Cap 16 - Acontecimentos

AAAAAAAHHHHHHH. QUE PREGUIÇA! Nossa. Quanto tempo hein gente. hehe.. pois é.. eu estou de volta.. tipo.. os motivos do meu sumiço eu explicarei mais tarde, agora vamos ao que intereça.

Bom, esse capitulo, já digo logo, ta muito interessante. Creio eu que voçês iram adorar.. tem de tudo um pouco nele. Foi um dos melhores caps que eu já escrevi, então, por favor, leiam ele com atenção.. ok? Sem mais delongas, vamos ao cap 16

Acontecimentos.

Legenda:

- Blablabla - Fala dos personagens

"Blablabla" - Pensamento dos personagens

(Blablabla) - Eu falando alguma leseira..hehe

Disclaimer : Sakura Card Captor não me pertence.. pertence a Clamp.. droga :(

Cap 16 - Acontecimentos

Uma jovem no auge de seus 17 anos descansava tranqüilamente em seu quarto, ou melhor, suíte, com os olhos fechados e com seus pensamentos voltados aquela pessoa que fez o seu coração bater mais forte.

- Quer sobremesa, irmãzinha? – era Eriol entrando.

- Eriol?! É você... que susto!

- Parece distraída, no que estava pensando?

- É verdade, eu ainda não te contei o que aconteceu antes de eu vir parar aqui, não é? – disse a jovem um pouco rubra ao irmão mais novo.

- Bom, me conte então – disse Eriol incentivando.

Flash Black

- Nossa... que incrível. O sorvete japonês é bom mesmo – disse a jovem se deliciando com o sorvete que tomava.

- A senhorita por acaso vai viajar? – perguntou o sorveteiro, que estava próximo dela.

- Ahh... não, não.. eu já viajei. Eu estava indo a casa aonde eu ia me hospedar na minha temporada no Japão, mais quando eu vi a sua sorveteria não resisti e sai do táxi pra tomar um sorvete aqui!

- Ah... isso explica as malas que a acompanham. Elas parecem ser bem pesadas, hein?

- Sim, sim... mas eu sou mais forte do que eu aparento!

- Entendo... mas você sabe aonde é a casa que você vai se hospedar?

- Hum... pensando bem.. Eu acho que eu estou perdida, sabe. Mas isso não é problema – disse a jovem se levantando e pegando as suas pesadas malas de viajem - Eu encontro o caminho sozinha!! Obrigado pelo o sorvete e até mais!! – disse a jovem saindo do local.

Alguns minutos depois...

- Droga, estou perdida!! – disse choramingando

Olhou para todos ao lado. Não viu uma alma viva naquele lugar. Não tinha placas de sinalização e nem transito passando por aquelas ruas. Um gélido vento frio soprou, fazendo todos os pelos do seu corpo feminino de arrepiarem. Até que avistou alguém ao longe. Julgando ser a sua ultima esperança de se localizar naquele lugar desconhecido, a jovem se pôs a correr em sua direção.

- Ahh... com licença.. é que eu... – começou

O estranho se virou para ela. Sim, era um menino, ou, melhor dizendo, era um homem, e que homem. Seus cabelos negros, quase castanhos, um tanto rebelde, em contraste com os seus olhos igualmente escuros, fizeram a jovem perdida congelar no tempo e espaço.

- Sim, o que deseja? – perguntou o estranho.

- Bem... é que eu... sabe... é que eu tipo... eu me perdi e... tipo... não sei aonde estou e... – além de nervosa, estava muito vermelha.

- ahh... entendo. E aonde você quer chegar? – perguntou educadamente

- Bem – a jovem, usando as suas mãos já tremulas, pegou o pequeno pedaço de papel aonde anotara o endereço da residência onde iria ficar e o entregou ao belo desconhecido.

- Humm... eu sei onde fica esse lugar. Tudo o que você tem que fazer é entrar naquela rua ali e...

O estranho começou a orientá-la, mais a jovem nada escutava. As informações tão vitais as quais precisava no momento se perdiam no nada, tudo por causa daquele jovem. Aquele lindo jovem que entrara na vida dela de surpresa. Seus olhos, seu cabelo, seu sorriso. Tudo nele era perfeito. Ele parecia um sonho.

-... hei... você me entendeu senhorita... ei... – alertava o estranho

- ahh?! O que?! Desculpe, disse algo? – acordou dos seus devaneios.

- Você é muito distraída.. se você começar a andar sozinha por ai provavelmente vai se perder ainda mais. Nesse caso eu acho que vou te acompanhar ate o seu destino.

- Ahhnn... o que? – ela disse saindo dos seus devaneios novamente

- ahh... esquece... Somente me siga... ok? – disse o jovem estranho

Não sabia como e também não sabia por que, mas de uma maneira inexplicável, tinha conseguido um pouco mais de tempo com aquele belo estranho.

- Escuta... essas malas parecem estar pesadas. Não quer que eu a ajude? – perguntou o jovem.

- Ahh... não... não precisa... eu consigo sozinha – disse a jovem.

- humm... – jovem parou – Eu me chamo Touya, Toya Kinomoto e como você se chama? – perguntou.

- ahnn... bem... eu me chamo Nakuro, Nakuro Hiragizawa. Prazer em conhece-lo – disse meio rubra.

- Então Nakuro, não quer mesmo que eu te ajude com essas malas??

- Não, não.. obrigada.. você já está fazendo muito me guiando até meu destino. Eu agüento carregar isso sozinha ate chegar lá. Não se preocupe!

- Tudo bem então.

E assim, o eles continuaram a caminhar. Nakuro caminhava com muita dificuldade, já que estava carregando 2 malas pesadíssimas. Percebendo isso, Touya para de caminhar.

- Ei, você, passa para cá essas malas. – disse Touya.

- Mas como assim... o que? – ai droga... com tanta gente no mundo para pedir informação, eu tinha que pedir justo para um assaltante com um rostinho bonitinho? – inconformou-se Nakuro.

- Assaltante? – perguntou Touya

- Não sabia que o Japão era um local tão violento.

- Ahh droga... parece que eu não tenho outra escolha – disse Touya

Dito isso, Touya empurra Nakuro que cai no chão, conseqüentemente soltando as suas malas.

- Eu vou ficar com isso – diz Toya com um sorriso zombador pegando as malas, e depois começa a correr.

- ahh... isso não vai ficar assim não! – Nakuro se põe em perseguição.

Touya era um bom atleta, e apesar do peso extra que agora carregava, ainda conseguia correr em uma boa velocidade, porém, Nakuro o seguia de perto, xingando o seu perseguido de todas as formas possíveis. Enquanto corria, Touya olhava para todos os cantos, como se procurasse por algo, fato percebido por Nakuro. Ela estranhou um pouco, mas não deixou de perseguir-lo.

Até que em um determinado momento da perseguição, Touya para de correr. E assim que o alcança, Nakuro o acerta com um soco bem no meio da cara. Touya cai ao chão, mas ainda se mantém consciente.

- Seu idiota, acha mesmo que ia escapar com as minhas malas? – Nakuro enfurecida.

Touya não fala nada. Somente a observa e leva a sua mão ao bolso da sua calça. Nakuro, observando os movimentos dele, recua, pois poderia ser uma arma de fogo. Mas na verdade, ele pega um pequeno pedaço de papel.

- Rua 9, casa 157.. é nessa residência que você gostaria de chegar, Nakuro?? – perguntou Toya apontando a uma pequena mansão com uma plaquinha escrito Hiragizawa na frente.

- É sim... puxa vida... muito obrigado por me guiar e... EI... pera ai... você tava me roubando seu babaca!! – berrou Nakuro.

- Roubando? Você esta louca menina? Eu só estava te ajudando a carregar as suas malas. – explicou Touya.

- Droga... você pelo menos deveria ter avisado antes. Você me assustou, sabia??

- Ahh claro que se assustou... Isso explica o fato de você ter me dado um soco – brincou Touya.

- Ai meu deus... me desculpe por isso! É que eu não sabia e... – envergonhou-se Nakuro.

- Que isso... não foi nada – disse Touya enquanto se levantava – Então... essa é mesmo a casa que você procurava?

- Sim, sim... é essa mesmo. Muito obrigada pela a sua ajuda Touya!!

- Sem problemas e... aiii droga... eu já estou atrasado!! Tenho que ir... Tchau!!

- Ei... pera ai..

Mas já era tarde demais. Touya já tinha sumido de vista, talvez, para sempre.

FIM DO FLC BLACK

- Puxa... que história!!

- É mesmo... parece um conto de fadas.

- Bom, deixando de lado os contos de fadas... você ainda não me explicou o motivo da sua vinda até aqui!!

- Ahh... bem... isso é fácil. Eu queria visitar o meu irmãozinho querido!! – disse Nakuro abraçando o seu irmão.

- Ai ai... tudo bem... eu já entendi... Então você só veio aqui pra me chatear né? – disse Eriol se soltando da sua irmã.

- Bom... é mais ou menos isso... hehehe.

- Deixa pra lá. Bom... já que você vai ficar aqui, deveria pelo menos se transferir para alguma escola daqui. Não quer perder o seu ultimo ano de Colegial né?

- Claro que não, por isso me transferi para a sua escola antes de vir para cá!

- Ahh sim... claro... O QUE?!?! VC É LOUCA?!?! EU NÃO VOU PERMITIR QUE VC ESTUDE NA MESMA ESCOLA QUE EU!! – desesperou-se Eriol.

- Tarde de mais irmãozinho. Amanhã mesmo eu vou começar a estudar na mesma escola que você. Agora se me da licença eu tenho que dormir! Boa noite – disse Nakuro expulsando seu irmão do quarto e trancando a porta logo em seguida.

- Droga... minha vida só vai ficar mais complicada... – disse Eriol enquanto se dirigia ao seu próprio quarto. O dia seguinte seria um dia cheio!!

Nakuro estava em frente de uma grande porta de mogno, aguardando. Trajava o uniforme da mesma escola em que o seu irmão estudava.

- Pode entrar senhorita Hiragizawa – disse uma recepcionista.

Nakuro abriu as postas e entrou naquela sala um tanto sombria. Viu uma plaquinha dourada no qual estava escrito "Diretor" em cima de uma grande mesa.

- Então você é a senhorita Hiragizawa? É irmão do Eriol Hiragizawa?? – perguntou alguém que saia das sombras ocultas daquela sala, assustando a menina.

- S-sim.. sou eu e quem é você?

- Sou o seu diretor. Me chamo Yue.

- Muito prazer Yue, eu me chamo Nakuro Hiragizawa – disse Nakuru sorridente.

- Não precisa repetir o seu nome. Eu já sei ele! – disse Yue frio.

- Nossa... tudo bem... desculpe... eu só quis ser educada – replicou Nakuro

- Não importa mais. Agora, deixe-me explicar umas regras básicas de condita na MINHA escola.

E assim Yue começou a enunciar as regras para a adolescente. Uma mais rígida do que a outra. Enquanto enunciava as suas regras, Yue caminhava pelo o seu escritório, procurando um livro na sua instante.

- Que cara chato – disse Nakuro para si mesma, em tom de voz baixíssimo.

- E uma ultima coisa senhorita Hiragizawa. Quero que faça uma redação com um titulo "Porque o diretor NÃO é chato". Eu quero isso para amanhã e com o mínimo de 30 linhas, entendido??

- O que... mas o que? Por que?? – Nakuro confusa.

- É apenas uma forma de mostrar que eu não aceito desrespeito no meu colégio – Yue frio.

- Grrrrr... sim senhor. Eu entendi senhor... – disse Nakuro entre os dentes

- Ótimo, está dispensada. Fale com a minha secretária, ela lhe dirá em que classe você ficará e a guiara até lá. O resto você aprende sozinha!

Nakuro saiu do escritório pisando fundo, estava realmente com raiva. Quem aquele diretorzinho de meia tigela pensa que é? Antes de abrir a porta para sair do escritório, Nakuro deu uma olhada maligna para o seu diretor.

- Idiota – pronunciou em tom quase inaudível, nem ela conseguiu ouvir direito o que dizia.

Quando Nakuro pôs a mão na maçaneta da porta, Yue a interrompeu.

- 40 Linhas... – disse Yue não tirando os olhos do livro que linha

- Mas por que?? O que foi que eu fiz?? – Nakuro surpresa.

- Além de ter olhado feio para mim, ainda me chamou de idiota... – disse Yue como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Agora Nakuro não estava nem com raiva do seu diretor, e sim assustada com ele. Como é que o Yue conseguiu saber que ela tinha olhado feio para ele e ainda saber que ela o chamou de idiota. Temendo pela a sua vida, Nakuro tratou de sair de lá rapidinho. Ao sair da sala, a secretária de Yue a abordou.

- Então, como é que foi a conversa com o diretor? – perguntou uma moça já com alguma idade.

- Eu não sei. Eu só sei que aquele cara precisa cortar o cabelo. Meu Deus, ele parece uma mulher com aquele penteado – Nakuro sorriu divertida, agora era humanamente impossível Yue ouvi aquele comentário.

- São 50 linhas agora senhorita Hiragizawa, e não se esqueça que essa redação é para amanhã! – disse uma voz ao longe que vinha da sala de Yue.

- GGRRR... AQUELE...

- Senhorita Hiragizawa, acho melhor eu lhe acompanhar até a sua sala. Não piore a sua situação com o diretor – alertou a senhora.

- Tudo bem... me fala ai em que sala eu vou estudar. – disse Nakuro recuperando a calma.

Em sua sala, Yue refletia seriamente. O que estava ocorrendo afinal? Todos os herdeiros das famílias Li e Hiragizawa estavam estudando nesse mesmo colégio ao mesmo tempo. Estranho, muito estranho. Yue sabia que, além de serem famílias de muito prestígio, as famílias Li e Hiragizawa tinham muito dinheiro. Não fazia sentido mandar seus preciosos herdeiros para um colégio qualquer como esse, visto que eles poderiam estudar em colégios muito mais avançados.

Mas o que mais intrigava Yue era a singularidade da situação. Como era possível essas famílias mandarem seus herdeiros estudarem no mesmo país, na mesma cidade, no mesmo colégio e até na mesma sala. Seria coincidência? Não, uma vez aprendeu que nesse mundo não existem coincidências, só existia o inevitável. Mas então como explicar os acontecimentos que estão ocorrendo? E o que ocorrerá a seguir? Yue não sabia, mas ele estava disposto a tudo para solucionar esse mistério.

Mergulhado em seus pensamentos, Yue nem nota uma presença feminina a sua frente.

- Estava querendo falar comigo, Yue? – disse a jovem.

- Que bom que você pode vir, Satsuke! – disse Yue com um pequeno sorriso enquanto se sentava em sua confortável poltrona.

- Você é o meu chefe aqui, eu não posso desobedece-lo – disse Satsuke se sentando em uma cadeira também.

- Vou ser muito claro com você, Satsuke. Preciso dos seus serviços – Yue direto.

- Mas você já os tem, Yue – Satsuke confusa.

- Não desses serviços. Estou falando dos serviços que você prestava a 6 anos atrás – disse Yue se levantando.

- Do que você está falando?? – Satsuke assumiu semblante sério.

- Você sabe muito bem do que eu estou falando, agente 03. Codinome: Dinne.

- Então você sabe... – Satsuke relaxa mais um pouco.

- Sim, eu sei. Ha 6 anos atrás você fazia parte de uma unidade policial secreta de elite, cuja a função, além de varias outras coisas, era roubar informações que levassem a um possível ataque terrorista em território japonês. Porém, por algum motivo você se separou deles e desde então vem dedicado a sua vida a educação. Essa informação está correta?

- Nem eu poderia ter dito isso melhor. Mas, o que exatamente você quer que eu faça para você?

- Quero que você faça aquilo que você sabe fazer melhor: espionar e roubar informações – disse Yue direto

- E quem você quer que eu espione?

- Você já deve ter ouvido falar nos alunos incomuns que entraram aqui, não é?

- Sim. Shoran Li, herdeiro do clã Li e Eriol e Nakuro Hiragizawa, herdeiros da prestigiada família Hiragizawa, acertei?

- Você é mesmo tão boa quanto os relatórios dizem. – disse Yue se colocando frente a ela

- Não é só isso em que eu sou boa – disse Satsuke encostando sua cabeça no peito do Yue.

- O que esta fazendo? – pergunta Yue sem emoções

- Me desculpe. Me esqueci com quem estava falando – disse Satsuke se afastando dele.

E sobre a sua recompensa, não se preocupe... será bem recompensada quando você me disser o que eu quero saber.

- E o que você deseja saber?

- Quero que você descubra para mim os verdadeiros motivos que levaram as famílias Li e Hiragizawa terem mandado seus herdeiros para cá.

- Humm... vai ser um prazer descobrir isso para você. Até por que eu também quero essa informação para mim.

- Muito bem então, se está tudo de acordo, você esta dispensada, pode ir – Disse Yue se dirigindo a sua mesa.

- Eu tenho um tempo limite para descobri essa informação?

- Não. Porém eu a quero o mais rápido possível. E mais uma coisa que eu ia esquecendo...

- Hum??

- Quero que você descubra também qual é a relação existente entre a aluna Sakura Kinomoto e Shoran Li. Eu tenho um certo interesse nesse casal.

- Entendido...agora eu tenho que dar uma aula. Então, até mais!

- Tudo bem, mas não se esqueça da sua missão, agente Dinne...

- Certo – disse a professora saindo do local, deixando Yue sozinho.

Enquanto isso, Nakuro caminhava calmamente, acompanhando a recepcionista que a guiava até a sua nova sala de aula. Um sinal soou indicando o inicio das aulas daquela manhã. Foi quando Nakuro entrou na sua sala.

- Alunos, essa é Nakuro Hiragizawa. Ela é uma aluna transferida da Inglaterra, porém ela sabe falar nosso idioma perfeitamente. Senhorita Hiragizawa, você se sentará.. humm.. ao lado do Touya.

- O que? Touya?

- Ei.. você é a menina de ontem! – surpreendeu-se Touya.

- TOUYA !!! QUE BOM !! – disse Nakuro abraçando seu novo colega de classe

- Ai ai... me solta garota. Tudo bem, eu já entendi... é muito bom te ver também, mas é que eu estou começando a ficar sem ar – declarou Touya um pouco envergonhado da situação enquanto tentava escapar dos braços da sua nova colega.

- Ei vocês dois. Quietos! Vamos começar logo a aula.

- Sim senhor – disse Nakuro sentando-se ao lado de Touya.

O 3° tempo chegara ao fim, era a hora do intervalo. Touya estava tirando uma ultima duvida com o professor quando foi abordado pela a sua nova amiga

- TOUYA ! – disse Nakuro entrelaçando os seus braços aos de Touya – Você vai me mostrar a escola, não vai?? Vamos, vamos... deixe isso para depois – Nakuro puxando Touya para a porta da sala.

Mesmo a contra gosto, Touya decidiu mostrar a escola à novata. Por experiência própria, ele sabia o quanto ruim poderia ser o 1° dia de aula. Porém Nakuro era diferente, em todos os possíveis sentidos da palavra. Nakuro era do tipo de pessoa extrovertida e sem nenhum pingo de timidez. Era uma pessoa incrível, provara isso na noite anterior. O soco da sua nova amiga ainda estava doendo.

Touya e Nakuro ainda estavam caminhando quando ele vê uma cena que não lhe agrada. Sua irmã casula Sakura Kinomoto rindo e conversando com o tal de Shoran Li. A cara de Touya fecha imediatamente, fato não percebido por Nakuro, pois ela estava olhando as redondezas, até que avista seu querido irmãozinho junto com outras pessoas. Nakuro vai a sua direção, arrastando Touya junto, claro!

- Eriol, meu bebezinho fofinho, bunitinho... como é que você ta?? – pergunta Nakuro enquanto abraça o irmão.

- Eriol, quem é ela? – pergunta Tomoyo, que estava conversando com ele, com um misto de raiva e ciúmes.

- Ta ta... me solta ! Pessoal, essa é a minha irmã, Nakuro. E Nakuro, esses são meus amigos, A Tomoyo, a Sakura e o Shoran Li.

A face de Nakuro muda completamente, estava séria.

- Shoran Li? É uma verdadeira honra conhece-lo – diz Nakuro séria em uma reverência.

Como resultado disso, Shoran olha mortalmente para Eriol, o mesmo apenas esboça um sorriso de divertimento. Porém, não tinha tempo para ficar zangado com o Eriol, tinha que reverter essa situação imediatamente! Mas Eriol agiu antes.

- Nakuro, aqui no Japão você não precisa ser tão formal como você era lá na Inglaterra. O Shoran é um aluno normal, assim como eu e você. Não precisa dessa cortesia toda!

Nakuro olhou para o irmão com um enorme ponto de interrogação. O mesmo apenas piscou o olho para ela. Entendendo o recado, Nakuro começou a agir normalmente.

- Gente, vocês conhecem o meu novo amiginho? Ele se chama Touya. Touya. Esse é o pessoal. Essa daqui é...

- Tomoyo Daidouji – aponta para Tomoyo – Eriol Hiraguizawa – aponta para Eriol e o "moleque" também conhecido como Shoran Li – Apontando para o Li.

- Quem é que você está chamando de moleque? – irritou-se Shoran.

- Você seu moleque!! – irritou-se também Touya.

- EI VOCÊS DOIS! PAREM JÁ COM ISSO! EU QUERO LANCHAR EM PAZ DROGA! – gritou Sakura, assustando a todos.

Nessa briga toda, o sinal que indica o fim do intervalo soava.

- Salvo pelo o gongo, moleque – anunciou Touya

- Eu digo o mesmo – disse Shoran.

O resto do dia foi normal. As aulas transcorreram normalmente.Ao término do 6° tempo de aula, Eriol aborda Sakura e Tomoyo que estavam conversando.

- Ei, vocês querem ver algo muito interessante – disse Eriol com "aquele olhar".

Eriol, Tomoyo e Sakura estavam em frente à porta da cozinha da escola. Vindo de dentro da cozinha, o ouviu-se uma voz muito familiar:

- Ei, você ai... corte esses legumes direitos! Eu quero isso para hoje – a voz parecia um tanto nervosa.

Não acreditando no que ouvia, Sakura abre a porta violentamente e se depara com uma situação no mínimo, muito estranha. Sakura via uma cozinha onde 4 cozinheiros(a) trabalhavam ao mesmo tempo, mais existia um 5º cozinheiro e esse era o Shoran, seu amigo Shoran Li. Ele estava um avental rosa, com uma toca de cabelo que não conseguia segurar seus cabelos rebeldes. Shoran corria de um lado para o outro ordenando e passando informações aos demais 4 cozinheiros(as). E o mais estranho de tudo isso é que parecia realmente o que o Shoran sabia o que estava fazendo.

Porém, Shoran estava tão ocupado com seus deveres que nem prestou atenção nos seus observadores, e continuou trabalhando normalmente. Só parou de trabalhar ao ouvir o som de uma alta e gostosa gargalhada vindo da porta da cozinha. O que incomodava Shoran nem era a gargalhada, pois até ele mesmo admitia que ele estava ridículo mesmo, mas sim quem estava dando aquela gargalhada. A sua melhor amiga Sakura Kinomoto estava rindo da cara dele, uma vez que a mesma também tinha culpa no incidente provocado por eles dois. Por um instante, Shoran se arrependeu de ter assumido toda a culpa por causa daquilo, mas isso foi muito momentâneo. Faria aquilo 50 vezes se fosse necessário só para ver aquela face risonha e aquele lindo sorriso que a Sakura esbanjava naquele momento. De fato, o sorriso da Sakura é único!

- Ta bom, ta bom... você já riu. Agora para de rir. Isso não é tão engraçado assim – disse Shoran com uma falsa irritação.

- Hahahaha... desculpa... mas é que você de avental rosa é muito engraçado – disse Sakura enquanto recuperava o fôlego.

- Bom Sakura, eu adoraria ficar aqui rindo da minha cara, mais eu tenho um trabalho a fazer agora. Aquele maldito Yue ainda me paga – disse Shoran.

- Esse foi o castigo que o diretor lhe deu, Shoran? - perguntou Tomoyo

- Sim, aquele maldito – disse com clara raiva.

- Bem feito para você. Quem manda ficar arrumando confusão pela a escola? – disse Sakura em tom de brincadeira.

Shoran ia replicar a afirmação ousada da amiga. Ia sim, mais infelizmente não pode. Teve que interromper a conversa, pois o dever chamava.

- Desculpe Sakura. Não posso conversar agora. Amanhã nós conversamos ok? – declarou Shoran

- Tudo bem, mas...

Sakura se aproximou do seu amigo e deu um tímido beijo na bochecha dele. Fazendo ambos corarem com a situação.

- É um beijo de boa sorte. Espero que ajude no seu trabalho hoje – declarou Sakura um pouco vermelha.

- O - obrigado – disse Shoran um pouco vermelho também.

Enquanto isso, Tomoyo e Eriol caminhavam em direção a saída da escola enquanto conversavam sobre um assunto banal. Eriol estava calmo como sempre, mas Tomoyo estava muito agitada. Isso já ocorria há algum tempo. Sempre que conversava com Eriol, se sentia estranha por dentro, nem Tomoyo sabia explicar o que sentia. Mas apesar disso, adorava as conversas que tinha com o seu amigo. Ele era tão culto. Desde que se tornaram amigos, Tomoyo e Eriol conversavam e trocavam idéias sobre os mais diferentes temas. Tomoyo simplesmente não conseguia mais se afastar de Eriol. Porém há alguns dias atrás, essa sensação começou a lhe ocorrer. Ela não conseguia conversar tão naturalmente com Eriol como conversava antes. Isso era muito estranho para ela. Ela começou a ficar nervosa na presença do amigo, começou a tropeçar nas palavras, enfim, não era mais aquela calma e controlada Tomoyo que conheceu o Eriol no inicio do ano.

- Tomoyo, você está bem? – preocupa-se Eriol.

- Cl-claro que eu estou Eriol, não se preocupe! – disse Tomoyo ao amigo

- Tem certeza? Você anda um pouco estranha esses dias... tem certeza de que está tudo bem mesmo? – Eriol preocupando-se cada vez mais.

- "que amor... ele está preocupado comigo" – pensou Tomoyo, mas logo em seguida espantando "certos" pensamentos da mente.

- Olha Eriol, eu estou bem, sério mesmo, mas vou ficar melhor ainda se você aceitar o meu convite – disse Tomoyo sorridente tentando mudar de assunto.

- Convite??

- Sim. Gostaria de ir a Biblioteca Municipal comigo hoje à tarde? É que tem um livro muito interessante lá sobre a cultura japonesa que eu gostaria que você desse uma lida.- convidou Tomoyo um pouco nervosa.

Eriol ficou pensativo por alguns instantes. Não era uma má idéia afinal. Mas aquilo tudo significava que eles iriam ter o seu 1° encontro. Eriol sorriu internamente, estava muito feliz com a notícia, mas estava muito preocupado ao mesmo tempo. Não sabia o que poderia acontecer, e talvez acabasse magoando Tomoyo sem querer durante esse encontro. Hesitou em aceitar.

- Tudo bem Tomoyo, eu aceito – resolveu aceitar, pois não queria ver Tomoyo triste, afinal de contas, ela era a sua melhor amiga, não poderia fazer uma desfeita daquelas – Mas você vai ter que me ensinar como chegar lá, ok? – declarou Eriol.

Tomoyo deu o seu sorriso mais sincero. Estava muito feliz, apesar de muito nervosa também. Não sabia o que poderia acontecer em um encontro a sós com o Eriol, mas mesmo assim tinha certeza que seria uma tarde incrível para ela.

Uma singela e bonita garota de cabelos longos e lisos, com os olhos violetas olhava no seu relógio de pulso, que marcava 14:59. Ela estava em frente a um grande prédio branco, era a Biblioteca Municipal.

- TOMOYO!! TOMOYO!! – gritava um rapaz ao longe.

- Eriol? – surpreendeu-se.

- Me atrasei? – disse tentando buscar um pouco de ar.

- Não, chegou bem no horário – disse Tomoyo sorridente.

- Ufa, ainda bem!!

- É... parece que existe aquela famosa" pontualidade inglesa" – disse Tomoyo sorridente.

- Pode ter certeza disso! Mas então, vamos? – convidou Eriol.

- Sim! Vamos.

E assim o primeiro encontro entre Tomoyo e Eriol teve inicio! Como Eriol ia pela a 1ª vez naquele lugar, Tomoyo estava andando na frente para guiá-lo, até chegarem no balcão da recepção da biblioteca.

- Boa tarde senhorita May, como é que vai? – cumprimentou Tomoyo.

- Tomoyo, que surpresa agradável! Como é que vai a minha leitora favorita?

- Vou bem, obrigada! Aquele livro que eu separei, está ai com você?

- Sim, sim! Aqui está – disse entregando o livro a morena – E Tomoyo, quem é esse gatinho atrás de você?! – perguntou a jovem recepcionista.

- Bem, esse é o...

- Meu nome é Eriol Hiragizawa. Prazer em conhece-la – declarou finalmente Eriol.

- Nossa!! Seu namorado é lindo Tomoyo! Que inveja! – falou May, fazendo Tomoyo e Eriol ficarem vermelhos.

- Ahh??!! Namorado? N-não... não May... não seja boba... o Eriol é só meu amigo! – encabulou-se Tomoyo.

- Serio? Puxa... que pena Tomoyo! Vocês formam um lindo casal, sabia? – decepcionou-se May.

- B-bem... deixe isso para lá.. Venha Eriol, quero te mostrar esse livro logo – disse Tomoyo praticamente arrastando o seu amigo.

Assim que encontraram uma mesa vaga, Tomoyo entregou o livro ao Eriol que começou a lê-lo, e Tomoyo sentou-se ao seu lado.

"Mas o que diabos eu estou fazendo sentada ao lado do Eriol" – pensou Tomoyo

- Humm.. então é o livro sobre a cultura dessa cidade. Que interessante – disse Eriol.

- É, é mesmo... né?! – disse Tomoyo nervosa com a proximidade entre os dois.

Como se Eriol não estivesse preocupado o bastante com Tomoyo. Novamente a mesma mostra sinais incomuns. A Tomoyo que ele conhecia sempre fora uma pessoa acima de tudo, segura de si. Ha alguns dias atrás, Eriol notara uma mudança no comportamento da sua amiga. Tomoyo estava estranha sem sombra de duvida. Alguma coisa mudara dentro daquela jovem. Tomoyo estava mais distraída, mais ausente, principalmente na presença dele.

Isso estava corroendo Eriol por dentro. Ele se preocupava de mais com a sua amiga. Ele queria ajudar de alguma forma. Perguntar o que estava acontecendo não adiantava de nada, já que Tomoyo sempre dizia que estava bem, quando na verdade agia de maneira estranha. Eriol precisava fazer alguma coisa.

- Tomoyo, eu... – começou Eriol.

- Ei... vocês estão sabendo? – interrompeu May

- Sabendo de que? – declarou Tomoyo

- Sobre a exposição de artes. Hoje é o ultimo dia, por que vocês não dão uma conferida? – disse May entregando um panfleto e correndo de volta ao seu posto de trabalho

- O tema da exposição é "Cenário de Tomoeda" Parece interessante!

- Eu também acho. Vamos conferir então? – Tomoyo entusiasmada

- Sim! Vamos! – Eriol se levantando.

Eriol estava mais aliviado. Tomoyo estava melhor agora. Parecia muito feliz e contente naquele momento. Realmente ela é uma pessoa de beleza rara e única. Considerava-se o garoto mais sortudo do mundo por ter um tipo de amiga assim! Porém, sabia que no fundo, lá no fundo do seu coração, não era somente um sentimento de amizade que sentia por Tomoyo. Porém isso não importava mais.

- Ei Eriol, vamos entrar logo! Vem – convidou Tomoyo.

- Sim, me desculpe Tomoyo.

E assim, o casal entrou em um grande salão, aonde eram exibidos os quadros de maior destaque. Não tinha muitas pessoas, pois era o ultimo dia de exposição, o que tornava a visita mais agradável, pois assim poderiam apreciar os quadros sem tumulto.

Sem sombra de duvidas a exposição estava linda, e muito bem decorada. Mais lindo ainda estavam os quadros exibidos naquele momento. Os olhos de Eriol brilhavam ao observar a beleza de cada quadro. Era uma coisa nova e incrível para ele.

- Você parece estar se divertindo muito, Eriol – comentou Tomoyo ao observar o amigo.

- Eu não estou só me divertindo Tomoyo, estou simplesmente vislumbrado com toda essa beleza. Todos esses cenários magníficos existem mesmo nessa cidade?

- Sim, ou pelo menos eu acho. Eu reconheço alguns lugares, mas outros não.

- Adoraria visitar esses lugares tão lindamente retratados nesses quadros – comentou Eriol

- Você ainda não fez o tour pela cidade, Eriol? – estranhou Tomoyo.

- Bem, eu ando muito ocupado ultimamente e com a chegada surpresa da minha "querida" irmãzinha... – declarou Eriol

- Isso não pode ficar assim Eriol, vamos marcar um dia para que você conheça alguns pontos turísticos da cidade. Eu mesma te guiarei! – declarou Tomoyo entusiasmada.

"Eu mesma te guiarei? O que eu estou falando??! Eu estou convidando o Eriol para sair comigo, de novo??!!" pensou Tomoyo.

Aquilo tinha pegado de surpresa o Eriol. Tomoyo o estaria convidando para sair, de novo? Ou será que era impressão sua. Sim, era impressão, Tomoyo só estava sendo gentil com um amigo, mas, ainda sim, Eriol estava muito feliz com isso!

- Puxa Tomoyo. Eu adoraria – disse Eriol sincero.

De novo, Tomoyo começou a ficar estranha novamente. Começou a desviar o olhar de Eriol, olhando fixo para o chão. O que estava acontecendo com a sua amiga? Ele simplesmente não entendia! Será que ela se arrependera de tê-lo convidado para sair? Eriol deu um suspiro, não sabia mais o que fazer, até que viu uma pequena sorveteria no interior do museu.

- Ei Tomoyo, aquilo é uma sorveteria? – perguntou Eriol

- Sim. Curiosamente, esse museu é o único museu do Japão que tem uma sorveteria em seu interior. – comentou Tomoyo divertida – Estranho, não?

- Não é que seja estranho Tomoyo, é só diferente – replicou Eriol.

- Tudo bem Sr. "eu sou o filosofo mais sábio do mundo". Eu entendi... me desculpe pela minha imperfeição. É que eu sou meramente uma mortal, sabe?! – comentou Tomoyo mal humorada.

Eriol estranhou isso e depois sorriu. Agora sim parecia a Tomoyo que ele conhecia!

- Tudo bem. Não vamos discutir hoje, ok?

- Certo, vamos até a tal sorveteria então!

E assim eles se dirigiram a singular sorveteria. Ao entrarem, percebem que o lugar estava deserto. Sem nenhum cliente. Mesmo assim são logo recepcionados por um garçom que os acompanha até a mesa e anota os seus pedidos. Após isso, se retirando.

- Gostei desse lugar. É bem aconchegante e calmo – começou Eriol

- Vai ver por que nós somos os únicos clientes aqui – replicou Tomoyo.

Alguns segundos de um incomodo silencio.

- Tomoyo eu... – começou Eriol novamente, um pouco tímido.

"Ohh não... aquela sensação de novo não" pensou Tomoyo.

- Eu quero te falar uma coisa que eu já deveria ter falado... –Eriol

"Aiaiaiai..." – desesperou-se Tomoyo

- Tomoyo... eu gostaria de te dizer... Obrigado...

- O que? – confundiu-se Tomoyo.

- Muito obrigado Tomoyo – Eriol sincero.

- Mas obrigado pelo o que? – confundia-se ainda mais Tomoyo

- Por tudo – Eriol simplesmente

- Tudo?

- Sim. Tudo! Tudo o que você fez por mim desde que eu te conheci.

- Mas eu não entendo...

- Sabe Tomoyo, você é a pessoa mais incrível que eu já conheci. Em todos os sentidos. Desde que eu te conheci, eu mudei muito. De um simplório adolescente que adorava flertar garotas, eu me transformei nisso que eu sou hoje. Graças a você, eu descobri o valor verdadeiro dos sentimentos humanos e como eles são importantes para qualquer pessoa. E devo tudo isso a você, Tomoyo. Por isso lhe agradeço do fundo do meu coração! – disse Eriol finalmente.

Tomoyo estava perplexa. Não sabia o que pensar ou dizer naquela situação. Eriol esboçava um tímido sorriso, enquanto Tomoyo olhava para o chão. Pensando no que dizer ou falar naquela situação incomum! No final das contas, Tomoyo respirou fundo e falou com toda a sua sinceridade ao amigo.

- Eu também tenho muito que te agradecer Eriol. Apesar do nosso começo conturbado, nós acabamos nos tornando amigos. Refletindo sobre isso agora, você me ensinou uma importante lição de vida... Que nós não devemos julgar alguém pelo o que aparenta ser. Pode parecer bobagem, mais eu me sinto profundamente agradecida por ter aprendido essa lição com você! Você disse que eu sou uma garota incrível, mas você não tem idéia do quão incrível você é também, Eriol.

A atmosfera naquela mesa estava fantástica. Tomoyo e Eriol trocavam sorrisos verdadeiros. Como era bom ter um amigo assim. Ambos tinham muita sorte de terem se conhecido, apesar de tudo.

O garçom os interrompeu, servindo os sorvetes pedidos anteriormente por eles. Tomoyo e Eriol conversavam banalidades enquanto se deliciavam com os seus respectivos sorvetes. Ao terminarem, ambos saíram do museu, ainda conversando.

- Tem certeza Tomoyo? – Eriol inconformado.

- Claro que eu tenho Eriol. O ônibus não vai demorar a passar. Estarei na minha casa em breve.

- Mas mesmo assim. Seria mais seguro para você ir de táxi. – replicou Eriol.

- Tubo bem Eriol, eu... ai... olha o meu ônibus ali... desculpa Eriol, eu já vou indo. – disse Tomoyo e logo depois deu um beijo estalado na sua bochecha – Até mais menino! – disse Tomoyo entrando no ônibus, deixando um preocupado Eriol para trás.

Tomoyo estava deitada em sua confortável cama. Sim, ela tinha voltado para casa em segurança, se lembrando dos momentos agradáveis que teve junto ao Eriol naquela dia. Demonstrava um tímido sorriso, porém esse sorriso desapareceu ao se lembrar do rosto preocupado do amigo.

Sim, já estava mais do que na hora de fazer uma analise do seu coração. Descobrir o que realmente sentia. Tomoyo voltou a fechar os olhos e começar a meditar profundamente sobre o que sentia de verdade pelo o seu amigo Eriol.

Tomoyo gostava de Eriol, disso não tinha duvidas. A grande questão era: será que o amava também? Esse era o grande enigma para Tomoyo. De fato, Tomoyo se sentia muito bem na presença de Eriol, mas será que poderia classificar isso como amor? Ou talvez fosse um simples sentimento de afeto pelo o amigo. Tomoyo não sabia o que sentir. Ainda era muito jovem e muito inexperiente nesse tipo de situação. Nunca viu necessidade de se aprofundar algum relacionamento com o sexo oposto. Eriol foi o primeiro e único rapaz que se tornou realmente seu amigo . Talvez por isso se sentisse diferente na presença dele. Não sabia mais o que fazer ou pensar. Sua mente estava uma confusão, formulando hipóteses e idéias sobre o que estava sentindo, todos levando a um beco sem saída.

- Tomoyo, esta acordada minha filha? – pergunta uma voz gentil ao longe.

- Estou sim mamãe, pode entrar – disse Tomoyo se levantando.

- Soube que você teve um encontro com aquele seu amigo Eriol. Como foi?? – perguntou Sonomi super interessada.

- Ahh mãe, foi divertido, nós nos divertimos muito – disse Tomoyo com um certo desanimo.

- O que foi filha? Parece um tanto desanimada – disse Sonomi preocupada.

- Não é nada mãe... – replicou a filha.

- Tomoyo, eu sou a sua mãe. Se algo te incomoda, por favor, me diga. Talvez eu possa te ajudar.

- Bom, é que eu... eu... – começou Tomoyo.

- Vamos – incentivou a mãe.

- Eu estou confusa sobre os meus sentimentos, mamãe – declarou finalmente Tomoyo.

- Me explique isso desde o principio.

E assim Tomoyo o fez. Contou tudo o que tinha que contar a mãe. Como foi o começo conturbado que tivera com Eriol e a posterior amizade que surgira a partir daí. E logo após isso, o início da confusão dos sentimentos da morena até o encontro ocorrido naquele dia.

- Entendo – disse Sonomi pensativa.

- Mamãe, quando o papai estava vivo, você era apaixonada por ele, não era? – perguntou Tomoyo

- Ahh Tomoyo, sim. Eu era perdidamente apaixonada por ele. E ele por mim – abriu um singelo sorriso como se lembrasse de lembranças felizes do passado – apesar de sermos casados, nos parecíamos mais como dois namorados no auge da paixão. E quando Deus nos presenteou com você, nossa relação só se fortaleceu mais ainda. – seu sorriso aumentara – Porém o seu tempo de vida se esgotara e ele veio a falecer, infelizmente. – seu sorriso espaireceu Mas ainda sim eu o amo! – disse fitando a filha.

- Que lindo mamãe – disse a morena.

Sonomi somente se limitou a dar um singelo sorriso a menina.

- E como você sabe que esta apaixonada por alguém? O que você sente quando esta apaixonada? Por favor, mamãe, me diga – Tomoyo parecia ansiosa.

Sonomi fitou profundamente a sua filha. Tomoyo parecia ansiosa pela a resposta.

- Desculpe filha, isso é algo que eu não posso responder.

- O que?? – surpreendeu-se Tomoyo.

- Filha, nos estamos vivendo a realidade aqui. Nos animes que nós assistimos ou nos mangás que nós lemos, quando vemos algum personagem corar, ao ver ou falar com alguém do sexo oposto, significa que ele está apaixonado, mas, a vida real não é assim. O amor não pode ser identificado por sinais externos e sim internos. A única pessoa que pode realmente te dizer com absoluta certeza se você está apaixonada ou não é você mesma Tomoyo.

Tomoyo olhava fixamente para a mãe, como se meditasse sobre o que a mesma acabara de falar.

- Isso mesmo Tomoyo. Pense muito bem no que eu disse, mas não se esqueça de descansar, tudo bem? – disse Sonomi se levantando.

- Tudo bem, boa noite – disse a filha dando um beijo na bochecha de sua sábia mãe.

Após a saída da sua mãe, Tomoyo continua a refletir sobre o assunto, olhando para um ponto qualquer do seu quarto. Dando-se por vencida, se joga na sua cama.

- Droga... esse negócio de se apaixonar é muito complicado. – irritou-se Tomoyo

Tomoyo respirou fundo. Descobrir se estava apaixonada ou não pelo o amigo se provara ser mais difícil do que se imaginara.

"Seria tudo mais simples se eu fosse um anime, assim era só me olhar e um espelho quando eu estivesse perto do Eriol e saberia se eu estava ou não apaixonada por ele." – pensou Tomoyo, sonhadora.

O som do telefone celular de Tomoyo acaba interrompendo a meditação da morena.

Alô – atendia Tomoyo

- Tomoyo, sou eu, o Eriol – respondeu Eriol

- Eriol.. que surpresa ! receber uma ligação sua !

- Bom.. eu liguei só para saber se você tinha voltado bem para casa.. – Eriol parecia sério

- Bom, eu não morri se é isso que você quer saber – Tomoyo brincalhona.

- Tomoyo, eu estou falando sério!

- Para de ser chato Eriol. Eu estou bem... voltei para casa sã e salva !!

- Eu não sou chato Tomoyo. Você sabe, eu gosto muito de você

A ultima informação tinha pegado Tomoyo de surpresa. De que tipo de gostar o Eriol estava falando? Do tipo gostar de amar ou um simples gostar de amizade? Tomoyo não sabia e até tinha medo de descobrir. Sua segurança tinha evaporado.

- B-bem..e-é que e-eu.. – Tomoyo gagejava

- Tomoyo? – Eriol voltava a se preocupar – Tomoyo, você esta bem?

Tomoyo estava estática na sua cama. A frase "Você sabe, eu gosto muito de você" zunia na cabeça da morena como mil abelhas. Não sabia o que pensar, dizer ou fazer naquele tipo de situação. Estava muito confusa

- TCHAU ERIOL ! – foi a única coisa que a Tomoyo teve coragem de dizer antes de desligar o telefone na cara do amigo.

Eriol esta estava estático, olhando para o seu próprio reflexo. Ainda segurando o telefone, ouvindo o som de "Tuuu.. tuuu" do outro lado da linha. Eriol coloca o telefone no gancho.

- SEU IDIOTA !! – Grita Eriol ao mesmo tempo que soca a sua própria imagem refletida no espelho, rachando a mesma. – SEU IDIOTA, SEU INUTIL, SEU BABACA – gritava desesperadamente Eriol ao mesmo tempo que socava violentamente a sua imagem no espelho cada vez mais distorcida devido as rachaduras causadas pelo os violentos socos de Eriol

Alguns segundos depois, Eriol se sente puxado por alguém. Era a sua irmã, Nakuro.

- SEU IDIOTA! O QUE ESTAFAZENDO?? – gritou Nakuro ao seu irmão

- ME SOLTA SUA CHATA! EU NÃO PRECISO DE VOÇÊ, EU NÃO PRECISO DE NINGUEM. – gritou Eriol

Uma veia no lindo rosto de Nakuro apareceu. Em um ato inesperado, a irmã da um tapa em Eriol, que cai para o lado com a força do impacto. Nakuro pega o colarinho da blusa do seu irmão

- QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA DIZER QUE NÃO PRECISA DE NINGUEM ERIOL? EU SOU A SUA IRMÃ MAIS VELHA, VC SEMPRE PRECISOU DE MIM, VC PRECISA DE MIM E SEMPRE PRECISARÁ! – gritou Nakuro

Eriol estava de cabeça baixa, soluçando baixinho. Ate que vê uma lagrima caindo do rosto do seu irmão. Sim, ele estava chorando. Nakuro observa uma manca de sangue no carpete. As mãos do Eriol estavam sangrando devido aos violentos socos que ele dera no vidro pontiagudo.

- Senhorita Hiragizawa, o que houve? – era uns dos empregados da mansão

- Rápido, traga o estojo de primeiros socorros! – ordenou Nakuro

- Sim senhora – o mordomo desapareceu

Nakuro via que o seu irmão ainda chorava. Gentilmente começou a abraçá-lo, a confortá-lo.

Alguns minutos depois, Nakuro estava sentada na confortável cama de Eriol, junto ao mesmo, enquanto limpava e enfaixava as feridas que Eriol causou para si.

- Meu gentil e calmo Eriol perdendo a compostura desse jeito. Estou surpresa com você maninho – debochou docemente a irmã

Eriol nada respondeu, continuava com a cabeça baixa.

- Vamos Eriol, me diga. O que houve? Por que você fez aquilo tudo? – perguntou Nakuro

- Por que eu sou um idiota Nakuro, um inútil – disse Eriol cabisbaixo.

- E por que você acha isso?

- Por que eu não consigo ajudar a minha melhor amiga quando ela esta com problemas.. – disse Eriol triste.

Nakuro gentilmente olhou para o irmão. Nessa hora ele precisava dela. E ela o ajudaria de alguma forma.

- Vamos Eriol, me conte a história toda, desde o começo.

Um profundo silencio se fez. Eriol ezitou um pouco em atender ao pedido da irmã, mas logo começou a falar. Contou tudo a ela, desde a sua chegada a Tomoeda ate o encontro que ele tivera com a sua melhor amiga.

- .. e foi isso Nakuro

- Talvez seja só a sua imaginação Eriol. Talvez a Tomoyo não tenha nada de errado

- Não Nakuro, eu sei do que eu estou falando. A Tomoyo esta diferente, alguma coisa

nela mudou de uns tempos para cá. Eu não sei se foi por minha culpa ou não.. mas eu so sei que ela esta diferente.

- Eriol..

- Eu quero ajuda-la, eu tento ajuda-la, mais nada disso adianta, ela me diz que esta bem.. mas.. mas.. ela age de uma maneira completamente diferente e..e.. eu não posso fazer nada a não ser observar ela nesse estado.. eu sou.. eu sou um inútil mesmo- disse Eriol quase voltando a chorar

Nakuro gentilmente abraça o irmão, ficando assim durante alguns minutos, ate que o mesmo acaba dormindo em seus braços. Nakuro gentilmente o coloca em sua cama e sai do seu quarto.

Muitos empregados da família Hiragizawa esperavam ansiosamente do lado de fora para saber como o herdeiro da família Hiragizawa estava. Nakuro tranqüiliza a todos e diz que ele esta bem.

Minutos depois, já em seu quarto, Nakuro refletia sobre tudo o que ela ouviu do irmão.

- Eriol.. será que você..

Nakuro é interrompido pelo o som do seu telefone celular. Seus pensamentos iniciais são totalmente dissipados quando ela vê no identificador de chamadas o nome do Toya. Se apressa em atender, porem, ainda sim preocupada com o seu irmão !

Continua...

AHHHH.. QUE PREGUISSA.. pensei que eu nunca ia acabar esse capitulo. Na verdade, era para ele ser bem curto, mas ai as idéias foram aflorando e.. bom.. deu nisso que vocês leram agora pouco. Eu particularmente me orgulho muito desse capitulo.. foi um dos melhores que eu já escrevi ate hoje ! E espero que vocês também achem o mesmo.

Muitos devem esta se perguntando o por que de eu ter sumido. Bom, o único e principal motivo foi por causa dos meus estudos. Para os que não sabem, eu estou cursando o 3° ano do ensino médio. E como ano que vem eu já vou fazer faculdade, os estudos estão pesando muito, eu acabei me afastando um pouco do mundo das fics.. por isso, minhas sinceras desculpas pelo o meu sumiço.

Vocês se lembram quando eu lancei aqui na minha fic um concurso para decidir o nome do coelhinho de pelúcia da Sakura? Pois bem, uma menina muito chatinha mais muito legalzinha chamada Tayna ficou me enchendo o saco via MSN para eu anunciar logo o vencedor desse concurso, pois bem. Sem mais delongas, o nome do coelhinho da Sakura é : Yukito Parabéns a kureopatsura-chanque deu a sugestão que venceu o concurso !. Como esse capitulo foi feito meio as pressas, eu enviarei o premio do vencedor no próximo capitulo.. obrigado a todos que participaram ! Muito obrigado mesmo gente!!

Bom. Vamos aos comentários do capitulo de hoje. Como puderam perceber, esse capitulo ta um pouquinho grande. Pois bem, o motivo para isso, como eu já disse acima foi que varias idéias surgiram na minha cabeça enquanto eu escrevia o capitulo. Na verdade, esse capitulo deveria acabar só mostrando a chegada da Nakuro em Tomoema,mas entam eu aproveitei para abordar diversos temas que e muito tempo eu queria colocar na minha com o encontro inusitado entre Toya e Nakuro. A idéia de fazer o Toya se passar por ladrão só para ajudar a Nakuro foi brilhante, modéstia a parte, mas falando serio, eu nem sei donde eu tirei uma idéia dessas. Outro ponto culminante nesse capitulo foi a reaparição da professora de Educação Física, Satsuke. Sim, ela estava sumida não, mais agora reestreiou na fic, mais agora ela esta bem mais legal não? Quem iria imaginar que ela era uma ex-agente da policia secreta?! Pois bem, isso infere em outro ponto crítico da minha fic. Sabe, eu quero experimentar escrever outros gêneros, e eu vou começar com mistério. Sim, isso é lógico não? Ate porque, se eu não explicasse o motivo que levou as famílias Li e Hiraguizawa a enviarem seus herdeiros ate o Japão, a minha fic iria ficar com um buraco, e eu não quero isso. Por isso, usei o personagem Yue, é ele que vai dar essa resposta ate vocês, ou melhor, ele vai tentar! Ahh.. e vocês gostaram da punição que o Shoran recebeu ? Pois eu gostei, e muito!!! E por ultimo mais não menos importante, temos o tão esperado encontro entre Tomoyo e Eriol. Sabe, eu estou muito inseguro dessa parte. Eu fiz tudo para que ela ficasse mais perfeita o possível, mais não sei se ficou bom mesmo. Aqui, nos vemos os sentimentos da Tomoyo finalmente começarem a aflorar. Agora so nos resta esperar para saber se vai ser uma rosa do amor ou uma margarida da amizade. Vale lembrar que a Tomoyo ainda não sabe se ama ou não o amigo e o mesmo nem nutre mais sentimentos por ela, porem, tudo isso pode mudar. Vale ressaltar que eu AINDA não decidi o futuro desse casal.

Bom, eu vou ficando por aqui. Ahh sim. Outra coisa: Eu vou expandi o prazo de atualização dessa fic para 3 semanas. O motivo? Sobrecarga de afazeres. Minhas sinceras desculpas por isso.

Miseno-mail

Saky-Li : Corajoso? Bem, talvez.. so o tempo dirá.. mas eu não tiraria conclusões precipitadas se fosse vc.. realmente eu tb estou feliz em ver Shoran e Tomoyo calmos, mas ainda haverão muitas turbulências na minha fic, entam aguarde !

Tek Train : Eu tb sinto por isso. Realmente tempo é algo escasso na vida. Bom, aquela afirmação da Tomoyo foi um tanto inusitada, não acha? Ate por que eles são somente amigos ! Eu já escolhi o nome do coelhinho. Espero que tenha gostado!

Aishiteru-chan : Aee doida..hehe.. como vai? Não é para tanto assim, eu demoro mais no final eu posto !! Tipo, eu sei que eu erre muito, mas se a Mika for tudo isso que ela diz, com certeza esse cap deve esta limpinho em termos de erros. Foi por isso mesmo que eu te pedi esse favor, por isso a agradeço ! E eu não achei o Shao metido não, vc achou? E tipo.. eu sempre li esse apelido bobo em muitas fics por ai.. por isso achei legal colocar na minha fic. Sabe, eu já te disse isso via MSN, mas digo de novo. Vc é muito curiosa. Todas as suas duvidas serão respondidas em breve..hehe

Saky-Moon : Obrigdo pelo os elogios !

Daia-chan : Aee Daí.. como vai? Pois é.. eu desapareci.. mas estou de volta ! Muito obrigado pelo os elogios, vou tentar continuar assim..

Melzinha : Puxa.. que honra receber uma review de uma escritora tão bem renomada na Fanfiction. Obrigado por perder a sua tarde lendo a minha humilde fic. Obrigado pelos os elogios ! Qualquer dia tb vou tirar uma tarde para ler a sua fic inteirinha.. at mais !

Inês : Que bom que vc gostou do meu Yue, porem eu não concordo que ele seja "do mal" como vc diz. Tipo, ele so é um pouquinho mais serio que os demais, porem la no fundo ele é uma pessoa super legal. Vc vai perceber isso no decorrer da fic,ok? Ahh.. Obrigado pelo o bolo ! Estava delicioso! Adorei!

Luna : Obrigado pelo os elogios. E ai esta a continuação. Espero que tenha sido do seu agrado !

Jhé : Desisti de escrever? Nunca! Pelo menos ate eu completar essa fic, por consideração a vc, minha querida leitora! Realmente não deu para abrir o Miseno-mail no cap anterior, mais hoje eu arranjei um tempinho e to respondendo ao pessoal que lê a minha fic ! Realmente eu prefiro a Tomoyo assim, e o Yue tb é um dos meus preferidos, eu adoro o jeitão serio dele !

Aryll HigushiÉ.. Realmente faz sim ! Obrigado pelo os elogios. E eles enganam sim ta.. eu ainda não decidi se eles vão ficar juntos ou não, entam me aguarde. O Yue realmente se encaixou perfeitamente no personagem que eu dei a ele, ele ta muito bem como diretor da escola da Sakura. QUE MASSA!! Serio mesmo que vc faz aniversario dia 15 de Janeiro.. legal ! E não, eu não leio fics em espanhol, infelizmente, pois eu queria muito ler a fic que vc me falou

Analu : Eu tb prefiro mil vezes o frio Yue do que aquele alegre do Yukito. ! Muito obrigado pelo os elogios e não se preocupe, eu tb riu sozinho quando leio uma fic ! Vc não esta sozinha, vio?

Sakura-monstrenga : Sim, vc acertou na mosca ! heheh.. o Shoran foi mesmo corajosonaquela parte.. eu tb gostei disso ! E o Yue não é intrometido não, logo vc saberá o motivo das suas ações !

lunamc : é.. realmente demorou muito.. mas finalmente eles são amigos. E a Tomoyo vai sim perceber que o Shoran é um bom rapaz, mas de uma maneira um tanto diferente !

Data prevista para o próximo cap : 23/04/07 ( ou ate antes, vai depender do meu tempo disponível para eu trabalhar na minha fic !)

PS : Eu tenho um aviso ao vencedor do concurso, a kureopatsura-chan..como vencedora o concurso, receberá o capitulo 17 antes dos outros leitores ! Meus parabéns!!

Outro PS : Gostaria de agradecer a minha antiga revisora Camila por ter me ajudado a revisar esse capitulo. Eu diga antiga porque ela não vai mais poder revisar a minha fic, mais ela me fez o "favor" de revisar esse capitulo para mim. Por isso,estou sem revisora. Entam, a possibilidade do próximo capitulo atrazar em decorrência disso. Se alguém ai quiser ser o meu revisor (a), me mande um e-mail, que esta no meu profile. Lá nós convençamos!

Miseno-san