"O que passou passou então vem

Que eu conto os dias, conto as horas pra te ver

Eu não consigo te esquecer

Cada minuto é muito tempo sem você"- Amor Perfeito ( Roberto Carlos)

Capítulo 20- Sonho de uma noite de verão

Os homens já estavam de volta ao Dutchman, Jack e Dean um tanto confusos e Will claramente atordoado:

"Dean, tem certeza?"

"Sim, ela me disse que ia ficar bem...".

"E com certeza irá ficar..." gracejou Amanda, seus cabelos escuros lhe escorrendo pelas costas como cascatas. Vestia uma das roupas de Helen, e estas, vestes azuis longas, lhe caiam quase tão bem quanto na irmã, com pequenas folgas nos bustos e quadris e algum aperto na cintura. Na irmã tudo ficava absolutamente perfeito. Will fitou a mulher a sua frente, não lembrava Helen, nem física nem psicologicamente. Ele não gostava nem um pouco das insinuações da estranha.

"Que quer dizer com isto?" questionou, os olhos castanho vivos faiscando e a garganta um pouco seca.

Jack e Amanda riram. Dean olhou-os com algum desprezo mas Will manteve-se impassível.

"Digamos, Will, que minha irmã esta na ótima companhia de seu filho. Que alias nunca vi, mas dizem ser tão bonito quanto o pai."

Will corou furiosamente, não se sabe se pelo elogio ou se pela crescente fúria que podia sentir apoderar-se de si. Abriu um sorriso sem graça e tomou o rumo do convés, seguido pelo olhar de Dean.

XXXXX

A noite já estava caindo e Helen estava ali, trancada em um calabouço. Sentia os olhos queimarem, tal era sua vontade de chorar, mas não, não o faria ali, não naquela hora. Era forte, e que quer que acontecesse ela iria suportar, Peter lhe ensinara a ser forte, Peter a fizera crescer.

Enquanto os pensamentos voavam a diversos locais do passado com a presença do homem dos olhos verde-esmeralda, o coração estava ali, no Dutchman, junto de um homem chamado Will Turner, ela pensava em como ele deveria estar naquele momento e a vontade de chorar apertou. As coisas simplesmente foram acontecendo e tomando um rumo que ambos não puderam controlar.

As portas foram abertas por alguns guardas, e as correntes que mantinham seus pulsos devidamente amarrados foram soltas. Sabia que podia lutar contra os guardas, a vontade percorria suas veias, mas então lembrava de Will e do coração. Ficou de pe encarando-os, o olhar demonstrava que se pudesse e quando pudesse ela mesma mataria um por um. Um deles falou:

"Vossa majestade aguarda em seus aposentos."

Iam tomar o braço dela, mas ela se desvencilhou deles com habilidade:

"Sei andar, muito obrigada..." retrucou.

Eles a conduziram ate a porta do quarto de John. Helen andava ate lá como quem ia para a forca. Ele a esperava na portado quarto, e sim, era muito bonito, lembrava muito o pai, e no momento encontrava-se seminu. Ela sentiu um no se formar em sua garganta e um calafrio subir a espinha. Discretamente espiou dentro do quarto. Havia uma corrente ao pe da cama. Seu olhar logo foi percebido por John, e este sorriu:

"E, sei exatamente o que você esta pensando amorzinho... O que você esta olhado é para isso mesmo que você está pensando..."

Helen desferiu-lhe um tapa na cara. John olhou-a:

"Será que é tola e corajosa o bastante para repetir isso?"

Ela ficou impassível, media cada palavra e gesto que faria a partir dali, mas ele não, ele não o fazia. Ele agarrou-a e ela sentiu seu corpo leve como uma pluma, totalmente impotente contra o rumo para o qual o vento a levava. O moreno passeava as mãos pelo corpo dela, de forma igualmente bruta e suave, como se tudo o que esperasse era que ela sentisse sua presença ali, dominando-a.

Mas algo o aborrecia, e o fato era que ela não demonstrava sentimentos, igualmente. Então a vontade de jogar o jogo dominou-o. Despia o corpo dela bem devagar, para que ela fosse sentindo a falta de peças proporcionalmente, e enquanto o fazia ele beijava cada parte de seu corpo. A loira somente fechava os olhos, tudo iria passar, e a cada beijo ela imaginava que era o pai dele que estava a tocá-la.

Ao terminar de despi-la, John subiu de volta ao pescoço, para a fonte do perfume suave, do aroma floral que a loira emanava. Deteve-se um bom tempo ali, beijando suavemente, com toda a leveza e sutileza de um amante. Se por um lado queria que ela sentisse ele a dominando, também queria que ela o desejasse, como ele desejava ela, queria que ela se sentisse como ele se sentia ao vê-la.

Mas as reações dela eram quase nulas, cumpria sua função perfeitamente, estava ali, mas queria demonstrar que sua mente e seu coração nunca ficariam ali, presas como seu corpo agora estava. A raiva se apossou dele, e logo ele mordiscou a orelha dela voluptuosamente para depois sussurrar:

"E será assim, por todas as noites..."

Ela sentia que não ia conseguir conter as lagrimas, mas algo lhe dava forças para faze-lo. Lentamente ele segurou-lhe o pescoço com suavidade, e empurrou-a sobre a cama. Pos-se sobre ela, a respiração ofegante e agora também prazerosa. Não, ela não estava totalmente impassível, faltava pouco para que chorasse, bem pouco.

Logo ele completou o que queria da maneira que queria. Saiu de cima dela, ela ainda mantinha os olhos fechados, como se preferisse acreditar que tudo era um pesadelo do qual iria logo acordar. Ele lhe desferiu um tapa:

"Não estaria assim se fosse nosso amado Will, não?" zombou ele.

Helen sequer olhou-o ou abriu os olhos, mas levou as mãos aos ouvidos como se esperasse se isolar em um mundinho todo seu. Ele pegou a corrente e trancou-a no tornozelo direito da moça:

"Garantirei que nada perigoso chegue até suas mãos querida..para que não corra o risco de matar o seu... o que nós somos mesmo?" riu ele.

Ela encolheu-se na cama, completamente nua, e ele se vestia como um cavalheiro, como se nada houvesse acontecido.

"Espero te ver com um sorriso no rosto mais tarde...afinal, não queremos que papai sofra, não é?"

Pela primeira vez ela levantou a cabeça para falar, o nariz vermelho:

"Você é repugnante..." dizia encarando-o com ódio.

"Obrigado pelo elogio, mas você não está aqui para dar opiniões...Você fica quieta, e fala se, e apenas se eu mandar..."

Ela fitou-o enojada e ele prosseguiu ignorando o olhar:

"Você mesma preferiu ser uma escrava..."

Terminou a frase na altura da porta, para depois bate-la e sair.

XXXXXXX

De volta ao Dutchman, Dean ainda detinha o objeto que Helen deixara cair, e no momento lembrou-se dele. Nunca vira nada igual antes, mas sabia que Jack deveria saber:

"Jack, sei que pode resolver, o que isso quer dizer? Pode entender?"

"Ora garoto..." dizia gesticulando "É um dom de família..."

"Não sou de sua família..."

"Ah, não, Dean Sparrow, você não é de minha família, e sua mãe é uma mentirosa, suponho?"

Dean empalideceu.

"Acha que sua mãe não me disse quando soube que um certo Dean metera-se com o Dutchman? Pediu para que nada acontecesse a você, que o protegesse, essas coisas de mulher...como se você precisasse de proteção..."

"Não Sparrow, não preciso mesmo..porque quando precisei quem estava lá era minha mãe, não o pai covarde que tenho..."

Retirou-se para o mesmo canto em que Will estava, fitava o horizonte, já não entendia mais nada. Jack estava no mesmo lugar, parado, triste como jamais estivera. Seu filho, um pirata tão bom quanto ele mesmo, ou até mais. Motivo de orgulho. Mas não era isso que sentia pelo pai.

Jack seguiu caminhando pelo convés, a vida sempre lhe dera muitos motivos para sorrir, mas também outros tantos para chorar. O pirata não chorou, apenas perdeu os olhos como muitas vezes já vira Will fazer, na tola esperança de perder também seus pensamentos. Amanda se aproximou dele lentamente:

"Que foi? Se arrepende agora?"

"Amanda, um pirata como eu só se arrepende de não ter tomado rum o bastante. Mas sinceramente, gostaria de conversar um pouco mais com o garoto..."

"Amou a mãe dele, Jack?"

"Não, luv, e já está na hora de você aprender que Jack Sparrow só tem um amor: O mar."

Ela ajeitou-se um pouco e deixou que seus cabelos emoldurassem seu rosto. Ele a observou desejoso por um tempo, e logo ela se retirou.

Próximo Capítulo:

"Senhoras e senhores, apresento-lhes a minha esposa..."

XXXXX

"Helen, você pode estar..." mas a voz de Dean foi interrompida, a menina jazia inconsciente em seus braços.

Oiee gente!!!! Não me matem por causa do john, foi preciso acontecer, foi preciso..e ele nem é tão mal assim, vcs ainda vão se surpreender com ele...O q axaram do caps? E do Dean filho de Jack..aiai, filho de peixe...

Reviews: Mah, Ro, Taty e Lara: respondo vcs em breve, juro, amanha msm se der tempo, eh q agora to trabalhando e o tempo voa! Naum deixem de mandar reviews, eu juro q vou ser melhor e vou responder..bjs