Classificação e dados: Comédia, Mirror, Pov, OOC, U.A, Romance...
Avisos: Essa fic é meio doida, então não liguem se você me acharem uma insana sem nada pra fazer.
Casais: Roy x Riza
Spoilers: Nenhumzinho sequer. :3
Disclaimer: Não sou dona de nenhum personagem de Fullmetal Alchemist, uma pena, porque, senão o Roy e o Ed – sim eu tb gosto de Yaoi! – já teriam acertado as contas... ou o Envy enfim, aceitasse seu amor platônico pelo Ed.. Mas tudo bem. Enquanto isso, eu tb torço pro Roy e a Riza. -
Chapter One: The Encounter
- Trapaças -
Ele vai jantar
Não precisei esperar muito. A loirinha desarmou sua defesa, mexeu outra vez no cabelo, tirando aquela pipoca que teimava em enfeitá-la involuntariamente e disse:
"Tudo bem, aceito o convite".
Fiz aquela cara de feliz, as mulheres adoram ver que elas oferecem a felicidade para nós. Saímos do cinema, sem trocar nenhuma outra palavra. Até que fui obrigado a fazer a mais cretina das perguntas:
"Como é o teu nome?"
É horrível esta frase, as pessoas deveriam sair na rua com um crachá de identificação.
A loirinha caminhava ao meu lado, mas nem olhou pra minha cara quando disse:
"Sisa".
Ao menos ela não perguntou o meu de imediato. Fiquei aguardando pra responder, mas ela disse que estava com fome e, em seguida, disse:
"Ai, eu adoro a massa daquele restaurantezinho ali."
Fomos até lá, entramos e pedimos o cardápio. Eu estava nervoso que a loira não perguntava o meu nome. Também já tinha passado do timing de eu dizer: muito prazer, sou Roy Mustang. E aquilo me irritou. Que mulher fazida...
...o que ela queria dizer com aquela coisa de não querer saber meu nome? Se fazendo de gostosa... de não to nem aí pra ti, quando eu vi que ela me secou de tanto encarar... estava ali, falando sobre uma vez que foi na Itália e comeu um macarrão delicioso,
"... uma loucura, o molho tinha um sabor diferente, daí eu perguntei pro garçom..."
E não parava de falar, agora tava se achando a baixinha,
"... tu acredita? Uma delícia, o queijo desmanchava na boca..."
E nem queria saber o meu nome?
"... ai, mas no fim nem foi tão caro..."
Claro, claro, eu fazia com a cabeça e com o meu sorriso cínico de que tava adorando a conversa, ou melhor, o monólogo, porque era só ela que falava, ininterruptamente. Putz, que saco, só o que me faltava encontrar uma tagarela... e parecia tão tímida... quando ela encerrou suas memórias italianas eu, claro, não deixei por menos.
"É incrível como a gastronomia pode nos revelar detalhes tão próprios da região, né?"
Meu, ela ficou surpreendidíssima. Seu olhar congelou. Deve ter me achado muito culto, teorizando sobre a gastronomia. Não sei de onde tirei aquilo, eu que detesto comer a gastronomia local quando viajo, não trocando meu Big Mc por nada, em nenhum lugar do mundo.
Ela pensando que eu não era apenas um cara bonito. Modesto e inteligente, te digo loirinha. Ela logo quebrou a sua cara bonitinha de espanto e emendou outro relato... o que eu fui inventar... e desta vez ela estava na Grécia e graças aos deuses gregos a garçonete chegou.
Uma gracinha, de piercing no nariz, ruivinha, deliciosamente compacta. Pedimos nossos pratos: ela um treco verde, claro, tinha que se mostrar diferente, uma massa de espinafre metida a besta. Eu a lasanha de sempre, quatro queijos, e um choppinho, por favor!
"Eu não bebo álcool." disse a loirinha e pediu aqueles nojos diet que têm gosto de remédio.
Ok, loirinha, não bebe álcool e nem quer saber meu nome...
Cretininha...vamos logo com isso que eu quero ainda ter uma bela noitada contigo...
Ela falou a noite inteira. Tão tagarela que contou várias viagens, emendando uma atrás da outra. Eu, que conhecia quase todos os lugares que ela tinha visitado, dizia um ou outro:
"Que maravilha! Sim, eu também fui lá! Que ótimo!"
Meus olhos estrategicamente espremidos, dando um ar concentrado. Mas na verdade observava seus seios talvez siliconados, que quase pulavam pra fora. A guria na Califórnia e eu tendo pensamentos impuros. Depois em Paris, e eu já visualizando tudo no meu quarto.
Querida, vai ser uma noite inesquecível, mesmo que você seja tão arrogante que nem queira saber meu nome. Tá certo, não é lá essas coisas, Roy Mustang, mas era a única informação extremamente necessária da noite.
E o tempo passou, eu sempre querendo falar alguma coisa, ela sempre me interrompendo para contar outra que era "o máximo", e dali a pouco ela olhou no relógio e fez um "NOOOOOOOOOOSSA, que tarde!!" Também, não calou essa matraca...
Eu sorri e coloquei a minha mão na mão dela. Não, óbvio que eu não disse:
"Não sou tão estúpido como você pode estar pensando."
Peguei na mão dela e disse, cínico:
"Tu é tão divertida! Tu não gostaria de sair pra dançar, Sisa?"
Ela riu nervosa, e eu comecei a pensar que ela esteve realmente muito nervosa a noite toda. E pagando a conta, enquanto a ruivinha me olhava maliciosa (responde de uma vez se não eu convido a garçonete), ela deu mais um gole na sua nãoseioque diet, e soltou, numa risada muito sexy,
"Meu nome não é Sisa!"
Ela vai jantar
Pois é, a carne é fraca que só vendo... aceitei o convite do gostosão. Meu Deus, e se ele perceber que eu achei ele tesudo? Sem vergonha! Ai, mas deixa de ser besta, o que tem demais?
Ah, adoro aquele restaurante italiano, vou perguntar se ele topa. Minha vó sempre diz que homem que come massa é homem de coração... nunca entendi o que isso significa, mas deve ser positivo.
Ele aceitou! Ponto numero um! Minha vó ficaria orgulhosa da pesca de hoje!
"Qual é o teu nome?"
Droga, por que ele tinha de perguntar o meu nome, hein? É tão bom manter um suspensezinho... sabe aquela coisa de lidar com o desconhecido? Acho tão excitante!
"Riza", respondi...
"Ah, Sisa, nome bonito!"
O quê? Mas como foi que ele entendeu Sisa? Sabia, eu sabia, tão bonito que tinha que ter um defeito: Era surdo feito uma porta!
"É Riza", falei de novo. Espero que agora ele tenha entendido. Mas ele não me respondeu...
"E qual o teu nome?" Perguntei.
"Ah, sim, sim, também tô com fome!" Ele respondeu pra minha surpresa! Ah, não, isso tem que ter explicação... talvez seja o barulho do Shopping Center, ou talvez ele esteja nervoso, tadinho. Tudo, menos surdo... não com esse corpão, não combina!
Uma vez no restaurante, eu pedi a minha pasta de espinafre que eu adoro! Mas o meu gostosão em compensação pediu uma super lasanha ao triplo colesterol e recheada de triglicerídios. Esse cara vai dar trabalho, me surpreendi projetando um futuro com ele. Mas que é isso, Riza? Para de fantasiar, tu recém conheceu o bofe.
Ele pediu um chopinho. Eu bem que queria pedir o meu Chianti, mas não acho legal beber no primeiro encontro, ainda mais que vinho desce fácil, fácil... e me deixa num fogo... A gente tava naquele silêncio... Que coisa mais constrangedora, eu odeio silêncios.
Sabe aquela coisa de ficar no "Pois é, né?, Restaurante legal esse, né?"
Esquece!
Eu fiz faculdade de comunicação social, portanto sou comunicóloga e tenho que me comunicar. Mas falar sobre o quê? Ah, sobre comida, né? Afinal, estamos em um restaurante. Se bem que, a julgar pelo pedido dele, acho que ele adora uma comidinha de risco arterial, como os Mc Donalds da vida.
Aposto dez pila comigo mesmo!
Enquanto eu falava das minhas aventuras gastronômicas no exterior, ele me ouvia atentamente! Ai meu Deus, ainda franzia os olhinhos de um jeitinho tão sexy... É tão difícil encontrar um homem com a capacidade de ouvir as mulheres. É, acho que a minha vó tá certa com relação aos homens que comem massa...
E o jeitinho que ele apoiou o queixo naquelas mãos de pedreiro. Eu adoro mão de pedreiro! As minhas coxas iriam ficar tão bem com aquelas mãos... Ele até ignorou a garçonete quando ela veio perguntar se ele queria mais um chope, mal olhou pra cara dela. Também, aquela garçonete era tão sem graça...
Ah, lindinho, tu não me escapa... Riza, Riza. Te aquieta, não dá bandeira sua assanhada.
Sabe como é, né? Se ele for mesmo surdo, isso significa que ele tem os outros sentidos mais aguçados... já pensou se ele tiver o poder de ler a mente? Ah, tá, agora tu viajou bonito na maionese... mas também, como é que eu posso me concentrar com esse deus grego na minha frente? Como é que era mesmo aquilo que as minhas amigas diziam? O tamanho do pescoço era diretamente proporcional ao tamanho do... ou será que era o pé que era proporcional ?
Bom, de qualquer forma ele tem um pescoção... e um pé de presença, é, acho que o resto deve seguir a mesma proporção... Sua pervertida! Para de pensar nisso, sua mulher barata!
Ninfa é isso mesmo, tu não passas de uma ninfomaníaca. Vai te tratar!
Tá , mas tu basicamente monopolizou a conversa durante todo o jantar. E agora já tá tri tarde.
"Nossa que tarde!" Eu falei.
E o deus grego do pescoção me pega pela mão e me convida pra ir dançar. Mas antes eu tenho que esclarecer uma coisa:
"Meu nome não é Sisa!"
Continua...?
Resposta das reviews:
Aislyn Rockbell: Que bom que você gostou, espero que goste deste capítulo também! - Obrigada pelo comentário. O lanche do século eu diria né? O Roy tá tão inconveniente nessa fic... Putz, está me saindo pior do que encomenda. Bjs.
Kyra Spring: Há, há, há! Muitos obrigada! Eu fiquei super em dúvida quanto o quesito comédia, mas com seu incentivo, estou eu aqui firme e forte, Thanks. Demorei um pouco né, mas finalmente saiu. Errr... coitada da propaganda da Mon Bijou, mas tudo bem. "Me joga na parede e me chama de argamassa", tenho q confessar, é um clássico -Fiquei super, hiper, mega feliz de saber que estou entre suas favoritas. Bjs.
Sherry Mustang: Sério, eu tinha uma outra fic. Não gostava muito dela,mas as pessoas diziam que era a coisa mais hilária, não entendia porque. Acho que to começando a entender. A primeira vez que eu li tb ri, mas agora to me acostumando.
NOOOSSAA. O me joga na parede e me chama de argamassa, pegou mesmo. É eu sou tri orgulhosa, da primeira narração do Roy no 1° capítulo, mas ainda assim ele é tão inconveniente. E surdo! hauauauhaua
Continuação feita. Bjs.
Mustang. Ng: Simplesmente amei. Eu ri muito no seu comentário, cara. Não mora, ainda há muitos capítulos pela frente;
D Desculpa a demora. Bye.
E as minhas duas amigas de coração, vocês sabem que eu as amo, né? 'Brigadinha, lindas. Bye
Perdoem se tiver algum erro, a fic não foi revisada.
