Tradução de "Oh Me Wish" de autoria da Nia-sama, que me deu sua permissão para fazê-lo.
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Oh Me Wish!
Capítulo 4 - Chocolate!
Chegou o meio dia, e, para a sorte de Camus, Shion pediu a ajuda de Mu, então ele não poderia acompanhá-los no almoço. E Aioria lhe mandou uma mensagem pelo celular avisando-lhe que tinha um exame segunda-feira e teria que ir à biblioteca estudar. Assim nosso herói comprou almoço pra duas pessoas, apesar de uma ou outra olhada estranha por parte dos outros, levou Milo para comer no jardim. Como lhe incomodava que as pessoas ficassem os observando, principalmente a Milo, o guiou até uma parte quase perdida do labirinto que tinham como jardim na área pediátrica. Utilizava-o para descansar, pois não o fazia seguidamente, e quando nenhum de seus amigos o acompanhava, ia a esse lugar, pois gostava de estar longe do barulho do hospital. Era um espaço quadrado, com trepadeiras, uma que outra planta, um banco e uma fonte ao centro, cuja figura era uma mulher com uma ânfora, por onde se supõe, saía água.
- Nunca imaginei que houvesse um lugar assim em um hospital. – disse Milo ao observar a bela paisagem.
- Eu tampouco, encontrei este lugar por acidente, enquanto perseguia uma criança que havia escapado. – colocou a bandeja com a comida no banco, e ia se sentar, mas…
- Essa fonte… - se aproximou dela e, com um olhar triste, colocou sua mão nela, o que chamou a atenção de Camus – está triste porque lhe falta o mais importante, se sente sozinha…
- …uma vez tentei concertá-la, mas não tem nada quebrado, simplesmente parece que a água não chega até aqui.
Milo fechou seus olhos, e, ao mover sua mão, seu cosmo dourado rodeou a fonte de pedra. Se escutou um forte e estranho ruído proveniente do que saiu pela ânfora. Seguido disto, um jorro de água cristalina surgiu e a fonte se limpou, passando da cor cinza a uma quase branca.
- Como fez isso?
- Lembre-se de que Escorpião é uma constelação que está conectada com a água, logo, essa me obedece e me dá forças quando a necessito.
- …outra coisa que não conheço sobre ti.
- Eu tampouco sei muito sobre ti, mas temos muito tempo.
- ...
- Hum? A fonte quer te agradecer por ter feito companhia.
- A fonte te disse isso?
- Quando um objeto antigo tem muito contato com seres vivos, começa a desenvolver vida, não é genial?
- Sim... um pouco... suponho... bom. Vamos nos sentar pra comer? - disse um pouco nervoso pelo comentário do Cavaleiro.
- Hum… Certo, mas… - sentou-se do outro lado do banco. – Há algo que tenho que te dizer…
- O que?
- Verá que nós, os cavaleiros, não precisamos comer como vocês.
- Não se preocupe, não há problema.
- Sério? É que não queria desperdiçar o que comprou...
- Sim, algo me dizia que não comia como nós. Pode dar isso a Mu, que com certeza não terá tempo pra comer.– estava tranqüilo, realmente não lhe incomodava, mas a Milo sim…
- OnO…
- ‾o‾… - estava preparado para começar a comer, mas…
- OnO…
- O.O… ¬¬… - comer na frente de Milo lhe incomodou, até que uma idéia cruzou sua mente.
- OnO…
- Você pode comer bolo? – o francês procurou um embrulho de papel.
- Bolo? O que é isso?
- É uma espécie de pão doce, este é de chocolate… um sabor que põem no pão. – acrescentou supondo que também não conhecia chocolate, colocou em frente um prato triangular com um pedaço de bolo.
- Ah! Como o chocolate que os Astecas bebiam?
- Eh… sim… acho que sim, mas mais doce… - respondeu totalmente surpreendido, perguntando-se qual seria a idade do seu acompanhante.
- Nunca havia visto o chocolate assim, acho que o provarei. - pegou o garfo imitando Camus, que prosseguiu com seu almoço, e levou à boca um pedaço do bolo.
- AHHHHHHHHHHHH!
- O que houve? Não gostou? Te fez mal? – perguntou pensando em seu sabor favorito de bolo.
- Ao contrário! Isso é DELICIOSO! É como um pedaço de céu na boca!
- …me alegra que tenha gostado…
- Muito obrigada Camus! Seu mundo é maravilhoso! Tem bolo de chocolate!
- Eh… obrigado…
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Assim seguiu o almoço, com grandes e felizes exclamações de Milo sobre sua nova descoberta: o maravilhoso bolo de chocolate. Definitivamente estar com Camus pela eternidade não seria nada complicado… somente esperava que fosse efetivamente pela eternidade.
O resto da tarde transcorreu normalmente, como Mu passou com o professor Shion, não puderam se despedir. Camus colocou seu bilhete no mostrador de pediatria e junto com Milo se dirigiu pra casa. No estacionamento se encontraram com a senhorita Amalias.
- Senhor Milo, senhor Camus, já vão?
- Sim, boa noite senhorita. – respondeu Camus como sempre, mas mais que nada porque queria descansar.
- Prazer em conhecê-la senhorita… - respondeu Milo.
- Diga-me, irá vir outro dia?
-O.Ó… - Camus começava a impacientar-se.
- Claro que sim!
- Vamos, Milo, já está tarde.
- Irão juntos? Mas são vizinhos, não é verdade?
- Bom,… - Milo ia responder, mas Camus se adiantou.
- Pois não, – o pegou o braço de Milo, fazendo-o corar – não somos só vizinhos. – o falou e seguiram até sair completamente, deixando Amalias sozinha… ou não?
- Me devem um almoço… - disse Amalias e deu a volta observando um carro, de onde surgiram duas figuras – Mu, é melhor que cumpra.
- Sim, não te preocupes - disse feliz, se escutou a buzina de outro carro.
- É meu namorado! Não se esqueça! – entrou no carro e se despediu agitando a mão.
- Não posso acreditar… - disse a outra figura.
- Seus esforços foram em vão, Aioria. Ele sozinho conseguiu alguém.
- E conseguiu descobrir mais informações?
- Não muita, quando conversamos ele ficou perguntando como era Camus no trabalho.
- Talvez seja porque estão há pouco tempo juntos.
- É, disse que se mudou pra casa dele ontem à noite, e que o conheceu fora do hospital há algumas semanas… disse que foi amor à primeira vista ¬u¬.
- Ontem de noite? Isso que é rapidez. Nunca achei que Camus se comprometesse tão rápido.
- Então é verdade que deve querê-lo muito.
- Por que será que não nos contou nada? Além do mais, não notei nada estranho nele ultimamente.
- Sabe que ele não é muito aberto com essas coisas. Milo é muito boa pessoa, pressinto que é exatamente o que Camus precisa.
- Bom, o único que nos resta é apoiá-los para que sigam juntos.
- Tens razão.
- Assim agora… poderei concentrar-me em encontrar alguém para ti.
- Olha a hora! Tenho que ir, tchau. – começou a caminhar até o outro lado.
- Mu! Espera!
- Cuida dos seus assuntos, Aioria!
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Voltando a Camus e Milo...
Ambos iam em silêncio, para então o médico já se havia dado conta que pegou o braço dele e depois de desculpar-se o soltou, totalmente corado. Milo ia em igual estado, olhando o chão e seguindo Camus.
- Muito obrigado… - murmurou o cavaleiro.
- Como?
- Muito obrigado… por haver permitido que o acompanhasse ao hospital.
- De nada… De qualquer forma não posso te deixar trancado em casa, e ao menos no hospital poderei vê-lo… quer dizer, te vigiar, para que não faças nada estranho.
- GENIAL!
- O.O
- Desculpe… - olhou o céu – Camus, de que signo tu é?
- Igual ao meu nome, sou aquário. Por quê?
- Olha, tua constelação brilha intensamente hoje. – ambos se detiveram para observar o céu estrelado.
- Onde?
Milo se aproximou e pegou sua mão pra guiar sua vista até o lugar exato no céu, ato que fez com que Camus pudesse sentir a calidez do cavaleiro, corou ao sentir seu rosto junto ao dele.
- Aqui está Aquário… e olha – disse movendo um pouco seu braço pra direita – aquela é Escorpião.
- Estão… muito perto...
- Tem razão… - soltou suavemente o braço de Camus para levar sua mão ao queixo e pensar – é estranho, por que será?
- É melhor continuarmos, já é tarde… - se adiantou um pouco, mas ainda sentia o suave calor de Milo, misturado com uma sensação de um fresco orvalho, sua voz suave em seu ouvido, quando delicadamente tomou sua mão… tê-lo perto não o incomodava em nada.
- Espere-me! – estava distraído pensando ainda no bizarro fenômeno.
- Estava pensando… - quando finalmente o outro lhe alcançou – amanhã farei um bolo, faz muito tempo que não faço um…
- Verdade? Posso ajudá-lo?
- Claro…
- Pode ser de chocolate?
- Claro, será para celebrar sua chegada.
- Muito obrigado Camus!
Assim transcorreu o resto do caminho para a casa, onde Milo não parava de falar do chocolate e Camus não deixava de sorrir enquanto observava seu companheiro.
Olaaa! o
Desculpe a demora pra postar, mas eu viajei pra praia (onde não pude aproveitar muito por causa do mal tempo ç.ç, mas ainda sim consegui me queimar, vê se pode u.u) e só voltei agora! Mas aí está mais um capitulo pra vcs, espero q a história os esteja agradando! Mandem mais alguns comentários, pra mim continuar com a tradução!
E não deixem de continuar lendo. OuO
