Proposta Irresistível

Por Mukuroo

Obs: Saint Seiya não me pertence! Os personagens podem sofrer algumas alterações em suas personalidades originais.

XXII

- Você está tão quieto! Se quiser que eu pare... – Aiolos sussurrou.

- Quero é que me abrace enquanto eu olho para dentro mais um pouco. – Shura abriu os braços e sentiu o peso de Aiolos se acomodando a seu lado, depois a cabeça aconchegando-se em seu peito. O loiro estava escutando seu coração. – O que está ouvindo?

- Você. – Lambeu-lhe o mamilo, provocando-lhe uma sensação prazerosa. Comprimiu de novo o ouvido contra seu peito. – Duas vezes mais rápido. Ou será que a outra batida é minha, acelerando para acompanhar a sua?

- Pode ser. É melhor fazer isso de novo, para ter certeza. – o espanhol respondeu.

- Isso? – sussurrou Aiolos, dando outra lambida, depois soprando sobre a umidade.

- É, isso... – gemia.

Aiolos foi descendo com a língua devagar, do tórax ao umbigo e depois às coxas. – E que tal isso?

- Não estou mais agüentando! – o outro quase choramingou.

Aiolos deu um risinho sarcástico, começando a subir com a carícia, mordendo, sugando e lambendo, tornando concreta a ameaça sensual: – Agüenta, sim. Vai suportar isso... E isso... E isso. – o loiro passou a língua por cima do membro do outro de forma sensual e parou em sua entrada, introduzindo a língua ali. Depois subiu novamente com os lábios e abocanhou-lhe o falo rijo, começando a sugá-lo com intensidade.

Aiolos torturava o espanhol, levando-o à beira do clímax e parando, a cada vez que Shura sussurrava o nome dele, apenas o tempo suficiente para impedi-lo de mergulhar em queda vertiginosa.

Impossibilitado de ver, em meio às trevas, todos os outros sentidos eram despertados ao máximo. Era como se Aiolos o acariciasse por dentro, chegando-lhe ao coração, que batia rápido.

- Shura?

- Não pare! – Agarrou-lhe a cabeça, desesperado por mantê-lo ali, entre suas pernas e junto ao coração.

- Shura – disse o loiro, com mais força, recusando-se a obedecer-lhe e segurando-lhe as mãos frenéticas – Por que está tão tenso?

A frustração de Shura era tal que quase gritou seu maior segredo: – Porque eu nunca estive por baixo! Agora faça alguma coisa a respeito!

A imprecação que Aiolos soltou exprimia exatamente aquilo que o outro lhe suplicava que fizesse... De repente, o loiro não estava mais entre suas pernas, e sim ao lado, sussurrando-lhe ao ouvido: – Você é virgem?

Shura corou até a alma com aquela pergunta. – De certo modo, sim.

- Por que nunca me contou?

- Porque você nunca perguntou. – Então, ousado, Shura se abaixou e beijou o umbigo e o abdome de Aiolos, descendo cada vez mais a carícia.

- Shura... Querido, se eu soubesse...

- O que? Não ia querer fazer? – Azar do loiro, porque Shura ia fazê-lo de qualquer forma, mesmo que tivesse que recorrer ao estupro.

- Não é isso, é que... – Agarrou-lhe a mão, mantendo-o imóvel. – Nunca fiz amor com um virgem e, se pudesse escolher um no mundo todo, seria você. Mas não posso aceitar esse presente, não desse jeito.

- Que jeito? – Shura estava começando a ficar impaciente com aquilo. – Fale, Aiolos! Ou acaba logo o que começou ou...

- Ou o quê? – o outro bufou. – Vai guardar-se para Tales?

Aquele era o último assunto sobre o qual Shura gostaria de falar naquela noite. – Caso não tenha notado, por mais que eu ame Tales, não foi a ele que pedi que transasse comigo. – Bufou, irritadiço batendo o punho cerrado no tórax de Aiolos. – Aiolos, você é um canalha. Me leva pra cama e depois me rejeita?

- Não estou rejeitando você. Qualquer homem que o fizesse seria um louco, e eu não sou. Você, Shura Capricorn, é um homem sem igual.

- E Fulano deve ser, também. – suspirou, inconformado.

- É sim. Ele é tão especial que não posso deixar de compará-lo a você. Apenas um homem passou no meu teste. O que me reconheceu na fotografia, me tratou como um bem valioso e ganhou meu coração. – Aiolos deu um riso amargo. – Não percebe, Shura? Fulano é você!

Shura ficou sem fala. Se não estivesse tão perturbado, ficaria furioso por todo aquele cume injustificado que o vinha consumindo. Resolvendo deixar a zanga para mais tarde, suspirou e aninhou-se junto a ele.

- Você estava dizendo que sou... Um homem sem igual?

- E merece tudo o que posso dar a você. O coração, a alma. E o corpo.

O corpo que Shura mais desejava de repente estava lá, sobre ele, encaixando-se entre suas pernas e juntando-as em torno dele. E como era íntima a sua voz ao dizer-lhe: – Preciso saber. Quem você vê além de um homem que daria a vida para estar dentro de você agora mesmo? – Ao fazer essa pergunta, Aiolos colocou um dígito dentro de Shura, fazendo-o gemer de antecipação.

- Eu vejo... Vejo um homem que é como é. Ele me confunde, me faz rir, me faz querer chorar, mas nunca tanto quanto agora. Poderia ser o homem da fotografia, ou o homem mais lindo do mundo. É um homem sem rosto. – gemeu um tanto mais ao sentir um outro dedo dentro de si e ofegou. – Um estranho... Que... Que aparece em meus sonhos.

- Sonhos eróticos? – murmurou Aiolos, massageando-o por dentro, preparando-o.

- Sim, mas não só esses. – Shura podia sentir um tanto de dor, mas Aiolos havia começando a massagear-lhe o membro, na tentativa de distraí-lo. E era nisso que o analista tentava se concentrar.

- Você está quente, e eu estou quase perdendo o controle. Mas ainda tenho o bastante para lhe fazer uma pergunta. – disse retirando os dígitos de dentro do outro, fazendo-o arfar.

- Se eu responder, fará amor comigo?

- Só se acertar. – Aiolos introduziu agora três dedos de uma só vez, deixando Shura desesperando. – Onde preferiria fazer amor com um homem sem rosto quando ele entregar o coração em suas mãos?

Não havia como errar a resposta.

- Na minha torre. Há só uma cama de armar. – Ofegou sentindo o outro tocando as paredes de seu canal. – Durmo lá com mais freqüência do que gostaria de admitir É naquele lugar que vou para pensar ou para... – estava a ponto de perder o rumo com aqueles toques íntimos dentro de si. – fazer amor comigo mesmo, fingindo que é você.

- Não vai mais precisar fingir. A torre é uma excelente escolha, seja qual for o destino que nos espera atrás de sua porta. – dizendo isso, Aiolos tirou os dedos dentro dele mais uma vez e levantou-se.

Shura escutou o ruído de movimento, como se Aiolos procurasse algo. Então, o loiro pegou-o no colo e subiu a escadinha em caracol, sempre beijando-o. Abriu a porta do destino.

O coração de Shura ainda estava dividido. Tales o tocara como nenhum outro homem, com a força das palavras. Mas que força havia no toque desse homem que o deitava sobre a cama de armar com tanta delicadeza e ao mesmo tempo lhe despertava uma paixão tão violenta?

Aiolos não lhe dava serenidade. Despertava-lhe todas as paixões e fazia com que se indagasse o que era o amor. Naquele momento... Sim, Shura, afinal, estava vivendo o presente. Naquele instante, o amor era um murmúrio sensual, o movimento impetuoso de uma mão que se deslocava de modo cada vez mais sedutor por seu corpo.

Tal foi a maestria de Aiolos ao trocar os dedos por uma hábil investida, uma penetração lenta e firme, que Shura teve a certeza de que não haveria tanta dor. Havia apenas o desejo insuportável que fazia seu corpo gritar por mais, e levava os quadris a se erguerem. Mas quando Aiolos recuou, negando-se a uma entrega total, ele suplicou: – Mais... Por favor, mais.

- Segure firme em mim.

Shura segurou-se nos braços másculos enquanto Aiolos tocava-lhe o ponto de prazer mais incrível e ordenava: – Agora venha. Venha para mim, só para... mim.

Como se estivesse à mercê dele, o corpo do analista respondeu com uma presteza que o levou aos céus e o estilhaçou com fúria. E enquanto Shura gemia de intenso prazer, Aiolos massageava-lhe o membro, na tentativa de fazê-lo esquecer da dor que sabia que o outro ainda sentiamesmo que o grego fosse mais experiente, mesmo que houvesse o preparado para recebê-lo.

Ao sentir Aiolos tocando o feixe de nervos dentro de si, Shura gritou, agarrando o outro nas costas quase fincando as unhas na carne do loiro. Suas pernas bambas buscaram apoio na cintura daquele homem que o estava fazendo perder o rumo, o estava enlouquecendo de prazer. Aquele homem que o deixava confuso, porém louco de desejo. O homem que lhe despertava o desejo de liberdade.

Aiolos parou por algum tempo, ofegante, sentindo seu membro esmagado pelo canal do analista. Mantinha sua mão massageando o membro do outro, a fim de fazê-lo esquecer um tanto da dor. Mas o loiro não agüentou esperar o espanhol se acostumar com seu tamanho e logo começou a se mover, ouvindo os altos gemidos de Shura, que o deixavam ainda mais excitado. Ah, Shura era tão gostoso que o estava fazendo perder as estribeiras. Naquele momento mágico não disseram nada; não era necessário. Falavam através de beijos e carícias.

- O que você vê dentro de você mesmo? – perguntou Aiolos saindo de dentro dele para depois entrar de novo, fazendo Shura gemer um tanto mais antes de responder.

- Uma luz como jamais vi. – Shura agradeceu à venda, que lhe possibilitava enxergar o que importava de verdade.

- E quem você vê em cima e dentro de você? – Aiolos o abraçou carinhosamente, sussurrando-lhe ao pé do ouvido.

- Um mistério. Um belo mistério que levaria uma vida para decifrar. – sentiu uma nova estocada e estremeceu.

- Eu, um mistério? Tanto quanto o que você guarda em seu coração. Olhe para dentro, escute e me diga se poderia amar o homem que eu espero que esteja vendo.

Shura procurou-lhe o rosto com a ponta dos dedos, para captar a expressão que o loiro assumiria quando lhe dissesse.

- Eu vejo Aiolos Sagitalius. – Poderia amar dois homens? Já amava. E que tormento seria escolher. – Eu poderia amá-lo, independente do seu rosto ou do seu nome. O único problema é que gostaria que fosse diferente. Minha vida seria mais simples.

- A vida quase nunca é simples. – Respirou fundo. – Eu te amo, e não sou o tipo de homem que aceita dividir um amor.

- Por favor, Aiolos, vamos conversar sobre isso amanhã.

- Não – disse com determinação, penetrando-o mais fundo. – Tenho de ser tão honesto com você quanto você foi comigo. Esperei até que me desse o que eu mais queria: o seu coração. Deve sempre escutar seu coração, Shura. Por que...

Continua...

Muk pegando um escudo para se defender das pedradas O que será que o Aiolos vai dizer para o Shura? Será que ele vai contar? Quem acha que ele vai contar levanta a mão!!! o/ esconde debaixo de uma caixa de sapato Por favor, não me matem! Se me matarem não terão continuação não é mesmo? OMG! Vou passar logo para a parte de agradecimentos porque dessa vez não tem desculpa. Eu parei aí de propósito mesmo, só para deixar emocionante. Será que consegui colocar emoção? O.O Bem, espero que sim!

Agradecimentos à: Mad Neko Maid, Aya-chan, Youko Estressada, Dragonesa, Prajna Alaya, P-Shurete, Pure-Petit Cat, mfm2885, Patty-san, Graziele e à Akane M.A.S.T pela betagem!! \o/

Beijos a todos os que estão acompanhando o fic. Espero mesmo que estejam gostando! Até o próximo capítulo!