Capítulo 33 : Cinzas
As lágrimas ainda manchavam aquele rosto perfeito, mas a loira já se levantara e agora detinha as cartas de Peter em suas mãos. Deu uma última olhada em John e sentiu suas pernas fraquejarem. A sensação de ver o corpo dele estirado no chão era simplesmente sufocante para ela. E ela sabia que só podia compará-la a uma estranha sensação que só lhe ocorrera uma única outra vez na vida.
Só podia lembrar dos olhos verde-esmeralda de Peter cerrados e seu corpo estirado no chão sobre o tapete persa, aquele corpo já sem o calor que ela sempre sentia ao tocá-lo. Agora com John era o mesmo. Lançar olhares tímidos para o corpo dele era a única coisa que lhe restava a fazer naquele momento. Na verdade não era a única coisa, mas parecia ser a única coisa que ela era capaz de fazer. Guardou as cartas por dentro do decote do vestido alvo, e foi até o corpo do moreno mais uma vez. Parecia que todos a bordo encaravam a decisão para a pergunta O que vamos fazer?como responsabilidade dela. Segurou firme mais uma vez naquelas mãos, e agora estavam frias também. Frias como as de Peter. Será que era esse o destino do guardião do selo de Hades? Ser morto sempre por culpa de uma outra pessoa?
Os olhos dela marearam ainda mais. A quem ela estava querendo enganar? Peter e John morreram por diversas coisas que fizeram, e ainda que fossem absurdas e catastróficas, as duas mortes tinham a ver com ela. E agora o que ela poderia fazer? Recolheu um pouco seu corpo contra si própria, até que Will tocou sua mão de leve.
E quando ela virou-se para ele, viu que não era a única que chorava.
Os olhos do moreno também estavam mareados, mas as sobrancelhas erguidas e as feições que assumiam aquela face diziam para ela que ele estava ali para ser forte. Não importava que tivesse de ser forte por ela e por ele.
"Len... Acho que ele iria querer que... Os desejos dele, bem, fossem..."
"Eu sei..." disse ela com a voz embargada. Fungou um pouco e se levantou. Baixou o corpo até o dele e com um pouco de esforço ela pegou aquele peso entre os braços. Will foi até ela, ajudá-la, com Jack e Dean em seu encalço, ao que a loira virou-se com uma cara na qual se lia estampada: Devo fazer isto sozinha. Bom, nenhum deles estava disposto a discutir de verdade, ainda mais com Helen emocionalmente abalada.
A loira foi até a amurada do navio e dirigiu-se a passagem para o bote, que por algum motivo ridículo estava ali esperando. Natureza pérfida e cruel. Insiste em levar as pessoas embora. Ela desceu até a pequena nau e depositou a cabeça de John em seu colo, esperando o barco afastar-se um pouco do navio. Ao chegar longe o suficiente para não enxergar as velas negras do Pérola, ela mergulhou na água, deixando as cartas de Peter dentro do bote, puxando o corpo de John para perto de si. Com algum esforço ela manteve-se na superfície, sustentando o peso dos dois corpos. Não podia deixar de encarar aquela face com pesar e ao perpassar-lhe os dedos sussurrar-lhe pela última vez:
"Não vou esquecer...terei cuidado e sempre saberei que John Turner me amou. Só espero que esteja onde estiver, John Turner também saiba que Helen Dawson o amou. Foi um amigo inestimável e um ótimo pai. Amei da minha maneira, e ainda que não tenha sido o suficiente para nós dois, espero que saiba que te amei."
E desta vez ela teve a pior sensação que pode experimentar em toda a sua vida. Soltar as mãos que prendiam o corpo do moreno contra o seu foi o gesto mais difícil do mundo. E de um jeito ou de outro, ela sentiu como se deixasse a vida dele passar por entre seus dedos. As pernas batiam inquietas, enquanto o corpo dele afundava no mar escuro que havia sob ela. Ela esperou que as águas se aquietassem para voltar ao bote, de onde voltou apressadamente ao navio. Todos pareciam querer esquecer o assunto. Pietro conversava distraidamente com Dean. È claro que os dois estavam fingindo muito mal a sua distração, tão mal quanto Will e Amanda forçavam uma risada naquele momento. E se alguém naquele navio podia ser considerado um bom farsante, quem mais poderia ser senão o capitão Jack Sparrow? Pois bem, Jack era o único que agora aliviava o ânimo de Helen, pois era o único ali que parecia que estava triste. O que ela sabia perfeitamente ser uma farsa. Mas a falta de um sorriso, forçado ou não naqueles lábios aliviou ela por completo, como se o peso sobre a morte de John tivesse saído das costas dela, ainda que não por completo, e agora fosse dividido com alguém. Gibbs aproximou-se dela, com uma voz que sempre mantinha o mesmo tom (bêbado) de sempre.
"Deseja alguma coisa, senhorita?"
A pior de todas as coisas da vida é a fofoca. E o pior dos sentimentos é a curiosidade. Não, na verdade o pior de tudo é quando as pessoas tentam fingir algo mas fingem muito mal. Ela sabia que todos os ouvidos estavam abertos para a resposta que ela daria agora, como se esperassem o estopin de um acontecimento trágico para aquele momento. Mas nenhum deles virou-se ou parou de falar ou rir, mas todos os olhos viraram-se de lado para ela.
"Nada. Apenas...ah, Jack?"
"Sim?" o capitão respondeu-lhe prontamente, ao que ela agradeceu em silencio. Não fingiu distração sobre a conversa.
"Poderia pegar sua cabine emprestada. Preciso...ficar um pouco sozinha... e ler estas cartas..."
Ela sabia que bastava dizer que iria ler as cartas que ele lhe emprestaria a cabine, mas como Jack era ótimo naquele jogo de farsas ela até podia trocar gracejos com ele. Ao que foi correspondida como esperado. Jack abriu um sorriso debochado:
"Claro...hum...sozinha...deve estar cansada..."
"Muitíssimo. Posso?"
Não esperou nenhum hã, claro em troca. Adentrou a cabine sem dar maiores explicações, e foi direto para a cama sentar-se recostada em travesseiros para abrir as cartas. A primeira delas estava datada de muito tempo atrás. De uma época na qual ela era razoavelmente pequena. Seus quinze anos.
Querida Helen...
Bem, são os seus quinze anos hoje e eu mal sei por onde começar esta carta. Porque te conheço há três anos, mas parece que foram décadas desde aquele dia. Eu via o entardecer do dia seguinte, e reparei na sua nuca. É um sinal diferente dos comuns. Nunca vi um sinal ter uma forma como esse. Exceto um.
De qualquer jeito, não importa. Estava revirando algumas cartas no armário de meu pai e acabei descobrindo uns pergaminhos estranhos. Na verdade um deles tinha um símbolo idêntico ao seu sinal. E um outro que parece... Bem, com uma mancha que tenho em meu pescoço.
Mas vim por esta carta para felicitá-la, neste dia você passa da fase de menina para mulher, e tudo que eu esperava dizer era que você se tornou uma belíssima mulher. Tão bela como nunca vi mulher alguma ser. Bom, muitos concordam comigo.
Não espero que você ache que este é o motivo da próxima coisa que te direi. A verdade é que tudo em você é muito belo, mas falo de seu espírito único. Bom, então espero que compreenda o fato de que eu te amo. E que entenda o fato de que te dizer isso pessoalmente é um tanto difícil.
Meus sinceros parabéns,
Peter.
Era um carta de quinze anos então. Mas em seus quinze anos ela não tinha a menor idéia de que a "mancha" em sua nuca não era uma mancha ou simples sinal, e sim um selo, que lhe dava alguns poderes e tudo mais, Na verdade aquela carta nunca chegou até ela.
A próxima carta era datada dos 17 anos de Helen. Nesta época ela já estava trocando farpas com Peter, por causa do casamento nada forçado e tudo mais.
Helen,
Espero que um dia entenda o porquê de estar aqui em casa, resignada ao seu quarto, ou sua cela, como você tanto adora dizer. Sobre a sua mancha ou sinal, depois de dois anos posso lhe afirmar com certeza. Não é apenas uma mancha. É um selo, o que significa que ele lhe dá algum tipo de poder ou informação. Este mesmo selo está nos pergaminhos que eu encontrei com meu pai, desenhado nas beiradas das escritas. Os pergaminhos dão a localização não exata de um local. A Fonte da juventude.
Estamos crescidos e creio que não acreditamos em assuntos lendários como estes. Mas de fato, a busca por esse tal local me fascinou de alguma maneira, como sei que decerto há de fascinar outros tantos. Portanto é necessário que você fique aqui, protegida dos perigos. Até que eu descubra o tal lugar.
Pelo que sei até o momento, fica em algum lugar próximo ao Caribe. Uma das ilhas caribenhas. Uma entre milhares. Deve ser alguma pequena, para complicar. Essas coisas sempre estão complicadas.Por fim, espero que você leia isto logo.
Te amo,
Peter
A loira olhou para as cartas um tanto desconfiada. Podia ter achado tudo aquilo há muito tempo...E poupado tanto trabalho ou até vidas...Mas a última das cartas ainda estava lacrada, datada de um dia antes da morte de Peter. Ela abriu-a com todo o cuidado do mundo.
Amor, nem tudo é o que parece. As violetas parecem azuis, mas são de uma tonalidade roxa.O mapa para a Fonte deve parecer levá-la a lugar algum, navegar em círculos, talvez. Mas preste atenção em cada detalhe de suas bordas. Procure por desenhos aos quais nunca prestou atenção. E a cada lugar que o mapa pareça levar, faça o caminho contrário. Foi tudo o que pude descobrir... Deus, como tenho um mau pressentimento sobre tudo isso. Helen, por favor, tome cuidado. E não esqueça que te amo.
Terminou a leitura silenciosa. Encontrou um anexo ao bilhete:
Não deixe que a imortalidade suba até a cabeça deles.Estes pergaminhos não são para lhe mostrar caminho algum, que não seja a sua jornada interior. Espero realmente que descubra seu total poder e faça-o desabrochar a tempo.
Pegou a vela que estava quase apagada sobre a escrivaninha do capitão Sparrow e esperou que os papéis queimassem sobre a fraca chama que estava acesa. Encolheu-se um pouco na cama depois que os papéis se transformaram apenas em cinzas. Ela precisava convencer aqueles homens que faziam parte da vida dela, de que achar a tal Fonte da Juventude não seria a melhor saída. Resolveu que iria queimar os pergaminhos. Iria queimar o mapa da Fonte. Pois nunca conseguiria fazê-los entender. Só queria o bem deles, ela via o que acontecia com Will. Decerto ninguém gostaria de ser eterno. Pelo menos não depois que visse tudo que é importante para si, morrer ou envelhecer ou ceder ao tempo.
Ah...E decerto eles ficariam com raiva dela. Era preciso que convencessem eles de que seria melhor assim.
Problema de que não se convencessem, seria assim e pronto.
Subiu até o convés, já muito mais calma. Olhou para todas aquelas pessoas, que a encaravam esperando uma resposta rápida. Olhou para Dean e viu a confiança que ele depositava nela. Olhou para a irmã e viu que ela aguardava uma resposta de todo o coração. Olhou para Jack e constatou que ele estava radiante com a possibilidade de saber sobre o mapa. Então olhou para Will.
Ele a encarava como se soubesse de certo modo o que ela ia fazer. E assentiu com a cabeça para ela. Poderia ser um gesto de aconteça o que acontecer estarei ao seu lado.
"Dean... preciso dos pergaminhos... agora."
Dean foi buscá-los alegremente e ela viu que Jack estava igualmente sorridente. Deus, aquilo a fazia sentir-se tão mal. Os papéis estavam em suas mãos, e ela sentiu-se estremecer de leve, com uma brisa gélida que começava a atingi-la.
"Jack... vou precisar do mapa..."
Jack entregou-lhe o mapa, satisfeito consigo mesmo. Ela desviou os olhos dos castanhos dele. O que atraiu o olhar de Dean e Amanda. Amanda logo desviou o olhar para se dirigir até a amurada, e debruçar-se lá, olhando alguns golfinhos. Dean porém começou a fitá-la, como uma dessas máquinas de raio X, através daqueles olhos cinzentos. E logo ela disse:
"è bom que fique com esses papéis...pelo menos por hoje..."
Ela partiu para o Flying Dutchman, acompanhada de Will e Pietro. Dean foi para a sua cabine e assim o fizeram Jack e Amanda. Todos eles sem notar o navio que se aproximava deles.
O Lost Shadow se aproximava assustadoramente rápido dos dois navios. Mas desta vez, sob seu comando, não havia mais o Capitão John Turner ao leme. Em seu lugar, uma mulher, baixinha e de corpo bem delineado por debaixo das roupas masculinas marcadas pelo espartilho. Os cabelos eram compridos e pareciam línguas de fogo, tão vermelhos que eram. Os olhos verdes cintilavam na direção do Pérola Negra.
"Senhorita?" questionava um de seus novos tripulantes, ainda fitando o triangulo recém formado no pescoço da garota.
"Psit...fale baixo...Isso não será um ataque, e sim uma investida para recuperarmos...algo que me pertence, por assim dizer..."
"Perdoe a intromissão, mas poderia dizer?!"
"Os pergaminhos de Hades...e as cartas do guardião que os desvendou..."
Logo um moreno chegou perto dela, e fez um brusco gesto de silêncio em direção ao marujo. No pescoço desse moreno, uma marca em forma de raio. Ele chegou perto da ruiva e perguntou:
"Impertinente, não?"
"Eu diria que sim, Dom, mas será necessário...pelo menos para roubarmos os pergaminhos de Sparrow..."
"Sam...creio que superestima muito o lendário capitão...se o conhecesse como eu o conheço..." o olhar do moreno chamado Dom se voltou para o horizonte. "Sortudo, eu diria. E com um pouco de talento, não vou negar. Mas Sparrow não passa de um pirata bêbado..."
"Que fez mais feitos do que muitos outros dos quais já ouvi falar...Aliás, aqueles que subestimaram o capitão não estão mais vivos para contar a história..."
"A essa hora Jack dorme..."
"Mas e a garota?"
"Que garota?" perguntou Dom, confuso.
"A guardiã do selo de Calypso? E a irmã dela?"
"Estão com eles?"
"Sim, mas não é hora de agir...temos de estudar os pergaminhos antes...Eles devem dizer muito mais do que se pensa..."
O olhar dela se perdeu. Dom fitou-a.
"Já volto...com esses papéis..."
"Mas..."
"Se tem algo que sei, é como Sparrow é super organizado..."
O moreno partiu sob o olhar de censura da ruiva, que rezava aos céus, para que ele voltasse logo.
É claro, com os papéis em mãos.
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Helen estava deitada na cama ao lado de Will, ela virada para a parede e ele de barriga para cima. A loira tentava dormir, e o amado ainda pensava no que poderia dizer-lhe sobre a morte de John. Ficava olhando para o teto insistentemente, na procura das palavras certas. E Helen ainda pensava no que iria fazer a respeito do mapa. Quando ela se virou para o lado de Will, foi logo surpreendida pelas mãos do moreno, cujos dedos lhe seguraram o queixo e a outra mão deslizava por seus ombros.
"Len..."
"Sim?!"
"Sei que deve sentir muito...mas não foi sua culpa..." dizia ele, sem encará-la... Conte a ele... O que será que John queria que ela o contasse?
"Will..eu sei que não...e tem algo que queria lhe dizer..." disse ela, finalmente dirigindo seu belo par de azuis para os castanhos brilhantes do amado.
Will permaneceu calado. Aliás, o que mais ele poderia fazer? Deixou que ela prosseguisse.
"Eu...nunca deixei de te amar...em momento algum...e... bem, se fiquei com John aquele tempo todo...foi...por você, e se não te contei sobre Pietro foi por vocês dois...John estava fora da razão, e tinha o seu coração sob o poder dele...eu nunca deixaria nada acontecer a você..." ela começou a chorar. Ele voltou-se para ela, com um sorriso de gratidão que fez com que ela pensasse que o mundo acabaria naquele instante:
"Eu sei que você nunca deixou de me amar...Sabe por que? Porque eu senti o mesmo..." dizia ele, os dedos deslizando carinhosamente por entre os cabelos loiros dela. "Agora...por favor, não precisa me contar mais nada, se não quiser...e se te magoa, como penso que o faz..."
Ela levou azuis novamente a castanhos:
"Como pode saber?"
"Sinto o que você sente. Sou parte de você, esqueceu?"
Ela manteve-se calada e ele sussurrou ao seu ouvido:
"Porque meu coração bate junto com o seu."
Após aquelas palavras beijos foram dados e peças de roupas tiradas, até que o casal mais uma vez estivesse unido, sob cobertas, as mãos dadas por dedos entrelaçados e os sonhos flutuando.
O mundo era só deles naquele momento.
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Dom adentrou o Pérola, silenciosamente. Não havia ninguém, pelo menos ninguém sóbrio no convés superior. Sem dificuldades ele adentrou a cabine de Sparrow, e logo localizou os mapas e os pergaminhos. Com um sorrisinho ele pegou os documentos, enquanto o capitão dormia tranqüilo agarrado a uma garrafa de rum. Dom ainda deixou um bilhete para Jack.
Saiu do Pérola com a mesma facilidade. E logo voltou ao Lost Shadow, entregando os pergaminhos para Sam:
"Como disse, aqui estão, Srtª Samantha Anderson...".
Os verdes dela se iluminaram de alegria:
"Meus parabéns meu caro Dominic...meus sinceros parabéns..."
Com a mesma velocidade com a qual se aproximou, o Lost Shadow agora partia. Junto com os pergaminhos.
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Jack foi acordado na manha seguinte pelo filho, claramente aborrecido:
"Onde estão os pergaminhos?"
"Ora, estão sobre minha escrivaninha..."
O mais novo revirou os olhos impaciente:
"Entao vá achá-los você!"
Jack se levantou e caminhou até o móvel, e passou um bom tempo procurando no meio da bagunça, até que reparou no bilhete deixado. Acenou com ele para Dean que fez cara de Lê logo, droga.
Caro Capitão Sparrow...
Como devo lembrar-lhe, o senhor estava em dívida comigo e minha irmã, a Srtª Samantha Anderson..é claro que como somos velhos amigos decidimos não importuná-lo e pergarmos algo que agora é de Sam por direito. Os Pergaminhos de Hades.
Lembranças...
Dominic Anderson.
"Maldito..." concluiu o capitão, furioso.
"Concordo" berrou Dean, igualmente enraivecido.
"O que ta acontecendo aqui?" perguntou uma Amanda sonolenta, acordada pelos berros masculinos.
"Jack perdeu os papéis!" berrou Dean
"Não perdi!"
"Perdeu sim!"
"Não perdi não"
"Perdeu sim!"
"Não perdi não!
"Então cadê eles?"
"Calem a boca os dois!" berrou Amanda, assumindo o controle da situação. "O que houve, afinal?!"
"Fomos roubados..." concluiu Jack.
"Você foi roubado, só que roubaram coisas da Len que estavam sob seu cuidado!"
"O que se resume em todos nós fomos roubados!"
"Jack, não acha que se vai ser imortal deve ter um pouco de riscos e diversão antes disso?" perguntou Amanda, chegando mais perto de Jack.
"É algo a pensar, luv..." disse ele, enquanto seus braços já entrelaçavam sua cintura.
Dean deu um pigarro um pouco curto antes de dizer em alto e bom som:
"Vou checar o estoque do porão!"
Deixando os dois a sós. Os castanhos de ambos seguiram Dean escada abaixo, mas quem primeiro se recuperou foi Amanda:
"Quando for imortal, Sr. Sparrow...como pretende passar seu tempo?"
"ora, tenho planos para os primeiros 330 anos..."
Amanda deixou-se abraçar mais pelos braços do capitão. Pelo menos ua vez ela queria poder chamá-lo de meu Capitão.
"E em quanto tempo eu estarei inclusa em seus planos, Jack?!" perguntou ela baixinho, desviando o olhar do dele.
A pergunta pegou o capitão de surpresa, e ele ficou silenciado por alguns momentos. De todas as mulheres que já conhecera, Amanda era a mais forte, e mais geniosa, mas sem dúvida, a mais bem-humorada...Enfim, a mais combinou com ele, por assim dizer. Mas antes que começasse a dizer algo, ela falou:
"Porque não quero que você atrapalhe os meus planos e..."
A mão direita do capitão chegou perto do rosto dela e dedos delicadamente fizeram com que ela se calasse:
'Voce faz parte dos planos de todo o tempo, luv..."
Foi quando ela finalmente sentiu que seus olhos estavam presos aos dele, e seus lábios eram atrídos pelos dele como um imã cuja atração era inevitável.
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Oiees gente! Penúltimo capítulo, que emoção!
Finalmente, depois de muito sufoco, decidi o desfecho da estória, mas que fique claro que não é definitivo, porque ainda vem aí a segunda parte! Eu sei que demorei a postar, mas o meu Beta 1, Thiago tava de castigo por um bom tempo...aliás, ainda ta, mas deu aquela escapada pra dar uma olhadinha aqui. Então, não posso deixar de agradecer a ele e a Larinha, que agora ta betando os meus caps tbm!
Reviews:
Lara: Você ainda vai me matar dia desses neh? Eu avisei, avisei q o John era legal, soh vc num acreitou(vc e a torcida do Flamengo toda...)
Taty: eu tbm senti mta pena do Pietro tadinhooo... era o kra q cuidou dele...mas o moleke é maduro, e vai se safar bem!
Ro: sei q vc queria ter acabado com Johnny com suas próprias mãos, mas foi bom assim...
Ieda: Ufa! Três caps seguidos, hem? Q bom q gostou, e mais uma vez eu digo: eu senti mta pena do John sim, e me doeu mto matá-lo, pq ele era de longe quem eu mais amava...aiai...
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
N/Beta 1: Nussa...
Depois de mto trabalho esse caps saiu!!! E dessa vez alguém resolveu deixar a pobrezinha da Lara feliz!!! Se a Dora não torce pelo casal Jack e Amanda eu torço e a Lara me apóia!(vice-versa) [betas unidos jamais serão vencidos! Então, finzinho de caps escrito por mim, obrigado por avisar pra eles, Dora!!! Rsrsrsrsrsrsrs Espero q tenham gostado do caps, e assim q a Dora terminar o próximo eu juro q tento betar rápido!!!
P/S: Lara, depois eu juro q te add no MSN eh q eu realmente não to entrando mais na net!! bua meu pai me dixou de castigo.
