"Eu protegi o seu nome por amor

Em um codinome beija-flor

Não responda nunca meu amor

Pra qualquer um na rua, beija-flor

Que só eu que podia

Dentro da tua orelha fria

Dizer segredos de liquidificador

Você sonhava acordada

Um jeito de não sentir dor

Prendia o choro e aguava o bom do amor

Prendia o choro e aguava

O bom do amor" Codinome Beija-flor (Cazuza)

Capítulo 25- Quem brinca com fogo

John continuava a fitá-la, as mãos voltadas ao local da ferida no rosto. O sangue ainda corria bem lentamente, e os olhos dele apenas se detinham nela. Ela estremecia ao pensar no que poderia acontecer agora. Mas continuou ali, agora de pé, enquanto ele ainda estava sentado no chão. O coração dela batia acelerado devido à adrenalina, mas não importava, pois ela tinha feito o que queria há muito tempo.

Ele foi se levantando lentamente, e os passos dela para trás foram apenas incontroláveis e inevitáveis. Ela não deixava de encará-lo, pois sabia que se não o fizesse seria pior. Muito pior. Pois no fundo, enquanto o mantesse sob seu olhar, ela ainda o mantinha sob seu controle.

Pois o olhar dele demonstrava isso toda vez que a via. Pois enquanto ela o encarasse era como se ele não pudesse machucá-la de verdade. Pois alguma coisa nele ainda era boa.

E mesmo que ninguém soubesse disso, ela sabia.

Manteve a postura e ele se aproximava dela, delicadamente, até que levantou as mãos à altura dos olhos dela. Azuis se fecharam involuntariamente, mas tudo o que a mão dele fez foi deslizar suavemente pelo rosto, da altura dos olhos até os lábios, e percorrer estes, vermelhos e carnudos, com uma leveza que não era própria de si mesmo.

Aquele ato lhe deu coragem de abrir novamente os olhos e encará-lo. Ele a mirava de volta, o olhar tão intenso quanto a vermelhidão que marcava seu rosto. Como num impulso ele agarrou-a e beijou-a, não com a raiva que ela sentira antes nele, mas com a mesma volúpia e o mesmo desejo de sempre, num abraço terno e até mesmo protetor.

Foi suavemente também que ela retirou as mãos dele do entorno de sua cintura fina e bem delineada, para se soltar do abraço dele e sentar-se na cama, passeando as mãos pelo cabelo:

"Johnny...porque...bem, acho que a gente devia bem...não sei, dar um tempo..."

Parou um pouco para espiar a reação dele por entre os fios de cabelo. Ele abria a boca, estupefato, e ela achou melhor continuar:

"Porque sinceramente você acha que estamos dando certo? Olha como estamos, nos magoamos e nos machucamos. Olha! Olha o seu rosto, olha o meu rosto! A gente não pode simplesmente ignorar isso, Johnny..."

Ele não lhe respondeu, apenas se retirou do quarto sem dar palavra alguma. No dia anterior avisara da reunião que fariam, à fim de planejar um ataque a algum que no momento não lhe interessava nem um pouco.

Continuou sentada, a cabeça baixa. O passo que dera agora poderia ser decisivo, e colocar a perder 12 anos. Começou a correr os olhos pelo quarto, em busca de um certo baú, com um certo coração.

Os olhos azuis movimentavam-se com a mesma rapidez de suas mãos, que percorriam todo o quarto com ansiedade e desespero.

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John caminhou até o salão onde estavam reunidos os convocados. A cabeça já não estava lavantada como de costume, mas até mesmo cabisbaixa. Correu os olhos discretmante pelo salão. William Turner, Dean Sparrow, Jack Sparrow, Amanda Pederlane e mais seis lordes piratas.

Mas faltava um. O nono.

"Aonde está o nono?" perguntou com a voz muito rouca.

Ninguém respondera.

"Pre-ci-sa-mos do nono!!!" berrou John

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A loira estava agora voltada para o armário, mas sentiu que a porta estava se abrindo, e rapidamente fechou-o:

"Entra"

"Mãe?"

Pietro estava à porta, arrumado com a calça marrom e a blusa branca e uma bandana na cabeça.

E pro momentos ela pénsou se Will na idade de Pietro teria sido tão parecido consigo mesmo quanto o filho o era.

"Está tudo bem mãezinha, porque...ahm, eu...bem, eu escutei algumas coisas e..."

"Hey, não se preocupe. Sei me virar. Sei me virar muito bem." ela sorria calma

"Mas..."

Ela chegou-se mais perto dele, abraçando-o e deslizando as mãos carinhosamente por entre seus cabelos.

"Eu sou Helen Dawson, savy? O dia em que eu tiver motivos bons o suficiente para ter de te preocupar, daí você pode ficar preocupado mesmo, porque provavelment é algo sem jeito!"

"Ah...convencida...baixou o tio Jack, foi?"

A loira riu levemente.

"Foi, um pouquinho só...agora diz, você não veio aqui só por causa disso..."e olhando-o melhor continuou: "Eu conheço esses olhinhos, diz, que que está acontecendo?"

"Bem, é que...ele mandou me chamar para a reunião.."

Os olhos de Helen faiscaram por um instante.

"Mas para quê?"

"Não sei...que eu faço?"

Ela parou um tempo para refletir:

"Faça o que o seu coração mandar!"

Ele já estava na altura da porta quando escutou a voz da mãe:

"Espera!"

Ela caminhou de volta até o guarda-roupa e puxou o fundo falso que havia nele. Retirou a espada de Peter, e examinou-a cuidadosamente.

Os olhos de Pietro se voltaram para a mãe, muito questionador. Ela o encarou de volta. Fechou os olhos.

Muito bem, estratégia número um: Deixe seu oponente dar o primeiro passo, assim ele não pode prever qual será o seu ataque.

Sim, ela faria como Peter dissera. Esperaria, não sabia qual seria a atitude de John, e revelar algo como aquele segredo agora podia ser novamente crucial.

"Há muito tempo, na época dos deuses antigos, acreditavam-se que Zeus, Poseidon e Hades buscavam uma maneira de prolongar seus poderes. Mas os humanos faziam o contrário, buscavam reduzi-los, até mesmo controlá-los. Um dia, um deles conseguiu entrar em acordo com Zeus, pois a Fonte da Juventude era um objeto muitíssimo cobiçada pelos mortais, que deixariam de ser mortais. Esse humano não foi o primeiro a beber da Àgua da Vida, mas desde então não se encontra mais a tal fonte. E assim, este humano ficou sendo guardião dos poderes do titã Khronos, já que Zeus não abriria mão de todos os seus poderes. Poseidon fez com que Calypso abrisse mão de parte de seus poderes, limitando assim o seu próprio." Helen pronunciava as palavras decoradas. Aquela estória foi ouvida centenas de vezes, Peter a contara diversas e diversas vezes.

"E Hades?"

"Negociou com o outro humano. A alma dele pelo selo. È claro que aquilo limitava não a Hades, mas ao próprio humano, já que no fim das contas...bem, você sabe."

"Sei, mas que isso tem a ver?"

"O que? Os mapas, os pergaminhos da Fonte da Juventude! Os símbolos, os selos!"

"Sei..."

Helen afastou os cabelos da nuca e mostrou a marca em forma de estrela para o filho.

"E o triângulo em John..."

"Hã?"

"Hades"

Pietro a olhava abismado.

"Calma, é que só agora...bem, só agora me lembrei...mas, tudo, tudo mesmo pareceu ganhar sentido!"

"Pois pra mim não!"

"Juro que quando tiver mais tempo eu te explico melhor! O mais importante é que você vá, antes que John tenha um ataque de fúria"

Pietro saiu do quarto para caminhar calmamente até o salão. Recaiu os olhos sobre Will e sorriu instintivamente. O outro lhe retribuiu.

John ia começar a falar, mas foi interrompido por um de seus criados:

"Milord, Srta. James, desejando falar com a Sra. Turner..."

John levantou uma das sobrancelhas em sinal de dúvida.

"Mande-a entrar"

Amanda deu um leve sorriso.

"Srta. Pederlane, poderia me dizer quem seria a Srta. James?"

"Ah..Anneliese James? Mais uma das amiguinhas de Helen e Peter..."

O rosto de John se contrafez um pouco ao ouvir aquele nome. Peter. Mas afinal de contas, Peter já estava morto.

Helen entrava caminhando devagar pelo salão, quando vê a amiga, morena dos olhos castanhos bem claros, baixinha até, entrando no salão. O coração da loira da uma palpitada forte, afinal há tempos ela não via a amiga:

"Anne!" e correu ao abraço da morena.

"Len! Você esqueceu de mim, não foi?"

"Não, nunca, nunca, nunca!!!"

As duas se abraçam fortemente.

"E aí, como andam as coisas?"

"Ah...tudo bem...bem, esses são Dean, Jack..."

"Capitão Jack Sparrow?" Anne sorri maliciosa

"Naturalmente já ouviu falar de mim..." diz Jack, retribuindo o sorriso

"Bem, Amanda, mas você já conhece, Will Turner... e... John Turner, ou melhor, Lord Hades, o meu..uhn...marido..."

Anne olhou confusa para Helen com a pergunta Marido? estampada em sua cara. Helen confirmou com a cabeça enquanto os olhos pareciam dizer outra coisa. A boca de Anne simplesmente fez os movimentos de quem pergunta Como assim? e Helen fez com as mãos o correspondente a mais tarde eu te explico. Amanda sorria debochada para Anne, que retribuia-a, com o olhar fuzilante.Pietro caminhou até a mãe e abraçou-a:

"Ah, e mais importante que todos, meu filho, Pietro."

Pietro sorriu gentilmente e se aproximou para dar um abraço em Anne:

"Os olhos dele são muito bonitos, não tanto quanto o rosto todo, mas sem dúvida são bonitos." dizia Anne.

Helen tinha certeza do que a amiga falava. Apesar de não haver nenhuma ligação clara, os olhos de Pietro tinham o mesmo tom e a mesma forma dos olhos verde-esmeralda de Peter. Anne piscou de canto para ela que sorriu e fez um movimento negativo sacudindo a cabeça.

"Se não se importam, eu e Anne temos muito o que conversar. Então deixaremos vocês tratando de negócios e iremos tratar de assuntos mais...fúteis, como você diria, amor..." e sorriu para John jogando-lhe um beijo com as pontas dos dedos.

Virou-se de costas sacudindo a cascata de cabelos loiros que mais pareciam ouro. Puxou Anne pela mão e as duas sairam do salão.

Amanda sorria à mesa. Jack debruçou-se sobre seus cotovelos para falar-lhe:

"Parece que o ciclo intimo de Helen tem tendência a ser uma reuniao de beldades.." dizia, o sorriso malicioso

"Parece que você não pensa em nada senão isso, Jack" retrucou Amanda.

"É claro que nenhuma delas é mais bela que você, luv."

"É claro que você diz isso à todas, capitão. De mais a mais, já conheço sua... lábia." e sorriu, marota.

Jack retribuiu o sorriso debochado dela com um sorriso amarelado.

"Mas porque você estaria rindo, Amanda?"

"Porque Anne é simplesmente a amiga mais próxima de Helen...e porque além disso, Anne é prima de Peter Jackson, e a maior protetora do antigo romance dos dois. Imagino como deve ser para ela ver agora que a bonequinha-Dawson simplesmente esqueceu do seu priminho querido e casou com um tal John Turner..."

Jack não sorriu desta vez, apenas fez um sinal de quem assente com a cabeça. Pelos corredores ainda era possível escutar as risadas agudas proferidas pelas duas amigas.

Que maravilhoso era aquele som aos ouvidos de Will. Ele sorria cada vez maior a cada risada daquelas, pois aquela risada, aquela alegria, aqueles sentimentos ele podia sentir como os dele próprio, em uma conexão inebriante. Fechou os olhos para ver melhor. Concentrando-se no som, ele podia quase que enxergar a cena, ver aquele largo sorriso de Helen.

A loira caminhava pelos corredores ainda, com Anne em seu encalço:

"Porque a pressa repentina, Len?"

"Porque estou procurando algo, Anne, um baú..."

"Sim, e porque não pergunta ao seu..."

"Marido?" e riu debochada "Ah, Anne, você não faz idéia da situação. Preciso encontrar logo este baú, pra poder..pra poder..."

Para poder voltar para os braços de Will, e tornar-se dele novamente. Só dele e de mais ninguém, como se tudo o que houvesse acontecido não passasse apenas de um sonho ruim.

"Pra poder?"

"Nada, é uma história longa e preciso de muito tempo pra te contar, e tempo é exatamente o que eu não tenho agora."

"Len?"

Helen voltou-se para a amiga:

"Sim?"

"E...e Pete?"

A loira inspirou profundamente, pois aquele assunto ainda era o que mais a magoava, acima de tudo.

"Bom...a gente já não...não tava muito bem juntos, sabe? Mas...Peter morreu, ou melhor, foi morto e..."

"E?"

"Eu ainda não sei ao certo quem foi. Só sei que este irá pagar...muito caro"

"Você vai matá-lo?"

"Não"

"Mas então..."

"Olhe, Anne, ambos, eu e a pessoa de quem suspeito, que existem coisas muito piores do que a morte."

"Mas..."

"A morte é uma vingança simples e tola, um meio rápido de se livrar de alguém que pode ter te feito um mal muito maior do que a repreensão recebida por este. A dor que me causou a morte de Peter não vai ser curada pela simples morte do culpado..."

"Então você...reconhece que amava Peter?"

"Escute..existem muitas formas diferentes de amar...Já amei Peter de diversas delas...Mas acima de tudo, ele foi a pessoa que mais cuidou de mim. A pessoa que mais se preocupou comigo até hoje. A pessoa que me tornou tudo o que sou hoje, e que me ensinou tudo o que eu sei. O meu carinho por ele é enorme, a minha consideração ainda maior. E meu amor por ele, pelo melhor amigo que já tive na vida, é maior ainda. Se a pessoa que penso ser o assassino for realmente culpada, já tenho os meus meios de dfazê-lo pagar...não o matarei, e tampouco serei capaz de fazê-lo sofrer tanto..."

"Porque.."

"Pois com toda a certeza deve ter se tratado de um crime passional, impulsionado por um motivo também muito forte. Ambas sabemos que quando Peter perdia o controle cometia inúmeras besteiras também..."

"Quem seria o assassino?"

" A pessoa com quem mais convivo todos os dias. O meu marido."

Anne mirou Helen estupefata e levou as mãos a boca. Helen continuou:

"Lembra-se claramente da marca que Peter tinha no pescoço?"

"Sei, o triângulo, cor-de-sangue, com a ponta voltada para baixo...Sei, era marca de nascença..."

"Isso. Pois John tem a mesma marca. Idêntica."

Anne a encarou cheia de dúvidas, mas a loira já tinha uma clara idéia do que aquilo poderia querer dizer.

Fim de mais um caps gente!!!! tá tá tá, todo mundo já sabe mesmo, o filho é sim do Will e fiquem felizes...(apesar da idéia original ter sido filho de Peter) Surgiu mais uma personagem na história, a Anneliese, ou Anne. Bem, pra início de conversa, acho que vocês vão começar a ver a ironica Amanda sair do sério, por culpa de Anne e um certo capitão... Agora reviews:

Taty Black: Viu, o caps tah maiorzinho hoje, neh??? Q bom, eu tento manter agora os caps em dia, é que a partir daqui não tenho mais nada concreto, então tudo o que eu faço é sentar em frente ao PC e mandar brasa e começar a digitar. Ah, e Helen é forte sim viu? O problema é que ela tem um certo carinho pelo John(que minha miga definiu como Sindrome de Estocomo) e aí ela acaba pegando leve demais com ele.

Rô: Calma maninha, não precisa bater no Johnny ainda não! Eu já to me virando aqui, e se Deus quiser escapo daqui a pouco...O Jack tem toda a razão, não vale a pena voce se descontrolar...Rsrsrs, li sua fic nova, muito boa, parabéns!!!(ansiosa pelo Keanu agora!)

Lara: Amiga, eu sei que você simplesmente odeia o John, mas vamos manter a calma e a compostura q tudo vai dar certo...rsrsrs...

Ieda: Você aí falando que gosta da Amanda, a Len vai ficar com ciúmes...rsrsrs, pro caps que vem acho que já começa de novo, um re-romance de Will e Helen...rsrsrsrs

Gente, fico por aqui, bjs e ateh!