Preso em uma Rede

Tradução da Fic "Atrapado en una Red"

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Autoria: Anasazi

Tradução: Inna Puchkin Ievitich


Lembrete: Fiz a opção de não 'traduzir' os nomes próprios para o português, como o fez Lia Wyler (tradutora da série Harry Potter para o nosso idioma). Para os menos familiarizados com alguns dos nomes próprios em inglês, segue abaixo a relação daqueles que não apareceram no capítulo anterior e aparecem neste, com seus equivalentes em português, de acordo com os livros.

Peeves – Pirraça

Lavender - Lilá


Capítulo 2

O Espião Reticente

O Salão Principal estava cheio de vida com os alunos das quatro Casas, os quais entravam para sua ceia antes de retornarem aos seus respectivos Salões Comunais.

Porém, havia uma única pessoa que Harry desejava ver entrando por aquela porta dupla de carvalho, e era a pessoa que não vira desde que havia saído da sala de aula de Snape.

- Ron, por favor! Poderia aprender a comer com a boca fechada? Você não é um porco, ao contrário do que muitos pensam. E da próxima vez, por favor, deixe comida para os demais! Você se serviu como se para cinco pessoas. - Harry ouviu Ginny, a única filha e, para completar, a caçula dos ruivos Weasley. Ela estava sentada junto a Ron que, por sua vez, estava sentado junto ao distraído Harry.

Ainda com a boca meio cheia, Ron respondeu-lhe:

- Se eu fosse você me preocuparia mais com o que está em seu prato. Olha isso! - Ron apontou o prato de Ginny, que apenas continha umas quantas fatias de melão e algumas uvas.

- Não me sinto com vontade de comer muito. Além do mais, se você vai se preocupar com os hábitos alimentares dos demais, preocupe-se com Harry, que não tocou na comida. - Ginny replicou-lhe, antes de dar uma grande mordida em uma suculenta fatia de melão.

Ao escutar seu nome, Harry obrigou-se a retirar o olhar das portas de carvalho, para fitar Ron e Ginny.

- O que? - Harry perguntou, distraído. Estivera tão ocupado olhando quem entrava e saía do refeitório, que não havia acompanhado a conversa dos irmãos.

- Você não tocou na comida. Tem certeza que está bem, Harry? - Ginny perguntou, seu cenho franzido. Ron, contudo, estava sorrindo maliciosamente, já que sabia exatamente porque Harry estava tão distraído.

- Ah... é que... não tenho fome. - Harry respondeu a Ginny, forçando um sorriso casual. Ron piscou para Harry, assegurando-se que Ginny não se desse conta do sorriso divertido que tinha em seu rosto, e agregou: - É que ele está muito ocupado procurando alguém.

Depois do choque inicial de perceber que Harry havia tomado a poção de amor enquanto observava Hermione, Ron havia decidido que isto era mais divertido que preocupante, e aproveitava qualquer ocasião para incomodar Harry, que agora estava olhando-o com cara de quem queria estrangula-lo.

- Procurando quem? - Ginny perguntou, enquanto mordiscava umas uvas. Antes de dar-se conta do que fazia, Harry respondeu: - Hermione. Já tinha o suficiente com Ron incomodando-o. Não precisava que Ginny, que a cada dia se parecia mais com os gêmeos Fred e George nas muitas travessuras que gostava de fazer, se unisse a Ron para zombar dele.

Sentiu alívio quando viu que Ginny não achava nada de diferente no fato dele estar procurando Hermione.

- Ouça, é verdade. E ela onde está? - Ginny disse, enquanto buscava Hermione na outra ponta da mesa. Ninguém percebeu quando seu olhar cruzou com o de Neville e piscou-lhe o olho, brincalhona.

- Isso eu queria saber. - Harry murmurou. Ron limpou a garganta notavelmente em resposta. - O que? Estou apenas preocupado com ela. Isso é tudo. - Harry disse em voz baixa. Ron não estava convencido, a julgar por sua resposta de "Sim, claro. E eu sou o filho bastardo de Snape."

Harry estava se pondo tão vermelho que já parecia parte da família Weasley.

- Pois SIM, estou! Você sabe que Hermione está toda noite estudando e... e... bom... o cérebro necessita... necessita de nutrição, Ron! - Harry disse em um fraco intento de explicar seu comportamento.

Ron sorriu-lhe, dizendo "Você é um louco apaixonado". Mas o muito imbecil o disse em voz alta, e Ginny rapidamente perguntou "Quem é o louco apaixonado?". Por pouco ela cai do assento quando os dois gritaram: "NINGUÉM!"

Graças a Deus que Parvati e Lavender aproximaram-se e sentaram do outro lado da mesa, silenciando o que, seguramente, seria uma interrogação completa da parte de Ginny.

- Não posso crer que em menos de uma semana vamos celebrar o Baile de Halloween! - escutavam Lavender dizer a Parvati, ao tempo em que se servia de comida em seu prato. Harry suprimiu um gemido.

"Tinha esquecido do maldito baile."

A verdade era que Harry não estava com humor de comemorar, vestir-se, dançar e, muito menos, de perguntar à alguma garota se queria ser sua companheira para o baile... não enquanto Voldemort e seus seguidores ainda estavam lá fora, esperando o momento oportuno para atacar.

- Aposto que garotas tão bonitas como vocês já têm par. - Ginny comentou-lhes, aparentemente esquecendo-se o que havia escutado antes.

- Claro! Eu vou com Seamus. - Lavender disse com um grande sorriso.

- E quanto a mim, Dean já me convidou. Você sabe que ele é um grande dançarino! - Parvati adicionou.

- Disseram-me. - disse Ginny em voz baixa, já que não queria recordar a Parvati que ela era a ex-namorada de Dean e que conhecia bem seus dotes como dançarino.

Harry, pelo contrário, estava que não cabia em seu corpo de felicidade. Se Dean havia pedido a Parvati que fosse com ele ao baile, significava que não estava interessado em Hermione, e que o que fizera na aula de Poções não era mais que a atitude de um amigo defendendo sua amiga.

"Mas o que lhe importa? Você sabe que é a poção falando! A verdade é que sou uma verdadeiro idiota! Desde quando algo que Dobby sugere não acaba me metendo em problemas?"

Harry golpeou-se a testa com a palma da mão. Ron olhou-o com preocupação; graças a Deus ninguém mais deu-se conta, provavelmente porque continuavam falando daquilo que deixava as garotas de sua idade loucas.

Os garotos.

- Lavender, eu não sabia que você gostava de Seamus. - Ginny disse a Lavender, depois de terminar seu último pedaço de melão. Lavender baixou a cabeça e disse com inusual timidez:

- É um bom garoto. Embora tenho que admitir que não era o par com o qual sonhei.

Ginny olhou para a mesa, assegurando-se de que Seamus não estava próximo, e perguntou:

- E quem é o par de seus sonhos?

Lavender e Parvati aproximaram-se de Ginny e sussurraram-lhe:

- Roger Davies.

A cara de desprezo de Ron não estava aberta à interpretação.

- O que? - Lavender perguntou a Ron, como se houvesse se ofendido com o fato de que ele não considerasse Roger um sonho. Ron respondeu-lhe com um "Porque é um clichê! Mas claro que você vai gostar! Ele é bonito... tem dinheiro... é Capitão de seu time de Quadribol... e, para completar, é Monitor-Chefe! Se você me perguntasse, Seamus é muito melhor para você do que o Cabeçudo Davies!"

Parvati sorriu-lhe maliciosamente e disse-lhe:

- Mas ninguém lhe perguntou, Ron. Ademais, todo mundo sabe que você está é contente que Seamus não tenha pedido a Ginny que fosse sua acompanhante. Você é pior que um guarda penitenciário! Deixe que a pobre garota respire em paz.

Parvati e Ron olharam-se com adagas nos olhos pelos segundos seguintes. Ron saiu perdendo, olhando para baixo, com suas bochechas vermelhas.

- Bom... isso também. - murmurou o ruivo, olhando de soslaio para Harry, que voltara sua atenção para as portas do refeitório. Ron era o único Weasley na mesa que achava o tema de Roger não bem-vindo.

– Então... Roger já tem acompanhante? - Ginny perguntou a Lavender como se não houvesse acontecido nada, embora a resposta para essa pergunta lhe importasse mais do que podia dizer a Ron e, especialmente, a Harry. Ginny não sabia se Roger já tinha par para o baile, mas estava segura de que sabia quem era a garota que convidaria.

- Ainda não... mas Padma me disse que Christina disse a Diana que escutou Roger dizer a Maxwell, que convidaria a Monitora-Chefe para o baile. - Parvati disse num sussurro, enquanto inclinava-se mais perto de Ginny.

O grito de "O QUE?!", procedente de Ron, e o "SIM!" de Ginny fizeram com que a atenção de Harry voltasse para a mesa.

- O que se passou? - Harry perguntou densamente, enquanto olhava dos dois ruivos para Parvati e Lavender.

- Ai, isto é tão emocionante! - Ginny disse com um sorriso, ignorando a pergunta de Harry.

- O que é tão emocionante? - Harry perguntou, ainda mais confuso com a expressão de "Eu sinto muito" com a qual Ron olhava-lhe.

- Pois não é nada que interesse a VOCÊ, Harry. - Lavender respondeu, dando um olhar conspirador para Parvati e Ginny. Ron já não suportava que as três víboras que o rodeavam deixassem Harry no escuro.

- Mas é que acaso você não ouviu o que Parvati disse, amigo? - Ron perguntou-lhe, um tom estranhamente sério em seu sussurro. Harry já estava farto.

- Se eu soubesse o que disse não estaria perguntando! - replicou o garoto de olhos cor esmeralda.

Ron agarrou-lhe pelo braço e acercou-o ainda mais a si. Entre dentes e certificando-se de que as três Gryffindors ao redor dele não pudessem ouvir, Ron respondeu:

- O que as víboras de mexerico acabam de dizer, é que o Cabeçudo Davies vai pedir à Monitora-Chefe que seja sua acompanhante para o Baile.

"E o que me importa os romances do Cabeçu...?"

O pensamento nunca se completou, porque Harry lembrou-se quem era a Monitora-Chefe em questão.

- HERMIONE! - gritou Harry em voz alta, logrando com que a metade das pessoas ao seu redor o olhasse mal por assustá-las. Mas não foi até que Ron olhou-o com grandes olhos e temerosos, que Harry ouviu a familiar voz feminina perguntar detrás dele:

- Sim, Harry?

Harry olhou por sobre seu ombro; parada a menos de um pé de distância estava Hermione.

Harry tartamudeou, tratando de encontrar a forma de evitar dizer a Hermione que ela era o objeto de afeto do garoto mais popular ('e odioso!') de Hogwarts.

- Hermione... sim... é... bem... não era nada! Eu apenas estava chamando você para... dizer que... que se sentasse conosco!

Hermione não se deu conta de seu singular comportamento, julgando pela forma com que revolveu-lhe o cabelo brincalhonamente, e disse-lhe:

- Tolinho, sempre me sento com vocês! - Um momento depois estava sentada ao lado de Parvati e diretamente de frente para Harry.

Ron sussurrou a Harry sarcasticamente: "Você é tão suave como manteiga". Antes que Harry pudesse pisa-lo por debaixo da mesa, Hermione perguntou a todos: - De que falavam?

Os cinco Gryffindor em torno dela gritaram "DE NADA!" e encontraram-se subitamente interessados no conteúdo de seus respectivos pratos. Hermione olhou Harry, erguendo a sobrancelha em sinal de que não lhes acreditava. Harry deu-lhe um tímido sorriso antes de concentrar-se no suco de frutas que tinha diante de si.

Na realidade, Harry podia ouvir as Víboras Fofoqueiras perguntarem-se entre elas se era seguro indagar por mais informação. Finalmente, Lavender deu uma cotovelada em Parvati nas costelas. Após pretender tossir, Parvati perguntou a Hermione de uma maneira muito casual:

- Hermione... você viu Roger hoje?

- Sim. Ele foi me ver depois que terminou a aula de Snape. Por que pergunta? - Hermione questionou-lhe, enquanto comia umas uvas praieiras.

"Então, foi por isso que não nos esperou..."

Harry não sabia porque se sentia decepcionado, nem porque seu coração batia mais rápido que o normal. Ao ver como Hermione bebia a metade de seu suco de abóbora de um gole, Harry teve a impressão de que ela tinha pressa em terminar de comer.

Era a vez de Lavender perguntar.

- E... ele lhe disse algo?

Hermione respondeu com um casual "Sim", antes de engolir outra uva. Harry sentiu que o ácido do estômago subia e, acidentalmente, dobrou o garfo que tinha na mão.

Ron achou que foi o único que percebeu, mas havia outra ruiva na mesa que viu de soslaio a reação de Harry.

- E? O QUE DISSE? - Lavender e Parvati perguntaram ao mesmo tempo, pegando Hermione de surpresa.

- Garotas, sugiro que abandonem o café. Estão mais excitadas que o normal. Roger apenas me disse que Peeves havia encontrado uma forma de entrar em nosso Salão Comunal, e que arrancou todas as cortinas. - Hermione respondeu.

Ela olhou com curiosidade para Ron e Harry, perguntado-se por que Parvati, Lavender e Ginny achavam tão curioso ouvir a respeito da última travessura de Peeves.

- Ai, isso é... é muito mau. - Ginny disse, olhando Lavender e Parvati com cara de que sabiam mais que Hermione sobre sua situação sentimental.

- Eu sei. Deu-me trabalho encontrar as cortinas que queria. Agradeço a Roger, que disse ao Barão Vermelho o que Peeves fez. Digamos apenas que ele tirou do fantasminha a vontade de visitar nossos quartos. - terminou Hermione.

Harry finalmente captou que Hermione havia utilizado duas vezes a palavra "nosso". E foi só então que recordou que Hermione, como Monitora-Chefe, compartilhava uma sala privada com o Monitor-Chefe de Hogwarts. Nunca havia pensado muito nisso, porque Hermione ainda passava seu tempo livre no Salão Comunal de Gryffindor.

Mas agora... agora era diferente. Agora, Harry não podia deixar de pensar que a garota que ele amava estava compartilhando uma linda e cômoda sala ('sem mencionar que compartilhavam um banheiro com banheira e tudo!') com Roger Davies, o Garoto número 1 de Hogwarts, que era 4 polegadas mais alto que ele, tinha melhor cabelo, melhor rosto, um bem mais saudável, MUITAS MELHORES NOTAS, e que... de acordo com Ginny, Parvati e Lavender... se podia definir como a 'fantasia de qualquer garota'.

"Espera... "a garota que eu amo?" Oh, pelo amor de Merlin, Harry! Você NÃO AMA Hermione! Bom, você a ama... mas não assim! Ela é SUA AMIGA! SUA PARCEIRA! Deus, quanto tempo disse Snape que durava o efeito da poção? Oito horas? Maldição! Talvez, deva ir para meu quarto agora e não voltar a sair até amanhã. Sim... eu deveria fazer isso... Amanhã me levantarei e tudo terá voltado à normalidade..."

A voz de Ron fez com que os pensamentos de Harry voltassem ao planeta Terra.

- Harry, não queria perguntar algo a Hermione? - Ron disse-lhe, seus olhos grandes, obviamente tentando comunicar algo importante a Harry. Harry não tinha nem idéia do que esse algo era.

- Eu não... - Harry conseguiu dizer, antes que Ron lhe desse uma cotovelada nas costelas. Hermione ouviu o ruído e parou de comer, olhando seus melhores amigos com curiosidade.

- SIM! Você me disse. Lembra? Você me disse que estava travado no ensaio de História da Magia... aquele que você tem que entregar amanhã... e me disse que ia pedir a Hermione que o ajudasse. - Ron disse com voz forçada, lançando olhares não muito conspícuos para Hermione.

- Ron, você tem algo na garganta? - Hermione perguntou, incapaz de ver, de onde estava sentada, a cara de Ron, cujos olhos pareciam dizer a Harry "Entra na onda".

Finalmente, Harry deu-se conta de que Ron estava tentando ajuda-lo a encontrar uma desculpa para passar mais tempo com Hermione.

"RON! VOCÊ É UM IDIOTA! SUPÕE-SE QUE VOCÊ ME AJUDE A ENCONTRAR A SOLUÇÃO PARA ISTO, NÃO PARA ME METER EM MAIS PROBLEMAS!"

Harry intentou que seu rosto mostrasse o que realmente pensava do plano dele. Mas, ou Ron não entendeu ou simplesmente estava tão convencido de que seu plano funcionaria, que não levaria um NÃO como resposta, porque continuou virando seu rosto para apontar para Hermione.

- Ron, está seguro de que está bem? - Hermione perguntou, preocupada. Harry estava a ponto de virar-se para onde ela estava e gritar-lhe "Ele está bem! Está sendo apenas um idiota!", quando deu-se conta do quão encantadora Hermione se via, com seu cenho franzido, mordendo seu lábio inferior, mostrando sua confusão e preocupação pelo comportamento de seu amigo.

E enquanto o cérebro de Harry gritava-lhe "NÃO SEJA ESTÚPIDO, HARRY! NÃO ESCUTE RON", viu que seus lábios respondiam com um "Certo! Eu havia me esquecido."

- Mione, você pode me ajudar com o ensaio? - Harry perguntou rapidamente, antes que tivesse a oportunidade de pensar duas vezes. A verdade era que Hermione já havia terminado de comer, e ele sentiu receio de vê-la ir-se.

- Claro, Harry! Você sabe que não há problema nisso. - Hermione disse com um sorriso, enquanto alcançava-o por cima da mesa e tocava a mão de Harry. Harry mal pode combater o impulso de segurar a mão de Hermione na dele.

- Excelente. Harry a acompanhará para buscar suas coisas e nós esperaremos vocês no Salão Comunal. - Ron disse, com cara de triunfo. Harry pisou-lhe o pé duramente, enquanto olhava para Hermione, que saboreava o resto de sua sobremesa, obviamente ignorando o problema de Harry e a poção.

- AI! Olha onde pisa! - Ron queixou-se.

- Perdão. - Harry respondeu de forma sarcástica. Hermione terminou o restante do suco de abóbora e ergueu-se da mesa.

- Acabei. Vemo-nos logo. - Hermione disse casualmente, enquanto começava a caminhar até a porta. Ron e Harry olharam-se distraídos; Hermione sempre esperava por eles depois do jantar.

- ESPERA! Harry vai acompanhá-la. - Ron disse a Hermione, sussurrando em seguida para Harry. - É bom que você a ajude com os livros para que acumule pontos.

- Não me pressione, Ron. - Harry disse, entre dentes.

- Não se preocupe, Harry. Não vou para o Salão Comunal. Tenho que passar pela biblioteca agora. - Hermione respondeu.

- DE NOVO? - Harry e Ron perguntaram simultaneamente; Hermione já havia passado a metade da hora do almoço na biblioteca.

- Sim. Eu prometi a Roger que o ajudaria com sua Aritmancia. - Hermione continuou sem abalar-se. Ginny olhou curiosamente para as Víboras Fofoqueiras, que subitamente acharam a conversa entre Harry, Ron e Hermione muito interessante.

Por outro lado, Harry achou que o rangido de seus dentes era um dos sons mais irritantes que ele jamais ouvira.

- Ah... de modo que Roger também vai estar na biblioteca. - Parvati disse, com a voz mais casual que pode gerar.

- Sim. - Hermione respondeu, perguntando-se o que Parvati e Lavender achavam tão interessante em Roger Davies. Decidiu esquecer-se do tema e depositou sua atenção em Harry.

- Vejo você no Salão às 9. - Hermione disse a Harry e seguiu seu caminho. Não havia se distanciado mais de três metros e disse por sobre seu ombro: - Oh, e Harry... se quiser começar antes com seu ensaio, está convidado a vir à biblioteca conosco.

- Obrigado. - Harry disse com um sorriso forçado. Hermione notou o quão falso parecia seu sorriso enquanto dava a volta, e continuou seu caminho, saindo do refeitório.

- Se ocorre a você aparecer na biblioteca, vou matá-lo eu mesma! - Ginny ameaçou Harry de tal modo que ele não sabia se falava a sério ou ao descuido.

- POR QUÊ? - replicou Ron, indignado.

- Mas é que não é óbvio? Roger vai pedir à ela que seja sua acompanhante para o baile, enquanto estão na biblioteca. - Parvati disse.

- Ai, é que Roger é todo um cavalheiro. - Lavender acrescentou.

- A que se referem? - Harry perguntou preocupado, sua garganta tão seca que teria jurado que acabava de cruzar o Saara.

Parvati respondeu, dizendo:

- Bom, Roger vai fazer a pergunta em um lugar neutro, para o caso de que Hermione esteja o suficientemente louca para dizer que não. Roger é tão encantador que não faz a pergunta em um lugar onde passem muito tempo um com o outro... e isso é difícil, porque praticamente vivem juntos.

- ELES NÃO VIVEM JUNTOS! Apenas compartilham uma sala. - Harry corrigiu-lhe imediatamente, sentindo desejos de atirar o bolo de maçã na cara de Parvati.

- Como queira, Harry. De qualquer forma, perguntar à ela num lugar neutro significa que se ela disser "Não, obrigado, não posso ir com você porque vão me levar para a Casa dos Pirados", Hermione não se sentirá mal depois quando estiverem compartilhando muitas noites diante do fogo, em sua sala comum PARTICULAR. - Parvati disse, piscando o olho para mostrar exatamente de que tipo de compartilhar ela falava.

Parvati e Lavender levantaram-se da mesa e foram-se, antes que Ron pudesse lhes dizer o que realmente pensava acerca delas. Ginny também levantou-se, mas ela não se foi do refeitório imediatamente. Ao invés disso, ela voltou-se para Harry e Ron, olhando-os seriamente como se fosse ler-lhes a mente.

- Agora... me prometem que não aparecerão na biblioteca? Hermione não precisa de vocês dois de guarda-costas. - Ginny disse-lhes seriamente, com um olhar que geralmente reservava para os jogadores de Quadribol do time contrário.

- Eu prometo. - Ron e Harry disseram ao mesmo tempo. Os olhos de Ginny estavam cheios de suspeita, enquanto olhava de Harry para Ron.

- Relaxa, Ginny. Você sabe que pode confiar em nós. - Harry disse, com o que esperava fosse um sorriso sincero. Depois de uns segundos, Ginny finalmente suspirou e disse:

- Bom, suponho que sim, posso. Nos vemos logo, garotos. - Deu meia volta e começou a sair do refeitório. Ron não se deu conta que Neville saiu atrás dela.

Ainda viam Ginny quando Ron aproximou-se de Harry e murmurou:

- Planeja cumprir a promessa?

- Mas é claro que não.


30 minutos depois...


- Está certo de que isto é o que queremos?

Ron perguntou, inseguro, a Harry enquanto via seu amigo abrindo seu baú e pegando um pedaço de tecido cinza tecnicolor de fundo. Ron vira a Capa de Invisibilidade de Harry suficiente vezes para reconhecê-la imediatamente. Harry já havia guardado em seu bolso um par de Ouvidos Extensíveis que George e Fred haviam-lhe presenteado.

Isto era definitivamente uma operação secreta.

- O que quer dizer? - Harry perguntou ao ruivo. Mas de nada importava a resposta de Ron. O garoto de olhos verdes estava seguro de seu plano, desde que viu Hermione sair do refeitório.

"Você só está preocupado com sua amiga. Porque Hermione é SUA AMIGA, e nada mais. Apenas quer certificar-se de que Roger não vai tentar... você sabe... exceder-se com ela. Sim, é isso.", Harry repetia em sua cabeça uma e outra vez, num intento de explicar-se a si mesmo seu estranho comportamento.

- Harry, você sabe que está sob o efeito da poção, não é? Talvez, por isso é que está tão ciumento e não está pensando bem nas coisas... - Ron logrou dizer, antes que Harry o interrompesse ao fechar seu baú com um grande BANG.

Olhando-o seriamente, Harry disse:

- Ron, não estou sob os efeitos de NENHUMA poção! E tampouco estou ciumento! Estou apenas preocupado com minha melhor amiga. Você sabe que Hermione nunca... bem... ela confia demasiado nas pessoas. Não quero que o panaca do Roger se aproveite dela.

Deu-lhe trabalho crer em sua própria mentira.

Ron murmurou um sarcástico "Sim. Claro. Se você diz." Harry apontou-lhe com um dedo acusador, enquanto decidiu combater fogo com fogo.

- Espera um momento. Você também queria ir à biblioteca e ver o que estava se passando. Talvez é VOCÊ quem está apaixonado por Hermione! - Harry disse, tratando de soar convencido e falhando.

- Você é um idiota, Harry. - Ron disse calmamente. - Quero ir à biblioteca porque Roger me cai como uma bomba, e se eu tiver que ir ao casamento de Davies-Granger vou me enforcar na Torre de Astronomia só de cuecas.

- Não sei se devo me sentir perturbado ou desgostoso. - Harry murmurou, movendo a cabeça numa tentativa de dissipar a imagem mental de Ron e suas cuecas.

- Seja como for, Harry - Ron continuou -, uma coisa é ir à biblioteca, sentarmos ao lado de Hermione e interrompe-la constantemente... mas espioná-la? Isso soa mal!

- Prometemos a Ginny que não seríamos 'guarda-costas'. - Harry disse. Estava pondo-se irritado com o fato de Ron atrasa-lo.

"Oh, se Roger puser uma mão sobre ela... apenas uma mão... vou chutar-lhe a bun...".

A voz de Ron interrompeu a prazerosa imagem mental de Roger gritando de dor.

- Sim, claro. Romper uma estúpida promessa que fizemos a Ginny é mau. Mas espionar nossa melhor amiga não é! - Ron disse. Harry suspirou. Tentaria uma vez mais convencer Ron de que era o correto, porém se Ron continuasse demorando, então teria que dar um soco em seu melhor amigo e rogar-lhe que o perdoasse depois.

- Ron, pense nisto. Ambos não gostamos de Roger. Ambos pensamos que Hermione pode ter alguém muito melhor que ele, não? - Harry argumentou.

- E, por casualidade, esse alguém é você? - Ron interrompeu.

- Não! Não estou falando de mim... já disse a você! Isto se trata de dois melhores amigos que querem o melhor para sua melhor amiga. De acordo? - Harry disse, sentindo-se seguro de seu argumento. Ron pensou no que havia-lhe dito Harry por alguns segundos, e finalmente respondeu:

- De acordo.

- Está decidido, então. - Harry disse, ao tempo em que escondia a Capa de Invisibilidade sob o seu suéter, saindo do dormitório com determinação. Ron reticentemente seguiu-o, enquanto caminhavam pelos corredores de Hogwarts ocasionalmente encontrando-se com os outros alunos, sem deixar de caminhar, com medo de que alguém os detivesse para conversar.

Quando encontraram-se frente à porta do banheiro dos homens, que estava no mesmo corredor da entrada da biblioteca, Harry rapidamente puxou Ron para dentro e colocou a capa sobre ambos. Ron havia crescido tanto durante o verão que a capa apenas chegava-lhe à metade da panturrilha.

- Vai ter que dobrar os joelhos um pouco, amigo. - Harry instruiu, enquanto movia-se de lado a lado, nervoso. Amava Ron como se fosse um irmão, mas sentir seu corpo pressionado ao de Ron era uma das formas menos favoritas de Harry passar o tempo.

- Ah, por que eu? - Ron reclamou. Harry respondeu com um forte "Porque você é quem é o anormalmente alto".

Ron abaixou-se até que a capa tocou o chão.

- Pronto. E, para sua informação, as garotas consideram os homens altos extremamente sexy.

Harry respondeu distraído com um "Até eu pensarei que você é sexy conquanto que se cale e saiamos".

Lentamente e sem fazer ruído, saíram do banheiro e caminharam até a biblioteca.

A biblioteca de Hogwarts consistia num grande recinto decorado com pelo menos 30 pares de estantes, que estavam rodeadas por múltiplas mesas de estudo. Havia muito poucos estudantes na biblioteca, provavelmente a maioria estava emocionada com o Baile de sexta-feira para preocupar-se com as atribuições.

Madame Pince, a encarregada da biblioteca, estava sentada à sua mesa, pretendendo parecer que lia o livro Criaturas Mitológicas e Mágicas da Romênia, mas Harry sabia a verdade. Essa mulher olhava por sua amada biblioteca, como uma águia olha por sua cria.

- Você a vê? - Ron sussurrou. Harry estava a ponto de responder "Não", quando viu o inconfundível cabelo canela de Hermione saindo de uma cadeira em um canto. Havia outra cabeça ao lado da dela, com cabelo loiro e talvez um pé a mais de altura. Sustentando a cabeleira loira, Harry pode ver um par de ombros largos e fortes e uma confidente postura que Harry sempre havia querido possuir.

Harry sentiu que seu estômago dava voltas quando viu Roger pondo sua mão no ombro de Hermione, dando-lhe uma palmadinha. Se Roger não houvesse tirado sua mão dali, Harry não estava seguro de que teria se contido em ir até onde eles estavam, e arrancar o braço de Roger.

- Mais perto. - Harry sussurrou, enquanto fazia com que Ron o seguisse lentamente, até onde Hermione e Roger estavam sentados. Ron deu um gemido suave.

- Harry, já não suporto mais estar abaixado. As costas estão me matando. - Ron queixou-se.

Harry encontrou o perfeito esconderijo detrás de uma alta estante que estava a dois metros de onde Hermione estava sentada. Rapidamente, fez com que Ron o seguisse até atrás da estante. Movendo uns quantos livros de estudo de trouxas, Harry e Ron podiam ver parcialmente os rostos de Hermione e Roger de muito perto.

Ron suspirou de alívio tão logo pode esticar-se. Se alguém houvesse caminhado junto à estante naquele momento, o único que teria visto eram os sapatos velhos de Ron, e de Harry a parte de baixo de suas calças.

Harry deu-se conta de que Hermione realmente estava trabalhando num dever, já que ela tinha em sua delicada mão um pedaço de papel com uma tabela numérica muito complicada. Roger, contudo, não parecia muito interessado no dever, já que estava olhando Hermione enquanto ela tratava de explicar-lhe algo no papel.

Harry sorriu ao imaginar-se que arrancava os olhos de Roger.

"Estão falando... mas de quê? Não posso ouvi-los. Hermione está tentando ensinar-lhe algo na tabela... e agora Roger está dizendo-lhe algo... e ela está rindo! O que lhe disse? Terá lhe perguntado se queria ir ao baile com ele? Espera... Roger está... acaso se atreve... SIM! ESTÁ TENTANDO TOCAR O PEITO DE MIONE COM SEU COTOVELO! Quando eu pegar Roger, vou cortar-lhe o pa...".

- Harry, já vimos o suficiente. Vamos voltar. - Ron sussurrou de modo urgente. Harry estivera tão concentrado espionando Hermione, que pulou ao escutar o som da voz de Ron.

Harry e Ron viram como Hermione virou a cabeça de repente, em direção à estante onde eles estavam escondidos.

- Ouviu isso, Rog? - perguntou a linda garota.

"Rog? Por que, demônios, chamou-o Rog? A mim ela nunca chamou Har ou Arry ou...".

- Não ouvi nada, linda. O que me dizia de 91 dividido por um número primo? - Roger disse com doçura, tratando de enfocar a atenção de Hermione em seu tema favorito... ele.

- Calma, amigo. Vamos agora. - Ron urgiu Harry.

– Ainda não. - foi a resposta do garoto de óculos. - Quero aproximar-me um pouco mais. Não ouço do que falam enquanto estou sob esta Capa.

- Se você se aproximar mais, vamos pisar nela! - Ron protestou, mas era muito tarde. Harry saiu debaixo da Capa de Invisibilidade com cuidado. Apenas Ron estava invisível agora, mas Harry não se importava. Tinha uma necessidade urgente e completamente inexplicável de ver tudo o que estava acontecendo. Tinha medo de que enquanto estivesse parado atrás da estante, perdesse algum detalhe importante.

Imagens que o enchiam de um estranho pânico assaltaram a mente de Harry... como a que Hermione e Roger estivessem de mãos dadas... ou que os dedos de Roger estivessem traçando círculos na coxa de sua melhor amiga.

Por isso, Harry fez o único que seu desconfiado cérebro permitiu-lhe pensar...

Começou a subir pela estante, utilizando as prateleiras de entre meio como se fossem degraus. Subia cada vez mais alto, até que alcançou o topo da estante. Harry sentou-se no topo e olhou para baixo. Estava a uns 3 metros do chão. Embora tivesse visão de águia de Roger e Hermione ('agora ao menos vejo onde estão as mãos dele'), Harry ainda não sabia do que estavam falando.

Nesse momento, lembrou das Orelhas Extensíveis que levava no bolo. 'Lembrete: dizer a George e Fred que são um par de gênios', Harry pensou enquanto as tirava do bolso. Lentamente, desceu o ouvido mágico até que escutou a voz de Hermione pelo aparato.

- Vê? Quando você divide 91 por qualquer número primo, obtém o que se chama vórtice Y, um poderoso número que pode ser utilizado para o bem ou para o mal. Quanto mais alto o número, mais poderoso o feitiço será. - Hermione estava dizendo, fazendo com que Harry coçasse a cabeça compulsivamente, tentando achar sentido na complicada explicação.

Cabeção Roger aparentemente não tinha os problemas de Harry.

- Finalmente entendo! - Roger disse, dando a Hermione um sorriso que lembrava a Harry o de Gilderoy Lockhart. – Você é verdadeiramente uma grande mestra, Mione. - Roger acrescentou, dando-lhe um abraço suave que fez com que o sangue fervesse nas veias de Harry.

"'Mione? MIONE? Assim é como eu... digo, como RON e EU a chamamos. O que faz esse intruso utilizando nosso nome?".

Harry tinha tão apertado o punho, que os dedos de sua mãos estavam brancos.

- Me alegra ajuda-lo, Rog. - Hermione disse com um sorriso, enquanto se levantava da mesa. – Prometi a Harry que ia ajuda-lo com um ensaio. – ela agregou, guardando os livros em sua bolsa. – Vejo-o depois, está bem?

Harry estava tão contente de que ela deixasse Roger para ir até ele, que começou a sorrir como o idiota feliz que era.

"'Isso, Hermione! Seja uma boa menina e afaste-se desse miserável, filho da pu...".

O sorriso de Harry se apagou quando viu que Roger se levantava e disse:

- Espere um segundo. Quero perguntar-lhe algo.

Harry inclinou-se ainda mais para o lado, até que teve que utilizar sua mão livre para agarrar a estante, por medo de cair. Ignorou o som de rangido que fez a madeira que o agüentava. Definitivamente não gostava da direção que o assunto estava tomando.

- O que é, Roger? - Hermione perguntou com uma voz que indicava que não tinha nem idéia do que Roger queria com ela. Roger aproximou-se e olhou-a nos olhos com seus irresistíveis orbes azuis.

- Me perguntava se você queria ser minha acompanhante para o Baile de Halloween. - Roger questionou, novamente dando a Hermione um sorriso que poderia ser nomeado para o concurso de O Melhor Sorriso, do Semanário de Bruxas.

Harry estava tão irritado quanto Hermione estava surpresa. Harry teria achado engraçado ver sua amiga sabe-tudo sem palavras, se não fosse porque o braço que o estava agüentando já lhe doía, e se não sentisse o impulso de utilizar sua outra mão para estrangular Roger.

- Eu... bem... é... estou... estou honrada que tenha me convidado... não sei... não sei o que dizer. - Hermione gaguejou pelo que, provavelmente, era a primeira vez em sua vida. Roger aproximou-se mais dela, com um olhar que teria derretido qualquer outra garota, e disse:

- Então, diga que sim. - Confiante de seu encanto, Roger tomou a mão de Hermione.

Harry inclinou-se ainda mais para eles, desejando que sua mente começasse a transmitir mensagens telepáticas a Hermione.

"Diga que vá para o inferno! Diga que você vai ao baile com seus dois melhores amigos, porque não quer passar a noite com um convencido, egoísta, ambicioso, miserável e arrogante safa...".

- Está bem. Irei com você ao baile. - Hermione disse, olhando Roger com um sorriso em seu rosto.

"MERDA! NÃO! POR QUÊ?"

Não havia se passado dois segundo desde que a resposta de Hermione saiu de sua boca, quando Harry ouviu um som estranho, um forte rangido perto dele.

Com uma mescla de surpresa e pânico, Harry percebeu que estava aproximando-se a grande velocidade do chão.


Notas Finais da Tradutora:

1º - Tenho uma novidade pra vocês! Adivinhem? Eu não revisei o capítulo. ;-) Portanto, se encontrarem algum erro, ou termo em espanhol não traduzido, relevem. ;-)

2º - Respondendo as suas perguntas:

I. Anasazi (autora) classificou sua fic como T (ou PG-13), pela história não possuir cenas lemon (NC-17) mas conter alguma violência e algumas palavras impróprias para menores de 13 anos (classificação segundo as normas norte-americanas).

II. A fic conta com 18 capítulos, e está concluída (terminada em julho de 2006).

Uma particularidade:

Segundo Anasazi, "Atrapado en una red" foi concebida originalmente para ser a primeira parte de uma trilogia. Porém, a autora não estava segura de poder continuar a segunda continuação. Até a presente data, não nenhum indício de que ela publicará a seqüência.

3º (mas não menos importante) – Deixo um beijo e um abraço, um cheiro e um amasso para vocês que começaram a acompanhar esta tradução, em especial para os review-sadores Sugar Hurricane (Também gosta de Harry/Draco? Hmmm! Quem sabe eu não traduza uma fic deles... ;-) Beijo!); Valson (Pois é, amore, eu já estava em débito com vocês. Para não pagar juros de mora, eu resolvi tirar do baú – leia-se "a pasta de fics selecionadas para tradução" – a bonita fic de Anasazi e uma de minhas preferidas. Existem outras fics que eu previamente escolhi a dedo, de diversos casais e para os mais variados bons gostos, mas, como sempre, não prometerei absolutamente nada. Veremos... Beijos!); Jessy (Também torço para que a Anasazi autorize, mas até agora não obtive nenhuma resposta dela. Quanto a Harry, no futuro você verá que essa "falta de atenção" foi bem-vinda para que ele descobrisse o que, inclusive, Ron já pressentia. ;-) Não há males que não venham para um algum bem... Beijocas!); Pink Potter (Ah sim, essa fic é muito boa! Tem muitos momentos marcantes, desses de tocar profundamente o coração e cenas de serem guardadas na memória. Eu, pelo menos, tenho memorizadas duas cenas especiais dessa fic (que foi uma das primeiras que li), que de tão belas e líricas me tocaram a alma. Quem sabe, estas mesmas cenas e outras não toquem a sua? ;-)); edilmamorais (Dilminha, eu não sei se vou demorar atualizar ou não. Tudo vai depender do tempo disponível. Mas geralmente eu me estipulo um prazo-limite de duas semanas, ou seja 14 dias. Caso eu não publique dentro desse período, é sinal de que não consegui traduzir o capítulo por falta de tempo ou por algum motivo de força maior. E sim, Harry vai sofrer, primeiro por não compreender a natureza e dimensão de seus sentimentos, e depois... eu diria que por "amar em silêncio". Prepare mesmo os lencinhos, porque alguns desses momentos vividos por Harry, e algumas cenas em especial ao lado de Hermione, foram tão sensivelmente narradas pela Anasazi, que chegam a ser quase palpáveis. Eu mesma já chorei lendo "Atrapado en una red". É mais uma bela história de amor imortal. Beijos e até!); e Franci.Granger (A tradução agradou pelo dito. ;-) Bom saber que você já leu a fic no belíssimo idioma espanhol. "Atrapado en una red" figura entre as minhas fic prediletas também. Eu realmente gostaria que a Anasazi continuasse escrevendo as duas últimas partes da história, porém creio que ela não o fará. Seria uma trilogia fenomenal, disso tenho certeza. Mas... fazer o que, né? Só nos resta continuar persistindo no sonho e recorrer à imaginação, para cobrir a "inexistência da perfeição" que seriam as partes 2 e 3. Outros beijos, abraços e cheiros!).

4º - Fui! Hasta!

Inna – que promete voltar (sabe-se Cher quando) com mais. ;-)