Mais de uma hora havia se passado e nem sinal de Rebecca. Harry achou melhor dar uma olhada no Mapa do Maroto. Se ela estivesse em algum lugar da escola eles saberiam.
E então Harry? – perguntava Hermione. Os três estavam no dormitório masculino debruçados sobre o mapa aberto sobre a cama.
Ela não está em parte nenhuma do castelo. Nem na floresta! – respondeu Harry.
Então onde ela está? – perguntou Rony desesperado.
Não sei...- respondeu Harry desanimado. De repete foi como se uma luz acendesse em sua cabeça. – Hermione! – a garota se assustou. – Você sabe algum feitiço que faça o mapa mostrar o que aconteceu algumas horas atrás?
Harry! Eu não sei nem como esse mapa foi feito! Não tem como modificá-lo assim.
Tem que ter um jeito Mione! – dizia Rony suplicante. – Você sabe fazer um monte de coisas!
O ego de Hermione com certeza inflou com aquele comentário. Ela estava sorridente agora.
Bom, tem um feitiço, mas eu não garanto que dê certo...
Faz e então saberemos.. – disse Harry mais animado.
OK.- Hermione pronunciou o feitiço e eles esperaram um pouco.
Foi como se o mapa estivesse sendo rebobinado. Os pontinhos com os nomes começaram a andar para trás. Harry pediu para ela parar quando achou que já havia dado uma hora. Eles começaram a "assistir" o mapa de novo. Viram muitos pontinhos indo e vindo por todo mapa, pontinhos parados na biblioteca e até dois pontinhos muito próximos parados em um local pouco movimentado do castelo... Eles resolveram dar mais atenção para os jardins e a entrada do Salão Principal.
Ei! Olha! È ela! – Rony avistou um pontinho saindo da floresta e vindo em direção a entrada.
Ela entrou no castelo... Está subindo as escadas... Vai até... Essa não! – exclamou Harry.
O que foi? – perguntaram os dois amigos juntos.
Ela foi até a estatua da bruxa de um olho só. Ali é uma passagem para Hogsmead! Dá direto na Dedosdemel!
Quer dizer que ela foi a Hogsmead? Fazer o quê? – perguntou Rony confuso.
Talvez a mesma coisa que fez no dia em que deveria ter ido se encontrar com Christian... – respondeu Hermione olhando para os amigos.
Hermione, faz o mapa voltar ao normal. Quero ver se dá para passar pela estátua. Precisamos procurá-la, ela pode estar em perigo! - pediu Harry.
Hermione desfez o feitiço, mas o corredor onde ficava a passagem estava muito movimentado àquela hora.
Por ali não vai dar... – disse Rony desanimado. – Tem alguma outra, Harry?
Tem... Mas é por baixo do Salgueiro Lutador...
Os três pareceram meio desanimados. Harry e Rony já haviam passado por uma experiência nada agradável com aquela árvore. Hermione não estava na ocasião, mas pode imaginar o estrago que a árvore pode fazer.
Temos que tentar... – disse ela meio receosa.
Os três saíram do castelo a caminho do salgueiro. No meio do caminho Rony reencontrou Perebas, seu rato que havia sumido e que ele pensou que Bichento tivesse comido. Ele e Hermione iam discutindo o reaparecimento do rato no caminho quando Rony viu u vulto negro atrás de Harry: era o Sinistro...
Enquanto isso, Rebecca tinha mesmo ido a Hogsmead. Durante o tempo que ficou na floresta ela bolou um plano: iria até Hogsmead e com certeza teria alguém a vigiando. Foi o que aconteceu. Assêm como da outra vez alguém a pegou, a cegou e aparatou com ela para um lugar desconhecido.
Então você voltou?
Ela ouviu aquela voz sibilante.
Voltei! – Ela estava firme e determinada. – Voltei por que já fiz o que você pediu!
O que?! – Voldemort não acreditava no que havia escutado. – Você o matou?
Matei...
MENTIRA! – com certeza ele teria levantado se conseguisse. – Se Potter estivesse morto eu teria me recuperado!
Por essa ela não esperava. Precisava pensar rápido.
Não sei se ele já morreu. O que eu fiz foi dar uma poção venenosa para ele. Demora um pouco para fazer efeito...
Voldemort olhava fixamente para ela. Ela sabia o que ele estava fazendo: estava tentando invadir sua mente e descobrir se aquilo era verdade. Ela tinha lido sobre isso durante sua pesquisa para se livrar da Maldição e logo imaginou que Voldemort com todo seu poder seria legilimente. O que ela fez foi mentalizar o dia em que ela oferecia insistentemente a Harry aquela bebida nova na Dedosdemel. Voldemort conhecia Hogsmead e com certeza sabia que aquele dia havia acontecido um passeio.
Muito bem! – ele pareceu se convencer.
Agora tire essa maldição de mim!!- ela disse nervosa se aproximando de onde ele estava.
Por que? Quando Potter morrer a maldição vai acabar instantaneamente.
Mais essa! – ela pensou. – Acontece que eu preciso voltar para o castelo antes que sintam minha falta. Provavelmente quando eu voltar ele já vai estar na ala hospitalar mas ainda não vai ter morrido. Vão insistir para que eu o visite e eu não terei como negar, afinal sou "amiga" dele não é? E se eu chegar perto dele com certeza vou atacá-lo e minha vida viraria um inferno maior do que já é! – ela praticamente não respirou enquanto dizia tudo isso. – Além disso, quero terminar meus estudos. Ou você quer uma netinha abortada?!
Voldemort pareceu considerar os argumentos da garota.
Você tem razão. È muito esperta! – ele sorria – Sem dúvida puxou a mim e a minha família! Aproxime-se!
Ela deu alguns passos.
Se você estiver me enganando...
Eu sei exatamente do que você é capaz, não se preocupe, como você mesmo disse, eu sou esperta... não tentaria te dar um golpe.. – ela deu um sorrisinho cínico.
Voldemort parecia estar realmente se reconhecendo na neta. Levantou a varinha e pronunciou o contra feitiço. Pronto. Agora ela estava livre.
Posso ir?! – ela perguntou.
Pode... Não se esqueça de chorar muito no funeral de seu grande amigo Harry Potter.
Ela nem acreditava que havia conseguido. No mesmo instante o mesmo homem que a havia levado até lá a deixou no mesmo ponto em que a encontrou e desaparatou. Ela se deslocou até a Dedosdemel. Não imaginava que tivesse se demorado tanto, a loja já havia fechado.
O jeito agora é ir até a Casa dos Gritos...
Chegando lá ela ouviu vozes no andar de cima. Começou a imaginar se o que diziam sobre a casa era mesmo verdade. Mas então ela ouviu uma voz familiar: era Harry! Ela subiu as escadas correndo, chegou em um quarto e nele se encontravam Harry, Rony estirado numa cama com a perna sangrando, Hermione, Snape caído de um lado do quarto, o professor de DCAT um homem gordinho com cara de rato que ela nunca havia visto na vida e ... Não podia ser... Sírius Black!
O que ta acontecendo aqui?!- ela perguntou sem entender nada.
Rebecca! – Harry, Rony e Hermione falaram ao mesmo tempo.
Rebecca viu algo vindo em sua direção. Era o homem com cara de rato que havia se ajoelhado em frente a ela e pedia suplicante:
Lady Riddle, piedade, tenha piedade desse pobre homem que apenas cumpriu ordens!
Ela não entendia nada. Olhou para Harry como que pedindo ajuda...
Ninguém vai matá-lo Petigrew. Vamos te levar até os dementadores e limpar o nome de Sírius. – disse Harry olhando com nojo para o homem ainda no chão.
Rebecca continuou sem entender nada.
Depois te explicamos, Rebecca... – ele completou.
