N/A: Olá! ToT Como vão? Estou aqui com o terceiro capítulo de Ma Petite Amie. Ele não foi revisado (então, ignorem os erros), embora ele esteje completo há um mês... O encontro não ficou do jeito que eu queria e tenho quase certeza que irei reescreve-lo. Peço que mesmo que não gostem do capítulo, deixem reviews falando, assim saberei o que tenho que mudar, não é mesmo? Eu ainda não tenho nada escrito do quarto capítulo, mas eu farei o impossível para que ele esteje postado no dia seis de dezembro. Até a nota final do capítulo. XD Boa leitura!
Capítulo três:
Encontros
(Capítulo escrito ao som de Hadashi no Mirai - Arashi)
Se no teto de seu quarto tivesse estrelas ou alguma coisa do tipo, Sesshoumaru já saberia exatamente quantas e qual era posição de cada uma, com latitude se fosse preciso. E... Era necessário dizer que estava entediado?
O youkai se encontrava vestido para um dia normal de trabalho, mas assim que sua "querida" madrasta o vira, antes das sete da manhã na sala de jantar, onde faziam todas as refeições, o mandara de volta para o quarto. Alegando que ele estava de folga e poderia dormir até tarde. Rodou os olhos, para Izayoi "folga" era sinônimo de "suspensão".
Suspirou levantando-se, deveria ser umas dez horas... Quase se jogou nela novamente, não tinha nada o que fazer! Nem para onde ir, afinal era quarta-feira! Ele teria, tirando hoje, mais dois longos dias sem trabalhar! Isso o deixava... Aterrorizado! Estava tão acostumado a entrar no trabalho às oito horas, ficar trancado no escritório até às quatro (quando parava apenas para tomar uma xícara de café) e só saia da empresa quando o porteiro, lhe interfonava, perguntando se queria que deixasse uma chave com ele. Mas como era muito estressante fechar tudo e ainda ligar todos os alarmes entre outros, ia emborajunto com Jyaken quese estressava com tantos botões azuis, verdes, vermelhos... Mas, isso era a sua rotina! Quebrá-la, assim, de repente, fazia-o parecer um velho estressado que necessitava urgentemente de folga!
Não, ele não era velho! Youkais não ficam velhos! Isso é coisa ridiculamente, pateticamente típica de humanos! E! Ele não estava estressado!Por Kami! Sesshoumaru Inokuma estressado? Ridículo! Sem perceber, já estava parado em frente ao espelho analisando o seu rosto. E ele estava com a mesma cara de sempre, as mesmas olheiras de sempre...
Olheiras? Ele, com olheiras? Impossível! Analisou as marcas marrons abaixo de seus orbes dourados... Oh! Ele, ele! Ele estava com olheiras! Não que ele fosse vaidoso, mas ele se cuidava!
Depois de algum tempo, reparou em murmúrios vindos do andar de baixo, mais precisamente do escritório. Ele fechou os olhos, elaestava de novo em sua casa... Perguntava-se o que elas tanto conversavam... Bem, devia ser fofoca, já que uma vez, ele escutara sem querer Rin falando sobre uma mulher ser muito alta para ele, e outra ser muito gorda. Suspirou, o que as mulheres conversavam por horas além de meter o pau nas amigas, inimigas e nos homens?
Sesshoumaru só percebeu que havia algo errado nas duas humanas quando o convidaram para ir ao shopping com elas e teve certeza quando Izayoi sumiu e uma mulher que tinha idade para ser sua avó começou a falar com ele, assim que passaram em frente a uma fonte.
- Olá! - Cumprimentou-o, ficando bem perto, tinha um sorriso bobo nos lábios, mas em seus olhos havia um olhar malicioso. Ele afastou-se arqueando a sobrancelha no processo. - Nossa... Não sabia que você era tímido... Mas, tudo bem. Eu farei com que fique extrovertido. - A malícia passou para os lábios enquanto" analisava-o". - Arregalou os orbes dourados, aquela velha, definitivamente era doida!
Rin estava assustada! Kaede falara no e-mail que tinha 31 anos, e não 61! Sem saber o que fazer, deu-lhe um ataque de riso, a mulher percebendo sua presença, começou a passar um sermão para o youkai, dizendo que era mulherengo, galinha etc... Que ele não se contentava só com ela e tinha que marcar outros encontros no mesmo lugar. Disse que ele foi falso no perfil dizendo que era um homem sério e frio.
Nessa hora, Sesshoumaru estreitou os olhos e arrastou Rin até jogá-la na vitrine de uma loja para alugar. Pouco se importando com as reclamações de dor, ele queria respostas, já!
- Fale. - Foi tudo o que disse, seu olhar já bastou para fazê-la engolir em seco e começar a falar. - Eu não sei quem eu irei matar primeiro . - Um sorriso aterrorizante "brincava" em seus lábios.
- A Izayoi! Ela teve a idéia! Pensou em tudo! Eu apenas te cadastrei no site e dei uns palpites nas suas pretendentes a namorada! Mas o resto foi ela! - Quis livrar sua pele, sabendo que ele nunca faria nada com a humana que via como mãe.
O youkai fechou os olhos, mas ainda segurando o pulso da garota. Ele estava louco, ele tinha que ir ao médico! Ele estava ficando um longotempo perto de Izayoi, ele estava definitivamente louco!
-Minha namorada? Vocês acham que eu estou encalhado? Que não poso arrumar uma namorada por "meios normais"? - Indagou, soltando-a e caminhando sabe-se lá para onde.
- Hai. - Confirmou, mais preocupada em ficar longe dele do que com seu olhar. - Olha, Inokuma-san... Se você saísse um pouco, poderia arranjar uma maravilhosa, linda namorada por "meios normais"! Caso contrário, vai acabar casando com a Tsubaki! Que está mais acabada que a Kaede-san. - Riu.
- Nunca casarei com algo tão repugnante como 'aquilo'! E... Quantas mais "pretendentes a minha namorada" são? - Perguntou, querendo preparar-se psicologicamente para as próximas mulheres.
- Que bom que decidiu colaborar! - Exclamou, fazendo uma cara pensativa depois. - No total são quatro na promoção do site... Uma já foi... Bom, marcamos mais dois encontros. Uma para amanhã e o outro para sexta.
- E o quarto? - Ele fez uma conta desnecessária.
- Nee... A maravilha do site só permite fazer três combinações e três trocas de mensagens por semana. - Ela fez um biquinho engraçado. - E olha que a Izayoi te colocou na conta Premium.
- Então... Só irei aos três encontros... Depois eu cancelo. - Informou, reparando que Rin puxava-o para uma loja. - O que você pensa que está fazendo?
- Ora! Você vai me ajudar a levar as sacolas! Estou fazendo compras para o meu casamento! - Ele nada comentou, afinal, não sabia que para se casar, a noiva precisava renovar o guarda-roupa inteiro!
Sesshoumaru suspirou, enquanto a jovem corria e falava alto pela loja... Ele só ia ajudar, porque se voltasse para casa, ficaria muito entediado, mas algo o falava que ele ia se arrepender de sua decisão.
Izayoi parou de rir ao ver seu enteado e sua ajudante afastando-se daquela mulher de idade... Isso que dá escolher uma pretendente sem foto, só pelo perfil. Ela abriu sua bolsa e tirou uma listinha de compras. Passou a mão rapidamente para uma pequena marca em seu pescoço, ultimamente, estava doendo muito! Balançou a cabeça afastando pensamentos ruins. Mas logo em seguida assustou-se ao ouvir o celular vibrar.
- Moshi moshi. - Atendeu apreensiva.
- Iza? É o Thomo. Será que você poderia me encontrar agora?
- Demo... Onde você está?
- Num parque... Vou te falar como se chega aqui...
- Hai.
Vinte minutos depois, estava em um lugar muito familiar para ela. Encontrou seu noivo sentado num banco de madeira, próximo a uma cerejeira carregada de sakuras brancas.
- Iza... - Levantou-se ao vê-la, seus olhos estavam tristes, mas tinha um ar decidido.
- Thomo! - Esqueceram-se dos cumprimentos. - O que foi? - Perguntou.
- Dizem que quando estamos apaixonados, nossos olhos se fecham e nos deixamos guiar pelo coração. - Suspirou, olhando de relance para a árvore. Estava fazendo a coisa certa, não é mesmo? - Venha, tenha algo para te mostrar. - Pegou levemente sua mão e começou a andar.
- Thomo, o que... - Depois de poucos passos, ele parou, segurando o dedo de Izayoi que continha a aliança de noivado. - Nani?
- Contorne a árvore e pense se ainda irá usar essa aliança. - Disse, tirando-a e voltando para o banco.
Izayoi piscou os olhos, talvez fosse mais um daqueles sonhos completamente sem sentido que todos nós temos às vezes. Lentamente, fez o que Thomoeda falara e teve que levar as duas mãos à boca para tentar abafar um grito.
Sesshoumaru começavaa sentir saudades de ficar olhando para o teto... Será que aquela menina não cansava de andar-falar-sorrir-gritar-emburrar-rir e principalmente, puxá-lo para lá e pra cá? Começavaa sentir pena de Thomobaka, com certeza ele tinha que trabalhar muito para pagar tudo...
- Rin. - Chamou-a, que estava distraída olhando uma vitrine de bichinhos de pelúcia. - Não acha que está bom? Deve ter endividado o seu pai por uns três meses... - Levantou um pouco os braços, indicando as poucas sacolas que carregava. E ela só carregava duas.
Ele não entendeu o sorriso que havia nos lábios daquela criança humana. Esperou uma resposta que demorou a sair.
- Eu só quero comprar mais uma coisa... Sesshoumaru-san. - Apontou para um cachorrinho de pelúcia no alto do vidro. - E o que meu pai tem haver com eu estourar o cartão de crédito?
Ele não retrucou, apenas fitava-a com uma sobrancelha arqueada.
- Eu trabalho no restaurante que era da minha mãe. - Explicou, dando a entender que era daí que tirava do dinheiro.
- Pensei que trabalhasse com crianças... - Lembrou-se de uma conversa na sua sala de estar. Entrou atrás dela na loja, o que era... Estranho, já que normalmente as mulheres andavam atrás dos homens (N/A: Isso é costume lá).
- Também... Faço um trabalho voluntário com crianças de baixa renda nas segundas... - Disse, reparando que as atendentes e o gerente estavam mais interessados fofocar do que em atender alguém. Emburrou, indo até o corredor de cachorrinhos de pelúcia.
Depois de algum tempo, achou um igual ao da vitrine, porém estava no alto. Ia pedira ajuda para o Sesshoumaru, mas lembrou-se das sacolas e viu que ele olhava com desdém para os cães.
Suspirou, bom, ela teria que dar um jeitinho! Colocou as sacolinhas num canto. Apoiou-se na estante, esticou os pés ao extremo e , quase caindo, pegou a pelúcia! Soltou outro suspiro e sorriu para o médio animal, mas logo o desfez.
- Oopss! - Exclamou com os olhos arregalados. Sesshoumaru olhou-a, não gostando do que ouvira.
- O que... - Ia perguntar, mas interrompeu-se ao ver os cachorros se mexendo. - Rin! - Olhou-a friamente, que se encolheu e rapidamente escondeu-se atrás dele.
- Que a gente faz agora? - Indagou, ele não respondeu, afinal, "a gente" não faria nada! Ela era uma humana inútil! Ele que ia fazer! Soltou as sacolas e rapidamente foi até o fim da estante, e segurou-a, depois de alguns segundos pode suspirar aliviado e começou a dar uma bela bronca na jovem que a cada "humana" e "inútil" encolhia-se e apertava mais o cachorrinho.
- Gomen - Sussurrou, cabisbaixa.
- Gomen? Acha que isso vai apagar o que aconteceu? Hein! Deveria ter cuidado! Humanos são tão descuidados! São irresponsáveis! São tão... Inferiores realmente! - Por um momento, pensou que era um velho youkai dando uma bronca numa criança humana. Bom, a segunda parte não era mentira. Parou de falar ao sentir um cheiro salgado. - Rin, está chorando? Não... Chora... - Nunca vira um humano chorando, exceto por Izayoi, que era consolada por Inuyasha e por Kagome. Era uma cena tão... Pateticamente deprimente.
- Não... Chora? De... Depois... De... Tu... Tudo - Ela começou a gaguejar e soluçar.
Sesshoumaru não sabia o que fazer para fazê-la parar, estava chamando atenção até os atendentes fofoqueiros! Sem pensar em outra alternativa, deu-lhe um cachorrinho de pelúcia branco que tinha orelhas caídas (estranhamente familiar para ele) e o choro misteriosamente sumiu.
- Você quer que eu fale... Aonde você vai... Colocar esse cachorro? - Olhou-o friamente e afastou-se em direção ao caixa.
- Humanos...- Murmurou depois de piscar os olhos ao presenciar a mudança de humor da jovem. - Seres patéticos e incompreensíveis... - Completou seguindo-a. Já que ele dera a pelúcia para ela, deveria pagar!
- O que foi? - Perguntou, enquanto Rin sentava-se numa cadeira num canto da praça de alimentação.
- ... - Não respondeu, aquele maldito-frio-baka-bonito-sem coração comprara o seu choro por um cão! Que nem de verdade era! Se bem que era lindo e fofo, talzs... - Cansada... - Suspirou e ele sentou-se na cadeira ao seu lado.
- Também. - Olhou para o relógio, já era hora da janta. - Vou ver o que tem nas lanchonetes... Quer alguma coisa?
- Qualquer porcaria serve... Só para agüentar até chegar em casa.
- Não demoro. - Disse e saiu, sabendo que ela o fitava.
- "Ele não é tão rabugento assim..." - Pensou, antes de apoiar a cabeça na mesa. - Mas é rabugento...
Izayoi correu em direção de Inu Taysho, que estava sentado de qualquer jeito debaixo da árvore.
-Inu! – Chamou-o, mas ele não respondeu, continuava com os olhos fechados, a única coisa que fizera fora derrubar uma garrafa vazia de saquê. – Kami!
Ela pegou o celular, ligando para o primeiro número na memória do aparelho eletrônico.
- Moshi moshi. – Uma voz feminina atendeu.
- Rin! Me ajuda! – Começou a falar, sem parar de chorar.
-Izayoi, calma! Me fala onde você tá? – Perguntou, e depois de algum tempo conseguiu acalma-la. – Certo, eu estou indo praí' com o Sesshoumaru-san. Estaremos aí nuns quinze minutos! –Informou e depois de ouvir a outra falar algo, desligou.
A jovem levantou-se procurando por uma cabeleira prateada, encontrou-a do outro lado da praça, suspirou, dando um jeito de pegar todas as sacolas e correu, completamente desengonçada atrás do youkai que percebeu a aproximação a tempo de evitar que a humana caísse por cima dele.
- O que foi? – Perguntou, soltando a cintura da menina quando percebeu que esta já tinha equilíbrio. E pegou as sacolas que antes ele levava.
-Izayoi ligou e disse que... Encontrou o seu pai num parque... Parece que está desacordado... Vamos lá... – Puxou seu braço em direção às escadas rolantes.
-Acho que agora você já pode me soltar. – Comentou, quando chegaram no estacionamento.
-Ah... – Solto-o, e viu-o jogar as sacolas no banco de trás, meneando a cabeça entrou no carro.
Em menos de quinze minutos eles chegaram ao parque, onde Inu Taysho estava deitado nas pernas de Izayoi.
-O que aconteceu? – Perguntou Sesshoumaru, agachando-se ao lado do pai e por instantes analisando o seu rosto. Sua madrasta começou a falar-chorar e amparou-se em Rin, quando o entrado erguia o youkai.
Izayoi fez questão de ficar atrás com o marido afagando-lhe os cabelos, parecendo mais calma. Sesshoumaru olhava pelo retrovisor de cinco em cinco minutos, se não fosse menos! Nunca, nunca vira o seu pai num estado como esse! Sua mão esquerda, que também estava sobre o volante, parecia tremer, embora seu rosto continuasse impassível.
Ele parou num sinal, deixando sua mão, que tremia, sobre o câmbio, fazendo-a "mexer" mais ainda, sentiu algo morno, macio e pequeno sobre ela, não virou o rosto sabendo que Rin lhe lançava um daqueles sorrisos doces-encantadores-compreensivos. Simplesmente, apertou-lhe levemente os dedos quando ela retirava a pequena mão, reconhecendo o gesto e fazendo-a sorrir mais largamente, se possível.
N/A: Sei o que muitos estão pensando agora... Isso está parecendo uma fanfic Izayoi e Inu Taysho. D
Desculpem-me, mas não é minha intenção... XP
Perceberam que Rin e Sesshoumaru estão mais "próximos"? Ah, caso alguém não tenha entendido, ela só chamou-o pelo nome por ele fazer o mesmo com ela. - É estranho ler Rin chamando-o de "-san" né? Eu estava tão acostumada com o "-sama"... Mas não se preocupem... Ela vai chamá-lo assim nos últimos capítulos... XD Que cá entre nós, não estão tão longe...
Bem... Alguém ficou com pena da Kaede? XD Eu fiquei... Tadinha, sobrou pra ela... Mas... Fazer o que né? Alguém advinha quem são as próximas pretendentes do Sesshoumaru? Alguém advinha quem vai ser a quarta? Huhuhuhuhuhu, eu sou muito má com os personagens... Ficarei com pena dele... Ai, ai, mas isso são outros quinhentos... Bem... Chegou a hora...
Se certa pessoa não deixar nem um "a" como review, eu faço essa fic virar uma tragédia! Ahauhauahuahuahuahuahuahauhauhauhau (Afia a faca)
Por fim, agradeço a todas as reviews que recebi no primeiro e no segundo capítulo. A anta aqui esqueceu de falar isso antes... Espero receber reviews com elogios, sugestões, críticas e até mesmo ameaças...
Beijos.
Satiko.
P.S: Alguém pode me dizer por quê o site num tá deixando o texto em negrito e itálico? Sem ter me mexer o html?
