- Capítulo Dezenove –

N/A: Hum, a próxima cena é confusa, mas a intenção é essa mesma, deixar vocês com a pulga atrás da orelha e sem entender nada. XD Nhá, eu amo esses dois juntos!
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C-ya!

Seto já esperava ser o primeiro a chegar ao aeroporto, acompanhado por Mokuba. Ele era o chefe e, por isso mesmo, seu dever era dar o exemplo.

- Me diga de novo porque temos de chegar uma hora antes do horário marcado. – resmungou um sonolento e irritado Mokuba.

- Porque sim.

- Isso não é resposta. – ele conteve um bocejo.

- Para você é suficiente. – respondeu Seto, num resmungo.

- Droga! Você está um porre desde que acabou com May-chan.

- Ela não tem nada a ver com isso! – Kaiba jamais admitiria aquilo. – Você sabe que os meses de outubro e novembro são os mais complicados para quem trabalha com vendas.

- Eu sei. – Mokuba suspirou, jogando-se numa das cadeiras da área VIP do aeroporto. – Mas eu nunca fiquei com vontade de fugir de você por causa disso.

Seto parou em pé, encarando os olhos irritados do irmão.

- É isso que você anda fazendo, Mokuba? Fugindo de mim? – ele perguntou, sentando-se ao lado do irmão e de repente notando que realmente passara menos tempo ao lado dele no último mês.

- Eu gostaria de poder negar, mas... – e deu de ombros, deixando a frase no ar.

Seto pensava que estava com tudo sob controle, mas aparentemente não era isso que estava acontecendo.

- Me desculpe, Mokuba. Não sabia que estava aparentando estar assim tão indisponível.

- Não esquente com isso. – e o irmão mais novo abanou a mão como se espantasse uma mosca ligeiramente desagradável. – Você não é de ferro, por mais que queira.

Seto mexeu-se desconfortável na cadeira por causa da afirmação.

- Há algo que você tenha querido me dizer e não disse?

- Além de aconselhar você e May-chan a se agarrarem, pois é isso que querem realmente fazer?

- Muito engraçado... – ironizou o irmão mais velho.

- Eu tenho uma novidade. – replicou Mokuba, sorrindo malicioso.

- E qual seria esta novidade?

Mokuba olhou ao redor e sorriu ao avistar algo. Ou alguém.

- Ela está se dirigindo para cá agora mesmo.

Seto olhou ao redor e surpreendeu-se ao ver Mokuba levantar-se e ir até uma garota parada do lado de fora da área VIP, parecendo muito confusa. Ele arregalou ainda mais os olhos ao vê-la jogando-se sobre Mokuba, abraçando-o e beijando-o. Os dois conversaram um pouco do lado de fora e depois entraram, caminhando em direção a ele.

- Nii-san? Esta é Claire Blade, minha namorada. – apresentou-os Mokuba.

- Eu acho que a conheço de vista. – Seto levantou-se para cumprimenta-la, no mínimo curioso. – CISJ?

- Sim, eu estudo lá. – a loira sorriu e aceitou a mão que lhe era oferecida. Ela tinha um aperto firme. – Sou, ou melhor, era uma das colegas de quarto de May-chan, antes dela se mudar.

Seto teve a impressão de que encerrou o aperto de mão rápido demais depois de ouvir o comentário.

- Mokuba quis lhe fazer uma surpresa. – explicou Claire, um tanto embaraçada.

- Nosso namoro é recente. – acrescentou o Kaiba mais novo, passando um dos braços pelos ombros da namorada.

Seto percebeu os olhares cúmplices trocados pelos dois, e entendeu o porque de Mokuba de repente parecer tão auto-confiante.

- Meus parabéns aos dois. – ele sorriu, agradecendo silenciosamente por uma pequena alegria quando sua própria vida amorosa estava uma desgraça. – E então, Claire, o que você faz no CISJ.

O colégio oferecia cursos de graduação e especialização nas áreas de engenharia, informática, empresarial e econômica.

- Administração de Empresas com especialização em gerenciamento do ramo de informática.

- Escolha interessante...

Kaiba resolveu jogar conversa fora com a namorada do irmão para agrada-lo, e de certa forma desculpar-se por ter estado tão ausente nos últimos tempos. Acabou descobrindo, entretanto, que a garota era uma pessoa muito agradável de conversar. "Dá pra entender porque ela e Mayra se deram bem...", pensou.

E, falando no diabo...

Ela se tornava mais ousada e, para Seto, mais tentadora a cada dia. O conjunto jeans-camiseta-tênis era simples, mas o fato de serem tecidos que aderiam às curvas dela como uma segunda pele o fizeram percorre-la com um olhar apreciador. Ele teve de sorrir ao vê-la corar. Lançou um olhar carrancudo, entretanto, aos moletom, sobretudo e cachecol que ela carregava nos braços.

Quando os olhos dos dois se encontraram, ao mesmo tempo em que aquela corrente elétrica que os unia se intensificava, ele notava aspectos preocupantes. Ela estava com olheiras fundas e quase negras sob os olhos, que por sinal estavam opacos, vazios, sem vida. O que mais o alarmou, entretanto, foi o medo que viu estampado nas íris castanhas, que ninguém mais parecia notar.

- Ora, eu avisei que ficariam nervosos em vão. – ela brincou com Mokuba e Claire, quando se aproximou. – O Kaiba late mas não morde.

- Muito engraçado. – ele replicou, lançando-lhe um olhar entediado, que a fez sorrir. – Precisamos conversar. Em particular.

- Sim, eu sei disso.

Seto cumprimentou Kali e Michiko de passagem, enquanto acompanhava-a para fora da área VIP.

- Ela vai ceder. – disse Kali, sentando-se ao lado dos amigos. Michiko lançou-lhe um olhar reprovador.

- Isso não é um bom comentário, querida.

- É a verdade. – a prima deu de ombros.

- Ele não vai pedir, Kali. – Mokuba sorriu para a amiga. – Se bem conheço meu irmão, ela simplesmente não terá escolha.

- May-chan só cederá se assim desejar. – rebateu Claire, pronta a defender a amiga.

- Quer apostar que até o fim dessa viagem eles ficam juntos de novo? – Kali estendeu a mão, desafiadora.

Wishes

Enquanto isso, do outro lado do aeroporto, Seto sentava-se ao lado de May numa mesinha em frente a uma cafeteria. Trazia para ela uma Sprite e um pedaço de torta, e para si mesmo um café puro e forte.

- Falei com sua tia esta semana. – ele começou.

- Eu fiquei sabendo. – ela replicou, respirando fundo e tomando um gole do refrigerante. – Você também já deve saber que eu detestei essa sua idéia.

- Sim, eu imaginei isso. – ele disse, um tanto divertido. – A questão é que, para ajudar você, eu precisava saber contra o que estaremos lutando.

- Me ajudar? Do que está falando, Kaiba? – ela semicerrou os olhos, gostando cada vez menos daquela conversa.

Ele deixou o braço escorregar para o encosto do assento dela enquanto bebia o café.

- Você passou um ano e meio sob a guarda de sua avó, tempo do qual eu não consegui obter nenhuma informação.

- E daí?

- E daí que eu serei seu responsável legal, sob procuração de sua tia, enquanto estivermos nos Estados Unidos, senhorita menor de idade.

- Me conte uma novidade!

- Certo. Você quer uma novidade? Elizabeth Terrae te jogou num orfanato seis meses depois de seus pais falecerem.

Ela empalideceu visivelmente, a latinha de refrigerante se chocando com força contra a mesa.

- Você não tem nada a ver com isso, Kaiba. Nada.

- Muito pelo contrário, minha cara, eu tenho tudo a ver com isso.

Ele a tocou, e os dois entraram em transe.

Wishes

- Vovó, por favor... – a menina choramingava. – Eu não quero ir.

- E quem disse que garotinhas más têm escolha? – a mulher replicou, maldosa.

- Não, por favor! – ela tentou alcançar a avó, mas aquele homem loiro a pegou. – Eu não quero ir! Eu prometo que serei uma boa menina! – ela já estava soluçando, muito assustada. – Por favor...

Suas lágrimas rolavam enquanto tentava se desvencilhar do abraço do homem que a puxava para fora de Green Village.

- Não, por favor, NÃO!

Mas a menina sentiu suas palavras voltarem para si quando as portas da casa fecharam, com sua avó dentro dela.

Wishes

Seto estendeu a ela um lenço, que ela aceitou, limpando as lágrimas que escorriam por seu rosto.

- Você gosta de me fazer chorar, não é, Kaiba? – ela perguntou, enquanto seus olhos lentamente escureciam, o azul-claro dando lugar ao castanho mais comum.

- Não, Mayra, eu não gosto.

- Então porque me forçou a ver isso?

- Eu não forcei. Essas visões acontecem sozinhas sempre que nos tocamos.

- Pensei que você fosse um cético. – ela ironizou.

- E eu sou. Só que é impossível ignorar um elefante dançando rumba bem na sua frente.

Ela não pôde deixar de rir com a comparação, mas voltou a ficar séria em seguida.

- Você... Você também tem aqueles sonhos? – ela perguntou, corando levemente.

- Com o Egito? Sim. – ele respondeu, displicente.

- Então você sabe... – ela balbuciou, abaixando a cabeça.

- Erga o rosto. – ele ordenou, e ela o obedeceu. – Não sei se estamos sonhando com vidas passadas ou alucinando juntos.

- Não é alucinação. – ela negou com a cabeça. – Eu conheci Ishtar nesta vida. Ele também lembra.

- Então só falta Muttou. – balbuciou Kaiba, curioso e preocupado ao ouvi-la falar que conhecera Malik Ishtar. – Voltando ao ponto que interessa, isto apenas confirma que nós dois estamos ligados.

- Eu não gosto disso.

- Eu me importo com você. – ele revelou, deixando-a boquiaberta. – Quero ajuda-la, mas pra isso você precisa confiar em mim.

- Ah, isso é tão fácil... – ela ironizou, irritada.

Quando virou o rosto, porém, ele o puxou de volta, fazendo-a encara-lo de novo.

- Mayra Terrae, eu prometo a você que não vou decepciona-la.

Ela olhou profundamente nas íris azuis e viu a verdade contida neles.

- Porque, Kaiba? Você nem gosta de mim.

- Muito pelo contrário, meu bem. – ele disse. – Eu gosto de você mais do que deveria.

Ela arregalou os olhos, mas no segundo seguinte os fechou, enquanto ele capturava sua boca com a dele.

Wishes

Haruka e Michael, juntamente com seus convidados, foram os últimos a chegar à área VIP.

- Kali, você viu o que a sua prima santinha e o Seto estão fazendo lá fora? – a loira comentou, abraçando a amiga.

- Deixa eu adivinhar... Se engolindo mutuamente? – a japonesa arriscou, um sorriso malicioso no rosto.

- Kali! – Michiko protestou, ruborizada.

- Michiko, sua filha é muito esperta. – disse Haruka, puxando a outra consigo. – Vamos, não quero perder um segundo dessa novela.

- Ei, me esperem! – Claire descolou-se de Mokuba e correu para alcançar as duas.

- Mulheres... – Michael depositou as bolsas dele e de Haruka.

- Mas eles estavam quase se matando minutos atrás! – Mokuba surpreendeu-se com a rapidez com que seu conselho foi seguido pelo irmão.

- Aprenda uma coisa, Mokuba. Quando May-chan e seu irmão estão juntos, tudo pode acontecer.

Os outros apenas riram e continuaram a conversar como se nada houvesse acontecido.

Wishes

Haruka, Kali e Claire esconderam-se atrás de uma pilastra enquanto observavam o casal que começava a chamar a atenção das pessoas ao redor pela impetuosidade de sua demonstração de afeto.

- O que um mês na seca não faz pelos ânimos de alguém, hein? – Kali sussurrou, internamente contente de vê-los juntos de novo.

- E que ânimos! – salientou Claire, sentindo-se ruborizar.

- Só presta assim. – sentenciou Haruka, com o sorriso mais safado possível.

- Eu estou plenamente de acordo. – disse Kali.

As três caíram na gargalhada, contendo-se depois para não serem descobertas.

Wishes

Seto separou a boca da dela apenas alguns milímetros, enquanto encostava suas testas e sorria.

- Isto está ótimo, mas eu não quero ser preso por atentado ao pudor.

Ela não pôde deixar de sorrir junto, mesmo que ganhasse um forte rubor. Evitou olhar ao redor para não ficar mais constrangida.

- O que quis provar com um beijo, Kaiba? – perguntou, de repente muito calma.

- Que você ainda confia em mim. – ele respondeu, tão calmo quanto ela. – Se estivesse mesmo com ódio de mim, não me teria deixado ir em frente.

Ela respirou fundo, escondendo o rosto no ombro dele porque de repente se sentiu muito cansada, e ele a enlaçou, trazendo-a para mais perto e começando a mexer com seus cabelos.

- Faz três dias que não prego o olho. – ela murmurou, exausta.

- Eu imaginei, você está com olheiras fundas. Isso não é bom. Você precisa de energias para lidar com sua avó.

- Eu duvido que ela esteja em casa quando eu chegar, mas você tem razão. Preciso dormir vinte e quatro horas seguidas ou vou ter uma síncope.

Ele riu do exagero.

- Nós podemos providenciar pelo menos umas duas horas de sono pra você. – ele disse, satisfeito consigo mesmo. – Mas primeiro precisamos embarcar.

Ele a ajudou a se levantar, abraçando-a pela cintura enquanto andavam em direção à área VIP.

- Escute, Kaiba. Você não tem 100 de confiança da minha parte.

- Eu sei disso. Mas nunca vou conseguir me recuperar se você não me der uma chance.

Ela começou a pensar enquanto prendia os cabelos num coque, que ele ficou louco para desfazer.

- Pode me largar, eu recuperei a força nas pernas. – ela disse, e ele fez como ela pediu. – Se eu te der uma chance, Kaiba, eu sairei magoada de novo.

- Não. Eu prometi que não. – ele reafirmou.

Ela virou-se para andar de costas, enquanto andava olhando para ele.

- Eu gostaria de saber o que você viu em mim que te faz insistir tanto.

Ele a puxou pela cintura e plantou mais um beijo devastador na boca dela enquanto andavam como cegos pelo caminho.

- Me conte o que é, quando descobrir. – ele disse, por fim.

- Nós não estamos namorando.

- Não, mas isso não me impede de beijar você.

- Eu posso impedir.

- Se você desse alguma demonstração de desagrado, meu bem, eu pararia. Mas não é o caso. – ele disse, com aquele sorriso malicioso que fazia o coração dela pular.

- Você é incorrigível. – ela sorriu e desvencilhou-se dele, passando a andar ao seu lado.

Quando entraram na área VIP, sem perceber que Haruka, Kali e Claire estavam muito contentes por razões "desconhecidas", ela arregalou os olhos ao ver Yugi.

- Yugi! – ela correu e o abraçou, feliz. – Faz tempo desde a última vez em que nos falamos.

- É, faz mesmo. Como é que você está, baixinha? – ele mexeu nos cabelos dela, divertido. – O Kaiba anda te dando muito trabalho?

- Como um vira-lata irritante. – ela concordou.

- Ei, eu estou aqui! – o próprio chamou a atenção dos dois, irritado.

- Você é irritante. – ela afirmou, com um sorriso debochado.

- E você é muito teimosa. – ele rebateu, irritado.

- Ei, pessoal, calma. – Yugi interpôs-se entre os dois. – Não sei se vocês são piores juntos ou brigando.

- Yugi! – May ruborizou, e o outro sorriu.

- Brincadeira, May-chan. – e virou-se para Kaiba. – Me desculpe o atraso.

- Não importa. – o empresário respondeu. – Hiiragisawa, estamos prontos para embarcar.

Takashi, que estava substituindo a secretária de Kaiba, que estava grávida, sorriu.

- O avião está pronto, senhor.

Os próximos quinze minutos foram gastos com despedidas entre pais e filhos. May abraçou a tia com força, disse que a amava, ouviu-a dizer-lhe o mesmo e se afastou, não querendo ficar naquele clima de família, que sempre a deixava triste.

- Soube que o projeto está de vento em popa. – Yugi comentou, ao se juntar a ela. Os dois sentaram lado a lado no carrinho que os levaria até o aeroporto.

- Está ficando incrível! – May se animou. – Mas ainda não encontramos o material perfeito.

- Isto é complicado.

- Sim, pode comprometer todo o projeto... Estou tão preocupada com isso que nem consigo mais dormir.

- Não chegue a esses extremos, May-chan. – o japonês aconselhou, preocupado. – Tenho certeza de que dará tudo certo.

- Tomara...

O primeiro carro logo lotou, e May ficou feliz quando este saiu e deixou os dois Kaibas e a segunda parte dos convidados para trás. Não teria de lidar com aquela família teimosa pelos próximos quinze minutos, e isso por si só já era um alívio.

Continuou conversando com Yugi, agora sobre fotografia, enquanto subiam e se surpreendiam com o avião. Por dentro era quase como um apartamento, haviam sofás, poltronas, mesas, máquina de refrigerantes e de comida, computador, home teather e som ambiente personalizado.

- É, o Kaiba gosta de viajar com estilo e conforto. – Yugi brincou, fazendo-a gargalhar.

- Ele quer é se amostrar! – ela respondeu, sentando ao lado dele num dos sofás.

- Vocês andaram brigando? – ele perguntou, recostando-se enquanto os outros começavam a chegar.

- Não. Nossa última briga foi há uma semana, e já foi resolvida. Na verdade, nem foi tanto uma briga, foi mais um... desabafo. – ela respirou fundo e deu de ombros. – A gente tinha deixado alguns assuntos pendentes sobre o fim do namoro.

- Hum... – ele sorriu para alguns dos convidados que se deslumbravam com a presença dele. – Imagino que já tenham se acertado.

- Se você fala de pôr tudo em pratos limpos, sim. Já se está insinuando que estamos juntos de novo, eu nego.

- Mas vocês estavam se beijando agora há pouco, eu vi! – o japonês estranhou.

- Kaiba sabe ser mais teimoso que eu quando quer. – ela respondeu, lançando um olhar irritado sobre o próprio quando ele finalmente entrou no avião.

- Quer me fazer acreditar que você não estava tão afim quanto ele? Qualquer um naquele saguão pode testemunhar contra você, May-chan.

- Ai, Yugi, não quero discutir isso. – ela pediu, os olhos cansados.

- Tudo bem. – ele a abraçou e depositou um beijo em sua testa. – Você deveria dormir, está com uma cara péssima.

- Já me disseram isso hoje. – ela replicou, mas levantou-se e seguiu o conselho dele, procurando um lugar nos fundos do avião onde pudesse deitar, dormir e não atrapalhar ninguém.

- Procurando algo? – Kaiba surgiu ao lado dela.

- Kaiba, eu não estou com cabeça para joguinhos, agora. – ela replicou, sem nem olha-lo.

- Nem eu. Lembra-se que eu havia dito que providenciaria duas horas de sono pra você? – ele disse, chamando a atenção dela. – Venha comigo.

Os dois andaram para a parte mais traseira do avião, passando por uma porta que dava num quarto espaçoso, com cama king size, banheiro acoplado (com ducha E banheira!), espelhos, cadeiras e uma pequena cômoda.

- Ah, cama! – ela fechou os olhos, enlevada, e se deixou cair sobre a dita-cuja.

- Eu imaginei que você teria esta reação. – ele tirou os sapatos e subiu também, sentando-se ao lado dela. – É confortável o suficiente para você? Quer que aumente ou abaixe a temperatura?

- Está perfeito... – ela disse, sentindo a exaustão finalmente domina-la. Seus olhos nem mesmo conseguiam mais abrir.

- Meu Deus, você está pior do que eu pensava. – ele comentou, enquanto tirava os tênis dela.

- Não ligue pra mim, Kaiba, você tem que trabalhar. – ela resmungou. – Eu ficarei bem do jeito que estou...

ela já estava quase caindo no sono.

- Durma, Mayra, e não se preocupe comigo. – ele respondeu. – Você será acordada antes de desembarcarmos.

E ela realmente desabou, tomada pelo cansaço. Ele tirou cuidadosamente a calça dela para não acorda-la e em seguida cobriu-a com uma colcha grossa.

- Não sei o que você tem que me faz agir como um idiota, garota, mas pretendo descobrir. – ele murmurou, sozinho no quarto, e em seguida saiu.