Voldemort recebeu alta e esperava impaciente a chegada dos Weasley. Ele poderia sair do hospital, mas ainda precisaria de cuidados. - "Esse corpo fraco ainda não se recuperou! Preciso dar um jeito nisso!" - pensava.
A sra. Weasley se ofereceu para cuidar dele durante sua recuperação. Na Toca todos os Weasley esperavam ansiosos por sua chegada. Logo de cara ele lamentou o lugar em que ficaria hospedado nos próximos dias. Ele entrou na casa olhando para todos os cantos. Os outros o observavam penalizados imaginando que Harry também não se lembrava da Toca.
"Parece que vou ter que agüentar por aqui por enquanto. Com certeza meus comensais estão escondidos agora que acham que o Potter me destruiu. Vou ter que fingir que sou ele até me deixarem sair sozinho por aí. Então poderei entrar em contato com meus aliados..."
Harry, querido? – a voz da sra. Weasley chamou-lhe a atenção. – Leve suas coisas para o quarto de Rony. Logo a Hermione chega também... – falou sorridente.
Voldemort ficou parado no meio da sala olhando atordoado para a mulher a sua frente: - Não sei se reparou, mas eu não sei onde é o quarto do Roy! – falou mal-educado.
Oh! É Rony, querido... – a mulher respondeu chateada. – RONY! – gritou.
O que é? – ele perguntou assustado, vindo correndo da cozinha, achando que levaria uma bronca.
Leve o Harry até o seu quarto. Ele não se lembra onde é... – disse penalizada.
Rony olhou esquisito para o amigo, mas levou-o sem comentar nada. Voldemort analisou o quarto em que ficaria hospedado. Não gostou da decoração laranja, mas sabia que não adiantaria reclamar. Entrou e sentou-se na cama de Rony para sentir se era macia. Rony parado na porta o olhava sem jeito.
O que foi?! – Voldemort perguntou pegando Rony de surpresa.
Essa aí é a minha cama... – falou ficando vermelho. – A sua é aquela ali. – apontou para a cama de armar ao lado da sua.
Voldemort olhou para a cama e dela para Rony, com uma cara desagradável. – Por que eu dormiria ali?! Sua cama é bem melhor!
Você sempre dormiu lá, e nunca reclamou! – Rony respondeu estranhando.
Talvez porque eu nunca antes tenha quase morrido depois de matar outro bruxo!
Rony se assustou com a maneira de falar de Harry, mas decidiu que era melhor não contrariar: - Faça como quiser então! – e saiu do quarto emburrado.
Voldemort voltou para a cozinha. Seu estômago roncava de fome. Hermione já havia chegado à Toca.
Harry! – ela o abraçou fortemente.
Por que você tem que pular em cima de mim toda hora, hein?! – perguntou nervoso afastando-a dele.
Nossa Harry! – ela se surpreendeu com o amigo. Seus olhos marejaram. – Por que você falou assim comigo? Não precisa ser tão mal-educado!
Não fala assim com ele, Hermione! – Gina chamou a atenção de Hermione fazendo um gesto para indicar que ele estava sob efeito de poções.
Hermione ainda ofendida foi se sentar ao lado de Rony na mesa. Voldemort se sentou e logo Molly Weasley encheu seu prato com as mais variadas guloseimas. Ele sentiu o aroma da comida satisfeito. Experimentou um pouco e gostou do que provava. Sorriu apreciando o sabor do alimento. Fazia muito tempo que ele não tinha uma refeição saborosa. Não sabia, mas sentia falta daquilo.
Hermione ainda estava chateada com a forma com que havia sido tratada por Harry. Ela esperaria aquele tratamento de Rony, mas de Harry não. Ela estava no jardim, sentada debaixo de uma árvore lendo um livro enorme e tão distraída que nem percebeu que estava sendo observada. Da janela da cozinha Rony observava cada movimento que ela fazia. Desde virar a página do livro até espantar uma mosquinha chata. Ele queria ir até lá conversar com ela, mas não tinha assunto. Sempre fora assim: sem o Harry ele e Hermione ficavam sem assunto. Ele acabava dizendo alguma besteira e os dois terminavam o dia brigando.
Por que ao invés de ficar só olhando você não vai lá falar com ela? – Gina o surpreendeu chegando silenciosamente na cozinha.
Do que é que você está falando?! – ele perguntou fingindo escolher uma fruta a sua frente.
Vai lá conversar com a Hermione! – ela falou divertida. – Um de vocês dois tem que tomar a iniciativa!
Iniciativa de quê?! – perguntou com medo de ouvir a resposta.
Ah! Qual é, Rony?! Vai lá falar com ela! Qualquer coisa!
Como o que?! – perguntou depois de morder a maçã que escolhera.
Sei lá! Fala sobre... Sobre o Harry! Isso! Fale sobre o Harry. Ela ainda está chateada com ele!
Hum... – ele ponderou a idéia olhando para ela sob a árvore. Virou-se para responder: - Eu vou, mas não porque... – Mas Gina não estava mais lá. Olhou para fora novamente, pegou outra maçã e foi até lá. – Oi... – falou sem graça.
Oi... – ela respondeu contente em vê-lo.
Quer uma maçã? – ele perguntou quase enfiando a maçã no rosto dela.
Claro! – ela pegou mais por educação. – Obrigada...
Hum... O que é que você está lendo? – ele se abaixou ao lado dela.
É um conto trouxa. Acho que você não ia gostar. Romântico demais! – sorriu encabulada.
Hum... – ele se sentou ao lado dela. Até que tinha começado bem, mas agora não sabia como continuar.
Rony?
Hum!
Você não acha que o Harry ta estranho demais?! – perguntou fechando o livro e pondo-o de lado.
Nossa! Demais mesmo! – ele se virou para engrenar a conversa. – Acredita que ele praticamente exigiu dormir na minha cama?! Eu tive que ficar na cama de armar! Não que ela seja ruim, mas ele nunca reclamou antes! – falou indignado.
É... E o jeito que ele falou comigo quando eu cheguei?! Ele nunca havia falado daquele jeito antes!
Tem razão... Mas deve ser por causa das poções mesmo. Não deve ter sido nada fácil duelar com Você - Sabe – Quem...
Mesmo assim! Não era motivo para falar comigo naquele tom! – ela disse emburrada.
Ah, Mione! Mas também ele tem razão! Você não precisa abraçá-lo daquele jeito toda hora! – falou com uma pontada de inveja.
Como é?! – perguntou ofendida.
É sério! Lá no hospital mesmo! Você quase sufocou o cara! Ele mal tinha acordado!
Aquilo foi um gesto de carinho, Ronald! E ele nunca reclamou antes!
Pois é! Nunca reclamou por educação, mas agora... O efeito colateral dessas poções deve ser a sinceridade! – riu-se divertido. – Não é legal ter alguém pendurado no seu pescoço o tempo todo...
Você sabe bem disso, não é Ronald?! – ela perguntou nervosa. – Sua namorada era desse tipo, não é?! Nós não podíamos nem chegar perto de você!
Como foi que o assunto foi parar na Lilá, hein? Estávamos falando de você que eu saiba! – ele respondeu mal-educado.
Ai, Ronald! Você é um tonto mesmo! – ela falou pegando o livro e saindo de perto dele.
Espera aí! Que foi que eu falei?! – enquanto ele ia atrás dela para continuar a discussão Gina os observava decepcionada da mesma janela em que ele estava antes.
Voldemort passou o resto da tarde deitado na cama de Rony. Não era o que pretendia, mas sentia o corpo de Harry cansado. Achou que seria melhor mesmo aproveitar para descansar e, desse modo, também não precisaria ficar aturando aquele bando de ruivos enxeridos. Ele não notou quando a noite chegou e Rony veio se deitar também. Dormiu tranqüilamente e acordou no dia seguinte com o humor renovado e o corpo completamente descansado. Foi ao banheiro lavar o rosto e escovar os dentes antes do café – da - manhã. Admirou-se por estar sentindo-se tão bem.
"Incrível a diferença que faz uma boa noite de sono! Há muito eu não dormia tão bem!" - com a escova na boca ele começou a balançar os braços, dobrar as pernas, pular no lugar. - "Já estou completamente bem!" - admirou-se borrado no espelho. - "Também pudera! Quantos anos ele tinha? 17, 18?" Só esses malditos olhos! – reclamou.
Experimente usar os óculos! – Rony estava na porta do banheiro esperando para lavar o rosto também. Voldemort o olhou curioso e ele apontou os óculos redondos em cima da pia. – Achou que fossem para mim?! – perguntou divertido. Ele entrou no banheiro e deu uma trombada no amigo para tirá-lo da frente do espelho.
Voldemort recuperou o equilíbrio e parou atrás de Rony. Procurou a varinha para descontar o empurrão, mas olhou-se no espelho, já com os óculos, e percebeu que não deveria fazer aquilo com o amigo.
"Amigo?!!!" - perguntou-se assustado. – "Desde quando este fedelho é meu amigo?! Desde quando eu tenho amigos?!!" – percebeu que estava sem a varinha e lamentou. - "De qualquer maneira ainda tenho que fingir que sou o Potter..." - saiu do banheiro em silêncio e desceu para o café.
Mais uma surpresa: o café estava divino! Não sabia há quantos anos ele não sentia o gosto de baicon com ovos. Hermione apareceu na porta da cozinha e Voldemort se preparava para receber um abraço, mas ele não veio. Ao invés disso Hermione cruzou a mesa e foi sentar-se longe dele. Com um discreto bom dia, e sem olhá-lo de verdade, ela começou a comer também.
"Estranho... O que o Potter faria numa hora dessas? O Roy pelo jeito nem se lembra mais, mas essa aí! Ela é esperta... Tenho que tomar cuidado para ela não descobrir tudo antes que eu consiga sair desse corpo..." - Você dormiu bem... é...
Hermione! – ela respondeu olhando-o chateada.
Isso! Hermione... Eu queria me desculpar com você... Eu ando meio confuso, sabe? Por causa das poções! Aliás, queria pedir desculpas a todos, caso eu fale ou faça alguma coisa estranha... – falou simpático.
Ora, não se preocupe, meu bem... Nós entendemos! – Molly respondeu por todos.
Todos os Weasley e convidados já estavam na mesa quando a pequena coruja de Rony apareceu na janela dando bicadinhas frenéticas no vidro. Gina levantou-se e deu passagem a corujinha. Pichi voou em direção a ela caindo em seu colo.
Coruja estúpida! – Rony falou.
Tadinha! – Gina protestou. – Ela ainda não tem muita prática, né? – falou acariciando a cabeça da coruja e depois colocando-a para fora da janela.
E acho que nunca vai ter! – Rony retrucou tentando arrancar as cartas da mão da irmã.
Não, Ronald! – Gina o impediu e olhou o remetente. – São de Hogwarts! – ela distribuiu as cartas. – As de Hermione e Harry também vieram! – ela fez questão de entregar a carta de Harry em mãos com um largo sorriso.
Nós vamos voltar a Hogwarts? – Rony perguntou decepcionado. – Achei que já tinha me livrado da escola!
Ronald! É claro que vamos voltar! Nós não fizemos o sétimo ano! – Hermione exclamou.
Eu também tenho que ir?! – Voldemort perguntou olhando com desgosto a carta em sua mão.
É claro, Harry! Só porque derrotou Você – Sabe - Quem ta achando que não precisa mais estudar?! – Jorge perguntou festivo.
Voldemort apenas dispensou-lhe um sorriso amarelo. – Claro...
Já era a segunda vez que Voldemort rodeava a casa. Ele estava a procura de um local vazio de onde pudesse aparatar sem chamar atenção de ninguém, mas como a família Weasley era muito numerosa era quase impossível ficar sozinho. Achou melhor deixar para sair depois que todos dormissem. Caminhou pelo quintal dos fundos da casa e resolveu encostar-se na árvore que havia ali. Não sabia por que, mas se sentia bem ali, observando o movimento dos gnomos passando pela grama achando-se imperceptíveis. Ele levou a mão a cabeça quando percebeu o que estava fazendo: - "Mas o que é que está acontecendo comigo?" - tirou os óculos e esfregou os olhos com força como se o gesto fosse fazê-lo agir como sempre.
Harry?
Ele se assustou com a voz suave que o chamava. Olhou em direção a pessoa, mas não a enxergou direito. Lembrou-se dos óculos e então os colocou. – Ah, Ginevra... – falou desinteressado.
Pelo visto do meu nome você não esqueceu... – sorriu contente. – Mas pode me chamar só de Gina... Lembra? Eu não gosto muito do meu nome... – falou meio sem graça.
Não era para menos! – riu divertido. Gina ficou olhando-o sem entender a piada. – Você quer alguma coisa? – perguntou diante da inércia da garota.
Hum... – ela ficou vermelha. – Eu queria... Queria conversar... Só isso...
"Conversar?! Que saco!" Claro! – sorriu falsamente.
Gina se aproximou do rapaz, mas não sabia como começar.
Sabe? Eu to meio sem assunto então, se você quiser começar... – falou um pouco impaciente.
Hum... Você... Você já sabe o que vai fazer agora? – perguntou parada inocentemente na frente dele. Seu rosto ainda estava um pouco vermelho e suas mãos suavam.
Como assim? – perguntou sem entender.
Ah, você sabe! Agora que Voldemort está morto... Digamos que você pode tentar levar uma vida normal... O que você tem em mente?
Você não teme dizer esse nome? – perguntou surpreso.
Como diz a Hermione: o medo do nome só faz aumentar o medo da coisa em si! – sorriu satisfeita.
A Hermione diz isso, é? – perguntou fazendo uma anotação mental.
E então?
O quê?!
Como vai ser? Daqui pra frente? – ela se aproximou um pouco mais dele. Não sabia de onde tirava tanta coragem.
Voldemort não tinha idéia do que responder: - "Eu sei lá o que o Potter pretendia para vida dele?" Me diz você?
Ela foi pega de surpresa, não estava esperando aquela reação dele. – Eu?!
Sim... O que você pretende fazer daqui pra frente? – perguntou com falso interesse.
Bem eu... Eu pretendo voltar para Hogwarts, terminar os estudos e... Continuar minha vida de onde ela parou... – respondeu sem coragem para encará-lo.
"De que diabos essa menina está falando?! Ela quer que eu adivinhe onde foi que a vida dela parou?!" - Voldemort a fitava com impaciência, mas Gina interpretou de outro jeito.
Harry?
Hum?
Você acha que nós podemos continuar de onde paramos? – falou de uma vez só mirando-o suplicante e sem jeito.
"Do que ela está falando?" - pensou confuso.
Você sabe... – ela se aproximou dele. – Você terminou comigo porque não queria que eu corresse perigo... Mas agora não há mais perigo... – falou nervosa. Seu coração batia muito acelerado.
Ele ainda não havia entendido onde ela queria chegar, mas então se lembrou do diário. Ele já havia sido confidente dela uma vez, por isso a reconheceu mais que aos outros. Aquela era a garotinha apaixonada que ele havia usado para invadir a câmara há 5 anos. Ele sorriu com a lembrança daquela garotinha boba. Parou para admirá-la, e notou o quanto ela estava diferente. Mais velha, com corpo de mulher e, principalmente, muito bonita. Não resistiu e olhou-a de cima a baixo, com um sorriso enviesado. Gina, em sua inocência, achou que aquele era apenas um sorriso de confirmação e sentiu-se encorajada a se aproximar mais dele.
Harry?
Ele voltou sua atenção para os olhos dela e sorriu mais ainda: - É claro que sim... – ele se afastou da árvore e segurou uma de suas mãos. Notou o quanto ela estava suada e sorriu internamente. – Acho que nós devemos continuar de onde paramos, Gina...
A ruivinha sorriu contente e Voldemort puxou-a delicadamente pela mão. Pousou a outra mão em sua cintura e a aproximou mais, sentindo o calor do corpo da garota. Sentiu uma sensação deliciosa tomar conta de seu corpo, algo que ele não sentia há muito tempo. Gina aproximou seu rosto do de Harry e tocou os lábios dele com os seus. Sentiu um arrepio gostoso onde a mão dele acariciava suas costas. Voldemort curtiu com vontade a sensação de ter uma mulher em seus braços novamente e se admirou com a velocidade com que seu novo corpo reagia à situação. Aprofundou mais o beijo acariciando ferozmente a língua de Gina com a sua. Puxou o corpo da garota de modo a não deixar espaço entre os dois. Suas mãos passeavam ansiosas pelas costas dela descendo lentamente e fazendo a temperatura aumentar. Gina estava achando Harry diferente, mas gostou da surpresa, não tinha certeza, mas imaginava se a pressão que sentia o corpo dele fazer no seu ventre era "aquilo" mesmo que ela estava pensando. Sentiu um calor percorrer seu corpo quando o sentiu, mas começou a ficar assustada. Harry nunca havia ficado daquele jeito, pelo menos não que ela tenha percebido, e também nunca a tinha beijado daquele jeito e nem explorado seu corpo daquela forma. Ela decidiu freá-lo quando sentiu a mão dele massagear seu bumbum.
Harry... – se separou dele ofegante. – Eu acho melhor...
Gina, Harry! – Hermione gritou de longe, Gina se afastou do rapaz imediatamente. Voldemort sentiu sua raiva por Hermione crescer.
Vocês estão aí! – Rony apareceu logo atrás de Hermione. Gina respirou aliviada, Voldemort continuava de cara feia. – Nós vamos para o campo jogar quadribol! Vocês não querem ir? – Rony perguntou sorridente.
Claro! – Gina respondeu tentando disfarçar a respiração descontrolada.
Que cara é essa, Harry?! – Rony perguntou sem entender. Hermione bateu com a mão fechada na própria testa fazendo Gina rir do irmão. – E então? Vamos?
Vamos! Gina saiu na frente acompanhando Hermione. Rony e Harry ficaram um pouco para trás.
Rony interpretou a cara feia de Harry como efeito remanescente das poções e imaginou que uma partidinha de quadribol traria o amigo de volta a normalidade. Um pouco afastadas dos dois Gina e Hermione conversavam escondendo o riso.
Então vocês voltaram? – Hermione perguntou sorridente.
E com força total! – Gina respondeu feliz.
Eu percebi! Mas vocês têm que ser mais discretos! Ou cuidadosos! Se o Rony encontrasse vocês primeiro!
Nem me fale! – ela riu e olhou para trás. – Eu não sei o que deu no Harry, mas eu adorei! – voltou a olhar para frente tapando o riso assim como Hermione. – Agora só faltam você e o Rony! – mudou o assunto.
O quê?! – ela perguntou mais alto do que imaginava.
Não adianta disfarçar, Hermione! Eu já percebi tudo! Todo mundo já percebeu! – ela sorriu enviesado.
Você está ficando louca, Gina! Todos vocês estão! – ela olhou para trás sorrindo nervosa. – Eu e o Rony! Até parece... – ficou vermelha.
O jogo de quadribol não foi tão proveitoso quanto eles esperavam. Harry parecia desconcentrado e não estava voando direito. Gina pegava o pomo antes dele com facilidade. Voldemort se perguntava o que diabos estava fazendo jogando quadribol e estranhava por estar até gostando da atividade, apesar de não ter prática. Ele se distraía facilmente quando Gina voava perto dele e ria malicioso.
Começou a escurecer e eles resolveram voltar para casa. Voldemort foi o primeiro a tomar banho. Na frente do espelho passou a admirar o corpo que agora era seu. A pele lisa e sem manchas, braços e pernas fortes e torneados, assim como o abdômen, corpo jovem e saudável e, principalmente, atraente. Há muito tempo ele não recebia o olhar desejoso de uma mulher e a sensação revivida naquela tarde o agradou e muito. Lembrou-se do beijo de Gina, do calor de seu corpo e de suas curvas jovens e firmes. Seu corpo reagiu àqueles pensamentos e ele aproveitou o efeito de seus hormônios de 17 anos embaixo da água corrente e morna do chuveiro.
"Até que pode ser interessante continuar com o corpo do Potter..." – pensou. – "Ele é jovem, forte, inexperiente e não muito resistente a feitiços, mas se eu continuar nele posso readquirir minhas habilidades, e muito mais rápido que antes já que conhecimento eu já tenho!" – sorriu. A imagem de Gina voltou a sua mente e ele começou a se acariciar com mais vontade deixando de lado os pensamentos a cerca dos benefícios que um novo corpo lhe traria.
