- O 13º Guerreiro -
A Elite dos Doze
Parte XV
A casa estava a mais perfeita confusão. Todos corriam por todos os lados em busca do livro. Kyle contatava amigos que pudessem ter uma cópia do livro, mas sempre obtinha respostas negativas.
Whan: 'Procuramos em todos os quartos!'
Shinai: 'Não encontramos nada.'
Kanon: 'Não é possível que o livro tenha sumido.'
Kojiro: 'Desistam disso, mesmo que achemos o livro, não temos certeza de que ele possa nos ajudar.'
Satori: 'Não seja pessimista.
Josh: 'Ele está sendo realista.'
Kou: 'Tem um quarto em que não procuraram.'
Thiago: 'Tem é?'
Adraã: 'E qual seria?'
Todos se voltam para Koriny que estava sentada fazendo absolutamente nada. Quando ela percebe que está sendo observada, logo entende.
Koriny: 'Vocês não vão entrar no meu quarto! Eu já procurei lá e não está!'
Shinai: 'Então por que não podemos entrar lá?'
Koriny: 'Como única mulher habitante desse chiqueiro masculino eu proíbo qualquer homem de entrar no meu quarto. Questão de privacidade.'
Satori: 'Então o Whan pode entrar, afinal, ele é só um garotinho indefeso.'
Whan: 'Indefeso é o que você vai virar depois que eu incinerar seus membros.'
Koriny: 'NINGUÉM vai entrar no meu quarto, entenderam ou vou ter que repetir?'
Thiago (reunindo todos menos Koriny numa rodinha): 'O plano é o seguinte... Todo mundo corre pro quarto quando eu contar três, somos nove e ela não vai conseguir segurar todos. No mínimo eu e Satori passamos. Feito?'
Kojiro: 'Ridículo, mas vamos fazer o que? Definitivamente você não é bom com estratégias de batalha.'
Kou: 'Sou velho de mais para correr.'
Josh: 'Não vou me prestar a tamanha besteira.'
Adraã: 'Prefiro ficar com Kou.'
Kanon: 'Acho melhor irem só vocês mesmo. Não quero confusão pro meu lado.'
Thiago rolou os olhos. Havia sobrado o quarteto bagunça: ele, Satori, Shinai e Whan. Já era o suficiente.
Koriny: 'O que vocês pensam que estão bolando?'
Thiago: 'No três!... Três!'
Os quatro correm.
Koriny se surpreende mas logo estende as mãos criando um escudo bloqueando o corredor. A única coisa que ela viu foi Whan e Shinai baterem no escudo enquanto Thiago e Satori já estavam dentro do quarto deixando para trás apenas uma corrente de ar.
Os dois velozes entraram no quarto e Thiago foi direto para a estante de livros.
Thiago: 'Pare de olhar o quarto e me ajude a procurar.'
Satori parou de observar aquele quarto totalmente escuro, com cortinas grossas e escuras. Não havia lâmpada no teto, entretanto havia muitas velas espalhadas. Cruzes e pentagramas também não eram raros.
Os dois procuraram em cada livro da estante e não encontraram nada.
Thiago: 'Vou procurar no resto.'
Num rápido movimento Satori sentiu apenas um vento passando pelo quarto e logo ele estava parado ao seu lado novamente.
Thiago (sorrindo): 'Achei.'
Satori: 'Mas por que ela não quis...?'
Satori foi interrompido por uma esfera negra de energia lançada muito próxima de sua cabeça.
Koriny tinha entrado e agora havia fechado a porta e a trancado. A porta era a única fonte de iluminação, o que deixou o quarto em um breu profundo.
Koriny: 'Vocês não me obedeceram, e vão pagar caro.'
Os dois podiam ouvir perfeitamente a voz dela, mas não conseguiam ter a mínima idéia de onde ela vinha, era como se ela estivesse em todos os lugares. Satori engoliu um seco enquanto procurava o mestre na escuridão para um cobrir as costas do outro.
Satori (após encontrá-lo): 'O que a gente vai fazer...?'
Thiago: 'Não seja medroso! Não foi isso que eu te ensinei. Ela é a 12º! Somos 5º e 9º, é obvio que podemos vencê-la.'
Koriny: 'Vocês se apegam muito aos números. Ambos estão sob os meus domínios e não tem como escapar... A organização numérica da Elite dos Doze é ridícula.'
Satori: 'Mas o que você pretende? Vai nos matar por um acaso?'
Thiago: 'Só por que entramos no seu precioso quarto e descobrimos quão traidora você é.'
Koriny: 'Exatamente. Preciso manter a fachada... Por isso vocês não vão contar que acharam o livro aqui.'
Thiago (irônico): 'Não vamos é?'
Koriny: 'Não, por que vocês nem ao menos estiveram aqui.'
Como se fosse possível, a escuridão pareceu ficar mais negra, e o contato que os dois sentiam já não se sentia mais. Não respiravam, não cheiravam, não viam, não ouviam nem sentiam nada.
Shinai e Whan correm até a porta do quarto de Koriny depois que ela foi embora.
Shinai: 'E aí?'
Whan: 'Conseguiram?'
Thiago: 'Não... A porta está trancada e não conseguimos arrombar.'
Satori (analisando a porta): 'Ela colocou alguma barreira mágica aqui. Só não sei como ela conseguiu entrar antes de nós.'
Kanon (surgindo a galope): 'Rápido garotos! Kyle conseguiu o livro com um velho amigo.'
Todos abriram largos sorrisos e correram até a sala onde Kyle se preparava com Kojiro para se teletransportar. Ficaram aguardando até eles voltarem, o que não demorou muito.
Kyle surgiu com Kojiro e entregou o livro diretamente para Kanon, que o colocou sobre a mesa e começou a procurar o que precisavam no índice.
Kanon (indo até a página indicada): 'Achei!'
Whan: 'Então? Vamos conseguir?'
Kanon (lendo rapidamente): 'Aqui tem as instruções para o bloqueio mas...'
Shinai: 'Maas...?'
Kanon: 'Precisamos de uma lua cheia...'
Kou: 'Lua nova iniciou hoje.'
Thiago: 'Merda...'
Kanon: 'Além disso, precisamos de um especialista em magia negra... Sem contar exige o sacrifício de dois seres pertencentes a dimensão a ser bloqueada.'
Kojiro: 'Se alguém sugerir que encontremos um livro que ensine a lidar com magia negra eu mato.'
Kyle: 'Ninguém vai sugerir isso, Kojiro, não se preocupe.'
Thiago: 'O que faremos então?'
Josh: 'Continuar com o plano antigo.'
Whan: 'E arrumar a bagunça em que deixamos essa casa.'
Satori: 'Ah... Nem fale isso.'
Koriny apertou fundo a rolha num pequeno pote de vidro arredondado e o embalou num veludo preto. Dentro dele se via apenas uma espécie de fumaça em movimento. Na realidade, aquilo eram fragmentos das memórias que ela já tinha retirado de várias pessoas diferentes. Bastaria alguém que não soubesse as palavras certas abrisse o pote para que as memórias voltassem para seus donos. Embalado com cuidado o pote foi devolvido a sua ultima gaveta e trancado.
Após um suspiro ela destrancou a porta do quarto e foi em direção da sala, mas não foi de lá que escutou uma movimentação, e sim da biblioteca. Todos estavam lá arrumando a bagunça cabisbaixos e sem ânimo.
Koriny: 'O que aconteceu?'
Whan: 'Conseguimos o livro mas não temos como fazer o feitiço de bloqueio.'
Koriny: 'Como não têm? Cada um aqui sabe um trilhão de coisas diferentes, alguém tem que saber.' Mas ela não tava com o livro? Ela n sabe o q precisa pra fz? O.o
Kyle: 'Precisamos de alguém especializado em magia negra.'
Ao ouvir aquelas palavras Koriny calou-se com uma cara de susto. Ninguém sabia que sua especialidade era a magia negra, era seu segredo, por isso que jamais tinha desafiado Kojiro para subir de posto, as únicas pessoas que a viram lutar de verdade tinham sido Mckoy, o décimo segundo colocado quando ela tentou entrar para a Elite, e Shang Li e ambos estavam mortos. Mas era impossível esconder aquilo de Kyle, que descobriu assim que colocou os olhos nela. Além de saber disso, Kyle conhecia todos os seus planos sem nunca jamais ter investigado, por isso colaborava tanto com Shoran. Cínico do jeito que ele era, preferia que ela morresse nas mãos do demônio Ywhan do que matar um pirralho que ele nunca tinha visto na vida. Apesar de tudo, ele estava mantendo seu segredo, ou apenas sabia que ela não colaboraria com o feitiço.
Koriny (disfarçando): 'Ah... Isso complica um pouco as coisas.'
Josh: 'Por isso estamos voltando à formação original. Nos dividiremos em duplas a partir de amanhã e caçaremos os Lifus durante a noite.'
Koriny, assim como todos, concordou, achando a idéia pérfeita. Com Marck estando fora, a elite tinha um número ímpar, como todos a odiavam, ela sobraria sem sombra de dúvida. Iria se aproveitar da situação para tentar libertar Ywhan de uma vez e cumprir mais cedo o acordo que tinha acertado com o demônio.
Todos os felinos marchavam sem cessar. Os comandantes à frente e seus soldados atrás como um perfeito e silencioso exército. Da ultima cidade, nada havia sobrado e assim seria com a que se aproximava. Quanto mais perto ficavam, mais rápido corriam, estavam mortos de fome. Velozes e sorrateiros eles chegaram na capital do mundo anão. A maior e mais populosa cidade dos pequenos seres estava chegando ao seu fim.
Shoran estava aliviado. Finalmente tinha terminado, agora podia curtir as semanas que ainda tinha com Sakura. Havia se passado três dias do fim do treinamento, e o casal estava sala de TV. Shoran estava deitado no colo da namorada quase pegando no sono com o carinho que ela fazia em seu cabelo.
Sakura: 'Shoran...?'
Shoran: 'Hn...?'
Sakura: 'Você vai pegar no sono desse jeito...'
Shoran: 'E qual o problema?'
Sakura: 'Sei lá...'
Shoran: 'Boba...'
Shoran se sentou e beijou a namorada carinhosamente. Passados alguns instantes Shoran para tudo de repente.
Sakura: 'Que foi?'
Shoran: 'Não sentiu aquilo?'
Sakura: 'Aquilo o que?'
Shoran apenas se levantou e começou a subir as escadas até encontrar Kero no caminho.
Kero: 'Você também...?'
Shoran: 'Sim. Fique aqui com Sakura que eu vou com Marck ver o que é.'
Kerberus concordou e foi em direção à mestra. Shoran pegou sua esfera no quarto e foi até o quarto de Marck, o qual vestia uma roupa adequada e tinha o arco preso as costas.
Marck: 'Chegou a hora, Shoran.'
Shoran: 'Você sabe o que foi essa presença forte surgindo do nada?'
Marck: 'Se eu sei? Eu sei de tudo.'
Shoran: 'Até parece... O que é então?'
Marck: 'Gatos, gatos de olhos brilhantes. Vamos logo que eu explico mais tarde.'
Os dois saíram do quarto e correram pra porta onde estava Kero e Sakura com o báculo na mão.
Sakura: 'Nós também vamos, não tem desculpa.'
Shoran: 'É perigoso, fiquem aqui!'
Sakura: 'A gente sabe se cuidar Shoran, você sabe muito bem!'
Marck: 'Não tem problemas eles irem Shoran... Quanto mais gente melhor. Nosso inimigo não é forte, e sim numeroso.'
Kero: 'Por que você sabe dessas coisas e não nos contou nada? Contra o que exatamente que teremos de lutar?'
Marck: 'São apenas gatos. Centenas deles... Temos pressa, vamos indo que explico no caminho.'
Os quatro começaram a corrida na direção da energia que sentiam, enquanto Marck contava o que sabia. Os Lifus eram felinos de aparência comum que se alimentavam da energia dos seres vivos. Quanto mais desenvolvidos estes seres eram, mais eles atraiam os Lifus pela grande quantidade de energia. Os seres humanos eram um grande potencial e por isso seriam certamente atacados. Para sugarem a energia, os Lifus precisam que as pessoas mantenham contato visual com eles por alguns instantes ou os toquem. Um ser humano comum poderia ser reduzido a uma casca vazia por olhar nos olhos de um deles por cinco segundos. A parte boa da história era que eles eram facilmente reduzidos a pó com um único golpe.
Sakura: 'E como vou diferenciar um Lifus de um gato normal?'
Marck: 'Lifus tem olhos azuis brilhantes, como aquele que lhe atacou, Sakura.'
Sakura: 'Certo, só não olhar então.'
Marck: 'Só mais uma coisa pra vocês dois, Sakura e Kerberus. Se encontrarem um gato de olhos vermelhos brilhantes, fujam.'
Shoran: 'Olhos vermelhos?'
Marck: 'Sim, eles são mais fortes é melhor não arriscarem.'
Os dois ficaram meio chateados por terem sido subestimados mas não discutiram. Chegaram ao centro da cidade onde tudo parecia normal, eles que estavam chamando atenção.
Shoran: 'O que faremos?'
Sakura: 'Se esperarmos algo acontecer pessoas podem morrer.'
Marck: 'Mas também não podemos sair matando gatos na frente de todos, as pessoas iriam tentar nos prender.'
Quando Kero ia dar o seu pronunciamento uma garota saiu de dentro de uma loja aos berros pedindo socorro. Os quatro logo entraram na loja e viram um homem e uma mulher caídos. Marck correu para o telefone chamar uma ambulância enquanto os outros três vasculharam a loja a procura do gato.
Shoran: 'Achei!'
Eram dois, e eles estavam na janela com aqueles olhos brilhantes. Shoran tentou não encará-los e correu na direção deles com a espada. Logo eles saíram pelo outro lado fugindo. Shoran correu atrás pulando a janela. Os felinos eram rápidos e sorrateiros. Eles se separaram na entrada de um beco, onde Shoran escolheu seguir um deles. O animal escalou um muro alto caindo do outro lado. Shoran subiu o muro também mas de lá de cima já não via mais onde o gato estava.
Voltou para a loja onde já havia vários curiosos querendo saber o que estava acontecendo e logo uma ambulância chegou à loja. Os quatro saíram da loja e Shoran contou que não conseguira pegá-los.
Marck: 'Como você é incompetente Shoran! O que ficou fazendo tanto tempo que agora não consegue nem pegar um simples gato?'
Shoran: 'Não tenho culpa se meu mestre foi incompetente!'
Sakura: 'Parem vocês dois! Mais pessoas podem ser atacadas, precisamos achar esses bichos logo.'
Shoran: 'Sakura tem razão, vamos nos dividir. Sakura e Kero sigam aquela rua até uma grande avenida e os procurem por lá. Marck, vá pra o outro lado, eu vou tentar achar esse que fugiu.'
Marck: 'Não ataquem gatos inocentes, hein! Olhos azuis brilhantes ou vermelhos, não esqueçam.'
Os quatro seguem seus rumos com pressa. Marck correu e subiu em um telhado, tendo uma vista ótima da cidade e dos gatos. Ali perto podia ver no mínimo cinco deles. Empunhou uma flecha de energia e observou o que acontecia. Quatro dos gatos se voltaram na direção dele, o último continuou fazendo o que fazia antes. Mirou e disparou quatro flechas que atingiram seu alvo satisfatoriamente.
Sakura correu para o local indicado por Shoran. Era uma grande avenida movimentada, não avia nem gatos de verdade por lá, certamente Shoran não entendia de gatos. Quando ela estava dando meia volta para procurar em outro lugar escutou uma freada brusca e se virou. Uma mulher dirigia o carro e ela havia parado no meio da pista vazia muito de repente. Segundos depois um gato marrom saiu de baixo do automóvel subindo até o teto pelo capo. Provavelmente ela tinha freado para não atropelar o bichano.
O gato desceu do carro quando a mulher acelerou e ele correu para a calçada em que Sakura estava, e logo olhou pra ela. Dois grandes olhos azuis surgiram e Sakura teve que se concentrar para não olhar o gato nos olhos. Assim que ele viu que ela não seria pega fácil, começou a fugir. Sakura correu atrás dele o máximo que pôde, tentando não perdê-lo de vista. Tinha vontade de usar Corrida ou Salto, mas havia muita gente na rua. Por isso correu até que ele sumiu de repente. Ela olhou para os lado e não viu nada muito atraente para um gato, a não ser por uma árvore a alguns metros.
A jovem olhou para cima, procurou nos galhos mas era inútil.
Sakura: 'Suba lá Kero.'
Kero (no ombro de Sakura): 'E se alguém me vir?'
Sakura: 'Se você for rápido não vão ver.'
Kero voou rapidamente até ficar invisível no meio das folhas. A única coisa que a japonesa via era o movimento da planta até que o gato saltou pelo lado oposto da árvore e continuou a fugir. Sakura pegou o guardião e continuou a persegui-lo.
Shoran estava em becos estreitos cheios de possíveis esconderijos para gatos. Era impossível encontrá-los daquela maneira. Então decidiu pensar: eles se alimentam de energia, pois então uma isca de energia seria perfeita, e ele mesmo seria a isca. Sentou-se num canto, e começou a emanar toda sua energia como tinha aprendido havia muito tempo com Wei na cachoeira. De olhos fechados ele permaneceu por alguns minutos. Quando abriu os olhos pode ver quase uma dezena de pares de olhos azuis brilhantes, fechou os olhos rapidamente e pegou o ofuro do trovão.
Shoran (sussurrando): 'Deus do trovão...'
Em instantes um raio caiu sobre cada Lifus sem chance de escapatória.
Kyle sentiu aquela energia nova e aguardada se aproximando. Anunciou que a hora da luta ia começar. Os Lifus iriam aparecer em grande massa nos lugares de potência mágica elevada. Ou seja, a grande maioria surgiria na China, e o resto se dividiria entre Japão e Inglaterra.
Kyle: 'Plano é o seguinte. Josh levará o antídoto reanimante para as pessoas atacadas aos hospitais e para quem precisar, já estão prontos vários litros dele, basta três gotas que a pessoa ira voltar a si. Koriny e Thiago vão para a Inglaterra, encontrem outros magos e se organizem. Adraã e Kojiro vão para o Japão fazer o mesmo. Kojiro, leve todos para a Inglaterra, deixe os dois lá e depois vão para o Japão sem mais delongas.'
Kojiro: 'Sabia que eu seria utilizado para transporte novamente. Por que justo eu tenho que perder o massacre por aqui?'
Kyle: 'Não questione, Kojiro, apenas vão.'
Koriny também estava incrédula. Kyle fazia tudo de propósito, indo para a Inglaterra não poderia executar seu plano, e nem se quisesse fugir teria como pois Thiago era mais veloz do que qualquer coisa terrestre existente, e ela estaria a milhares de quilômetros de Hong Kong. Frustrada ela baixou a cabeça e se deixou levar pelo tele-transporte de Kojiro.
Kyle: 'Os demais se espalhem pela cidade. Aqui é o centro da energia mágica, é aqui o imã que atrai todos, então não precisarão se distanciar muito para encontrá-los. Garanto que dentro de algumas horas tudo estará um caos então tomem cuidado.'
Kanon: 'Como posso aparecer na cidade?'
Kyle: 'Fique por aqui algum tempo. Garanto que alguns vão aparecer e dentro de algum tempo ninguém mais distinguirá um ser humano de um centauro. Vai poder ir para onde quiser.'
Kanon: 'Certo... Então encontro vocês mais tarde.'
Yelan correu para o quarto de Meiling depois de ver que Shoran e os outros já tinham saído de casa. A tia contou o que tinha sentido, e as duas foram falar com Wei.
Wei: 'Me avisaram que isto estava para acontecer.'
Yelan: 'Isto o que?'
Wei: 'Invasão dos Lifus.'
Meiling: 'Lifus?'
Resumidamente Wei explicou o que a Elite havia lhe passado e logo os três estavam prontos para vencer qualquer gatinho malvado que aparecesse por lá. O que não demorou muito por que em menos de 3 horas a cidade inteira já estava um caos.
No centro, Shoran e os outros já nem mais se preocupavam em usar magia escondida pois estava tudo uma correria só. Eram corpos pelo chão e gatos surgindo do nada, pessoas chorando e gritando. Os para-médicos tentavam ajudar mas acabavam sendo atacados também.
Sakura lutava com a carta luta incorporada, enquanto as quatro garotas que representam os elementos Fogo, Água, Vento e Terra sobrevoavam atacando os felinos. Shoran cobria um diâmetro muito grande apenas parado no centro dele. Murmurando palavras de ordem ao deus do trovão, raios caiam do céu sobre os Lifus. Marck permanecia pelos telhados disparando flechas aos trios, que se dividiam em duas cada uma e perseguiam o gato até ele não ter mais escapatória. Em seguida saltava alguns telhados adiante e repetia o processo .
Sakura: 'Isso aqui nunca vai acabar! Cada pessoa que eles atacam faz surgir um novo Lifus!'
Kero: 'Basta matarmos mais deles do que eles atacarem os humanos.'
Sakura: 'Como se fosse fácil! Eu já não estou mais agüentando manter as cartas!'
Kero: 'Isso já era de se esperar! Use cartas que consumam menos da sua energia!'
Sakura voltou com Terra, Água, Fogo e Vento para sua forma de carta, separou Luta de seu corpo para que ela lutasse sozinha, ativou trovão e espada e continuou a vencer os Lifus.
Na mansão Li, Yelan erguera uma barreira para proteger os empregados, e saíram para ajudar a conter os Lifus. A barreira, obviamente, era mágica, por isso atraia os felinos na direção da casa. Yelan fazia feitiços e desintegrava-os nos fundos da casa enquanto Meiling e Wei faziam o mesmo manualmente na parte da frente.
Meiling ao mesmo tempo que tinha dó dos gatinhos tão fofos, estava feliz pois fazia tempo que não se mexia. Em pouco tempo já tinha matado vários mas o número nunca parecia diminuir. Foi quando apareceu um diferente de ante ela, estava parado, sentado tranqüilamente como se observasse. Atacando alguns que se aproximavam ela observou aquele estranho.
Meiling: 'Wei! O que você tinha dito sobre Lifus de olhos vermelhos, mesmo?'
Wei (um pouco distante): 'Onde está ele? Não chegue perto! Fuja! Fuja!'
Meiling: 'Fugir por quê? Ele não parece ser muito diferente dos outros...'
Meiling se abaixou pegando um galho caído e foi pra cima do felino.
Wei: 'Não!'
Meiling foi repelida assim que chegou perto do animal. Havia uma barreira esférica em torno do gato e ele começou a flutuar alguns centímetros. Seus corpo se alongou, assim como as patas, dando origem a braços e pernas. A cauda permanecera e cabeça também se tornou proporcional. Era um gato em forma humanóide. Não tinha características masculinas nem femininas e era totalmente coberto pela mesma pelagem que possuía antes. Tinha mais ou menos um metro e cinqüenta centímetros e não aparentava grande força física.
A chinesa estava caída no chão assustada com Wei ao seu lado.
Wei: 'Vamos embora daqui!'
Meiling: 'Não podemos fugir!'
A garota se levantou e se colocou em posição ofensiva em frente do Lifus humano. O animal respondeu colocando as unhas das patas pra fora e fazendo o rosnado típico de gatos. Meiling começou a correr, mas chegando perto, perdeu o alvo de vista. Ele tinha saltado, caiu sobre suas costas e voltou a saltar rapidamente. Meiling fora arremessada para trás, deslizando vários metros com a cara no chão.
Wei (indo até ela): 'Jovem Meiling! Você está bem?'
Meiling limpou o sangue que escorria pela boca e se levantou sem responder. Correu pra cima do Lifus novamente, mas o animal se esquivara, derrubando-a no chão com a cauda. O monstro se sentou em cima de Meiling para que ela não se movesse, e com uma das patas preparou o golpe. A garota viu as unhas grandes e pontudas saindo daquelas patas fofas e peludas e imaginou o destino que elas teriam: certamente o pescoço.
Wei não pensou duas vezes antes de se atirar em cima do bicho e os dois saíram rolando. O Lifus deu uma cambalhota e já estava de pé enquanto Wei nem tinha parado de rolar ainda. Ele partiu para cima do velho mestre, que também não era veloz o suficiente para atingir o monstro.
Quando ele começou a atacar, Wei desviou uma, bloqueou a segunda, mas levou a terceira, quarta, a quinta, e assim sucessivos golpes. As unhas do animal já tinham transformado sua roupa em fiapos quando Meiling surgiu o prendendo numa chave de braço. O que durou até Meiling sentir sua carne ser perfurada pelas unhas afiadas, a dor era tanta que ela se atirou no chão.
Encolhida ela não sabia o que fazer contra aquele par de olhos vermelhos, foi quando começou a sentir-se tonta e, aos poucos, seu corpo se esvaziar.
Wei não teve escolha a não ser usar seu último trunfo. Ele pega de dentro da roupa uma amuleto chinês e começa a recitar uma seqüência rapidamente. Ao começar a dizer as palavras, quem quer que estivesse por perto poderia sentir um poder mágico crescente surgir da estaca zero. Quando terminou de repetir pela terceira vez possuía em seu corpo uma quantidade imensa de magia. Guardado o amuleto, Wei une as mãos como numa reza, então concentrou o poder que foi disparado em seguida quando ele esticou os braços.
O Lifus viu o raio branco se aproximando e saltou para longe de Meiling. Wei continuou perseguindo o gato com raios, e dessa vez ele era capaz de acompanhar os movimentos do bichano. Parecendo se irritar, o gato parou de fugir e partiu para cima de Wei. Estava ainda mais rápido depois de sugar a força de Meiling. Conseguiu saltar sobre o velho e cravar seus quatro conjuntos de unhas no tronco dele, que caiu no chão. Sentiu sua energia se esvaindo, assim como seu sangue, mas não estava tudo perdido ainda, suas mãos estavam livres. Um último raio foi disparado e o Lifus humano foi arremessado longe.
Wei estava mal, mas ainda não tinha terminado. Ele se ergueu com dificuldade e viu o animal com um buraco no ombro, totalmente ensangüentado. O velho ergueu os braços, mirou, e rezou para que o Lifus não tivesse mais forças para fugir.
Suas rezas foram atendidas, e o raio branco atingiu o Lifus no meio da barriga, o fazendo cair no chão agonizando. Wei caminhou, sofrendo a cada passo, até ficar a uma curta distância do bicho. Mais cinco raios foram disparados para que o Lifus se desintegrasse, e Wei caiu no chão.
Aquela magia que havia usado era um último recurso para alguém sem magia como ele. Mesmo se não estivesse ferido iria morrer por ter usado aquele feitiço, mas ele tinha feito aquilo com um propósito: salvar Meiling. Ela se levantou gritando o nome de Wei enquanto batia como podia nos Lifus que insistiam em pular por cima dela.
Wei: 'Deixe de ser boba, jovem Meiling... Vá para perto de Yelan!'
Meiling (chorando): 'Não vou deixar você aqui!'
Wei: 'Chegou a minha hora, minha filha... Vá para perto de Yelan, é a ultima coisa que lhe peço.'
Meiling gritava não enquanto chutava os Lifus que pulavam sobre o corpo de Wei, ao mesmo que o tentava arrastar para perto de Yelan.
Wei: 'Não Meiling! Vá logo! Eu não tenho mais jeito... Vá logo e se salve... Por favor...'
Meiling se deixou cair no chão novamente, chorando copiosamente. Abraçou Wei com força durante vários instantes, até o deixou e correu para onde Yelan estava sem olhar para trás.
Por mais que Shoran destruísse aqueles malditos gatos, eles continuavam surgindo do nada. Ele já não sabia mais o que fazer... Não sabia se Sakura estava bem, não sabia se aquilo teria um fim, não sabia se não avia como fazê-los parar de surgir. Atingindo os gatos com a espada e com os membros ele ia derrotando os Lifus até num instante súbito Shoran sentiu um vento diferente, e os gatos mais próximos se tornaram pó e de repente na frente dele estava um rapaz de uns vinte e poucos anos, cabelos castanhos quase loiros e olhos verde musgo.
Shoran: 'Quem é você?'
Rapaz: 'Satori Genai, e nós já nos vimos antes.'
Shoran não se recordava muito bem, mas tinha um palpite de que ele pertencia a Elite.
Satori (apontando para o céu): 'E este é Whan Long.'
Lá no alto Shoran podia ver um par de asas, que logo foram descendo e se aproximando e mostrando a Shoran qual era realmente o tamanho delas e, puxa, eram grandes. O garoto, dono delas, devia bater em seu ombro, mas a presença era gigante.
Satori: 'Somos da Elite e viemos ajudar um pouco vocês... O problema são os civis, mas acho que todos já fugiram.'
Shoran: 'Sabem como reviver as pessoas feridas?'
Satori: 'Josh, nosso companheiro, está cuidando disso. Não se preocupe.'
Whan: 'Estamos perdendo tempo.'
Satori: 'Está bem Whan... Vamos então. Até mais, Li.'
Shoran observou Satori sumir na sua super velocidade e Whan bater as asas duas vezes antes de sair do chão. Genai apenas corria e atingia os Lifus, o que já era bastante para desintegrá-los, Whan voava baixo e os atingia com pequenas labaredas. Tudo aquilo parecia brincadeira pra eles. Matar os Lifus não era difícil, o real problema era a quantidade.
Li sacudiu a cabeça e voltou a se concentrar nos pequenos inimigos, mas a única coisa que conseguia pensar era se estava tudo bem com Sakura. Olhou para os lados e viu que Whan e Satori estavam dando conta tranqüilamente, e correu na direção da presença da namorada.
Sakura ainda lutava como podia apesar de estar cansada. Foi quando estava indo atacar um Lifus e parou no meio, que Kero se pronunciou.
Kero: 'Que aconteceu?'
Sakura: 'Quase matei um gato de verdade olha... Não tem olhos azuis.'
Kero: 'Deixa de ser louca Sakura, esse tem olhos vermelhos! Não lembra o que Mark falou!'
Sakura: 'Não...'
Kero: 'Que era para fugirmos se encontrássemos um desses.'
Tarde demais. O gato pulara sobre Sakura, que o afastou num reflexo. Ele caiu de pé no chão e arqueou as costas enquanto rosnava.
Sakura: 'O que ele tem de diferente...?'
Foi só ela perguntar que o Lifus começou a flutuar e a se transformar na criatura humanóide.
Sakura: 'Acho que falei cedo de mais...'
O Lifus correu até Sakura e a atingiu no rosto tão rápido que ela não teve como revidar. Kero saltou sobre ele com suas grandes patas, mas fora lento de mais e o gato desviou, pulando para uma parede e se impulsionando de volta na direção do guardião, atingindo-o em cheio também.
Logo Sakura se levantou e invocou a carta água, mas foi inútil. O felino desviara de todos os jatos, conseguiu chegar na garota e a derrubar novamente. Estava prestes a atacá-la mais uma vez quando um raio o atingiu em cheio, jogando-o contra a parede.
Shoran (correndo até ela): 'Você está bem, Sakura?'
Sakura (se levantando aos poucos): 'Estou sim... Tome cuidado Shoran.. É um daqueles de olhos vermelhos.'
Shoran: 'Suspeitei... Cuide da bola de pelos que eu do um jeito.'
Sakura: 'Por que é sempre você que tem que assumir os riscos, por que eu sempre tenho que assistir esse tipo de coisa?'
Shoran (indo na direção do Lifus): 'Não vou discutir isso agora Sakura! Vá com Kero pra outro lugar!'
Sakura (o seguindo): 'Não vou!'
Shoran: 'Sakura! Faça o que eu estou falando!'
Sakura: 'Desde quando você manda em mim?'
Shoran calou-se ao ver o animal se erguendo mais à frente. Correu na direção dele com a espada, e assim descobriu a velocidade que o felino era capaz de atingir. A principal arma eram as unhas e os dentes, o que ele não poderia esquecer era da cauda, que poderia ser utilizada como quinto membro.
O chinês acompanhou os movimentos do felino, e defendeu seus ataques repentinos. Saltou por cima dele, mas ele segurou a espada pela lâmina com os dentes. Shoran aproveitou a proximidade para chutá-lo longe, o que o fez rolar algumas vezes parando em pé no final de alguns metros.
Shoran (sem virar pra trás): 'Por que ainda não foram embora?'
Sakura: 'Alguém disse que a gente ia?'
Shoran: 'Não é hora pra isso!'
Shoran não sabia como, mas pareceu que o Lifus identificou que ele queria muito proteger Sakura, e começou a correr na direção dela. Correndo nas quatro patas, o Lifus Akai se tornou um alvo impossível.
Shoran: 'Sakuraa!'
Sakura: 'Escudo!'
O Lifus se jogou com toda sua força na barreira, e a única coisa que se pode ouvir foi um berro de Kero, e em seguida Sakura e o gato meio humano estavam rolando pelo chão, até apararem. Sakura estava desacordada, mas o Lifus, pelo contrário, estava pronto pra sugar toda energia que a garota possuía.
Shoran correu e seu sangue estava fervendo. Como ele ousava ter machucado Sakura? Sentiu sua energia crescer dentro de si, talvez fosse o poder de Chen, talvez fosse sua raiva. O que quer que fosse o deixou mais rápido que cinco daqueles Lifus juntos. Não bastou apenas o fazer deslizar vários metros no chão, Shoran o fez sentir cruelmente muita dor antes de cravar a espada no peito do animal, transformando-o em poeira. Depois disso correu para junto da namorada e do guardião.
Shoran: 'Sakura! Sakura! Está tudo bem com ela?'
Kero: 'Acho que só está desacordada.'
Shoran: 'Kero... Consegue levá-la pra casa sozinho?'
Kero: 'Claro que consigo, está achando que eu sou o que?'
Shoran: 'Ótimo, então faça isso por favor.'
Shoran colocou a garota nas costas do leão que logo partiu na corrida para a mansão Li.
Koriny e Thiago estavam no centro de Londres. O caos não era generalizado como em Hong Kong, mas haviam várias pessoas feridas.
Thiago: 'Disseram que a reencarnação do Mago Clow vive aqui, e posso sentir a presença dele. Vamos ir até lá já matando alguns Lifus.'
Koriny concordou sem muita escolha e correu com Thiago na direção da presença. Os dois correram pela cidade e puderam ver duas criaturas aladas lutando contra os Lifus. Eram fortes e estavam dando conta, ele queriam era falar com Clow primeiro para depois se dedicar ao extermínio. Chegaram em frente de uma grande mansão onde um jovem de cabelos azuis batalhava contra os felinos.
Thiago (batendo em alguns gatos): 'Ei Clow! Viemos auxiliar nas coisas por aqui.'
Koriny nem se prestou a ficar para as apresentações. Estava tão irritada porque seus planos nunca davam certo que ela estava descontando a raiva nas dezenas de felinos.
Eriol: 'Não me chame de Clow, sou Eriol Hiiragizawa, e vocês devem ser da Elite, certo?'
Thiago: 'Certo! A mais alguém por aqui com um poder mágico elevado que você saiba?'
Eriol: 'Meus guardiões estão na cidade ajudando as pessoas, não se preocupem com eles.'
Thiago concordou e sorriu para Eriol.
Thiago: 'Vamos caçar alguns gatinhos então...'
Thiago deu duas batidinhas no chão com a ponta do tênis e logo desapareceu com uma rajada de vento. Eriol apenas pode ver os Lifus sumindo instantaneamente e se espantou com tamanha velocidade.
Kojiro e Adraã estavam em Tokyo, em frente à grande torre, contemplando a lua cheia. Estava tão branca quanto as asas do anjo que voava e lutava contra os felinos com flechas e cristais luminoso. Ao nível da solo um homem e uma mulher também davam conta de alguns deles. O homem os vencia os felinos na luta enquanto a mulher utilizava alguns truques de magia. Os dois logo olharam na direção deles e os quatro se juntaram.
Adraã: 'Somos da Elite dos Doze e viemos ajudar a vencer essa praga. Sou Adraã Hedna e esse é Kojiro Kamakura.'
Mulher: 'Ah! Muito obrigada por terem vindo, sou Kaho Mizuki.'
Homem: 'E eu sou Touya Kinomoto. Aquele é o guardião das cartas Clow, Yue.'
Kojiro: 'Está tudo muito divertido mas temos que limpar a cidade desses invasores.'
Adraã: 'Vamos procurá-los mais adiante.'
Mizuki: 'Certo.'
Os quatro se afastaram, e logo Kaho sentiu os ventos mudarem. Eram os fortes ventos de Adraã que levavam para o espaço os pequenos gatinhos.'
Marck achava que aquilo não teria fim. Disparava três flechas ao mesmo tempo, fazendo cada uma se dividir em outras três para perseguir vários Lifus de uma só vez, mas mesmo assim ele não conseguia ver o número diminuir. Foi quando viu uma figura conhecida se aproximando pelo ar.
Marck: 'Shinai!'
Os dois amigos se cumprimentaram e logo voltaram para a batalha. Era incrível como ter uma ajudinha levantava o astral. E para combater ainda mais o tédio, Marck avistou um felino humanóide debruçado sobre uma mulher caída no chão.
Marck mirou uma flecha luminosa no animal que se virou e a sugou para dentro de si. Ele se alimentava de energia, e a flecha era pura energia mágica, um prato feito que deixou o felino ainda mais forte.
Shinai: 'Não foi algo muito inteligente a se fazer...'
Marck: 'Eu ia saber?'
Shinai: 'Minha vez de tentar.'
Shinai flutuou alguns centímetros e começou a fazer uma seqüência estranha de movimentos com os braços como se pegasse e puxasse coisas invisíveis. Marck apenas começou a sentir o vento mudando de direção várias vezes seguidas. Em seguida, Shinai jogou seus braços pra frente e com eles um vendaval parecia ser arremessado na direção do Lifus que voou longe antes de cair no chão.
Shinai: 'Como assim, ele não morreu?'
Marck: 'Minha vez de novo agora.'
Marck pegou sua espada e correu até o animal que ao ver ele se aproximando se levantou, mas ele estava visivelmente ferido. Não foi difícil para Marck conseguir uma oportunidade de fazer um corte em seu pescoço.
A cidade dos anões estava deserta, já não havia mais seres vivos que não fossem os felinos. Cada anão sugado dava energia suficiente para o Lifus se tornar um Akai, e cada Akai que sugava um anão tinha energia para abrir um buraco na barreira dos mundos e invadir o mundo dos humanos. No novo mundo, eles chegavam como Lifus simples, mas um humano sugado provém energia suficiente para torná-lo um Akai. Sem contar que cada anão morto no mundo dos anões, fazia nascer um novo Lifus.
Assim, eles iriam continuar invadindo o mundo dos humanos até que sobrem apenas aqueles Lifus que acabaram de nascer. O problema era que logo os recém nascidos atacariam outras cidades e a invasão ao mundo dos humanos começaria de novo.
A metrópole anã já havia sido destruída, e nenhum outro Lifus cruzaria mais para o mundo dos humanos, mas não havia terminado ainda, pois ainda existiam muitos na terra.
Meiling correu por fora da casa com as lágrimas escorrendo sem parar. Chegou do outro lado e se jogou em cima da tia.
Yelan: 'Meu deus... o que aconteceu?'
Meiling (chorando muito): 'Wei.. O Wei ele... Ele se sacrificou pra me salvar!'
Yelan também entrou em choque por alguns instantes, mas preferiu manter a calma e mandar Meiling entrar em casa.
Meiling: 'Mas e a barreira?'
Yelan: 'É seletiva... Apenas seres com magia não podem entrar. Agora vá logo.'
Yelan observou Meiling se afastar e logo correu para o outro lado da casa onde encontraria Wei, destruindo os Lifus que aparecessem em seu caminho. Ao ver o corpo de Wei no chão ela se debruçou sobre ele. Precisando organizar a mente, criou uma barreira em volta deles para ter sossego. O coração de Wei já não batia e ele não respirava mais. Ainda com uma ultima esperança, Yelan começou uma reza de cura, e logo micro luzinhas verdes caíram das mãos dela sobre o corpo de Wei. Mas fora inútil, ele já estava morto. A senhora se deixou sentar sobre os pés, perdendo toda a postura como se de repente seus ombros pesassem toneladas. Tentando se conter ela deitou a cabeça no peito de Wei. Suas mãos apertavam as vestes dele com força, e ela não conseguiu mais segurar as lágrimas.
Meiling entrou em casa e se atirou no sofá chorando muito alto. Sentia-se culpada pelo que tinha acontecido e nunca ia se perdoar. Tinha vontade de bater em si mesma, de se matar, de sumir, de qualquer coisa. Wei tinha sido quase seu pai, assim como ele tinha sido para Shoran. Shoran... como ele reagiria ao saber? Ele ficaria pior, com certeza, e a culpa era dela. Wei tinha perdido a vida, e a culpa era dela. A culpa era dela... Só dela. De mais ninguém... A culpa era somente dela.
Vo chorá gente... Eu matei ele... T.T Q horror... eu so malvada... Até eu to aqui me sentindo triste pela morte dele... Mas era necessário... Desculpem T.T
Mas falando de coisas boas, em superei neh? Eu NÃO atrasei 92376128376123 meses XDDDD Não atrasei nenhum o/ To ficando boa hein XDDDDD Continuem entrando na comunidade da fic "Eu leio a fic O 13º Guerreiro"... Eu to sempre colocando alguma coisa lah pedindo a opinião de vc e ngm comenta T.T É tão triste... E kero lembrar mais uma vez q... EU RESPONDO OS COMENTÁRIOS NO SITE DA FIC (www(ponto)13guerreiro(ponto)cjb(ponto)net) Eu respondo de todo mundo lah e parece q ngm lê... parece q eu to respondendo pras paredes... é tão solitário... u.u
Mas enfim! Era só isso que eu keria dizer... e não percam o próximo cap q vai tah o máximo xDDDDDD pensando no Shoran recebendo a notícia Mimimimimimimimii... i.i
