Quando os sonhos se tornam realidade

4. Na Diagon-Al

- Isto é fantástico – exclamou Lys, ainda um pouco ensonada.

- É, n'é?

O Sol já havia nascido e uma enorme rua abria-se perante os olhos da rapariga. Inúmeros bruxos percorriam a rua atarefados, cheios de enormes sacos de compras e malas e tudo o mais que possam imaginar. Existiam igualmente muitos jovens, alguns com um ar um pouco perdido, que acompanhavam os pais nas compras para a escola.

Ao menos parece que não sou a única que não faz a mínima ideia do que está aqui a fazer, pensava Elysa, um pouco aliviada. Claro que ela já lera sobre aquele lugar, mas nunca pudera imaginar que fosse tão … real. Pelos vistos, tudo o que lera era apenas uma parte da realidade.

- Anda, primeiro vamos comprar a tua varinha – informou Hagrid.

Lys seguiu o meio-gigante pela larga rua. Ele levou-a até uma loja pequena e feia, que tinha uma placa onde se podia ler: "Ollivander: Fabricante das melhores varinhas desde 382 a.C". Elysa entrou na loja a medo, e observou com curiosidade o homem por detrás do balcão. Era um homem de idade, com olhos muito claros e brilhantes.

- Bom-dia, menina. Olá, Hagrid. – saudou o velho.

- Bom-dia – disse Elysa, um pouco constrangida.

- Bom-dia, senhor Ollivander. Esta é a Elysa. A menina Elysa Robins.

- Elysa Robins? – inquiriu Ollivander, surpreso. – Conheci muito bem a sua mãe. Uma mulher encantadora, muito viva e simpática. Lembro-me perfeitamente dela. Vendi-lhe uma das minhas mais belas varinhas, uma varinha de madeira de faia e com um pouco de pó de lua, 18 cm, muito graciosa.

A minha mãe… Parece que todos a conhecem.

- Mas vamos ao que interessa. Qual é o braço que utiliza?

- O direito – respondeu Lys.

O velho mediu-lhe o braço e imergiu na escuridão da loja. Quando voltou, carregava um monte enorme de caixas de varinhas, iguais àquelas que estavam cuidadosamente empilhadas por toda a loja.

- Experimente esta, se faz favor. Madeira de carvalho e plumagem de fénix, 30 cm, leve e fácil de manejar.

Lys pegou na varinha e tentou fazer um movimento, mas o senhor Ollivander arrancou-lha da mão, abanando com a cabeça. A cena repetiu-se inúmeras vezes e Elysa estava já desesperada. Eu não pertenço a este mundo. Nunca encontrarei uma varinha para mim, pensou, tristemente. Quando a pilha de caixas que Ollivander trouxera acabou, o velho coçou a cabeça.

- Bem, é uma cliente difícil, menina Robins – declarou o idoso.

Voltou a penetrar nas sombras da loja e, desta vez, trouxe consigo uma única caixa, bastante poeirenta, por sinal.

- Experimente esta – ordenou, estendendo-lhe a varinha.

Elysa, ao pegar na varinha, foi percorrida por um arrepio. A varinha, correspondendo ao apelo da sua portadora, deu sinal de si, deitando umas faíscas negras da ponta. A rapariga tremia.

- Espantoso. Esta é a sua varinha. E é muito especial. É feita com o pó do chifre de um unicórnio. Mas não é de um unicórnio qualquer. É do único unicórnio negro que alguma vez existiu. Acho que vai ser uma grande feiticeira, menina Robins.

Nisto, Elysa lembrou-se de uma coisa e corou subitamente.

- Mas eu… Eu não tenho dinheiro… - murmurou a rapariga.

- Quem disse? – perguntou Hagrid.

Elysa olhou-o, incrédula.

- Queres dizer que eu tenho dinheiro?!

- Sim. Senhor Ollivander, guarde essa varinha, que nós já cá voltamos. Vamos ao Gringotts.

Ao saírem da pequena loja de varinhas, Lys teve que esperar um pouco até que os seus olhos s e adaptassem de novo à claridade. Hagrid conduziu-a até a um grande edifício branco, com enormes portas de bronze. As portas brilhantes eram guardadas por um duende que usava um uniforme vermelho e dourado.

- Isto é que é o Gringotts?

- Sim. É o banco dos bruxos.

Entraram, Hagrid falou com alguns duendes, e foram conduzidos até um carrinho como aqueles que havia nas minas antigas.

- Agora vem a minha parte preferida – informou Hagrid, sarcástico. Subiram ambos para o carrinho, juntamente com um duende muito pequeno.

Isto vai ser fixe. Eu adoro montanhas-russas!

Mal começaram o percurso, a cara de Hagrid assumiu uma tonalidade esverdeada.

- Estás bem? – perguntou a rapariga.

- Nem por isso. Agora cala-te. Estou quase a vomitar.

Passados alguns minutos, chegaram ao cofre 142.

- Este é o teu cofre – disse o duende. Introduziu a chave que Hagrid lhe dera na fechadura e abriu o cofre. Lá dentro, podiam ver-se algumas pilhas de moedas douradas, prateadas e de bronze. Elysa sabia os nomes delas.

- Galeões, Leões e Knuts. – murmurou.

- Sabes os nomes das moedas?! – perguntou Hagrid, estupefacto.

- Sim, eu li sobre isto.

O meio-gigante, ainda um pouco verde, pegou numa mão de moedas e disse:

- Isto chega de certeza.

Voltaram para a carreta. Lysa estava a divertir-se à brava. Aquilo não lhe causava indisposição nenhuma. Já a Hagrid… O meio-gigante quase vomitou ao entrar novamente na carreta.

Quando saíram do banco, dirigiram-se novamente à loja do Sr. Ollivander. Lys entrou primeiro e tocou numa campainha para chamar o velho, já que ele não se encontrava à vista. O homem idoso saiu das sombras coberto de pó.

- Estava só ali a ver umas coisitas – informou, ao avistar a rapariga e o meio-gigante.

- Viemos buscar a varinha aqui da Elysa.

- Muito bem. Tenho-a guardada aqui algures – e começou a procurar. Por baixo do balcão, dentro das caixas vazias, em todo o lado.

- Senhor Ollivander… - começou Lys.

- Espere, menina. Eu já a encontro.

Remexeu nas gavetas, procurou por debaixo de papéis, até despejou o caixote do lixo.

- Senhor Ollivander… a varinha não é essa que tem atrás da orelha? – inquiriu a rapariga, não conseguindo conter um sorriso.

- Oh – exclamou o velho, ao ver que a varinha estivera sempre com ele. Retirou-a de detrás da orelha, embrulhou-a num pedaço de veludo negro e colocou-a numa das caixas poeirentas que se encontravam em cima do balcão. – Aqui tem – disse, ao entregar-lha.

- Muito obrigado – agradeceram Hagrid e Elysa. E saíram da loja.

- Onde vamos agora? – questionou Lys, novamente a procurar adaptar-se à luz do dia.

- Primeiro, vamos tratar do teu uniforme. E depois logo se vê.

Entraram numa loja cuja montra ostentava o maior variedade de capas que Lys alguma vez tinha visto. "Madame Malkin – Capas para todas as ocasiões" era o nome da loja.

- Bom-dia – saudou a Madame Malkin, uma feiticeira baixa e gordinha, que sorria abertamente. – O que deseja, jovem senhora.

Jovem senhora? Mas desde quando é que eu sou jovem senhora?, perguntou-se Elysa, mas manteve-se calada quanto a esse assunto.

- Eu vim comprar uma capa… - começou, abrindo a lista de requerimentos que vinha juntamente com a carta de admissão em Hogwarts. – … não, afinal são três capas. Eu queria três capas de trabalho pretas para Hogwarts.

- Mas a menina vai para Hogwarts? Desculpe estar a ser intrometida, mas qual é a sua idade?

- Eu… eu tenho 15 anos.

- Tem 15 anos e vai para o primeiro ano de Hogwarts? Isso é muito estranho. Mas eu não tenho nada a ver com isso – murmurou, e foi buscar uma fita métrica. A bruxa mediu Lys por todo o lado. - Acho que tenho o tamanho perfeito para si. – e foi buscar três capas negras. Lys vestiu uma e esta assentava-lhe que nem uma luva. A rapariga não estava habituada a mangas tão largas, mas o que lhe importava era que tinha uma capa. Não, ela tinha três capas e uma varinha.

- O que achas, Hagrid? – questionou Lys.

- Linda – foi a resposta do meio-gigante.

Hagrid pagou as capas com o dinheiro que retirara do cofre de Elysa. Saíram da loja e Hagrid perguntou:

- Achas que podes fazer o resto das compras sozinha? É que eu tenho umas coisitas p'ra fazer.

- Tudo bem – disse Elysa, mas não tinha bem a certeza de ser capaz.

- 'Bigada – agradeceu Hagrid e foi-se embora.

Onde é que eu vou agora?

- Vamos comprar uma coruja. – disse um rapazito que aparentava ter 10 ou 11 anos.

- Sim! – respondeu outro rapazito, que usava um boné de basebol.

Comprar uma coruja? Não sei se deva comprar uma. Mas eu gostava tanto de ter uma… Vou comprar uma.

Seguiu os rapazes e entrou num armazém. Meia hora depois, saiu do armazém com uma bela coruja negra numa gaiola prateada.

- Olá, Kuro – saudou Lys e a bela coruja-macho negra piou.

Depois disso, foi comprar tudo o mais que necessitava. Entrou em imensas lojas e, ao fim de comprar tudo o que estava na lista, estava cheia de sacos. Como não sabia a que horas voltaria a ver Hagrid, entrou numa loja que lhe pareceu interessante, a "Flourish and Bloots". A loja estava a abarrotar de todo o tipo de livros, de capa dura, de laje grossa, pequenos, grandes, enormes, finos, poeirentos, acabados de encadernar, …

- Precisas de ajuda? – perguntou uma voz atrás de Elysa.

Lys virou-se e deu de caras com uma das feiticeiras que ela mais queria conhecer em Hogwarts: Hermione Granger.

- Bem, eu… eu estava… só a ver.

- Está bem. Como te chamas?

- Elysa. Elysa Robins.

- Olá, Elysa. Eu sou a Hermione Granger – informou, estendendo a mão a Lys.

- Eu sei quem tu és – disse Elysa, apertando a mão da rapariga.

- Conheces-me?! – exclamou a rapariga, espantada.

- Eu li todos os livros de Harry Potter que saíram. É óbvio que te conheço.

- Ah, pois. Quase me esquecia desses livros. Ainda bem que toda a gente pensa que só são ficção.

Eu pensava que era ficção…

- És nova por aqui, não és? – perguntou Hermione.

- Sim. Vou frequentar o 5º ano em Hogwarts.

- Vais para o 5º ano em Hogwarts?! Mas isso é muito estranho, eles nunca admitiram que alguém saltasse anos e entrasse no 5º ano sem saber nada de magia e feitiçaria! – exclamou, pensativa.

- Pois, eu também não sei o que se passa. Mas Dumbledore mandou-me uma carta a dizer que me explicaria tudo quando eu chegasse a Hogwarts.

- Então está bem. Já fizeste as compras todas?

- Sim, agora estava à espera de Hagrid.

- Tu conheces o Hagrid?

- Foi ele que me acompanhou até aqui. Fez algumas compras comigo, mas depois disse que tinha de ir tratar de uns assuntos.

- OK. Já sabes em que casa vais ficar?

- Ainda não. Gostava de ficar em Gryffindor ou Ravenclaw.

- E eu gostava que fosses para Gryffindor. Pareces muito porreira.

- Obrigada – agradeceu Lys, corando um pouco. Só chegara ali há poucas horas, e já recebera imensos elogios.

- Já é tarde – declarou, olhando para o relógio – Tenho que me ir embora. Gostei de te conhecer. Adeus!

- Adeus!

Lys ainda estava admirada. Tinha recebido um elogio da Hermione. Procurou nos bolsos a saca do dinheiro. Ainda tinha algumas moedas. Pegou num livro intitulado "Feitiços e contra-feitiços básicos". Acho que me vai ser útil, pensou. Pegou também no livro "Monstros fantásticos e onde encontrá-los" pois parecia ser interessante. Pagou-os e saiu da loja que mais parecia uma biblioteca. O dia já estava quase a terminar, e Elysa dirigiu-se a uma sorveteria. Pediu um gelado de coco, o seu preferido. Estava muito calmamente a saborear o gelado quando viu um grupo de três rapazes a aproximar-se da mesa dela.

- Podemos sentar-nos? – perguntou o rapaz loiro, que Elysa achou bastante giro.

- Sim, c…claro.

O loiro e os seus dois amigos, que pareciam os seus guarda-costas, pelo porte, sentaram-se.

- Olá. Como te chamas? – inquiriu o rapaz giro.

- Elysa Robins.

- Não conheço os teus pais. São muggles? – inquiriu, com cara de enjoado.

- Eu pensava que sim. Mas parece que a minha mãe era feiticeira.

- E o teu pai? – perguntou um dos amigos corpulentos do loiro.

- Não sei.

- Eu sou o Draco Malfoy e estes são o Crabbe e o Goyle.

Draco Malfoy? Eu lembro-me deste nome, pensou Lys. Era um dos personagens a que ela daria uma segunda oportunidade, se entrasse na história. E agora entrava na história.

- Já ouvi falar de ti. Estás em Slytherin, não estás? – perguntou Lys ao loiro

- Sim. E tu?

- Eu ainda não fui seleccionada.

- Desculpa? Estás a gozar comigo, certo? Como é que uma rapariga como tu vai entrar para o 1º ano da escola?

- Eu não vou entrar para o primeiro ano, eu vou para o quinto ano.

- Como assim?

- Dumbledore mandou-me uma carta a dizer que o meu caso era excepcional e que seria aceite mesmo tendo já 15 anos, e que teria aulas de recuperação por não ter frequentado os quatro anos anteriores. – explicou Elysa, tentando manter uma conversa estável.

- Ah, então está bem. Mas esse Dumbledore não presta.

- Eu não julgo as pessoas antes de as conhecer – declarou Lys, começando a achar que Draco era tão insuportável quanto os livros o diziam. Mas, mesmo assim, queria dar-lhe uma oportunidade.

- Oh, OK - suspirou Draco, um pouco desiludido. Achava que aquela rapariga era simpática, para além de gira.

Quando Elysa viu Hagrid surgir ao fundo da rua, despediu-se de Malfoy com dois beijos na cara e dos outros dois com um "adeus". Pagou o seu gelado e foi para junto de Hagrid, carregando com a enorme quantidade de compras.

- Olá, pequena. 'Tão, compraste tudo?

- Sim… e ainda comprei este – apontou para a coruja negra – e mais dois livros.

- Está bem. A coruja é bem bonita.

- Eu também gostei muito dela. E agora, onde vamos?

- Está a anoitecer e o teu dia foi muito cansativo. Vamos descansar.

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Quando Lys acordou, Hagrid ainda ressonava no quarto ao lado. Estavam no hospedados no Caldeirão Escoante, e Elysa não sabia o que fazer até Hagrid acordar. Vestiu-se, penteou-se (o que não era muito fácil tendo em conta a juba de caracóis que possuía) e calçou-se. Falou com Tom, o empregado, e disse-lhe que dissesse a Hagrid que ela iria dar uma volta pela Diagon-Al.

Elysa já sabia o que ia fazer. Saiu do bar e hospedaria e foi até à loja do Sr. Ollivander.

-Sr. Ollivander? – chamou, a medo.

O velho apareceu nas sombras da pequena loja.

- Bom-dia, menina Elysa. Que deseja?

- Eu gostava que me contasse coisas sobre a minha mãe.

- Bem, vejamos então. Como já lhe disse ontem, a sua mãe era uma rapariga muito viva, sempre pronta a brincar, mas também muito bondosa. Não recusava uma proposta de ajuda. Lembro-me que ela tomou conta desta loja uma vez, quando eu adoeci.

- Ela era bonita?

- Sim, muito bonita. Tinha a pele aveludada, cabelos castanhos-claros, um pouco mais escuros que os seus, e olhos de uma tonalidade verde. Era alta e magra e tinha muitos rapazes atrás dela.

- Obrigado, Sr. Ollivander. Já sei que chegue.

- De nada. É sempre um prazer falar da menina Azura – a sua expressão entristeceu.

Azura… Era esse o nome da minha mãe…

- Bem, então adeus! E obrigado, outra vez!

- Adeus, menina Elysa. Espero voltar a vê-la.

Mais uma vez, a rapariga piscou os olhos à claridade. Aquela loja dava-lhe cabo dos olhos. Mas conseguiu ver a sua coruja a vir em direcção a ela. Kuro aterrou no ombro da dona e picou-lhe a orelha. Elysa desapertou o pedaço de papel que a coruja-macho tinha em volta da pata e leu:

Elysa,

Sou eu, o Hagrid. Estou à tua espera no Caldeirão Escoante. Despacha-te.

Beijos,

Hagrid.

A caligrafia era descuidada, mas Lys conseguiu ler a mensagem sem problemas. Afagou a cabeça a Kuro e foi até à hospedaria.

- Olá, Hagrid. Dormiste bem? – questionou, ao ver o meio-gigante sentada num banco que era demasiado pequeno para ele.

- Olá. Sim, dormi. E tu?

- Também! – respondeu, cheia de vivacidade.

- Está na hora de voltares a casa. Vou-te levar e depois deixo-te.

- OK!

Encaminharam-se para a mota e Elysa ocupou o seu lugar entre Hagrid e o guiador. De repente, Hagrid movimentou o seu chapéu-de-chuva e Lys ouviu-o murmurar algo, mas depois sentiu um sono enorme e adormeceu.

- Lys… - a voz do meio-gigante acordou-a, apesar de este estar a sussurrar.

- O que é? – perguntou a rapariga, arrastando a voz.

- Chegámos.

Elysa abriu os olhos e reconheceu a sua rua. Não vinham a voar.

- Porque não estamos a voar? – inquiriu Lys.

- Porque estamos numa rua cheia de muggles! Não posso dar nas vistas!

- Ah, OK. E agora?

- Agora vou-me embora. Vais falar com a tua "mãe" – Hagrid acentuou a palavra mãe de uma forma esquisita – e, no dia 1 de Setembro, Francesca Tenebrae virá buscar-te cá a casa. Bem, então adeus. – Hegrid despediu-se despenteando a "juba" de Lys.

- Não digas "adeus". Diz antes "até já".

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N.A.:

Olaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

Então, gostaram do capítulo? Espero bem que sim, porque é para vocês que eu os escrevo.

E foi maiorzinho! X)

Mandem reviews, pleeeeeeeeeease!

Senão não consigo evoluir, né?

Pronto, agr vou-me despedir: Sayonara!

bjO, LyRa

Nota: Tudo o que se parecer com algum livro de Harry Potter pertence a J. K. Rowling, OK?