O Disclaimer pode ser encontrado nos primeiros capítulos.
10º Capítulo
Ficaram lá abraçados durante uns minutos até que Harry achou que as pessoas já estavam a olhar demais e sussurrou-lhe ao ouvido.
"Draco… Vamos…"
Draco tirou a cara do ombro do Harry e olhou-o nos olhos e o que o moreno viu fê-lo aumentar a certeza de que jamais iria deixar alguém magoar o seu loiro.
Draco tinha os olhos inchados, vermelhos e tristes e pelo seu belo rosto corriam lágrimas pesarosas causadas por aquela que considerava Draco o seu melhor amigo. Se esta rapariga (que era a melhor amiga do rapaz) o tinha deixado neste estado, o que faria alguém que fosse só um conhecido de Draco? E foi nesse momento que Harry jurou proteger Draco de tudo o que pudesse e mesmo do que não pudesse, porque Harry ia fazer Draco o mais feliz que conseguisse.
Com esse pensamento em mente, o moreno levantou a mão, fez uma carícia na cara do loiro e limpou-lhe as lágrimas, oferecendo-lhe um sorriso confortante.
"Anda para casa…" propôs.
Draco assentiu lentamente com a cabeça e largou Harry, que depois de lhe beijar discretamente a bochecha, lhe desprendeu também a cintura.
Foram lado a lado para casa de Harry e, quando entraram, Harry conduziu Draco para o seu quarto, deitou-o e disse, enquanto lhe tirava os sapatos e o tapava com o cobertor:
"Precisas de descansar… Dormir vai-te fazer bem…"
"Ficas aqui?" perguntou Draco inseguro.
"Claro…" assegurou-lhe.
Tirou os seus ténis e deitou-se de frente para o loiro que se chegou mais perto dele. Harry abraçou-o e murmurou-lhe palavras amigas enquanto lhe afagava os cabelos e Draco se enroscava contra o seu corpo como se se quisesse afundar naquele abraço reconfortante e nunca mais o largar.
- - -
Harry acordou e a penumbra do quarto indicou-lhe que o Sol já se tinha posto. Quantas horas teriam dormido? Levantou a cabeça e deu uma olhadela ao despertador. 20.40.
Suspirou. Uma sestinha que por acaso nem lhe tinha feito mal nenhum. Deitou novamente a cabeça na almofada e olhou para Draco. Este ainda dormia profundamente, cansado do choro e das emoções do dia. 'Ele fica tão bonito a dormir…'
Fez-lhe uma festa na cara e ele afundou-se mais nos braços do moreno.
Harry sorriu. 'Que se lixe o jantar… Pode esperar mais um bocadinho… Ai Draco… com amigos destes… será que precisas de inimigos?' Abraçou o namorado com mais força e pousou o queixo no alto da cabeça loira.
Ficou assim durante uns quinze minutos, até que Draco deu sinais de que estava a acordar e Harry afrouxou um bocadinho o abraço.
"Harry?..." perguntou ele, e quando Harry lhe sorriu ele abraçou-o novamente e inspirou o perfume que emanava do seu peito. "Que horas são?"
"Quase nove. Tens fome? Já estás melhor?" e quando Draco assentiu coma cabeça, Harry continuou "Eu disse que te ia fazer bem descansar um pouco…" e beijou-lhe o topo da cabeça "O que é que queres jantar?"
"Qualquer coisa…"
"Não fiques tão deprimido…" e olhou fundo nos olhos dele "Por favor?..." e Draco curvou ligeiramente um dos cantos dos lábios durante um segundinho e Harry sorriu-lhe como se dissesse 'Assim está melhor!' "Vou encomendar comida chinesa. Está bom para ti?"
"Sim, pode ser."
"Queres vir comigo para a sala ou ficas aqui mais um bocadinho?"
"Vou contigo." pensando que se Harry o deixasse, ele desataria a chorar. Não percebia muito bem o porquê de estar tão triste. O Slytherin de há dois anos não seria assim, tão sentimental. Também, o que é que esperava de Pansy? E porque é que ficava tão triste com a maneira como ela o tinha tratado? 'Porque esperavas que ela fosse mais compreensiva e te tratasse como tu esperavas que ela te tratasse, visto que és o melhor amigo dela e que ela é a tua melhor amiga.' Disse uma vozinha no seu cérebro. Esse pensamento fê-lo franzir a testa. Com esta sua 'mudança' tinha ficado mais 'sensível' mas tinha de se lembrar que os outros continuavam como eram e ele não podia esperar que Pansy deixasse o seu eu Slytherin possessivo, egoísta e com pouca sensibilidade – para conseguir atirar coisas más na cara das pessoas e as deixar arrasadas – de lado. Porque Pansy não tinha mudado. Ela continuava a ser a mesma pessoa de sempre.
Respirando fundo com esta sua constatação, Draco largou Harry e levantaram-se para se dirigirem à sala.
Harry telefonou ao restaurante chinês da rua de baixo e encomendou a comida. Depois sentou-se no sofá ao lado de Draco e com a sua voz simpática característica, perguntou:
"Vamos pôr a mesa?"
"Sim." respondeu Draco dando-lhe um meio sorriso para que ele não continuasse preocupado.
Puseram a mesa e foram para a sala de novo e ficaram a ver televisão abraçados até o estafeta chegar com a comida.
Começaram a comer e às tantas Harry achou que estava na altura de falarem e pousou os pauzinhos (1).
"Achas que a Pansy vai ficar chateada durante muito tempo?" perguntou ele casualmente "Quer dizer, achas que aquilo é só uma birra ou ela ficou mesmo chateada?"
Draco pousou também os pauzinhos e olhou para Harry. Realmente não sabia bem. Pansy parecia ter ficado ofendida 'Claro que ficou ofendida!' pensou. Mas sabia que ela não conseguia ficar chateada com ele durante muito tempo.
"Não sei…" e meteu os seus pensamentos em palavras "Sei que ela ficou ofendida, sim, isso é mais que certo. Mas também sei que ela nunca ficou chateada comigo durante muito tempo…" respirou fundo e bebeu um gole de vinho antes de continuar "Não é birra. Ela ficou mesmo chateada. Mas acho que se conseguíssemos arranjar uma maneira de, sei lá, fazer qualquer coisa para diminuir a ofensa… talvez ela reconsiderasse e me… perdoasse."
"Pois, mas o que é que podemos fazer? A menos que sejas Padrinho das duas, o que é praticamente impossível…" disse Harry calmamente, e Draco concordou com a cabeça "eu não estou a ver o que possas fazer."
"Nem eu. E também não me está a apetecer pensar nisso agora." respondeu Draco com a voz a demonstrar alguma da dor que estava a sentir.
"Ficaste mesmo triste com o que ela te disse, não foi?" perguntou Harry preocupado.
"Eu sei que não devia, mas sim, fiquei." respondeu.
Harry achou que aquela parte do 'Eu sei que não devia' era capaz de ser uma espécie de orgulho de Draco (que ele suspeitava ser o orgulho Malfoy ou o orgulho Slytherin), por isso não insistiu. Preocupou-se antes com a parte do 'fiquei'.
"Eu mudei. Para melhor, julgo eu. E agradeço por me teres feito mudar." disse, sorrindo para Harry "Fiquei mais, digamos que… mais humano. Mas não me posso esquecer que isso não significa que os meus amigos também tenham mudado. Olha, eu não sei se estava como estava porque estou mais…" e engoliu em seco antes de continuar, pois detestava o adjectivo quando dirigido a ele "sensível ou com outras expectativas, ou se foi porque me esqueci que ela não tinha mudado e continua como antes: ligeiramente egoísta e decididamente com falta de sensibilidade para tratar de atirar verdades à cara das pessoas." continuou ele com um bocado de raiva a mais e espetou um pedaço de bambu com o pauzinho.
"Vá… Mas não te preocupes com isso agora! Não estás mais sensível coisa nenhuma!" assegurou-lhe Harry a rir e continuou com um sorriso "E lembra-te! A esperança é a última a morrer! Pode acontecer qualquer coisa que mude isto e que faça tudo acabar bem!" Draco fez os possíveis para se acalmar, deu um aceno com o pauzinho como se fosse uma varinha em direcção a Harry, sorriu e respondeu-lhe:
"Pode ser, sim senhor!"
Harry tocou-lhe com o pé debaixo da mesa, sorriu-lhe e Draco retribuiu o sorriso com igual ou maior intensidade.
"Vamos tirar a Pansy das nossas cabeças por agora, sim? Vamos aproveitar o nosso jantar e a noite!" propôs o loiro.
"Concordo!" respondeu Harry, piscando-lhe o olho.
Continuaram a jantar já num ambiente menos tenso e falaram de assuntos mais 'leves', como o tempo em que andavam em Hogwarts (2).
Quando acabaram de jantar, arrumaram tudo e foram para a sala ver um bocado de televisão.
"Dormes cá hoje, não dormes?" perguntou Harry de repente.
"Sim… quero dizer…" e meteu o seu sorriso mais sacana antes de continuar "se tu quiseres e se eu não incomodar…"
Harry deu-lhe um murro no ombro na brincadeira e depois beijou-o. Foi um beijo longo e demorado, tal como eles gostavam e quando se separaram para respirar, abraçaram-se e Draco respirou fundo no ombro do namorado antes de falar.
"Obrigado por tudo!... O que é que seria de mim sem ti, Harry?"
"Nada. Andavas para aí a chorar pelos cantos, pela falta de alguém como eu na tua vida…" respondeu Harry a brincar com o loiro com um ar muito convencido. Mas depois tirou a cabeça de Draco do seu ombro e segurou-lhe a cara uns milímetros à frente dele enquanto dizia mais seriamente "Eu também não era nada sem ti. Eu amo-te, Draco."
"Eu também te amo, Harry." e beijaram-se novamente até lhes faltar o ar, para se separarem e se beijarem outra vez, e outra, e outra, e outra, porque desta vez não iam haver interrupções e a noite ainda era uma criança.
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(1) Sim pauzinhos! Qual é a piada de comer comida chinesa de faca e garfo? xD
(2) Uhh… leve… tão leve!... xD
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N/A: Bem desta vez não demorou assim tanto tempo não foi? Bom queria agradecer à minha linda RitzHP pois no outro capítulo esqueci-me de o fazer, uma vez que foi ela que me deu a ideia de… bem… depois vocês vêem… xD Obrigado, lindaa!! Adoro-te assim imenso :)
Quero agradecer à Moony, aka Ana Luísa, por esta review tão querida! Obrigado, Lua! Adoro-te!! E à minha coisa boa, KatherineSparrown por aquele review tão bom que ela sabe que eu gosto tanto de receber!! Adoro.te assim um montaaao!!
Infelizmente este capitulo não está betado, pelo que peço desculpa pelos erros e peço que mos apontem, ok?
O próximo capitulo vai demorar um pouco, pois embora este já estivesse escrito desde o ano novo, o 11º ainda está por terminar…
Beijos a todos os que lêem!!!
KatarinaMP
