Tradução de "Oh Me Wish" de autoria da Nia-sama, que me deu sua permissão para fazê-lo.

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Oh Me Wish!

Capítulo 12 – Extra 1: Meu Leãozinho

ATENÇÃO!

Esse capítulo não tem muito a ver com a história, é uma tentativa de fazer algo mais sobre o personagem favorito da autora.

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- Rápido, porque senão vou deixá-los aí! – gritou Aioria ao parar um momento nas escadas enquanto se movia de um lado a outro pela casa.

- Que escandaloso! É muito cedo, não acha?- disse Camus visivelmente incomodado descendo as escadas.

- Não mais, porque não quero caminhar… - falou Mu ao passar junto a Camus, referindo-se ao fato de que o único que tinha carro era Aioria.

- Tenho cosas pra fazer e já é tarde… - disse tajantemente e saiu para esperá-los lá fora.

- O que está acontecendo?

- AH! OoO – gritaram surpreendidos Camus e Mu ao ver Kanon aparecer do nada.

- Kanon… ¬¬ - Milo se uniu a eles e deu um cascudo na cabeza de Kanon.

- Auch! Por que fez isso? Eu so estava perguntando por que ele tava assim desde que acordou.

- E como sabe como ele acordou? ¬¬

-... isso não te interessa.

- Acha que hoje ele vai…? – perguntou Mu a Camus ao ver o rosto sério de Aioria à distância.

- Sim… - disse igualmente sério ao pensar na possível razão de seu comportamento. – Melhor irmos. Milo, não sei o que seus amigos vão fazer, mas te encarrego da casa. Mu e eu devemos revisar uns pacientes, mas voltaremos cedo.

- Está bem, não se preocupe. – respondeu com um sorriso e se aproximou para ajeitar a gola da camisa – Te espero aqui.

-Bom, vamos Mu. – corou totalmente ao olhar diretamente os olhos do cavaleiro, que lhe observou profundamente.

-Como quiser. Sabem onde está Saga? – tentando de soar casual, mas sem poder esconder seu interesse.

- Meu irmão ainda está dormin…

- ESTOU AQUI!– se escutou dentro de uma nuvem de fumaça que desceu velozmente as escadas e se deteve no meio de todos - Em que posso te ajudar?

- O.O – todos.

- Nada… eu só queria despedir-me… tchau.

- Tchau, Mu! Tenha um bom dia! – disse felizmente e dedicando-lhe um doce sorriso, que lhe foi correspondido.

- Irmão, está me envergonhando...

- ¬¬...

- Já vamos… - o dono da casa sacudiu Mu tentando tirá-lo do seu mundo de devaneios.

Os três cavaleiros observaram como saíam de casa e voltavam a discutir com Aioria sobre a hora. Não parecia nada sério, mas obviamente algo acontecia.

- Aioria sempre será assim? – perguntou Milo mais para sim mesmo que para os outros.

- Não sei, pergunte ao meu irmão, que viveu com ele ENQUANTO NÓS O PEOCURÁVAMOS COMO IDIOTAS!

- PROCURAR-ME?! FOI VOCÊ QUEM SE APEGOU A ESSE HUMANO DE CABELO LILÁS PRIMEIRO!

- COMO SE ATREVE?! ELE SE CHAMA MU! VAI PAGAR POR ISSO! –depois de um "Puff!" e uma nuvem, uma mini-luta começou entre os cavaleiros de Gêmeos.

-Isso já não é tão divertido como antes…

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"Vá bem, Aioria"

"Se quiser, falamos à noite"

O jovem de olhos verde esmeralda recordava as palavras de seus amigos enquanto dirigia pelas ruas de Athenas. Sentir-se bem nestes momentos era o que mais queria e essas palavras certamente lhe reconfortavam. Sabia perfeitamente que seus amigos entendiam o porquê de sua pressa, e lhes agradecia muito por serem discretos. Depois de deixar seus amigos na universidade, imediatamente se dirigiu pra fora da cidade. Passsou perto da comunidade em que vivia quando pequeno. A tentação de parar e olhar como se encontrava atualmente foi grande, mas algo lhe disse que o melhor era acabar o mais rápido possível.

Estacionou o carro do lado de fora de um amplo terreno, rodeado por uma grande grade e onde uma magnífica estátua de anjo em mármore branco recebia os visitantes. Depois de tirar um ramo de girassóis gigantes da caminhonete e entrar no lugar, foi em direção até uma pequena colina. Demorou um pouco em achar o caminho, nunca quis realmente lembrar desse lugar. Deu um grande suspiro ao identificar o lugar à distância. Tentou tranqüilizar-se e sorrir como era seu costume, mas um forte pensamento veio a sua mente nesse momento: "Como se pudesse me ver…". Finalmente chegou e se ajoelhou, deixando o ramo de flores no solo.

- Ola, Aioros… - sem poder evitar, um pequeno sorriso se formou. –Disse que este ano sim passaria da entrada… - Sua voz sumiu de repente e seus olhos se anuviaram.

- Aioria… - escutou as suas costas, como esquecer essa voz.

Pôs-se de pé e com muito pesar lhe virou o rosto.

- Shura… co…como está?

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Em qualquer outra situação Aioria faria uso de sua qualidade conversador e acabaria rapidamente com o incômodo silêncio que havia se formado desde que se sentaram na lanchonete. Mas este não parecia ser um desses dias...

- E… como vai a carreira?

- Eh? – interrompeu a interessantíssima atividade de mexer no seu café.

- Falei com Marin antes de chegar a Athenas, e ela me disse que ambos entraram na faculdade de veterinária.

- Ah, sim… é, bem suponho…

- …

- …

- E como vai a bolsa em Madrid? – disse voltando sua atenção no café.

- Deixei a bolsa faz...… um ano.

- O que? Por quê? – isso o retirou de novo do seu passatempo para olhá-lo diretamente nos olhos.

- Digamos que decidi seguir a filosofia do seu irmão.

- A que se refere?

- Se não está feliz, mande tudo ao diabo… - soltou uma pequena gargalhada e tomou seu café, ignorando completamente o rosto surpreso de Aioria. – Me dei conta que esse negócio de mercado internacional não era para mim. Agora vivo na costa e dirijo um pequeno negócio de botes, veleiros… esse tipo de coisas. Sabe que sempre quis fazê-lo, mas…

- Não posso acreditar… "ele continua com a sua vida, em contrapartida eu…"

- Que curioso – mencionou mudando drasticamente o tema enquanto dirigia sua vista para a janela – Estou seguro de ter visto esse gato antes, no cemitério.

- Que gato? – perguntou confundido virando na mesma direção que seu acompanhante.

Como se isso fosse a resposta a todas suas interrogações, seu rosto se iluminou e um de seus usuais sorrisos voltou.

- Aconteceu alguma coisa? – perguntou ao notar a mudança.

- Sim, de fato sim… - voltou seu olhar para seu interlocutor – Shura, sabia que eu estava apaixonado por você?

- É?

- Pela sua cara deduzo que sim. Quer dizer, Aioros sempre te contava tudo e estou seguro de que ele sabia. – Sua voz voltou a ser a mesma de sempre – E na verdade não era meio óbvio?

- Bom… sim, na verdade Aioros comentou algo assim…

- Não fique com essa cara. De todas as maneiras, como iria te dizer algo se você era de meu irmão? Só tinha olhos para ele, nunca tive nenhuma oportunidade. E de qualquer maneira, gostava… gosto muito de meu irmão para fazer alguma coisa…

- Aioria, eu…

- Na noite do acidente, estava irritadíssimo com ele. Haviam brigado e na verdade nunca soube porque e nem me interessa. Lembro que o odiei tanto naquele momento por te deixar triste. Dizia a mim mesmo que ele não te merecia e devia deixá-lo. Desejava com toda minha alma que vocês terminassem para que prestasse atenção em mim… Brigamos e a última coisa que lhe disse antes que saísse para te procurar foi que merecia estar sozinho. – disse a última parte com um tom de ironia e um leve sorriso inquietando ao espanhol. – Para finalizar, a única vez que me falou por telefone foi para me dizer que Aioros morreu. Realmente, cheguei a acreditar que eu havia sido o culpado pela sua morte. Culpei a você porque gostava, e até mesmo a Marin, porque nunca me ajudou a te superar. Passei cinco anos me sentindo miserável porque briguei com meu irmão e "o matei", porque estava apaixonado por seu melhor amigo e amante, porque não merecia sequer te ver, porque era a pior pessoa do mundo… pensei que havia causado danos às pessoas mais importantes pra mim… Me afastei de ti, do único laço que tinha com meu irmão, porque achei que assim Aioros e você me perdoariam. Todo esse tempo convencia a mim mesmo que esse era o castigo imposto por alguma força superior que eu merecia, quando realmente foi eu quem o impôs. E por quê? Pra quê? Pra que de repente um dia quando voltasse a te ver, me desse conta que o único que vivia no passado era eu, e que há de fazer com o que venha como te convenha… Olhe, um verso sem esforço… Em fim, o que posso fazer? – terminou tomando o café despreocupadamente.

- Aioria, eu não sabia. Se tivesse falado comigo antes… deve acreditar que eu nunca te culpei por nada. Você é o irmão da pessoa mais importante para mim e…

- Aqui está! Nunca fui para você mais que "O Irmão". Sempre quis que me visses como algo mais, que me cuidasse e quisesse porque me desejava e não porque era "O irmão". Passei anos pensando que ninguém me veria diferente de como você faz porque não merecia. E sabe o que é pior? Que agora me dou conta que realmente nunca me importou que jamais me visse como eu havia desejado.

- O que quer dizer?

- Que gosto mais de meu irmão. – lhe olhou com um sorriso tão natural que, ainda desconcertado, Shura lhe devolveu.

O espanhol compreendeu que, para Aioria, seu irmão sempre seria o mais importante na sua vida, mais do que qualquer outra pessoa.

De repente, Aioria lembrou-se do gato e o procurou pela janela, mas não o encontrou.

- Bom, tenho que ir. Por que não dá o número do seu celular pra Marin e depois nos juntamos para relembrar os velhos tempos?

- De acordo, já vai?

- Sim, tenho... um assunto pendente. – se levantou e antes de ir, se inclinou sobre a mesa e lhe deu um beijo nos lábios de Shura, deixando-o perplexo. – O que? Se você pode cumprir seu sonho, eu também, não?

Saiu quase correndo do lugar, e na porta se deteve para despedir-se rapidamente com a mão e dar-lhe um sorriso ao espanhol, que ainda o olhava perplexo.

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- Kanon! Sai daí! Achei que havia entrado aqui… - Aioria deu uma última olhada no beco e deu meia volta para continuar procurando.

- Me procurava? – o gêmeo apareceu subitamente em frente à ele.

- O.O Sim, queria te preguntar o que está fazendo aqui. - se recuperou do susto e usou seu característico tom sensual.

- Hm… Passeando...- cruzou os braços e olhou para o lado como que não dando importância a Aioria.

- Passeando? Eu pensei que estava me procurando.

- E por que EU iria te procurar? - lhe olhou desafiando.

- Não sei, como nesse momento a casa está VAZIA, pensei que gostaria que nos conhecêssemos melhor... mas enfim, nos vemos depois! – caminhou até a saída so beco, deixando um cavaleiro chocado pra trás.

-Hey! Espera! - lhe alcançou quando por fim processou a informação.

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O que estarão fazendo Aioria e Kanon para conhecer-se melhor? Certamente não estão tomando chá com bolachas...

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- Mais chá?

- Sim, por favor.

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Oiiiiiiii!

Taí um capítulo extra! O Aioria não ficou fofinho enquanto falava com o Shura?! E a cena do Milo ajeitando a gravata do Kamus? Pareciam recém casados! o Cada vez mais o Kanon e o Aioria se apaixonam, assim como o Mu e o Saga. Decididamente a Nia-sama fez um maravilhoso trabalho!

Continuem acompanhando!