Oiê! Primeiramente, gostaria de me desculpar pela demora. Aconteceram muitas coisas, entre elas minhas provas, e ficou meio difícil escrever e atualizar.
Shaman King não me pertence, e sim a vocês-sabem-quem (não cito o nome do dito cujo por birra, e não, não é Voldemort u.ú).
Right here were you left me
Cap. 2 – Anninha!
Eram quase oito e meia da manhã quando um jovem em seus vinte, vinte um anos, muito belo, vestindo apenas as calças de um pijama branco e camisa deste aberta, andava tentando ser silencioso, mas sua euforia o atrapalhava. Abriu a porta do quarto de sua prima, e alargou o sorriso ao reconhecer, nos travesseiros, a cabeleira loura que notaria até num mar de gente. Ele não se conteve.
- Anninha! – gritou, jogando-se na cama da prima, abraçando-a e acordando-a – Senti sua falta!
Depois daquela, ela estava definitivamente acordada. Suspirou, abrindo os olhos, e se virou para encarar Lyserg.
- Também senti. Mas você sabe que, se alguém entrar aqui, vai ver uma cena bem interessante – ela falou simplesmente. Ele notou seus trajes e os dela, um baby doll preto de seda, e a posição em que estavam, e saltou para trás, sentando na beira da cama, completamente vermelho. Ela riu da reação dele – Não importa quanto tempo passe, você sempre vai ser o mesmo garotinho tímido, meigo e fofo de quinze anos atrás – falou, divertida – Bom, talvez não a parte do garotinho. Você está ótimo!
- Você também está linda, mas isso é de praxe, não? Muita gente sentiu sua falta, Anninha. Três anos é tempo demais – ela sentiu que o calor incômodo da vergonha a envolvia, mas lembrou a si mesma dos motivos que tivera para ir embora e, com isso, espantou o constrangimento para longe.
- E então? Como vai a vida em Izumo? – ela perguntou rapidamente para mudar de assunto.
- Ah, você sabe, como sempre! Nada muda... O Fausto continua doido... E aquele estagiário pequenininho dele, o Manta, continua morrendo de medo dele... A Piri e o Chocolove começaram a namorar a um tempo... Quem não gosta nada disso é o Horo – eles riram diante da observação. Horo Horo sempre fora muito ciumento em relação a irmã – E o Yoh... Ah, Anna, sinto muito, eu esqueci... – ele baixou a cabeça, porque a culpa não o deixava encarar os olhos cheios de mágoa da prima.
- Não tem problema, sério. Eu já superei isso. O que houve entre nós foi uma besteira, coisa de adolescente – "Mas foi o bastante para você ir para França e ficar lá por três anos...", pensaram Anna e Lyserg – E depois, eu vou acabar encontrando com ele por aí. Izumo não é uma cidade grande, Lys. Além do mais, o Hao, a senhora Kino... Eu vou visitá-los. O que aconteceu só diz respeito a mim, Yoh e Tamao. Mas, e você, o que tem feito?
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Kino Asakura estava sentada em sua cadeira, fitando um ponto qualquer, quando Hao adentrou em seu escritório.
- Mandou me chamar, vó? – perguntou polidamente.
- Sim, querido, mandei. Preciso que você vá à fazenda dos Kyoyama deixar uns documentos que me foram solicitados e somente hoje poderei entregar – ela explicou, estendendo um envelope branco ao neto. Ele pegou o envelope, assentiu com a cabeça e se retirou, deixando sua avó perdida em pensamentos.
"Anna, Anna... Minha querida, será que dessa vez você dará a si mesma a chance de ser feliz...?"
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Pouco antes do meio dia, um homem de longos cabelos castanhos chegou ao grande portão que marcava o início dos quilômetros de terra que faziam parte da fazenda da família Kyoyama. Tocou a campainha e entrou com seu carro logo que o portão foi aberto. Parou na porta da mansão e foi recebido por Lyserg no momento que entrou.
- Hao, não estávamos a sua espera... – comentou o rapaz, sorrindo.
- Sinto muito não ter avisado antes, espero que não esteja incomodando ou interrompendo algo. Minha avó me pediu para deixar uns papéis aqui – ele explicou.
- Ora, você sabe muito bem que a casa é sua, e pode vir aqui quando quiser. E você nunca incomoda ou atrapalha. Só achei curioso você vir aqui logo hoje... Mas, o que seriam as vidas sem as surpresas, não? – ele falava rápida e animadamente – Emily, por favor, pegue esses papéis com o senhor Hao e os leve para o escritório de meu tio, está bem? E você, Susan, por favor, traga-nos chá. E Helen, avise que o senhor Hao e eu estamos na sala de visitas – Lyserg e Hao foram até a sala de visitas mais íntima, onde eram recebidos amigos da família, e sentaram-se. Pouco tempo depois, Susan, uma senhora já de idade que servia aos Kyoyama há anos, adentrou com uma bandeja com um bule de chá e três xícaras, fato que não passou despercebido pelo observador Hao.
- Para que três xícaras, Lys? – perguntou, quando Susan já tinha deixado o aposento – Estamos esperando alguém? – mas não foi Lyserg quem respondeu.
- Não estão mais, não é? – falou num tom divertido uma voz feminina que Hao reconheceria em qualquer lugar. Virou-se e deu de cara com sua melhor amiga, Anna Kyoyama, sorrindo de lado para ele, com uma sobrancelha arqueada. Exatamente como da última vez que a tinha visto antes de toda confusão.
- Anna! – ele exclamou, e foi até ela, que já o esperava de braços abertos. Abraçou-a com força, suspendeu suas pernas do chão e girou-a no ar. Pôs ela de volta no chão, e se separaram sorrindo – Senti sua falta, alteza.
- Também senti a sua – ela replicou. Lyserg, que observava tudo de seu lugar, levantou-se e foi até eles.
- Almoça conosco, Hao? – perguntou, parando ao lado da prima.
- Acho que não posso recusar, não é mesmo? – e, com isso, Hao e Lyserg ofereceram seus braços à Anna simultaneamente. Ela riu e enlaçou os braços dos dois com os seus, e foram almoçar.
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Duas e meia da tarde. Só podia ser para ele estar com aquela fome, pensava Ren, afastando um pouco sua cadeira da escrivaninha, fechando os olhos para protegê-los do brilho da tela do computador, e afrouxando o nó de sua gravata. Estava trabalhando feito um doido no seu escritório no centro de Tóquio, para adiantar seus compromissos e obrigações apenas por um capricho seu. Afinal, porque diabos tinha que voltar para o lugar onde passara todas as suas férias e feriados quando criança por causa de uma data estúpida? Ele tentava se convencer disso, mas não aceitava a idéia de não ir a Izumo no aniversário de quinze anos de formação da sua 'gangue'.
Suspirou, abriu a primeira gaveta e procurou embaixo de alguns documentos. Ali, meio escondida, nunca esquecida, estava a primeira foto que tiraram juntos... A primeira de muitas. Ele sorriu de leve ao ver ele e seus amigos. Anna, a criança (e adolescente, diga-se de passagem) mais linda que ele havia conhecido, sempre tão certa e decidida, sempre parecendo tão forte e segura. Lyserg, tímido como só ele, meio fraquinho, mas sempre se esforçando para melhorar e mais. Ele, tão estúpido na época, e agora tão diferente. E os gêmeos Asakura, Hao, maroto, decidido e aventureiro, e Yoh, calmo, preguiçoso e feliz. Por anos, eles tinham feito parte de sua família. Os laços que os ligavam eram eternos. Afinal, ele não pensara duas vezes antes de ligar para Anna quando soube do incidente com o frango francês. E em seus aniversários, não era sempre Lyserg o primeiro a ligar, antes mesmo de seus próprios pais? Não estar em Izumo no próximo final de semana era impensável.
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Yoh andava pela cidade distraído. Estava indo pegar uns pães que sua mãe havia pedido. Entrou na padaria e olhou o local. Ryu estava lá, certamente esperando por algum pedido, que Chocolove preparava sem para de conversar.
- Senhor Yoh! – saudou Ryu, tirando o rapaz de seus pensamentos.
- Oi, Yoh! Veio buscar o pedido da sua mãe, né? – perguntou Chocolove, acabando de pesar o pedido de Ryu.
- Vim sim. Está pronto? – perguntou.
- Tá sim, não se preocupe. Só um minuto que eu vou pegar, com licença – dizendo isso, ele desapareceu por uma porta que dava na cozinha.
- Ei, Ryu, por que você tá aqui? Você não comprou pão pra mansão há dois dias? – perguntou Yoh, intrigado;
- Comprei sim! Mas é que a Dona Anna chegou ontem à noite, e você sabe como ela gosta daqueles croassaints de chocolate que o Chocolove faz, então o Senhor Lyserg me pediu para comprar alguns! – falou animado. Ryu adorava Anna. A considerava uma mulher admirável, como a mãe dela era.
- A... A Anna chegou? – perguntou Yoh, baixinho.
- Chegou sim! Seu irmão está lá na mansão, com ela e o Senhor Lyserg! Não quer uma carona? Eu estou de carro! Podemos deixar isso na sua casa e ir para lá! – Yoh não ficou surpreso com a oferta. Muito poucas pessoas sabiam o real motivo de Anna ter ido embora.
- Sinto muito, acho que não vai dar! Mas você avisa ao Hao que o papai vai jantar em casa hoje? – pediu.
- Claro, pode deixar!
- Yoh, tá aqui o seu pedido! O seu também, Ryu – falou Chocolove estendendo um saco de papel a cada um. Eles agradeceram e se despediram, e cada um tomou seu rumo.
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Eram quase quatro horas da tarde e os três ainda conversavam animadamente. Anna falava das exigências absurdas de uma modelo, das dietas malucas de outra, nas incontáveis plásticas de uma terceira. Hao e Lyserg contavam tudo que havia acontecido nos três anos que ela ficara longe.
- Pode entrar – falou Lyserg, quando ouviu alguém batendo na porta. No minuto seguinte, Ryu entrou na sala.
- Olá, patroa! – saudou, animado. Ele ainda não tinha visto Anna.
- Oi, Ryu – ela respondeu.
- Eu comprei o que o senhor me pediu, patrão! Ah, Senhor Hao, seu irmão pediu pra avisar que seu pai vai jantar em casa.
- Então acho que é melhor eu ir. Tchau Anna, Lys – ele falou, se levantando.
- Tchau – falou Anna.
- Eu te acompanho até a porta – falou Lyserg, também se levantando. Eles foram em silêncio até saírem da mansão.
- Hao... Você viu a cara da Anna quando o Ryu falou do Yoh... O que podemos fazer? – perguntou Lyseg, preocupado.
- Não precisa se preocupar, eu vou dar um jeito nisso – respondeu o outro, sorrindo.
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E então? O que acharam do segundo capítulo? Só tem um jeito de eu saber! Então, deixem reviews e participem da campanha FFF (Faça uma Ficwritter Feliz) !!!!
Respondendo:
Smart Angel – Muito obrigada pela minha primeira review!! Eu demorei um pouquinho pra atualizar, mas o segundo cap. tá aqui! Eu ainda não sei quando a Anna vai descobrir tudo, mas deve ser o 3º ou 4º capítulo... Espero que leia até lá!
Nai Shade – Muito obrigada por todos os elogios! Que bom que você gostou! Tomara que goste desse capítulo também...
Camila – Bom... Você vai ter que esperar mais um pouquinho pra ver o reencontro da Anna e do Yoh... mas eu prometo que o sofrimento deles não vai durar muito!
Meru Onikawa – Me desculpe por outro cap. pequeno, mas o próximo deve ser maior... Espero que tenha gostado desse cap. tanto quanto do outro!!
Obrigada também a todos que lêem sem deixar review!
Beijos,
Lemmie
