Banda: Dir en Grey
Pairings: DiexKaoru,
Classificação: Yaoi, Romance
E se fosse verdade... - Epílogo
Os dias passaram estranhos para Kaoru. Não por causa do cuidado constante da irmã, que parecia temer que ele voltasse ao coma a qualquer segundo, nem porque ele ainda não fora autorizado a voltar para o hospital pelo diretor Atsushi. O que lhe incomodava era as últimas palavras daquele estranho ruivo que vira naquele dia.
Só alguém...que está feliz por estar vivo.
Lhe incomodava como pudera ouvir uma certa dor naquelas palavras. Quem era ele afinal? Estava curioso para descobrir.
A oportunidade veio quase um mês depois, quando finalmente podia voltar para seu apartamento, para sua vida. Ele arrumou suas coisas e quando chegou na sala, surpreendeu-se por ver o homem de cabelos rosa sentado no sofá.
- Hide?
- Parece que você já está melhor. – comentou o homem, erguendo-se – Eu vim te levar pra casa.
O médico acenou levemente com a cabeça, confuso. Tinha achado que sua irmã não saíria do seu lado até o último segundo, se pudesse evitar. Mas Hikame apenas sorriu e ajudou-o a por as malas no carro de Hide.
Meia hora depois eles paravam em frente o apartamento de Kaoru. O homem de cabelos rosa pegou uma mala e o médico outra. Eles subiram de elevador e após entrarem no pequeno apartamento, finalmente ele perguntou.
- Nee Hide...
- Sim?
- Aquele dia...no hospital, quando eu acordei...tinha esse ruivo lá e...você o conhece?
Hide sorriu.
- Sim...e você também.
- Como assim? Eu nunca o vi antes!
- Apenas espere. – respondeu o homem de cabelos rosa.
Eles entraram no quarto de Kaoru, onde Hide deixou a mala que carregava. Após certificar-se que o outro ficaria bem, ele se aproximou e encostou a mão no ombro do jovem de cabelos roxos.
- Talvez você queira dar uma olhada no seu terraço. – disse misteriosamente – Até mais Kaoru. – e com isso, foi embora.
O médico ficou segundos parado no quarto, ainda observando a figura que saía dele, quando resolveu saber do que se tratava aquele conselho. Ele depositou sua mala no chão e saiu do quarto também, caminhando pelo corredor até chegar na porta que levava ao terraço. Conforme foi subindo, um cheiro de terra molhada foi invadindo suas narinas. Quando ele chegou no local, seus olhos se arregalaram.
Flores das mais variadas estavam adornando o que era um tradicional jardim japonês. Um espaço fora coberto por um piso de madeira e nele repousavam duas cadeiras de descanso. Numa delas, um jovem, vestido com uma calça jeans e uma camisa branca simples, que destacavam os cabelos cor de fogo.
- Anou...
Die voltou seu olhar para o lado e sorriu levemente, ainda com um traço de melancolia nos olhos.
- Estava esperando que voltasse Kaoru.
Ele ergueu-se da cadeira e se aproximou, coçando a cabeça.
- Espero que não se importe com o que eu fiz com o terraço. É um presente.
- Mas como...? – o médico ainda estava atônito.
- Eu tenho a chave do apartamento. Eu morava aqui durante seu período de coma. – comentou o ruivo. Ele se aproximou e estendeu a mão. – Aqui está sua chave.
Kaoru se aproximou e estendeu a mão, pegando o objeto, sua pele tocando a do ruivo no processo. De repente, uma série de flashs invadiram sua mente, como memórias que eram mergulhadas em seu cérebro. Ele piscou, um pouco tonto.
- Está tudo bem Kao? – perguntou Die preocupado.
- Ah...sim. – o jovem de cabelos roxos balançou a cabeça.
O ruivo sorriu e afastou-se, virando de costas e preparando-se para ir embora. Tinha alcançado a porta quando a voz do outro o alcançou.
- Não perdeu essa mania? Meu nome é Kaoru.
Die voltou seus olhos arregalados para o médico e este sorriu, dando de ombros, como que sem jeito.
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- Sim...claro, às oito. Sim, eu sei Hikame, nós combinamos isso há semanas porque você queria me pegar no meu dia de folga... – Kaoru encolheu os ombros – Pára com isso Die...não, ele tá me distraindo aqui...não é da sua conta! Tá, tá bom, até mais.
Kaoru desligou o telefone e virou-se para o outro, dando um leve tapa no seu ombro.
- Já disse pra não ficar me beijando assim quando eu estou no telefone!
- Eu não resisto Kao... – disse o ruivo, abraçando-o mais forte pela cintura – Além disso, você sem camisa é injusto sabia?
O médico sorriu, gemendo baixo em seguida pelo beijo que recebeu no pescoço. Suas mãos enlaçaram o outro, suas unhas sentindo a pele da nuca do namorado.
- Uhn...injusto porque?
- Porque isso só me faz querer te agarrar.
O médico sorriu sacana e roçou os lábios na orelha dele, encostando ainda mais o corpo no ruivo.
- Aproveita que você tem até as sete.
Die riu do comentário e sem demora beijou-o de forma quente, sentindo aquelas pernas enlaçarem em sua cintura, colando ainda mais seus corpos. Nunca deixava de lhe excitar o quanto imaginara naquele mês após o acordar do outro de como seria bom se todo aquele tempo junto ao médico como espírito fosse verdade.
Agora que era...ele deixava a imaginação para os seus sonhos. Pois a realidade era muito mais deliciosa.
Fim
