N/A: Gente, desculpa pela demora. Sério Mesmo. Mas, eu só tenho mais um cap pronto depois desse e acho qe vai ficar assim por um bom tempo, porque eu to no terceirão e eu realmente achei qe ia conseguir terminar a fic, mas não veio inspiração e nem tempo. Tá a maior correria, eu não achei qe fosse ser tanta. E eu to estudando feito uma condenada. Então, acreditem qndo eu digo qe to sem tempo pra escrever, pq é uma coisa qe eu gosto muito e qe eu fico toda agoniada por não tá conseguindo fazer. Mas, prometo qe se conseguir eu atualizo. Talvez a fic fique meio abandonada durante esses tempos, mas eu não irei abandoná-la pq é uma das fics qe eu mais gosto de todas as qe eu escrevi por diversos motivos especiais. Então, quem realmente gosta de lê-la, fic tranquilo. Bom, se serve de consolo tem a um completa pra quem quiser relembrar. ehuehiueh Eu sei qe isso não serve de consolo e qe é mto chato da minha parte não atualizar pq eu sei como é CHATO ahuahi ficar esperando. Desculpa mesmo.

Enfim, obrigada a todas qe estão acompanhando. Eu agradeço muito. Vocês não tem idéia de como isso me deixa contente. Sério mesmo. E espero que vocês gostem desse cap e continuem acompanhando.

OBRIGADA! XD

Capítulo seis

Não é preciso nem dizer com o tamanho da enxaqueca que acordei no dia seguinte. Mas, acho que a minha dor de cabeça não poderia ser comparada com a de Potter. Dor de cotovelo e ressaca da braba? Uma combinação que eu não gostaria de ter.

Me arrumei rapidamente com uma calça moletom cinza, uma blusa de manga branca e um tênis branco. Pronto para minha corrida matinal. Ainda eram nove horas quando eu levantei, um pouco mais tarde do que o habitual, mas pelas horas que eu havia ido dormir na noite anterior (duas da manhã) era mais do que justo.

Saí do quarto só para ver Mione me esperando no corredor com os braços cruzados na altura do peito. Os cabelos cacheados presos num rabo de cavalo impecável, com o uma calça de ginástica preta daquelas malhas de algodão e uma blusa vermelha e amarela.

- Olá, grifinória. - sorri, fazendo um aceno de cabeça para sua camiseta. - Como você sabia que eu estaria aqui?

- Porque você, assim como eu, se acostuma com rotinas. - sorriu, marota. - E a nossa rotina é correr todos os sábados de manhã juntos.

Eu, sorri. Eu e ela havíamos combinado de correr todos os sábados de manhã antes do café juntos. Era uma maneira de ficar em forma e dar uma relaxada, também.

Wood abriu a porta logo atrás de mim, alguns segundos depois. Ele vestia uma calça moletom preta e uma camiseta branca com tênis brancos também.

- O Harry ainda tá apagado. - comentou Wood, devido aos olhares interrogativos de Mione. - Afinal, o que aconteceu com ele ontem à noite?

- Você quer saber da parte dos remembers, ou da parte que ele agarrou uma garota e veio contar detalhes sórdidos a nós dois ou talvez você queira saber da parte em que eu e Draco tivemos que praticamente arrastá-lo para fora da boate só para ficar assistindo ele vomitar no meio fio. - desabafou Mione, visivelmente revoltada.

Wood me olhou, confuso.

- Tivemos uma noite inesperada. - comentei, segurando o riso. Mione me fuzilou com o olhar. - Ei, isso porque você nunca viu como o seu namorado fica. - provoquei.

- E nem quero saber! - disse ela, exasperada, colocando as mãos para cima, em sinal de rendição. - Aliás, é pra isso que existe o amor. Para nós não sairmos correndo depois de termos uma boa visão desses detalhes sórdidos. - e dizendo isso, começou a andar em direção as escadas laterais que dariam direto na pista de corrida.

- Nossa, porque eu me sinto completamente uniformizada nessa escola? - caçoou Mione, correndo no lugar, para aquecer.

- Porque esse é o objetivo deles. - gracejou Wood, alongando os braços e pernas.

- E você, cara... - comecei, sentando no chão e alongando as pernas. - Eu e Mione vimos ontem você com uma garota...

- É! - exclamou ela, empolgada. - Eu até tinha me esquecido disso com todo o episódio Harry-Potter-é-nojento-quando-bebe. - e fez uma careta. - Me conta, quem era ela? - perguntou, sorridente.

- Eu não sei. - respondeu ele, apavorado, como se só então tivesse se dado conta disso.

- Como assim, não sabe? - perguntou Mione, parando de se aquecer.

- Eu não perguntei o nome dela. - murmurou ele, com uma expressão desolada no rosto.

- E o que é que você fez? - perguntou Mione, sem acreditar.

- Ah, Mione, não seja tão ingênua... - gracejei, dando uma piscada marota. - O garotão aqui passou logo para os finalmentes. - acrescentei, dando um tapinha nas costas dele.

- Pior que não cara. - disse ele, colocando as mãos na cabeça, em sinal de desespero.

- Como assim, não? - perguntei, agora eu é que não estava acreditanto.

- Eu nem um beijo dei nela.

- E O QUE É QUE VOCÊ FEZ? - perguntei, exasperado.

- Draco, nem todo mundo é desesperado como você. - disse Mione, sorrindo maliciosa.

- Eu não sou desesperado! - exclamei, raivoso.

- Ah, é. Esqueci. - sorriu ela, me dando medo. - Você é lerdo mesmo.

Bufei, contrariado. Começando a correr na pista, sendo seguido por Wood e Mione logo atrás de mim.

- Cara, como eu sou burro... - comentou Wood, depois que estávamos uns cinco minutos correndo. - Como é que eu posso não perguntar o telefone, nem o nome da garota com quem eu tive a noite mais perfeita de todos os tempos? - perguntou ele.

- Ei, cara, não olha pra mim! - disse eu, levantando as mãos na frente do corpo. - Não fui eu que te ensinei a ser tanso assim. Sinceramente. - acrescentei, abanando a cabeça.

- Ai, Draco, coitado! - exclamou Mione, pesarosa. - O que é que de tão especial aconteceu pra você não perguntar o nome dela?

- Eu cheguei lá... Falei algo sobre alguma coisa... E aí uma coisa levou a outra coisa... E quando eu vi a gente tava conversando, e dançando...

- Eu me espanto com o quanto você é específico, Wood. - murmurei, aumentando o ritmo da corrida.

- Ei, não fala nada. Eu vi você com a Fleur ontem e posso usar isso contra você. - provocou ele, olhando-me com riso nos olhos.

Senti vontade de esganá-lo, mas fiquei na minha. Será que ninguém ia me deixar esquecer desse patético momento da minha vida? O bom pelo menos, era que agora eu tratava disso com uma sensação de naturalidade resolvida, digamos assim. E não com o drama da noite anterior.

- Aaaaah é. Eu tinha me esquecido desse semi-agarramento. - riu-se Mione, um pouco ofegante de correr e falar ao mesmo tempo, assim como eu e Wood estávamos.

- Você não pode ter esquecido desse semi-agarramento porque não houve semi-agarramento. Então você não tem como esquecer de algo que nem sequer existiu. - esbravejei, olhando-a de soslaio.

- Deixa pra lá. - sorriu ela, dando de ombros e saindo em disparada em nossa frente.

Eu e Wood nos entreolhamos e saímos correndo atrás dela.

O café da tarde sempre foi um ótimo horário para conseguir colocar os trabalhos em dia. Além de ser a melhor refeição de todas (sem contar com o jantar dos sábados). Sentei em uma mesa mais de canto e abri minha pasta, tirando uma folha e uma pena. Eu ainda tinha de terminar de escrever uma redação sobre Plantas utilizadas para um interrogatório primário. Nada tão interessante quando mandar uma carta para Lucy, com quem eu precisava falar desesperadamente.

Oi, Lucy. Como é que andas as coisas por aí?

Tenho que dizer que estou sentindo muito a falta das nossas conversas, sabe? Aquele tipo de conselho que só você consegue dar, blondie. (eu sei que você odeia ser chamada assim, estou fazendo de propósito, só pra não perder o hábito). sorriso de lado

Como andam as coisas em Hogwarts? Eu sinto falta daí, sabe? Nunca pensei que fosse dizer isso com tanta sinceridade na minha vida.

Tenho certeza de que Mione já deve ter te mandado um milhão de cartas contando como é aqui, então não vou nem perder meu tempo... Porque se Mione não mandou, você leu a carta que eu mandei pra Gina. Eu tenho certeza.

E você e o Jamanta? Está tudo bem?

Há algum tempo não tenho notícias dele, na verdade.

Desde aquele dia na estação, mais precisamente.

Acho que é porque eu e ele andamos muito ocupados. Ele deve estar até mais ocupado que eu, penso. Afinal, administrar uma empresa não deve ter tão fácil assim. risos

Tenho que ir, blondie.

Só dei duas mordidas na minha torrada e tenho que terminar um trabalho de Herbologia.

É, as coisas não são fáceis por aqui, Lucy.

Mande notícias logo, sim?

beijos, Blondie.

PS: Mande todo meu amor a Gina.

Terminei a carta e tomei um pouco de suco de abóbora. Wood apareceu do meu lado e sentou-se.

- Oi, cara. - murmurei, passando geléia em outra torrada.

- O Harry sumiu. - disse ele, abrindo um exemplar do Profeta Diário, provavelmente lendo a coluna de notícias do Departamento de Aurores. Às vezes, Wood conseguia ser mais sério que Hermione nesse tipo de coisa.

- Olha, estou começando a ter séria suspeitas de que você é gay. - digo, em meio a um riso. - Primeiro você não agarra a garota e agora fico todo preocupado com o Quatrolho...

- Eu também estou preocupada. - quem respondeu foi Mione, chegando na coversa com um bom prato de ovos mexidos na bandeja junto com um suco de abóbora e um exemplar do Profeta Diário, sentando em nossa frente.

- Mas, você é uma garota. - retruco, como se isso explicasse tudo. Eu só estava enxendo o saco, na verdade.

- E tenho namorado. - acrescentou ela, erguendo uma sombrancelha. Talvez ela estivesse convivendo muito comigo. Ri.

- Está tentando se comprometer sozinha? - pergunto, erguendo uma sombrancelha. - E quem ergue a sombrancelha sou eu, tá bom, Taturana?

Mione rolou os olhos. Eu ri.

- Há muito tempo que ninguém me chama assim. - sussurra ela, e eu sei que ela lembrou-se de Bagulhão.

- Sentiu saudades? - provoquei, sorrindo de lado.

- Não muita, na realidade. - riu, baixinho.

- Ok, taturana. Vamos procurar o Quatrolho. - digo, levantando da cadeira e levando a minha carta junto. - Você vem, Oliver? - pergunto, olhando para trás.

- Que seja.

- Ele tá querendo se fazer de difícil pro Quatrolho. - digo, rindo para Mione.

Ela rolou os olhos novamente, mas não pode deixar de rir.

- Cala a boca, Malfoy. - rosnou Wood.

E nós três deixamos o Salão Principal para procurar Potter pelas dependência da Escola.

- Olha, eu acho que ele sumiu. - disse Mione, cansada, se largando na grama. - E eu to me sentindo uma panaca saindo por aí atrás dele. Ele já é bem grandinho.

- Finalmente vocês dois entenderam. - disse eu, sentando-me também. - Accio pergaminho de Herbologia! - disse eu, apontando para o meu quarto, que estava no prédio em frente aonde nós estávamos sentados.

- Não seria melhor ir para uma biblioteca? - perguntou Mione, irônica.

- Você bem sabe que eu não sou nada convencional. - sorri, de lado.

- Ok, então. - sorriu ela, levantando-se. - Eu vou escrever uma carta pro Ron e depois terminar meu trabalho de Poções. - ajeitou a roupa e olhou para nós dois. - Até mais tarde, garotos.

Wood continuou lendo o Profeta diário e ficamos ali a tarde inteira, conversando uma hora ou outra. Acho que foi ali que descobri o quanto eu e ele tínhamos coisas em comum.

A semana passou voando, muitas coisas para fazer. Acho que aquela havia sido a semana mais corrida até, então. E com certeza uma das que eu mais me lembro. Potter estava chegando tarde todos os dias, bêbado e as vezes com uma marca de batom na gola da camisa. Ele seria expulso, se essas coisas continuassem a acontecer. Não era permitida a saída durante a semana, e tínhamos que ser liberados até mesmo para voltar tarde nos fins de semana. Potter estava começando a se encrencar e de uma maneira ou outra, prejudicava eu e Wood ao chegar fazendo estardalhaço no meio da noite.

Foi na quinta-feira daquela semana, que eu me irritei. Aquilo já não dava mais.

- Quatrolho, cara. - comecei, depois de eu e Wood arrastarmos ele até o chuveiro e ligar a água gelada, colocando-o debaixo dela. - Isso tudo tem que parar, meu. Não tá dando mais.

Potter apenas resmungou.

- E não adianta vir com desculpas sobre a Luna. Ele não tá aqui agora e não vai voltar tão cedo. Mas, quando ela voltar, vocês podem conversar sobre isso, porque eu duvido que ela ainda não goste de você, tá legal? Agora ficar se embebedando e saindo com qualquer garota ainda mais sendo proibido da Escola, não vai trazer a Luna de volta. Você quer estragar o teu futuro por causa, disso?

- Cala a boca, Cobra! - rosnou ele, levantando e ficando frente a frente comigo. - VOCÊ NÃO SABE NADA DA MINHA VIDA. NADA, OUVIU?

- Claro que eu sei. Fala sério, Quatrolho. - disse eu, tentando me manter calmo.

Wood apenas olhava a cena, de braços cruzados, provavelmente pensando que era melhor não se meter nessa conversa. E também porque, ele ainda estava meio atortoado de praticamente ter caído da cama.

- Você é um panaca. Fica esperando pela namoradinha que tá em Hogwarts e você nem sabe se ela não te botou algum chifre. Ela já deve tá até em outra. Quando foi a última vez que você se viram, hein? Nenhuma namoro dura tanto tempo assim longe um do outro.

Eu fechei os punhos, irritado.

- Não tem a mínima necessidade de dizer essas coisas, Potter. - interferiu Wood, sério.

- Você não é mais o capitão do time pra me dizer o que fazer, Wood.

- Vamos lá, Quatrolho. Você tá bêbado... - comecei, tentando me manter indiferente. Ele não sabia do que tava falando. Não sabia. - Deixa disso, você não sabe o que tá fazendo.

- Claro que sei. - disse ele, me empurrado quando tentei me aproximar. - Você é que não sabe o que tá fazendo. Ela já deve tá até em outra. Quando foi a última vez que você se viram, hein? Nenhuma namoro dura tanto tempo assim longe um do outro. - foi então que eu percebi que ele tinha voltado no assunto.

Eu sabia o que ele estava tentando fazer. Ele tava tentando me machucar porque ele próprio tava machucado. E eu sabia que Luna não tinha feito aquilo pra sair com outros caras nem nada do tipo, ela apenas era mais racional e prática do que a maioria das pessoas, mais racional e prática do que Potter. E ele não entendia isso, e mesmo se tentasse entender, eu sabia que era impossível não pensar que a sua namorada (ou ex?) poderia estar conhecendo outros, outros poderiam estar interessados nela. Eu sabia que isso podia ser muito difícil.

- Deixa pra lá, Draco, ele tá bêbado... e só tá tentando te enxer o saco... - disse Wood, aproximando-se de mim e falando baixo. - Vamos dormir que é a melhor coisa.

Eu assenti com um aceno de cabeça.

- Eu tenho pena de você, Potter. - e dizendo isso virei as costas, pronto para ir deitar de novo.

- Você é um corno. - disse ele, cuspindo as palavras.

E mesmo sabendo que não era verdade. Mesmo aquelas palavras não tendo me atingindo e mesmo pensando que aquilo nem havia sido um insulto muito bem formulado, eu não pude evitar fazer o que fiz. Me virei e dei um soco bem dado na cara de Potter.

E foi como se quando eu tivesse chamado ele de Potter, nossa amizade tivesse sofrido um grande corte. Algo entre nós havia acontecido e não era uma boa coisa.