Quando os sonhos se tornam realidade

6. Esclarecimentos, a Cerimónia de Selecção e a Sala Comum de Gryffindor

Elysa subiu umas escadas de madeira e deu consigo a observar imensos quadros que se moviam. Estava numa sala redonda e, atrás de uma grande secretária, um homem de cabelo, barba e bigode prateados olhava-a através de uns óculos de meia-lua.

- Boa noite, menina Robins. Estava à sua espera – informou o director, sorrindo.

- Boa noite, professor.

- Provavelmente, está a perguntar-se porque raio veio para Hogwarts com 15 anos, correcto?

- Sim – respondeu Elysa.

- Eu tenho a resposta a essa pergunta. Sente-se, por favor – pediu Dumbledore, indicando a cadeira à sua frente.

Elysa sentou-se rígida na cadeira. As palmas das mãos transpiravam e ela mordia o lábio.

- Não precisa de estar nervosa, Miss Robins.

Elysa descontraiu um pouco com o tom caloroso do director.

- Ora bem, eu reuni com alguns conhecidos dos seus pais – Ao menos não fala só da minha mãe, pensou a rapariga – e decidimos que a menina devia vir para esta escola. Não sei porque não me lembrei mais cedo de lhe enviar um convite para frequentar esta escola, e espero que não seja tarde demais. Falámos com todos os professores e docentes desta escola e quase todos aceitaram a sua vinda de bom grado. – O director fez uma pausa para respirar – Criámos grandes expectativas em relação a si.

- Desculpe? – tossiu Lys, que não estava bem a ver como é que eles podiam pensar que ela seria boa em alguma coisa.

- Se a menina tivesse frequentado Hogwarts desde o primeiro ano, já teria escolhido as suas duas disciplinas opcionais. Mas visto que este vai ser o seu primeiro ano, gostaria de saber que duas disciplinas vai a menina escolher – pediu Dumbledore, ignorando a anterior questão de Elysa.

- Bem… eu… Quais são as opções?

- Existe Adivinhação, Aritmância, Estudo das Runas Antigas, Estudo dos Muggles e Cuidado das Criaturas Mágicas.

- Cuidados com as Criaturas Mágicas, com certeza. Parece-me uma disciplina bastante interessante. Quanto à outra que tenho de escolher, não faço a mínima ideia. Qual me aconselha?

- Estudo dos Muggles está fora de questão, apesar de, com todos estes anos a viver entre eles, a menina teria a nota máxima nessa disciplina. Estudo das Runas Antigas, na minha opinião, não serve para muita coisa… Resta-lhe Adivinhação ou Aritmância.

- Hum… Acho que vou escolher Aritmância, porque as videntes nunca me entusiasmaram.

- Muito bem. Tenho mais uma informação a dar-lhe: a menina vai ter aulas de recuperação para quase todas as disciplinas, até porque este ano vai ter os N.P.F.s e quero que tenha bons resultados.

- Desculpe – interrompeu Lys – mas o que são N.P.F.s?

- Os Níveis Puxados da Feitiçaria são os exames que se fazem no final do 5º ano. – e continuou – Como estava a dizer, a menina vai ter aulas de recuperação todos os fins-de-semana, durante a manhã. Os seus livros estão ali – Dumbledore apontou para uma pilha de livros de aspecto usado – Bem, - o feiticeiro mexeu na barba com ar pensativo – acho que está tudo. Tem alguma questão para me colocar?

- Sim. Eu gostava de saber quem eram os meus pais e o que lhes aconteceu exactamente.

- Essa é uma longa história e hoje não temos tempo. Ainda tenho que falar com outra aluna antes da Cerimónia de Selecção. Não se importa que conversemos sobre isso noutro dia? Eu mandarei chamá-la amanhã para conversar comigo.

- OK.

- Agora agradecia que saísse do meu gabinete – pediu Dumbledore, educadamente. – Espere um pouco lá fora, porque a rapariga com quem falarei acompanhá-la-á ao salão onde será a Cerimónia. E não se esqueça de levar os livros.

- Está bem – disse Elysa, que pegou, a muito custo, na pilha de livros e saiu do gabinete. Ao atravessar a abertura por detrás da gárgula, cruzou-se com uma rapariga morena que sorria abertamente.

- Olá – saudou a rapariga, entusiasmada. – Eu sou a Sayoko Tsukino. E tu, como te chamas?

- Chamo-me Lys.

- Ah, OK. Agora tenho de ir, tenho que falar com o Dumby. Já nos vemos. – exclamou a rapariga, num tom jovial e enérgico.

Elysa encostou-se à parede. O elfo doméstico tinha desaparecido. Graças a Deus que tinha aquela rapariga para a acompanhar ao salão, porque senão perder-se-ia. Olhou as fotografias e quadros que enfeitavam a parede. Nunca tinha visto nada assim. As pessoas moviam-se como se estivessem vivas, o que causava grande espanto na rapariga. Claro que ela já tinha lido sobre aquilo nos livros sobre Harry Potter, mas, mais uma vez, a realidade era muito mais arrebatadora. Então, decidiu uma coisa. Vou guardar os livros que trouxe do mundo dos muggles e vou viver como uma feiticeira a sério. O que não souber, pergunto. Não vou andar aí a recolher informação nos livros dos muggles. Passado algum tempo, Sayoko surgiu na abertura.

- Vens comigo, n'é? – questionou.

- Sim – respondeu Lys.

- Olha que eu também sou nova aqui!

Isso assustou um pouco Elysa, mas, mesmo assim, a rapariga seguiu Sayoko, que já partira em passos apressados. Lys deu uma corrida para apanhar a colega e perguntou-lhe:

- Porque é que vieste para Hogwarts?

- Oh, fui expulsa de Beauxbatons – disse Sayoko, encolhendo os ombros. – Achavam que eu era muito selvagem para andar lá – a morena soltou uma risada.

- O que é que fizeste? – inquiriu Elysa, sorrindo. O bom-humor da colega era contagiante.

- Nada de mais. Só preguei umas partirinhas inocentes – fez cara de anjinha, mas depois desatou a rir.

- Nem quero pensar no que fizeste – declarou Lys, rindo-se. Aquela escola fizera-a ficar mais extrovertida.

- E tu, o que vieste p'ra cá fazer? – perguntou a morena, que tinha parado de rir, mas ainda sorria abertamente. Já tinham atravessado uma dúzia de corredores.

- Dumbledore mandou-me uma carta para vir para cá estudar. Vou ter que ter aulas de recuperação, mas acho que vai ser espectacular.

- P'ra que ano vais?

- Quinto – respondeu Elysa.

- Eu vou para o sexto. O Dumb disse que não havia problemas quanto aos N.P.F.s, porque eu fiz uns exames parecidos lá em Beauxbatons – dobraram uma esquina. – Chegámos.

Uma fila de alunos do primeiro ano encontrava-se atrás dos grandes portões do salão, todos com caras ansiosas e assustadas. Uma professora de ar austero que usava uma capa vermelho-rubi e cujo cabelo estava apanhado num carrapito dizia aos alunos para se acalmarem. As duas raparigas dirigiram-se à senhora e Sayoko, com grande à vontade, perguntou-lhe:

- O que vamos nós fazer?

- Menina Tsukino e menina Robins, suponho. As duas terão que esperar até que Dumbledore pronuncie o vosso nome e as portas sejam abertas, está bem?

- Tudo bem – respondeu Sayoko.

De repente, as portas abriram-se em par e a fila de alunos do primeiro ano entraram. Após todos os alunos terem entrado, as portas voltaram a cerrar-se.

- Bem, parece que vamos ter que esperar – comentou Sayoko, na sua voz brincalhona.

Elysa riu-se. Aquela rapariga era muito bem-disposta, mas não conseguia aliviar o nervosismo que Lys sentia naquela altura. A qualquer momento, podia ser chamadas para entrar perante o olhar de imensos alunos. Ela não gostava de ser o centro das atenções.

Passado algum tempo, que, para desespero de Lys, lhe pareceram horas e horas, ouviram a voz de Dumbledore:

- Este ano, tivemos alguns imprevistos e, por isso, quero apresentar-vos as vossas duas novas colegas: Sayoko Tsukino e Elysa Robins.

As portas abriram-se mais uma vez e Elysa entrou no salão, logo atrás de Sayoko. Ouviram-se palmas e alguns assobios, enquanto as duas raparigas atravessavam o salão e se dirigiam à mesa dos professores.

- Estas são a Sayoko Tsukino – a morena levantou o braço e gritou um olá – e a Elysa Robins – Lys acenou timidamente à multidão de alunos que enchiam o salão. – Vão ser seleccionadas e, depois, poderão finalmente comer. Menina Tsukino, a menina pode ser a primeira.

Sayoko dirigiu-se ao banco com grande desenvoltura e colocou o Chapéu Seleccionador na cabeça.

- GRYFFINDOR – gritou o chapéu, logo após ter tocado nos longos cabelos negros de Sayoko.

A mesa dos Gryffindor soltou urros de alegria e deu vivas a Sayoko quando esta se dirigiu para a mesa enfeitada de vermelho e dourado. Os gémeos saltavam, abraçados um ao outro.

- Pode sentar-se, menina Robins – disse o director.

Elysa dirigiu-se lentamente ao banquinho e sentou-se, muito direita. Colocou o chapéu sobre a juba de cabelos encaracolados.

- Hum, és uma rapariga difícil. Muito inteligente, mas forte e corajosa. Onde te deverei por? Slytherin? – sussurou uma voz ao seu ouvido.

Slytherin não, por favor. Ouvi dizer que todos os feiticeiros Negros eram de lá, pensou a rapariga.

- Slytherin não? Tu é que sabes. Mas ponho-te em Gryffindor ou em Ravenclaw? Hum… GRYFFINDOR!

A rapariga suspirou e retirou o chapéu. Dirigiu-se à mesa dos Gryffindor, onde todos aplaudiam entusiasticamente. Harry e Ron abriram um espaço entre eles e Elysa sentou-se aí.

- Aos novos alunos – começou a voz sonora e bem-disposta de Dumbledore -, sejam bem-vindos! Aos antigos, bem-vindos de novo! Há uma altura para fazer discursos, mas não é agora. Toca a empanturrar!

A mesa encheu-se com todo o tipo de suculentas refeições, mais do que alguma vez Lys vira. Todos começaram a comer com sofreguidão. Harry, Ron e Hermione conversavam com um fantasma, mas Elysa não lhes dava atenção, em parte porque não gostara muito do fantasma e tentava abstrair a sua atenção do pescoço dele.

Quando todos os alunos já tinham acabado de comer, Dumbledore começou o seu discurso. Informou os novos alunos do que não era permitido fazer e apresentou os professores. Uma professora atarracada que envergava um casaco cor-de-rosa muito felpudo interrompeu Dumbledore e começou um discurso muito maçador. Elysa reparou que não era costume interromperem Dumbledore, pelo que observou nas caras dos restantes alunos. Não ouviu uma única palavra do que a mulher de voz estridente dizia, ao contrário de Hermione, que parecia extremamente interessada. Muitos alunos começaram a perder o interesse, começando a conversar com os colegas. Quando a professora terminou o entediante discurso, os professores aplaudiram, embora sem grande entusiasmo. Hermione comentou para Harry e Ron que Umbridge estava ali para controlar o que se passava em Hogwarts, por parte do Ministério. Lys não percebeu muito do que Hermione disse, mas percebeu que não era coisa boa. Aquela mulher causava-lhe arrepios, e não era só a ela. Todos os alunos começaram a levantar-se, e Elysa seguiu-lhes o exemplo. Ron e Hermione afastaram-se do grupo dos mais velhos e encabeçaram o grupo dos alunos do primeiro ano. Eram os seus deveres de Prefeitos, segundo Harry.

- Que se passa, Harry? – perguntou, gentilmente, Elysa, pois, ao seguir Harry até à sala comum dos Gryffindor (e ela tinha escolha? Não conhecia lá ninguém, pá!), notara que o rapaz estava furioso, mas também um pouco triste.

- Nada – respondeu Harry, em tom cortante.

- Escusavas de me tratar assim. Eu sei que não sou tua amiga, mas gostava de ser! – ripostou Lys, ressentida.

- Desculpa, eu estava zangado com umas coisas – proferiu o rapaz, arrependido. – Mas estás enganada quanto a uma coisa.

No rosto da rapariga desenhou-se uma expressão de interrogação.

- Tu és minha amiga. – esclareceu Harry.

Elysa sorriu. Estava ali há menos de 24 horas e já fizera amigos. Isso sabia-lhe bem.

- Ficas linda quando sorris dessa maneira, sabias? – comentou Harry.

- Obrigada. – tinha amigos e recebera um elogio sincero de um rapaz. O seu sorriso abriu-se ainda mais.

- Aã… - balbuciou o rapaz, ao parar defronte de um enorme quadro com uma mulher gorda vestida com um vestido de cetim cor-de-rosa.

- O que foi? – inquiriu Lys, fitando, alternadamente, o retrato da dama e o rosto do amigo.

- Sem senha, não há entrada – disse a mulher do retrato, quase como uma resposta.

- O que fica detrás desse quadro? – questionou Elysa, olhando Harry, confusa.

- Pois, já me esquecia que tu não sabes nada disto aqui. Esta é a – baixou a voz para que o retrato não os ouvisse – Dama Gorda. – elevou o tom de voz novamente – Aqui é a entrada para a sala comum dos Gryffindors. Vais adorá-la.

- A senha? – insistiu a Dama Gorda, impaciente.

- Pois… aã… eu… - Harry estava atrapalhado.

- Harry, eu sei a senha! – Neville apareceu a correr.

- Olá, Neville – cumprimentou Harry.

- Olá desde há bocado – Neville corou com a saudação de Lys, que sorria.

- Hum … o…o…olá – gaguejou o rapaz, corando ainda mais. Depois continuou, já recomposto - Adivinha lá o que é a senha? Na realidade, desta vez vou ser capaz de me lembrar dela. Mimbulus mimbletonia (N.A: o nome daquele cacto atrofiado, lembram-se?) – disse o rapaz, e o retrato abriu-se, revelando um buraco na parede, por onde Elysa seguiu os dois rapazes.

A rapariga deu consigo a olhar uma agradável divisão circular, que transmitia a sensação calorosa de se estar em casa. É mesmo esse o objectivo, pensou Lys. A divisão estava cheia de cadeirões coçados e mesas velhas, e uma grande lareira aquecia o compartimento. Um conjunto de alunos aquecia as mãos junto às chamas convidativas que crepitavam na lareira.

- Estou a morrer de sono – declarou Harry, soltando um enorme bocejo.

- Eu também me vou deitar – disse Neville.

- Eu acho que ainda fico mais um bocado.

- Bem, 'tão até amanhã – despediu-se Harry.

- A…até amanhã – tartamudeou Neville.

- Boa noite.

Os dois rapazes subiram uma escadaria e desapareceram de vista. Ali deve ser o dormitório dos rapazes, pensou Lys. Observou a divisão. Um par de gémeos tinha acabado de afixar um papel num quadro de cortiça, que Elysa supôs ser uma espécie de "quadro de avisos". Esses dois rapazes eram iguaizinhos, e Lys reparou nas semelhanças que estes tinham com Ron. Devem ser irmãos, julgou. Nesse momento, Sayoko entrou na sala comum, acompanhada por um rapaz alto com rastas no cabelo. Quando Sayoko avistou Elysa, acenou-lhe e dirigiu-se a ela.

- Olá, Lys. Tudo bem desde há bocado?

- Hum hum – assentiu Lys. – E contigo? Já vi que fizeste um novo amigo!

- Ah, estás a falar do Lee – e, virando-se para o rapaz das rastas , chamou – LEE! Anda cá. Quero apresentar-te uma pessoa.

- Qu'é que queres? – perguntou o rapaz, dirigindo-se às duas raparigas, seguido dos dois gémeos.

- Esta é a Lys. Lys, este é o Lee Jordan, o meu primo.

Elysa e Lee cumprimentaram-se, ao mesmo tempo que os gémeos falavam com Sayoko.

- Nós estávamos mesmo agora a comentar com o Lee que ele nunca nos tinha dito que tinha uma prima tão gira – disse um dos gémeos. – Eu sou o Fred – apresentou-se, dando dois beijos na cara de Sayoko.

- E eu sou o George – apressou-se o outro gémeo a dizer, empurrando o irmão para dar dois beijos à morena.

- Olá! Eu sou a Sayoko, e esta aqui é a Lys.

Os gémeos cumprimentaram Elysa com dois beijos na cara.

- Vocês são novas por aqui, n'é? – perguntou George, ou seria Fred. Elysa estava confusa.

- Iá – respondeu Sayoko, e acrescentou -, Fred.

- Como sabes que sou o Fred? – inquiriu um dos gémeos, confuso.

Sayoko esticou-se um pouco (os gémeos eram só um bocadinho mais altos que ela) e sussurrou algo ao ouvido do gémeo que seria Fred.

- Oh, não! George, ela descobriu o nosso segredo! – exclamou Fred, revirando os olhos.

- Não digas nada a ninguém!!! – implorou George.

- Tudo bem, já percebi que gostam de se divertir a enganar as pessoas… - piscou o olho aos dois – São aqui como o Lee, n'é verdade?

- Olhem que ela também é muita divertida e tem umas ideias para partidas que são … espectaculares – informou Lee Jordan.

- Porque é que 'tás aqui? – inquiriu George.

- Fui expulsa de Beauxbatons – a morena deitou a língua de fora.

- EXPULSA?! – exclamaram os dois gémeos em sintonia.

- Pois… Toda a gente achava que eu era um pouco indomesticável para andar naquela escola. – explicou Sayoko.

- 'Tou mesmo a imaginar-te de vestidinho, priminha – gozou Lee.

Sayoko fingiu estar enfadada, mas depois soltou uma gargalhada sonora.

- Quando elas me viram de calças no Baile de Primavera passaram-se! – contou Sayoko.

- Tens personalidade, Say – elogiou Fred.

- Alguém te deu autorização para me chamares "Say"? – questionou a rapariga, furiosa.

- Er… eu… eu não sabia… - o gémeo estava assustado e o outro partia-se a rir.

Sayoko aguentou o ar furioso por mais alguns minutos, mas depois riu-se:

- Estava só a brincar, tolo. – deitou-lhe um olhar provocador – Acho que posso abrir uma excepção para ti e deixar-te chamares-me Say…

Elysa reparou na troca de olhares entre Fred e Sayoko. Ou era impressão de Lys, ou ali ia haver caso amoroso, embora ela não percebesse muito disso. Afinal, Elysa nunca tinha tido um namorado. Estava tão distraída que, quando voltou à realidade, se assustou com a cara de George, que estava a poucos centímetros da sua.

- E tu, qual é a tua história?

- Eu vim p'ra cá porque o Dumbledore me mandou uma carta a pedir que viesse. Vou frequentar o 5º ano.

- E vivias com muggles? – inquiriu o ruivo.

- Sim, com os meus pais adoptivos. Nunca tinha ouvido falar de magia, sem ser em livros.

- E vais para o 5º ano? – perguntou George, com ar de quem não acreditava. – Deves ser mesmo muito inteligente, então.

- Aã…

- P'a o velho Dumb te deixar entrar directamente para o 5º ano é porque acha que és.

- Mas eu vou ter aulas de recuperação.

- Claro. Como querias que ele te deixasse ir para os N.P.F.s sem saberes as coisas do 1º ao 4º ano?

- Pois…

Sayoko conversava animadamente com Fred e Lee despediu-se de todos, dizendo que estava com sono e que se ia deitar. Nisto, Ron e Hermione entraram na sala, acompanhados por uma fila de alunos do primeiro ano.

- Eh, pigmeus! Todos pá caminha, 'tá bem? – ordenou Ron.

- Já te disse que não lhes podes chamar pigmeus! Sinceramente… És um prefeito, lembras-te? – ralhou Hermione, zangada.

- Oh, 'tá bem. Esquece lá isso agora, OK?

Hermione suspirou e, finalmente, deu conta de Elysa, Sayoko, Fred e George. Obrigou os alunos mais novos a irem deitar-se e foi juntar-se ao grupo. Cumprimentaram-se.

- Isto de ser prefeito tem muito que se lhe diga… - suspirou Hermione.

Ron também se aproximara do grupo.

- Já conhecem a Elysa? – inquiriu Ron, olhando os irmãos.

- Sim. Muito simpática.

- Obrigado – agradeceu Lys. Já perdera a conta aos elogios que já recebera naquele dia.

- Eu sou a Sayoko – apresentou-se a morena, cumprimentando Hermione e Ron.

- Ela é muita porreira – informou Fred.

- Espero que não sejas como eles – advertiu Hermione, olhando Sayoko, que era muito mais alta que ela.

- Não sei não… - murmurou Ron, ao que Sayoko respondeu com um sorriso malandro.

- Bem, tenho que ir dormir – declarou Hermione. – Não posso começar o ano cheia de sono.

- Eu também tenho sono – balbuciou Sayoko, a bocejar.

- Vamos dormir? – convidou Lys.

- 'Bora lá. – afirmou Sayoko.

Sayoko, Elysa e Hermione despediram-se dos rapazes e dirigiram-se ao dormitório das raparigas.

E Elysa sentiu que, finalmente, achara o sítio onde arranjaria amigos verdadeiros.

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N.A.:

Owaaaaaa!

Que acharam? Gostaram da entrada de Sayoko? O que acham dela? Eu posso dizer-vos uma coisa: ela é muito divertida e vai juntar-se ao grupo de partidas de Fred e George (podem ver mais coisas sobre ela no capítulo Informações e Notas da Autora). E os esclarecimentos de Dumbledore? Não foram assim tão esclarecedores, pois não? Ficaram na mesma sem saber coisas sobre os pais da Lys. hehe (Não me matem, eu juro que vos falo sobre a mãe e o pai dela no próximo capítulo, vão ter é que esperar… .) Mandem reviews com as vossas críticas, elogios, perguntas, respostas, tudo o que quiserem. É tão fácil: REVIEWS GO!

bjO, LyRa

Nota: Tudo o que se parecer com algum livro de Harry Potter pertence a J. K. Rowling, OK?