Weeeeeen \o\

Gente... eu to demorando.. mas nom eh por querer ç.ç

Eu to toda enrolada com umas coisas aqui e mal to entrando no pc...

Mas eu to fazendo o máximo pra atualizar meu bebê...

Oia gente, a inútil aki teve um erro GRAVE... Kagome tem 26 aninhos, não 24, como eu disse antes... gomen, ok?

Gostaram do cap anterior?

Passados revelados e reveladores o-o

Whatever... eis o cap 4!

Retrospectiva do último episódio:

Inu-Yasha ouviu o som ritmado da respiração de Kagome e sorriu. Ela já estava dormindo e não queria perturbá-la, por isso esperaria alguns minutos antes de deitá-la de novo na cama. Encostando-se confortavelmente nos travesseiros, ele a segurou mais firmemente e fechou os olhos.

A Rebelde Apaixonada:

Kagome acordou se sentindo aquecida. Suspirando, esfregou o rosto contra o travesseiro – e algo no seu nariz a fez pensar que não estava em um travesseiro. Ela o afastou com a mão e seus dedos encontraram mais material... Rijo. Intrigada, abriu os olhos e descobriu que seu 'travesseiro' era o peito de um homem, e o 'material', nada mais do que a pele dele. Além disso, seu 'travesseiro' subia e descia ritmicamente enquanto respirava.

Levantando cuidadosamente a cabeça, ela pôde ver um rosto com a barba por fazer e cabelos pretos despenteados e os reconheceu como sendo os de Inu-Yasha. Arregalou os olhos de surpresa e então pouco a pouco se lembrou de tudo.

Kagome mordeu os lábios e olhou para o corpo que literalmente a envolvia. Sem dúvida se sentira confortável (quem não se sentiria...), pensou. Seu próximo pensamento foi que Inu-Yasha tinha um corpo e tanto. Ela estivera certa; não havia um grama de gordura sobrando nele. Seu olhar começou a percorrer lentamente as pernas longas e coxas fortes, o estômago liso, aquele peito poderoso (eu TIVE de grifar isso, gente xD) e os ombros largos. Bronzeado, saudável e perfeito, concluiu.

Ela se perguntou qual seria a sensação de tocar naquela pele bronzeada. Seu coração começou a bater um pouco mais rápido quando teve a idéia de passar a mão no peito de Inu-Yasha.

Prendeu a respiração enquanto passava a mão suavemente no peito nu. A pele era macia, e tocá-la provocou-lhe uma vibração no braço que se espalhou lentamente por todo o seu corpo. Seus sentidos se aguçaram e seu coração disparou.

Kagome estava tão absorta que demorou um pouco para perceber que o peito de Inu-Yasha não estava mais subindo e descendo devagar, mas rápido. O choque de perceber que ele estava acordado a fez erguer a cabeça, surpresa, os olhos azuis encontrando os violetas. O tempo pareceu parar, e então aqueles olhos se fixaram em seus lábios, que tremeram como se ele realmente os tivesse tocado. Kagome não pôde evitar umedecê-los com a ponta da língua. Ofegante, Inu-Yasha passou as mãos por entre seus cabelos negros e a ergueu os poucos centímetros necessários para colar os lábios aos dela.

Não foi um beijo gentil, mas uma invasão sensual que buscava o prazer tanto quanto o dava. Intensidade foi alucinante, porque precia que queriam devorar um ao outro. Kagome sentiu seu corpo respondendo ao estímulo e, ao se grudar instintivamente em Inu-Yasha, também sentiu a forte resposta do corpo dele. Seu estômago se contraiu e ela teve aquela ânsia familiar. E o desejou... desesperadamente.

- Inu-Yasha... – gemeu quando ele afastou os lábios dos dela apenas para encostá-los na base sensível do seu pescoço. Kagome se sentiu zonza, arrastada em um irresistível turbilhão de sensações. Seu coração bateu loucamente...

Mas não foi seu coração que Kagome ouviu, mas o som de batidas insistentes na porta do quarto. Inu-Yasha também devia ter ouvido, porque os dois pararam ao mesmo tempo. Olhando um pra o outro, não podiam acreditar que tinham se deixado levar pela paixão de novo. Mas não houve tempo para discutir aquilo, porque as batidas continuaram, ainda mais insistentes.

- Vou atender. – Alisando sua camisola, recompôs-se o melhor que pôde antes de abrir a porta. Um olhar para trás na direção da cama mostrou-lhe que Inu-Yasha havia desaparecido, e momentos depois ouviu o barulho do chuveiro.

Respirando profundamente, Kagome abriu a porta e deu um grito sufocado ao ver a irmã em pé ao lado de fora.

- Yumi! – exclamou, surpresa e feliz.

Estava tão feliz em ver a irmã mais nova que foi logo lhe dando um abraço.

- É tão bom ver você! Senti muito a sua falta – disse com uma voz emocionada.

- Também senti a sua falta – confessou Yumi, e dessa vez foi ela quem abraçou a irmã. Elas riram e enxugaram as lágrimas, e então Kagome segurou Yumi com o braço estendido.

- Deixe-me olhar pra você. Cresceu tanto que está quase irreconhecível. – A menina desengonçada havia se transformado em uma bela jovem de dezoito anos.

Naquele exato momento, Inu-Yasha saiu pela porta do banheiro, com nada mais do que uma toalha e um sorriso. A visão dele tirou o fôlego de Kagome e fez o rosto dela ficar vermeeeelho...

- Senhoritas... – cumprimentou-as Inu-Yasha com charmoso refinamento, considerando-se a situação.

Kagome decidiu ignorar o máximo possível a falta de roupas de Inu-Yasha.

- Yumi, este é Inu-Yasha. Souta vai se casar com a irmã dele. Inu-Yasha, minha irmã, Yumi.

- Hajimemashite, Yumi. Vou me vestir e depois poderemos conversar sem que Kagome fique vermelha...

- Graças a Kami-sama, seu gosto em relação aos homens está melhor. Nunca gostei do Kouga – acrescentou seriamente, surpreendendo Kagome.

- Não? – balbuciou.

Yumi fechou a cara e fez um sinal negativo com cabeça.

- Ele era um mentiroso. Aposto que não fez metade das coisas que disse que fez.

Subitamente Yumi riu e seu olhar tornou-se brejeiro.

- Mas eu gosto do que vi desse... – comentou, fazendo Kagome rir também. – É maravilhoso(oia que mule safada o-o).

- É indisponível – apressou-se Kagome a dizer.

Inu-Yasha escolheu aquele momento para reaparecer, vestindo as calças do seu terno matutino, blusa de seda branca e gravata-borboleta. Parando perto do divã, pegou as cobertas e o travesseiro que usara para fazer sua cama.

- Venham se sentar aqui – convidou.

- Não posso demorar muito. Papai procurará por mim – preveniu-os Yumi, embora fosse para o divã.

Inu-Yasha jogou as cobertas e o travesseiro na cama e pegou uma das cadeiras. Enquanto Kagome se juntava a sua irmã mais nova no divã.

- Estou feliz por você não ter a Kagome como seu irmão – observou Inu-Yasha, e Yumi suspirou.

- Não é fácil se opor a um homem como o nosso pai. Souta cede sob pressão, e não há ninguém que pressione tão bem quanto o papai.

Kagome era a primeira a saber disso.

- Sinto por não ter estado presente para ajudar.

- Você teve de ir embora. Eu compreendi isso – disse Yumi, eximindo Kagome da tentativa de se justificar. – Quando papai disse que estávamos proibidos de vê-la ou falar com você, fiquei zangada. Realmente lamento muito não ter falado com você ontem à noite, mas papai esta vigiando, e se eu tentasse infernizaria a vida da mamãe. Então esperei até hoje de manhã e saí de mansinho.

Inu-Yasha sorriu.

- Parece que as mulheres de sua família são decididas. Terei de tomar cuidado com o que digo perto de vocês duas.

- Ah, eu sou uma santa perto de Kagome – contestou Yumi. – Nem tente atravessar o caminho dela quando está furiosa.

- Eu não sou a mesma pessoa, Yumi – disse, voltando-se para a irmã. – Aprendi do modo mais difícil a não ser boba. O mundo não parou nesses oito anos.

- Porque não manteve contato?

- Não porque Naraku disse para eu não fazer isso, mas porque achei que seria melhor para vocês eu ficar longe.

- De certo modo foi, até recentemente – confirmou Yumi, e seu rosto se anuivou.

O coração de Kagome ficou apertado.

- O que aconteceu?

Yumi abriu a boca para explicar, mas o relógio no console da lareira começou a dar hora, e ela se ergueu de um salto.

- Já são oito e meia! Não posso falar mais agora, Kagome. Papai pediu o café da manhã no quarto para todos nós, por isso é melhor eu ir. Falaremos de novo, eu prometo – disse, dirigindo-se à porta.

- Espere até eu ver se o caminho está livre – pediu Inu-Yasha, indo até a porta e olhando de relance para os dois lados do corredor. – Hai.

As duas mulheres se deram um rápido abraço e Yumi foi embora.

- É uma boa garota – observou Inu-Yasha, fechando novamente a porta. – Acho engraçado um homem mandão como o Onigumo ter duas filhas bastante fortes para se opor a ele. Ele não devia esperar que Souta fosse mais fraco.

- Devia sim. Toda essa vontade de ser mais forte vem do lado da família dele. Souta puxou à nossa mãe – respondeu Kagome com grande ironia. Eles se entreolharam e riram, mas quando pararam de rir se lembraram do que a chegada de Yumi havia interrompido, e o ar ao seu redor começou a ficar carregado de eletricidade.

Kagome passou a língua pelos lábios e se controlou.

- O que aconteceu... foi um erro – declarou firmemente.

Inu-Yasha logo se pôs de acordo com ela.

- Eu não poderia concordar mais com você.

Kagome cruzou os braços protetoramente.

- Eu farei o papel que prometi, mas teremos de manter distância. Não quero que isso aconteça pela terceira vez.

- Concordo totalmente com você, meu bem. Essa atração física entre nós também não estava nos meus planos – admitiu. – Descobrir esse fogo inesperado em você não ajuda (e é só nela eh?u.ú). Eu estaria melhor se o gelo em suas veias não tivesse derretido!

- Eu nunca tive gelo nas veias. Isso era invenção sua. Se parecia gelada, era porque detestava você!

- Meu bem, nós dois estaríamos melhor se você não tivesse parado de me detestar – retrucou Inu-Yasha.

- Não parei. Na verdade, neste momento detesto tanto quanto antes!

- Então por que deixou que eu a beijasse?

Ela ficou boquiaberta de raiva.

- Está insinuando que tudo isso foi culpa minha?! Você deveria aprender a ficar com as mãos paradas!

- Eu ficaria, se você não me desse corda!!!

Kagome apertou os olhos furiosamente.

- Então a culpa é minha!!!

- Eu não disse isso.

- Não claramente, mas entendi muito bem a mensagem! Kuso, nada teria acontecido se você não tivesse me beijado na noite passada!

- Pare com isso, Kagome. Nenhum de nós esperava a reação que teve. E já que estamos falando neste assunto, quem foi mesmo que passou a mão pelo meu corpo há menos de uma hora (ui... essa dueu...)?

É claro que Kagome não tinha uma resposta para lhe dar. Inu-Yasha estava dormindo. A idéia fora dela.

- Obrigada por me jogar isso na cara!!!

Inu-Yasha deu um passo impaciente na direção de Kagome, mas ela deu um para trás.

- Eu não ia tocar em você – protestou ele.

- Claro, eu não ia dar a você essa chance!

- Agora estás sendo ridícula. Eu não tenho a intenção de tocar em você... desse modo... nunca mais – retrucou ele.

- Não sabe como eu fico feliz em ouvir isso! – disse Kagome bufando.

Seguiu-se um incômodo silêncio, durante o qual eles se observaram com cautela. Essa era uma situação nova, e nenhum dos dois queria provocar outro incidente. Inu-Yasha olhou para o corpo de Kagome.

- Você pode ajudar se vestindo, ou pretende ficar assim o dia inteiro? – perguntou sarcasticamente, apontando para a camisola dela. Não foi a primeira vez em que Kagome se sentiu tentada a bater-lhe.

- É claro que não. Vou tomar um banho e me vestir, e depois vamos procurar sua irmã.

Kagome pegou sua roupa e se dirigiu ao banheiro sem olhar diretamente para Inu-Yasha, mas teve a sensação de que ele ficou olhando para ela o tempo todo, o que lhe causou um frio na espinha. Somente com a porta do banheiro fechada se livrou dessa sensação. Ela pendurou o vestido na porta, tirou a camisola e entrou debaixo do chuveiro. A água quente era revigorante e ficou um tempo em pé ali, deleitando-se.

Contudo, enquanto estava em pé, voltou a pensar em Inu-Yasha e no fato de ter correspondido a ele. Não havia como isso acontecera? Kagome apostaria que nunca sentiria nada por Inu-Yasha. Ela o detestava, assim como detestava a atitude dele em relação às mulheres. Ou...?

Se fosse honesta consigo mesma, saberia que a atração não havia surgido agora. Sempre havia existido, sem ser reconhecida. Eles brigavam há tanto tempo que nenhum dos dois se dera conta de que isso mascarava o que estavam descobrindo ser uma forte atração mútua, oculta porque nenhum dos dois quisera reconhecê-la. Eles a consideraram aversão ainda indesejada, porque continuavam a ser as mesmas pessoas. Só que seria ainda mais difícil ignorá-la porque a tinham experimentado. Felizmente as coisas não tinham ido longe demais. Eles poderiam reverter a situação. Pelo menos haviam concordado com isso.

Com uma renovada determinação, Kagome se lavou, se enxugou com a toalha mais macia que já havia usado e se vestiu com um vestido esvoaçante cor de lavanda. Ela saiu do banheiro se sentindo muito mais confiante, mas teve essa confiança perigosamente abalada pela visão de Inu-Yasha em pé diante da penteadeira escovando os cabelos. Os movimentos dele esticavam a seda da camisa sobre o ombro musculoso, o que a fez lembrar da sensação de tocá-lo. Kagome ficou com a boca seca.

Os olhos de Inu-Yasha encontraram os delas no espelho, e Kagome os desviou rapidamente.

- Onde estão meus sapatos? – Ela pôs a mão na cabeça e olhou para baixo, mentindo, censurando-se mentalmente por se permitir ter aquele pensamento erótico. – Ah, ali – ela os pegou – sua mãe estará com a sua irmã? – perguntou Kagome preocupada, se levantando e pondo nas orelhas pequenos brincos de brilhante.

Inu-Yasha riu.

- Minha mãe nunca aparece antes do almoço. Abrirá uma exceção hoje, mas mesmo assim não deve aparecer antes das onze. Se nós nos apresarmos, devemos conseguir ficar um pouco a sós com Hana antes da chegada das damas. Você já está pronta?

- Hai – disse Kagome dirigindo-se à porta.

- Eu mesmo só queria pôr o paletó deste terno no último minuto... – comentou com ar de desagrado, saindo do quarto e dirigindo-se ao corredor.

- Esse terno fica bem em você – teve de admitir Kagome.

Ele a olhou com uma das sobrancelhas erguidas.

- As regras permitem elogios?

- Eu já lhe elogiei antes – salientou Kagome andando ao lado dele.

- Mas isso foi antes de descobrirmos que nos sentíamos atraídos um pelo outro – retrucou, deixando-a nervosa.

- Não permitem comentários desse tipo – declarou.

- Enfiarmos nossas cabeças na areia não irá adiantar.

Kagome sabia disso, ainda assim...

- Podemos não discutir esse assunto agora? – implorou, apertando o passo para acompanhá-lo. – Onde diabos fica o quarto da sua irmã? Na lua?

- No outro lado da casa. Hana prefere as montanhas. Morre de medo de água.

- É uma pena!

- É uma pena ninguém ter afogado o pai dela. Ele tinha a idéia de que ensinar a filha a nadar era atirá-la no fundo! – explicou Inu-Yasha, deixando claro de que não gostava do seu ex-padrasto.

- Foi o segundo marido da sua mãe, ne?

- Hai. Era um flautista de renome internacional, mas não valia grande coisa como ser humano. Felizmente, Hana herdou seu talento e não seu ego. Chegamos.

Inu-Yasha parou diante de uma porta e deu uma série de batidas. Vedo Kagome observá-lo com surpresa, deu de ombros.

- Todos nós temos nossas próprias batidas. Assim, a pessoa do quarto decide se que ou não abrir a porta.

Kagome retorceu os lábios.

- Quem vocês tentam evitar?

- Na maioria das vezes, nossa mãe. – Ele deu uma gargalhada, e pareceu tão jovem e belo que o coração de Kagome bateu mais rápido.

Provavelmente o rosto dela mostrou algo, porque Inu-Yasha franziu as sobrancelhas.

- Daijobu?

- Deve ter sido algo que eu comi – inventou rapidamente.

- Você não comeu nada.

Havia momento em que a persistência de Inu-Yasha podia ser irritante.

- Então deve ser estômago vazio – disse ela, e ficou aliviada ao ouvir a porta abrir.

- Francamente Inu-Yasha, onde você estava? Eu esperava que viesse antes – queixou-se Hana, olhando para fora e vendo Kagome – Oh!

Inu-Yasha deu um passo para frente, empurrando levemente a irmã para dentro do quarto.

- Florzinha, esta é Kagome. Kagome, esta é Florzinha – apresentou-as.

- Prazer em conhecê-la – murmurou Kagome polidamente, seguindo-os e fechando a porta a um sinal de cabeça de Inu-Yasha.

- O prazer é meu – disse Hana. Então fechou a cara para o irmão e afastou as mãos dele. – Pare com isso!

- Sinto muito, querida, mas precisamos falar com você a sós e não queremos ser vistos entrando aqui.

- Por quê? O que você fez? – perguntou ela desconfiadamente.

- Porque você sempre acha que eu fiz alguma coisa?

- Porque você é um canalha – respondeu Hana.

Sem saber o quanto duraria aquela brincadeira de irmãos, Kagome pigarreou para atrair a atenção deles.

- Olhe o que nós fizemos. Estamos chateando a sua... amiga – a hesitação foi atenuada por um sorriso amistoso.

- Kagome é mais que uma amiga – corrigiu-a Inu-Yasha, e Hana olhou para ele.

- Eu só estava tentando ser gentil – disse por entre os dentes.

- Não precisa se preocupar – interrompeu Kagome. – Conheço os defeitos do seu irmão – acrescentou afavelmente.

Hana fechou a cara.

- Eu não entendo.

- Mas não entenderá – declarou Inu-Yasha, levando-a pelo braço para uma cadeira próxima e a convidando a se sentar. – Nós queremos falar com você sobre Onigumo.

Hana não podia ter ficado mais surpresa.

- Onigumo? Por quê?

- Em primeiro lugar, Kagome é filha dele – disse Inu-Yasha de cara, e sua irmã pestanejou.

- Filha dele? Mas eu pensei... – Hana olhou fixamente para Kagome deixando a frase incompleta.

- Que ele só tinha uma filha? – Kagome a completou, sentando-se em uma cadeira vazia. – Isso é porque ele me deserdou há anos. Bateu a porta na minha cara e disse para eu nunca mais aparecer, porque escolhi seguir meu próprio caminho. Eu passei a usar o sobrenome de solteira da minha mãe, Higurashi.

Hana a estivera olhando atentamente.

- Hai, agora que você está dizendo isso, posso ver a semelhança entre você e Yumi.

- Onegai, não pense que eu estou aqui para convencê-la a não se casar, porque não estou. Seu irmão me pediu para falar com você sobre a família para qual vai entrar, e isso é tudo. Veja bem, Naraku, meu... pai, é um homem muito... convincente.

Hana olhou para seu irmão e depois para Kagome, e esboçou um sorriso.

- Eu sempre achei que Onigumo era um tirano – disse com todas as letras.

- É mesmo? – perguntou Kagome, pasma.

- Nunca pensei em chamá-lo de Naraku, mas esse é um bom nome para ele¹ - acrescentou com um riso irônico, olhando para Kagome. – Foi bom você ter vindo, mas não precisava. Há muito tempo sei como é Onigumo. Seu irmão, Souta, é um homem decente, mas sempre que entra em contato com o seu pai, muda. Ele tem consciência de que é intimidado por seu pai, e então se torna irritado e agressivo. Não é o homem que seu pai gostaria que fosse, e tem ataques de ansiedade por causa disso. Mas, quando está comigo, é outra pessoa diferente, calmo e gentil. Souta é talentoso. Você sabia que ele é um aquarelista brilhante?

Kagome fez um sinal negativo com a cabeça.

- Não. Tudo o que meu pai considera "coisas de maricas" é proibido na casa dele.

Um olhar determinado surgiu no rosto de Hana.

- Talvez na casa dele, mas não na minha. Eu amo o Souta, e assim que nos casarmos pretendo livrá-lo da influência do seu pai.

A declaração inesperada, feita com tanta determinação, comoveu Kagome. Ela olhou para a sua futura cunhada com um crescente respeito.

- Então, você o ama.

Hana franziu um pouco as sobrancelhas.

- Eu não me casaria com ele se não o amasse. Isso a surpreende?

- Iie – apressou a dizer Kagome. – Alguém me falou que você poderia estar se casando para fugir da sua mãe – acrescentou, lançando um olhar penetrante para Inu-Yasha.

- Vai me pagar por isso – prometeu ele.

- Ah, é? E pode me dizer como?

- Vou pensar em alguma coisa.

Acompanhando com interesse a discussão, Hana riu.

- Inu-Yasha tem essa idéia do amor de do casamento. Um não existe e o outro não dura. – Ela olhou para o irmão com ternura. – Houve um tempo em que eu não tinha certeza, mas agora tenho. O amor existe, e os casamentos nem sempre fracassam, mas é preciso um esforço para que dêem certo. Nossos pais acharam mais fácil fugir do que assumir um real compromisso um com o outro. O casamento deles fracassou, mas não vou deixar que o meu fracasse. Um dia você também pensará assim, Inu-Yasha.

Seu irmão se apressou em fazer um sinal negativo com a cabeça.

- Eu não estou em busca do amor – disse, o que fez Hana sorrir.

- Que bom! Porque é justamente quando a gente o encontra. Eu gostaria de estar lá para ver no momento em que você também sentir o efeito da velha magia!

Inu-Yasha riu com ela.

- Isso nunca vai acontecer – insistiu, pegando a mão da irmã e a fazendo se levantar. – É melhor irmos embora. O tempo está passando e você tem de se arrumar. – Ele lhe deu um forte abraço. – Seja feliz.

- Eu pretendo ser – respondeu Hana com uma voz comovida quando o irmão a soltou.

Em um impulso, Kagome a abraçou também.

- Souta tem muita sorte.

- Eu é que tenho – corrigiu-a Hana. – Vá nos visitar. Inu-Yasha lhe dará nosso endereço.

- Primeiro pergunte à Souta se eu posso ir, mas obrigada pelo convite. Foi gentil.

Parecendo perturbada com a reação de Kagome, Hana segurou as mãos dela.

- Não posso imaginar como deve ser ficar longe da família. Sei que eu sofreria muito, como sei que você deve ter sofrido. Mas acabou. Confie em mim, Souta vai querer ver você.

Kagome não acreditava nisso, mas não estragaria o dia de Hana dizendo o que pensava.

- Talvez você possa fazer milagres.

Eles foram interrompidos por uma batida na porta.

- Devem ser minhas damas de honra para me ajudar a me vestir. Mamãe também virá logo.

- O que significa que devemos ir embora – disse Inu-Yasha com ironia. – Vejo você na igreja, Florzinha.

Eles deixaram Hana nas mãos das quatro damas de honra e voltaram por onde tinham ido.

- Tenho de reconhecer que minha irmãzinha me surpreendeu – comentou Inu-Yasha.

- É porque não é mais uma irmãzinha. Ela cresceu. Como Yumi. Nós pensávamos que conhecíamos, mas não realmente.

To be continued...

¹Naraku – Se não me engano, Naraku significa fundo do inferno.

Dicionário:

Hajimemashite - Nesse caso, significa "Prazer em conhecê-la"

Kami-sama – Deus

Hai – Sim

Kuso – Merda; droga

Ne – Equivalenteao nosso "né"

Daijobu? – Você está bem? (nesse caso, não usei o "ka" por já ter interrogação)

Hana – Flor

Onegai – Por favor

Iie – Não

Espero não ter esquecido de nada... .---------.

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Tomara que eu num tenha errado em nada ai...

Foi um capítulo pequeno... Eu ia fazer maior, mas não consegui esperar para terminá-lo e postá-lo! #--#

To com tanto sono que num vo nem comentar sobre esse cap xD

Respondendo às reviews!

Valéria dos Santos do Carmo: Eu também acho \o\, essa história é tãããããão perfeita #--#

Neiva: Ele tinha que ser o "vilão" da história neh... xD, mas eu fiquei no meio termo se botava ele sendo ou não o pai da kagome, mas eu acho que agradei ;

Lilica-chan – Que bom que resolveu ler veremos tudo nos próximos capítulos de A Rebelde Apaixonada! (nossa, parece apresentadora de seriado xD)

Isabella – Nya, eu? Malvada? ;( chama a amanda de malvada xD, isso eh verdade, ta vendo? Neh lindo? O talvez já ta ficando bem mais aparente agora .---. Mais emoções no próximo capitulo

Agome chan – Que bom que agradei Agome-chan ;, eu num faço ideia de quantos caps eu vou colocar, porque as vezes eu faço grandes, as vezes pequenos e ai num da pra faze rum padrão... Quando o for o último, vc vai ver xD ;

Sacerdotiza – Perdoada xD, estarei esperando você nos próximos caps! \o\

Uchiha Lara – Veio xDDD, gostiedo jeito simples de mata-lo xD, ah, esse papel ate eu faria xD... Você dizum pouco e eu digo bastante galanteador...MUHAAHHA, to fazendo o máximo para não demorar ;

Mizu e Kimi – Fofinhooo , espero vc nos próximos caps...!

Natsume-aya-chan – Ice kagome foi ótima xP(se a porta não tivesse batido teriam mais emoções... xDDD) Nós naum suportaríamos... a Kagome foi muito guerreira nessa vida... Pode ser neh xD... Arigatoo!!! Espero vc aqui denovooooo!

Gheisinha Kinomoto – Quebom que gostou , se tivesse espaço eu tava o miroku e a sango aqui amo eles xD, atualizando o mais rápido possível, espero vc aki!!

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Espero mais reviews nos próximo caps, gente ç.ç

Mas adorei os comentários

Estou tentando digitar tudo rapidinho pra dar pra vcs mais emoções de "a rebelde apaixonada"!

Espero todos aqui \o\

Kissus da Yuki o/