"…." – Fala do personagem

'…' – Pensamento

Bláblá – Acontecimento no presente

Bláblá – Acontecimentos passados.


The choices of my life

By kalilah

Capitulo 2 – Shaoran e o casamento

(Data de postagem: 24/2/2006)


Folheava o jornal. Lá, viu o seu anúncio:

Vai casar e precisa de assistência?

E se não tiver tempo?

Não se preocupe

Um casamento não precisa de ser uma dor de cabeça

Wedding's Saints é a sua solução

Temos pessoal especializado que o ajudará a fazer as suas escolhas

Cadeia de lojas com um desconto especial só para si

Catering especializado

Vai casar? Deixe tudo connosco!

Para mais informações, dirigir-se a Eriol Hiiraguizawa ou a Shaoran Li

E logo se seguia os números de telefone e a morada. Leu e releu o anúncio e conferiu os números. Estava tudo correcto.

-"Então Shaoran, o que achas? Ficou bom?"

-"Ficou jeitoso"

-"Jeitoso? É só isso que tens a dizer?"

-"Que queres que diga? Está apelativo!" – ele sorriu mas via-se pela sua cara que estava preocupado.

-"Então Shaoran, porquê essa preocupação toda? Vais ver que a nossa empresa ainda vai ser uma das melhores do ramo"

-"Estás confiante Eriol…"

-"E tu também devias estar"

-"Não consigo… hoje em dia três empresas falem por cada mês. E se a nossa for a próxima? Eu só tenho um curso, a casa e o terreno… o dinheiro que recebi da herança foi todo"

-"Calma Shaoran… somos sócios"

-"Mas se algo correr mal eu não aceito nem quero viver às tuas custas"

-"Eu sei como é o teu feitio… és demasiado orgulhoso MAS COMO EU tenho contactos, esta empresa vai ser a melhor" – ele sobrepôs a voz à do amigo que ia começar a protestar por causa do "insulto".

-"Não sei…"

-"Descansa… conheço os Vip's todos da nossa sociedade nacional e alguns da internacional, para eles casar é tão natural como respirar, fazem-no quantas vezes podem e conseguem. Depois sabes como as "tias" são: umas coscuvilheiras! Se uma ficar bem servida vêm todas cá para experimentar"

Shaoran abriu um sorriso. O seu amigo tinha razão. Iria aguardar por chamadas e iria subir na vida como uma flecha.


-"Sim Mr. Clooney, garanto-lhe que está tudo a correr como o planeado. A sua futura esposa terá um casamento de sonho, isso lhe garanto" – Shaoran disse em inglês para um senhor ao telefone.

-"Pergunta-lhe sobre as loiças" – sussurrou Eriol

-"Mr. Clooney, diga-me uma coisa, quer mandar alguém para vir aqui escolher as loiças que serão usadas ou quer deixar ao nosso critério?" – Shaoran falou de novo em inglês.

-"Escolha você, as loiças Sr. Li. Confio no seu bom gosto" – ele ouviu do outro lado da linha.

-"Óptimo, então vou já tratar disso. Cumprimentos para si e para a sua futura esposa" – Shaoran desligou.

-"…Mais outro que não quer vestir as roupas da tua loja" – disse Shaoran, agora em japonês para Eriol.

-"É… estou a pensar seriamente em mudar o estilo da loja. As roupas já estão fora de moda"

-"Faz isso que assim ganhamos mais"

-"Eu podia ver desenhos de novas estilistas…"

-"Óptimo" – Shaoran disse, enquanto apontava qualquer coisa num bloco de notas.


Eriol acabava de sair da casa de outra estilista. Nenhuma tinha o tipo de traço que lhe agradava. Eram todas muito radicais, demasiado transparentes. Não era esse estilo que pretendia para a sua loja.

Caminhava enquanto olhava para um papel com a morada das estilistas e riscou mais um nome.

Tomoyo estava desolada. Mais uma vez tinha sido rejeitada. Não entendia o porquê, ela até criava vestidos bonitos, elegantes. Abriu o seu portofólio com inúmeros esboços feitos por si. Mas porque tantas rejeições ao seu trabalho? Estava triste, se esta situação continuasse ela não teria dinheiro para pagar as suas contas, nem dinheiro para comer. Tão concentrada nos seus pensamentos que não viu um homem que andava no sentido contrário ao seu. Deu-lhe um encontrão e as suas folhas caíram.

-"Não vês por onde andas?" – Tomoyo culpou o homem.

-"TU é que não prestaste atenção ao caminho!" – ele disse enquanto olhava para as folhas no chão em busca do papel com a morada das estilistas. Não procurou mais, olhou para a rapariga e estendeu-lhe a mão:

-"Minha senhora, acho que vamos ter muito que conversar"

(…)

Tomoyo e Eriol estavam agora sentados na esplanada de um café.

-"Pois é, Sra. Tsukishiro, você tem o tipo de traço que eu andava à procura"

-"E o que é que você quer de mim?" – ela perguntou visivelmente baralhada. Olhou o homem de cima a baixo. Era bem parecido, elegante. Tinha a pele branca e um cabelo da cor da noite. Possuía uns olhos azuis profundos. Via amabilidade através deles mas ainda assim continuava desconfiada. Puxou o copo de sumo mais para perto de si, não fosse ele um violador sem escrúpulos que droga as vítimas através de um pó na bebida para depois… aquilo. Agarrou firmemente a sua mala e cheirou disfarçadamente o ar à sua volta. Ele poderia ser um carteirista ou então pior. Leu no jornal que haviam uns homens que roubavam as mulheres pondo-as inconscientes com éter.

-"Tenho uma proposta para si, Sra. Tsukishiro. Quer trabalhar para mim?"

Tomoyo ficou sem reacção. Até que nem se importava de ser violada por aquele… aii… deus grego… era ainda melhor que o Tiger.

-"Eu explico-me melhor Sra. Tsukishiro" – pediu um jornal ao empregado e abriu na página dos anúncios. – "Vê?"

-"E onde é que eu apareço nessa historia toda?"

-"As lojas são minhas e a empresa é do meu sócio, Shaoran Li. Uma das minhas lojas, a de vestuário não tem tido muitos clientes, penso eu por estar um pouco fora de moda. Preciso renovar as peças de vestuário mas nenhum estilo me agrada excepto o seu"

-"Compreendo…"

-"Então, aceita?"

Era tão difícil arranjar emprego… principalmente naquela área. Poderia trabalhar com ele e depois procurava algo melhor.

-"E quanto vou receber?"

-"Cerca de 1200€"

-"O Quê?"

-"Ouviu bem. 1200€ por cada criação."

-"Então eu aceito" – ela disse com um grande sorriso

-"Óptimo! Seja bem vinda Sra. Tsukishiro" – e estendeu-lhe a mão.

Sakura encontrava-se deitada quando Tomoyo chegou a casa.

-"Podes fazer barulho Tomoyo, ainda não estou a dormir" – ela disse ao ver a amiga a entrar dentro do quarto em biquinhos de pés.

-"Sakura!" – ela atirou-se para a cama da amiga – Tenho uma óptima novidade 'miga! Adivinha, tens três hipóteses! Não adivinhas? Ok eu conto: ARRANJEI EMPREGO!"

-"Como é que eu posso adivinhar se tu não… A SÉRIO? Ai que bom! Parabéns! Então e vais fazer o que nesse emprego?"

-"Só tenho de criar vestidos para casamentos! Ganho 1200€ por criação!"

-"A sério? Então posso encomendar já o meu vestido de noiva não?"

-" V-vestido de noiva? Isso quer dizer que te v-vais casar com o meu irmão?" – ela perguntou a medo.

-"Vou! Não é bom?"

-"Mas isso é óptimo! Temos de festejar!"

-"Amanha Tomoyo, estou muito cansada…"

-" ´( ok…."

-"Não fiques assim Tomoyo, amanha fazemos um grande festão!"

-" 'Tão e agora, qual é a primeira coisa que vais fazer?"

-"Não faço ideia... o Yukito vai estar fora por causa do campeonato de basket, tenho de tratar de tudo sozinha…"

-"Não precisas de tratar de tudo sozinha… alias, eu tenho a solução para o teu problema!"

-"A sério?"

-"Sim, agora vai dormir que amanhã temos de nos levantar cedinho!"


(presente, iniciado no prólogo)

Sakura ouviu alguém bater à porta.

Antes de dar permissão para quem quer que fosse abrir a porta, limpou as lágrimas e esforçou-se para parecer feliz.

-"Entre" – ela disse, finalmente composta.

-"Saki… sou eu… o que se passa? – disse Tomoyo, que tinha acabado de entrar na divisão.

-" Não é nada…"

-" Vê-se que tiveste a chorar… porque estás assim? Devias de estar feliz, amanhã é o dia do teu casamento"

Ao ouvir aquelas palavras ela não aguentou e chorou.

-"Vá, conta-me lá o que se passa"

-"É que eu… já não tenho a certeza… se quero-me casar com o Yukito."

-"P-porquê? – Ela disse, escolhendo bem as palavras. Era muito grave o que Sakura estava a dizer.

-"Eu não tenho bem a certeza… eu acho que já…(pausa) eu acho que já não o amo"

Tomoyo parecia pensar. Certamente não sabia o que dizer.

-"E o que te fez sentir essa incerteza?" – ela falou com cuidado.

-"… Outro homem…" – ela disse entre soluços.

-"E como foi que isso aconteceu?" – Tomoyo perguntou

Sakura deitou a cabeça no colo de Tomoyo, que fazia festinhas no cabelo da amiga com o intuito de a fazer sentir-se melhor.

-"Lembras-te quando fomos ao Wedding's Saints?"

-"O meu patrão? O Eriol?" – ela perguntou chocada

-"Não, não foi pelo teu patrão que eu me apaixonei... Mas foi no edifício do Wedding's Saints que eu o vi pela primeira vez…"


Sakura e Tomoyo caminhavam pelas ruas de Tóquio.

-"É aquele edifício" – apontou Tomoyo.

- "Ai… Tomoyo, não será fino demais?"

-"Não Saki, além disso, dinheiro não é problema" – ela relembrou as palavras de Yukito à amiga.

-"Então vamos entrar" – Sakura disse pouco à vontade.

O andar térreo era muito pequeno. Havia umas duas ou três jarras, certamente imitações, quatro cadeiras pretas que pareciam ser confortáveis, um elevador de portas cinzentas, umas escadas, duas portas altas e fechadas a estranhos e um pequeno balcão onde se encontrava um jovem.

Tomoyo dirigiu-se ao balcão.

-"Boa tarde"

-"Boa tarde, em que lhe posso ser útil?"

-"Eu sou a nova estilista e esta" – ela apontou para Sakura – "é uma futura mulher casada".

-"Humm… com licença" – e pegou no telefone. – "Sim, sim, então posso mandar as senhoras entrarem?"

-"Deve estar a falar com um dos meus patrões." – Tomoyo sussurrou ao ouvido de Sakura.

-"O Sr. Hiiraguizawa mandou subir."

-"Eu não sei o andar…"

-"É no terceiro andar, ultima porta à esquerda"

-"Muito Obrigada" – Tomoyo agradeceu, antes de correr para entrar no elevador. Sakura sentia-se desconfortável… era tudo requintado demais para ela, que era das pessoas mais simplórias que podiam existir. A decoração do edifício deixava-lhe sem palavras.

O Elevador era espaçoso, não fosse este estar cheiíssimo.

Espremeu-se para o fundo do elevador e ficou separada de Tomoyo que estava em outra parte do ascensor. Era daqueles elevadores irritantes, em que se fica meia hora para sairmos dali. Parava em todos os andares menos no seu… Cave, Primeiro, Rés-do-chão, Cave, Segundo, Primeiro…

A porta do elevador abriu no primeiro andar e entrou mais cinco pessoas, entre elas, um indivíduo extremamente bonito e atraente. O homem dirigia-se a si, e espremeu-se entre a parede e Sakura.

Sakura examinava-o de uma maneira tímida e atenta, de forma a não lhe escapar nenhum pormenor.

Era um palmo mais alto que ela, tinha os olhos de uma cor acastanhada, mas parecia que tinham a cor do mel. Mentalmente, comparou aquela cor a tudo o que já tinha visto e lembrou-se de no Secundário estudar as pedras, rochas e minerais.

Pareciam dois âmbares, mas eram muito mais brilhantes, mais expressivos. Nunca tinha visto uns olhos assim, nem tão pouco a beleza dos de Yukito igualavam a perfeição daquele olhar.

Olhou para o cabelo que ele possuía: tinham a cor de uma barra de chocolate, eram desorganizados, rebeldes. Sentiu o cheiro a chocolate que emanava dele. Até o seu toque era mágico, apesar do homem estar visivelmente desconfortável, Sakura sentia-se bem com aquele contacto físico.

Mas quando acordou daquele transe houve uma questão pertinente que lhe veio ao pensamento:

Porque razão ela admirava aquele homem se tinha um só para si, que era uma óptima pessoa, a amava e ainda era correspondido?

"TIM" – ela ouviu. As portas do elevador tinham-se aberto no terceiro andar.

-"Saki, anda" – e Sakura espremeu-se até à saída.

Já cá fora, viu Tomoyo, uma senhora demasiado produzida, provavelmente uma "tia", e aquele homem.

-"Que sufoco!" – disse uma Tomoyo cansada.

Seguiram pelo corredor e Sakura notou que o homem seguia atrás delas. Bateram na última porta à esquerda e ouviram um "entre" como resposta.

Tomoyo abriu a porta e entrou. Antes de Sakura fechar a porta, viu o homem entrar na porta à frente da sua, a ultima porta à direita.

-"Sra. Tsukishiro, que bom vê-la de novo" – Sakura viu um homem sentado à secretária –"Sentem-se"

-"Com licença" – elas disseram antes de se sentarem.

-"Então, o que as trás por cá?"

-"Vim entregar-lhe mais dois desenhos para ver se gosta e venho tratar do casamento da minha cunhada." – ela olhou para Sakura.

-"Eu peço imensas desculpas Senhoras Tsukishiro mas eu vou ter uma reunião de seguida. Importa-se que o meu sócio trate do seu processo de casamento?"

-"De forma alguma"

-"E os desenhos?"

-"Eu vejo-os depois de encaminhar a sua cunhada. Venha cominho"

E levantou-se, sendo seguido por Sakura. Abriu a porta do seu escritório e bateu na porta da frente.

-"Shao, 'tás ocupado?"

-"Não" – ela ouviu

-"Então faz-me um favor, eu vou ter uma reunião com os assessores de Wakayama e tenho um processo de casamento pendente. Podias tratar disso?"

-"Claro…" – Sakura sabia bem quem se encontrava no outro lado da porta.

-"Pode entrar" – Hiiraguizawa abriu finalmente a porta toda mostrando quem se encontrava lá dentro.

Sakura entrou dentro do escritório e deparou-se com o homem do elevador…


Ele desligou mais uma vez o telefone. Mas será que não conseguiam fazer nada sem ele? O cozinheiro ainda era inexperiente, isso era verdade, mas tinha de haver limites. Também tinha trabalho na sua mesa, não podia dar assistência a ele a toda a hora. Desceu até ao primeiro andar pelas escadas e dirigiu-se à cozinha.

-"Qual é o problema?"

-"Éu non sei trabalhar con la máquina de chocolate." – Disse o cozinheiro italiano.

Shaoran revirou os olhos. Ás vezes tinha vontade de ser desagradável mas desta vez decidiu não ser.

-" Júlio … podias ter pedido ajuda aos teus colegas…"

-"Éu peço mui desculpas, Señor Li" – ele abriu um pequeno sorriso constrangido.

-"Não faz mal, mas quando precisares de ajuda, pede a um dos teus colegas. Agora vem cá que eu vou ensinar-te."

-"Má quê Bella Pizza" – Ouviu-se algures da sala.

-"Quen foi lo desgraçado?"

-"Vá Júlio, mantêm a calma. E vocês vejam lá se não abusam!" – Ele tentou manter a postura e esconder um pequeno sorriso.

(…)

Li caminhava agora em direcção do elevador. Tinha sujado o seu casaco com chocolate e por essa razão transportava-o no braço.

"TIM" – ele ouviu o som do elevador. Olhou lá para dentro e suspirou. Estava cheiíssimo, mas não lhe apetecia ir de escadas.

' Maldito comodismo ' – praguejou para si mesmo. Espremeu-se lá para dentro e ficou entre a parede e uma rapariga muito bonita por sinal. Sentia que ela o examinava mas não arriscou a dizer nada. Ficou quieto, com o olhar fixo na porta do elevador. Lá dentro havia uma grande mistura de cheiros: colónia barata, perfume com cheiro de álcool, suor (coitadinho do Li!) e a hambúrgueres. Haviam também, dois cheiros que se destacavam e que insistiam em entrar pelas suas narinas: o seu cheiro a chocolate e um cheiro doce, floral, de um perfume de mulher. Vinha dela, aquele cheiro ingénuo e ao mesmo tempo sedutor que mexia com as suas sensações e emoções.

De que flor provinha aquele cheiro? Isso já não sabia ao certo. Trabalhava num ramo onde compreender as mulheres era indispensável e até essencial. Tinha de conhecer o mundo delas: os objectos, cheiros, roupas, sapatos, cremes…flores? Não era um entendido nesse assunto, ele só se limitava a acompanha-las à florista para que escolhessem o ramo, os arranjos e os adornos para os seus casamentos.

"TIM" – ele saiu dos seus pensamentos e entrou na realidade.

-"Saki, anda!" – ele ouviu uma mulher dizer. Era bonita mas a sua beleza não se comparava à que estava ao seu lado. Esta mexeu-se, tentando sair do elevador. Ele seguiu atrás dela.

-"Que sufoco!" – A rapariga de cabelos escuros exclamou.

Elas andavam pelo corredor, decerto à procura de algo, seguiu atrás delas, em direcção do seu escritório. Examinava cada pormenor do corpo daquela mulher. Mas porque é que dava tanta atenção a ela? Porque se sentia encantado com ela se nem tampouco a conhecia? Nem nunca tinham falado…

Finalmente avistou o seu escritório e viu as duas raparigas entrarem no escritório de Eriol. Era ele que iria tratar dos assuntos delas, decerto aquela mulher iria casar-se dentro de pouco tempo.

Sentou-se na cadeira e pousou a cabeça na mesa. Porque é que aquele cheiro continuava ali? Ela estava longe, na sala à frente da sua. Sentia vontade de arranjar um pretexto para lá entrar, mas não. Ele não iria lá. Porque tinha de se sentir tão fascinado por ela?

Trabalho!

Com trabalho ocuparia a sua cabeça e não pensaria mais naquela rapariga. Começou a escrever nuns papéis, quando ouviu alguém a bater à porta.

-"Entre" – ele disse enquanto continuava a escrever.

A porta entreabriu-se e apareceu a cabeça de Eriol.

-"Shao, 'tás ocupado?"

-"Não"

-"Então faz-me um favor, eu vou ter uma reunião com os assessores de Wakayama e tenho um processo de casamento pendente. Podes tratar disso?"

-"Claro" – ele disse dar demasiada importância

-"Entre" – Shaoran ouviu dizer, e uma rapariga entrou. A porta foi fechada e Shaoran olhou para… A rapariga que cheirava a flores? O seu coração acelerou, tinha até a sensação que este iria sair-lhe pela boca.

'Então Shaoran, é só uma mulher!' – e com isto resolveu ser profissional.

-"Sente-se" – ele disse arrogantemente e ela obedeceu. –" Bom, primeiro temos de preencher as papeladas habituais e depois trataremos do resto.

Ela fez uma cara confusa. Do que é que ele estava a falar?

-"Peço desculpa" – Ele abriu um largo sorriso – "Primeira vez?"

Sakura esboçou um sorriso doce –"Sim, nunca casei"

-"Novamente peço desculpas pela minha indelicadeza"

-"Não há problema. Deduzo que seja o Sr. Li…!"

-"E deduz bem. E a Senhora é…"

-"Sakura Kinomoto, muito prazer"

Shaoran sorriu. Era essa a flor. Era dessa flor que vinha o cheiro dela… o cheiro a Sakuras, a flores de cerejeiras.

-"Lindo nome. Eu pessoalmente gosto muito da flor e do fruto" – ele sorriu – "Então, Sra. Kinomoto, qual é o nome do seu noivo?"

-"Sra. Kinomoto não! Sakura apenas" – ela disse

-"Óptimo, então trate-me por Shaoran"

-"Combinado… o meu noivo chama-se Yukito Tsukishiro"

-"Hum… jogador de basket! Então é você a famosa namorada do nº 12!"

-"É segredo ainda… mas por favor Shaoran, sem formalidades. Trata-me por tu, estás à vontade"

-"Óptimo, é melhor assim… ainda vais ter que me aturar por muito tempo Sakura"

"Tu vais ser a minha salvação! Eu não sei nada sobre casamentos e o Yukito está em Nova York. Deixou-me aqui sozinha a tratar de tudo."

-"Não estás sozinha Sakura. Eu vou ajudar-te em tudo"


-"Ficámos de nos ver amanha" – disse Sakura que caminhava com Tomoyo ao seu lado.

-"E vão tratar de que?"

-"Ele disse que íamos escolher o salão de festas e escolher o sítio onde vai decorrer a cerimónia" – Sakura disse antes de lamber o gelado.

-"O Yukito ainda tem aquela ideia parva de se casar num campo de basket?"

-"Ainda" – ela suspirou.

-"Saki, tens de impor respeito! Tu também vais casar. O dia do casamento é sempre mais importante e significativo para as mulheres"

-"É… tens razão… mas tenho medo de magoa-lo."

-"Eu conheço o meu irmão, ele vai compreender"

-"Anh… Tomoyo, como é que são os teus pais?"

-"Nunca cheguei realmente a conhece-los… mas os meus pais adoptivos disseram-me que a minha mãe tinha morrido no parto. O meu pai nunca o vi, nem tampouco sei quem é."

"COF COF COF" – Sakura engasgou-se – " P-pais adoptivos?"

-"Eu nunca te disse?" – Tomoyo deu uma grande lambidela no seu gelado –" O Yukito não é realmente o meu irmão, embora eu o ame como se fosse. Eu sou adoptada Sakura"

-"E isso não te faz confusão?"

-"Não muita porque os meus pais nunca me esconderam a verdade, sei que não sou filha verdadeira deles mas o que isso importa se eu tenho laços de amor verdadeiramente fortes com eles? Para todos os efeitos eles são os meus pais e eu sou filha deles, não muda nada."

-"Admiro a tua coragem. Olha o teu gela…"

POF – e uma bola de gelado tinha acabado de se esborrachar no chão.


Oi! Desculpem a demora!

Espero que tenham gostado deste capítulo, eu pessoalmente adorei a cena do elevador… é tão sexy subir no elevador com um Deus Grego ao nosso lado, bem encostadinho a nós… ai ai…

É verdade que não se pode agradecer os reviews por aqui?

Se assim é, eu queria agradecer que deixassem os endereços de e-mails para eu poder agradecer e responder porque os reviews são muito importantes.

Eu queria pedir desculpa pelo meu atraso, era para ter postado o capítulo no princípio do mês de Fevereiro e acabei por postar no fim… mas a vida não 'tá fácil, para além de não ter Internet em casa (acreditem que isso muda muito o planeamento dos nossos projectos), ainda tenho de ser chateada pelo meu professor de informática que quer à força que desliguemos a Internet para abrir o Acess… BAH! Depois os testes, actividades extracurriculares, sair, estar com os amigos e com a família, ver um filmezinho, parecendo que não ocupa muito tempo e para passar este capítulo do papel para o PC tive de mover terras e mares…

Bom, sem mais nada a dizer a não ser um OPTIMO CARNAVAL PARA TODOS, e que eu tinha vontade de estar aí no Brasil nesta altura do ano… deve ser mesmo divertido, samba, musica, a alegria super contagiante… mas pronto… tenho de ficar por aqui… Áh e já agora, de que é que se vão mascarar?

Quero muitas reviews e eu prometo que vou responder a todas.

Beijos!

Kalilah