N/A:Yo! (aparece protegendo atrás do Sesshoumaru) Desculpem-me a demora, mas tive uma crise feia no mês passado e no começo desse... Sabem como é... Provas, provas, trabalhos, trabalhos... Por que os professores tem que deixar tudo por últimos dias???
Enfim, terminei agora esse capítulo, e tentarei começar o quinto nesse final de semana, para ver se dá tempo de postá-lo no dia 6. Bom, o capítulo não foi revisado por ninguém... Também quem, em sã consciência, estaria online às... 04:54 da manhã e disposta a revisar uma fic? Difícil não? Nee... O capítulo não tem nome por quê não consegui pensar num que preste...
Leiam, por favor:
Bem, aqui está e peço, humildemente que deixem reviews, mesmo que não tenham gostado ok? Quero críticas também! 3 Eu já perdi a leitora presenteada... Não quero perder vocês também! Mesmo que eu tenha que reescrever cada linha, cada vírgula! Eu escrevo para vocês! ToT Se vocês não gostarem, para que escrever?
Para Palas Lis
Capítulo IV
Enquanto Izayoi cuidava de Inu Taysho no andar de cima, Sesshoumaru bebia uma dose de Wisk sentado no sofá, a "criança" humana estava próxima a si, conversando no celular, possivelmente com o noivo já que não parava de falar "mor", "ahhh eu também..." e outras baboseiras típicas de enamorados... Isso era... Ridiculamente patético!
Elevou seus olhos para o teto quando sentiu o cheiro de lágrimas de sua madrasta, percebeu que eles começaram a sussurrar e depois ficaram em silêncio. Deu um sorriso de lado, agora sua vida poderia voltar ao normal! Só tinha que 'convencer' a Rin e... Ambos conseguiriam tirar a idéia de lhe arranjarem uma namorada da cabeça da senhora Inokuma...
Virou o rosto quando, finalmente, Rin desligou o celular, suspirando apaixonadamente. Rodou os olhos, humanos... Tão bobos e sentimentalistas... Reunindo toda a sua "delicadeza" puxou-a para fora da mansão, ignorando os protestos da mesma...
- Vamos, eu te levo para casa. – Disse, entrando em seu carro, esperando-a.
- Sabe, você poderia ser um pouco delicado, Sesshoumaru-san! – Resmungou, quase batendo o pulso direito no rosto dele, para que visse a marca avermelhada que tinha nele. Mas isto só serviu para o youkai inalar profundamente o cheiro da humana.
- Se eu não fosse delicado, tenha certeza que você não estaria aqui. – Começou a dirigir sem direção, já que não perguntara aonde era a casa.
- "Youkais são tão insensíveis..." – Pensou, olhando de esguelha para Sesshoumaru. – Meu apartamento fica lá. – Apontou quando iam entrar numa movimentada avenida. – Ei! – Exclamou quando o viu tomar a direção contrária. – Disse que me levaria para casa!
- Sim, mas depois... Preciso que convença a Izayoi a desistir dessa idéia ridícula de site para eu arranjar uma namorada... – Parou o carro no estacionamento de uma pequena lanchonete.
- Pensei que tinha gostado da idéia no final das contas... – Olhou para dentro do estabelecimento que tinha certa movimentação.
- Olhe para mim, veja se eu iria gostar de uma coisa dessas... – Como fora pedido, Rin olho-o, mas não ficou encarando aqueles olhos dourados por muito tempo. – Viu?
- Hai... Vi... – Sussurrou, recuperando-se depois. – Então por quê havia dito que iria aos próximos encontros? – Perguntou, conseguindo fitá-lo.
- Se eu dissesse que não, você falaria para Izayoi que me forçaria a ir aos encontros... Ou então, levaria as "pretendentes" em casa... E, estou convivendo muito com ela esses dias... – Respondeu, olhando para fora do carro. – Mas eu não quero pensar mais nisso, não agora, que tal tomarmos um cappuccino? – Abriu a porta, esperando uma resposta.
- Hai! – Acenou afirmativamente, saindo do veículo também, sorrindo.
Sesshoumaru estava nervoso, a cada passo que dava em direção ao local de encontro, queria dar cem para trás. Mas a ajudante de Izayoi não deixava, puxava-o, obrigando-o a andar mais rapidamente, ficando ao seu lado, para não cair por cima da humana quando esta tropeçava.
Ele não tivera sorte em convencer sua madrasta, que agora, tinha o apoio também do marido e do filho. Suspirou, seu pai só voltara para importuna-lo...
- Para que a pressa, Rin? – Perguntou, conseguindo soltar seu braço das pequenas mãos.
- Estamos, aliás, você está atrasado! – Reclamou, voltando a puxa-lo pelo braço, fazendo-o rodar os olhos.
- Solte-me.
- Não, voltará a 'molengar' se eu fizer isso. – Parou a uma certa distância de um jardim do mesmo shopping do dia anterior. Analisou a jovem parada no exato local, suspirou. – Vá, ela já está esperando.
- É aquilo? – Indagou, apontando com a cabeça.
- Aquilo? – Repetiu. – Mas, Kanna-san é bonitinha... – Disse, fitando a Albina.
- Se ela não fosse tão... Branca e... Reta. – Virou-se para ir embora. – Até você é mais 'bonitinha' que ela... – Deu um passo, sendo impedido de continuar por ela.
- Devo considerar isso um elogio? – Perguntou, ouvindo um 'pense o que quiser' dele. Soltou um suspiro. – Não vai ao menos conversar com ela?
- Conversar sobre o que? O degelo da Groelândia, da onde ela veio? – Voltou a andar. – E não, não tenho nenhuma pena de deixa-la lá.
- Insensível... – Murmurrou, vendo Kanna consultar o relógio e ir embora. – Espero que amanhã você pelo converse...
- Não irei conversar. Tão pouco irei. – Encarou-a sério.
- Nani? Demo... – Tentou argumentar.
- Rin, primeiro, foi aquela senhora que, com certeza, conheceu meu bisavô. Agora, a filha do abominável homem das neves... Amanhã será o que? A Neta do Frankenstein? E a última? Nem quero imaginar.
- Que comparações! – Riu. – Mas nunca se sabe, Sesshoumaru-san... Amanhã pode encontrar o amor da vida! – Sorriu, quase correndo para acompanha-lo.
- Não me venha com sentimentalismo. – Rodou os olhos. – Não acredito nessas baboseiras... "O amor irá bater a sua porta"... O amor sei lá o que...
- Ora! Não são baboseiras! Sua cara metade pode estar aqui. – Observou as pessoas como se procurasse. – Ela pode estar bem perto de você! Pode já estar na sua vida, pode estar o seu lado... – Parou de falar ao ver o olhar que o youkai lançou-lhe. – O que foi?
- Nada...
- Como nada? Você pensou em alguém não é mesmo? – Sorriu. – Quem? Então já está gostando de alguém? Por que não falou antes? Por que?! Ora, não precisava mentir que tinha medo das próximas pretendentes... Izayoi conhece-a? Aprova? Hein? Sesshoumaru-san!
- Rin! Faça silêncio! – Estreitou os olhos, vendo-a comprimir os lábios. – Eu não pensei em ninguém. Não estou gostando de ninguém. E principalmente não tenho medo! Esse Sesshoumaru nada teme. – Massageou as têmporas antes de voltar a andar. – Vai ficar aí? - Perguntou ao ver que a humana estava parada no mesmo lugar.
- Não. – Voltou a acompanha-lo, o qual foi até uma cafeteria
Sesshoumaru estava achando estranho... A jovem ficou quieta. Seria por quê fora muito frio com ela? Separou os lábios, mas antes mesmo de chamar, o celular dela tocou.- Oi, Ban! Gomen… Eu estou no... Ban, eu... Hai, eu vou... – Desligou, suspirando. - Eu tenho que ir Sesshoumaru-san... Nos vemos amanhã. Até. – Despediu-se rapidamente e saiu, sem deixa-lo responder.
- Rin… - Murmurrou, antes de voltar a tomar seu cappuccino.
Sesshoumaru jogou-se na cama, conseguira livrar-se, temporariamente, das perguntas de Izayoi. Um esboço de um sorriso apareceu em seu rosto, só teria que ficar mais um dia de "folga", no sábado iria de qualquer jeito trabalhar! Nem que para isso tivesse que enganar a madrasta. Fechou os olhos, querendo dormir e só acordar quando fosse sexta à noite... Assim perderia o terceiro encontro... E não teria que ver aquela humana...
Para o seu azar, alguém bateu na porta, dizendo que Rin queria falar com ele, no telefone.
- Ela não irá morrer cedo. – Disse para si, antes de abrir a porta e pegar o telefone sem fio das mãos da empregada e voltar a trancar-se. – O que foi?
- Oi! Estou bem, obrigada por perguntar. – Rio, porém sua voz parecia mais fina e baixa que o comum. – Nee... Liguei para saber se você se incomodaria do Bankotsu ir junto ao encontro... É que... Eu só preciso mostrar a pretendente e depois vou sair com ele, sabe... – Falava cada vez mais baixo e ele jurava que também brincava com o fio do telefone.
- Faça o que quiser... – Respondeu. Rin suspirou e despediu-se. – Era só isso que tinha para falar?
- Uhn? Nani? Cla... Claro. – Sorriu amarelo, como se ele pudesse ver.
- O que aconteceu? – Passou a mão livre pela franja, não acreditava que daria uma de ouvinte e conselheiro agora...
- Na... Nada. Não aconteceu nada... Nadinha... Hehe...
- Rin.
- Oooo Bankotsu... Ele... Brigou comigo... Disse que nem parece que estou noiva e... Pelo contrário... Dissequeparecequenóséqueestamosnoivos... Eu... Não sei... Esqueci que ia almoçar com ele hoje... Não sei...
- E por quê ligou para mim? – Perguntou e, como se visse ela virar o rosto, suspirou. – Quer conversar?
- Não precisa... Não quero incomodar... – Fez uma pausa, como se pensasse no que iria falar.- Só se quiser conhecer o meu restaurante e me fazer companhia... Para jantar...
- Passe-me o endereço. - 'Pediu'', anotando-o enquanto a humana falava. - Estaria aí às nove horas. Tchau. - Desligou, sabendo que ela xingava-o naquele momento por isso. Pelo menos sua noite iria passar mais rapidamente... Ou não... Suspirou, de fato, estava convivendo muito com Izayoi...
Por falar nela, estava em seu quarto penteando seus cabelos enquanto seu marido estava sentado na cama, lendo um livro qualquer.
- Querido. - Chamou-o, ouvindo um "sim?". - Acho que o meu plano está saindo melhor do que pensei... - Disse, indo até ele e apoiando sua cabeça em seu ombro. - Sinto que amanhã Sesshoumaru irá ver... - Sorriu.
- Ver o que? - Indagou, recebendo um sorriso infantil como resposta. - Izayoi, Izayoi... O que a senhora irá aprontar?
- Eu, hihihi... Eu não farei nada... - Riu baixo. - Por falar em Sesshoumaru... Eu sei que ele que planeja ir à empresa no sábado... - Seu sorriso se tornou maldoso. - Avise-o, de que, se tentar me enganar... Arrumo mais quatro pretendentes para ele... E o deixo de férias por tempo indeterminado...
- Demitir? - Ela não respondeu. - Mas só eu... - Não terminou de falar. - Entendi...
- Que bom. - Sorriu e deitou-se na cama. - Inu, me chame quando o jantar estiver pronto, sim? - Pediu, vendo-o confirmar com a cabeça antes de voltar a ler.
Uma das coisas que Sesshoumaru mais detestava era esperar... Estava lá, sentado numa mesa de frente para um lindo jardim... Esperando, esperando aquela humana reparar na sua existência. Rin já passara por ele umas três vezes, indo cumprimentar algum cliente, perguntar se estavam satisfeitos, ia para a cozinha, pro bar... E nada de vim para 'ele'. Suspirou, vendo-a passar novamente, parando na mesa ao lado.
- Rin. - Chamou-a, antes que ela fosse embora, novamente.
- Oh, konbanwa, Sesshoumaru-san! - Sorriu, aproximando-se mais. - Está aqui há muito tempo? Eu não o tinha visto... - Disse, ouvindo-o murmurrar "eu percebi." - Demo, agora podemos conversar. - Sentou-se de frente a ele, olhando-o como se esperasse que ele falasse algo.
- Vamos pedir, primeiro. - Pronunciou-se afim de ganhar tempo para pensar num assunto, mas não fora preciso, quando o garçom dera as costas levando os pedidos e o menu, a humana começou a falar sobre o restaurante.
O youkai escutava-a e dava acenos de cabeça, mostrando que estava atento ao que dizia. Também dava algumas opiniões, curtas, que resumiam-se em, no máximo, duas frases. Com tudo, a noite estava agradável para ambos. Rin parecia não se lembrar, ou não queria, do que a levara a convidá-lo...
Ela sentia-se tão a vontade... Talvez se conversassem assim desde do começo, poderiam ter se dado muito bem... Não conseguia não sorrir para ele. Quando olhava-o, enquanto falava, este parecia concentrado no castanho de seus olhos, entretanto, ele respondia ou acenava, cortando, invisivelmente, o contato.
O restaurante já estava vazio quando não havia mais assunto entre ambos, eles encontravam-se encostados no bar, enquanto alguns funcionários limpavam as mesas. Rin fitava-o com o sorriso, que não sumira durante toda a conversa. Sesshoumaru ignorava tão fato, terminara de tomar seu cappuciono e colocara sobre o balcão dinheiro suficiente para pagar a bebida, o jantar e tinha a gorjeta.
- Ei! Eu te convidei para jantar, eu que tenho que pagar! - Reclamou, fazendo um pequeno bico. Ouvi-o suspirar e despedir-se antes de afastar. - Sesshoumaru! - Foi atrás dele, fazendo parar perto da porta que dava para o estacionamento. - Repito, eu convidei, eu pago.
- Como... O restaurante é seu. - Recusou o dinheiro que lhe estendia.
- Detalhe, detalhe. Demo, eu não vou aceitar. - Impediu a passagem dele com o corpo.
- Você não, o restaurante sim.
- Hmpht! Que pessoa teimosa! - Resmungou, ele limitou-se a rodar os olhos e tentar passar. - Num vai embora até pegar seu dinheiro de volta.
- Eu não vou... - Interrompeu sua frase, ao ver a humana, literalmente, jogar-se em seus braços. Ficou sem reação, procurando alguma resposta para tal ação, não raciocinou quando sentiu uma pequena mão descer pelas suas costas. Em seguida, ela soltava-o sorrindo.
- Nee... Já está tarde, não? Acho melhor você ir, caso contrário não estará apresentável para o encontro. - Riu, tentando imaginar o youkai feio, coisa impossível... Se bem que, ele ficaria mais bonito sem aquelas olheiras...
- Até. - Limitou-se a dizer, antes de caminhar até seu carro e partir.
Rin esperou até que perde-o de vista e deu uma pequena risada, conseguira o que queria não? Suspirou, alegremente, antes de voltar para a cozinha, ainda tinha muita coisa que resolver por ali...
Sesshoumaru não estranhou ao ver todas as luzes apagadas quando chegou em casa, Izayoi e sua mania de colocar todos para dormir antes das onze... Sorriu de lado, ele e seu pai sempre foram a exceção... Bem, Inu Taysho agora tinha que andar "na linha", então, o filho mais velho continuaria a ser... Mesmo que não voltasse tarde do trabalho.
Quando entrou em seu quarto, já estava sem camisa e esta voava para algum canto. Antes mesmo de chegar na cama, já estava com a calça aberta e tirava os sapatos com os pés, livrou-se das meias, jogando-as em cima deles. Retirou sua carteira do bolso esquerdo e sentiu algo no direito, ao pegar, deparou-se com as cédulas, enroladas, que usara no restaurante. Suspirou, agora entendia o por quê do abraço...
Deitou-se, sem importar-se em estar só de cueca e de relógio e do cheiro de tulipas brancas estar sem si. Esboçou um sorriso ao lembrar-se da sorridente dona desse cheiro e adormeceu.
Nota final: Achei tão bunitinhu esse final... Hihihi. Não esqueçam de deixar review mesmo que tenham odiado o capítulo, combinado?
