Fanfic escrita pela Nia-sama, que me deu sua autorização para traduzi-la

OH ME WISH!

Capítulo 14 – Que Viagem!

Depois de um sábado muito estranho e agitado, nossos heróis presenciaram o extraordinário poder do Deus dos Infernos, pois com a liberação de uma pequena parte do seu cosmo concertou não só o teto, como também uma ou outra goteira e imperfeições na casa.

Camus não deu muita atenção ao fato de Shun ficar com eles, o que seria um inquilino a mais? O que lhe preocupou foi o fato de que Hyoga se ofereceu amavelmente para compartilhar seu quarto com ele. Depois de tudo era seu irmãozinho, que só tinha 15 anos! Claro que lembrava dessa idade, e conhecendo seu irmão, não se sentia muito a vontade com o assunto, mas depois de tudo era seu irmão e devia mostrar confiança no juízo do loiro.

-Bom dia Camus! – cumprimentou extremamente animado o russo ao entrar na cozinha ainda de pijama.

-Bom dia, dormiu bem? – respondeu o francês enquanto deixava sobre a mesa outra porção de panquecas.

-Sim, excelente. Depois de uma longa viagem tinha que descansar. Ow, vejo que está estressado. – disse ao ver a mesa cheia de panquecas.

-Por que acha? – voltou ao fogão ficando de costas.

-Quase nunca cozinha, exceto quando te sentes frustrado ou triste. Cozinhar é como se fosse tua terapia.

-Pois nem todos podemos dormir com o irmão de Ikki para desestressarmos.– disse com desdém.

-Não fizemos nada, se é o que te preocupa.

-Eu sei, fui ao seu quarto três vezes durante a noite.

-O QUE?!

-Não me olhe assim, Ikki foi quatro.

-MAS O QUE ACONTECE COM VOCÊS?! POR ACASO NÃO TEM CONFIANÇA EM MIM?! – infelizmente ou felizmente, como quiserem, o belo cavaleiro desta historia entrou na cozinha.

-CAMUS! Te juro que não foi minha intenção ocultar-te que trabalho para Hades!

-Não tem problema. – disse simplesmente.

-TE JURO QUE… Não tem problema?

-Não…

-Sério? Não te incomoda que eu seja um cavaleiro a serviço do Deus da Morte e do Inferno, que tem tentado acabar com a raça humana desde tempos imemoráveis?

-Não quer fazer isso agora, não é verdade? – interveio o adolescente.

-Não. – respondeu o cavaleiro.

-De verdade, não. Você é você e ele é só seu… chefe ou algo assim, é teu trabalho.

-Obrigado Camus! – lhe abraçou efusivamente, fazendo-o ficar corado dos pés à cabeça. –Ainda me quer! – disse enquanto saía da cozinha e se escutava frases como "Te disse", "Que bom pra ti" e "Tudo saiu muito bem".

-¬¬… Bando de mexeriqueiros… - disse o aquariano em voz baixa ao reconhecer as vozes de seus amigos.

-Voltando à nossa conversa… - falou Hyoga.

-Que bom que pôde vir de férias, desde o Natal não nos víamos. Como está na escola? Já se decidiu se fará a preparação para o vestibular aqui ou lá?- falou o mais natural que conseguiu, tentando retornar a um assunto de confiança.

- E que onda é essa com esse tal de Milo? – disse como vingança.

-O que há com ele?

-Pelo que escutei de Mu e Aioria isso é bem sério.

-Isso não é da sua conta. – corou ainda mais e quase que deixou queimar uma panqueca.

-HAHAHAHAHAHAHA! De acordo, como quiser. Já sentia falta de te irritar. Diga-me, como tem estado? – disse isso mais tranqüilo e sério.

-Como quer que eu esteja com 6 seres sobrenaturais e 2 inquilinos extras em minha casa?

-Sabe que não me refiro a isso… - usou um tom acusador.

Hyoga se levantou da mesa caminhando ao lado de Camus e obrigando-o a olhar em seus olhos.

-…Estou bem, nada a comentar.

-Não sofreu recaídas?

-Não… - ao dizer isso, voltou sua vista à frigideira.

-…Milo sabe?

-Camus! – escutaram quando abriu a porta – Há alguma coisa que está voando sobre a casa. Saga diz que é um pássaro, eu digo que é um avião, e Kanon diz que é Superman. Pode vir aqui e dizer o que é?

-Já vamos. – os irmãos viram como o cavaleiro regressava ao jardim e, depois de Hyoga dar-lhe um olhar acusador, o seguiram.

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-Milo, me alegra que tenhamos feito isso.

-A mim também... a única coisa que me perturba é ... POR QUE ELES TIVERAM QUE VIR TAMBÉM?!

O chibi-Milo virou sua cabecinha sobre o ombro de Camus para ver com olhos assassinos o resto dos passageiros da caminhonete de Aioria. Gritando, golpeando e até babando, haviam arruinado as férias perfeitas que o seu Camus lhe ofereceu na sua casa de praia. Tudo começou com um pequeno comentário de Camus sobre passar alguns dias na praia, o ponto era afastar-se do ambiente da casa em Atenas. Mas de repente Aioria saltou indignado, alegando que Camus lhe havia prometido e a Mu que algum dia os levaria a essa casa. Isso teria sido tolerado, mas não! Se Mu ia a outro lugar, Saga devia ir junto, se Saga ia ir se divertir Kanon também devia ir. Mu se sentiu mal e teve que convidar Shaka e Ikki, e como Hades-sama não os deixaria sozinhos, até Hyoga arrumou suas malas. Assim deixaram Bikki como pássaro guardião e começaram a viagem.

Tudo terminou sendo uma desordem, pois não tinham dinheiro para ir todos de ônibus, assim que não restou outra alternativa que ir todos amontoados na caminhonete de Aioria. Claro que os humanos se uniram e defenderam argumentando que os cavaleiros podiam ir em suas formas chibi e dessa maneira todos iriam mais confortáveis. Aioria dirigia, pois não deixou ninguém tocar no seu bebê, com Kanon no seu encalço. Depois de uma hora de pedra, papel e tesoura, Camus ganhou o assento de co-piloto justificando que ele era o dono da casa, e antes que Hyoga dissesse alguma coisa, lhe esfregou as chaves na cara. No banco de trás, Mu com Saga e Hyoga com Shun. Shaka e Ikki iam na parte de trás.

-Auch! – se queixou o cavaleiro de Virgem ao receber um raio de luz na nuca.

-Shun! – fênix o confrontou.

-Eu não fui! – o chibi-deus se escondeu atrás de Hyoga.

-Sim, foi você!- gritou Shaka no momento em que lançou um raio com má pontaria, que acabou atingindo o chibi-Saga.

-Hey!- o geminiano indicou com a cabeça - Mu está dormindo!

-Hahahaha!

-Cala a boca Kanon! – o mais velho atacou seu irmão, e este acabou batendo no espelho retrovisor e caiu em cima de Milo.

-Auch! Cuidado onde cai! – o gêmeo mais novo e o escorpião foram para os bancos de trás para começar uma batalha local com raios de cosmo.

Aioria dirigia dando gargalhadas, Camus simplesmente ficou quieto e fechou os olhos, Mu e Hyoga se protegiam como podiam. Até que de repente uma aura demoníaca se elevou no banco de trás e o segundo no comando do reino de Hades vociferou com a voz atemorizante.

- JÁ BASTA, CONTROLEM-SE! – seu poder foi tal que até Aioria freou de susto. – Obrigado. Agora, se não querem sofrer nenhuma conseqüência, vão ficar quietos os resto do caminho. – ainda com chamas no fundo, todos os cavaleiros assentiram e voltaram a seus lugares em silêncio.

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Uma garotinha olhava pela janela do carro com expectativa por algo que lhe chamasse a atenção, mais que os gritos de emoção de seu irmão com o game-boy. Enquanto esperavam o tanque encher e sua mãe voltava da loja com bebidas, viu como se aproximava uma caminhonete preta junto ao tanque. Pôde distinguir quatro pessoas, entre elas lhe chamou a atenção um jovem de cabelos lilás, que logo se viu coberto por uma nuvem de fumaça? Quando esta se dissipou, viu claramente como desciam do carro 10 homens?! Se virou para verificar se alguém mais havia visto, mas seu irmão continuava em seu próprio mundo, seu pai estava perdido no meio de um monte de mapas y frentista observava fixamente a quantidade de gasolina.

Voltou sua visa para o estranho grupo, viu que alguns deles entravam na loja e decidiu sair e investigar (especialmente esse jovem de cabelos lilases), mas justo quando ia abrir a porta sua mãe voltou e observou como seu pai pagava a gasolina. Tentou dizer algo, mas sua mãe começou a balbuciar algo sobre não poder escolher entre 13 tipos diferentes de bebidas light enquanto seu pai só assentia e arrancava com o carro, deixando a pequena indignada, frustrada e com vontade de conhecer o estranho grupo.

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Enquanto isso, nossos belos e sexys heróis descansavam da viagem. Mu e Saga foram ao restaurante pedir algo para viagem a todos, Shun usou sua posição hierárquica sobre Milo para obrigá-lo a seguir Shaka e Ikki à loja, Aioria e Kanon foram ao... bom, entraram no banheiro público, não se sabe se fizeram uso ou não depois desses misteriosos olhares que estavam lançando desde antes de parar no posto.

-Camus, poderia me dar um pouco de dinheiro? – o jovem russo interceptou Camus quando viu que não havia nada na caminhonete.

-Você tem seu próprio dinheiro... não é verdade?- questionou seu irmão temendo o pior.

-Sim… mas não o trago comigo agora...

-Está na sua mala? – mais que perguntar, esperava que assim fosse.

-Sim... um pouco... bom não... É que não consigo pegá-la.

-E pra que quer dinheiro?

-É que quero comprar algo para Shun.

-Ele tem seu irmão para lhe comprar coisas.

-Mas eu quero lhe dar algo! – pôs esses olhos de irmão menor chorosos que nenhum irmão mais velho conseguia ignorar (N/A: bendito seja esse olhar)

-Está bem – disse não muito convencido enquanto avançavam até o porta-malas atrás da mochila de Camus.

Abriu o porta-malas e localizou sua mochila debaixo de um monte de outras malas, e quando os irmãos tentaram tirá-la, ela se abriu deixando cair todo o seu conteúdo.

-Genial, isso me acontece por ceder... – recolheu alguns objetos pessoais e até um livro de medicina, que levava para estudar, até que uma mão o deteve.

-O que é isso? – uns olhos celestes e profundamente consternados lhe olhavam fixamente enquanto lhe mostravam um frasco de comprimidos, mostrando a quantidade em gramas. – São seus novos medicamentos? Não são um pouco fortes?

-E como você sabe? – pegou o frasco das mãos do menor e guardou rapidamente.

-Acha que não investiguei sobre o que tens? Se estiver se automedicando...

-Isso não te importa Hyoga! – guardou tudo de qualquer jeito na sua mochila sem poder voltar a ver os olhos do loiro, e lhe dando as costas para começar a afastar-se.

-Camus... – disse já mais tranqüilo colocando uma mão sobre o ombro do outro e detendo-o – por favor, diga-me...

-...Não estou me automedicando, não sou tão tonto… - suspirou tranqüilizando-se e virou um pouco para não dar as costas a Hyoga – Não melhorei nada, por isso me arrisquei a tomar um medicamento mais forte.

-Não te fará mais dano?

-Não mais que se não o tomasse. Não me olhe assim! Por isso não queria e dizer nada. É capaz de voltar a viver comigo por isso e não quero que viva preso a mim.

-Camus, eu...

-Camus! – um sorridente Milo gritou da porta da loja - Poderia me comprar algo?

-Sim, já vou! – disse dando um falso sorriso e o cavaleiro voltou à loja.

-Por que não lhe disse? – perguntou cautelosamente o irmão menor.

-Não, é melhor assim. Já é o suficiente você se preocupando comigo – isso causou um triste sorriso no loiro, que se aproximou e o abraçou – Poderíamos terminar essa conversa depois?

-De acordo – rompeu o abraço e ambos caminharam até a loja – mas terá que me prometer que irá me dizer tudo depois. – disse em um tom brincalhão.

-Está bem… ma só por isso não e darei nada de dinheiro.

-Isso não é justo, quem fez algo de ruim foi você! Não eu! – e assim continuaram a discussão na aloja, onde ninguém deu atenção à outra briga entre irmãos, como se já não tivessem o suficiente.

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O sono terminou vencendo Aioria de noite, e Camus, depois de tomar se acostumado litro de cafeína, o revezou na direção até encontrarem um hotel onde pudessem descansar. Todos dormiam ou ao menos estavam o suficientemente inconsciente para notar a preocupação do mais novo de todos. Hyoga se encontrava atrás de Camus, observando-o pelo espelho retrovisor sem se importar quando seu irmão lhe regressava o olhar.

"Por que não me disse nada? Agora estou mais preocupado! Idiota! Claro que vou ficar. Tu não sabe se cuidar sozinho e se... argh! Que desesperante é! Entenda que não quero ficar sozinho! Muito menos voltarei sabendo que piorou... bom, não me disse exatamente que piorou, mas tampouco disse que melhorou. Será que já checou o colesterol? O vejo mais magro que antes. Ah não! Bravo, agora está perdendo peso. Mais vale não te acontecer nada e que seja certo que esse remédio faça efeito, tomara que não seja como os anteriores, que não te ajudavam em nada... Camus, não quero que... simplesmente não quero…"

"Não se preocupe…" – escutou um eco na sua mente, interrompendo seus pensamentos. Instintivamente voltou seu olhar pra lado e observou esses olhos esmeraldas que tanto gostava com um brilho diferente nessa ocasião, observando-lhe detidamente "Seu irmão estará bem"

O chibi Deus do Inferno lhe dirigiu um doce olhar e lhe abraçou, fazendo o humano corar totalmente. Demorou uns minutos para dar-se conta que o pequeno estava dormindo sobre ele e que o calor que emanava de seu corpo também começava a envolvê-lo. Acomodou-se melhor, lhe rodeou com seus braços e ambos caíram no sono.

Oiiiiiiii!

Desculpe, desculpe, desculpe!

Nunca imaginei que uma crise de estress seguida de profunda depressão em frente ao pc estragado só comendo chocolate pudesse demorar tanto! Pois é, infelizmente meu pc estragou (sim, de novo! Grrr), mas é a última vez, pelo menos ate o fim do próximo mês. E com isso eu acabei perdendo TUDO! As fics, as imagens, trabalhos, arquivos, jogos, TUDO! Por isso a demora foi muito grande, pois tive que recomeçar do zero. T.T

Mas agora já passou e eu vou voltar a escrever com a assiduidade de sempre, ou seja, nenhuma, hehehe. .'

Aí está o capítulo super atrasado!

Novamente, desculpe pelo atraso.

P.S.: Pra quem está esperando a continuação da fic "Parentes no Santuário" espere até as férias de Júlio, que é quando vou publicá-la.