HHUU

Nunca mais eu prometo nada nesse site!

Lembram-se que eu disse que ia postar de uma em uma semana, ne?

Pois então, eu to demorando muito, eu sei...u.u

É que o pc aki kebrou e o povo daki me culpou por isso!

Agora eu to entrando bem pouco tempo na net e nem da pra digitar a fic direito...ç.ç

Gente... eu vou fazer o máximo pra ir rápido mas tenham paciência comigo, tá?TTTT

E inda tem isso..u.u

eu sou muito baka

No cap anterior eu fiz uma burrada ii

Olhem

" - Isso não foi gentil, meu bem. Acontece que eu realmente tenho uma consciência, mas duvido muito que possa convencer você desse fato. Tem o hábito de esperar o melhor de mim.

- Um lado que você adora me mostrar – salientou Kagome rapidamente, e ele riu."

Em vez daquele melhor, era pra ter pior!

era pra ficar assim:

" - Isso não foi gentil, meu bem. Acontece que eu realmente tenho uma consciência, mas duvido muito que possa convencer você desse fato. Tem o hábito de esperar o pior de mim.

- Um lado que você adora me mostrar – salientou Kagome rapidamente, e ele riu."

Desculpem o erro ç.ç

Ah! E nas palavras, eu esqueci (também) de colocar "Oi"

Oi – Ei

Eu sou uma baka

Certo, ai vai o próx cap o/

Espero que nom haja erros dessa vez ç.ç

Retrospectiva do último episódio:

- Além disso, você tem ele. – observou Inu-Yasha sagazmente.

- Exatamente – concordou Kagome, voltando mais uma vez à sua revista – Eu tenho o Houjo, e não estou disponível para mais ninguém. – Com isso, virou-se de costas para Inu-Yasha e se concentrou nas palavras na página.

A Rebelde Apaixonada:

O avião aterrissou ao entardecer, mas como era verão o sol ainda não havia se posto e estava quente. Alguém mandara um carro para busca-los, e Kagome ficou bastante surpresa ao se ver entrando em uma luxuosa limusine.

- Alguém mandou um carrão – sussurrou, passando a mão pelo couro macio do banco.

- Minha mãe só viaja no que há de melhor – explicou Inu-Yasha secamente, sentando-se ao seu lado no banco traseiro depois de trocar algumas palavras amistosas com o motorista, que obviamente conhecia.

- Ela já ouviu falar em economia de combustível? – perguntou Kagome, achando que a limusine consumia combustível demais.

Inu-Yasha deu uma gargalhada.

- Minha mãe não ouve nada que não seja do interesse dela. Esse é o motivo pelo qual insiste em que os filhos a chamem de Izayoi e não de mãe. A habilidade do seu cirurgião manteve sua aparência jovem, que seria prejudicada por um filho da minha idade.

- Como você a chama? – Kagome não estava certa de que aquela mulher era agradável, porque Inu-Yasha estava pintando um quadro horrível dela.

- Mãe, é claro. Acho importante que alguém a mantenha em contato com a realidade.

- Por que se dar a esse trabalho se ela é uma megera? – perguntou Kagome, achando que havia algo de suspeito ali.

- Porque é minha mãe. Simplesmente não posso abandoná-la – respondeu, indiferente, e Kagome soube que estava certa.

- Você é um grande mentiroso Inu-Yasha no Taishou – acusou-o. Ele a olhou com o que ela pôde claramente que era uma fingida surpresa.

- Não sei do que você está falando (FALSOOOOOxDD).

- Sua família é terrível e seu avô, o único com quem você se importa? Ah! O fato de eu estar aqui desmente isso. Você se importa tanto com seu pai que não quer magoá-lo e quanto sua mãe... Adora tudo nela – afirmou categoricamente, o brilho em seus olhos o desafiando a negá-lo.

Inu-Yasha ergueu uma das sobrancelhas.

- É mesmo? – disse suavemente, e ela assentiu com a cabeça, também erguendo uma das sobrancelhas.

Ele desviou seu olhar e coçou a orelha. Quando a encarou de novo, parecia muito impressionado.

- Você não é apenas um rosto bonito e um fabuloso par de pernas, ne?

- Fui contratada pelo meu cérebro. – confirmou, mas Inu-Yasha sorriu.

- O que é ótimo, mas apenas um cérebro não perceberia o que percebeu. Como uma mulher envolvida em camadas de gelo tem uma compreensão tão intuitiva das emoções mais profundas de um homem? O que me leva à pergunta: você sempre foi fria como é agora?

O olhar de Kagome tornou-se triste.

- O fato de eu não tornar minha vida um drama como sua mãe não me torna fria – observou, e Inu-Yasha a olhou com uma expressão cética.

- Eu peço licença para discordar. Um olhar seu pode provocar um caso sério de congelamento – disse ironicamente.

- A defesa contra isso é não me provocar – advertiu-o, apreciando a vista da janela enquanto o carro começava a circundar o lago. Deviam estar perto do seu destino, concluiu, um pouco nervosa.

Não que ela estivesse realmente preocupada, porque estava acostumada a conhecer pessoas e tudo que tinha a fazer era estar lá para mostrar à madrasta de Inu-Yasha que ele já tinha dona. Realmente uma perda de tempo. Na noite de domingo estaria de novo em sua casa, e ele lhe deveria um grande favor.

Mas aquela situação era um pouco diferente. Era um dever familiar e Kami-sama sabia que, no que dizia respeito a isso, ela nunca se saíra bem. Fazer o que era esperado dela, para um pai difícil de agradar, não havia sido fácil. Ele detestava seu espírito, e fez o possível para subjugá-lo. Não conseguiu devido à sua força interior. Ela se recusou a ceder, o que a fez seguir caminhos que levaram à traição e rejeição. Sua determinação de ser livre custou-lhe caro, e as lembranças eram dolorosas até hoje.

Kagome foi desviada de seus pensamentos desagradáveis pelo motorista que passava pelos portões de ferro de um muro sem fim. A estrada sinuosa atravessava uma floresta natural, e ela não ficou nem um pouco surpresa quando finalmente eles saíram de entre as árvores e pararam diante de uma mansão da virada do século. A vista para o lago era espetacular.

- Impressionada? – perguntou Inu-Yasha, com ironia.

- Impressionada com o tamanho das contas de energia. Deve custar uma fortuna aquecer este lugar – exclamou, pasma.

Ele deu um sorriso.

- É por isso que é uma casa de veraneio. Os verões são quentes e não precisamos de aquecimento. Há uma cabeça fria por trás de toda essa ostentação.

Ela o olhou especulativamente.

- Ahhh, estou começando a entender de onde veio sua esperteza. Que outra característica herdou de seu pai além do gosto pelas mulheres?

O riso de Inu-Yasha provocou um arrepio de prazer na espinha dela.

- Ora... Beleza, charme e inteligência, é claro.

- Muito úteis ¬¬ - observou Kagome ironicamente.

- Tudo depende de como sejam usadas – retrucou suavemente e ela não teve dificuldade em adivinhar o que ele queria dizer.

- Então, por que seu pai não está no negócio hoteleiro? – perguntou, enquanto caminhavam para a porta da frente. O gramado bem-cuidado se estendia dos dois lados.

Inu-Yasha deu de ombros.

- Ele é melhor em gastar do que ganhar dinheiro. Felizmente, nunca conseguirá gastar o que tem. Herdou uma enorme fortuna de sua avó materna, e desde então vive na renda. Meu pai não é bobo no que diz respeito ao dinheiro. Está tudo investido, rendendo mais do que poderia gastar em três vidas, o que significa que não precisa trabalhar.

- Então... O que ele faz o dia inteiro? - Kagome desejou saber, com um olhar de desaprovação.

Vendo o olhar em seu rosto, Inu-Yahsa ergueu uma sobrancelha.

- Eu já disse, gasta dinheiro – respondeu calmamente, no momento exato em que a porta se abria como em um passe de mágica.

Kagome ia insistir no assunto, mas a visão à sua frente tirou-lhe as palavras da boca. Em pé respeitosamente no vão da porta, estava um mordomo. Não um mordomo qualquer, mas um genuinamente inglês, a julgar pelo modo como os cumprimentou.

Como era mais alto, Inu-Yasha abaixou-se um pouco para sussurrar-lhe ao ouvido.

- Se o vento mudar, você continuará assim – comentou. Kagome percebeu que estava de olhos arregalados.

- Ele é real? – perguntou, dando um passo para dentro em uma reação à mão de Inu-Yasha em suas costas.

- A senhorita deseja saber se você é real, Watson – disse Inu-Yasha prontamente para o mordomo, para grande desconforto de Kagome.

- Sim, senhor – respondeu Watson com seu sotaque carregado, Kagome quase não entendeu o japonês dele. Ela achou ter visto um brilho em seus olhos.

- É – disse Inu-Yasha, e Kagome o fulminou com os olhos.

- Muuuito engraçado¬¬ - rosnou, e então sorriu amistosamente para o mordomo. – não ligue para ele, Watson. Tem um péssimo senso de humor...

- Conheço bem os pontos fracos do Inu-Yasha-sama, senhorita. – novamente Kagome quase não entendeu nada de seu sotaque.

Rindo, Inu-Yasha perguntou ao mordomo:

- Somos os últimos a chegar?

- Dos que eram esperados para hoje sim, senhor. Madame atrasou o jantar para coincidir com a sua chegada. Os coquetéis serão servidos na sala de visitas daqui a meia hora.

Inu-Yasha olhou para o seu relógio.

- Estaremos lá. Não precisa nos levar para cima. Conheço o caminho.

Watson assentiu com a cabeça.

- Sim, senhor. Pedirei a Carl que leve sua bagagem.

A escada era lindamente entalhada em madeira. Ao subir, Kagome imaginou damas elegantes do fim do século em seus vestidos com cintura de vespa descendo para uma entrada espetacular.

- Você poderia me fazer um mapa. Acho que sou capaz de me perder – disse Kagome em tom de brincadeira. – Alguém já desapareceu aqui e jamais foi visto de novo?

- Não recentemente – respondeu Inu-Yasha com um sorriso provocador. – Chegamos. – Ele parou diante de uma porta e a abriu.

Era um belo quarto, tendo de um lado uma cama de casal e do outro uma área com divã e poltronas ao redor de uma lareira. Havia duas janelas opostas, uma delas dando acesso a uma sacada. Kagome foi olhar e ficou maravilhada ao descobrir que oferecia uma vista do lago.

Ao se virar, descobriu que Inu-Yasha a seguira.

- Gosta? – perguntou, buscando sua aprovação. Kagome assentiu com a cabeça ao passar por ele para segurar a porta.

- É absolutamente perfeito. Agora se não se importa de sair, eu gostaria de me arrumar antes do jantar.

- Eu sairia, mas há um problema – disse, constrangido.

- Problema?

Ele estremeceu.

- Algo que eu esqueci de dizer.

Agora era Kagome que estava constrangida. Ia perguntar qual era o problema quando uma figura apareceu no vão da porta. Carregava suas malas, por isso deduziu que era Carl. O que não esperava era que colocasse todas sobre a arca aos pés da cama e saísse de novo, tão silenciosamente quanto entrou. Kagome percebeu rapidamente o que se passava, e fitou Inu-Yasha com olhos que registraram primeiro surpresa, depois raiva.

- Se você pensou por um minuto que eu ia... – As palavras foram bruscamente interrompidas quando Inu-Yasha colocou uma das mãos sobre sua boca e usou outra para afasta-la da porta, que fechou com o pé.

- Por Kami-sama, fale baixo – ordenou a meia-voz, enquanto Kagome o olhava por cima da mão.

- Tire suas mãos de mim! – ordenou, parecendo ao mesmo tempo zangada e sufocada.

- Nani...? – perguntou Inu-Yasha distraidamente, atento aos sons do lado de fora da porta agora fechada.

Kagome escolheu um modo de comunicação mais direto e o chutou com o salto de seu sapato.

- ITAI! – exclamou ele, soltando-a para esfregar a área machucada.

Fora de seu alcance, Kagome cruzou os braços furiosamente.

- Eu disse para tirar as mãos de mim – repetiu, e Inu-Yasha se aprumou. – Por que não disse que ficaríamos no mesmo quarto? – quis saber.

- Porque esqueci de dizer – rosnou ele de volta.

- Esqueceu? Espera que eu acredite nisso!?!

Os olhos violetas se tornaram ameaçadores.

- Neste momento eu não me importo com o que você acredita. A verdade é que esqueci. Uso este quarto quando estou ou não sozinho, e não era com você que deveria estar. Os preparativos foram feitos há muito tempo, lembra?

Um pouco da raiva inicial de Kagome se dissipou com essa explicação.

- Está bem, você esqueceu, mas isso não significa que pretendo dividir este quarto com você, Inu-Yasha.

- Terá de dividir.

Isso a fez soltar fogo pelo nariz.

- Não tenho de fazer nada! – declarou.

- A mulher da minha vida fica no meu quarto, e no que diz respeito a esta família, você é a mulher da minha vida. Acostume-se com isso. Vai ficar aqui.

Kagome daria de tudo para combater o argumento dele, mas não podia fazê-lo. Havia concordado em representar um papel, e aparentemente isso incluía dividirem o quarto. Sendo assim, estabeleceria algumas rígidas regras.

- Está bem, então dividiremos o quarto. Mas não a cama. Você pode dormir no divã – disse friamente, o que o fez olhá-la com uma expressão divertida.

- Tem certeza de que não quer que eu durma no banheiro? – perguntou, e ela devolveu-lhe o sorriso.

- Não me tente! – ameaçou, indo em direção à cama para pegar sua maleta. – Antes de eu me trocar, há outra coisa que esqueceu e gostaria de me dizer?

Inu-Yasha deu de ombros, as mãos ocupadas com os botões do seu paletó, que tirou e jogou sobre a cama junto com a gravata.

- Acho que não – respondeu, começando a abrir os botões da camisa.

Kagome se viu olhando como se estivesse hipnotizada. Por motivos que depois não poderia explicar, não conseguia deixar de seguir com os olhos os movimentos dos dedos dele. Somente quando pararam perto da cintura ela piscou e olhou para cima, e o viu observando-a com um brilho malicioso nos olhos.

- Quer ajudar? – perguntou, com uma voz um pouco mais rouca.

Percebendo o que estivera fazendo, e como poderia ser interpretado, Kagome sentiu uma onda de calor passar no rosto.

- Você se despe a bastante tempo para saber fazer isso – respondeu calmamente, girando os calcanhares e se dirigindo à porta mais próxima.

Ela abriu e parou. Havia uma enorme gota em sua cabeça. Não era o banheiro. Fechou os olhos, esperando pelo comentário que deveria seguir. Inu-Yasha não a fez esperar muito.

- Se quiser pode usar o meu closet, mas o seu é do outro lado da cama, e o banheiro é à direita da lareira – disse Inu-Yasha de um modo afável e prestativo que a fez querer causar-lhe um sério dano físico (sei muito bem qual... xDD).

Retesando-se, Kagome se virou e encontrou um olhar divertido.

- Arigatou – resmungou por entre os dentes e, seguindo suas orientações, foi para o outro lado do quarto. Uma vez em segurança no banheiro, fechou o trinco e se apoiou na porta.

Ah, Kami-sama, acabara de bancar a uma completa baka. E por quê? Porque havia ficado irritada ao perceber que estivera olhando para Inu-Yasha enquanto ele se despia! O que a levara a agir assim? Ela gemeu em voz alta. Inu-Yasha nunca a deixaria esquecer aquilo. Sabia que o atiraria em sua cara até o fim de seus dias.

Kagome não demorou muito para se livrar da poeira da viagem e retocar a maquiagem, e depois calçar meias e sapatos. Finalmente pegou a roupa. A saia era simples, preta e justa, e blusa, de alças finas, toda coberta por um bordado de contas que refletiam a luz.

Inu-Yasha virou-se ao som de seu retorno, e seu rosto se abriu em um sorriso.

- Linda. Eu sempre disse que você sabe se vestir, meu bem – elogiou-a, e Kagome estranhou o fato de que estivera pensando o mesmo sobre ele.

Colocando a maleta na cadeira mais próxima, ela alisou rugas invisíveis em sua saia.

- Apesar de você não ter me dito isso, achei que, se sua mãe tem um mordomo, o jantar seria formal.

- Dos guardanapos às lavandas – confirmou ele ironicamente. Então, vendo a expressão cética de Kagome, corrigiu-se. – Ok, as lavandas são um pouco de exagero, mas você entendeu o quadro.

Ela balançou a cabeça, um tanto irritada.

- Você pinta a sua família como um bando de doidos varridos, ne?

- Isso diminuirá o choque quando finalmente os conhecer – respondeu, sorridente.

Ela revirou os olhos.

- Estou começando a achar que metade do que diz não é verdade e a outra metade é pura mentira.

Inu-Yasha deu um risinho de lado e ergueu uma das sobrancelhas.

- Então acha que está aprendendo sobre mim, ne?

Kagome cruzou os braços e ergueu o queixo desafiadoramente.

- Um pouco. Sobre sua família. Eu já disse que você é um mentiroso, e nada me fez mudar de idéia.

- Hummm – murmurou Inu-Yasha justamente quando se ouviu uma leve batida na porta. Inu-Yasha foi abri-la.

Imediatamente um cheiro de Opium impregnou o ar do quarto. Por um momento tudo o que Kagome pôde ver foram as costas de Inu-Yasha, e depois dois braços ao redor do pescoço dele.

- Inu-chan, queridooo. Watson disse-me que você estava aqui, e eu tive que vir dizer olá – declarou uma voz melosa e irritante, fazendo os pêlos da nuca de Kagome se arrepiarem.

Em silêncio, ela viu Inu-Yasha tentar recuar. Mas, como tentáculos, os braços se fechavam ao redor dele e o apertavam. Viu as mãos de Inu-Yasha tentando afastá-los, mas a mulher à qual pertenciam não estava disposta a soltá-lo. Kagome não gostou nem um pouco disso, mas não teve tempo para analisar por quê.

Ela se dirigiu à porta e a abriu totalmente para ver Inu-Yasha e a morena sensual de olhos castanhos que o segurava em suas garras monstruosas. Kagome não teve dúvidas de que esta só podia ser Kikyou no Taishou. Nesse caso, tinha um trabalho a fazer.

- Konban wa – disse brandamente, embora quem a conhecesse melhor fosse se sentir desconfortável com o brilho em seus olhos. Kagome se esticou para segurar um dos punhos da mulher. – Deixe-me ajudar você. Parece que ficou presa em algo que não é seu – disse com um sorriso que não correspondia à força com que puxou pra baixo o braço da mulher. Não havia problema em deixá-la acreditar que ela era extremamente possessiva.

Tomada pela surpresa, Kikyou no Taishou sufocou um grito e deu um passo para trás, soltando Inu-Yasha, que aproveitou a oportunidade para colocar uma certa distância entre eles (morrendo de medo, tadinho xD).

Continuando a representar seu papel, Kagome abraçou Inu-Yasha e continuou a sorrir para a outra mulher.

- Realmente precisa prestar atenção ao que se prende, sra. Taishou.

Kikyou poderia ter ficado temporariamente desconcertada, mas não era o tipo de mulher que continuava assim por muito tempo. Ela se recompôs imediatamente, olhou para Kagome de alto a baixo e atirou a cabeça para trás em um gesto de desdém.

- E você é...? – perguntou arrogantemente.

- Higurashi Kagome – apresentou-se Kagome, estendendo a mão.

Kikyou se dignou a toca-la de leve.

- Você deve ser a última de Inu-Yasha – disse maliciosamente, fazendo o mau humor de Kagome aumentar. Raramente sentia uma aversão instantânea por alguém, mas estava disposta a abrir uma exceção para Kikyou no Taishou. A mulher era perigosa(ERA!?!?). Usava um vestido vermelho brilhante que revelava maravilhosamente todas as suas curvas, deixando um pouco para a imaginação.

- Isso mesmo – disse Kagome sagazmente. – E você é Kikyou... A mulher do pai dele.

O lembrete fez Kikyou fulminá-la com os olhos. Ela a estudou cuidadosamente e percebeu que Kagome poderia ser uma força a considerar.

- Inu-chan, querido, ela parece muito possessiva. Se eu fosse você, tomaria cuidado, ou colocará um anel no sue nariz antes que se dê conta disso – disse com uma risadinha, mas estava longe de achar graça.

Inu-Yasha deu um leve sorriso e cobriu a mão de Kagome com a dele.

- Ainda bem que você não é. Vou correr o risco.

Kikyou ficou boquiaberta de surpresa, e o olhar que lançou para ambos tinha um brilho quase feroz.

- Que coisa! Ela deve ter algo diferente das suas outras mulheres.

Inu-Yasha piscou um olho para Kagome.

- Certamente – concordou, e Kagome quase riu porque sabia o que ele queria dizer, e Kikyou não.

Kikyou respirou profundamente, o que fez seu vestido ficar ainda mais apertado.

- Qual é o segredo? Porque ela é diferente?

Kagome a olhou nos olhos.

- Bem, em primeiro lugar eu não tenho marido – disse com a precisão de um espadachim.

Em resposta, Kikyou riu implacavelmente.

- Querida, não pense que acabou de arranjar um. Inu-Yasha não vai se casar com você. Ele não é do tipo que casa – preveniu-a, sem constrangimento.

A frase pairou no ar, destinada a não ser refutada, porque, como uma deixa, ouviu-se uma voz no corredor.

- Ah, você está aí, Kikyou – exclamou Inu no Taishou. – Achei que ia esperar por mim. – acrescentou com uma ligeira irritação, ao chegar ao vão da porta.

Rápida como um raio, Kikyou sorriu amorosamente para o homem mais velho e lhe deu o braço (mas como é sonsa¬¬).

- Sinto muito, querido, mas eu tinha que vir dizer olá para Inu-Yasha e sua nova amiga.

Houve um momento em que Inu no Taishou não pareceu muito satisfeito, mas depois ele sorriu para o filho, e Kagome achou ter visto afeto ali.

- É bom ver você, Inu-Yasha. E você também... – Ele sorriu para Kagome e ela percebeu de quem Inu-Yasha herdara seu charme.

- Kagome – apresentou-a Inu-Yasha, e Kagome estendeu a mão para cumprimenta-lo, e viu sua mão desaparecer na forte mão masculina.

- Espero que aprecie sua estada aqui. Agora, é melhor descermos antes que sua mãe tenha um ataque.

Inu-Yasha fez um sinal para que Kagome saísse do quarto antes dele.

Kagome tentou tirar sua mão do braço de Inu-Yasha, agora que mantê-la ali não era mais necessário, mas Inu-Yasha rapidamente voltou a cobrir a mão de Kagome com a dele. Quando ela o olhou, ele balançou cabeça. Aquilo foi bom, porque Kikyou estava olhando ao redor e teria achado estranho Kagome não estar grudada em Inu-Yasha. Kagome se aquietou, mas segurar no braço de Inu-Yasha era uma experiência nova, e ela se viu reparando na força dele. Inu-Yasha era um homem poderoso na acepção da palavra, mas não havia nada de ameaçador em sua força física. Por alguma razão, o fato de estarem tão juntos, longe de fazê-la se sentir desconfortável, era estranhamente... confortador...

No andar de baixo, eles se dirigiram à sala de visitas, que se abria para um terraço com vista para o lago. Estava escurecendo rapidamente agora, e deu para Kagome ver as luzes começando a se acender nas casas o outro lado do lago. A própria sala estava iluminada por dois candelabros de cristal que se refletiam em espelhos estrategicamente posicionados. Estava cheia de pessoas que faziam um barulho inacreditável.

- Parece que minha mãe convidou toda a família para jantar – sussurrou Inu-Yasha ao ouvido de Kagome, e ela achou que provavelmente ele estava certo.

Kagome percebeu que eles estavam atraindo uma certa atenção.

- Sua família quer saber quem eu sou.

- Você se importa em ser o centro das atenções? – perguntou ele, fazendo um sinal para chamar um garçom e lhe estendendo uma taça de champanhe antes de pegar outra para si.

Kagome sorveu a bebida e a achou seca demais para seu gosto.

- Na verdade, isso é bem divertido. Em outras circunstâncias, não estaríamos tão perto um do outro. O triste é que, quando você aparecer da próxima vez com outra pessoa, eles não ficarão nem um pouco surpresos.

- Eu tento não desapontá-los. Ah, minha mãe está bem ali, prepare-se.

Kagome sentiu o estômago revirar. Preparar-se... para o quê? Logo iria descobrir.

Quando Izayoi Himoshi – sempre preferiu ser chamada por seu nome de solteira – viu seu filho mais velho abrindo caminho através da multidão de convidados, deixou escapar um gritinho e se ergueu de um salto para abraçá-lo fortemente. Ela proferiu uma torrente de palavras em italiano que Kagome achou difícil de entender, mas às quais Inu-Yasha respondeu no mesmo idioma.

Só quando finalmente o segurou com o braço estendido ela voltou a falar japonês.

- Inu-Yasha, você não presta. Nunca vou perdoá-lo por não me visitar a meses. O que tem a dizer em sua defesa, seu malvado? – Ela não esperou pela resposta de Inu-Yasha, porque viu Kagome (vuando...) atrás dele e deixou escapar outro gritinho, embora não tão alto. – Essa é a sua amiga? Mas ela é liiiiiiinda, Inu... Por que não me disse isso? Faço questão que nos apresente. – disse para o filho, o tempo todo sorrindo para Kagome, que começava a se sentir pouco à vontade com toda aquela atenção.

- Kagome, esta é minha mãe, Izayoi Himoshi. Mãe, esta é minha amiga, Higurashi Kagome – disse Inu-Yasha obedientemente, e Kagome percebeu o leve brilho em seus olhos quando ele lhe tirou a taça antes que fosse esmagada por um abraço tão efusivo quanto o que Izayoi dera no filho minutos atrás.

- Kagome-chan, querida. Prazer em conhecê-la!! Vamos, me dê um abraço, porque a amiga de meu filho é sempre bem-vinda aqui.

Izayoi era uma mulher corpulenta, ao estilo das cantoras mais velhas com voz de soprano, e não era difícil abraçá-la. Kagome fez o que pôde, e emergiu dos braços dela aturdida e com as bochechas rosadas (sem ar.).

- O prazer foi meu, sra. Himoshi – disse polidamente, retribuindo-lhe o cumprimento.

A mulher agitou as mãos e balançou a cabeça.

- Izayoi. Me chame de Izayoi e eu a chamarei de Kagome-chan.

Aquilo foi mais uma ordem do que uma sugestão e Kagome, recuperando-se do choque, sorriu.

- Izayoi, então.

- E nós seremos amigas, e você me contará tudo ao seu respeito. Mas não agora. Fique aqui, Inu, quero que conheça uma pessoa. – sem mais cerimônias, Izayoi perscrutou a sala com olhos de caçadora em busca da sua presa.

Com um sorriso largo, Inu-Yasha devolveu a taça para Kagome, que bebeu um gole do qual precisava muito.

- Kami-sama! Ela é sempre tão...? – Faltaram-lhe as palavras.

- Achei até que estava muito contida... Costuma falar muito mais. Acho que é devido à presença dos futuros contraparentes. Ela está fazendo um esforço extra para não assustá-los.

Kagome fez uma careta.

- Provavelmente é mais fácil conviver com ela em pequenas doses.

- Essa é a opinião de todos os seus filhos, caso contrário tentará controlar nossas vidas, com a melhor das intenções, é claro. Meu pai acha mais fácil conviver com ela agora do que quando eram casados – explicou.

- Inu, querido. – O tom suave da voz de Izayoi chamou a atenção deles, e ambos se viraram em sua direção. Izayoi sorria e puxava pela mão um homem um tanto contrafeito.

Kagome olhou para aquele rosto severo e seu sangue congelou nas veias. IIe!!!! Não podia ser, disse a si mesma, mas sabia que era. O homem que esperara nunca ver de novo caminhava em sua direção. Seu próprio pai. Chocada, teve certeza de que seu rosto ficou lívido.

Tudo em que pôde pensar foi: o que ele está fazendo aqui?!?

Seu pai não fazia parte da lista das pessoas que poderia encontrar. Eles não viviam mais no mesmo mundo. Mas ele estava ali, prestes a vê-la. Não sabia o que ele faria, mas sua intuição lhe dizia que não seria algo bom. Ele deixara sua posição muito clara. No que lhe dizia respeito, ela não existia. Com o coração batendo mais rápido, Kagome esperou pelo momento em que a veria a reconheceria.

- Mãe – estava dizendo Inu-Yasha ao seu lado, mas Kagome não conseguia tirar os olhos do homem que parou junto a Izayoi e olhou primeiro para Inu-Yasha e depois para ela.

TUM-DUM

Ele a reconheceu tão rapidamente quanto ela. Sua reação também foi típica. Seu rosto se enrijeceu e ficou vermelho de desagrado e raiva. Se Kagome tivesse alguma esperança de que com o passar dos anos ele se tornaria mais brando, agora teria certeza de que não. Aquele olhar dizia tudo. Ele a desprezava tanto quanto antes. Apenas os ditames das boas maneiras o impediram de lhe dar as costas e ir embora. Depois daquele momento inicial, ele manteve os olhos firmemente desviados dela.

Isso não deveria ter doído. Depois de tanto tempo ela deveria ser-lhe indiferente, mas não era. Embora o detestasse pelo que havia feito, ele ainda tinha o poder de ferí-la com seu desprezo. Mas Kagome era mais forte agora. Mais dura. Não ia fugir. Talvez ele não quisesse vê-la, mas não tinha outra opção. Seria forçado a reconhecê-la, e isso a fez empinar o queixo.

Izayoi ainda estava fazendo as apresentações.

- Inu, este é o Naraku Onigumo Youkai. Hana vai se casar com o filho dele, Souta. Onigumo, este é meu filho, Inu-Yasha no Taishou.

Kagome ficou momentaneamente sem ar ao ouvir aquilo. A irmã de Inu-Yasha ia se casar com Souta? Seu coração foi parar na garganta. Isso significava que sua família estava ali! Ela começou a olhar ansiosamente ao redor, procurando as figuras familiares da mãe, do irmão e da irmã.

- Prazer em conhecê-lo, Onigumo. – De muito longe ela ouviu a resposta de Inu-Yasha, mas estava perscrutando a multidão.

Por mais que tentasse, não conseguiu vê-los, e estava tão concentrada no que fazia que a mão de Inu-Yasha em seu braço a fez pular.

- D-desculpe-me, você disse alguma coisa? – perguntou, olhando a contragosto ao redor.

Uma diminuta ruga surgiu entre as sobrancelhas de Inu-Yasha ao perceber sua distração.

- Eu queria apresentá-la ao sogro de Hana – disse. – Onigumo, esta é uma grande amiga minha, Higurashi Kagome.

Kagome não teve dificuldade em entender o olhar do pai. Ele interpretou "amiga" como "amante" e fez seu julgamento. Aos seus olhos, ela não havia mudado, e isso a encheu de raiva. Sabia que ele não desejaria ter nada a ver com ela, mas aqui não tinha outra opção, e estava determinada a fazê-lo falar.

Ela empinou o queixo e estendeu a mão.

- Naraku – disse desafiadoramente, sabendo que o pai estava preso à sua própria noção de boas maneiras. Ele foi forçado a apertar-lhe a mão. – Há quanto tempo! O senhor não mudou nada! – Ela sempre o chamara de Naraku, porque tratava sua família como se fosse parte de seu exército, estabelecendo regras que tinham de ser seguidas ao pé da letra. Algo que ela não fizera.

Os lábios de Onigumo se curvaram desgostosamente.

- Parece que a senhorita também não – respondeu de um modo militar sucinto, com um rápido olhar na direção de Inu-Yasha, que Kagome entendeu perfeitamente. Onigumo largou a sua mão depois de um leve toque, como se fosse carvão em brasa, o que provavelmente era para ele.

Kagome percebeu que Inu-Yasha a olhava pensativamente, mas a mãe dele bateu palmas, encantada.

- Então vocês já se conhecem? – perguntou alegremente, achando que reunira velhos amigos.

- A Srta. Higurashi era uma conhecida de minha família. – explicou Onigumo de modo conciso.

Kagome sorriu ironicamente.

- Estou ansiosa para reencontrar seu filho – disse-lhe.

- Meu filho está muito ocupado. Acho que ao terá tempo para isso. – declarou, sendo o mais rude que ousou ser.

- E os seus outros filhos? – prosseguiu Kagome, alfinetando-o. – Estão aqui? – Assim que fez a pergunta, soube que cometera um erro. Ela lhe dera munição, e sabia que a usaria. Tudo o que pôde fazer foi se preparar.

Havia um brilho de satisfação nos olhos de Onigumo quando decidiu aniquilá-la.

- Eu só tenho um filho e uma filha. Está lembrada disso?

Kagome sustentou o seu olhar, mas ambos sabiam que ela perdera terreno em sua guerra pessoal.

- Eu achei que tinha mais filhos... Não importa. Vou reencontrar sua mulher e sua filha também.

- Pode estar certa de que eu avisarei que está aqui, Stra. Higurashi – respondeu ele polidamente, e Kagome soube que isso significava que avisaria para que se afastassem dela. – Agora, se me der licença, é melhor eu ir ver o que minha esposa está fazendo. – Cumprimentando com a cabeça Izayoi e Inu-Yasha, ele se virou e foi embora.

Kagome sentiu um frio no estômago ao observá-lo se afastando. Ele não a deixaria ver sua família, se pudesse evitá-lo, mas não poderia vigiá-los o tempo todo. Haveria momentos em que estaria de costas, e ela correria o risco. Mas... e se não quisessem vê-la? Souta sempre seguira as instruções do pai, enquanto Yumi era muito jovem na última vez que a vira. E sua mãe... sua mãe fora subjugada anos atrás. Mas ela correria o risco, mesmo se o resultado não fosse bom.

Kagome suspirou. Desviando o olhar do pai, viu a expressão séria de Inu-Yasha.

- Então você conhece Onigumo? – perguntou ele suavemente. Ele deveria estar surpreso, e sabia que tentava entender os fatos.

Kagome deu de ombros, determinada a mantê-lo fora do caminho que ele queria seguir.

- Há muito tempo. Nós não nos damos bem – acrescentou, e Inu-Yasha riu.

- Isso é óbvio para qualquer um exceto minha mãe. Ela inda acha que reuniu dois velhos amigos.

- Eu gostava mais da família dele. Ele não é um homem fácil de se lidar.

Inu-Yasha olhou para o ponto em que Onigumo desaparecera na multidão.

- Ele não parecia querer que você reencontrasse sua família.

Kagome deu um riso abafado.

- Não há nada de novo nisso.

A expressão de Inu-Yasha deixou de ser pensativa e se tornou divertida.

- Mas você vai reencontrar assim mesmo, ne?

Eles se entreolharam e Kagome começou a rir com satisfação.

- Eu nunca gostei de receber ordens – confirmou.

- O que me faz gostar de você. – declarou Inu-Yasha. – Este fim de semana vai ser muito mais interessante do que eu havia imaginado.

Interessante não era a palavra que ela escolheria para defini-lo, pensou Kagome, sorvendo sua bebida. Perigoso parecia melhor. Encontrar seu pai por acaso tinha ido desagradável, mas havia um lado bom. Sua família estava tão perto que ela quase podia toca-la. Tudo que precisava fazer era tentar. Às vezes a vida dava uma migalha de esperança no momento mais imprevisto

To be continued...

- Quando uma pessoa mente, o sangue se concentra mais no rosto, dando pequenas coceirinhas nessa área, ou seja, Inu-Yasha estava mentindo xP.

- Youkai só faz parte do nome de Naraku, ele é humano que nem todo mundo da fic.

Dicionário:

Ne: Equivalente ao nosso né

Kami-sama – Deus

Nani? – O quê?

Itai! – Ai!

Arigatou – Obrigado(a)

Baka – idiota

Konban wa(nem sei se ta escrito certo xP) – boa noite(cumprimento)

Iie – Não

Esse cap foi um pouko menor..

Ele ia ser umas 20 páginas maior...

Mas eu num tava agüentando mais e quis logo postar, i fikou pikininho...

Prox cap...

Vo nem falar xD

As reviews..

Eu respondo tudo no prox cap certo?

Tá uma pressão aqui em casa que eu não consigo digitar tudo...

Deixem reviews \o\

Kissus da yuki \o\