N/B: Olá pessoas! Bem, aqui quem fala é a beta/amiga do autor da história, mais conhecida como Lisa Black. Hehehehehe.
Como representante dele - já que ele e o fanfiction não se entendem muito, ou, em outras palavras, ele já esqueceu sobre tudo o que eu expliquei sobre o site e não faz a mínima idéia de como começa a postar por aqui novamente... risos -, peço imensas desculpas pela demora. Para falar a verdade, a demora toda foi mais - ou completamente - minha, porque não tinha betado o capítulo ainda; mas, enfim, vocês entendem, não é.../ a que espera que sim /. A partir de agora, as atualizações serão mais rápidas / pelo menos, até esgotar tudo o que já tem escrito sobre a fic, já que o Sr. Leondegraz precisa terminar de escrever... - espero que ele leia isso /.
No mais, chega de falação e vamos a mais um capítulo!
A edificação se estendia a minha frente como um grande esqueleto de metal escuro; ela cheirava à morte, a assassinato...
Eu me dirigi ao elevador, sem pressa, como se estivesse com medo do que poderia acontecer ao revê-lo. Será que eu tinha medo do amor; o medo dele reaparecer onde atualmente só existe ódio e vingança? Eu acho que não. O temor covarde que me consumia na verdade era o medo de encarar novamente aqueles olhos frios e cheios de desdém que um dia me afogaram em um mundo de escuridão.
Quando dispersei de meus pensamentos, o elevador já estava quase no topo da construção. Aquele era o local em que a presença do Sr. Seishiro estava mais forte e, involuntariamente, senti-me ligeiramente tenso. O elevador parou num estampido e suas portas se abriram num rangido.
Eu dei o primeiro passo para fora da máquina e percebi que toda a presença dele havia sumido. Observei o terraço aparentemente vazio por alguns instantes, estático, não sabendo ao certo se estava frustrado ou aliviado por isso. Cogitei ir embora, mas tive minha atenção atraída por um pio arrastado que ecoou em meus ouvidos. Instantes depois, avistei um enorme pássaro negro a voar em direção à lua, que naquele momento brilhava no céu, imponente.
Eu corri rumo à ave, preparado para atacar, mas o perdi de vista por um breve lapso quando meus olhos focaram um corpo ensangüentado, estendido sobre o chão. Era uma garota.
Parei de súbito, ofegante. Desviei o olhar do mar de sangue para o pássaro, que estava cada vez mais distante, e visualizei novamente a garota. Hesitei, mesmo que não devesse; mas havia uma carga de hesitação em meu singelo gesto. Por fim, optei por ajudá-la. Observei o ponto em que havia visualizado a ave mais uma vez e percebi que ela havia sumido.
Eu o tinha perdido, pela segunda vez, numa mesma noite. Respirei fundo.
Depois de superar aquela frustração inútil, voltei a atenção para a figura desfalecida ao meu lado. Parte de seu cabelo louro estava rubro e úmido. Seu peito ainda sangrava e eu tentei estancá-lo com minhas mãos (Hokuto).
Uma de suas mãos sujas se prendeu à minha camisa num gesto determinado. Eu a encarei e a vi impulsionando o tronco para cima; deixando sua face a uma curta distância da minha. Seus olhos eram os de uma pessoa que usava em seus gestos o que restava de suas forças. Ela me mirou por alguns instantes e eu instintivamente parei de pressionar seu ferimento. A garota tirou a mão do meu peito e adquiriu um ar sério, dando-me a impressão de não ser mais alguém que estava à beira da morte, e disse:
-Vá para o deserto... Salve o Herdeiro... - então, seus olhos suavemente se fecharam e sua cabeça pendeu sobre o meu peito. Mesmo que tivesse prometido que não derramaria mais lágrimas, elas vieram aos meus olhos; mas não por aquela garota, mas por outra. Levantei-me apressadamente e deixei o corpo para trás, e sob ele o pentagrama feito de sangue.
E eu não chorei.
