Capítulo 25 – Quem realmente manda aqui
"Então, porque o choro?" repetiu a voz, fria e cortante, cruel e até mesmo desumana. John encontrava-se parado à porta, sm arranhão ou marca alguma, excetuando aquela em seu pescoço, que no momento estava mais aparente e cor de sangue do que nunca. Sorria um sorriso gélido, e a expressão em seu rosto era debochada e infantil. Algo que após mais de 12 anos de convivência Helen tinha plena certeza de que não era nada bom.Rapidamente ela separou seu corpo do de Will, como se uma descarga elétrica tivesse sido causada devido ao contato entre seus dois corpos.
"Ora que caras são estas? Alguém morreu?" sorriu ele, falsamente descontraído. "Algo contra eu estar vivo?"
"Sim, tudo" sussurraram Jack e Dean ao mesmo tempo.
"Não, sabe que não..ah, Johnny..." disse Helen fracamente, acompanhada pelo olhar de espanto da irmã, enquanto a loira abraçava o frio moreno.
O abraço dele não era como o de costume. Não era carinhoso. Não era quente ou envolvente. Era frio.Estava mais apertado do que de costume,mas ela não tinha certeza se isso era demosntração de afeto. E parecia que a veia dele pulsava fortemente, como se o que estivesse movendo-o naquele momnto fosse apenas raiva.
Nada mais do que isso.
Mas ela não saiu daquele abraço, por simplesmente achar que seria melhor assim.Até que foram interrompidos por um criado:
"Milord, suas ordens foram cumpridas."
John apenas assentiu com a cabeça, criando novamente o sorriso assustador em seus lábios, e Helen o encarava firmemente.
"Que ordens?"
Ele lhe lançou um olhar seco, e anunciou em alto e bom som:
"Pietro, faça companhia para as visitas, pois eu e sua mãe teremos uma longa e proveitosa conversa"
Pietro assentiu receoso, e John puxou Helen discretamente sala afora.
Ao saírem do cômodo ela percebeu que ele já não a puxava e sim arrastava-a, com uma força desnecessária, até o quarto.Ela tratava de tentar se desvencilhar, tentativas as quais recebiam como resposta apenas um pouco mais de força.
Entraram no quarto, e sem a soltar ele empurrou a porta com um estrondo. Forçou-a contra a parede, onde apertou o seu queixo suavemente. Aproximou-se dela e sussurrou em seu ouvido:
"Ora ora meu amor...mal eu saio e você já faz isso? Tsc tsc tsc..."
Ela ainda tentava se soltar mas ele prosseguiu:
"Já estava pronta para fugir com meu pai, não é mesmo sua vadia?" mas a voz dele não tinha o tom sarcástico da frase anterior, e sim um tom de ameaça.
Mas a loira já não mantinha sua compostura, já não trazia a expressão altiva e superior de sempre, mas estava muda e trêmula.
"Vamos responda!"
Desferiu-lhe um pesado tapa, muito mais forte que todos os outros que ela já recebera, que fez com que ela caisse com estrondo no chão. Ele abaixou-se para levantá-la, mas em troca recebeu outro tapa, igualmente pesado, das mãos da loira, que já se levantara e encarava-o atônita.
"John Turner, não me interessa o que tenha havido, você não vai me tratar do jeito que bem enteder!" gritava ela.
"Pois não me interessa o que você pensa, sou eu que mando nisso daqui!"
Castanhos-esverdeados encararam azuis claros. E nehnum dos dois cedia no olhar, apenas o tornavam mais intenso, em uma expressão que exalava um ar de desejo, como o olhar da onça ao encarar sua presa.
Por fim, ele sorriu. Mas ela se manteve séria.
"Agora se não me importa, Sra. Turner, irei ver o meu filho"
Saiu batendo a porta sem dar maiores explicações.
"Ele não é seu filho!!!" esbravejou ela para as paredes."Não é, nem nunca será, nem que você queira!" continuou, lacrimejando.
Levantou novamente e foi até a porta, as mãos na maçaneta. Ao tentar girá-la, notou estar trancada:
"John Turner me tira daqui!" berrava ela. "Me tira daqui!"
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Will estava na sala, com todos os outros. Pietro estava sentado ao seu lado e de Dean, conersando:
"E foi assim que eu conheci tua mae..." ria Dean. "Estranho, não?" sorriu mais um pouco "No inicio achei que a gente ia ficar junto..."
Pietro sorriu também e Will apenas encarou os dois. No inicio ele simplesmente odiava Dean.
Porque?
Pelo motivo supracitado.
E Pietro. O carinho que sentia por ele era inexplicável, talvez porqu fosse su neto, talvez porque fosse filho de Helen ou simplesmente porque era ele mesmo, com todo aquele jeito de criança mais madura.
Continuou a encará-lo, apenas por não conseguir deixar de fazê-lo.
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Alguns minutos depois, Pietro estava em seu quarto, bradindo a espada no ar, treinando os movimentos, tão incomuns e cheios de floreios, porém certeiros. Tão próprios de Helen.
Mas continuou a mirá-lo pois agora veio-lhe na cabeça. Pietro não parecia com si mesmo. Não lembrava Will, não lembrava Jack. Não lembrava sequer Helen.
Quem lhe lembravam aqueles olhos verde-vivo? Teriam sido os olhos de Henry Dawson, ou apenas uma variação de sua cor combinada com os intensos azuis de Helen?
Entrou no cômodo, já bem mais calmo.
"Que está fazendo?" perguntou, novamente a voz meiga e serena.
"Treinando, papai.." dizia Pietro, sem se desconcentrar do que fazia.
John foi até a parede na qual havia outra espada e depositou-a na cama. Chegou perto de pietro:
"Está na hora de empunhar uma espada direito...venha..."
Voltou-se para a cama, sacou a espada e bradiu-a contra Pietro, que sorriu com o desafio. Primeiro golpe: John. Um leve toque na direita, muito bem defendido por Pietro. E assim ocorreram uma sucessão de golpes, dos quais Pietro apenas se defendia:
"Se quer se dar bem..." dizia John, entre golpes "Deve saber que a melhor defesa é o ataque."
Novo golpe, desta vez nenhuma defesa de Pietro, e John por pouco não lhe acertou, apenas o desarmou.
"Está vendo o que eu disse?" começou, sério "Em uma batalha, você estaria morto..e se quer sonhar em um dia lutar como sua mãe...bem, deve saber que sua mãe é do tipo 'mate primeiro e depois faça as perguntas'"
Pietro encarou os olhos esverdeados de John e notou que neles havia um brilho violeta que ele nunca notara anteriormente.
"Desculpe pai...vou melhorar..."
"Hey, não precisa pedir desculpas...está entndendo. Você não deve pedir desculpas a não ser que tenha realmente um motivo muito forte para isso"
"Mas mamãe disse que --"
"Mamãe é uma sonhadora, como tantas outras. A única diferença é que é uma sonhadora que sabe muito bem lutar e barganhar, e conhece bem a realidade."
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No Flying Dutchman, Jack procurava assimilar os fatos, e para isso falava sozinho. Bem, não tão sozinho, já que Amanda o acompanhava em silêncio.
"John...Lord Hades...Esses homens que ficam inventando apelidinhos..."
"O apeliddo dele de Lord Hades tem tanto valor quanto te chamar de um Capitão honesto, Sparrow"
Amanda sorria, toda marota para ele.
"O que quer dizer com isso, garota?"
"Ah, nós dois sabemos que já fui clara o bastante...Mas também estranho o acontecido, se é que vai me perguntar..."
Amanda tomava agora uma expressão séria, compenetrada, enquanto Dean se unia a eles.
"Problemas, he?" dizia ele, uma expressão confusa
"Sim...quer dizer, todos nós achávamos que...que..." a voz de Amanda vacilou
"Que John estava morto." Jack completou.
Dean mirava os proprios pés, Amanda olhava para Jack aflita.
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Will estava deitado em sua cabine, sorria. Lembrava de seu abraço com Helen, como era boa a sensação de estar envolto naqueles braços.Pois aquele abraço era tão terno que pareciam que os dois iam acabar fazendo alguma besteira ali mesmo.
Virou-se na cama, incerto do que poderia acontecer no dia seguinte. Iria voltar na casa do filho, e apesar de o que ele pretendia fazer ser contra não somente seus princípios, mas também sua moral, ele decidiu que teria de dar um jeito. Porque mesmo que ela fosse a esposa de seu filho ele a amava.
Mais do que tudo.
E ainda que não fosse verdade o fato de que ela também o amava (sim, era isso que dizia aquele abraço), isso não alteraria simplesmente nada.
Ele ainda não sabia como. Mas a teria de volta.
Sim, ele a teria de volta.
Mas ele não sabia o preço que isso custaria.
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A mesma Helen que horas antes brigava com a porta inutilmente agora encontrava-se deitada na cama, vencida pelo sono.
Sonhava com um jardim, florido. Lá estava ela e Peter, a julgar pela aparencia não passavam dos 15 anos. Fitou-lhe os olhos verde-esmeralda com um pouco de timidez:
"Oi Pete"
"Srta. Dawson...como vai?"
"Já disse pra me chamar Helen!"
"Helen..." dizia ele rindo "Eu sei...mas gosto de vê-la assim, brabinha..."
A loira mantinha seus olhos concentrados na lateral do pescoço do rapaz, um sinal vermelho, em forma de um triângulo estava marcado como se a sangue ali.
E num piscar de olhos ela já acordara, estava de volta ao seu robe e a sua cama, na casa de John. Suspirou e foi até a porta. Deu de cara com ele:
"Aonde você vai?" questionou. Amargo.
"Tomar um ar!"
"Pode ser mais delicada?"
"Não!Agora, saia da minha frente!"
Ele deu de ombros e continuou a ficar parado
"John, estou mandando!"
Ele sorriu para ela maliciosamente:
"Você não está em condições de exigir nada querida, nada além da vida de seu amado Will Turner..."
Helen partiu para cima dele, a furia correndo em suas veias, e com toda sua força, derrubou-o no chão, estapeando-o. Vendo que ele não reagia, e que isso só fazia sua raiva crescer, ela socou-o. Mas naquele instante o brilho violeta dos olhos dele ficou mais forte, e ele virou-a no chão, pondo-se sobre ela:
"Escuta bem, já está na hora de aprender uma lição! Quem manda aqui sou eu, entendeu! Quem realmente manda aqui sou eu!"
Ela somente o fitou.
"Segundo, a partir de agora, você e todos os outros me chamam de Lord Hades.."
Ela empurrou-o com toda a sua força e ofegante foi para o outro canto do quarto, os cabelos despenteados:
"Podem te chamar como quiserem! Não me interessa! Para mim você será sempre o mesmo covarde nojento, será sempre John Turner!"
Foi até ela e desferiu-lhe outro tapa. Ela voltou os olhos para ele, sentiu que a desafiava. Então sem mais pensar ela devolveu o tapa e com toda a sua força enterrou as unhas no rosto dele, salpicando sangue.
Agradecendo ao Sr. Bruno Holanda, meu amado, eterno e querido Hitchie! Foi o Bruno quem escreveu o personagem e deu luz a esse serzinho...
Taí gente, Helen tah revoltada, ficou com raiva, que negocio eh esse de John ficar batendo nela? HUMPF, ela tinha q revidar...Meninas, obrigada pelas reviews, acho que já esclareci respostas com a maioria de vcs...mas, lah vai..
Taty Black: ai a explicação(não completa ainda) do q aconteceu com o johnny..alias, eu tbm tive pena do hitchie ter morrido, mas isso foi culpa do Bruno tbm..rsrss q bom q gostou, descobri a pouco tempo q a fic vai ficar um pouco mais longa q o previsto...
Rô: sim, vc estava certa, mas agora eu e Johnny vamos começar a acertr nossos ponteiros...rsrsrs, ele sabe ser mal mas a Len tbm sabe!
Mah: pelamordedeus, poste logo a segunda temporada da sua fic, num me deixe desolada!!! caps conturbado? axo q esses proximos agora serão bem mais, pq a tensão entre o Johnny e a Helen vai ficar muitoo grande!
Larinha: O johnny num eh o Hades, apenas o gusrdião do selo dele...aiai, sim, o Pietro tem meio q um senso do q acontece com a mae, e foi correndo salvá-la! e a Amanda eh xatinha por enquanto, mas depois ela vai ficar bem melhor!!!
Adeuszinho gente, bye bye!!
