CAP. 08. DESPERTAR

Uma jovem mulher ruiva, de estranhos olhos violeta olha por uma janela.

-Achei então que tudo merecia uma explicação, assim como você me explicou...

-Sei.- diz o bruxo olhando pela mesma janela.- Agora entendo tudo Morgan.

-Por isso, acho que devo partir...

-Você tem certeza Morgan? É seu desejo?

-Professor... eu não sei mais me controlar... vou matar de novo, sei que vou.

Desviou o olhar para o homem a sua frente, alguém que escutara muitas de suas dores em tempos idos...

-Morgan, podemos encontrar uma cura para essa maldição mal-feita... com certeza há pessoas aqui que podem ajudar.

Ela voltou a apertar a veste contra o corpo ferido... na sua mente confusa ainda haviam gritos... muitos.

Os gritos de seus amigos perdidos...

Os gritos de seus inimigos malditos...

Os gritos de suas irmãs mortas...

Mas o seu grito nunca foi ouvido, foi sentido na terra.

Um imenso dragão vermelho batia asas sobre um céu nublado, ela sabia, uma fazenda um lugar onde comensais se reuniam... uma chance em mil de encontrar o autor de tanta desgraça, mas o desejo de sangue a impelia a frente.

Sangue. Sangue... Sangue! O SANGUE DE VOLDMORT EM MINHAS PRESAS!

Isso poderá me acalmar, ou morrerei na tentativa, em meio ao caminho sete vassouras emparelharam com o dragão, pessoas vestidas de negro comemoram o encontro, querem levar um bom presente ao mestre, Dragões são de grande serventia. Ela deixou-se conduzir, ferindo dois de seus prováveis captores, para não deixar óbvio seu desejo de ser levada ao mestre daqueles tolos.

Um feitiço e um estremeção e o Dragão Vermelho pousou numa clareira na floresta a frente, vários bruxos com capas e capuzes estavam ali, muitos feitiços a obrigaram a fechar as asas e ficar quieta.

Ele apareceu, o odioso tolo, o maldito infame e nem todas as palavras malditas do mundo puderam conter a fúria gelada que os percorreu ao se encararem, ele sibilou.

-Isso não é um Dragão!

Era tarde, o jato de fogo atingira mais de uma dúzia de comensais, o animal tentava fazer o maior número de feridos possíveis... cauda, garras, presas e fogo, até se deparar com a criatura odiosa, Voldmort não se movera, a fúria de um dragão não era nada para ele.

"OLHA PRA MIM MALDITO! OLHA O MOSTRO QUE ME TORNEI!"

-Eu sei quem você é dragão!- ele sibilou.- Morgan Graveheart!

Um Sopro de chamas foi a resposta, Voldmort aparatou um pouco ao lado.

-Você é uma grande bruxa Morgan, estou muito disposto em aceita-la em minha "família".

ÓDIO.

-Você tem nas mãos um poder único Morgan, pense nisso... você me seria muito útil e eu posso ajudá-la nessa "embaraçosa" situação.

O dragão aproximou a cara do bruxo, alguns comensais cochichavam a sua volta.

-Interessada Graveheart? Sua liberdade, poder, em troca do que sabe. Você está no ministério, sabe sobre muitas coisas... que posso ajuda-la.

O dragão recua rapidamente a face e desfere uma labareda, a despeito dos inúmeros feitiços que recebe ela se concentra num único alvo, ele está se divertindo, cansando-a.

-Admito que é uma decepção.- Sibilou Voldmort.- Esperava que você se torna-se uma de nós no dia em que entrou em Hogwarts.Não Morgan? Então receio que você tenha se tornado um empecilho. AVADA KEDRAVA!

A coisa mais absurda do mundo ocorreu, ela era uma grande duelista, de reflexos rápidos, vários comensais exclamaram assustados quando o dragão... desaparatou.

Perguntem a Dumbledore o que aconteceu na ocasião, ele e outros bruxos chegaram a presenciar o fato, muitos comensais fugiram quando o Dragão enfrentou Voldmort, ambos aparatando e desaparatando, atingindo o que estivesse a volta, ela pisando, cortando, esmagando, queimando.

Voldmort com certeza perdeu as contas dos que morreram nas consecutivas maldições letais disparadas em direção ao Dragão.

Só com a chegada do grupo de bruxos é que o duelo terminou, Voldmort fugiu... o dragão teve que ser contido de modo violento.

Um feitiço tão doloroso quanto uma Cruciatus a fez retornar a sua forma... ela viu seu corpo ferido e nu estendido no chão.

-Morgan... Morgan Graveheart...- ele sorriu bondosamente.- Acabou, pode descansar agora.

Dumbledore gentilmente lhe conjurou vestes e a ajudou, após sua recuperação ela decidiu deixar o país, não nunca se unira a Ordem, não se sentia digna, ainda sentia o cheiro de sangue...

Sangue...

Derramar o sangue dos amigos...

Dos inimigos...

Da sua própria família...

Ela ergue as mãos sujas de sangue.

-Essa sou eu...

-Não.- ele diz sorrindo.- Essa é parte de você.

Ele retira um lenço branco e imaculado da veste, ele parece mesmo um anjo.

-Você também é uma pessoa que foi muito amada, só que se esqueceu disso.

Amada por sua mãe...

Por suas irmãs...

Por Snape e Sirius...

Por minha mãe...

Por mim... ele sorriu.

Ele está limpando o sangue de suas mãos, mas o lenço não fica sujo...

-Isso é uma ilusão?

-Não... isso é perdão.

-Eu estou sendo perdoada?

-Não... você pode me perdoar?

-Mas você não me fez mal... foi um acidente.

Ela corria, Dumbledore estava preocupado, pois Fudge estivera ali com ordem de deter Harry, leva-lo... ela se lembra de te-los visto tem que correr chegar antes deles na ala hospitalar. Mesmo estuporando Dawlish não pode evitar, havia um quê de tristeza naqueles olhos verdes quando foi novamente transportado sem desejar...

Havia um caos onde ela conseguiu aparatar, comensais não permitiam a entrada no interior do Ministério, Dumbledore também não podia forçar a entrada.

Ao longe Belatriz Lestrange ria...

Ao cruzarem os olhares a outra moveu os lábios.

-O mestre está na sala do véu.- Belatriz sorriu e desaparatou.

Morgan também.

-Eu só queria protege-lo, não magoá-lo.

-Mas eu também não tinha intenção de ferí-la.- ele sorriu

Ela esticou os braços e envolveu o rapaz.

-Você cresceu Harry.

-Você acordou Morgan...

Ela abriu os olhos.

Estava sentada na cama do hospital, braços em torno do rapaz a sua frente, ambos com lágrimas nos olhos.

-Eu achava que não sabia chorar...- ela sorri.

-Eu também... senti saudades Morgan.

-Eu também Harry.- ela o abraçou de novo.-Eu também...

Eu posso sentir agora, que estou livre... da sombra de meu passado. Da escuridão em meu coração.

Ela viu quando carregaram o rapaz, mas se recostou na cama calma, sabia agora que haviam novos dias a frente, e eles lhe pareceram luminosos.


.- Morgan é autobiográfica Mel???

¬¬ -Ééééé... eu tive um caso com um professor de poções mal-humorado, sexy e vc sabe...

PS: Muito verdadeira a afirmação acima! Agora passem logo pra AP!!!!!