Capítulo 32 – Não esqueça: Cuidado. E eu te amo.
"Uhm..." começava ele com cuidado para não fazer com que o ar entrasse ou saísse demasiado rápido de seu peito, visando não forçar a dilatação de sua garganta. "Bem, foi rápida no gatilho..."
"Eu avisei que seria diferente..." vociferou ela. "Suma da minha frente, não pretendo ter de matá-lo!"
"E porque não?" riu-se ele. "Acaso não me odiavas tanto?"
"Não quero ter de sujar as minhas mãos."
"Nem vai precisar..." sorriu ele, percebendo a emboscada que se formara para ela. Não foram as suas ordens, mas dois de seus homens desceram do navio e já apontavam as armas em direção à nuca da loira, que sentiu um arrepio ao contato gélido com o metal. Ela engoliu em seco. "Vamos Helen, largue logo isso, não quero ter de machucá-la..."
Ela o encarou sem afrouxar a pressão da adaga em sua garganta:
"Nunca"
Mas logo o arrependimento tomou conta de si, pois acima de tudo, ela esquecera de que os papéis que Peter deixou para ela estavam caídos no chão. Um dos homens que apontavam a arma para ela tiraram-na da mira e abaixou-se para pegar o envelope. Automaticamente ela virou-se.
"Devolva isso..." ela disse por entre dentes.
John que já encontrava a garganta fora do corte da afiada arma já encontrava-se com os papéis em mãos.
"O que seriam..." começou ele, antes de abrir o envelope. "Ah...cartas do Pete... hunf, ah não esqueceu o pobrezinho mesmo depois de morto...Aliás, ele não mandou nenhum recado pra você antes de morrer..."
Então ela estava mesmo certa. John matara Peter. Agora o moreno encontrava-se perpassando os olhos esverdeados pelos papéis, sem dar atenção ao olhar fuzilante que Helen lhe lançava.
"Olha que interessante... as cartas para a localização final da Fonte da Juventude, hem?"
"Pode até ser... que pena que você não tem os outros pergaminhos, nem a capacidade de entender o que está escrito aí nesses papéis." Dizia ela, segura pelos dois homens. John voltou-se para ela com um olhar frio, e a mão dele já pairava no ar.
Ela não vai fechar os olhos afinal? Estou com a mão pronta para lhe desferir um golpe no rosto e ela vai manter os olhos abertos como um desafio? O que aconteceu com você afinal, Helen Dawson?
A loura não mexeu um músculo sequer, não ia dar resposta alguma à aquele olhar que a fitava. A única coisa que fez foi sustentar nos seus próprios orbes azuis a intensidade que havia naqueles esverdeados. Mas em um instante depois eles involuntariamente se fecharam, pois as maçãs de sua face agora traziam a marca da mão de John. Rapidamente ela reabriu os olhos, e voltou a encará-lo:
"Que foi? Não sabe ouvir algumas verdades?"
Os olhos se fecharam de novo. O rosto virara para o outro lado, e a marca novamente adquiria um tom avermelhado. John a fitava visivelmente furioso:
"Pode até ser que eu não saiba o que essas cartas querem dizer, mas você com certeza sabe, querida... e como você vai voltar comigo em meu navio, com certeza os seus amiguinhos irão lhe devolver os seus pergaminhos..."
"E daí? Jack nunca lhe dará os mapas!"
"Então será uma pena..." debochou ele. "uma pena pra você e para Pietro, que estarão comigo e pelo visto não vão durar muito tempo..."
"Não coloque as suas patas sobre meu filho!" vociferou ela, debatendo-se contra os dois homens que a mantinham segura.
"É tão seu quanto meu filho, cherrie..."
"É aí que você se engana..." disse ela, encarando o moreno cruelmente. "Pietro Turner nunca foi e nunca será o seu filho, apesar do sobrenome..."
A expressão do rosto de John mudou automaticamente com a frase, como se uma mão invisível tivesse lhe acertado um tapa em cheio no meio do rosto, com a força de um elefante. A voz dele saiu vacilante:
"Como...como assim?" perguntou ele, claramente desnorteado e sem sorriso algum em seu rosto.
"Pietro é filho de William Turner, o seu pai. Sempre foi, mas você também sempre me subestimou. Nunca pensou que eu poderia ludibriá-lo não é?"
Novamente o rosto da loira foi virado por outro tapa, este muito mais pesado do que todos os outros haviam sido até aquele momento, e ela rapidamente se recuperou, para dizer com a voz tão feroz como o rugido de um tigre:
"Qualquer uma de suas tentativas de me machucar não vão produzir a metade do efeito da dor que as minhas palavras causaram em você. E isso você não pode negar..."
John fitou aquela mulher que havia a sua frente. Que sentimento ele nutria por ela atualmente? Porque mesmo com toda aquela raiva que ele sentia dela, ele não podia deixar de admirá-la todas as vezes que ela rebatia as tentativas dele de se impor à ela? Porque ele não podia simplesmente não sentir aquela vontade de ir até ela e enxugar suas lágrimas ao invés de ter de lutar contra este impulso com todo o seu auto-controle? Porque Helen Dawson exercia todo aquele poder sobre ele?
"Hunf..." finalmente ele suspirou. "Não me importa que não seja o meu filho só porque não tem o meu sangue."
"E quem disse que não? O sangue de seu pai é o mesmo que o seu, não?"
"Não me importa, pois eu o criei como meu filho e o amo como tal."
"É claro que não o ama, John, pois você nunca vai ser capaz de amar nada ou ninguém!"
A mão dele pairou no ar novamente, e os olhos dela se fecharam mais uma vez, mas não houve choque nenhum dos dedos dele contra a face dela. Ele continuou a fitá-la, mas desta vez mais sereno, como se uma paz impertubável tivesse se apossado dele:
"É engraçado ver como pudemos viver juntos por mais de doze anos sem conhecermos um ao outro."
"Isso é porque nunca houve necessidade de eu te conhecer, nunca tive vontade de ficar esses doze anos com você!"
"Mas não pode dizer que não gostou. Olhe nos meus olhos e diga que foi insuportável, que fui um péssimo pai e um marido cretino, ou ainda um amante desprezível."
Ela encarou-o com seus olhos azuis brilhantes agora cheios de lágrima. Os esverdeados dele praticamente sorriam para ela.
"Vamos...me responda."
"Eu..." a voz dela saía fraca. "Não posso te contradizer..." ela baixou a cabeça, e ele automaticamente cedeu ao impulso de chegar até ela e levantar-lhe o rosto:
"Você não conhecia a metade das coisas que eu fiz. Você não tinha idéia de como eu era. Você nunca teve noção do quanto eu te amo ou te amei."
"Você não me ama, John..." disse ela, os olhos mareados. Ele a interrompeu novamente:
"E eu não tinha idéia do quanto você o amava. Nunca tive idéia desse seu amor por meu pai. Nem tampouco tinha idéia dessa sua força interior."
"John...você não entende...amor...amor não prende, amor deixa as pessoas livres. Amor não exige nada em troca John...voce nunca me amou..."
"É aí que você se engana. Eu te amo."
Os dois homens que a prendiam soltaram-na ao ouvir isso e num impulso ele mesmo a tomou em seus braços e beijou-a intensamente. A loura no início resistiu, mas no fim aquele beijo tomou conta de si, e principalmente da Helen instintiva. Quando ele se separou dela ainda segurando seus pulsos firmemente a fitou com os olhos ainda mais calmos e que a fizeram tremer um pouco.
"Agora vai... você disse que eu não te amava e eu disse que te provaria o contrário. Quero que você vá. E seja feliz."
Ao terminar a frase abaixou a cabeça e largou seus pulsos, desviando completamente seus olhos dos dela. Dessa vez, foi ela quem virou seu rosto delicadamente:
"Obrigada." Concluiu ela serenamente.
Ele voltou a olhá-la ainda com um pouco de dúvidas.
Meu Deus...os olhos dela estão azuis como nunca jamais os vi antes. Agora mareados me trazem claramente a beleza do oceano. Te deixo ir agora, meu amor...
Ele baixou-se para pegar os papéis que estavam caídos no chão, entregou-os nas mãos dela:
"Vá e faça o que ele queria que você fizesse. Ainda que eu queira dizer o contrário, Peter Jackson a amou. E foi muito mais competente em demonstrar isso do que eu. Hunf... não sei ao certo o que ele queria que você encontrasse, mas vá e faça-o."
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"Aonde será que ela se meteu?" perguntava Will aflito para Dean.
"Ela disse que ia dar uma volta, acredite, ela deve estar bem..." respondeu dean dando-lhe tapinhas nos ombros.
"ela tinha um envelope nas mãos...será que faziam parte da última pista?" perguntou Jack, observando as unhas tentando fingir desinteresse.
"Decerto que sim, Jack, foi o que ela foi buscar, não?" respondeu Amanda revirando os olhos.
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Os olhos dele ainda fitavam os dela, numa tentativa desesperada de manter cada detalhe daquele rosto na memória. A adaga ainda estava nas mãos tremulas de Helen, quando ele balbuciou:
"Faça-me apenas um último favor..."
"O que?"
Num piscar de olhos ele tomou aquelas mãos que traziam o metal pontiagudo e pressionou-as contra o seu abdômen. Fechou os olhos no instante em que a lâmina afiada perfurou-lhe a pele, sentindo a frieza do metal perpassar-lhe o interior. Fechou os olhos por um momento.
Sempre imaginei que a dor fosse muito maior... não sinto quase nada, nada além de um pequeno frio me cortando. Mas porque ainda sinto esse calor dentro de mim?
Helen fitava John imóvel, a mão que trazia a adaga sem movimento algum nos músculos, os olhos estavam ainda mais mareados.
"John...Johnny, o que você fez? O que você fez?" chorava ela.
"Calma... não foi...culpa sua... foi só..um favor..." falava ele pausadamente, tentando recuperar o ar que parecia fugir de seus pulmões.
"Johnny, não, você não vai morrer, calma...relaxe, você vai ficar bem, você vai ver..."
John apenas riu calmamente.
"Não...não vamos mais mentir um para o outro. Nós dois sabemos como isto vai terminar..."
"Que...não?"
"Obrigado... por...tudo.."
"Como assim..eu...te matei..."
"Não...você me fez viver...me fez feliz...eu te amo...muito..."
Os joelhos do moreno foram cedendo e ele caiu no chão, sob o olhar dos dois homens. Dos olhos de Helen as lágrimas caiam livremente:
"O quê que vocês estão esperando? Saiam daqui!" berrou ela, com a voz rouca, debruçando-se delicadamente por cima dele, cujo sangue se derramava incessantemente.
"Johnny...não me deixa..."
"Eu não vou te deixar... você está em ótima companhia...na companhia de papai e Pietro e Dean... hunf... você vai ficar bem... só espero que me desculpe..."
"John... você me fez entender... o que é o amor... quando eu larguei tudo por Will...talvez eu nunca fosse amá-lo tanto se não fosse por tudo o que passei..."
"De nada..." sorriu John, amargo. "E me desculpe...mesmo...ai..."
"Fique quieto..." disse ela apoiando-se no cotovelo esquerdo de modo a elevar seu corpo um pouco acima do dele, para não fazer peso sobre o local da ferida. "Vamos sair daqui, você vem comigo para o navio."
"Helen, não... não quero ir a lugar nenhum, não vai ter jeito mesmo... E, tome cuidado..."
"Que?" virou-se ela com a expressão confusa para o ex-marido. "Do que é que você está falando?"
"Depois que eu morrer..." sussurrou John entre gemidos de dor e tentativas de conter o fluxo de ar "O que não vai demorar..." prosseguiu ele, alterando a expressão para uma de dor intensa "Não sei com quem o selo de Hades vai parar... decerto não vai ser com você, pois isso foi um suicídio..."
"Mas o que isso tem à ver?"
"Helen... existem muito mais selos do que você pensa... E daqui a pouco, você verá... isso passará a ser uma batalha por todos eles, por mais poder..."
"Você está dizendo besteiras, vamos para o navio, você vai ficar bem..."
"Quem está dizendo besteiras agora é você...talvez eu tenha mais uma ou duas horas já que o ferimento não foi tão profundo..."
"Fique quieto, evite se esforçar muito e se apóie em mim... eu vou te levar até o Pérola..."
Com algum esforço ela conseguiu levantar-se e puxar o moreno de modo a apoiar o peso dele sobre os seus ombros. Ainda sentiu que estava leve, e com certeza, John não era leve assim.
"Eu disse para você não fazer esforços não foi?" Virou-se para ele amavelmente "Uma vez na vida pode me obedecer?" Sorriu ela. Ele simplesmente sorriu para ela em troca, o que ela concluiu ter sido uma concessão, uma vez que ela sentiu seus ombros quase cederem diante do peso que agora lhes era apresentado. Caminhou com ele assim até a enseada, onde fez com que um bote chegasse mais perto. Ela puxou o vestido longo e branco, agora manchado de sangue, até a altura dos joelhos, para poder subir até o bote, levando John em seus ombros. Quando entraram, ela apoiou-o em seu colo e entremeou os dedos das mãos entre os cabelos castanhos dele, com um carinho quase maternal. Fechou os olhos e os dois puderam sentir a água passar por debaixo deles em uma velocidade incrível. Logo chegaram até a beirada do Pérola Negra, e a loura sussurrou para o moreno:
"Chegamos... se apóie em mim, vamos subir a bordo, está bem?"
Dean olhou para baixo, a partir da amurada e viu a cena que ocorria no bote. Correu até a passagem no navio:
"Hey...o que está havendo aí?!"
"Dean, ajude o Johnny a subir..." pediu a loira.
"OK, mas..."
"Vamos logo, ele está sangrando!"
Logo depois Dean puxou um John já abalado devido a perda de sangue e uma Helen emocionalmente abalada. Amanda, Jack e Will olharam-se entre si, como se questionassem que diabos estaria havendo ali. Pietro dentre todos foi o que mais teve vontade de fazer esta pergunta. Mas quando ia adiantando-se para frente, Will conteve-o com uma de suas mãos, apoiando-a sobre o ombro do filho, que se encolheu para trás, perto de seu pai. John estava no convés do Pérola, onde Helen apoiou-o no ombro e levou-o até a cabine de Jack, sem fazer qualquer pergunta. Jack e todos os outros a seguiram.
A loira apoiou John na cama, tomando cuidado para colocar mais travesseiros sob o seu pescoço e sua cabeça, de um modo que ficassem altos o suficiente para ele respirar bem. Olhou para a porta e viu todos a olhando.
Que diabos estão pensando? Acaso sou algum tipo de espetáculo?
"Hey, ao invés de ficar olhando, alguém traga algum pano com água morna e..."
Constatou logo que ninguém se mexera, pois pareciam todos em transe ao ver aquela cena dos dois. Foi quando ela deu um primeiro passo irritado em direção a porta, quando sentiu as mãos firmes de John a segurarem pelo pulso. Virou-se para ele, e Will abaixou a cabeça, em um gesto automático.
"Vou buscar a água..." foi tudo o que ele conseguiu dizer, em um tom de voz muito baixo.
Amanda virou-se para ele, mas Jack deteve-a:
"Deixe-o. Precisa pensar um pouco."
A morena ia abrir a boca para falar, mas Dean também se pronunciou:
"Jack está certo...tente se colocar no lugar de Will agora."
Amanda abaixou a cabeça em sinal de concordância. Helen agora estava novamente ao lado de John, deslizando as mãos carinhosamente por seu rosto, enquanto Amanda disse:
"Vou ver se Will precisa de ajuda..." e foi correndo atrás do capitão do Flying Dutchman, em um piparote inesperado, que fez com que nem Jack nem Dean pudessem conte-la.
"Mulheres...sempre querem saber de todas as fofocas..." concluiu Jack para o filho. "Nunca se esqueça disso...sempre as melhores informantes que existem, uma tragédia quando se precisa que guardem segredos."
Dean olhou para o pai com uma cara de que hora imprópria não acha?
Hey, eu sei muito sobre mulheres também, obrigado! Pensamento este que ficou apenas na mente do filho de Sparrow.
John deu uma pequena tossida enquanto Helen dizia:
"Will já vai trazer a água e nós vamos curar esses ferimentos... você vai ver..."
"Helen, me escuta. O Selo de Hades não segue uma linhagem correta. Não sei quem pode ser o próximo herdeiro, sequer tenho idéia, mas creio que Peter Jackson deve ter tido. Portanto leia as cartas com atenção e acima de tudo, tome cuidado. Como disse.." ele fez uma pausa para respirar, sendo cortado por mais um gemido de dor. "Existem outros selos, você não viu nada do poder do Selo de Hades... pode-se mexer com chamas, ouvi dizer que talvez manipular a mente de algumas pessoas... você sabe de seu dom, é incrível, e creio ainda que você não tenha desenvolvido nada dele. Len, vai começar uma luta pelos selos, acredite, essas pessoas não vão estar para brincadeira..."
Ele fez uma pausa ao notar que já estavam todos de volta a cabine, mas Helen parecia não se importar com as presenças alheias que ali haviam. Voltou os olhos para ela e pretendia prosseguir, mas ela estava novamente com os olhos cheios de lágrimas:
"E você? Estava para brincadeiras?"
John desviou o olhar do rosto dela. Era como se fosse algo extremamente sagrado e ele fosse o maior dos pecadores. Ele não era digno de encará-la.
"Não. Eu... pretendia juntar os outros selos e por último...pegar o seu."
As lágrimas que mareavam os olhos azuis dela agora pendiam dos seus cílios para o chão, em uma imensa quantidade, lembrando uma cachoeira.
"Você ia... me matar?"
Ele ficou calado por alguns minutos no qual todos os outros também se mantiveram em silencio. Até que ele próprio criou coragem para falar:
"Pretendia. Mas como vê, eu... nunca conseguiria."
As lágrimas caiam dos olhos dela e ela inspirou fundo para completar seca:
"Não sei porque. Se eram os seus ideais, deveria ter seguido, não importa o custo que fosse. Você foi fraco."
Ele sorriu mais uma vez, o mesmo sorriso que ele dera quando seu pai entrou na casa dele e de Lizzie e Kathleen há mais de doze anos atrás. Era um belo sorriso, infantil e maroto:
"Não fui fraco... Apenas humano. Assim como você..."
Ela piscou os olhos confusa. Ele fechou os dele, mordendo os lábios para evitar soltar o silvo de dor que agora estava preso em sua garganta. Ele inspirou fundo e apertou um pouco mais forte as mãos dela.
"Diga a Pietro...que seja forte. E que eu o amo."
Helen assentiu com a cabeça, ainda chorando. Pietro estava agarrado a Amanda no canto da cabine. John fez outra pausa breve:
"Peça ao meu pai...que me perdoe. Por tudo. E conte pra ele...toda a verdade. Tudo o que você fez por ele, para que ele nunca esqueça o quanto você o ama."
Will que estava de olhos baixos voltou os olhos para o filho, a beira da morte, e deixou que uma lágrima grossa escorresse por sua face abaixo.
"Diga à Dean e a Jack que sejam fortes e espertos, e que tentem trapacear um pouco menos... agradeça ao Capitão Sparrow a cortesia de ter-me morto uma vez."
Jack sorriu enviesado como resposta a notação que John fizera. John puxou um pouco mais o fôlego para dizer:
"E você..."
Ele inspirou fundo e o rosto dela encostou-se no peito dele, sentindo a respiração fraca dele:
"Te amo como nunca fui capaz de amar nada ou alguém, Helen. A pena é que ainda não tenha sido o suficiente..." sorriu ele. "Me perdoe. Faça-me apenas um último favor?"
"Sim..."
"Quando eu morrer, não me enterrem ou queimem meu corpo...Me jogue no mar...para que eu possa sentir você mesmo depois de morto..."
"John..." chorava ela.
"É uma dádiva morrer vendo o seu belo rosto chorando por mim..."
"Johnny..."
"Não esqueça: Cuidado. E eu te amo."
Lentamente os olhos esverdeados dele foram se fechando, e os dela foram mareando ainda mais. Ela sentiu a última batida do coração dele, assim como a ultima respiração cessar. Fechou os olhos.
A vida continuava. Sem Peter ou John, a vida continuava.
E por mais que ela lutasse, sabia que seria assim. As cartas de Peter estavam sobre a escrivaninha. O olhar dela decaiu sobre elas. Ela sabia que ainda havia muito a ser feito.
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Emoções finais, gente!!!
Eu estou chorando até agora com esse capítulo, nem me perguntem porque! Eu matei um dos que eu mais amava na estória: Johnny!(para alegria da Lara!) Mas, não podia deixá-lo vivo por mais tempo!
Quem será o(a) novo(a) guardião do selo de Hades? Estarão certos os avisos de John para Helen?
É, ta chegando mesmo no fim, gente!!!Mais dois capítulos e a gente encerra! Um caps+final! E ai vem o caps ultra-especial que a Larinha começou fazendo e virou febre!rsrsrsrs
Lembrando que o Thiago voltou de Teresópolis e felizmente(finalmente) editou esse caps pra mim, o que resultou na morte bonitinha do John... e de mais surpresas pro próximo caps(preparadas por ele!)
Lara: Vo te falar que a Amanda ainda num tem final definido! Viu, eu falei q tinha q esperar baixar a inspiração para vir algo bom, daí chegou o Thi e veio a inspiração dele msm..rsrsr'
Mah: A danada finalmente apareceu1 Claro que sei q vc tah lendo, brigada msm!
Taty: As cartas do Peter são uma surpresa pra mim tbm, preparadas pelo Thiago!!! Tbm quero descobrir o q tem nelas, ele soh me pediu umas idéias e trabalhou nelas! Vamos ver como saiu, neh...(axo q nesse prox. Caps eu q viro editora!)
Ro: Calma, naum criemos pânico! Venha me visitar logo, depois a gente sai de feria...nao sei por quanto tempo!
Bjs gente! Ah, pra vcs ficarem com água na boca: Pro prox. Caps, a apresentação do novo guardião do selo de hades!(e a revelação da carta do Peter!)
Lara se metendo no meio do capítulo da Dora :D
O que eu faço aqui? O pc da Dora tá doidão e ela pediu pra eu postar por ela hoje ;)
Que emocionante TT sou a beta2 da Dora TT olá, Thiago, vamos ser sócios de trabalho agora :D não é legal? Tá, Lara, pare de viajar. E fale rapidamente.
Eu só tô escrevendo pra dizer um oi mesmo, então, OI! E dizer pra todo mundo que eu postei o capítulo dez de Diário de..., então, eu sou uma anta que entra só pra fazer propaganda.
Beiiijo pra todo mundo que lê essa fanfic maravilhoosa ;
Lara ;)
P.S.: vamos fazer o seguinte? Todo mundo que mandar review diga nela: QUERO AMANDA COM JACK NO FINAL, DE PREFERÊNCIA UM FINAL NÃO MELOSO E QUE ELES NÃO SE CASEM! E QUE NÃO SEJA SOMENTE UMA RAPIDINHA DO JACK! Obrigada pela atenção, se você teve saco pra ler isso.
P.P.S: Johnny morreu! Yeah:D
