Capitulo Três
-Prazer Kate – disse Jack olhando a ela pelo retrovisor do carro.
Após a apresentação de cada um, todos ficaram calados dentro do carro. Chegando numa avenida principal de L.A. Kate pediu para descer, mas Jack e Juliet não permitiram que Kate fosse pegar um táxi e disseram que não era incômodo nenhum contrariando a vontade de Kate. O celular de Juliet tocou ela atendeu:
- James querido, Jack e eu já estamos indo buscar você aí na tia Elena está bem, filho?
Juliet desligando o celular pediu a Jack que andasse mais rápido, pois James estava com febre.
-Kate, onde mora?
- Na Firestone, 816.
-Deu sorte, estamos a 10 minutos de lá.
Mais antes de seguir viagem, Jack parou em um prédio verde com uma portaria bem iluminada, Juliet desceu, mas antes Jack dera um beijo na testa de Juliet.
- Jack, preciso de você em casa para cuidar de James. Não se esqueça, por favor.
- Está bem, Juli. – Juliet se afastou do carro batendo a porta – Kate sente-se aqui na frente, não sei pra que lado fica 816 na Firestone.
Kate desceu do carro,durante a chuva torrencial que caia e abriu a porta da frente e se sentou.Toda encharcada disse:
-Eu acho que essa corria vai mi custar mais do que o normal hein? –Jack observou o banco ao lado,todo molhado inclusive quem se sentava nele.-Não tem problema,apenas Juliet não vendo isso, eu pego o secador dela e depois seco,mas é segredo viu?
Os dois riram juntos um bom tempo até pararem. O carro parou em um farol, o silêncio era presente, até que Kate não agüentou:
- É casado há quanto tempo? Formam um casal muito bonito.
Jack olhou para Kate, e soltou um riso abafado. Kate não entendeu o porquê do riso. E prosseguiu:
- Vocês não são casados? – Kate ria se do seu próprio bola-fora que havia dado – Mi desculpem, mas é o que parece.
- Não precisa se desculpar, você não é a primeira a dizer isso. Eu e ela apenas moramos juntos há três anos.
- Vire à esquerda na próxima. Aí, já é um próprio casamento! É nesse prédio ali – Kate apontava para um prédio de 10 andares.
-Oh não, eu e Juliet não temos um relacionamento.
- Então quer dizer que mora com uma mulher e Ela não é sua mãe e muito menos sua mulher, o que sua namorada acha disso?
- Eu não tenho namorada. –Disse colocando a mão nas chaves do carro.
Kate o fitava tentando entender a figura que lhe estava à frente, mas ele de certo era com certeza um homem diferente dos outros.
-Isso é literalmente muito confuso. Mas então quanto ficou essa carona?
Jack franziu a testa com o comentário de Kate, mas deixou quieto.
-Não precisa pagar.
-Mais é claro que precisa nada nesse mundo é de graça. Vamos, pode falar.
- Aceito uma água, pode ser?
-Hum... Vamos ver... Lá em casa não temos água, mas serve um suco? Ou até mesmo um drink?
Os dois sorriram. – Está bem... Acho que paga essa corrida.
Desceram do carro e correram até a portaria, onde Kate disse um olá ao porteiro. Chamou o elevador, entrou, Kate apertou o andar oito, Jack ao seu lado.
-Olha vou ti avisar, moro eu e mais duas amigas minhas, elas são terríveis em todos os sentidos, então, por favor: Não saia correndo.
Jack apenas acendeu com a cabeça. –Isso é muito estranho, estou ti levando á minha casa, sem ao menos nos conhecermos direito.
- Não acho isso, sabemos os nomes uns dos outros o que mais precisamos saber? Já sei! Prazer, sou Jack Shephard, trabalho em um hospital sou médico, moro em L.A. – disse Jack estendendo a mão á Kate, ela por sua vez entrou na brincadeira dele:
- Prazer doutor Shephard, sou Kate Austen, trabalho numa livraria, sou bibliotecária a propósito, moro aqui á cinco anos, e se eu ti oferecer chá será uma mera conhecidência, pois sou da Inglaterra.
O elevador se abriu, Kate caminhava num longo corredor até que ela parou em frente de uma porta, procurou as chaves em sua bolsa. Não as encontrava, tocou a campainha, até que se ouvia uma voz lá de dentro, que iria abrir. Kate olhava para Jack impaciente. Até que Shannon abriu a porta estava de roupão, a loira se deu conta que havia mais alguém com Kate e pediu licença, fechando a porta e ouviram então uma gritaria e moveis sendo arrastados, até que dois minutos após, abriu-se a porta novamente. Entraram e a sala estava totalmente arrumada, Jack não se impressionou, pois agora sabia- se o porquê da atitude estranha da moça que abrira a porta.
Enquanto Jack tomava chá, foram conversando, até que se lembrou de que Juliet precisava dele urgentemente. Despediu-se e então foi embora.
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-Juliet? – Jack perguntava ao entrar em seu apartamento, procurando por ela.
- Estou aqui no quarto do James!
Ele rapidamente fora em encontro deste, que chegando à porta, se deparou com uma Juliet preocupada com a saúde de seu filho. – Jack, ele está ardendo de febre. O pulmão dele está chiando.
Jack pegou o termômetro da mão de Juliet, deu uma olhada:
- Tenho que levá-lo ao hospital – Jack já ia colocando o menino em seu colo quando Juliet interveio:
- Não Jack, olhe para você está todo encharcado, mi ajude a colocá-lo no carro, eu mesma levo.
Jack após ter ajudado Juliet, tomara um banho e deitara em sua cama, pensava na moça em que acabará de conhecer. Kate Austen, já havia ouvido falar nesse nome só não lembrara. Adormeceu.
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O cheiro de bebida e uma intensa dor de cabeça o transtornava em plena seis da tarde. Olhou a sua volta, o sol estava se pondo, revirou-se na cama e olhou a mulher que estava sentada do outro lado da cama, se vestindo. Ele ajudou ela a colocar seu sutiã:
- Por que já vai?
- Preciso ir.
Ele então se enrolou num lençol e abriu a porta para a moça de cabelos castanhos. Ele beijou rapidamente a boca dela. Sussurrou em seu ouvido, mas ela como resposta disse:
- É sério, preciso ir Boone. Vai ficar aqui em Sidney até quando?
- Até você se cansar de mim querida.
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- E então como está James, disse Jack dando um selinho nos lábios de Juliet que passará a noite toda com o filho internado.
- Dr. Harris mi disse que ele está com pneumonia. Jack estou com tanto medo, pois o James quando nas...
-Shiii Juli – disse Jack abraçando ela, que estava tremula. – Vá em casa,descanse que eu fico com ele.
Juliet concordou limpando o rosto deu um beijo na testa de James e saiu da sala. Jack sentou-se na poltrona de acompanhante e olhou em seu bip, próxima consulta seria só daqui a meia hora, ficou observando James que assistia a um desenho de TV conhecido – Papa-léguas e Coyote – até que James olhara para ele.
- O que foi?
- Os coyotes moram no Texas tio Jack?
- Não, no Kansas.
- Então quero ir lá, para ver o coyote tio...
- Não tem vontade de ir ao Texas?
- Não, lá não tem coyotes – disse o menino cruzando os braços – Lá não tem nada.
- Lá tem outro tio seu... – Jack lembrou então que já estivera no Texas, e lembrara a onde reconhecia o nome Kate Austen.
- Tio Jack? – disse o menino chacoalhando Jack.
- James, pode ficar sozinho um instante? Preciso fazer uma ligação – Jack saiu da sala correndo indo a sua sala, mas antes olhou o cartão que estava em seu bolso da calça.
