Podem me matar se quiserem. Sério, não vou reagir. Vocês têm direito total de me odiarem. Eu passei as férias na casa da minha avó, o que significa nada de net. Mas mesmo assim, isso não é desculpa.
Shaman King não me pertence... Sério? ¬¬
Cap. 4- Verdade
Yoh acordou e, sonolentamente, se dirigiu o quarto de seu irmão para acordá-lo. Levou um susto ao constatar que ele não estava mais na cama. Se Hao havia acordado primeiro que ele, ele deveria ter desmaiado! Afinal, Hao sempre chegava ás 3 da manhã e, se deixassem, dormia até o meio dia... Por isso, havia se tornado um hábito para o Asakura mais novo acordá-lo. Olhou o rádio-relógio na cabeceira de seu irmão. 8h e 17 min. Para os padrões de Hao (ainda mais considerando que era domingo) era um novo recorde. Apesar de aliviado por não ter que aturar a ira matinal de seu irmão, Yoh não pode deixar de imaginar o que ele estaria fazendo aquela hora...
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Se Hao soubesse da opinião de Yoh sobre seu humor ao acordar, provavelmente ficaria irritado. Mas ele estava ocupado com, ironicamente, a felicidade de seu irmãozinho querido. Seu rosto assumiu um a expressão de nojo ante a porta da casa de Tamao, mas ele foi em frente. Bateu e, quando a garota de cabelos cor de rosa abriu a porta, não esperou ser convidado a entrar.
- EI! Quem você pensa que é para entrar assim na minha casa? – ela exclamou, exasperada.
- Não é quem eu penso que eu sou, é quem eu sou, e você sabe muito bem disso.
- Ora, pelo amor de Deus, ponha-se daqui para fora e... – ela não pode continuar porque Hao a jogou sentada no sofá.
- Sinto muito, mas não vim aqui para jogar conversa fora. Você já me deu nos nervos, Tamamura. Eu estou aqui para esclarecer o que aconteceu naquela noite, há três anos atrás – ele tinha um brilho perigoso nos olhos. Ela empalideceu ao saber o que ele queria, mas manteve a pose.
- Você sabe muito bem o que aconteceu! Aquela mimada da Kyoyama e o Yoh brigaram, e ele veio direto se consolar nos meus braços!!! – ela exclamou, histérica.
- NÃO INSULTE ANNA KYOYAMA NA MINHA FRENTE, TAMAMURA – ele gritou. Tamao se encolheu, mas logo em seguida pulou do sofá e ficou no canto oposto da sala, encarando Hao.
- Você quer mesmo saber o que aconteceu, não é? ÓTIMO. Eu vi que a Kyoyama estava brava com o Yoh, e vi que ele também estava meio alterado. Ouvi quando aquela idiota disse que não queria saber dele e foi correndo pra casa. Quando o Yoh foi atrás dela, eu soube que ele ia levar uma patada. A idiota é muito orgulhosa. Então, eu simplesmente soube que era minha chance, minha chance de fazer o senhor Yoh ver que EU era a mulher certa pra ele, e não aquela aguada. Eu sabia onde o Senhor Yohmei guardava o sake para as comemorações, peguei umas garrafas e levei pro quarto do Yoh. Quando ele chegou, estava arrasado, não foi difícil convencê-lo a tomar um copo de sake. Ele estava tão distraído que não notou que toda vez que o copo secava, eu enchia. Depois de um tempo, ele estava totalmente bêbado. Deitou na cama e apagou instantaneamente. Tudo o que eu fiz foi tirar a camisa dele, e depois ficar só de calcinha e sutiã e deitar do lado dele. Quando a idiota da Kyoyama apareceu por lá e viu a gente, foi perfeito! Com o barulho da porta fechando, ele acordou, e quando me viu, achou a mesma coisa que a Kyoyama, afinal, ele não lembrava de nada por causa da bebida, ele correu atrás dela, mas não adiantou de nada... E depois você estragou tudo e me expulsou de lá! – ela terminou. Hao já imaginava que fosse algo assim, claro, mas ouvi-la falando sem um pingo de arrependimento na voz era realmente nojento – E o melhor é que, mesmo que o Yoh nunca fique comigo, a Kyoyama nunca vai aceitar ele de volta!
Hao já tinha ouvido o bastante. Deu às costas à mulher e saiu da casa, batendo a porta atrás de si. Depois, permitiu-se dar um pequeno sorriso.
- Nunca vai aceitar ele de volta, é? Acho que vou ter que discordar – puxou o celular do bolso e apertou a tecla de discagem automática – Bicudo? É o Hao. Você tá com o Lyserg? Ótimo, em quantos minutos vocês podes estar na sua casa? Te vejo lá em cinco – desligou o telefone e dirigiu-se para a casa dos Tao.
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Ren estava conversando com Lyserg quando seu telefone tocou.
- Alô? Bicudo o caramba, porra! Eu sei que é você, imbecil mor. Ele tá do meu lado. Acho que em dez minutos... Hao, seu idiota, não desliga na minha cara! Droga. Vam'bora, Lyserg, o Hao tá esperando a gente lá em casa.
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...você estragou tudo e me expulsou de lá – completou a voz histérica de Tamao. Ren e Lyserg olhavam estupefatos o pequeno gravador preto no centro da mesa.
- Meu Deus do céu – comentou Ren – A mulher é maluca. Doente, só pode.
Lyserg se levantou da poltrona onde estava sentado.
- Lyserg, onde é que cê vai? – perguntou o chinês, curioso.
- Matar a Tamao. Lenta e dolorosamente. Querem ajudar? – ele disse calmamente. Hao e Ren olhavam para ele de olhos arregalados – Gente, tava brincando. Vou beber água, querem?
- Lyserg Diethel, fazendo uma piada? Uma de verdade?? E num momento sério desses?? – Ren exclamou, admirado.
- Bom, pois é... Não admira que eu esteja com frio... – comentou Hao.
- Hã? Como é? – perguntou Lyserg sem entender.
- Bom, você sabe... O inferno deve ter congelado!
- Ora seu... ! – mas antes que Lyserg pudesse fazer qualquer coisa, Ren falou.
- Concentração, caras. Anna e Yoh, lembram?
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Hao encontrou Yoh ouvindo música com os fones laranjas que haviam sido do pai deles. Respirou fundo antes de chamar a atenção dele.
- Oi Hao, não te vi chegar – ele disse, sorrindo distraído – Acordou cedo hoje, hein? Que foi, caiu da cama?
- Não Yoh, na verdade, tenho algo que você precisa ouvir – o tom de Hao era anormalmente sério, por isso Yoh abaixou os fones e sentou ereto.
- Fala aí.
Hao pegou o gravador do bolso e botou pra tocar. A cada palavra, raiva, nojo e desprezo nasciam entrelaçados em Yoh, mas junto com eles também vinha um alívio intenso. Quando a gravação acabou, Yoh levantou-se com um salto.
- Nós temos que mostrar isso pra Anna, ela tem que saber... Ela vai me perdoar...
- O Lyserg e o Ren levaram uma cópia para ela, ela deve estar ouvindo enquanto falamos.
Yoh não poderia estar mais feliz.
- Tenho que ir lá, falar com ela... Onde será que eu deixei o... Meu Deus, eu não posso ter perdido...! – Yoh revirava os bolsos e enquanto o desespero tomava conta dele.
- Está falando disso? – perguntou Hao, divertido, puxando uma caixinha preta do bolso.
- Isso! Graças a Deus, ainda bem...
Hao riu do nervosismo do irmão.
- Vamos, te dou uma carona.
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Quando eles chegaram à fazenda Kyoyama, eles foram recebidos por Ren e Lyserg ao invés de por uma das muitas empregadas da mansão.
- Ela está na biblioteca – foi tudo que Lyserg disse, e Yoh passou por eles sem nem mesmo piscar. No momento em que ouviram Yoh fechar a porta atrás de si, se entreolharam e não tiveram dúvidas, correram para ouvir a conversa atrás da porta.
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Quando Yoh entrou na sala, viu Anna sentada no sofá, com a cabeça abaixada, olhando os joelhos. Ela fez um sinal para ele se sentar na frente dela. Por alguns instantes, eles ficaram calados, até que ela disse:
- Acho que lhe devo desculpas, Yoh. Eu fui infantil e não pensei no que eu estava fazendo. Sinto muito. Espero que possamos ser amigos.
- O que aquela idiota ta dizendo? – perguntou Ren, mas foi calado por dois 'shhhh' zangados de Lyserg e Hao.
- Er... O quê? – Yoh não sabia o que esperava, mas com certeza não era isso.
- Bom, sinto muito, eu não acreditei em você e... – ela foi interrompida por ele.
- Não, a última parte. Sobre sermos amigos.
- Ah. Ah, sim. Bom, é claro, se você não me perdoar vou entender, mas já fazem anos e acho que...
- Não, Anna, você ainda não entendeu. Eu não quero ser seu amigo, eu quero ser mais que isso! – Anna arregalou os olhos por dois motivos. Um, obviamente, era o que ele tinha dito. O outro era que Yoh nunca falava daquele jeito.
- O que você disse? – ela perguntou num fio de voz. Mas, assim com a voz dela parecia ter sumido, parecia ter levado junto a coragem dele.
- Er... Eu... – nesse momento, a porta foi aberta abruptamente por Ren, que parecia irritado. Atrás dele entraram Lyserg, vermelho q parecendo envergonhado por eles terem ouvido a conversa, e Hao, balançando a cabeça. COMO alguém com um topete daquele tamanho tinha um pavio tão CURTO?
- Ah, pelo amor de Deus, Anna, ele quer casar com você! – exclamou Ren.
- Muito obrigado pela ajuda – disse Yoh rispidamente ao amigo – Será que podiam sair agora?
- Claro que sim – disse Hao, e saiu puxando Ren e Lyserg com ele.
- Yoh... Isso é... Hm, verdade? – perguntou Anna, parecendo nervosa. Yoh se virou de novo para ela, decidido.
- É, Anna. A mais pura e cristalina verdade. Eu te amo. Em todos esse anos, nunca deixei de te amar – Anna se deixou cair no sofá atrás dela.
- Eu achei... Eu achava... Que você não me amava mais, por isso eu disse aquilo... Eu sabia você ia se sentir mal se eu te amasse e você não pudesse corresponder, por isso guardei pra mim mesma... Ah, meu Deus – Anna se calou quando Yoh se ajoelhou na frente dela e abriu uma caixinha preta, revelando um diamante não muito grande nem muito pequeno, num anel simples de platina.
- Eu achei que ouro não ia combinar com você... – ele explicou.
- É perfeito... Parece uma estrela presa no anel... – ela disse, pegando o anel e botando na mão esquerda para ver com ficava. Os olhos dela estavam marejados de lágrimas.
- Então... Isso significa que... – Yoh tinha que ter certeza... Não podia mais suportar dúvidas...
- Sim – foi tudo que ela conseguiu dizer. Yoh se levantou decididamente aos berros.
De repente, lembrando que faziam três anos desde a última vez que havia beijado Anna, Yoh a puxou do sofá, a suspendeu do chão e a beijou apaixonadamente. Quando a largou, tudo que ela consegui dizer foi:
- Acho que é melhor dizer aos garotos...
- É, pode ser... Pessoal, entra! A Anna disse sim! A gente vai se casar!
Ren e Lyserg não podiam estar mais felizes. Hao, por sua vez, gritou:
- EU SOU O PADRINHO E NINGUÉÉÉÉÉM TASCA!!!!!!!!!
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É isso. Eu não acredito que é isso. Quando eu comecei esse capítulo, não tinha a mínima idéia de que ia ser o último. Nossa. Bom, vamos às reviews...
Smart Angel – Obrigada por acompanhar essa fic capítulo após capítulo. Quanto a cara da Anna quando descobriu a verdade, eu não botei na fic, fica a cargo da sua consciência criar... Mas, eu posso te assegurar, não foi de quem tava pronta pra perdoar a Tamao.
Io-chan – Nossa, quantos elogios! Valeu !! Espero que tenha gostado desse capítulo...
Dendelion – Cara, eu te adoro. Sério. Você realmente deve gostar dessa fic. Me desculpa por te fazer esperar de novo? Espero que você tenha gostado desse capítulo tanto quanto dos outros. E espero que continue lendo minhas fics (porque se você acham que depois dessa não vou escrever mais fics de SK, se enganaram!!! Não vão se livrar de mim tão fácil).
s2 Asakura Anna s2 – Que bom! Eu atualizei a fic, obviamente, e fico muito contente de você ter gostado dessa, mesmo não curtindo U.A. Eu gosto muito, e sugiro que você dê uma chance a outras fics U.A. também... Mas eu admito, assim como todos os tipos de fics, existem U.A.s perfeitas e terríveis.
Anamateia Haika – Que bom que você gostou da reunião deles!!!!! Foi TÃO divertido de escrever !!!!! O capítulo quatro tá aqui, espero que você goste!! Te amo!!!
Bom... Agora, eu tenho uma pequena surpresa... A fic Right Here Where You Left chegou ao fim, mas agora eu vou começar When The Hearts Meet The Love, que é a continuação dessa! Segue abaixo o resumo dela:
"A agente de modelos Felicity Cymien está indo para o Japão para encontrar Anna Kyoyama, uma de suas clientes mais poderosas e amigas mais íntimas, e fazê-la ouvir a voz da razão e voltar às passarelas. Ela não consegue entender como a maior top model do mundo pôde desistir da carreira, da fama e da fortuna por uma coisa banal como o amor. Mas será que ao chegar lá e conhecer o cínico e durão Tao Ren ela vai continuar achando que o amor é uma coisa banal?"
Espero que leiam esta nova fic e gostem dela tanto quanto gostaram dessa. Vou ver o que posso fazer para ir rápido. Ah, e fiquem a vontade para me adicionar no msn e puxar minha orelha, o endereço tá no profile.
Já com saudades,
Lemmie
