Olá meus queridos leitoresssssss!iuhuhauhshauuahushau! Desculpem a demora do capítulo, mas tive muitos problemas além da mudança na continuação da história! Me desculpo precipitadamente pelo que vai acontecer nesse capítulo com a história e...

POR FAVOR NÃO A ABANDONEM! Agora está tudo muito bem planejado e organizado! Respostas para questões impossíveis como: O Inu-Yasha acordou e encontrou o broche que havia visto no sonho! Ou então o modo tão direto como Kagome apareceu na vida dele!

Por favor! Agora que está ficando bom, não me deixem! Eu sei que pode ser cansativo, mas está ficando muito legal! Não parem ainda! T.T jahdsaushduhauhsuha!

Bom... deixando as súplicas de lado, vamos as reviews!

Bia LandgrafQue nada! Não se preocupe quanto as reviews! Eu entendo perfeitamente! XD Eu também não to tendo tempo ultimamente! Muita correria! Uahuhauha! Tomara que continue curtindo a fic!

Nathália: Concordo que a fic seja confusa, mas só até ESSE capítulo! Daqui por diante tudo se torna bem mais simples de se entender! XD Bom... há uma explicação sim para o broche ter aparecido com o Inu... ela pode ser vista nas últimas palavras desse capítulo... Desculpe se tirei a graça da fic... uahuhauhusua! Bom... acho que vou colocar o Bankotsu outra vez... talvez mais pra frente... na parte crítica da história... E a K-chan, na verdade verdadeira não conhece o Sesshoumaru por intermédio da Rin, não... ihihihihihh!

mk-chan160Que bom que esse capítulo ficou melhor! To aliviada! XD Bigadão pelas dicas, ta? Uauahuaha!

Bom... acho que é isso por hoje!

No capítulo anterior...

Só fechei a porta pela qual escorreguei após tê-los perdido de vista. Ahhh... Kagome... Higurashi Kagome... Então você não era fruto de minha imaginação... Você realmente faz parte de minha vida... Sorri levantando do chão e indo para o banho de onde logo saí seguindo para uma noite de sonhos... Sonhos com minha Kagome...

Capítulo 4 – Distorção da realidade

Três malditos dias haviam se passado e nem sinal de Kagome... Não consegui falar nem com Miroku, nem com Sesshoumaru para conseguir entrar em contato com ela outra vez... Sei... sei... Por que você não olha na lista telefônica? DROGA! EU JÁ FIZ ISSO DEZENAS DE VEZES E NÃO HÁ NEM SINAL DE HIGURASHI KAGOME POR LÁ! Hum... desculpem... esse tempo todo sem ela está me deixando louco...

O negócio agora é sair de casa... Coloquei um bermudão preto e uma regata vermelha. Calcei um tênis qualquer e coloquei um boné na cabeça... Ora! Posso fazer isso! Estou de férias! Olhei para o relógio na cabeceira da cama: 06:30h... Meio cedo pra querer um café, não? Soltei um suspiro me dirigindo à praia. A areia branca... o mar azul... as ondas calmas... a brisa suave... Que dia maravilhoso! MARAVILHOSO PORCARIA NENHUMA! FAZ SÉCULOS QUE NÃO VEJO A KAGOME! ACHAM REALMENTE QUE ESTARIA... uma maravilha? Desculpem-me outra vez... Irrito-me facilmente sem a presença dela ao meu lado... Sinto muito...

Comecei a caminhar pela areia, sem tênis é claro! As ondas tocavam meus pés com delicadeza enquanto a brisa brincava com meus cabelos... Sorri fechando os olhos e respirando fundo... Acho que vou colocar um anúncio no jornal: "Procura-se Higurashi Kagome! Se alguém a vir por aí entre em contato com o número a seguir..." ! Ri de minha própria idéia...

Olhei para o relógio: 08:15h... Agora meu estômago começava a implorar por um café da manhã. Olhei ao meu redor... Perto da empresa, longe de casa... Minha mãe mandou eu tomar café em casa, mas como eu sou muito teimoso eu vou tomar o café na porcaria da lanchonete que tem aqui pertinho!

Tornei a colocar o tênis nos pés seguindo para a lanchonete aberta já há muito tempo... Atravessei a rua correndo adentrando o local e o vendo quase vazio. Falta de movimento? Nãããããooooo... é que a maioria dos japoneses estão trabalhando e os que não estão dando duro, provavelmente estão em casa dormindo. Meus olhos como imãs repousaram sobre a face distraidamente abatida que fitava a janela com desinteresse. Meu sorriso aumentou e eu me dirigi até a mesa daquela figura sentando-me a sua frente.

-O mar está encantador hoje, não é? – indaguei-lhe fitando o oceano pela janela.

-O que...? – pude ver seus orbes encararem os meus com surpresa.

-Bom dia, Kagome... – sorri segurando-lhe a mão sobre a mesa com carinho.

-O que faz aqui? – ela perguntou espantada.

-Eu estava aqui por perto então resolvi vir tomar café... Te encontrei por acaso...

-Fazia tempo que eu não via você...

-Uma eternidade... – sorri e ela retribuiu – Eu já estava enlouquecendo sem te ver!

-Não exagere! – ela exclamou com as bochechas rubras.

-Não estou exagerando! – sorri acariciando-lhe a mão tão delicada.

-Eu também estava com saudade...

-Bom dia, Senhor Inu-Yasha! O que vai ser hoje? – desviei o olhar para o atendente.

-O mesmo de sempre, Nakata.

-Não demoro...

-Certo...

Um constrangedor silêncio se fez entre nós... No momento em que criei coragem suficiente para abrir a boca, Nakata apareceu com meu pedido já pronto... Soltei um suspiro agradecendo e começando a tomar um pouco de café.

-Passei a noite toda pensando em você... – declarei encarando-lhe a face com um sorriso – Quase não dormi...

-Não sabia que significava... tanto pra você... – ela me respondeu com as bochechas levemente rosadas.

-Significa mais do que pode imaginar...

Ela se calou abaixando os olhos. Parecia ainda mais constrangida, mas o sorriso continuou pintando-lhe os belos e doces lábios quentes. Ela levantou os olhos após um tempo em silêncio, molhando levemente os lábios.

-Eu não consigo parar de pensar em você... – ela disse timidamente, o que me surpreendeu. Juro que pensei que ela fosse dizer que jamais queria me ver outra vez na vida! – Nunca esqueci... daquele... beijo...

-Eu também não esqueci...

-Falei pra Sango... – ela sorriu, as bochechas aumentaram a vermelhidão – Ela... ela me disse umas coisas... mas... Eu não sei... Mal te conheço!

-Isso não quer dizer que não possa me amar... – sorri vendo os orbes dela se arregalarem um pouco – Pois eu estou completamente apaixonado por você!

-Co-como? – ela piscou algumas vezes, a face toda vermelha agora.

-Estou tremendamente apaixonado por você... Amo cada olhar seu! Seu sorriso faz meu coração pular no peito! Seu cheiro me enlouquece! Me tira o controle!

-Inu... Inu-Yasha...

-Eu te amo, Kagome... Te amo do fundo do meu coração!

Ela piscou algumas vezes enquanto se levantava. Eu podia ver que sua respiração estava alterada por seu peito ir e vir rapidamente. Sua face ardia em chamas e seus olhos aparentavam certa confusão. Em cerca de segundos ela já estava fora da lanchonete fazendo-me levantar e correr até a porta. Gritei por seu nome e ela só olhou pra traz tornando a correr.

-Droga! – larguei o dinheiro do café sobre a mesa, saindo dali e tomando a direção contrária da dela.

Sim, eu havia me precipitado... havia estragado tudo! Qualquer chance de tê-la perto de mim. Movi-me distraidamente pelas ruas, guiando-me até a praia que, hoje, estava cheia de turistas ricaços e alguns poucos adolescentes nipônicos. Sentei-me na calçada deixando os pés mergulharem na areia... Escorei-me na árvore ao meu lado, relembrando os momentos que Kagome e eu passamos ali...

-E aí meu chapa! Tudo beleza? – Miroku sentou-se ao meu lado dando um leve tapa em meu braço.

-Éh... ta indo... – suspirei contemplando o mar.

-Ih... Sua cara não está muito boa não! Fala aí, o que aconteceu? Foi a gatinha?

-Éh, foi sim... – murmurei respirando fundo – Eu disse que a amava e ela saiu correndo! Vê se pode! Se ela não sentia o mesmo, que falasse então!

-Ih, moleque! Não é nada disso! Sango me disse que ela estava confusa! Ela disse que sentia algo muito forte e que não queria te deixar, mas...!

-Ela teve que ir ver o irmão dela... – ouvi a voz de Sango ao meu lado – Bom dia, Miroku!

-'Dia Sangozinha! Como assim?

-Vocês homens são tão desatentos... – ela suspirou – Não faz muito tempo me ligaram dizendo que o irmão dela, meu priminho Souta, havia piorado! Deve ter sido isso! Ou melhor! Foi isso! – Sango deu um leve sorriso e eu apenas suspirei um tanto aliviado.

-Entendo... – murmurei sorrindo.

-Então... vamos atrás dela? – Miroku indagou se levantando.

-Por mim...

-Então vamos logo! – Sango exclamou pegando-me pelas mãos juntamente com Miroku e nos arrastando pela rua.

Sorri cada vez mais ao nos aproximarmos do grandioso prédio branco, onde minha Flor deveria estar. Adentramos o local e esperamos alguns minutos até que Sango se informou de onde estariam seu primo e sua prima. Subimos umas duas escadas, viramos à direita seguindo reto e chegando a CTI. Logo pude vê-la escorada na janela... as lágrimas escorrendo fazendo meu coração se partir. Pelo visto... eu podia esperar pelo pior... Lentamente aproximei-me dela parando de frente para suas costas. Pude ouvi-la gemer baixinho antes de virar-se me abraçando. Envolvi meus braços entorno dela como se, assim, pudesse tirar-lhe a dor da perda. Como posso ter tanta certeza que o irmão dela morreu? Cobriram o único corpo da CTI inteiramente com cobertas brancas.

-Por que? Por que? Eu não entendo!

-Fique calma... – apertei-lhe mais contra mim – Vai ficar tudo bem... você vai ver!

-Bem? Bem como? Tudo se foi! Tudo!

-Nem tudo... – acariciei-lhe os cabelos carinhosamente – Você tem seus amigos! A Sango! O Miroku! Você tem a mim! Tem uma vida pela frente! Ainda vai ter lindos filhos! E netos! E bisnetos! Kagome! A vida não acaba aqui pra nós!

-Às vezes quero que tudo isso seja um sonho.

-Não queira isso! Você não sabe como é agonizante perder alguém que ama para um sonho!

-E você sabe?

-Sei... te perdi para um sonho, minha querida... – sorri levemente mantendo o dolorido abraço – Mas agora te encontrei... Foi sufocante o pouco tempo que fiquei sem você...

-Inu...Yasha... – ouvi seu sussurro fraco.

-Eu te amo... – murmurei repousando minha face ao lado de seu pescoço.

-Eu... eu... – ela começou a sussurrar, mas eu a impedi.

-Shhh... não fale nada... Não é hora para isso... – sorri tornando a acariciar-lhe as sedosas madeixas.

-Mas...!

-Shhh... Depois conversamos... Agora esqueça tudo... ok? – sussurrei-lhe aumentando o sorriso ao receber um sussurro positivo.

Permanecemos por diversos minutos daquele jeito. Apenas nos abraçando levemente... Um carinho gentil, sem malícia... Algo que vale mais do que mil palavras... Logo Sango e Miroku vieram até nós. Sango sussurrou-me para irmos embora. Concordei afastando-me um pouco de Kagome que olhou-me confusa. Sorri colocando-lhe a par de nossas ações futuras. Não surpreendendo-me muito, senti-a me abraçar novamente pedindo para que fosse conosco. Afastei-a novamente mantendo o leve sorriso enquanto enlaçava-lhe a mão pronunciando um: "Vamos".

Saímos rapidamente dali, afinal, não era muito agradável de se ficar lá dentro... Ainda mais para Kagome que acabara de perder o irmão ali mesmo. Senti as mãos dela enlaçarem meu braço firmemente enquanto andávamos pela rua. Ia ser difícil lidar com isso... ia sim...

-Kagome, você quer ir pra casa agora? – ouvi Sango indagar enquanto encarava a prima ao seu lado. A garota negou abraçando-me mais o braço.

-Aonde vai então, prima? – a outra insistiu parando de andar.

-Vou... com... – a sua resposta veio em um tom rouco e baixo – com... o ... Inu-Yasha...

-Tem certeza?

-Não quero... perde-lo também! – ela continuou com a fala rouca, mas em um tom forte e decidido.

-Tudo bem... – Sango sorriu olhando pra mim – Passem aqui mais tarde... – ela apontou para o prédio em sua frente enquanto seguia até ele arrastando Miroku junto.

-Olhe pra mim, Kagome... – sorri erguendo-lhe a face molhada para poder encontrar seus orbes tristes – Você não vai me perder, ok?

-Inu-Yasha... – ela abraçou-me pela cintura afundando a face em meu peito.

-Eu jamais vou te deixar! Jamais! – sussurrei-lhe apertando-lhe contra mim.

-Inu-Yasha! Ótimo ver você! Preciso que você...!

-Não, não precisa! – fitei-lhe ameaçadoramente apontando Kagome com a cabeça.

-Inu-Yasha... – Kagome sussurrou encarando-me os olhos – Pode ir... ele é seu irmão e precisa de você...

-Shhh... Não fale besteiras garota! – exclamei apertando-a mais contra mim – Ele não precisa de mim... Não é Sesshoumaru? – encarei meu irmão mortalmente.

-Tem razão! Não preciso! Eu preciso é do maldito Miroku! Sabe onde ele está?

-Ali... – apontei para o prédio ao lado – Foi ao apartamento da Sango...

-E qual é o maldito apartamento?

-E eu é que sei?

-501... – Kagome murmurou suspirando – 501, Sesshoumaru...

-Muito obrigado, Senhorita Kagome! – ele saiu correndo até o prédio.

-Maluco...

-Mas é seu irmão...

-Vamos parar com esse assunto... – sorri levemente ao vê-la me encarar – Vamos pra casa?

-Vamos... – ela retribuiu o sorriso soltando-me enquanto entrelaçava os dedos aos meus.

O resto do caminho foi feito em silêncio... Apenas caminhamos um ao lado do outro... de mãos dadas... De... O QUE? Pisquei algumas vezes olhando para nossas mãos unidas e em seguida para a face de Kagome. Ela sorria... sorria levemente enquanto vagava os olhos pela cidade. Sorri soltando um suspiro enquanto nos via perto do nosso destino. Abri a porta do prédio guiando Kagome até meu apartamento ao qual já adentramos.

-Quer um chá? – pedi enquanto a via sentar-se no sofá.

-Não... – ela sorriu estendendo-me as mãos – Eu quero você...

-Me quer? – indaguei sentando-me ao seu lado enquanto segurava-lhe as mãos levemente.

-Quero... – ela sorriu mais aconchegando-se em meu colo – É tudo o que eu mais quero...

-Você me tem... – murmurei em seus ouvidos abraçando-lhe forte contra meu corpo – Sempre me teve...

-Preciso que saiba de uma coisa... Sei que estou sendo precipitada, mas eu não agüento mais!

-O que é? – a afastei alguns centímetros. Apenas o suficiente para mirar seus orbes achocolatados e sua pele avermelhada.

-Eu... eu... – ela começou nervosamente logo desviando o olhar e se calando. Em cerca de segundos fui surpreendido com seus lábios pressionando os meus gentilmente – Eu te amo... – ela concluiu levantando-se do sofá e saindo correndo.

Demorei alguns segundos para processar a informação antes de minhas pernas me levarem automaticamente em direção da porta. Saí correndo até encontra-la já atravessando a rua.

-Kagome! – gritei correndo até ela enlaçando-lhe a cintura para que parasse de tentar escapar-me.

-Me desculpe, Inu-Yasha! – ela virou-se para mim parecendo assustada – Eu não quis ter feito aquilo! Eu não sei o que deu em...!

Calei-a no mesmo instante. Ela não precisava falar aquelas coisas! Precisava apenas retribuir o meu roçar de lábios.

-Não precisava ter fugido... – sussurrei-lhe antes de descer meus lábios para seu pescoço – Eu também amo você, esqueceu?

-Inu...Yasha... – ouvi-a murmurar soltando alguns gemidos baixos enquanto eu insistia em beijar-lhe o pescoço – Pare... com isso... na rua...

-Então vamos subir... – sorri puxando-lhe pelas mãos de volta para meu pequeno apartamento – Tem certeza que não quer um chá? – pedi logo que adentramos a sala e eu fechei a porta.

-Quero... – ela sorriu permanecendo de pé ao meu lado.

-Então vá tomar um banho para relaxar... vá...

-Não precisa, Inu-Yasha! Eu...!

-Anda logo! – sorri empurrando-a gentilmente na direção do banheiro. Abri as portas do armário do banheiro entregando-lhe uma toalha – Vou deixar uma camiseta minha pra você encima da cama. E não reclame. – acrescentei vendo-a entreabrir os lábios.

-Certo, seu mandão! – ela sorriu começando a fechar a porta do banheiro.

Sorri saindo do banheiro e seguindo para meu quarto onde peguei a peça de roupa mencionada, deixando-a estendida sobre a cama. Fui à cozinha onde coloquei a água esquentar. Em questão de minutos o chá estava pronto e sobre a mesa. Me dirigi até o quarto onde, ao abrir a porta, pude contemplar Kagome penteando os negros cabelos.

-Podia ter sido mais rápida para não me matar de saudades... – sussurrei-lhe após enlaçar sua cintura em um leve abraço.

-Não exagere! – ela sorriu largando a escova sobre o criado mudo e virando-se de frente para mim.

-Os chás estão prontos... Vamos? – indaguei acertando-lhe um leve ósculo sobre os lábios.

-Vamos! – ela sorriu segurando minhas mãos e me puxando à cozinha – Inu-Yasha? – ela chamou após um tempo.

-Hum?

-Obrigada... por tudo...

-Não precisa agradecer... – sorri levantando-me da mesa e indo depositar a xícara vazia sobre a pia – Além do mais... eu faria tudo por minha namorada...

-Hum... – ela se levantou fazendo o mesmo que eu, antes de repousar os braços entorno do meu pescoço – Quer dizer que fui promovida a sua namorada?

-Mas só se você quiser... – sussurrei beijando-lhe os lábios.

-E se eu disser que quero? – ela encarou meus olhos sorrindo com uma leve malícia.

-Eu vou te beijar... – sussurrei a centímetros de seus lábios logo sentindo-os sobre os meus – E eu prometo fazer-lhe não se arrepender dessa escolha... – tornei a beijar-lhe.

-Nunca vou me arrepender... – ela sorriu segurando minhas mãos e prensando nossos lábios em seguida – Vamos ver TV?

-Se é o que você quer... – sorri enquanto ela me puxava "alegremente" em direção do sofá da sala – Até que horas você vai ficar aqui? – indaguei ao sentar ao seu lado.

-Por que? Não vê a hora de se livrar de mim, éh? – ela pediu com a sobrancelha levemente elevada.

-Nada disso! – sorri beijando-lhe os lábios antes de repousar a face ao lado de seu pescoço – Preciso saber disso para quando se aproximar desse momento eu inventar uma desculpa esfarrapada para que você passe a noite comigo. – murmurei antes de começar a beijar seu pescoço diversas vezes.

-Quem falou que... – ela soltou um gemido abraçando-se a mim com mais força – vou passar a noite aqui? – ela completou a frase antes de nossos lábios se tocarem.

-Eu... – murmurei inclinando meu corpo sobre o dela fazendo-a deitar-se no sofá – E você vai fazer o que seu namorado está pedindo, não vai?

-Claro que não! – ela sorriu enlaçando meu pescoço, me puxando para outro beijo ardente.

-Vai sim... – desci os beijos novamente para o pescoço dela enquanto uma de minhas mãos passeava por sua coxa subindo até sua cintura trazendo a camiseta emprestada por mim junto – Ou eu vou ter de usar a força... – murmurei perto de sua orelha mordiscando-a em seguida.

-Não vai usar nada... – sua voz rouca fez-me procurar seus lábios ferozmente.

-Você vai ficar... pra sempre... – murmurei as duas mãos, agora, começando a tirar-lhe a camiseta – Maldição... – encarei os orbes achocolatados a minha frente enquanto a campainha insistia em tocar – Depois continuamos nossa conversinha... – sorri levemente beijando-lhe os lábios novamente.

Levantei-me lentamente me dirigindo até a porta. Coloquei a mão na maçaneta vendo Kagome me sorrir já sentada no sofá. Suspirei girando a maçaneta e abrindo a porta não gostando do que via, ou melhor... quem via...

-O que faz aqui? – encarei-lhe com os olhos estreitos.

-Só vim trazer um recado do seu irmão.

-Pois então fale, Houjo!

-Ele pediu para que entrasse em contato com ele dizendo o horário em que ele possa vir com Rin falar com você. Ainda hoje se possível.

-Tudo bem! Agora caia fora daqui! – fechei a porta na cara dele ao notar que seu olhar estava fixamente vidrado na direção de Kagome – Se aproxime dela e você morre imbecil! – murmurei cravando as unhas na palma da mão.

-Está com fome? Eu posso fazer o almoço se quiser.

-Hum? – virei-me na direção da voz vendo Kagome atravessar a porta da cozinha.

-Já é são 12:42, Inu-Yasha...

-Hum... claro! Vamos! Mas... – me escorei na porta vendo-a se virar para mim – Vamos terminar nossa conversinha.

-Vamos sim, Inu-Yasha... – ela sorriu virando-se para a pia.

Após um tempo cozinhando, Kagome e eu desfrutamos do alimento que nos havia dado tanto trabalho. Lavamos a louça e demos uma arrumada na casa enquanto escutávamos a Japan-A-Radio. Ela atirou-se sobre o sofá e eu fiz o mesmo pegando o celular nas mãos. 17:15h... Disquei o número de meu irmão combinando que ele viria entorno de uma hora. Kagome, que já havia ligado a TV, deixou a cabeça escorregar para meu colo enquanto sorria levemente.

Acariciei-lhe as madeixas com carinho enquanto ela aconchegava-se mais em meu colo. Em pouco tempo notei que ela havia tirado um cochilo. Peguei-a em meus braços indo até o quarto depositando o adormecido corpo jovial sobre a cama. Sorri beijando-lhe os lábios antes de deixar o quarto encostando a porta. Mal havia fechado a porta, à campainha já soava alta, como o de costume. Fui até a porta de onde vinha o chamado e a abri.

-OWA (1), Irmãozinho! Tudo bem?

-Claro entrem! Podem entrar! – sorri fechando a porta atrás deles.

-Tem visitas?

-A Kagome está dormindo, se é o que quer saber Sesshoumaru.

-Hum... entendo... – ele sorriu sentando-se ao lado de Rin que apenas sorria – Quero lhe fazer um pedido... muito importante pra mim e pra Rin. – ele fez uma pausa ao ouvir a porta de meu quarto se abrindo – Melhor, assim falo para os dois ao mesmo tempo... – ele sorriu – Junte-se a nós Kagome!

-Ah... – ela bocejou – Boa Tarde... – ela sorriu vindo até nós.

-Boa Tarde. – Sesshoumaru sorriu ainda mais soltando um breve suspiro – Rin e eu resolvemos nos casar em um templo, não só no civil como até agora. Do modo como os pais de Rin queriam.

-Que ótimo! – Kagome sorriu e Rin a acompanhou um pouco corada.

-E... nós queríamos saber se vocês dois não querem ocupar o nosso "lugar de honra"...

-Ah! Mas é claro! – Kagome sorriu enlaçando meu braço.

-Hum... não sei... – calei-me pensativo.

-Vamos Inu-Yasha! – Kagome apertou meu braço e eu sorri – Por favor!

-Vamos sim... – murmurei soltando um sorriso ainda maior.

-Ahhhhh! Que maravilha! – ela pulou do sofá correndo até Rin, a puxando para meu quarto.

-Essa menina tem um pique! – Sesshoumaru sorriu desviando o olhar da porta para mim.

-Éh... tem sim... – sorri respirando fundo.

-Você vai ter trabalho pra acompanhar o ritmo de vida dela...

-Vou ter muito trabalho, isso sim! Ela deita um pouco, tira um cochilo de no máximo meia hora e acorda como se tivesse dormido por horas!

-Éh... Realmente elétrica... – ele riu e eu o acompanhei.

Depois de mais alguns minutos as duas adentram a sala rindo deixando-nos, Sesshoumaru e eu, muito confusos. Perguntamos o motivo de tantas risadas, mas a resposta foi mais ataques de riso. Dei de ombros vendo Kagome sentar ao meu lado tentando abafar o riso. Algum tempo depois, Rin e Sesshoumaru decidiram ir embora deixando-me sozinho com Kagome.

-Posso ligar para Sango explicando por que não fomos lá?

-Pode sim... – suspirei repousando o braço sobre seus ombros.

-Obrigada! – ela sorriu pegando o aparelho telefônico em mãos.

-Só não demore... – sorri ao vê-la me encarar interrogativa – Não terminamos nossa conversinha...

-Ah! Isso! – ela riu levantando e começando a conversar com a prima.

Suspirei... Respirei fundo... Suspirei outra vez... Mulheres, quem as entende? Não param de tagarelar no telefone um minuto! E a que eu arranjei adora fazer isso... Levantei do sofá indo até a cozinha e me servindo de um grande copo de água... Sentei-me à mesa e esperei. Milhões de minutos depois Kagome adentrou a cozinha sorridente.

-Que foi?

-Adivinha?

-Fala...

-A Sango e o Miroku também vão ser os "padrinhos" do Sesshy-kun e da Rin-chan!

-Espera aí! – levantei indo até ela – Repete!

-O que? Que a Sango e o Miroku também vão ser...!

-Não sei como eles também (2) vão ser os "padrinhos", mas não é isso! – repousei as mãos nos ombros dela a encarando o mais sério possível – Como você chamou meu irmão?

-Ah! Isso... – ela sorriu um tanto sem-graça – Sesshy-kun... faz tempo que demos esse apelido a ele.

-Coitadinho! Vou rir tanto da cara dele! – sorri enlaçando a cintura de minha adorável companheira.

-Não ria dele... Inu-kun... – ela sorriu pouco antes de unir nossos lábios.

-E por que eu não riria?

-Por que se fizer isso eu nunca mais olho nessa sua carinha fofa... – ela sorriu enquanto eu a imprensava contra a parede.

-Então feche os olhos... – sorri acariciando-lhe a face rosada.

-Eu vou ir pra casa... ta? – ela avisou enlaçando meu pescoço.

-Não... você vai ficar... – murmurei colando nossos lábios sedentos.

-Não vou ficar... – ela murmurou de volta abrindo um sorriso.

-Vai sim... – sorri maliciosamente prendendo suas pernas ao redor de minha cintura – Afinal de contas, está mais do que na hora da nossa conversinha...

-Podemos conversar amanhã...

-Não... tem que ser hoje... – beijei-lhe os lábios começando a caminhar em direção do quarto.

-Já que você insiste... Não vejo por que não...

-Ótimo... – sorri largando-lhe sobre a cama antes de arrancar-lhe outro beijo ardente de desejo. Levantei lentamente da cama indo até a porta aberta – Daqui a diante a câmera está proibida de entrar! – exclamei com um sorriso malicioso.

-CORTAAAAAAA!

OooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooO

"-OWA (1), Irmãozinho!"

Não reparem nessa expressão de "Olá" não... uahauhuahuah... Muitas vezes aqui em casa eu uso esse tipo de "palavra" que eu mesma invento sei lá de onde... uhauhahuahuahau... Não adianta procurar em dicionários... u.u Esse "Olá" é exclusivamente criado por meu cérebro... uuahuahuhauha!

"-Não sei como eles também (2) vão ser os "padrinhos", mas não é isso!"

Aqui é o seguinte... Pra quem não sabe nos casamentos Xintoístas no Japão (que seria o caso do Sesshy e da Rin), só são permitidos que o noivo escolha um melhor amigo ou no máximo um casal para que sejam "padrinhos"... Mas eu TIVE que colocar o Miroku e a Sango também eram, pq se não ia ter muito ciúme, néh? XD uauhahaahuuahuh!

Bejuxxx! E até o próximo capítulo! XD