Depois de um loooongo tempo, aqui tô eu de novo !"
Vaso ruim num quebra! xP
Mas tá aew o segundo capitulo da fic! Divirtam-se
w w w. f o t o l o g . n e t / l i t t l e s h a d o w ----> é que de outro jeito num aparece... T.T
CAP. 2-Boa Noite
Era por volta das seis da tarde, Yoh descia com as malas enquanto Anna passava instruções para Ryu e para Fausto.
-Patrão Yoh! Por favor! Fique mais um pouco!
-Desculpa Ryu, Mas nós realmente precisamos ir. Voltaremos daqui um tempo para ver como as coisas andam.
- Sr. Yoh, se eu pudesse superar a morte eu iria com o senhor.
-Fausto, uma vida sem a certeza da morte, não teria graça.
-Patrão Yoh...
-Anna, vamos logo antes que a gente perca o trem. Adeus amigos. A gente se vê!
Foi uma despedida seca. Yoh, muito sério, já havia chamado um Táxi. Eles entraram e ficaram em silêncio até a estação de trem.
-Anna. Nós vamos na mesma cabine. Tem uma cama de casal se eu não me engano. Por isso, não brigue comigo durante a viajem.
-Não tinha nenhuma cabine de solteiro?
-Era a última passagem.
-Então tudo bem.
Eles subiram, no trem e enquanto procuravam a cabine, Anna viu muitas cabines de solteiro vazias. Sem entender bem, ficou quieta.
Já instalados na cabine, Yoh saiu para o vagão restaurante para trazer algo para eles comerem.
Anna colocava o pijama enquanto pensava porque Yoh havia mentido.
"Ele sabe de alguma coisa. Porque ele está tão doce comigo? Porque ele mentiu sobre as passagens?"
-Anna. Eu trouxe um yakisoba. -Assim que entrou na cabine, ficou sem palavras ao ver Anna com um kimono branco muito bonito e trabalhado - Sente aqui na cama e coma um pouco.
Yoh sentou-se na cama, ao lado de Anna, e lhe entregou o prato.
-Anna, chegaremos à Izumo por volta das onze da manhã. Teremos que dormir juntos hoje. Amanhã, pegaremos um táxi e só então chegaremos em casa.
Depois de uma noite relativamente tranqüila, fora os movimentos incessantes do trem, Yoh abriu os olhos calmante, mas não se mexeu.
"Em algumas horas, estarei em casa. Se não fosse o motivo da volta, eu estaria um pouco mais animado."
A cama cedeu um pouco, e Yoh sentiu seu braço ceder com o peso e alguma coisa quente tocar seu peito. Ele se virou devagar e viu Anna, sem nenhum lenço, com um rosto calmo e sereno.
Yoh assustou-se com a cena, mas à medida que buscava explicações, entendia a situação. Dormira ao lado de sua noiva que, por algum motivo, dormira sobre seu braço. Nada aconteceu na noite anterior além de conversas amigáveis e palavras reconfortantes.
Afastou alguns cabelos que cobriam o rosto dela e beijou-lhe a bochecha.
-Bom dia Anna. É hora de acordar. Pela paisagem, daqui a pouco estaremos em casa.
-Bom dia Yoh. – Ela abriu os olhos e, ao ver como estavam, levantou-se vermelha. - Já chegamos?
-Não, mas daqui a pouco já estaremos lá.
-Tudo bem então. Yoh saia um pouco enquanto eu me troco.
Mal Yoh havia saído, Anna se levantou, trancou a porta, pegou um vestido na mala e começou a se trocar. "Estranho, é a segunda vez que ele me acorda. Ele parece tão diferente. Talvez seja o choque da morte do Yohmei. Mas..."
Anna foi interrompida por uma batida forte na porta.
-Anna, posso entrar?
-Tudo bem, já acabei.
Ela amarrou o lenço com pressa, aproximou-se e destrancou a porta. Yoh entrou e pegou suas roupas na mala.
-Quer que eu saia para você se trocar?
-Não precisa se incomodar. Vou rápido.
Yoh tirou a camisa do pijama deixando à vista inúmeras cicatrizes de luta. Anna sentiu seu rosto corar, mas não disse nada. Enquanto ele colocava a calça e o cordão, ela perguntou:
-Yoh, você tem alguma idéia de qual vai ser a nossa função exatamente?
-A minha eu não sei, mas você provavelmente ajudará minha mãe com os aprendizes. Mais uma coisa, no templo existe apenas três cômodos que os aprendizes não têm acesso. Um é o altar particular da família e o antigo quarto dos meus avós, o outro é a suíte dos meus pais que atualmente só minha mãe ocupa, sobrando apenas mais um que também é uma suíte. Isso significa que teremos que dividir o quarto e o banheiro.
-Tudo bem Yoh. Mas cada um de nós terá sua própria cama, certo?
-Já estava chegando lá. Você deve ter percebido, quando entrou no trem, que há várias cabines de solteiro. E também deve ter achado que eu menti quando disse que era a ultima passagem. Na verdade era a ultima passagem para cabines de casal.
-Porque você pegou, então? Você sabe que...
-Calma! Deixa eu terminar primeiro. Como eu ia dizendo, eu peguei essa cabine, porque nós teremos que nos acostumar com a presença um do outro. Na suíte que ocuparemos, só há uma cama de casal. Teremos que começar a dormir juntos.
-Não somos casados. Isso é errado...
-... E vai contra a tradição, eu sei. Por isso, no próximo mês, nós estaremos casando.
-Como assim? Isso não deveria ser mais planejado e não merece um pouco mais de atenção?
-Sim, mas dadas as circunstancias, não há nada a ser feito.
Bom, vou indo comprar algo para a gente comer, Logo, logo estaremos em casa.
"Yoh..."
Não conversaram até o fim da viajem. E como poderiam? A situação era muito delicada para eles. Não tinha como eles, de repente, começarem a falar sobre o frio que fazia .Era como se uma densa neblina tivesse caído dentro da cabine.
Era por volta do meio-dia quando desceram do trem, e logo estavam dentro do táxi rumando para seu futuro lar, as terras dos Asakura.
Anna olhava fixamente pela janela e não percebia que Yoh a fitava:
"Como ela fica bonita quando a luz bate no rosto. Pena que as coisas vão mudar muito daqui pra frente."
-Anna...
-Sim?
-Nada, esquece.
-Fala!
-Bonita a paisagem, não é?
-É.
"O que ele está escondendo? Ele sabe de alguma coisa, mas não quer falar."
Já se passava da uma da tarde quando o carro estacionou. Em frente ao templo, duas mulheres aguardavam.
-Oi mãe. Oi Tamao.
-Olá Yoh. Como vai Anna?
-Tudo bem, senhora Keiko. Como a senhora está?
-Bem também. Tamao, diga aos aprendizes para levar as malas da Anna pro quarto. Vocês dois vem comigo. Temos alguns assuntos a tratar.
-Sim senhora – Disseram os três.
Em alguns minutos, as coisas já estavam no quarto e Keiko, Anna e Yoh sentados em uma mesa no salão principal.
-Imagino que vocês dois saibam o que estão fazendo aqui.
-Mais ou menos mãe. Sei que nós assumiremos as funções no templo depois que nós...
-Casarem?
-É... e...
-Isso é verdade. Por isso, você vai começar um treinamento intensivo, com seu pai que chegará amanhã. Quanto a você Anna... Você irá ler alguns livros sobre a família Asakura, depois deverá praticar seus deveres. Agora, Yoh, por hoje, vai dormir na cabana da floresta e a Anna no seu antigo quarto. Mais uma coisa, Yoh, você não verá sua noiva até que prove que é digno de nos suceder no templo. Sugiro que façam as devidas despedidas.
-Tudo bem Mãe. Deixa que eu levo ela até o quarto e depois vou pra cabana.
Não muito depois, Anna e Yoh caminhavam sozinhos em um corredor afastado. Pararam em frente a uma porta:
-É aqui Anna. Boa Noite.
-Boa noite, Yoh. Até o próximo mês. – disse olhando para baixo.
O jovem shaman, ruborizado e um tanto surpreso, respondeu com um sorriso calmo.
-Até daqui um mês, Anna. Boa sorte até lá – E a abraçou com força.
-Yoh... – Disse pousando a cabeça sobre o peito do noivo e, estranhamente, retribuiu o abraço – Boa sorte pra você também.
DEIXEM REWIES DE NOVO!
VALEU PELAS DO PRIMEIRO CAP.!
