Capítulo 3: A Cereja oculta: The White Day

Ainda era cedo quando a campainha tocou. Uma Riza sonolenta (porém armada) atendeu a porta e se deparou com um carteiro e muitas contas para pagar. Era uma manhã bela e agradável. Ela alimentou o cãozinho e iniciou seus afazeres domésticos. Durante a manhã inteira ela limpou e arrumou sua casa, coisas que não fazia há tempos. Na hora do almoço, aproveitou para ir ao banco e fazer umas compras no centro, nada que quebrasse sua rotina.

Quando chegou ao QG, às 13h em ponto, recebeu os bombons de seus colegas, agradeceu e começou seu trabalho. Tudo estava espantosamente em ordem. Havia uma caixa ao lado de sua mesa com caixinhas de bombons, mas nada que pudesse ser comparado ao montante de Roy Mustang.

Este sim, estava agindo de forma suspeita : parecia estar mais desconcentrado do que o habitual, lendo e relendo as mesmas linhas. 'Ah, ele fica tão perdido quando eu não estou por perto'- pensou Riza, esperando por um pedido de ajuda.

Mas o pedido não veio. Mustang e os demais continuaram seus trabalhos sem incomodá-la. Apesar de estranhar a princípio, continuou em seus afazeres até o final do dia.

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O expediente acabou terminando mais cedo, de forma que antes das 17h todos estavam relaxando na sala. Riza voltava depois de despachar a última pilha de afazeres.Suspirou aliviada antes de abrir a porta. No entanto, para sua surpresa, seus colegas estavam concentrados ao redor da mesa da Tenente, fuçando em seus presentes com um Coronel de olhar decido dando instruções de como se abrir u envelope sem que o destinatário descubra

-"Ahm ham" – disse em voz alta, cruzando seus braços ao entrar na sala.

-"Então, acharam a minha lente?" – perguntou Mustang, tentando disfarçar

-"Coronel, o senhor não tem problema algum na visão... e em 1914 não existem ainda lentes de contatos, senhores"-Riza

-"Não tinha uma desculpa pior, Coronel?"-Havoc rindo

-"Então, Tenente, quando é que a Srta. Vai abrir os cartões?" – Perguntava Breda, já cobiçando o chocolate alheio

-"Ah , claro, vocês querem chocolate também... vou abrir agora, então"

Todos se ajeitaram nas cadeiras e Riza pegou o primeiro embrulho:

-"Vejamos, esse aqui é de chocolate branco ... Toma Coronel, pode pegar" um Roy muito feliz pegou a caixa e enchei a mão com os olhinhos brilhando.

-"Hey, não vai ler o cartão?" – a voz de Havoc ganhava um tom malicioso, até ele se lembrar para qual atiradora era a pergunta

-"Não, vou ler quando tiver tempo"- apesar de tudo, a voz de Hawkeye não era tão mortífera quanto Havoc imaginava.

-"Abre esse aqui! Tem um formato digamos, diferente" – fuery entregava um embrulho irregular, de colocação vermelha viva , com um envelope manchado.

-"Realmente" ... Riza desembrulhou o pacote: era de chocolate meio-amargo (para infelicidade do Coronel) e tinha o formato de um cutelo.

-"Formato de Cutelo?! Tenente, quem te enviou isso?"- Falman até arregalou os olhos ao perguntar.

-"Vejamos o cartão ..."

-"Isso é uma mancha de sangue?!" – disse fuery ao examinar o envelope

-"Deixe-me ler : 'Olhos de Falcão, você balançou meu coração, aceite esse cutelinho como amostra de minha afeição, Riza Hawkeye, você sim é perfeição"

-"BARRY O AÇOUGUEIRO ?" todos surpresos

-"Eu pensei que ele tava preso, morto, sei lá"- Havoc

-"Ah, chega de palhaçada, todos estão dispensados" – Roy usando sua alta patente pra tentar disfarçar seu ciúmes.

oOoOo

Já em seu carro, Mustang se ajeita no banco de trás juntamente com as caixas de bombons.Enquanto Riza se concentrava no trânsito, ele aproveitava para tentar fuçar nos envelopes... em vão.

-"Justo hoje o trânsito ta horrível! Assim vou me atrasar"

-"E o senhor odeia deixar as damas esperando"- sua voz transparecia o tédio de quem já ouviu essa frase muitas vezes.

-"Não, o encontro será mais tarde. E não a compare com as outras, ela é, como diria Hughes, para casar"

-"Então nem quero saber pra que são as demais. Pronto, chegamos, senhor"

Na porta do prédio de Riza ...

-"O Barry está preso, não é?

-"Sim, Coronel" silêncio "então até amanhã!"

-"Hey, Tenente, qualquer coisa, me ligue"

-"Não será necessário, o Barry está pres-"

-"Tenente Hawkeye, isto é uma ordem"

-"Está bem, senhor, boa noite" – dizendo isso ela fecha a porta do carro com os chocolates nas mãos. Mustang com um sorriso nos lábios espera até ela entrar no prédio para então passar para o banco do motorista e partir.

oOoOo

Riza está na porta de seu apartamento, equilibrando as caixas e procurando suas chaves na bolsa."Era só o que me faltava, o Coronel achar que eu não sei me cuidar, que absurdo! Só porque o trabalho burocrático o deixou mais mole não quer dizer que..." Seus pensamentos foram interrompidos com a visão de sua sala de estar : Cheia de buquês e chocolates em formato de coração, até seu fiel cãozinho estava com uma coleira nova (exatamente como ela gostaria que fosse). Acariciou seu bichinho e procurou por um cartão. Não achou.

"Qualquer coisa, me ligue" ela lembrou e não pôde deixar de sorrir ... por quê não?

-"Alô, Mustang falando"

-"Preciso trocar as fechaduras"

-"Ah Tenente! Encontrou algo estranho?" a voz dele assumia aquele tom jovial raramente endereçada à Riza.

-"Coronel Roy Mustang, o que significa isso?"

-(ele sorriu) " Primeira Tenente Riza Hawkeye, quais são os seus planos para hoje à noite?"

-"Seu encontro foi cancelado?"

-"Estou esperando a resposta dela"

(Silêncio. O coração de Riza disparou e sua face enrubesceu)

-"Tenente?!? Alô?! Alôô?" (ele mexia nervosamente no fio, achando que a linha tinha caiu ou algo assim)

-" Me pegue às oito em ponto, Senh-, digo, Roy"

Satisfeito, Mustang desligou o telefone. Não conseguia esconder o nervosismo, ajeitando várias vezes o cabelo. Antes de sair, comentou com aquele velho retrato: "Você tinha razão, deveria ter feito isso antes. Me deseje sorte, Maes"

Riza estava igualmente ansiosa, mas conseguia se controlar melhor do que seu par. Ajeitou-se em seu novo vestido, soltou os cabelos e olhou para a fotografia em cima da lareira: "Ok, o senhor venceu, estou dando uma chance para ele , papai". Sorriu ao reconhecer o barulho do carro dele em frente ao prédio. Deu um osso para Black Hayate e colocou o revólver na bolsa... afinal, com a fama de seu superior, é melhor prevenir do que remediar...

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Observações idiotas & Comentários sem sentido

Bem,é isso ... Temendo ser morta pelo Roy (vide review de 'Um dia Comum'), há algum tempo meu cérebro exprimiu uma fic em que existisse alguma chance dele ficar com a Riza. (e com medo de estragar o encontro deles com o non-sense que habita o meu espírito, nem ouso descrever o encontro... vai que surge uma ex-namorada furiosa ou algum filho bastardo ...) .

Ah, 14 ou 15 de Fevereiro, é o Valentine´s Day (dia de São Valentin ou algo assim) comemorado no Japão (e em alguns outros países) em que a garota dá chocolates para os familiares, amigos e pretendentes do sexo masculino. E graças a um comerciante de chocolates (mercenário, mas com uma boa intenção), um mês depois é comemorado o White Day, em que os presentes das garotas são retribuídos (com mais chocolates!).Porque isso não existe no Brasil? Não sei, mas que ia ser bom receber chocolates ... babando no teclado

Anyway, é isso! Espero que esteja ao menos legível. Só dividi em capítulos porque tava gigante demais... mas considere acabada. Deixe algum review, por favor, só não xingue a minha mãe!

Ah sim! DISCLAYME:

FMA não é meu ... se fosse, o Hughes não teria Você-sabe-o-que, o Havoc teria uma namorada decente e o Roy e Riza seriam felizes para sempre com filhinhos atiradores lindos! (ou seja, seria um shoujo feliz e idiota e eu continuaria pobre...)