Oláááá! Céus! Como eu demorei pra postar esse capítulo! O.O Sabem quem vcs devem culpar? Meus trabalhos e minhas provas! Ò.ó Se não fosse isso eu teria postado muito antessss! ù.ú ahuhuahuahuauhhua! Ah! Tenho uma novidade! Comecei a responder as REVIEWS, num blog que eu fiz especialmente para isso! O link pro blog ta no profile! Qualquer coisa me avisem, ok? Por hoje é só e... se divirtammmm! Auhuahuahuah! BJUXXXX! Capítulo 6 - Traições

-O que? Não fale uma coisa dessas Sango-chan! – o rubor da face da jovem atriz aumentou.

-Kagome-chan! Está sim! Se não, não teria ficado tão vermelha!

-Não estou gostando de outro! – Kagome fitou a amiga constrangida – E se estivesse, quem seria?

-Ha ha! – Sango exclamou após uns momentos pensando em silêncio – O único imbecil que você conhece!

-Hãn?

-Meu primo, oras! Quem mais?

-O que? O idiota do Inu-Yasha?Nem morta! – a jovem replicou falhando ao tentar impedir com que rubor se apossasse de sua face.

-Ha ha ha! Viu! Acabou de dizer que ele é idiota!

-Estávamos falando de um imbecil!

-Imbecil e idiota é quase a mesma coisa! Em todo caso, meu primo é os dois... – a jovem afirmou fechando brevemente os olhos – Você está gostando dele?

-Não! Já disse! Ele... é... só meu amigo... – a garota falou fitando as mãos.

-Que foi? Ele te disse alguma coisa?

-Não... por que?

-É que você ficou aí olhando pras mãos toda enrolada! – Sango riu vendo a amiga desviar o olhar das mãos.

-Não... ele não disse nada...

-Ah, vai! Fala! Ele fez alguma coisa sim! Não fez?

-... – Kagome ficou um pouco em silêncio soltando um suspiro antes de começar – Fez... – ela afirmou sentindo o coração disparar.

-Fez? – Sango surpreendeu-se, afinal, não esperava uma resposta positiva. Pensou ter sido apenas impressão – O que ele fez?

-Ele... ele... – a jovem suspirou totalmente constrangida – Ele... me... beijou... – finalizou em um fio de voz.

-O... que...? – indagou Sango espantada.

-Ele me beijou, Sango! – Kagome respondeu fitando a amiga desesperadamente.

-Calma! Não fique assim!

-Se fosse só isso... – a jovem mordeu os lábios inferiores sentindo-se ainda mais culpada.

-Como?

-O pior não foi ele ter me beijado! O pior foi que eu retribuí, Sango! – a garota, agora, chorava em silêncio enquanto encarava a amiga.

-Shhhh! Não fica assim! – Sango abraçou a jovem – Desculpe... eu sou uma metida mesmo!

-Não, não, Sango! – a jovem sorriu levemente – Acho que... é melhor conversar com alguém sobre isso, pois...! – Kagome desviou o olhar para o chão – Eu... menti pra você...

-Como? – Sango se afastou um pouco da amiga.

-Eu... acho que... gosto dele... Muito... – Kagome sorriu levemente tornando a fitar a amiga – Tenho pena do Kouga... eu o traí...

-Aiê! – Sango exclamou tornando a abraçar a amiga – Eu aqui reclamando de probleminhas e você com esse problemão!

-Que é isso, Sango!

-O Miroku sempre foi tarado e gosta ao menos um pouquinho de mim. Grande coisa! – a jovem suspirou – Agora... você está dividida... não está?

-E como... – a garota sorriu secando algumas lágrimas.

-Afh... – Sango suspirou – Desculpa ficar te enchendo o saco...

-Ora! Eu a ajudo um pouquinho, você me ajuda um pouquinho... – Kagome sorriu fitando a face da amiga com carinho – Só não sei o que vou fazer...

-Deixa tudo rolar, Kagome... Com o tempo tudo se ajeita! – Sango sorriu segurando as mãos da amiga com firmeza – Eu vou fazer isso!

-Certo... – Kagome retribuiu o sorriso da amiga desviando o olhar pra janela – Isso se o seu primo me deixar em paz... – ela murmurou vendo-o abanar da sacada.

-Afh... – Sango suspirou – Ele é um problema...

-Se é... – as duas riram retribuindo o aceno para o rapaz.

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-Miroku? – Inu-Yasha indagou vendo o amigo parado ao lado da porta – O que veio fazer aqui a... meia noite?

-Conversar, ora! Tem tempo?

-Pra você não! – exclamou rindo da cara indignada do amigo – Capaz... entre. – ele finalizou estirando-se sobre o sofá após fitar Kagome e a prima irem na sacada.

-Eu preciso de ajuda. – o rapaz falou fechando a porta e sentando-se no sofá ao lado do que o amigo estava.

-Pois fale.

-É a Sango...

-Aproveita e dá um "Oizinho" pra ela! – Inu-Yasha riu abanando mais uma vez para as garotas.

-Elas não escutam, né?

-Não anta... Só vêem. – ele sorriu – O que tem a priminha?

-Promete que não me bate?

-To cansado demais pra isso... – o rapaz sorriu para a jovem de cabelos negros que cochichava com sua prima.

-Ao menos está me escutando?

-Claro, lerdeza!

-Ótimo! Eu... disse que gostava dela, de verdade... – ele silenciou.

-E daí?

-Estraguei tudo! ...De novo... Passei a mão nela... – o rapaz falou se encolhendo.

-Idiota! Assim nunca vai conquistar a confiança dela! Seja... hum... menos, muito menos tarado.

-Eu bem que tento! Mas... ela é tão gostosa...

-OU! Mede o palavreado se não eu te esmago! – o rapaz irritou-se atirando uma almofada no amigo.

-Ta! Desculpe, mas ela é muito atraente! E... eu a amo de verdade!

-Você É um idiota. – o outro rapaz afirmou rindo ao ver a prima manda-lo matar o amigo ao seu lado.

-Ela falou de mim, não falou? – Miroku indagou fitando Sango.

-Com certeza... – o rapaz sorriu olhando rapidamente pro amigo.

-Será que um dia ela vai me perdoar?

-Conhecendo a Sango... – o rapaz silenciou para o desespero do amigo – Nunca...

-AHHHHHHHHHH! O que eu vou fazer?

-Primeiro: parar de gritar na minha orelha. Segundo: se vira...

-Grande conselho...

-Obrigado.

-Idiota.

-Quer morrer ainda hoje?

-Ora!

-Então não diga besteiras! – Inu-Yasha se sentou no sofá encarando o amigo – Eu não sei o que fazer, ok? Ou você larga de ser esse mulherengo pervertido ou vai perde-la pra sempre!

-Não é pra tanto!

-É sim! – o rapaz de longas madeixas assentiu seriamente deixando o outro desesperado.

-Droga! – ele murmurou elevando-se e seguindo até a sacada – Sango! – ele exclamou vendo a jovem virar-se de costas – Olhe pra mim! Sangozinha!

-Já disse pra não me chamar de San...!

-Me perdoa? – ele a cortou sorrindo levemente – Por favor! Me perdoa?

-Hum... – Sango respirou fundo encarando o rapaz. Sua face permanecia séria – Por que eu deveria?

-Por que... eu quero mudar! Mas... eu preciso de sua ajuda! Eu preciso de você!

-Não pode ser a Koharu? Aposto que ela aceitaria em um piscar de olhos!

-Deixe-a, Miroku... – Inu-Yasha murmurou parando ao lado do amigo do modo como Kagome estava ao lado de Sango – Entre de uma vez.

-Sango! Só pode ser você! Só você! Eu te amo, Sango! Eu te amo! – o rapaz exclamou seriamente podendo notar os orbes arregalados da moça com quem falava. Inu-Yasha sorriu fitando a prima e a "amiga" – Sango! Me perdoa!

-... – Sango sorriu olhando para a amiga que sorria, tornando a fitar o rapaz – Já faz muito tempo que te perdoei... Muito...

-E agradeça a mim por isso! – Kagome exclamou aumentando o sorriso

-Obrigado, Senhorita Kagome! – o rapaz sorriu sinceramente – Sangozinha! Me espere aí mesmo! – o rapaz saiu correndo da sacada e em seguida do apartamento.

-Ei! Espere pervertido! – Inu-Yasha pegou a chave saindo do apartamento atrás do rapaz pervertido.

Alcançou o amigo no elevador seguindo junto com ele para a casa da prima. Adentraram o prédio ao lado seguindo rapidamente para o apartamento procurado. Tocaram a campainha e segundos depois a mais jovem das duas abriu a porta.

-Vai lá! Ela está te esperando! – Kagome sorriu apontando a sacada.

-Obrigado, Senhorita Kagome! Muito obrigado! – o rapaz adentrou a casa seguindo para o local indicado.

-Acha que vai dar tudo certo? – a garota indagou ao rapaz a sua frente.

-Vamos torcer... – ele sorriu pegando as mãos da jovem a puxando para fora do apartamento – Vamos deixa-los sozinhos... vem... – ele caminhou até o elevador puxando a garota junto.

-Ei! Aonde vai me levar?

-Pra minha casa! Ora! – o rapaz respondeu adentrando o elevador.

-Ei! Eu... Você... Você sabe que eu não posso ficar na sua casa! – ela protestou se pondo ao lado do rapaz.

-Por que não?

-Você sabe, idiota! O Kouga me mataria!

-Aquele imbecil... – Inu-Yasha respirou fundo.

-É... o imbecil do meu namorado...

-... – Inu-Yasha se calou. Apenas soltou um suspiro fitando a porta cinza à frente.

-Sinto muito... – a jovem murmurou com vergonha.

-Que? – ele indagou fitando a jovem.

-Sinto muito! – ela repetiu com veemência – Eu... bem que... gostaria de ficar lá com você... pra passar o tempo... Mas o Kouga é muito ciumento...

-Entendo... – ele deu um leve sorriso – Não se preocupe... minha K-chan...

-C-certo... – ela gaguejou sentindo-se enrubescer.

O rapaz fitou-a calado. Era bom saber que ela gostaria de estar com ele e melhor ainda ver seu nervosismo perante aquele "minha K-chan"... Ele sorriu enlaçando a mão da jovem com a sua... aumentou o sorriso ao sentir que a jovem aceitou aquele pequeno afeto enlaçando sua mão também. Seguiram calmamente até o apartamento do namorado a garota. A jovem tocou a campainha diversas vezes, mas ninguém atendeu.

-Onde ele pode ter isso há essa hora? – ela indagou sentando ao lado do amigo.

-Não sei, Kagome... Juro que não sei... – o rapaz murmurou abraçando a jovem com carinho.

-Ele podia ao menos avisar, não?

-Provavelmente ele pensou que você estaria dormindo, não?

-Éh... mas... ele sabia que eu estava na Sango e que provavelmente ficaríamos acordadas até tarde!

-Provavelmente, Kagome... Mas não era certo que ficariam acordadas.

-... – a jovem se calou abraçando o rapaz com mais intensidade ainda – Eu me preocupo com ele, entende?

-Claro que entendo, K-chan...

-Não sei se ele confia em mim...

-Se ele não confiasse estaria com você ainda?

-Acho que não... – a jovem sorriu soltando um suspiro em seguida.

-Não se preocupe tanto... Ele está bem... – o rapaz suspirou xingando-se mentalmente por ter tocado nos lábios daquela jovem, afinal, ela parecia amar muito o namorado que tinha.

-Obrigada, Inu-Yasha... Eu te adoro muito...

-Eu também, K-chan... Eu também...

-Você acha que... – ela se afastou um pouco do rapaz – eu devo ligar pra ele?

-Tente... – ele sorriu acariciando-lhe a face levemente, mas o suficiente para faze-la corar.

-Certo... – ela sorriu remexendo a bolsa em busca do celular. Pegou-o e discou os números – Ok! Aí já é demais! – a jovem exclamou atirando o telefone no chão.

-O que aconteceu?

-Está desligado ou fora da área de cobertura! – a jovem exclamou revoltada.

-Calma! – ele enlaçou os braços entorno dela, apertando-a contra si – Pode estar sem bateria! – tentou ele sorrindo.

-Muito improvável... Ele sempre coloca o celular carregar ligado.

-Pode ser que ele esqueceu o celular ou acabou a bateria no caminho!

-Esqueça a bateria! Ele tinha acabado te carrega-lo quando eu fui lá...

-Pode ser que...! – o rapaz silenciou – Desculpe... não consigo pensar em mais nada...

-Não se preocupe... – a jovem sorriu fitando o rapaz nos olhos – Já defendeu-o demais...

-Você que não deve se preocupar, ok? – ele indagou-a e ela assentiu levemente – Ele está bem... Está tudo bem... – ele a puxou para seu colo como se ela fosse um bebezinho – Relaxe um pouco...

-Certo... – ela murmurou fechando os olhos enquanto enlaçava-lhe a cintura com carinho.

O rapaz sorriu acariciando a face da jovem... Ela já dormia há algum tempo... Desvencilhou a bolsa do braço da garota elevando-se e seguindo para o segundo andar onde ambos teriam de dormir, já que a cama do rapaz estava... hum... digamos que impossibilitada de ser usada. Com certa dificuldade ele subiu as escadas, abriu a porta e depositou a jovem no sofá-cama que ainda não havia fechado. A jovem lentamente abriu os olhos vendo o rapaz sorrir e acariciar-lhe, ao menos mais uma vez, a face.

-Inu...?

-Shhh... Durma, Anjo...

-Aonde você vai?

-Vou descer.

-Fica aqui comigo? – ela indagou segurando-lhe a mão.

-Eu prometo que já volto... Agora descanse.

-Vou esperar você voltar. – ela sorriu vendo o rapaz suspirar.

-Certo... – ele beijou-lhe a face levemente seguindo para o primeiro andar. Trancou a porta, pegou a bolsa da jovem, o celular dela e seguiu de volta para o segundo andar. Passou a chave naquela porta também e sentou-se ao lado da jovem que, como falou, o esperava – Voltei, não voltei?

-Sim...

-Durma agora...

-E se você sair?

-Pegue essa chave. – ele colocou a chave nas mãos da jovem – Se ficar com ela não poderei sair daqui.

-Então eu fico com ela. – a garota sorriu fechando lentamente os orbes pesados.

-Durma bem, K-chan...

-Você também... Inu-kun... – ela resmungou soltando um suspiro.

Ele sorriu aconchegando-se ao lado da moça... Fechou os olhos, mas logo tornou a abri-los... Fitou a jovem ao seu lado... Tão bela... tão doce... tão impossível... Suspirou acariciando-lhe os cabelos longos com carinho... sorriu tornando a fechar os olhos... Dormiu...

Abriu os olhos sentindo algo quente e aconchegante envolver sua cintura... Era ela... O estava abraçando... tão gentil... tão amável... mas ainda tão impossível... Sorriu ao ouvi-la sussurrar seu nome... Estava sonhando com ele! Ahh! Ganhara o dia nesse momento! Enlaçou os braços entorno dela apertando-a possessivamente contra si. Ahhhh... fora possessivo demais...

-Inu...Yasha...? – a jovem de castanhos orbes murmurou fitando-lhe ainda sonolenta.

-Estou aqui, K-chan... – o rapaz sorriu acarinhando-lhe as madeixas.

-Obrigada... por ficar aqui... – ela sorriu suspirando em seguida.

-Você precisava de um amigo, eu estava aqui...

-Éh... – ela sorriu ainda mais sentando-se lentamente na cama improvisada.

-Quer comer alguma coisa?

-Aham... – ela assentiu elevando-se com a ajuda do rapaz.

-E a chave?

-Aqui... – ela murmurou estendendo-lhe a peça de metal que segurara consigo a noite toda.

-Vamos?

-Vamos.

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-Tudo bem, Sangozinha?

-Claro! Por que não estaria?

-Sei lá... – Miroku posicionou-se encostado no parapeito da sacada ao lado da jovem – Você... me perdoou mesmo, né? – ele indagou após um tempo em silêncio.

-Sim, Miroku... – a garota sorriu recostando a face no ombro do rapaz – Kagome-chan me ajudou... Nós sabemos muito bem que você não muda...

-Mas eu quero mudar... – ele afirmou passando o braço por cima dos ombros da jovem – Quero mudar! Por você!

-Por... mim...?

-Éh... O Inu-Yasha me disse que só mudando vou conseguir sua confiança.

-E eu acredito que ele tenha razão!

-Então! Eu quero mudar para que você confie em mim! Para que possamos ficar juntos! Entende?

-Aham... – a moça sorriu abraçando o rapaz com carinho – Eu quero muito ficar com você...

-E eu com você... – ele sorriu soltando um suspiro a abraçando forte – Eu te amo...

-Eu também te amo, Miroku... – a jovem corada falou abraçando o rapaz com mais força.

-Que tal entrarmos? – o jovem indagou após um tempo.

-Claro! – a garota sorridente enlaçou as mãos do rapaz puxando-o para dentro de casa – Vamos assistir algum filme?

-Se você quiser...

-Vamos! – ela puxou o rapaz para o sofá ligando o DVD e a tv. Tornou a sentar-se ao lado dele, abraçando-o – Te amo...

-Também te amo... – ele sorriu acariciando os cabelos castanhos da jovem.

Algumas horas depois o filme acabava e Miroku era o único acordado. Com cuidado levou a jovem até o quarto depositando-a sobre a cama e em seguida retornou a sala para desligar os aparelhos e trancar a porta. Retornou para o quarto deitando-se ao lado da jovem e a abraçando. Fora uma noite tranqüila para ambos... Estavam felizes...

Sango fora a primeira a acordar encontrando-se nos braços do rapaz. Sorriu acariciando-lhe a face gentilmente. Sorriu ainda mais vendo o rapaz abrir os orbes azulados. Ele retribuiu o sorriso beijando-lhe a face com carinho.

-Bom dia, Sango-chan...

-Bom dia, Miroku-san...

-Que tal tomarmos um café junto com a Kagome e com o seu priminho?

-Ótimo! – ela sorriu procurando pelo celular.

-Aqui... – Miroku sorriu estendendo-lhe o aparelho.

-Obrigada. – a garota sorriu discando os números da amiga energicamente.

-Olá, Sango-chan!

-Olá, Kagome-chan! Vamos tomar café? Eu você, o Miroku e o meu querido priminho?

-Vocês têm noção da hora?

-Bom... na verdade... não... – a jovem sorriu sem-graça.

-Faltam quinze minutos para o meio-dia... – a outra informou rindo.

-Nossa! Que tal um almoço, então?

-Pode ser... Mas o que?

-Pizza! – Sango exclamou lambendo os lábios.

-Acho que pode ser... Vamos sim! – a outra afirmou rindo.

-UEBA! Avisa meu primo idiota?

-Sim... eu aviso seu primo idiota...

-Beijo, amiga!

-Beijo!

-OBA! Vamos comer pizza! – ela sorriu para o rapaz ao seu lado.

-Então se arrume para irmos encontrar o remungão.

-Certooooo! – a garota pulou da cama fuçando nas sacolas que trouxera do shopping na noite passada.

Verificou cuidadosamente cada uma das sacolas... Todas roupas novas, nunca usadas... Mas ela já queria outras... Respirou fundo decidindo-se por uma calça de jeans preta e uma bata cor de rosa. Maquiou-se levemente enquanto Miroku a esperava. Se olhou no espelho, pegou uma bota, a bolsa e saiu correndo até a sala. Colocou o calçado e saiu ao lado de Miroku. Desceram e ficaram esperando um tempo até que puderam ver Inu-Yasha e Kagome rumarem até eles.

-K-chan! – Sango abanou para a amiga correndo até ela e a abraçando – Que roupa linda amiga!

-Ah... – a jovem sorriu sem-graça lembrando que Inu-Yasha lhe dera de presente aquela saia preta e a blusa cavada vermelha naquela mesma manhã.

-Gostou priminha? Eu quem dei... – o rapaz, por sua vez, sorriu orgulhoso.

-Esses fiapinhos aqui são tão bonitinhos e...! – a jovem parou de analisar a blusa da amiga fitando o primo surpresa – Você que deu pra ela?

-Éh...!

-A questão é que eu não fui pra casa ontem e não tinha roupa pra botar. Enquanto eu tomava banho, você sabe que eu demoro, o Inu-Yasha saiu e comprou isso... – a jovem explicou com a face um tanto rubra.

-Puxa! Não sabia que meu priminho tinha bom gosto... Que tal um passeio no Shopping comigo, Inu-Yasha?

-Ah, mas nem morto! – o rapaz se negou cruzando os braços – Vai com Miroku!

-Ah... Seu chatoooooo! – a jovem exclamou fazendo biquinho.

-Blá, blá, blá! Vamos comer ou não?

-Vamos sim, Inu-Yasha! Seja mais paciente! – a jovem, ainda rubra, falou sorrindo levemente.

-Certo... Vamos logo... – o rapaz de longas madeixas sorriu seguindo até o carro – Vamos logo seus molengas! – reclamou vendo que os companheiros permaneceram parados no lugar.

-Puxa... ele sorriu tão bonitinho... – a prima do rapaz dono do carro sussurrou para a amiga ao seu lado – Nunca o vi agindo dessa forma... O que fez com ele?

-Eu? – a jovem ainda mais ruborizada indagou seguindo até o carro – Nada... – ela não conteve um sorriso.

-Estou impressionada... – a outra sorriu seguindo ao lado de Miroku.

-Se quiser saber, eu também...

Os dois riram adentrando o carro enquanto o dono do mesmo reclamava da demora. Seguiram rapidamente até a pizzaria mais próxima, logo fazendo seus pedidos. Sentaram e esperaram...

-Ah! Eu amo domingo! – Sango exclamou rindo – Ah! Eu amo pizza!

-Ah! Você também ama Miroku, néh? – o rapaz pervertido indagou-a sorrindo levemente.

-Ah! Não sei! – a garota riu apertando as bochechas do "amigo".

-Ah... diz que ama, diz!

-Certo! Ah! Eu amo o Miroku! – a jovem riu ao sentir o rapaz lhe abraçar com carinho – Satisfeito?

-Muito!

-Mas eu não... – o reclamão falou respirando fundo – Por que raios eu tenho que ter um parente pervertido?

-Por que sua prima ama um pervertido. – Kagome sorriu divertida.

-E você, K-chan... – o rapaz mais jovem indagou sorrindo maliciosamente – Ama quem?

-Oras! Que pergunta, Inu-Yasha!

-Claro que sou eu, né? – ele insistiu com o mesmo sorriso pintando os lábios.

-Sim...

-Como? – os três indagaram surpresos.

-Te amo do mesmo jeito que amo a Sango e o Miroku... – a jovem explicou sorrindo.

-Ah, ta... Pensei que a Senhorita Kagome estivesse enlouquecendo!

-O que quis dizer com isso, Miroku?

-Nadinha... – o rapaz sorriu se encolhendo perto de Sango ao ver o olhar zangado do outro.

-Melhor fechar a matraca antes que eu te mate!

-Certo, certo rapazes! Chega de discussão! – Kagome exclamou servindo-se de um pouco de suco.

-Eu sei que você me ama... de outro jeito... – o rapaz sussurrou discretamente para a jovem ao seu lado, enquanto os outros dois mantinham uma leve troca de caricias.

-Sabe? – a jovem soltou um sorriso sarcástico tocando os lábios na borda do copo.

-Se não você não teria me beijado... – ele murmurou tocando o ombro da jovem.

-INU-YASHA! – a garota exclamou totalmente vermelha após quase ter se afogado com o suco.

-Mentira?

-Não, mas...! Pode, por favor, esquecer isso?

-Não me peça algo impossível... – ele respondeu sinceramente saciando a sede com um pouco do suco que servira para si.

-Qual é o papo secreto de vocês dois? – Miroku indagou a dupla curiosamente.

-Papo algum, Miroku... – o outro rapaz amargurado respondeu fitando o copo de suco em mãos.

-Inu-Yasha... – Kagome murmurou tocando o ombro do rapaz.

-Não se preocupe... – ele falou retirando a mão da jovem de perto de si.

A jovem fitou Sango sentindo-se culpada. A outra apenas elevou um pouco os ombros incerta. Kagome mordeu os lábios inferiores tentando pensar em outra coisa além de confortar o rapaz ao seu lado. Mantiveram-se em silêncio e foi desse mesmo modo que comeram as pizzas. O silêncio era incômodo a todos em especial para a jovem Kagome.

-Chegaaaaaa! – Sango exclamou batendo as mãos da mesa – Vocês podem, por favor, falar alguma coisa? Isso está me dando nos nervos!

-... – Kagome permaneceu em silêncio do mesmo modo como o rapaz ao seu lado. Sorriu levemente se levantando – Desculpem... eu... tenho que ir... – a jovem deu um leve abano virando-se de costas.

-K-chan! Aonde vai?

-Pra casa... Minha mãe pode estar preocupada... – informou tornando a abanar e seguiu caminho – Sinto muito... – murmurou ao sair da pizzaria.

-Argh! Inu-Yasha seu idiota! O que foi que você fez?

-Eu? Eu não fiz nada! – defendeu-se o rapaz elevando a face para encarar a prima.

-Então como explica a Kagome ter saído daqui assim?

-Assim como? – o rapaz indagou parecendo confuso.

-Seu idiota! Ficou aí olhando pra mesa que nem notou que a K-chan estava triste! Você é mesmo um imbecil!

-Triste...? – murmurou fitando a mesa outra vez – Por que?

-Oras! O que estavam falando? – Sango respirou fundo vendo que o primo não responderia – Puxa vida Inu-Yasha! Depois que você se calou aí todo emburrado a K-chan ficou o tempo todo tristonha! Como você é anta! O que disse pra ela?

-Se eu falar... a Kagome acaba comigo... – ele informou fitando a prima.

-Hum... – a jovem se calou pensando um tempo – Já sei o que foi... Você realmente é um problema, Inu-Yasha! Um problemão!

-Problema? Eu?

-Não percebe que ela está confusa quanto a tudo que aconteceu ontem?

-O que você sabe sobre ontem?

-O essencial pra saber que a culpa é toda sua! Inu-Yasha, ela tem um namorado! E eu sei, de certeza absoluta, que ela não o ama de verdade! Então vocês...! – a jovem se calou soltando um suspiro – Imprudentes! Vocês dois! Agora vocês dois idiotas ficam aí sofrendo! Ela está muito confusa, ok? Acho melhor darmos um tempo a ela, certo?

-Certo... – o rapaz murmurou se debruçando na mesa.

-A Kagome está grávida do Inu-Yasha?

-Miroku! – Sango riu encarando o rapaz ao seu lado – Não é pra tanto!

-Puxa... me assustei...

-Bobo! Acho que nem eles seriam tão idiotas a tal ponto! Mas a K-chan não ama mesmo o Kouga-kun... então ficou com os sentimentos todos confusos... Ela se sente culpada por trair o Kouga, mas... Ela não disse, mas eu sei que ela não se arrepende do que fez... Pode até se sentir culpada, mas ela gostou... – a jovem comentou suspirando – Agora ela deve estar mais confusa que antes... O que ela te disse?

-Que era pra eu esquecer...

-E você disse...?

-Que ela não me pedisse para fazer algo impossível...

-Aí está o problema! Ela estava tentando esquecer por causa do Kouga, mas então se deu por conta que também não poderia esquecer. Não, tendo você tão perto...

-Ela me quer longe?

-Não necessariamente... Pois ela gosta de você... Ela só precisa de um tempo... só isso...

-Quanto tempo? Não sei se agüento muito...

-Isso eu não faço nem idéia...

-Sou um idiota...

-Só agora que notou? – Sango indagou suspirando outra vez.

-Mas... eu não consigo esquecer... Eu a quero! Eu preciso dela!

-Você também precisa de um tempo... Você tem uma namorada, esqueceu?

-Não... – ele murmurou escondendo a face nos braços.

-Por que raios ainda não acabou com a Kikyou?

-Por que... eu não consigo, Miroku... – ele respirou fundo – E a Kagome? Por que raios não acabou com o Kouga? Ele a trai tão descaradamente!

-Ele... a trai? – Sango indagou estupefata.

-Ontem não foi a primeira vez... Ele a faz de gato e sapato e ela parece não notar! Já o vi com diversas garotas, mas como eu odiava a Kagome eu não estava nem aí! E... ontem quando saímos do seu apartamento, Sango, eu fui leva-la no apartamento dele e ele não estava. O celular estava desligado... – o rapaz socou a mesa indignado – Maldito... estava com outra depois de fazer ceninha de indignação por ela estar ensaiando comigo!

-Então... – Sango olhou enigmaticamente para o rapaz ao lado – Não foi impressão...

-Eu disse que era ele... – Miroku falou bebendo o resto do suco.

-Como? – Inu-Yasha indagou elevando a face.

-Há um tempo atrás Miroku e eu estávamos andando por aí e o vimos de mãos dadas com outra garota...

-Pensamos que havia sido impressão... – Miroku informou pensativo – Mas bem que quando nos viu aumentou o passo rapidinho, lembra?

-Aham...

-Maldito... – Inu-Yasha resmungou cerrando os dentes.

-Mas por um lado, você também traiu a Kikyou. – Miroku lembrou ainda pensativo.

-É diferente... Kikyou e eu estamos brigados.

-Mas não terminaram.

-Isso não faz diferença, Sango...

-O que não faz diferença?

-Como? – Inu-Yasha levantou a face vendo a "namorada" ali.

-Ah! Sim! Você está me traindo com a Kagome, não?

-Que? – o rapaz perguntou espantado.

-Eu vi vocês dois ontem... Pareciam bem mais que amigos...

-Viu o que?

-Não se faça de idiota, Inu-Yasha! Você até disse que a amava!

-Ah! Tonta! – Inu-Yasha gargalhou – Kagome e eu estávamos ensaiando... – ele tornou a gargalhar vendo a confusão na face da mulher.

-Ensaiando?

-Pro filme... Você devia estar careca de saber que é muito mais fácil de se decorar as falas atuando!

-Ahhh... – a mulher ruborizou sentando-se ao lado do rapaz – Mas... então... do que estavam falando?

-Nada importante... – o rapaz falou encarando a indignada Sango e dando uma leve piscadela.

-Então... eu... queria me desculpar por... ter desconfiado de você... Sinto muito...

-Isso não muda nada... – o rapaz começou recebendo o apoio de Sango. Era a hora.

-Não... muda?

-Seus sentimentos por mim não são mais recíprocos...

-Como? – a mulher indagou com os orbes já molhados.

-Você entendeu bem! Não me faça repetir!

-Mas...!

-Queria falar comigo, Kiky-chan?

-Como é? – o rapaz olhou com irritação para o recém chegado – Engraçado... eu pensei agora a pouco na possibilidade de acabar com sua raça de uma vez... mas não sabia que pouparia meu trabalho de te procurar, Kouga.

-Calma... não encostei na sua Kikyou, não!

-Ainda, você quis dizer... – o rapaz sorriu sarcástico – Já não basta tudo o que faz pra Kagome, não?

-Como?

-Todos nós aqui, menos a Kikyou estamos bem cientes de suas traições...

-Eu? Traindo a K-chan? Nunca!

-CAH! – o rapaz gargalhou – Não me faça rir, seu maldito! Tenho dois olhos bem abertos! E você não estava em casa ontem e com o celular desligado..

-Eu passei o tempo todo em casa!

-Peça pra Kagome, pra ter certeza... – Inu-Yasha pronunciou surpreendendo o acusado – Com licença... – ele se levantou saindo da pizzaria.

Adentrou no carro saindo em disparada até seu apartamento. Precisava falar urgentemente com Kagome antes que aquele "maldito Kouga" enchesse sua cabeça de coisas inexistentes. Sentou no sofá com o celular colado a orelha. Murmurou alguns palavrões ao ouvir que o celular estava ocupado. Atirou o celular contra o chão... Pegou a lista telefônica procurando por "Higurashi". Sentiu alívio ao ouvir que estava chamando.

-Alô?

-Senhora Higurashi... Aqui é o Inu-Yasha, a Kagome está?

-Está sim, meu querido! Espere um pouco, ok?

-Claro, Senhora Higurashi... – ele murmurou respirando fundo. O coração batia forte pela corrida até o apartamento.

CONTINUA...