Capítulo 31- De volta ao início...

Os pergaminhos estavam reunidos, assim como Jack, Helen, Will, Amanda, Dean, Pietro, Anne e Gibbs no convés do Pérola. Will e Jack esperavam as informações novas dos pergaminhos e iam traçando uma rota por entre o mapa da Fonte, a bússola na mão de Will e o compasso nas de Jack. Dean por sua vez detinha sua atenção nos dois últimos pergaminhos, juntamente a Helen, enquanto Anne, Amanda e Pietro davam uma olhada nos outros. Entrementes Gibbs contentava-se em observar o capitão pensando em maneiras de se chegar ao tão esperado destino.

"Olhe bem Helen... o Selo de Hades, como você disse. Está marcado no último pergaminho. Á sangue. Algo, que vamos convir, é muito convidativo".Zombava Dean.

"Deixe-me ver..." disse a loira puxando o pedaço de papel para si. "Se estava com John e ele tem essa marca, pode ser que ele descubra a localização dos outros pergaminhos... ou seja, a nossa, e futuramente..."

"A da Fonte da Juventude, a Acqua da Jack, seu tom sarcástico de sempre enquanto levantava o indicador.

"Exatamente Jack... o que certamente deve nos causar algumas ligeiras preocupações...e possivelmente transtornos..."

"O que nos leva a pensar que devemos agir rápido..."

"Certo..."

Estavam voltando para seus trabalhos, Will fitava Jack e o mapa pensativo, e Helen trabalhava ardorosamente com Dean, uma vez que o marujo já passara boa parte de sua vida examinando os demais pergaminhos. Dean era sem dúvida alguma um observador, e aquela qualidade que às vezes poderia ser vista como defeito no momento tornava-se agora algo imprescindível. Cada mínimo detalhe dos pergaminhos não escaparia aos belos olhos cinzentos do herdeiro de Jack Sparrow.

"Len? Veja, achei as últimas palavras..."

"Ham?"

"Estão escritas à tinta, e não parece ser tão antiga quanto as outras. Pensando bem, tenho certeza que não é a mesma tinta. Não seria a letra de John?"

"Não. Tenho certeza absoluta que não. Me lembra a letra de outra pessoa..."

"Quem?"

"Anne, venha cá ver algo!" Berrou Helen pela amiga, que se detinha olhando o trabalho de Amanda, essa por sua vez muito concentrada em suas anotações sobre os pergaminhos para notar que a mulher à sua frente não estava colaborando em nada.

"Fala..." disse a outra quando finalmente chegou até Helen, o que levou um tempo consideravelmente grande, o suficiente para fazer Amanda notar que Anne não estava fazendo nada.

"Reconhece essa letra, não?"

Pouco importava se Anne não reconhecesse. Helen reconhecia, cada traço daquela letra bem feita e cheia de floreios, de mãos cuidadosas. Ela podia relembrar a cabeça baixa, voltada para os pergaminhos, a pena entre os dedos, firmemente segura, naquela firmeza que ele sempre exercia ao segurar-lhe a cintura. Ela nunca poderia deixar de esquecer aquela letra.

Porque era a letra de Peter Jackson.

"Helen, aquela carta que você me mostrou... pode me mostrar novamente?" perguntava Dean, franzindo a testa.

E aquilo a surpreendeu mais do que qualquer outra coisa que aconteceu naquele dia. Porque como Dean poderia lembrar de algo que...bem, aconteceu há mais de 12 anos? Mas ele lembrara, pois logo depois ele voltou-se para ela:

"É a letra de Peter Jackson. Esse último pedaço foi escrito por ele."

"Sim... tenho certeza..."

"Então ele devia ter sorvido goles demasiado de rum, pois não consigo entender nada..."

"Ham?".

Tomou mais uma vez o pedaço de papel em suas mãos. As palavras pareciam não fazer sentido algum para ela. Eram palavras soltas, dispersas. Seus olhos. Ver. Achar.

O que ela poderia concluir daquilo? Bem, nada. Tinha a ver com os olhos dela. Os olhos azuis dela, que podiam de certo modo ver algo. Mas se tinha a ver com seus olhos, decerto teria de ser um lugar no mar.

Para alguém como Helen, que nunca fora tonta, aquilo era algo desafiador. Havia oceanos inteiros pela frente. Seria tudo mais fácil se a bússola de Jack funcionasse.

"Acho... que é algum lugar no meio do oceano. Não sei que lugar ou sequer que oceano pode ser."

"Então temos um grande problema!"

"Nem tanto!" Exclamou Amanda, do outro lado "Acha mesmo que Peter era tolo de deixá-la somente com uma pista vaga? Ele não buscava a imortalidade, se é que isso te interessa saber. Na minha opinião ele sabia o local da Fonte, mas deve ter medido as conseqüências. Peter era um homem destemido, mas a possibilidade da solidão ou de perdê-la o atemorizava. Provavelmente não sabia da nossa mamãe... Tampouco da sua – nossa – imortalidade. Ele não aceitaria viver uma vida eterna longe de você. Mas sabia que poderia ser útil a alguém como você. Você era mais nova e mais impulsiva, buscava aventuras, e apesar de ele gostar muito de tudo isso tudo o que ele desejava era um pouco de paz."

"Como você sabe, hein?" Perguntava Anne, de lado.

"Ao contrário de você eu não sou tonta. E não precisa se conviver muito com uma pessoa para se descobrir esse tipo de coisa sobre ela". Rebateu Amanda.

"Ela está certa meninas." Intrometeu-se Dean. " Len, temos que pensar. Devem haver outras pistas em outros locais, outras cartas talvez."

"É loira..." zombou Amanda. "É só pensar, poxa."

"Já acharam algo?" Perguntou Will, desviando os olhos castanhos do mapa para encará-los.

"Só mais charadas... Esse Peter era um..." Dean teve a boca tampada por Helen.

"Não vem ao caso o que ele era ou deixou de ser.Bom, tudo que sei é que temos pistas espalhadas e temos que começar a procurar logo."

"A senhorita não-sabemos-mais-que-sobrenome-usar está mais do que certa. Procurando, vamos!"

Todos se voltaram para encarar Jack como se perguntassem E você, vai fazer o quê? O capitão logo percebeu:

"Vou continuar a tentar interpretar o mapa."

"Estamos perto da casa de Peter?" Questionou Anne.

"Perto da Inglaterra? Sim".Respondeu Gibbs prontamente.

"Então é para lá que nós Helen.

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"Alguma pista do Pérola Negra?" perguntava John ao seu imediato.

"Não devem estar muito longe, acho."

"Sei."

"Devemos aportar para conseguir mais suprimentos?"

"Qual é o porto mais próximo?"

"Estaremos na Inglaterra em um dia."

"Certo. Pararemos lá então seguiremos viagem."

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A noite chegara e todos já estavam em suas cabines. Jack acomodara-se em sua cabine no Pérola Negra, Anne e Amanda dividiam a cabine das estátuas do Pérola, Dean e Pietro dividiam a cabine de Jack no Dutchman e Will e Helen dividiam a cabine do capitão.

"Will..." começou ela, com a voz baixa, quando finalmente saiu da frente do espelho que ele depositara ali por culpa dela e foi deitar-se na cama ao lado dele. Ele virou-se para ela, já que momentos antes ele fitava o nada.

"Sim?"

"Está chateado pelas cartas de Pete?"

"Como poderia ficar chateado com as cartas de alguém que se preocupou tanto com você? Ainda que eu não concorde com nada que ele tenha feito, tenho que reconhecer que ele a amava."

"Hum... bem, acho que ele poderia ter dito claramente ao invés de me fazer procurar pistas..."

"Já eu penso o contrário... Ele foi muito esperto ao deixar as cartas de certo modo codificadas, de um jeito que só vocês dois entendessem. Eu diria até que um pouco..."

"Um pouco?"

"Romântico."

"E?"

"Ele fez as coisas do melhor jeito possível. Acho que você deve descobrir respostas em um lugar marcante para vocês dois."

"Mas... que lugar?"

"Não sei... o lugar mais especial para vocês dois."

Dito isso ele virou-se para o outro lado da cama e afundou a cabeça no travesseiro, fazendo-a perder os seus olhos de vista e deixar com que os próprios, claros como água marinha se perdessem por instantes.

Na manhã seguinte chegaram ao sul inglês, no maior porto que havia no local. Helen saiu do navio e assim o fez Will, imitando-a. Jack, Dean, Amanda e Anne a seguiram, deixando Pietro no navio. Helen andava pelas ruas como se pisasse em um chão de vidro, cada centímetro daquele lugar fora de fato especial para ela e Peter. Passeava as mãos por entre os canteiros floridos, passou pela frente de sua antiga casa. Parou ao primeiro portão de uma mansão muito bela, com um grande chafariz no jardim frontal. Os guardas que haviam na porta logo a reconheceram:

"Senhorita Dawson!" Exclamou um deles, já de idade avançada.

"Senhor Revê, como andam as coisas?" Perguntou ela gentilmente.

"Não é a mesma coisa desde a sua partida senhorita..."

"Eu adorara acreditar que fiz esta falta toda..."

"Não é a mesma alegria de sempre depois que o senhor Peter se foi...o senhor Duity que está morando aqui...Mas os rumores são de que esta casa e toda a fortuna do senhor são suas por direito."

"Que interessante..." cochichava Jack para Dean.

"E estes, quem são?" Perguntou o velho guarda.

"Amigos meus... podemos entrar?"

"A casa é da senhorita, ora..."

"Não..." riu-se a loira "A casa é de Duity... ele está?"

"Claro, mandarei alguém ver se ele pode recebê-los."

Alguns minutos depois o velho retornou:

"Podem entrar, a senhorita sabe o caminho. O senhor Duity os espera na sala de debates do senhor Peter."

"Ótimo. Obrigada."

Todos entraram na casa um pouco maravilhados com a beleza do local. Anne acompanhava Helen lado-a-lado, e os outros ficavam um pouco para trás. Helen abaixou-se perto de um canteiro.

Flashback

"São flores muito especiais... somente são encontradas em uma pequena ilha perto do caribe. São belíssimas e dizem que elas nunca murcham..."

Peter trajava o uniforme de oficial, e ela estava muito emburrada e olhando para o chão, enquanto o noivo tentava agradá-la de todas as formas.

"Só isso? Vou voltar pra minha cela então..."

'Não fale isso! È seu quarto!"

"Minha cela!"

"Eu te amo!" Berrou ele, tomando-a nos braços em um beijo longo e caloroso.

Fim do Flashback

"Essas flores..." sussurrou ela. "Continuam vivas... e belas..."

"Quê?" Perguntou Anne.

"Nada. Esqueça. Vamos?"

Entraram na sala, ampla e cheia de móveis, decorada por longas cortinas e tapetes persas. Helen sequer parou, como todos os outros fizeram. Subiu as escadas em um ritmo acelerado e correu para o local que o guarda a enviara.

Abriu a porta e lá estava Duity. Ainda era muito bonito. Sorriu para ela ao vê-la e levantou-se para cumprimentá-la.

"O que a mocinha faz por aqui? Com amigos... piratas?"

"Ham... vim descobrir se... Peter deixou algo para mim?".

"Além dessa casa toda? Sim..."

"Não me refiro a isso. Digo, se Peter me deixou alguma carta...ou...qualquer outra coisa..."

Duity apenas sorriu.

"Minutos antes de morrer... ele pediu que eu ficasse com uma série de papéis. Pediu que eu te entregasse. Quando chegasse a hora. Disse que só entregasse quando e se você me fizesse esta pergunta."

Ele esticou-se um pouco para frente e puxou uma gaveta. Tirou um envelope, com o lacre que Peter costumava usar.

"Abra-o mais tarde. E leia-o longe de mim. Na verdade longe de todos. Recomendação do Peter."

Os olhos da loira já estavam cheios de lágrima.

"Ele... disse mais algo...quando você o viu...antes de morrer?"

"Sim..."

"Que?"

"Que você nunca esquecesse que ele te amou mais do que tudo na vida." Sorriu o outro.

As lágrimas que haviam nos olhos da loira agora rolavam por sua face.

"E disse que você não precisava mais chorar..."

Ela fungou rapidamente e depois foram interrompidos por uma Anne esbaforida:

"Aff...te achei..."

"Você procurou a gente aonde?"

"Em tudo quanto é lugar...Olá Duity..." disse ela, acenando.

"Ora, ora, ora...Anne, quanto tempo..."

"O mesmo pra você..." disse ela, corando.

Helen suspirou longamente. Anne e Duity sempre se gostaram. Não era justo deixá-la com ele?

"Bem...eu vou...deixar vocês dois...conversando, ta?"

"Mas..."

"Sem mais nem menos...Anne fica conversando com você Duity...voces ainda tem muito que acertar."

"Mas..."

"Ai, eu vou ter que ser direta mesmo, né? Vocês se gostam desde pequenos, por isso parem de enrolar e se acertem logo!"

Os dois ficaram se olhando e Helen deixou-os na sala.

"Vamos?" Perguntou para os outros, ao chegar na sala de visitas, aonde estavam sentados confortavelmente no sofá.

"Achou o que precisávamos?" Questionou Dean, passando as mãos informalmente pelos cabelos.

"Para falar a verdade acho que ainda não, mas tenho certeza de que não tenho mais nada para fazer por aqui..."

"Mas..." começou Jack, levantando o indicador, como quem pede para falar.

"E Anne?" Terminou Amanda, cruzando os braços.

Helen abriu um sorriso brincalhão:

"Vai ficar por aqui... com um velho amigo..."

Dizendo isto se encaminhou para a porta principal, onde saiu dando passos decididos até a rua de fora da propriedade. Ao cruzar o portão principal, esperou que todos o fizessem também. Após a saída d todos, ela se deixou ficar para trás, para dar uma última olhada para aquela casa, que tantas lembranças a faziam recordar. Uma única lágrima lhe desceu pelo rosto enquanto ela encarava aqueles jardins, e lembrava perfeitamente a face e os trejeitos do antigo e verdadeiro dono da mansão.

Enxugou a lágrima com a mão direita, e por último sorriu, para depois sussurrar:

"Você quer que eu sorria... Eu estou sorrindo, Peter Jackson...só espero que em qualquer lugar que você esteja, você também esteja fazendo o mesmo que eu."

Acompanhou os outros com algum esforço, pois estes já estavam muito à sua frente. Teve de correr um pouco mais rápido que o normal para chegar até eles, quando recuperou o fôlego e apoiou-se em Dean:

"Voltem para os navios... Em alguns minutos estarei lá..."

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"Ah...os ares ingleses..." debochava John, quando o Lost Shadow aportou do outro lado daquele mesmo porto.

"Quais as ordens, senhor?"

"Esperem por aqui, vou dar umas voltas pelo local."

O moreno desceu do navio, os ares imponentes próprios de alguém da realeza. O traje era impecável, alinhado. Decerto que ele não teria problemas ao circular pelas redondezas, não com aquela aparência.

Helen caminhava com a cabeça baixa até o local aonde havia encontrado Peter pela primeira vez. Aquele canto de cidade, onde ele a encontrara no meio da chuva. O céu estava nublado desta vez também, e um estrondo cortou o céu anunciando a tempestade que viria.

Mas o que fez o seu coração palpitar não foi o barulho provocado pelo relâmpago. Foi a presença do moreno que havia à sua frente.

"Ora, ora, ora... Minha rainha passeando por ilhas inglesas...não acha eu já está na hora de voltar para casa?"

Ela se levantou em um único movimento, pois no seguinte já sacra uma adaga e a pressionava contra a garganta de John. Os papéis que Duity a entregara jaziam caídos no chão.

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Olá pessoas!!!

De novo o Johnny volta a atacar, hein? (Dia desses a Lara me mata!) Anne enfim saiu do caminho da Amanda e arrumou um bom partido! (Duity, quem diria?!)

Eu tenho muita raiva de dizer que eu sou uma autora totalmente desplanejada e despreparada, portanto acho que ainda temos mais dois capítulos antes do final! E claro, uma surpresa envolvendo nosso amado John...(:p)

Bem, a continuação da fic já está sendo escrita, acho que o primeiro capítulo sai um pouquinho grande... e sim, vcs vão me matar!!

Bom, bjo grande para todas as que mandaram reviews ou leram:

Taty: Ahh...Pietro rouba pq o tio Dean ensinou!!!rsrssrsrsrs Mas é, taum novo e já faz o q num deve...é a convivência...

Lara: O dEan eh taum malzinho com o pai(ele tbm num presta..) srsrsrs, o spirito mongol baixou em mim neste caps..rsrsrs

Ro: Reta final sim...rsrsrsrs, relaxa, ainda da tempo de vc me visitar maninhaa...brigada pelas dicas!!