ANTES DE QUALQUER COISA, eu sei. Eu sei que vocês vão ficar frustrados com esse capítulo... Mas eu preciso dizer que eu amei o capítulo com todo o coração e que ele é meu xodó. Então, desculpem.

Certo, esse demorou um pouco mais do que o esperado. Ta bom, demorou inacreditavelmente MUITO. Mas é por causa da minha incapacidade em planejar inícios de capítulo. 8D Vide a minha necessidade de sempre buscar socorro nessas horas. Niita-sensei::pôr-do-sol e ondas se chocando no fundo::

N/A.: Ahn, eu gostaria também de falar com vocês sobre a questão dos casais. Olha, isso é uma fanfic e não um casório! Não precisam implorar de joelhos para que a gente escreva um pouco de FulanoxFulano ou CicranoxCicrana. Os casais da fic já estão parcialmente decididos e vocês vão descobri-los aos poucos, tenham paciência!

Nota-de-certa-relevância.: Nossa, tinha uns erros de digitação zoados no segundo capítulo ;-; Aliás, que lixo literário. Revisei ambos os capítulos publicados e repostei cada um deles, reformulados dessa vez.

Nota-de-relevância-menor-mas-ainda-assim-relevante.: Ah sim, sempre amadas queridas e bem-vindas serão as doces almas que nos deram a bênção de suas adoráveis reviews. ::joga lencinho pra vocês::

DISCLAIMER: Compra-se Naruto. Aberta a negociações.


"Nada também". O telefone bateu no gancho.

Tudo que se ouvia eram vozes. Murmúrios, gargalhadas, conversas paralelas. Misturando todos os elementos, o resultado final era bem desagradável. Sem contar o cheiro forte de carne mesclando-se com o odor inconfundível de ramen borbulhando, que fazia cócegas no nariz.

Esfregou uma mão delicada contra o rosto antes de fungar desajeitadamente. Seus olhos verde-pérola fitaram o senhor robusto, coberto com um avental engordurado em que passava as mãos úmidas. Ele mantinha um sorriso totalmente alienado no rosto enrugado. Ela ofereceu-lhe um sorriso torto em resposta e balançou de leve a cabeça antes de entregar-lhe o telefone. Grandes mãos enrugadas se apossaram do objeto e o senhor deu de ombros, jogando sobre ela um olhar de compaixão aguda. Urg. Agora até ela era capaz de sentir pena de si mesma. Apoiou o rosto arredondado sobre a mão, o cotovelo contra a bancada. Desesperança é algo realmente perturbador.

Virou para a esquerda, fitando o garoto trajado de preto, com estranhos símbolos pintados no rosto. Rosto este emoldurado por um capuz igualmente negro, cujas pontas superiores se assemelhavam a duas orelhas de gato. Era uma figura excêntrica. Ergueu uma sobrancelha loira, observando-o. "Talvez seja a hora certa para nos preocuparmos, não?"

Um risinho irônico por parte dele misturou-se ao vapor quente que levantava do pote de ramen à sua frente. Pequeninos olhos negros forçavam a vista, como que examinando o conteúdo do alimento – ou coisa semelhante.

"Acho que o mais preocupante agora é como o cara da barraquinha de ramen tem o telefone do Sasuke e a gente não."

A loira deu de ombros, olhando para o próprio pote de comida, já meio vazio. Suspirou e virou-se, então, para o lado direito, assustando-se ao se deparar com um par de olhos redondos e expressivos encarando-a. Um arrepio subiu pelo pescoço.

Inclinou o corpo na direção contrária, cruzando as pernas sobre o banquinho. "Não me olhe assim, anormal!" Comentário este que fez com que o garoto trocasse imediatamente de expressão, abrindo um sorriso de orelha a orelha e piscando os olhos como quem diz 'Assim ta melhor?'.

Revirou os olhos e murmurou de má vontade: "Também não deu sinal. Caiu direto na secretária." Buscou alguma expressão por parte dele, mas este mantinha o sorriso idiota. Franziu o rosto. "Pode parar de sorrir agora, Lee."

Uma pontada de alívio emergiu nas suas feições, antes de ser substituída por desapontamento. As grossas sobrancelhas negras se curvavam – até onde era possível curvar aquelas coisas – e entristeciam seus olhos. Seu corte de cabelo reto e preciso balançou enquanto retornava ao seu acento.

"O Gaara-kun nem me deu notícias." Fez biquinho.

A garota conteve um grunhido de desgosto. Pigarreou e deslizou os dedos pelas mechas douradas, que prendiam em quatro pequenos tufos simétricos. "Devia estar acostumado com essa natureza individualista dele. Deve conhecê-lo melhor que eu." Distanciou o olhar, focando em um relógio de parede antigo.

Lee e seu cabelo-cumbuca refletiram por uns instantes, esfregando o dedão asperamente contra o queixo, pensativo – ou quase isso.

"Seja como for, não é isso que importa" A voz descontraída quebrou o silêncio. Kankuro observava Lee à distância, seu prato de ramen ainda intocado – talvez por suspeitar que aquilo não fosse mesmo comestível. "O Gaara saiu faz dias com o tal do Sasuke pruma pseudo-casa de campo da família Uchiha. Mas desde então não dá notícias e, segundo ele, já era pra ter voltado." Revirou os olhos, acompanhando o trajeto de vôo de uma mosca. "Não me importo com o Sr. Popular ou o amiguinho com catarata¹ dele, mas não é por nada não..." Espalmou a mão sobre a mosca no balcão, mas ela foi mais rápida na decolagem. Franziu o rosto e bufou de leve antes de dar continuidade à fala. "...queria saber se meu irmão está vivo." Fitou o garoto bizarro vestido de verde.

Da forma mais súbita e aleatória possível, Lee jogou os braços para cima – fazendo com que Temari quase atingisse o teto, tamanho o susto. "Eeeeeeee se eles estavam voltando da casa de campo e alguma loira idiota fez o carro deles bater contra outro, cheio de idiotas eeeee agora eles estão todos presos e perdidos entre uma estrada sem fim, um campo de trigo seco e um enorme bosque escuro eeeeeeee não conseguem ligar para ninguém porque nenhum dos celulares tem sinal graças a uma quase inacreditável coincidência?!"

Alguns longos segundos de silêncio se seguiram. Até que a loira ergueu uma sobrancelha e entreabriu os lábios para deixar que sua voz delicada quebrasse o silêncio mórbido. "Esqueceu da parte onde os alienígenas capturam o Neji e o transformam em cobaia para testes de mutação genética." Jogou as palavras sobre Lee, carregada de sarcasmo e levantou-se, cobrindo o rosto.

O suspiro de Kankuro foi acompanhado pela tentativa pouco sucedida de Temari de acalmar os outros clientes, assegurando-lhes de que o estabelecimento não estivera distribuindo bebida aos menores de idade e que – por incrível que pareça – ele estava bem. Os olhos perdidos de Lee revezavam de um amigo ao outro enquanto ambos seguravam seus braços finos e o arrastavam para fora. O ar úmido exterior abraçou seus corpos.

"O que há de errado com você, afinal? Tem certeza de que não bateu a cabeça no chão quando nasceu?" O rosto pintado, escondido debaixo do capuz negro deixou de fitar a barraca de ramen para encarar o companheiro, esfregando os próprios braços com as mãos mornas.

"E eu ainda tive que pagar pelo distúrbio." Temari deixou-se inspirar demoradamente enquanto guardava as poucas moedas restantes dentro de seu traje arroxeado, virando então para os dois garotos e cruzando os braços sobre o peito. "Bem, de qualquer forma, a teoria do Lee não é de todo impossível..."

Encarou o irmão de volta quando este atirou sobre ela um olhar de descrença e perplexidade absoluta. Deu de ombros.

"Tem sempre o risco de ter ocorrido um acidente na estrada. Sabe como são essas estradas hoje em dia... O Lee pode estar certo". Apesar de tudo, não conseguiu deixar de revirar os olhos com a expressão de triunfo estampada no rosto redondo da criatura mencionada. Mas - por sorte -, triunfo que não durou muito, já estava logo sendo substituído por uma onda de pânico. Gotículas de suor desceram pelo rosto de Temari, que engoliu em seco e se preparou para dizer qualquer coisa. "Ah...Lee, não precisa--!"

"AI MEU DEUS! E se o Gaara-kun teve mesmo um acidente e está perdido no meio do nada, sofrendo no bosque gelado e chorando suas salgadas lágrimas em busca de salvação?!" Estendia os braços aos céus e arregalava os olhos, como quem busca por um Deus lá em cima.

Duas mãos firmes chacoalhando seus ombros o trouxeram de volta a si.

"Acorda, mané! De que Gaara você ta falando?" O tom sarcástico o fez refletir, mas Kankuro logo largou seus ombros e deu-lhe as costas. "Esse idiota é insano! Deixa ele delirar em paz e vambora." Cruzava os braços atrás da nuca, fechando os olhos e passando pela irmã.

"Espera."

Ele buscou não olhar pra trás, rezando para que fosse apenas um lapso, mas não, ela tinha que prosseguir.

"O Lee é estranho mesmo" Balançou a cabeça, sem esperanças. "Mas se tem mesmo possibilidade de ter acontecido alguma coisa com Gaara, é melhor darmos uma olhada." Virou-se para o irmão, cravando seus olhos verde-pérola sobre suas roupas negras.

Urg, droga. O garoto conteve o grunhido e então deu de ombros, voltando-se para ela e deixando clara a má vontade com seu olhar de desgosto. "Que seja."

Um quase-sorriso se esboçou no rosto da loira, que tornou a olhar para Lee.

"Satisfeito? Pois então, somos agora um Time de Busca."

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Uma volumosa nuvem de poeira caminhou pelo solo. As rodas de borracha grossa deixaram uma cicatriz profunda no terreno arenoso e o som do freio escorreu por debaixo dos enormes portões de ferro pintado, quebrando o silêncio gelado que rondava a casa. Dois estalidos de porta abrindo e algumas pisadas no chão, um pouco mais de poeira no ar. O cheiro de mata fechada misturado ao odor de frutas recém-maduras tornava o lugar ainda mais sereno e, de certa forma, angustiante.

"Céus!" Uma voz levemente arranhada assustou alguns pássaros que cantavam ao fundo. Kankuro sob seu capuz negro levou a mão à testa, arregalando seus olhos de jabuticaba e deixando o queixo cair. "Essa família Uchiha tem mesmo muito dinheiro!" Seu olhar vagou por sobre a enorme mansão – modestamente intitulada de "casa de campo" –, se apegando de imediato à beleza que o dinheiro pôde comprar.

"Hunf." A irmã encostou-se contra o singelo carro cor de petróleo e admirou o ambiente. "Era de se esperar do Sr. Riquinho Uchiha." Deixou um sorriso sarcástico esticar seus lábios, ao mesmo tempo que suas sobrancelhas levantavam, em uma falsa-surpresa. "Espero que ainda estejam por aqui, senão a viagem foi inú--."

"GAARA-KUN!" O eco espantou o resto dos pássaros que não sofreram de ataque cardíaco imediato e arrepiou a nuca de ambos os irmãos que cobriam os pobres ouvidos. "ESTOU INDO TE SALVAR!" Saiu de dentro do automóvel com perfeita agilidade e coordenação, num salto acrobático digno das olimpíadas. Mas alguns dedinhos pontudos cravaram na gola de sua veste cor de abacate.

"Calma aí, idiota! Invasão de propriedade é crime nesse país, sabia?" Franzia o rosto feminino, retirando alguns fios loiros de cima dos seus olhos com a mão esquerda. "Vamos procurar algum segurança... Deve ter algu--..."

"Que mané segurança! A porta tá aberta!"

Temari não pôde conter um suspiro ao ver seu querido irmão do outro lado do portão de ferro, apoiando as mãos na cintura e encarando-a. Lee e seu cabelo cumbuca aproveitaram a liberdade dos dedos da loira e aceleraram para postarem-se ao lado do companheiro.

Um murmúrio de comodidade escapou dos lábios da garota enquanto seus ombros se encolhiam. Olhos verde-pérola ainda vasculharam os arredores atrás de qualquer viv'alma, mas, sem sucesso, tornaram a seguir os companheiros e ela logo estava pisando em pleno território Uchiha.

"Puxa vida! Da próxima vez que o Gaara disser que vai 'passar uns dias' numa fazenda, eu vou pensar duas vezes antes de dizer 'vá com fé'!" O rosto pintado de Kankuro trilhava imensos percursos dentro da quase-mansão-de-campo, incapaz de conter a admiração.

"Devo admitir que é bem bonito..." Comentou a garota, parada diante de um enorme quadro de tinta óleo que decorava um dos aposentos da casa. Seus ouvidos se arrepiavam a cada vez que se manifestava, graças ao eco angustiante que alagava todos os cômodos.

A sala de estar era recheada de móveis brancos, com alguns poucos detalhes em cobre e um azul escuro, opaco e ligeiramente desbotado, que, estranhamente, complementava todo o resto e tornava tudo mais imponente. Fosse por luxo ou não, os Uchiha – ou o que restou deles – certamente sabiam o que fazer com o dinheiro que tinham. E por mais que a casa crescesse para todos os cantos, tudo era muito limpo e bem conservado. Além de estar sempre aquecido pelas cores vivas nos quadros e flores e pela luz matinal que refletia no chão de mármore através dos vidrais das imensas janelas.

Seus olhos cor de jade fitaram o chão e o reflexo embaçado de si mesmos. Fungou com o ar úmido que tocava seu rosto. Céus. Era tudo mesmo muito bonito. Não conteve um sorriso de encantamento, que quis se deixar refletir também no piso de pedra. Imaginou por uns segundos como seria a cozinha, o banheiro, os quartos. Quais cores teriam e qual seria o tamanho das janelas? Sentiu-se infantil depois de muito imaginar e balançou o rosto suavemente, olhando ao seu redor e buscando os outros dois indivíduos. "Não vão se perder por aí, hein! Lembrem-se do que estamos fazendo aqui."

"Deixa de ser chata e vem cá ver isso!" Uma voz familiar arrastou o eco pela casa, cansando-o, por fim, nas proximidades dos ouvidos de Temari. Suas sobrancelhas franzidas e um resmungo de insatisfação formaram uma resposta silenciosa, que vagou por muito menos tempo que o eco anterior, mas era suficiente.

O som dos passos decididos parecia molhar o chão, até alcançar a fronteira com a cozinha, onde se encontrava um Kankuro muito empolgado, agachado diante de uma enorme geladeira.

"Que diabos você está faz--?"

Foi então que um grito atordoante correu por todos os cômodos e capturou a atenção dos dois irmãos dentro da cozinha. Dois pares de olhos arregalados se viraram na direção do som, enquanto suas pernas moviam-se automaticamente. E logo estavam em um cômodo mais escuro e de cores mais mornas, por onde se estendia uma longa bancada, coberta de garrafas e pequenos copos. Três indivíduos estavam presentes: Um garoto de vestes verdes e cabelo cumbuca agarrado ao braço de um homem mais velho, que parecia uma foto ampliada de Lee, ao lado de um sujeito alto, de feições assustadas e um dos olhos cobertos por longos fios de cabelo acinzentados.

'Ferrou, os seguranças!' A mente da menina foi mais rápida, engolindo em seco e buscando abrir os lábios para comentar qualquer coisa. Mas a voz entusiasmada de Lee fez-se absoluta. "GAI-SENSEI!"

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Um tilintar de copos e garrafas intimidava o silêncio da casa. Dedos escondidos sob luvas negras mexiam um canudo colorido por dentro de um líquido quase dourado. Seus olhos pequeninos de jabuticaba devoravam a bebida e seus lábios não expressavam, mas era fácil perceber sua ansiedade.

"Então eles saíram faz tempo?" Temari fitava o único orbe à mostra do senhor de cabelos cor de fumaça. Ainda não muito confortável com a situação, buscava relaxar sobre a cadeira de couro gasto, remexendo o copo cheio em sua mão.

"Faz mais de um dia." A voz era grave e fazia o eco natural parecer ainda mais intenso. Seu olhar era calmo e despreocupado, apesar de não esconder uma natural dedicação ao broche de segurança grudado no bolso do seu uniforme. Uma gravata frouxa pendia de seu pescoço e uma estranha máscara assimétrica cobria seus lábios e nariz. "Sasuke nos avisou que estava de saída e que podíamos fechar tudo. Mas acho que meu companheiro se esqueceu." Lançou um olhar direto para o sósia-adulto de Lee estirado no banco ao lado.

"Eu pensei que tinha trancado!" Sua voz era zonza e quebradiça, como quem não está prestando muita atenção no que fala. Os olhos quase fechados e as bochechas coradas provavam que aquele copo em suas mãos estava longe de ter sido o único daquela tarde. O soluço que se seguiu também ajudava bastante nessa conclusão.

Uma expressão de leve desgosto nas feições femininas só fez se agravar ao notar Lee em iguais condições numa poltrona comprida logo ao lado. Suspirou e levou a mão à testa. Diabos. Por que as coisas nunca podiam, simplesmente, dar certo? Buscou deixar suas reflexões para mais tarde e voltou-se para o outro policial. "Entendo... Alguma idéia deonde estavam indo, senhor...?" Encarou-o curiosamente e recebeu um sorriso (pelo menos era o que parecia) modesto em resposta.

"Hatake Kakashi, prazer." Curvou-se de volta ao notar que a garota o fizera primeiro. Divagou então, fitando o piso brilhante. "Não tenho certeza do objetivo, mas sei que Sasuke, Gaara e Neji seguiram pelo norte, em direção às estradas perto dos bosques."

"Aqueles bosques podres? Pouca gente se atreve a ir por lá." Apoiou o rosto em uma das mãos e o cotovelo sobre a própria coxa, enquanto o copo ainda cheio descansava em seus dedos. O policial respirou fundo e iniciou uma explicação extensa e quase-remotamente-interessante sobre as estradas próximas e a existência dos bosques, enquanto Kankuro se distraía, deslumbrado com a bebida e o terceiro soluçava ao lado de seu sósia-adulto.

"Hic! Gaara-kuuun... Onde você se meteu...?" A voz estava arrastada e sonolenta, tropeçando em si mesma e desabando a cada pontuação. Olhos mareados desfocavam o ambiente e seus dedos preguiçosos largavam um copo vazio sobre uma mesinha de vidro. "Eu...Hic! Eu irei te salvar...!"

De súbito, ergueu seu corpo pesado e pôs-se sentado, ar determinado e sobrancelhas franzidas. Uma mão bateu contra sua testa, em posição de soldado. "Não temas, Gaara-kun! Lee ao resgat—Hic!" Nem ligava para os soluços cortando suas frases heróicas. Levantou-se por completo, erguendo as mangas de sua roupa justa e caminhando desastradamente em direção à porta.

A distração e tédio de Temari perante a conversa mantida com o policial à sua frente, acorrentava sua atenção, sequer captando os murmúrios bêbados do garoto abacate.

Um par de olhos, porém, notou seus movimentos.

"YOSH, LEE!" A voz igualmente trôpega alcançou os ouvidos do jovem e o fez dar uma meia volta desengonçada. Uma piscadela, acompanhada de um sorriso triunfante e um dedão erguido animaram ainda mais o garoto-metido-a-super-herói. Principalmente quando algumas chaves tilintaram em sua direção e pousaram milagrosamente em suas mãos desajeitadas. "Determinação, meu jovem! Pode pegar o meu carro!" O fato do homem ter se atirado para trás na poltrona e quase desmaiado não pareceu incomodar o seu pupilo, que sorriu e deu-lhe o mesmo sinal de vitória em agradecimento.

"Vou deixá-lo orgulhoso, Gai-sensei!" Tornou a dar meia-volta e foi tropeçando em si mesmo até a entrada da mansão, onde um fusquinha esverdeado o esperava. "Não temas, Gaara-kun! Já estou a caminho! Hic!" Soluçou triunfantemente.

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Um longo bocejo esticava os lábios delicados da garota. Seus olhos cor-de-jade quase fechavam, mas buscava piscar continuamente antes que isso acontecesse. Mantinha as pernas cruzadas e a pose elegante, mas raios, até quando aquele sujeito ia falar?

"E é por isso que hoje em dia comemos carneiro assado com batatas." Um sorriso estampado no pedaço de rosto visível parecia que jamais iria se desfazer. Fez com que Temari franzisse o rosto, imaginando como é que a conversa desandara tanto. Mas o ar despreocupado de Kakashi a deixava extremamente confusa e as coisas pareciam ter algum sentido, por mais que eles estivesse descrevendo uma colônia de pulgões assassinos, ou coisa do tipo. "Ué." Acordou, então, com a manifestação do policial, torcendo para que não fosse exigência de resposta a alguma possível pergunta sobre o assunto. Mas logo notou que o policial pousava os olhos sobre o corpo desmaiado do seu companheiro. "Gai, onde foi aquele seu mini-clone?"

A frase despertou a garota por completo, que correu os olhos arregalados por todo o local e não foi capaz de encontrar ninguém mais além do policial bêbado e de seu irmão adormecido no balcão do bar. "Ah meu Deus, o Lee!" O nervosismo englobou seus olhos verdes e fez com que seus dedos trêmulos quase derrubassem o copo no chão.

"Ahn...?" Olhos úmidos e banhados em preguiça de um policial recém-acordado-de-um-desmaio fitaram os cabelos cor de fumaça. "Ah...! O Lee...!" Um sorriso foi carimbado em seu rosto largo. "Ele foi atrás do amiguinho."

O silêncio que se seguiu foi atordoante. Mas o barulho dos copos se partindo contra o chão e de cadeiras sendo arrastadas foi ainda mais.

"Como assim, seu idiota?! Ele estava bêbado!" A voz grave do policial-sóbrio caía como flecha no peito do outro, que borbulhava de sono. Um grunhido de desaprovação por parte de Kakashi e sua agilidade em pegar o casaco e correr para o lado de fora deixaram Temari levemente perdida. Mas suas pernas estavam bem acordadas e correram para alcançar o segurança, que já entrava em um carro cor de carvão, no portão Uchiha.

"Por favor, impeça o Lee! Ele é doido e com certeza vai matar alguém!" Seu olhar era nervoso, mas suas palavras escorriam com naturalidade, trazendo o pânico ao rosto escondido de Kakashi. Engoliu em seco e desenhou um sorriso torto e forçado nos lábios.

"Heh. Sem problemas!" Um olhar consolador não foi muito bem aceito pela expressão de total desespero no rosto feminino. Ciente do tamanho do problema que estava para enfrentar, sequer esperou o próximo comentário mórbido, pisou no acelerador e disparou em meio à poeira seca que se levantou do solo e fez a garota tossir durante alguns segundos.


¹ O "amiguinho com catarata" a quem o Kankuro se refere é o Neji. Só para esclarecer, Catarata é uma deficiência visual, ou seja, ele está zombando do Byakugan. :D


Eu sei que vocês devem estar pensando "Qual o propósito dessa porcaria de capítulo?" Okay, mais tarde vocês vão compreender. E eu também sei que estão pensando "SUA VACA, O SASUKE E O NARUTO NEM DERAM AS CARAS E VOCÊ AINDA DIZ QUE A FIC É SASUNARU". Quanto a isso... Err... Perdão? Eles vão voltar no próximo. E eu juro que não vai demorar tanto. Juro.

Quanto às reviews:

Hajime Kirane-chan:
mila: Pra mim ele continua um insensível grosso. Mas ele é um insensível grosso gostoso. 8D ::leva um tiro::
niita: Omg! De onde veio a bala perdida? xD
Sasuke::rindo maleficamente::

Uchiha Danii-chan:
mila: Acho que com a reformulação dos capítulos ele ficou menos "fofo". Mas tomara que isso não a faça desistir de ler D::hipnotiza::
niita: mila, o que eu disse sobre hipnotizar as fangirls? Não lembra do q aconteceu da última vez? u-u
::passa uma fangirl no fundo cacarejando::
niita: E sim, a cena da estrada é muito linda, ne? Espero que você continue lendo e deixando reviews pra nós o/

Lullus:
mila: Que emoção! Ser responsável pelo seu retorno ao mundo fan-fictício de Naruto. ;-; É bom receber comentários desse tipo, que não são apenas "ai que fofo" ou "quero mais!". Isso nos anima a continuar escrevendo. E espero que tenha gostado da reformulação dos capítulos.
niita: Que bom que você ta gostando. Do mesmo jeito que da gosto pra você ler nossa historia, da gosto pra gente ler sua review, brigada mesmo o/

Uchiha Gih:
mila: Eita, que chique, até trilha sonora! O:
niita: Sensei! Tem muito mais sasunaru por vir! 8D Brigada pela review

Pottynho:
mila::riu durante uns 10 minutos do 'slogan':: Depois de reformular os capítulos acho que ele ficou menos aboiolado. XD
niita: mas continua boiola ;D ::apanha::
mila: Claro, sempre. :B

Ishida Uchiha Mandy Lua:
mila: Tem um aviso sobre os casais no início desse capítulo. E se der, dá uma relida na fic, a versão reformulada está mais clean e, na minha opinião, mais bonita.
niita: Ta mais bonita mesmo. Não é legal spoiler de casal, ne? se quiser saber os casais que vão se formar é só continuar acompanhando a fic.

Shiroi Bakemono:
mila: WOOH. ::gira a blusa no ar::
niita: Tudo ao seu devido tempo meu caro.. Tudo ao seu devido tempo..

badscout:
mila: Que bom, ne? Se não gostasse de SasuNaru ia ser estranho estar lendo essa fic. XD
niita: Que nada, mila 8D :forçou a irmãzinha que não gosta a ler:
mila: Coitada da Ro... D:'

mfm2885:
mila: O Naruto não parece um sol nascente? Ele brilha, cara!
niita: Mas é claro. Por exemplo... é ele que está iluminando esta sala onde estamos 8D isso nos faz economizar energia.
mila: A companhia elétrica não gosta muito, sabe, falta grana pra marmita das crianças no final do mês... Mas pra gente é ótimo. :D