Fioccos: qe saudades de ver vc comentando as minhas fics! x)) mas, eu sei qe as vezes a gente esquece (tipo eu assim HAUHIUHAUIAHUI) ou não tem tempo mesmo. Mas, saudades mesmo é a qe eu to de falar com vc... Agora nessas férias qe vai ser bom, vamos poder conversar BASTANTE! xDD beeeijos, goriaa! xD
Hana: e é meio chato responder os seus reviews aqui já qe eu falo ctgo pessoalmente praticamente todos os dias.. xD HAUHAIUAHUHAIHA te adoro, amiga! xD
Thai: é, eu tb acho qe eu to te mimando muito, maaaaaas.. aqui está o cap um. HAUHAIUHAAIUAAH E não tenha crises, tá? Pq eu já postei o epílogo de Inenarrável e o cap 4 e 5 de Não, não fala. xDDD Viu, vc tá sendo mto mimada, é melhor eu parar ocm isso. AHUAHIAUIAHIAHIAHUIAH beeeijo, goria! you're the best. xD
Dani Sly: Sério. Não sei mais o qe te dizer como reply as suas reviews HUAHIUAHAIHAIHA porque eu adoooro elas. SÉRIO MESMO. Elas sempre tem uma opinião construtiva e sempre me impulsiona para frente. É incrível. E além disso, foi por meio delas qe nós ficamos amigas, então já é um atributo a mais. eueheiuueheuihehe Bom, eu não vou fazer uma reply quilométrica pq eu to meio sem tempo agora, é só porque eu tinha te prometido que ia postar hoje, então vou dizer palavras simples mas que são de todo coração: eu amo suas reviews e espero que elas continuessem sempre e qe continue também essa sua alegria qe vc parece transmitir a elas. xD Ah, e espero que vc goste desse cap! beeijos, querida! xD
Luiza Holmes: é, eu sou malvada e o prólogo foi bem curtinho mesmo. Essa era a intenção. ehuehuieeih
Bom, não sei se esse cap vai ser ótimo, mas veja com seus próprios olhos e dps me diz oq achou, certo? xD
miaka: Claro qe a Gina tá, mas é qe ela fica em Hogwarts e ele vai. Vai ser um namoro a distância né? xD ehuehiuehieh
Ah, tá. Achei que vc tinha sumido do Uma perda como a miaka não pode acontecer, gente! xD beeijos, querida! xD
N/A: Obrigada por todo o carinho, meninas. E espero qe o cap um esteja do agrado de vcs. Demorou, mas saiu. E o cap dois não foi escrito ainda, de modo que eu vou tentar ser o mais rápida POSSÍVEL, ok? SAUAHIUAHAAUIHAUIHA
beeeijos, gente! xP
ENJOY! XD
Capítulo um
Aquele ano foi, de fato, quando as férias mais passaram rápido de todos os anos que havia vivido até aquele momento. Nunca aproveitara tanto e nunca fora tão pouco tempo para ser aproveitado. Olhar para trás agora e pensar em tudo o que passei, sinto uma sensação meio gozada dentro do peito. Uma espécie de melancolia e felicidade misturadas, fazendo com que eu tenha na memória as minhas melhores lembranças.
Sair à noite com os amigos só pra ter uma desculpa para beber; pensar em Gina constantemente antes de dormir com a foto dela debaixo do travesseiro - algo que nunca cheguei a confessar a ninguém; e o que me lembro mais: andar despreocupado pelas ruas de Hosmeadge segurando forte nas mãos de Gina, abraçando-a pela cintura, tocando-lhe o braço ou de alguma outra forma, só para sentir que aquilo não era um sonho e que eu realmente estava tendo aquela satisfação de plena felicidade.
Eu sabia que mais cedo ou mais tarde as férias acabariam e cada um iria para um lado, de um modo ou de outro. O que eu não sabia é que não estava tão preparado como pensava. O fato é que eu só havia pensado em como seria bom morar longe de casa, longe de tudo o que eu já conhecia de cor e salteado. Mas, não havia pensado na possibilidade de ficar longe das pessoas com quem eu aprendera a conviver de uma maneira tão intensa. Eu não havia pensado na possibilidade de uma vida sem a Gina.
- Terra chamando Draco. - foi a primeira coisa que escutei desde que havia pregado os olhos na parede coberta por uma tinta cinza lascada.
Estava sentado em um dos bancos da estação de trem, esperando para ser chamado. Olhei em direção a voz doce que insistia em me chamar. Os olhos castanhos me encarando profundamente enquanto eu mantinha minha mão direita apoiada em sua perna coberta por uma saia longa e vermelha. Aproximei meu rosto um pouco mais do seu e observei suas sardas com cuidado.
Gina olhou-me de volta, cautelosa. Acho que no fundo ela estava tão nervosa quanto eu. Aqueles dois meses de férias só haviam reforçado o sentimento que tínhamos um pelo outro, mas para duas pessoas que estavam tão acostumadas a passar quase em companhia um do outro, essa seria a fase mais difícil do nosso relacionamento.
Um relacionamento. E quem diria que finalmente eu teria um? Só Merlin podia saber o quanto eu sempre fora contra relacionamentos, palavras de carinho e qualquer coisa que envolvesse amor. Mas, o amor é uma coisa engraçada e traçoeira e acerta em cheio qualquer um que tenha um coração.
Em dado momento Gina me ensinou isso: 'Qualquer pessoa possuidora de um coração tem capacidade de amar, e isso equivale para você também, doninha. E é por isso que eu não desisto de você, porque sei o quanto me ama.' Fora isso que ela me dissera em nossa primeira briga como um casal. E quando eu perguntara como ela sabia o quanto eu a amava, ela apenas me disse 'O mesmo quanto que eu te amo.' E bastou isso para eu saber que se até então eu não tinha capacidade, agora eu era totalmente a favor de amar. Só para ter aquele incrível par de olhos cor de mel voltados para mim.
- O mesmo quanto que eu te amo. - murmurei, passando meus dedos por entre seus lábios e ela sorriu, mordendo-me logo em seguida.
- É estranho, não é? - perguntou ela, de repente, virando-se totalmente de frente para mim.
- Muito. - respondi, puxando-a contra meu peito. - Muito mesmo.
Olhei para os lados e a estação começava a lotar. Ainda eram sete e meia da manhã e o horário de pico não havia começado ainda. Com todas aqueles pessoas apressadas sabendo exatamente para onde iam e o que fariam, enquanto eu me sentia complemante perdido e sem saber o que fazer pela primeira vez na vida ou pelo menos em muito, muito tempo. E aquilo era estranho. Muito estranho.
Passei meu braço ao redor dos ombros desnudos de Gina e observei Granger e Weasley aproximarem-se, sentando de frente para nós, com Zabini e Lucy logo atrás.
- Onde que o Harry e a Luna estão? - perguntou Gina para eles.
- Só conferindo o número da cabine dos três. - respondeu Weasley, apontando para mim e a namorada, abraçando-a forte.
- Que horas vai sair o trem? - perguntou Lucy, olhando para mim.
- Daqui há quinze minutos. - respondeu Potter, chegando na conversa e sentando ao meu lado.
Ficamos os oito, assim, em silêncio. E eu lembro que antes pensava o quanto era constrangedor duas ou mais pessoas ficarem em silêncio perto uma da outra, sendo amigas ou até algo mais. Só que isso foi antes de eu realmente ter amigos.
E lembrei como com eles eu me sentia parte de alguma coisa e era como se, a partir daquele momento aquela 'coisa' estivesse meio que se desfazendo, porque nossos destinos mudariam e não havia nada que pudéssemos fazer contra isso.
- Sou só eu ou já estão se sentindo mais velhos? - murmurou Granger, quebrando o silêncio e sorrindo marota para nós.
Ela era uma das que mais havia mudado durante o verão ou pelo menos era quem eu mais havia conhecido melhor. Uma garota extraordinariamente inteligente e bem humorada. Um humor diferente, devo dizer. Até poderia ser chamado de politicamente correto e um tanto quanto adulto, o que me fazia pensar no que ela havia visto no Weasley. Não que ele não fosse uma boa pessoa, mas não via o que uma aspirante a Auror podia estar fazendo com um futuro jogador de quadribol - goleiro, para ser mais preciso.
- Eu me sinto mais adulto, sei lá. - concordou Harry, dando um beijo no pescoço de Luna. - Não dá para acreditar que eu finalmente vou me tornar um Auror.
Potter também havia mudado. Não era mais o garoto assustado que fora uma vez apaixonado pela Cho Vassourinha e fizera apanharmos no primeiro baile de que eu fora em Hogwarts. Sorri, ao lembrar disso. Cada coisa que Potter já havia me feito passar e me sentia um pouco tranqüilo por saber que ele iria para o mesmo lugar que eu. Eu precisava de ao menos um dos meus companheiros do meu lado. Por mais que me sentisse tremendamente gay ao constatar que eu pensava assim.
- Eu digo o mesmo. - disse Granger, mexendo nervosamente nos cabelos ondulados. - É um sonho que se realiza.
Senti meu estômago embrulhar e apertei mais a mão de Gina contra a minha. Não sabia o que era aquilo, não sabia mesmo. Medo, talvez? Mas, Malfoys não sentiam medo.
- Será que a gente vai continuar sempre assim? - perguntou Lucy, até então quieta no seu canto. Sempre a doce e encantadora Lucy, com quem eu tanto aprendera e considerava meio que uma irmã mais nova.
Nos entreolhamos, sentados num espécie de semi-círculo em volta dos malões, esperando o apito do trem soar. Todos um pouco nervosos, com os semblantes sérios, mais vividos e experientes do que antes. E o estranho é que nem havíamos vivido tanto assim, mas o verão havia sido tão marcante, tão cheio de vida e coisas novas, estávamos sempre tão juntos, aprendendo tantas coisas... E mesmo soando incrivelmente piegas tudo isso, era como todos nos sentíamos. E o medo de que tudo aquilo ficasse preso em algum lugar do passado e que nada voltasse a ser como antes nunca mais.
Ninguém respondeu a pergunta de Lucy.
Não houveram mais risada ou brincadeiras, nem uma mera troca de palavras.
O apito soou.
Nos levantamos e começamos a andar em direção ao trem onde eu, Potter e Granger embarcaríamos. Iríamos para uma das filiais da Escola de Aurores em uma pequena cidade no sul da Inglaterra. Zabini viajaria para Londres dali há uma semana onde trabalharia com o pai. Luna iria para Paris no dia seguinte a fim de fazer um curso de fotografia e depois de dois meses voltaria para trabalhar na revista O Pasquim, juntamente com o pai. Gina e Lucy voltariam para Hogwarts e Weasley iria Londres onde começaria seu treino para o time de Quadribol e dali há seis meses saberiam em que tinha ingressaria e para qual cidade seria enviado. Nossos destinos estados traçados, só restava esperar para ver e acontecer.
Fiquei sem saber onde por as mãos. Olhei para cada um deles que eu estava deixando para trás. Menos Gina, eu não estava pronto para olhá-la ainda.
- Boa sorte em Hogwarts, hein? - murmurei para Lucy, abraçando-a com carinho. - Não vai ter mais lá o quarteto aqui pra te salvar.
- Eu sou uma Sonserina, Draco. - piscou ela. - Sei me cuidar.
Ri, dando-lhe um beijo no rosto. A pequena Lucy agora era mais corajosa do que qualquer dia algum de nós pudesse ser. Apesar daquela aparência de uma loirinha frágil, ela tinha muita fibra e força dentro dela. As vezes eu ainda me espantava com a força de vontade, a determinação e fervor com que ela lutava pelas coisas que queria.
- Ensinou pra ela direitinho hein, Jamanta? - gracejei, dando um abraço em meu amigo.
- Claro, Cobra. Agora que eu não vou mais tá lá ela tem que se defender. - respondeu, dando de ombros com simplicidade.
- A gente deixava aquela escola de pernas pro ar, né? - suspirei, sorrindo sem jeito.
- E a gente ainda vai fazer muitas dessas. - respondeu ele, sorrindo também.
- Sempre existem feriados e férias de verão. - acrescentou Weasley, vindo me dar um abraço.
- Ou jogos de Quadribol com os ingressos que os amigos vão ganhar do Bagulhão aqui. - rebati, dando um tapinha em suas costas, rindo.
- Agora eu sei porque o Cobra continuou teu amigo durante o verão, Bagulhão. Além da tua irmã ele quer os prestígios da tua futura profissão também. - disse Harry, piscando maroto.
- Quer calar a boca, Quatrolho? - provoquei, dando um soco de leve no seu braço.
- Poxa, cara, eu vou ser um futuro Auror. Esse apelido não dá mais pra mim. - queixou, fazendo cara de cachorro sem dono.
- Isso pode colar com a tua namorada, mas não com a gente né, Quatrolho? - afirmou Zabini, com a delicadeza de sempre.
Rimos. Uma conversa sempre comum entre a gente. E era tão estranho mesmo assim, de algum modo parecia tudo tão maquinal, tão forçado. Não no sentido pejorativo da coisa, mas sim no sentido de fim. O fim de uma etapa para o início de outro. E por mais que estivéssemos ansiosos para isso, era também difícil deixar os tempos de colégio para trás, os tempos onde éramos um grupo de oito que vivia tudo tão intensamente como mandava o figurino. Éramos jovens e agora aquela sensação de que o tempo de ser jovem estava acabando por mais que ainda tivéssemos dezessete anos.
Parecia ser uma sensação tão precoce a se sentir. Nem havia chegado na Escola ainda, nem bem estava começando a sair da cidade e já tinha a sensação de estar me tornando um adulto. Mas, a bem verdade é que são assim que as coisas acontecem mesmo. Quando se é novo sente-se tudo antes do tempo, e quando as coisas acontecem é aí que se sente mais ainda. E mesmo nada tempo de fato acontecido, aquele verão já havia valido por muita coisa.
O que é que de tão especial aconteceu nele? A vida. Simplesmente isso. Eu conheci a vida do jeito mais belo que ela pode ser. Entre amigos, namorada. A vida em carpe diem. A vida com muita felicidade.
Olhei para Luna. Uma pessoa com quem eu realmente não tinha muita intimidade. Nunca nos déramos muito bem, não por falta de coisas em comum, nem nada do tipo. Apenas não havíamos tido oportunidades para conversar, sentar nos degraus da minha casa e ficar horas conversando como eu fazia com Lucy. Mas, no fundo, eu sabia que Luna era uma boa pessoa e por mais que o nosso contato não fosse tanto, eu iria sentir falta dela.
- Eu sei. - foi o que ela me disse, e eu soube a partir daí que talvez ela me entendesse até mais do que eu me poderia chegar a me entender. Luna tinha aquela visão que todo bom escritor deve ter, ela enxergava através, dentro e fora das pessoas. A mais observadora do grupo, e quem sabe também a que mais sabia de tudo.
Sorri, abraçando-a meio sem jeito.
- Que bom. - falei, olhando-a nos olhos. - Porque eu não saberia o que dizer.
Sorrimos e nos abraçamos de novo, com mais intimidade.
- Ei, Luna, não abraça muito senão eu fico com ciúmes, tá? - disse Gina, enlaçando-me pelas costas e dando-me um beijo na nuca.
Percebi Luna saiu discretamente enquanto eu virava em direção a minha ruiva. Abracei-a com força e senti seu coração bater rápido de encontro ao meu.
- Eu vou sentir a sua falta. - murmurou ela, de encontro ao meu peito e pude sentir suas lágrimas molhando a minha camisa branca.
- Você prometou não me chantagear. - murmurei de volta, por entre seus cabelos, arrepiando todos fios ruivos de sua nuca.
- Mas eu não estou. - sorriu ela, com os olhos aguados e o nariz meio avermelhado.
- Ruiva. - chamei e ela olhou dentro dos meus olhos, amedrontada. - Você sabe de uma coisa?
- O quê? - fungou ela, com os pés em cima dos meus, para poder ficar mais ou menos na linha dos meus olhos.
- Eu te amo cada dia mais, se é que isso é possível. - sorri, meio bobo com o coração batendo a mil e as mãos trêmulas apertando a cintura esguia.
Apertei-a contra mim com possessividade, pousando minha cabeça na curva de seu pescoço. Respirei forte e fechei os olhos ao som da sua voz melodiosa dizendo pra mim:
- O mesmo quanto que eu te amo. - e dizendo isso, pulou no meu pescoço beijando-me com paixão.
- Bom, eu vou me despedir rápido porque eu não gosto de despedidas. - murmurou Granger, com uma fungada discreta, que até então se mantinha um pouco distante, tentando manter uma pose de forte. - Boa sorte pra gente, gente. - sorriu ela, tristonha.
Rimos. A última risada de todos juntos.
Potter e Granger entraram no trem primeiro. Os outros ficaram acenando, observando o entra-e-sai de passageiros. A confusão que a espectativa de uma nova vida pode causar.
Senti um aperto no peito. A falta que aquelas pessoas fariam na minha vida, o conjunto que ela formavam dentro de mim, não tinha como descrever. Simplesmente, não tinha.
E então, olhei para Gina, ela com aquele sorriso meio torto, provavelmente igual ao meu. Não era preciso dizer nada. Não era preciso dizer o quanto eu sentiria a falta dela nos meus braços, ou de poder andar pelo colégio de mãos dadas com ela. Não era preciso dizer o quanto eu sentiria falta daquelas sardas ou da respiração entrecortada que ela tinha quando nos empolgávamos nos beijos. Eu a amava tanto que meu peito chegava a arder.
- Eu deveria estar louco quando achei que poderia ficar tanto tempo longe de você. - suspirei, dando-lhe um beijo na testa e entrando no trem sem olhar para trás.
E foi ali que eu me descobri na hora final. A hora em que realmente uma nova página seria virada, e não havia escapatória.
