Capítulo 16 – A Família Da Noiva.
Estava nervosa. Muito. Meu estômago embrulhado. Minha roupa me irritando. E a vontade de degolar James crescendo.
- Lily! Pare de ser tão ansiosa. São seus pais! Pelo amor de Deus! – Christine revirou os olhos.
- Por isso mesmo!! Sabe-se lá o que o Potter pode arrumar nesse jantar!!! – me olhei pela décima vez no espelho. Não estava muito produzida. Afinal, ia para a casa dos meus pais. Usava apenas um vestido curto azul claro e um casaco.
- E como vocês conseguiram sair da escola no meio da semana? – Kath perguntou, enquanto dava uns retoques finais no meu cabelo.
- Falei com a Minerva, e ela adorou a idéia de estarmos nos entendendo e "juntando os trapos". Tanto que tirou finalmente o maldito feitiço! – falei agora sorrindo.
- "Juntando os trapos"? A McGonagal é tão esquisita. – Daiana sorriu.
Alguém bateu na porta, e James trajando uma roupa social surgiu.
- Está pronta, querida? – ai meu Deus. Ele e o seu "querida" que vão para o inferno.
- Estou, Potter. Estou. Mas acho bom você não aprontar nada lá!
- Eeeeeeeeu??? Jamais! Que isso, Lily! Eu sou um santo. – cínico.
- Sei.
Descemos as escadas.
- Aliás...como nós vamos? – perguntei. Esqueci desse pequeno detalhe.
- Pó de Flu. Lá da sala da Minnie.
Nos dirigimos para a sala de McGonagal e batemos na porta.
- Bem-vindos, queridos! Tome. – ela entregou um pote, com um pó. – Boa sorte, pombinhos. – pombinhos...bá!
Ao chegarmos na casa de meus pais, já havia uma "calorosa" recepção.
- Boa noite. Eu sou James Potter, e vocês? – estendi minha mão para cumprimentar o casal a minha frente. Não era possível que eles fossem os pais de Lily. Eram muito novos.
- Nem ouse tocar em mim, sua aberração. – a garota, - muito magrela, e de cabelos pretos por sinal – com uma cara de nojo se virou.
- Anh...então...o senhor... – o cara fez pior: nem se deu o trabalho de nos dirigir a palavra e virou-se seguindo a garota.
- Não liga para eles. São a minha detestável irmã e seu igualmente amável namorado.
Que ótimo. Se a irmã e o namorado são assim, o que dizer dos pais?! Estava começando a achar que minha idéia não havia sido tão boa.
Estava me preocupando em como seriam os pais de Lily, quando ouvi um grito vindo da cozinha.
- Harold!!!!! NÃO!!! – e seguindo o grito, barulho de panelas caindo na cabeça de alguém.
MEU DEUS! O pai da Lily é um assassino e acabou de matar a mulher!!!
Mas ele poderia ter esperado, ao menos, um dia em que não houvesse tantas testemunhas ali. Dessa forma, em menos de uma hora ele estaria indo para Azkaban.
- Quantas vezes já te falei?! Não se meta na minha cozinha! – a mãe de Lily surgiu empurrando o marido para fora, enquanto este, coçava a cabeça. – Oh! Eles já chegaram! Lily querida! – ela nos viu e veio sorrindo.
A mãe de Lily era muito bonita: ruiva como ela, com sardas, mas sem os olhos verdes. Estes pertenciam ao pai. Já o pai era alto, bem alto e com cabelos negros. O que explicava a outra filha.
- Oi mamãe! Oi papai! – Lily sorriu e foi abraça-los.
- Querida, este é o seu namorado? Não vai nos apresentar a ele? – o senhor Evans sorriu e estendeu a mão em minha direção.
- Ah...estava com esperança que esquecessem dele. – ela falou mal-humorada.
- Olá Senhor Potter. – Sr. Evans me cumprimentou.
- Boa noite, senhor. – sorri amigavelmente. – mas pode me chamar de James.
- E você me chame de Harold e prometo deixar casar com Lily ainda amanhã.
- Papai!!! – Lily enrubesceu.
- Ora Haroldinho, é pra já, sogrão! – falei batendo no ombro dele.
Harold sorriu e se dirigiu a esposa.
- Esta é a dona Emily.
- Prazer, senhorita. É muito jovem para ser mãe.
- Puxa-saco. – Lily olhou para mim de lado.
- Mas eu também acho! Quando a conheci era ainda uma criança! Então a seqüestrei da casa dos pais e casamos pouco tempo depois.
- Harold! Que mal exemplo! Vai acabar dando idéias.
- Ora é claro que não! – então se virou severo para mim – Não vá fazer isso com nossa filha. – e depois sorriu – Afinal, essa idéia já foi usada por mim. Depois pensamos em outras.
Sorri.
Ei! Até que eles são bem legais.
Fomos nos sentar a mesa. O jantar já estava posto. E que jantar!
- James. Depois de comer, vamos embora. – Lily sussurrou.
- Mas já? – falei engolindo um pedaço do peru que Emily havia feito. – Está delicioso, Mily!
- E para de chamar meus pais com essa intimidade!
- Deixe o James, Lily. Você sempre foi tão mal-humorada. Está cada vez mais parecida com sua irmã, certo Petúnia? – Emily sorriu para a outra filha.
- Não me compare com essa esquisita, mamãe. Aliás nem sei o que estamos fazendo aqui. Eu e Válter já vamos. – a garota magricela se levantou.
- Mas já querida?
- Sim. Não estou aqui para espera-los me transformar em um sapo.
- Até porquê, não é preciso... – sussurrei. Mas tenho certeza que Petúnia ouviu, já que me olhou estranhamente.
- Não filha, fique mais um pouco.
- Tá bem, mamãe. Só até a sobremesa.
Continuamos a comer, e as duas filhas de Mily e Haroldinho continuavam com cara de nada.
- Anime-se Lily! Mas que coisa...
- É mesmo, está parecendo sua mãe! – Harold apontou para a esposa.
- Comigo?! – ela espantou-se.
- É claro! Meu Deus! No início para dobrar essa ferinha aqui foi complicado. Ela me odiava!
- Não brinca?! – sorri olhando em direção a Lily.
- Sério! Mas logo depois de a levar para longe da casa dos pais, que aliás foi sugestão dela, casamos rapidinho.
- Minha sugestão?! Ora! Acha mesmo que alguém em sua sã consciência iria casar com você, Harold?! Por favor, me poupe. – Emily revirou os olhos como Lily faz. Acho que é herança genética.
- Ah é? E aquele discurso lindo que você fez, e que até o padre quase chorou? – e ele sorriu. Isto estava tão familiar.
- Ora! Eu estava de ressaca! A bebida tem diferentes reações para cada pessoa. – ela disse vermelha e emburrada.
- Hey Lily, isso não parece com duas pessoas que conhecemos? – falei baixinho apenas para ela ouvir.
Então, Lily olhou interrogativa para mim, olhou seus pais discutindo. Logo em seguida ela esbugalhou os olhos e balbuciou espantada:
- Oh meu Deus...
Passado um tempo, o Sr. Evans se levantou e me chamou.
- Me acompanhe, James. Gostaria de falar com você.
- Claro, senhor. – levantei meio nervoso. Será que aquele negócio todo de pais legais era só faixada?
Lily se levantou junto comigo.
- Não, não filha. Só o seu namorado.
- Mas...não acho que seja seguro. – ela olhou para mim, nervosa.
- E por que não? Ele não é um assassino, certo, meu rapaz? – sorriu para mim.
- Claro que não. – retribui e fomos andando até um escritório.
Sentei em uma ampla poltrona bem confortável, ao lado do pai de Lily. Seu semblante já não era mais sorridente, mas também não era severo.
- E então?
- E então.
- Quais são suas reais intenções com Lily?
- Bem, Harold, eu...eu...
- Olha, logo que olhei para você, notei que é apaixonado pela minha filha. É seu desejo se casar com ela?
- Bom, sim. – só falta ela querer, pensei.
- Só, então, gostaria de pedir que esperasse mais um pouco, sabe? Eu fui muito impulsivo em relação a Emily. Não que eu me arrependa!!! Jamais!! – ele tratou de completar. – Mas, quando duas pessoas se amam, não é necessário pressa. Se desejar, pode noivar com ela quando quiser. Mas casar mesmo, espere mais um pouco. Os estudos se completarem, trabalho estável...
- Então...tenho a sua permissão, senhor? – sorri satisfeito.
- Mas é claro! Olha...vou ser franco: sou muito alegre, e simpático. Mas se não tivesse ido com a sua cara, já estaria na rua desde que chegou. – congelei. Ufa, passei do teste.
- Hum...ok, então. Vou pedir a mão de Lily hoje.
- Hoje?! – se espantou.
- Sim. Não disse que poderia ser quando eu quisesse? – legal. Só falta ele desistir.
- Sim, mas é que me pegou de surpresa. Mas, vamos. Lily vai morrer quando souber disso.
E eu não sei?
- Lily Evans! – ai. Quando me chamam pelo nome todo, é bronca. – Está tentando ouvir a conversa do seu pai com o James, atrás da porta?!
- Não eu...
- Pensei que ia ao banheiro. Isso é muito feio.
- Desculpe mamãe. Eu me perdi. – que desculpa idiota! Essa é a MINHA casa também.
- Deve estar nervosa, não é? Tudo bem, eu te entendo. Mas seu pai está sendo muito legal com ele. Não se preocupe. Poderia ser pior.
- Como?
- Meus pais tentaram enfiar o Harold na cadeia quando ele disse que me amava tanto, que era capaz de matar por mim. Acharam que isso era uma ameaça. – deu de ombros. – Foi aí que fugimos.
- Hum... – voltei para a mesa a espera de notícias. O que James estava aprontando?
Voltei só sorrisos para a mesa de jantar.
Hoje ia ser uma noite maravilhosa.
Me sentei e Lily já veio me perguntar o que eu havia conversado com Harold.
- Coisa de homem. É segredo. – e sorri maliciosamente. Acho que ela ficou com medo.
- Bom mamãe, já está ficando tarde. Então, antes que a McGonagal nos mate por chegar atrasados para o horário de recolhida... – e sussurrou para mim: - ...antes que você apronte uma...eu e James temos que ir.
- Ora, Lily. Sabe muito bem que a McGonagal disse que poderíamos demorar quanto quiséssemos...AI!!! – ela me chutou!
- Querido! Eu vejo em seus olhos que está mor-ren-do de sono. – sorriso amarelo.
- Até que não. Estou bem acordado. – sorri e me levantei antes que recebesse outro pontapé. – Bem, senhoras e senhores, tenho um pronunciamento a fazer.
- Potter...o que está fazendo?! – Lily falou entredentes.
Então, mexi no meu bolso e achei uma caixinha preta que estava ali guardado, empurrei a cadeira que estava ocupando espaço e me ajoelhei em frente a Lily.
- O ...o que está fazendo??? – falou baixinho.
- Lily você quer... – estendi a caixa e estava a abrindo quando Lily teve um surto ou algo do tipo e começou a gritar.
- Oh meu Deus!!!! James!!!! O James está tendo um ataque cardíaco!!! – me derrubou no chão e começou a socar o meu peito com os dois punhos. Agora eu entendo porque o coração dessas pessoas que são socorridas assim, voltam a bater. A dor é tanta que é impossível continuar morto.
- Lily! Pare!!! Arrrrrgh!!! – eu gritava, mas então ela tapou a minha boca com a mão e continuou a me socar.
Os pais de Lily entraram em desespero. Enquanto Emily corria para o telefone ligar para a emergência, Harold foi até onde eu estava caído, e começou a ajudar Lily a me socar!!!
Meu pulmão já estava pegando fogo – com a falta de ar e com aquela demonstração de carinho da família Evans – quando finalmente, consegui me soltar de Lily e prender seus braços.
- Filho! Você está bem?! – Harold me sacudia.
- Ô! Vocês salvaram minha vida. – falei com falta de ar, enquanto massageava meu tórax.
- Emily! Podemos voltar ao que estávamos fazendo antes. – Emily largou o telefone e voltou a se sentar.
- Está bem mesmo? – ela perguntou. Eu concordei e resolvi continuar de onde parei.
- Bem Lily...
- O que, James? Está voltando a passar mal? – ela já ia partir para cima de mim de novo, mas fui mais rápido: puxei minha varinha e ignorando os gritos de Petúnia e Válter dizendo que íamos matar eles, fiz o corpo de Lily congelar. – Sabe, não era bem desse jeito romântico que eu esperava, mas...Lily, quer se casar comigo? – e mostrei o lindo anel solitário que tinha dentro da caixinha preta.
- Ohhhh!!! Que lindo filha!! E aí? O que vai dizer?
- Eu...eu... – maldito James!!! Ele conseguiu! Ele venceu! Se eu aceitar vou estar presa a esse peste até que a morte nos separe. Mas se eu não aceitar, é o mesmo que terminar o namoro. Ou seja, perdi a aposta.
- Filha! Não deixe o menino sem uma resposta. – minha mãe estava super excitada com tudo isso.
- Oh Deus! Era só o que faltava! As anomalias vão se procriar... – Petúnia é realmente muito irritante.
- Filha...?
- Lily...? – meu pai estava ficando nervoso. DROGA!
- Eu...a-a-a-a ... – James me deu um tapa nas costas. – aceito!
- Ohhhhh!!! Que lindo...oh Harold! Nossa filha vai casar!
MEU DEUS!
MEU DEUS!
MEU DEUS!
MEU DEUS!
EU VOU ME CASAR COM O JAMES!!!!!!!!!!!!
Nota: eu simplesmente adoro esse capítulo, mais por causa do ataque que a Lily dá, socando o James...se vocês já viram, devem notar que essa idéia vem do filme "Sorte No Amor". Eu amo tirar idéias de filmes rsrs.
Olha, eu pensei que esse domingo não ia dar para postar, porque eu ia viajar, mas não sei se foi reza forte de vocês para ler mais um capítulo ou se foi azar o meu mesmo, que eu não fui rsrsrs.
Bom, em todo caso, está aí mais um capítulo e até domingo que vem!
Comentários:
Naty Weasley - Os pais da Lily são realmente agradáveis, até porque eu resolvi fazer de uma forma que lembrasse o James e a Lily quando forem mais velhos. Mas a Petúnia nunca foi flor que se cheire...ok...esqueça a piadinha idiota rs.
Que bom que amou.
Principesa - Rsrsrsrs, quando eu leio uma coisa engraçada, também tenho que me segurar, já que o meu pc fica no quarto dos meus pais, e logicamente às 2 da madrugada eles já estão dormindo rsrs. Hum...o que é "rula"?
Brunotop Weasley - UM MENINO AQUI NO FANFICTION???? MILAGREEE! Seja bem vindo leitor do sexo masculino rs, e que bom que você gostou...Uau! Minha fic nos meus favoritos? Anhhhhh! Que fofo, valeu!
Rose Samartine - Por que ela mandou desligar???? Minha fic está tão desapropriada para menores de 18 assim??? Rs Pode roubar o James para você, que eu fico com o Sirius...mas acho que a Lily não vai gostar muito da idéia.
Carol-sana - Poxaaaa! É que eu esqueci de explicar melhor na fic, assim as pessoas podem ficar mais perdidos mesmo...é que no capítulo em que a Lily e o James se declaram guerra, eu imaginei que um já tivesse percebido a aposta do outro. Pensei mas não pus no papel. Mil desculpas!!!
Dany MalBine Uchiha - Olha, na primeira vez que eu li seu review eu ia escrever " ah, não gosto muito do Sasuke, porque ele é muito sério e tal", mas eu vi um episódio do Naruto que me fez ter muita pena dele e entender porque ele é assim. Tadinho...mas ainda assim eu sou mais o Naruto e o Kakashi. E eu queria saber o que tem de baixo daquele pano do rosto do Kakashi!!!
Voltando a fic. Você não sabe o quanto que ela tá com raiva do James...vai saber no próximo capítulo...rs
Prévia do próximo capítulo: Consegui vencer a aposta! Só que...eu não acredito que eu fiz isso...ninguém no mundo merecia isso...nem mesmo James! Mas foi preciso...ele nunca ia terminar comigo de outra forma! Mas...agora...me sinto péssima...DROGA! Próximo capítulo: Quebra-se O Encanto Com Um Beijo.
Beijos povo!
