo.

- Já terminou?

- Sim, já podemos ir.

°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°

O caminho ao hospital universitário foi silencioso, só interrompido por alguma pergunta como "O que é isso?" por parte de Milo. Este explicou a Camus que, embora já tivesse estado na Terra várias vezes, desconhecia muitas coisas da mesma. Camus estava intrigado com seu acompanhante, cada vez que perguntava algo mostrava uma grande inocência, mas seus traços pareciam o oposto, era tão… sexy. E seu eterno sorriso, que hipnotizava Camus, e que fazia um jogo com esses tenros lábios… Será verdade que ele ficaria para sempre consigo? E nesse caso, que relação havia entre eles? Certamente nunca havia se apaixonado e suas relações eram passageiras. Sua mãe lhe disse que o amor se dá entre pessoas, não necessariamente entre um homem e uma mulher, porque o fato de Milo ser homem não era problema. Um momento! Já estava pensando como se Milo fosse seu namorado? Ou era? Essas interrogações foram desaparecendo enquanto se aproximavam do hospital, pois agora havia outras. O que diria aos demais? Sabia que fazê-lo passar por voluntário para que o deixassem passar, mas e Mu e Aioria? Não podia simplesmente dizer-lhes a verdade, ou sim? Claro que não! O tachariam de louco, sem mencionar que não acreditariam.

- É aqui? – falou Milo tirando Camus de seus pensamentos.

- Que? Ah, sim, vamos primeiro a recepção. – foi quando se deu conta que Milo era objeto de olhares, tanto de mulheres quanto de homens, o que o fez sentir ciúmes e instintivamente se aproximou mais, conseguindo que algumas pessoas desviassem seus olhares.

Estava tão concentrado em não permitir que se aproximassem de Milo que se esqueceu de parar na recepção.

- Camus! – disse a enfermeira atrás da recepção, alcançando-os antes que entrassem no elevador.

- Hum? Senhorita Amaleas, o que houve?– Milo também se virou.

- Quem é o jovem que está lhe acompanhando?

- Oh, esqueci!! Desculpa, é… um vizinho meu que veio como voluntário para as crianças!

- Neste caso, – pegou algumas folhas – terá que me dar seu nome.

- Dar meu nome? O.o E como me chamaria?

- … O.O… Hahahaha, seu amigo é muito engraçado senhor Camus. °u°

- Eh… sim, muito ¬¬'

- Não entendo. O.O

- Não se preocupe, só o escreverei °u°.

- Ah bom! Me chamo Milo.

- E seu sobrenome?

- Escorpião – respondeu rapidamente Camus, que já estava se desesperando – Se nos desculpa, já vamos tarde, tenha um bom dia senhorita Amalias.

- Igualmente senhor Camus, senhor Milo. – lançou um olhar coquete a este último, mas o outro nem se ligou e retribui o sorriso.

- °u°

- Vamos Milo ¬n¬

°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°

Ao chegar ao corredor pediátrico, Camus foi se trocar e pediu a Milo que o esperasse na sala. Ao voltar do vestiário não encontrou o cavaleiro, o que o deixou visivelmente preocupado. Começou a procurá-lo, mas alguém o impediu.

- Senhor Camus! Vejo que finalmente decidiu nos acompanhar!

- Professor Dohko! Sei que cheguei tarde, mas...

- Na medicina uns minutos mais tarde podem fazer a diferença, por sorte o Senhor Mu chegou antes e já começou o turno.

- Verdade, não voltará acontecer.

O professor passou ao seu lado, seu rosto era tranqüilo, mas isso só o incrementava a ilusão de aborrecimento. Ele era o encarregado do pessoal da área pediátrica, era conhecido por ser estrito, mas excelente em seu trabalho. Da mesma geração que o Professor Shion, era difícil imaginá-los como melhores amigos. Camus ao saber que Mu já havia começado os check-ups decidiu continuar procurando Milo, mas de novo seu intento foi frustrado.

- Camus! Que bom vê-lo!

- Mu! Desculpa por deixar os check-ups pra ti fazer sozinho, mas devo fazer algo antes e…

- Oh, mas que bom que estava te esperando… ¬u¬

- A que te referes?

- A você e Milo por acaso.

- Milo? Mas como sabe de…? OoO!

- Mu? A onde ponho isso? Camus! Desculpa por ter saído da sala, mas Mu precisava de ajuda. OuO – sustentava uma bandeja com várias agulhas e algumas bolinhas de algodão.

- E te agradeço muito, Milo. É muito bom com as crianças, te asseguro que será um grande voluntário.

- Ma-mas... mas... mas… OoO?

- Como nos conhecemos?

°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°

- Desculpem.Há alguma enfermeira que possa me ajudar? – perguntou Mu no balcão junto à sala, mas ao que parecia não havia ninguém – Bom… suponho que algum dia teria que fazê-lo sozinho… "Camus, tu me paga por chegar tarde de novo! ònó".

Quando deu a volta, um frasco caiu da bandeja em suas mãos, e embora não tenha se quebrado, rodou pelo chão...

- Desculpa! Caiu isto... – Milo se levantou e devolveu o frasco para Mu.

-Obrigado! Não me dei conta, e de todos modos não poderia agachar-me – referindo-se à bandeja completamente cheia. – Veio de visita?

- Não, venho como… como disse Camus? Ah sim! Venho como voluntário. °u°

- Camus? O conheces? O.o

- Sim, ele me deixou acompanhá-lo, e para não o incomodar, lhe prometi que lhe ajudaria com as crianças. Além do mais seria muito chato esperá-lo todo dia em casa.

- Disse em casa? OoO Me explica melhor.

- Acontece que vivemos juntos desde ontem à noite. °u°

- OoO Então vocês são…?

- Desculpem, alguém nos chamou agora a pouco? – perguntou uma enfermeira chegando do quarto de atrás do balcão, e observando não precisamente o jovem médico.

- Eh? Não importa, obrigada de todos modos. Desculpa, como te chamas? – se dirigiu de novo ao belo "voluntário".

- Sou Milo de Escorpião, prazer.

- Meu nome é Mu de Áries. Oh, já que é voluntário, te incomodaria em me ajudar com as crianças? "¬u¬"

- Não sei… ono

- Não se preocupe com Camus, ele é meu companheiro de turno e te asseguro que ele nos acompanhará mais tarde.

- Nesse caso tudo bem. °v°. O que tenho que fazer? – ambos começaram a caminhar até os quartos.

- Não te preocupes com isso, te direi mais tarde. Conte-me, tu e Kamus se conhecem há muito tempo?

- Bom… 9n9 mais o menos…

°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°

- Como necessitava de ajuda. ¬¬- falou sarcasticamente.

- Sabe que não gosto de fazer as rondas sozinho.

- ¬¬'

- Além do mais demais, Milo é bom com as crianças, como você.

- Ah, mesmo? O-O – perguntou ao bajulado.

- Pois só porque o senhor Mu é muito hábil. - isto o fez sentir-se um pouco ciumento.

- Muito obrigado, mas pode me chamar de Mu, qualquer AMIGO de Camus é meu também, não é, Camus? ¬u¬

- ònô Claro…

- Devo passar esses dados ao registro – tomou a bandeja das mãos de Milo – Os deixarei sozinhos, espero que possa nos acompanhar ao almoço Milo, pois Aioria, um grande amigo nosso, nos acompanhará também.

- OnO! "Nãããããããããoooo! "

- Claro! Muito obrigado por convidar-me. - lhe respondeu e Mu se dirigiu ao balcão. – Mu é um jovem muito amável, me alegro que seja teu amigo.

- TnT… Sim, eu também. Bom, agora devo seguir com os demais quartos, agora venha comigo.

- Ok °u°

- Vamos, é por aqui.

- Mas eu não deveria brincar com as crianças? Mu disse que os voluntários também fazem isso.

- Sim, mas não quero… prefiro que esteja comigo -/-… pode se esquecer que não deve utilizar teu cosmos e causar problemas.

- O-O… n.n

Agora Milo carregava os utensílios que Camus precisava e dava o que ele lhe pedia. Não era exatamente algo divertido, mas só por estar junto dele, ver como sorria para as crianças assegurando-os de que não doeria e a dedicação com que fazia seu trabalho, era o suficiente para deixá-lo feliz.

Para Camus não era tão diferente. Exceto Mu, considerava os demais companheiros uns tontos e inúteis, e preferia trabalhar sozinho. Mas a presença de Milo não o incomodava, até parecia tranqüilizadora. Além do mais, era certo o que disse Mu, pois distraía a as crianças das internações fazendo-lhes muitas gracinhas, ao passo que também divertiam o médico (claro que não demonstrava).

As crianças notavam como seu médico ficava vendo o "novo", e alguns perguntavam que relação tinham, mas a única resposta que obtinham era a simples frase "só amigos" por parte de Camus. A maioria se conformava com isso, mas umas poucas garotas sussurravam frases a Camus como "tem um bom gosto" ou "escolheu bem", fazendo-o sorrir, o que somente colaborava com a teoria das pequenas.

Oiiiiii gente!

Aqui está mais um capitulo da fic da Nia-sama, espero q vcs estejam gostando! Mandem mais alguns comentários! o E não percam o próximo capítulo. OuO

P.S.: O próximo vai demorar um pouco mais pra sair pois vou viajar!